O que pensa Aluízio


AS BELÍSSIMAS AQUARELAS DE BONSON

 

Bonson: muita criatividade,

nenhum reconhecimento.

Prometi aos leitores deste blog que apresentaria algumas aquarelas de Sérgio Bonson. Esse extraordinário artista catarinense, natural de Florianópolis, falecido na tarde do último dia 8 (veja o comentário a respeito de Bonson, que postei no dia 9 deste mês). Bonson  merece que se escreva mais alguma coisa sobre ele. Principalmente para deixar definitivamente claro a todos quantos escreveram a cerca do artista, que Bonson não era apenas um “chargista”. Na verdade era um artista plástico avan la lettre. Deixou inúmeros trabalhos de altíssimo nível e apurada técnica. Principalmente as suas famosas aquarelas e desenhos retratando vários aspectos do centro da capital catarinense, como essa reprodução acima.

Reparem na delicadeza dos traços, das cores. Essa aquarela retrata o centro de Florianópolis, o denominado “Senadinho”, que fica no calçadão da Rua Felipe Schmidt. Mas ao retratá-lo Bonson evoca o passado do local, onde havia também o trânsito de veículos. Delicadamente, coloca dois automóveis sobre o calçadão, completamente deserto, já no setor compreendido pela rua Trajano, transversal da Felipe Schmidt, onde nos sábados de manhã nos encontrávamos para estimulantes bate-papos. O ambiente criado pelo artista é limpo, calmo e sereno, contrariando a realidade sempre marcada pelo tumulto do vai-e-vem dos passantes.

O que me entristece é ter testemunhado Bonson aparecendo na rua Felipe Schmidt, com um conjunto de belas aquarelas, reclamando que estava difícil o mercado da arte. Claro, num país constituído de Botocudos, artistas como Bonson jamais serão reconhecidos e valorizados. Talvez agora, após a sua morte, alguns endinheirados, novos ricos (argh!), decidam adquirir os quadros com alguns marchands, para depois exibi-los posando de bons entendedores de arte.

Mas, voltando, agora, ao chargista. Bonson era, sim, um extraordinário chargista, cartunista e ilustrador. Tão bom que nos últimos anos foi ignorado pela imprensa catarinense. Certa vez, quando trabalhava em O Estado, Bonson foi mandado embora exatamente pela sua genial criatividade. Numa charge envolvendo o Presidente General Figueiredo, o qual tinha proferido à época a célebre frase, segundo a qual preferia o cheiro de cavalo ao cheiro do povo, Bonson desenhou um cavalo encimado por cinco estrelas, ícone que designa um general. Foi o bastante para perder o emprego, com a direção do jornal alegando o risco que era ridicularizar o general.

Tempos depois, ao assumir a editoria da recém lançada edição de O Estado de segunda-feira na época (final da década de 70) em que os jornais começaram a circular às segundas, porque até então nesse dia da semana não havia jornal na rua), consegui convencer a direção do jornal para trazer Bonson de volta. Realizamos belas edições, valorizadas pelas ilustrações de Bonson. Aqui vale uma rápida digressão: depois do fechamento íamos a uma pizzaria para refazer as energias e, sob os eflúvios de uma seqüência de cervejas geladíssimas, falávamos sobre tudo, mas principalmente, de política, de arte, de filosofia e de jornalismo. Orlando Tambosi também era companheiro pontual da pizza com cerveja de todas as madrugadas de domingo, além de se ter revelado um grande talento na redação. Mais tarde, Tambosi enveredou pela vida acadêmica, onde permanece até hoje. E lá brilha também como grande intelectual, reconhecido inclusive nos meios acadêmicos europeus, em razão do sucesso de seu livro (sucesso lá na Europa, porque aqui os intelectualóides o ignoram) traduzido para o italiano “Perque il marxismo ha fallito”.

O que me espanta é o fato de que, se formos fazer bem as contas, no plano da produção intelectual e cultural, Florianópolis, como de resto a totalidade do Bananão, sofre uma decadência. E tanto isso é verdade que talentos como Bonson passaram a ser completamente ignorados. Bonson morreu abandonado, como se fosse um traste. Privaram-nos de poder curtir diariamente os seus cartuns, as suas charges inteligentes e o seu bom humor.

Mas volto a lembrar. Bonson não era apenas um chargista.

 



Escrito por Aluizio Amorim às 15h30
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O BOM HUMOR DO FRANK



Escrito por Aluizio Amorim às 01h32
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OS EFEITOS DO MAR DE LAMA

Brasil lidera queda no índice

de desconfiança no governo

São Paulo - Uma pesquisa divulgada pelo Fórum Econômico Mundial nesta quarta-feira apresenta o Brasil como o país em que houve a queda mais acentuada na confiança da população no governo entre 2004 e 2005. O estudo, conduzido pela empresa internacional de sondagens GlobeScan, é feito periodicamente em 20 países. O ranking de confiança em governos adota uma pontuação que é o resultado da subtração do porcentual de entrevistados que manifestam confiança do porcentual da parcela que diz não confiar no governo. No caso brasileiro, em 2004 o índice registrado era de oito pontos positivos. Em 2005, a redução foi vertiginosa: houve queda de 64 pontos, e o país totaliza agora menos menos 56 pontos no índice de confiança. Na pesquisa feita em junho e julho no Brasil, 22,5% dos entrevistados disseram confiar no governo. Já 77,1% disseram que desconfiam. A diferença entre os que confiam e desconfiam é de 54,6 pontos porcentuais (o número subiu para 56 no relatório final, após retirada a parcela dos que responderam "não sabe" e outros cálculos estatísticos).

Para ler a matéria completa clique aqui.

 



Escrito por Aluizio Amorim às 23h56
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COPA DO MUNDO

Brasileiros na Alemanha

oferecem hospedagem

Brasileiros que vivem nas mais diversas regiões da Alemanha estarão oferecendo hospedagem para quem vier para a copa e quiser preços mais em conta para a permanência no país durante o evento. O ABKnet estará organizando uma página especial onde visitantes poderão pesquisar as ofertas, preços, localização dos alojamentos, bem como efetuar as reservas. A experiência mostra de outras copas, que hospedar-se com compatriotas é vantagem não apenas nos preços: Dificuldades da língua e de deslocamentos, informações turísticas ou sobre horários, transportes e dicas gerais  ficam bem mais fácil quando o anfitrião é um patrício vivendo no lugar visitado. O site já pôs um endereço de e-mail online para interessados em dispor acomodações ou interessados em hospedagem. É só enviar uma mensagem para: copa2006@abknet.de . O site estará também dando as principais novidades sobre o torneio. Agora é torcer pelo hexa e comemorar. Essas informações estão no site ABKnet.

Tá chegando a hora !
Brasil



Escrito por Aluizio Amorim às 11h38
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FAZENDO AS CONTAS

Desde os governos militares,

Lula é o que menos investiu.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva corre o sério risco de se tornar o chefe de governo brasileiro com a pior média de investimentos desde as administrações militares. Mesmo que feche 2005 acelerando o ritmo, o petista entrará no último ano de mandato com uma média de R$ 11,6 bilhões de investimentos por ano. É menos do que a média da pior entre as administrações dos últimos 25 anos, a do general João Batista Figueiredo (R$ 12,5 bilhões), e fica bem abaixo do resultado de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso (R$ 17,5 bilhões).
A comparação foi feita pelo jornal Estadão a partir de números oficiais divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional, que computa os investimentos realizados com verbas do orçamento da União entre 1980 e 2005 e atualiza os valores pelo IGP-DI. As despesas classificadas como investimento são apenas aquelas relativas a obras e compras de equipamentos, num critério parecido com o utilizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para calcular a taxa de investimento em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). São fundamentais para criar condições para o crescimento econômico. Para ler a notícia completa, clique aqui.



Escrito por Aluizio Amorim às 03h03
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ISTO É QUE É MARKETING

Divulgação/MSN

Ronaldinho está no time do portal MSN para a Copa de 2006.

Ronaldinho no blog de craques da Microsoft na Copa

 

São Paulo - O MSN promete arrasar no Mundial de 2006, na Alemanha. Pela amostra inicial, parece que assim será. Nada menos que sete dos melhores jogadores da Europa na atualidade, vestiram ( literalmente) a camisa do MSN, e estão prontos para fazer parte da equipe do portal que cobrirá o torneio. Ronaldinho Gaúcho (Barcelona) , Xabi Alonso (Liverpool), Michael Owen NewCastle), Claude Makelele (Chelsea), Gianluigi Buffon (Juventus), Edgar Davis (Ajax) e Kevin Kuranyi (Schalke) escreverão sobre os bastidores do futebol e comentarão as atuações de suas seleções em blogs criados no MSN Spaces. Eles estarão também presentes em um novo game, desenvolvido especialmente para o MSN Messenger. “Trabalhar com o MSN é algo emocionante para mim e para meus companheiros. Teremos a oportunidade de nos divertir e de proporcionar aos internautas nossa visão do futebol no Mundial da Alemanha,”, disse Ronaldinho, durante o evento em que foi apresentado como o mais novo colcaborador da Microsoft. (Agência Estado).



Escrito por Aluizio Amorim às 23h19
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A T E N Ç Ã O!

 

 

Este blog está aberto livremente aos comentários dos visitantes. Portanto, o proprietário do blog não os analisa previamente, mas reserva-se o direito de reprová-los caso contenham acusações no que respeita à honorabilidade das pessoas, à sua vida pessoal, bem como ofensas ou palavras agressivas, chulas ou de baixo nível, contra pessoas físicas ou jurídicas. O blog é uma mídia como outra qualquer e, portanto, sujeito à legislação pertinente. Neste caso, o proprietário do blog espera que todos aqueles que honram este espaço com suas visitas e comentários compreendam esses aspectos atinentes à responsabilidade de quem mantém uma página na web.



Escrito por Aluizio Amorim às 18h34
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POLÊMICA. VIVA A POLÊMICA. (2)

Dines responde a Mainardi

no Observatório da Imprensa

“É preciso reconhecer que Diogo Mainardi está prestando um enorme serviço ao jornalismo brasileiro. E quiçá mundial. Mais algumas tentativas de ressuscitar o macartismo e o rapaz será convidado para a ceia de Natal da Casa Branca. À direita de Dick Cheney.

Além de assumir-se como o patriarca do parajornalismo da Botucúndia e de estar prestes a tirar o cetro do Matt Drudge (o velhaco que foi cheirar o vestido da estagiária de Bill Clinton), Diogo Mainardi acaba de estraçalhar a celebérrima Lista Negra da Veja. Quebrou tabus, infringiu férreas determinações, rasgou um portentoso index que já dura três décadas.

É um herói, campeão da liberdade de expressão no segmento hebdomadário (não confundir com dromedário). Ousou citar novamente o título "Observatório da Imprensa" para chamar a atenção de seus três milhões de consumidores (tudo bem, pode usar mais vezes, não cobramos pedágio); não contente, dedicou a este Observador grande parte de seu último delírio narciso-denunciatório ("Observatório da imprensa (2)", Veja nº 1935, de 14/12/2005) e, num rasgo de generosidade, conseguiu convencer os seus poderosos chefões a enriquecer a seção de cartas com meia dúzia de homenagens e congratulações ao autor destas mal-traçadas. Não importa que sejam inventadas, vale a façanha de acabar com uma das mais abjetas práticas da "imprensa sadia" (na expressão de Gondin da Fonseca que Diogo Mainardi certamente conhece)”. Para ler o artigo de Dines na íntegra, clique aqui.

 

 



Escrito por Aluizio Amorim às 22h19
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O BOM HUMOR DO FRANK



Escrito por Aluizio Amorim às 21h13
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Nuvem de fumaça

cobre a Inglaterra

Londres - Uma nuvem de fumaça preta se estende por centenas de quilômetros do sul da Inglaterra após as explosões registradas neste domingo no centro de distribuição de combustível próximo à localidade de Hemel Hempstead, ao norte de Londres. O Escritório Meteorológico britânico advertiu que, embora os ventos sejam velozes, a nuvem pode alcançar o porto de Southampton ainda esta noite.

A espetacular nuvem de fumaça é visível até mesmo para os aviões, que voam a uma altura de quase 3 mil metros.

A fumaça, que segundo as autoridades não é tóxica, é irritante e pode causar ardência nos olhos, tosse e náuseas. A espetacular nuvem de fumaça é visível até mesmo para os aviões, que voam a uma altura de quase 3 mil metros.

O meteorologista Peter Kidds alertou que quando a fumaça esfriar, algumas partículas de fuligem, contendo substâncias poluentes, poderão cair sobre a terra. Apesar de não estar em alta concentração, a fumaça seria suficiente para gerar certa preocupação.

Howard Borkett-Jones, diretor médico do hospital da localidade de Hemel Hempstead, em cujas imediações estão as instalações acidentadas, alertou que a fumaça pode afetar pessoas asmáticas. "Entendemos que, em termos gerais, o fumaça é de pouca toxicidade, mas pode causar problemas respiratórios", explicou.

As autoridades inglesas descartam a possibilidade de atentado. Leia a matéria completa clicando aqui.



Escrito por Aluizio Amorim às 15h37
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NO MÉXICO, COMO AQUI E NA VENEZUELA.

Populista lança campanha

e faz promessa aos pobres

México - Andrés Manuel López Obrador assumiu a candidatura do Partido da Revolução Democrática (PRD) à Presidência do México, quando terá como aliados outros dois grupos políticos, o Partido do Trabalho (PT) e Convergência. Diante de dezenas de milhares de seguidores reunidos na Praça da Constituição da capital mexicana, López Obrador ofereceu articular "um movimento amplo, plural e includente para conseguir uma mudança verdadeira no país, começando pelos pobres".

O ex-prefeito do Distrito Federal explicou que para a campanha eleitoral, que começará em 19 de janeiro, elegeu como lema "Pelo bem de todos, primeiro os pobres". Ele explicou que "não se trata de chegar à Presidência e de se sentar na cadeira presidencial, mas de fazer, com o impulso do povo, uma renovação taxativa, uma verdadeira purificação da vida pública para remover as estruturas caducas de poder que impediram o México e seu povo de seguir adiante".  Para ler a matéria completa, clique aqui.

MEU COMENTÁRIO: A plataforma política do populista mexicano Andrés Manuel López Obrador, candidato à Presidência da República, segue, mais ou menos uma tendência que poderá ser dominante nos próximos anos em toda a América Latina. Para entender esse fenômeno recomendo a leitura de artigo de minha autoria, postado mais abaixo, neste blog, intitulado “Um novo contexto político”. Chamo a atenção para o fato de que pobres e miseráveis já constituem, certamente, a maioria da população da América Latina. Em cada um dos países que compõem o continente latino-americano a respectiva população já é dominantemente pobre. A proletarização da classe média paralisou a mobilidade social que existia, ainda que de forma precária até, pelo menos, a metade do século XX. O aumento dessa população marginal foi tão grande nas últimas três décadas que pauperizou todo o continente. Foram essas massas marginais que deram poder absoluto a Chávez, na Venezuela (a revista Veja desta  semana, conforme post abaixo, traz uma reportagem cuja leitura é fundamental) e, no Brasil, ao PT. Agora parece ser a vez do México. Em todos esses países, incluindo o Brasil, chega ao poder o populismo. Os exemplos na história política das nações têm mostrado, de sobejo, que governos desse tipo acabam sempre tragicamente, como na Alemanha de Hitler e na Itália de Mussolini. A horda de despossuídos, hoje a maioria da população e, portanto, com condições capazes de decidir uma eleição, transformou-se numa pista de decolagem para aventureiros de todos os matizes.

 



Escrito por Aluizio Amorim às 01h49
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FASCISMO CUCARACHA

Como no nazismo de Hitler; como no fascismo de Mussolini. Culto à personalidade.

Chavéz é o ditador da

Venezuela. Ou não é?

Só por esta reportagem, que é de arrepiar, a Veja vale ser lida esta semana. O link é só para assinantes da revista. Leia um trecho da matéria:

“Hugo Chávez tem em seu currículo uma tentativa sangrenta de tomar o poder pelas armas, em 1992. Hoje, ele pode dispensar o golpe de Estado para se transformar em ditador. As ferramentas estão todas em sua mão. Estima-se que tenha o apoio de metade dos venezuelanos – exatamente a parte mais pobre, que ele cativa com um discurso populista e uma ampla ação assistencialista. Seu poder foi cimentado por plebiscito em que conseguiu maioria esmagadora. Plebiscitos podem ser instrumentos democráticos legítimos e dessa forma são usados em muitos países com objetivos específicos. Chávez lançou mão deles de forma antidemocrática, para atropelar a representação popular e recriar o Estado de acordo com sua vontade. O uso da democracia para destruir a democracia não é original. Adolf Hitler era líder de uma bancada parlamentar eleita com 33% dos votos quando foi escolhido chanceler da Alemanha. Um ano depois, ele acumulou o posto de presidente, deixado vago pela morte do marechal Hindenburg, obtendo para isso a aprovação dos alemães em plebiscito. Nos anos seguintes, fechou os sindicatos, calou a imprensa livre e suprimiu, pela violência diária, os demais partidos. Entre 1933 e 1939, quando invadiu a Polônia e expôs sua brutalidade ao mundo, Hitler usufruiu a neutralidade e até a boa vontade da comunidade internacional.

Há semelhanças entre a trajetória de Hitler e a de Chávez. Sobretudo num aspecto: como ocorreu com Hitler nos primeiros anos, a comunidade internacional não está dando a devida atenção à forma sistemática com que Chávez vem corroendo a liberdade na Venezuela. Na semana passada, seu país foi aceito no Mercosul, apesar de a participação estar condicionada pela chamada "cláusula democrática". A Venezuela tem uma feia história de partidos e presidentes corruptos. Chávez apresenta-se como o representante dos pobres – ele se diz um deles, que conseguiu superar a adversidade graças ao esforço pessoal e agora se dedica a punir a elite corrupta e a ajudar os mais pobres. Todo o arrocho é feito em nome da democracia e do bem-estar dos pobres. É um paradoxo, visto que seu governo multiplicou o número de pobres”.

 

 



Escrito por Aluizio Amorim às 00h09
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POLÊMICA. VIVA A POLÊMICA.

Coluna do Diogo Mainardi

O Observário da Imprensa

“Dedurei um punhado de jornalistas lulistas na coluna da semana passada. Um dos citados foi Alberto Dines. Ele respondeu o seguinte: "O pitoresco caçador de bruxas [eu] tem horror às esquerdas. Mas já que pretende denunciar o comprometimento político dos jornalistas conviria que não perdesse de vista o avanço da Opus Dei na imprensa. Inclusive onde ele próprio atua."

Mandei uma mensagem a Dines. Pedi-lhe uma lista com o nome de todos os jornalistas ligados à Opus Dei. Prometi publicá-la integralmente em minha coluna. Ele me aconselhou a ler seus artigos sobre o tema. Eu li. Num deles, Dines comete a ousadia de associar a Opus Dei ao símbolo da loja Daslu. Mas não cita o nome de nenhum jornalista. Insatisfeito, mandei-lhe outra mensagem, reiterando o pedido de uma lista com nomes. Dines desapareceu. Ele é pago para pontificar a respeito da imprensa na televisão pública, na rádio pública, na internet, nas universidades. Ele acusa a imprensa de estar tomada por jornalistas da Opus Dei, mas não tem coragem de identificá-los. Eu apontei o nome de uns pelegos lulistas na imprensa, e fui considerado um espertalhão leviano em busca de reconhecimento. É por isso que tenho "horror às esquerdas". Porque elas mentem. Porque elas enganam. Todas elas. Do stalinismo quercista de Fernando Morais ao onguismo endinheirado de Gilberto Dimenstein, do comunismo de batina de Marcelo Beraba ao populismo futebolístico de Juca Kfouri, do desbunde teatral de Nelson de Sá ao lobismo piantellano de Mario Rosa. O lulismo roubou muito mais do que o collorismo. Cláudio Humberto, assessor de imprensa de Collor, até hoje é perseguido por seus colegas. Os jornalistas que se subordinaram a Lula devem receber o mesmo tratamento: André Singer, Ricardo Kotscho, Eugenio Bucci.

Dines se atribuiu o papel de autoridade em matéria de jornalismo, mas usa um critério rasteiro para julgar meu trabalho: o número de cartinhas que recebo semanalmente dos leitores. Como se eu fosse um galã de telenovela. Quando recebo muitas cartinhas, ele me acusa de sensacionalismo. Quando recebo poucas cartinhas, ele comemora, garantindo que minha carreira está acabada. O principal argumento de Dines é que, se eu continuar a falar mal do Lula, cairei no esquecimento. É um jeito malandro de me aconselhar a mudar de assunto. O recado intimidatório não vale só para mim, mas para todo o resto da imprensa. Dines quer demonstrar aos jornalistas que o público não agüenta mais seguir a cobertura do mensalão, ou da propina da Leão & Leão, ou do assassinato de Celso Daniel, ou do pagamento à Coteminas. Claro que é mentira. Claro que é uma manobra desonesta para abafar a crise. O que o público não agüenta mais é o próprio Lula. Os leitores não estão enjoados do noticiário político – estão enojados. Pouco tempo atrás, um artigo de um fanfarrão como eu podia bastar para eles. Já não basta mais. Eles querem os lulistas no tribunal. Eles querem os lulistas na cadeia”.

MEU COMENTÁRIO: Pode-se ter reservas, não gostar mesmo desse Diogo Mainardi. Mas em suas últimas colunas ele tem carradas de razão quando questiona a conduta do governo e dos petistas. Aliás, é o único colunista da mídia nacional capaz de polemizar e de ter a coragem de questionar tipos que se consideravam intocáveis, como por exemplo Alberto Dines. Não que Dines não seja um grande profissional. Seu trabalho merece respeito. Tem contribuições importantes para o jornalismo brasileiro. Mas Alberto Dines e certos jornalistas do Observatório da Imprensa não são cidadãos acima de qualquer suspeita. E têm escorregado feio na complacência a um governo dos mais corruptos da história da República. Este é o problema e talvez seja essa a implicância do colunista de Veja. Lula não é nenhum bezerro de ouro. E essa história de que não sabia de nada é uma mentira grotesca e uma desfaçatez sem limite. É considerar que todos os cidadãos brasileiros são trouxas. É certo que a maioria é trouxa mesmo, mas não são todos. Dines está delirando quando fala do avanço da Opus Dei na imprensa. Como já dizia Nelson Rodrigues, “toda unanimidade é burra”. Então, é ótimo que tenhamos opiniões discordantes, polêmicas e contestadoras. Seria extremamente chato se houvesse uma concordância geral no que se refere ao governo do PT. Além disso tudo, o Governo de Lula é, na verdade, um desastre. Só não é para a patuléia que recebe a bolsa família ou então para quem embolsa algum tipo de mensalão.

 



Escrito por Aluizio Amorim às 23h11
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SEPULTAMENTO SERÁ ÀS 10 HORAS DE HOJE NO CEMITÉRIO DE ITACORUBI

E lá se foi Bonson

 

Conheci Sérgio Bonson, no início dos anos 70, quando estudava na Universidade Federal de Santa Catarina e dava os primeiros passos na redação de O ESTADO, aqui em Florianópolis. Numa tarde, na redação, Bonson apareceu, trazendo debaixo do braço umas folhas grandes repletas de cartuns, para mostrá-los ao editor-chefe. Eu era apenas um foca, mas com sensibilidade bastante para constatar que estava conhecendo um chargista e cartunista de primeiríssima. Um craque. Um artista na mais lídima expressão da palavra. Fiquei amarrado de cara nos desenhos de Bonson, mas o editor acabou não concordando em contratá-lo. É que Bonson, como todos os artistas, estava à frente de seu tempo e a tecnologia do clichê, com uma péssima impressão, por certo não iria mostrar com a devida clareza os traços delicados dos cartuns. Confesso que fiquei triste, quando vi Bonson virar as costas cabisbaixo e pegar a porta de saída da redação.

Nessa época, o jornal ainda era impresso numa velha rotoplana, e as ilustrações eram em clichê, enquanto a composição das matérias caía em blocos de uma Linotipo.

O plano da empresa era passar para o sistema off-set. Um ano depois, em 1972, finalmente O Estado experimentou um processo de modernização. Bonson foi então contratado e permaneceu nesse jornal por vários anos, ausentando-se por alguns interregnos, por conta da censura ou da auto-censura do jornal ou quando, já nos anos 80 ou início dos 90, trabalhou em São Paulo fazendo charges para a Folha e outros jornais. Depois andou pela Europa, expondo na França, além de ter viajado por outros países. Entretanto, como ilhéu de boa cepa, jamais abandonou da Ilha de Santa Catarina, Florianópolis.

Depois dessas sucessivas ausências Bonson retornou a O Estado e também trabalhou em A Notícia, tendo colaborado em diversas publicações. Foi mais ou menos por essa época que começou a desenvolver com mais afinco a arte do desenho e da pintura. Passou a ser visto pelas ruas da capital esbanjando talento ao capturar aspectos do centro de Florianópolis em magníficas aquarelas, caracterizadas por um traço leve e solto, denotando rara sensibilidade e refinamento. Esta é a fase do artista já maduro. Realizou diversas exposições de seu trabalho e participou também de mostras coletivas.

Costumava caçoar do Bonson. Dizia-lhe: você é um homem de vida livre e desordenada. E ele dava aquela risada aberta, escandalosa e irreverente, tendo sempre uma resposta pronta. Compartilhei com Bonson a vida boêmia de Florianópolis, as tertúlias etílico-culturais, montes de copos e garrafas foram secados noite adentro em discussões calorosas, sobretudo as de cunho político, quando o Brasil vivia sob o jugo da ditadura civil-militar. Derrubamos a ditadura e muitas garrafas nas mesas dos bares da bucólica Florianópolis das décadas de 70 e 80.

Já depois de me haver retirado da vida boêmia, certa vez entrei num bar para matar a sede com um frugal refrigerante, encontrei Bonson dando tratos numa “loura suada”. Ao me ver, indagou: o que estás bebendo? Gin-tônica, respondi. Mentira, retrucou. És um fiscal do AA - ironizou, pois já era sabedor que eu rompera definitivamente com copos e garrafas.

Formando em história, leitor voraz, inteligência aguçada, Bonson foi sempre um papo irresistivelmente delicioso, pontilhado por fina ironia e bom humor. Chegou a tentar a vida acadêmica tendo lecionado na Univale. Mas a sua vocação era mesmo a arte, à qual se dedicou até ser colhido pela doença que o levou na tarde de ontem.

Acrescentamos a essas linhas a homenagem do chargista colaborador deste blog, o nosso querido Frank Maia.

Adeus Bonson. Já estamos com saudade de você.

 

 



Escrito por Aluizio Amorim às 00h55
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MST TREINARÁ INVASORES NA UNIVERSIDADE

Sem Terra pode ir para

a USP sem vestibular

 

A mais importante universidade brasileira, a USP, está a um passo de aprovar a criação do curso de graduação em pedagogia da terra. Proposto pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra à Faculdade de Educação, o pedagogia da terra está projetado para atender a 60 alunos que preencham os seguintes pré-requisitos: ser proveniente de assentamentos e acampamentos de sem-terra, ter diploma de conclusão do ensino médio e atestado emitido pela direção estadual do MST de São Paulo comprovando experiência mínima de dois anos com "educação ou formação popular no campo".Como o pedagogia da terra é um curso especial, será formada uma única turma. Novas turmas dependerão de nova aprovação nas instâncias universitárias. Nos 71 anos de existência da USP, será a primeira vez que a instituição terá um curso monopolizado por membros de um movimento social específico.

 

MEU COMENTÁRIO - Leia esta matéria na íntegra, clicando aqui. E aproveite para deixar o seu comentário sobre mais esta cretinice que constitui um atentado à universidade e ao saber. Não acredito que a USP vá dar acolhida a essa estupidez. O MST, sob a complacência e o apoio do governo do PT, constitui-se num bando invasor da propriedade privada consagrada na Constituição. Se esta regra do direito constitucional brasileiro continuar a ser desobedecida estaremos caminhando para o fim do Estado de Direito democrático. Só falta agora a maior e mais importante universidade brasileira ser o centro de treinamento do MST.

 



Escrito por Aluizio Amorim às 04h47
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ACERTOU NA MOSCA

Criminosos não costumam

deixar confissão por escrito

 

O jornalista Mário Watanabe, de São Paulo, do blog Dom Quixote, fez um comentário tão bem feito e com tanta propriedade sobre uma matéria que postei abaixo, a respeito das declarações de Lula, que resolvi postá-lo aqui, dando-lhe o merecido destaque. Confira:

 

Caro Aluízio, essa história de que não se pode condenar ninguém sem provas soa, na boca dos petistas, mais como uma confissão de culpa. Se invertêssemos a assertiva, pergunto eu, poderíamos dizer que ninguém é inocente até prova em contrário? Claro que não. Logo, não é porque um assassino oculta o corpo que ele deixa de ser assassino. Hoje, com o avanço da criminalística, condena-se um assassino pela reunião de pequenas evidências, mesmo que ele jamais confesse o crime. Portanto, Lula e seus companheiros petistas têm de parar de pedir provas, porque todo mundo sabe que nenhum criminoso deixa confissão escrita e registrada em cartório. Grande abraço.

 



Escrito por Aluizio Amorim às 23h28
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ESPECIAL: MEU COMENTÁRIO

Um novo no contexto político

 

 

Ainda não me saiu da cabeça essas eleições realizadas na Venezuela sem a participação da oposição. Afinal, que leitura se pode se fazer sobre isso e o que tem a ver com o Brasil e com toda a América Latina? Historicamente, o Brasil os demais países que compõem o continente, vêm sendo espoliados desde a época colonial. Todos foram colonizados pelo que há de mais retrógrado na Europa, que são os países de cultura ibérica. Criou-se por aqui uma elite escravocrata e tanto é que o Brasil foi retardatário na abolição da escravidão. Todos esses países têm uma cultura senhorial que permitiu aos endinheirados acumularem por vários séculos, mantendo uma horda de miseráveis e remediados ao seu dispor. Os salários sempre foram baixíssimos e, ao longo do tempo, criou-se, evidentemente, muito mais pobres do que classe média. Pode-se notar que esse problema começou a tornar-se mais agudo no final da primeira metade do século XX e o resultado imediato disso foram os sucessivos golpes de Estado que representaram a derradeira tentativa das classes dominantes tradicionais de continuar no poder. Ocorre que o número de pobres e miseráveis teve um aumento assustador e, por várias razões e circunstâncias internas e externas, tornou-se impossível às elites manterem sua hegemonia. A velha máxima segundo qual “se não posso derrotar meu inimigo devo me aliar a ele”, cai como uma luva no Brasil da atualidade. A burguesia brasileira, que odiava o PT, não teve outra alternativa senão compor com esse partido, apoiando o nome de Lula à Presidência. Foi uma estratégia para descompressão social sem risco de ruptura . E tanto é verdade que representantes dos setores empresariais importantes estão lá ao lado do PT nos ministérios e no Banco Central. Furlan, mega empresário da Sadia, por exemplo, é comandado pelo ex-operário Lula, como também o ex-Presidente do Bank Boston. Na vice-presidência está o maior empresários têxtil da América Latina, ex-Presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais.

Para as elites, isto é muito conveniente porque o PT, domesticado pelo grupo de José Dirceu, foi fiador dessa estratégia de acalmar os pobres e miseráveis, que são a maioria do povo brasileiro (e que podem reeleger Lula), com programas emergenciais como bolsa família.

O compromisso acordado já em campanha, garantiu aos banqueiros e ao sistema financeiro internacional que a política econômica seria mantida com seu viés monetarista ortodoxo. A essas elites, foi a opção para continuar dominando e explorando as massas com a vantagem de não mais se exporem à sanha das críticas de setores radicais e correrem o risco de perderem tudo.

Na Venezuela não houve essa estratégia que se pode identificar como um “pacto”, daí a razão do afastamento dos oposicionistas do pleito. Lá tentam esvaziar Chávez dando a impressão de que houve uma eleição fraudada e manipulada pelo governo.

A proletarização da classe média na América Latina começa, portanto, a desenhar uma correlação de forças políticas completamente nova. De um lado, os ricos. De outro, a esmagadora maioria de pobres e miseráveis. Essa maioria é que decidirá as futuras eleições. Talvez ainda seja muito cedo para prognósticos. Mas o que se nota é que os grupos tradicionais de poder não têm mais a influência de outrora e muito menos condições de impor a sua política.

A costura dessa aliança teve apenas um perdedor: a classe média. E é ela, e apenas ela, a real oposição, só que não tem mais representação parlamentar. Perdeu completamente a sua influência política e foi abandonada à própria sorte. Se a classe média sempre foi aqui e em qualquer lugar do mundo, o lócus da geração da inteligência, supõem-se que seu aniquilamento resultará em prejuízos no que tange ao avanço do conhecimento e da modernização das instituições políticas e na evolução dos padrões culturais. É por isso que os setores mais bem informados da população brasileira se sentem covardemente traídos por Lula e o PT.

A única coisa que não estava prevista na constituição desse pacto era que o PT fosse com tanta sede ao pote e promovesse um esquema de corrupção avassalador. Mas, às elites, ainda torna-se mais vantajoso dar prosseguimento à operação abafa. Isto é: dar o anel para ficar com o dedo.

Temos, portanto, uma oposição apenas de fachada. E é por tudo isso que Lula continua sendo o favorito para o pleito do ano que vem.



Escrito por Aluizio Amorim às 13h33
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INCRÍVEL

Lula usa metáfora, nega

mensalão e apóia Dirceu.

São Paulo - "Não disse para ninguém que sou candidato", declarou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante entrevista para a rede de rádios nacionais, ao ser indagado sobre a disputa da reeleição no próximo ano. Segundo ele, não é possível traçar um quadro pleno da disputa eleitoral do próximo ano, uma vez que não há nem sequer garantia de que o prefeito de São Paulo, José Serra, será de fato o candidato do PSDB à Presidência da República. Mesmo ainda não sendo candidato, o presidente disse ainda que levaria o ex-ministro-chefe da Casa Civil e deputado cassado, José Dirceu (PT-SP), a seu palanque eleitoral porque "nada foi provado contra ele". "O José Dirceu é um cidadão que perdeu seu mandato parlamentar, mas não vi nenhuma comprovação de que ele causou delito", opinou o presidente da República. Clique aqui para ler a matéria completa.



Escrito por Aluizio Amorim às 12h15
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BLOGUEIROS CRESCEM. E ASSUSTAM...

Numerologia.*

206 dias de crise.
Três mil reais em propina.
Milhões de dólares em denúncias.
Uma cueca.
Sete defuntos.
Um careca.
Um apostador de rinha.
Um deputado cassado.
Duas caixas de Johnnie Walker.
Uma caixa de Havana Club.
Três bengaladas.
Outro deputado cassado.
Um milhão de reais em camisetas.
Meia tonelada de cocaína.

Arcano 13.
Na numerologia, desapego e renovação.
No tarot, morte e renascimento para algo novo.
Estamos mesmo precisando.

 

 

(*) Transcrito do blog da Nariz Gelado, a blogueira que assinava um comentário semanal no Bog do Noblat, mas que foi “cassada” por conta de um “manifesto” do jornalista Luiz Cláudio Cunha. Às vezes, a inteligência torna-se insuportável para determinadas pessoas...



Escrito por Aluizio Amorim às 00h29
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DR SANTOS E A INSÓLITA MOLÉSTIA

Pagar propinas virou doença

“Comprovadamente, a empresa GTech, multinacional especializada no ramo de loterias, contratou o advogado Santos, sócio do escritório de MMS, para ajudá-la a fechar contrato com a Caixa Econômica Federal. Comprovadamente, a GTech engordou a conta bancária do doutor, entre outubro de 2002 e junho de 2003, com R$ 5 milhões transportados em carro-forte. Comprovadamente, o depoente sacou R$ 10 milhões em dinheiro. Os senadores queriam informações sobre a origem e o destino da dinheirama.

As evidências indicam que pilhas de cédulas foram consumidas no pagamento de propinas a pilantras envolvidos nas negociações entre a Caixa e a GTech. Os inquisidores tentaram arrancar de Santos peças que faltam para a conclusão do quebra-cabeças. As perguntas procuraram desvendar um caso de polícia. As respostas desenharam o mais desconcertante caso clínico surgido ao longo das investigações. Santos jura que não é delinqüente. É só um doente”.

(O que transcrevo acima é um trecho do artigo do Jornalista Augusto Nunes, que está no site do JB online. Clique aqui para ler o artigo inteirinho. Vale a pena).

 



Escrito por Aluizio Amorim às 00h35
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PANAMÁ ANTECIPADO

Governo abre o cofre e

libera mais de R$ 2 bi

O governo federal decidiu hoje liberar mais R$ 2,1 bilhões para gastos de ministérios e custeio de emendas de parlamentares em dezembro, segundo informou hoje o Ministério do Planejamento. Além disso, haverá outros R$ 700 milhões que serão remanejados entre os ministérios.
As decisões foram tomadas hoje, durante reunião da junta orçamentária, que reuniu os ministros Antonio Palocci (Fazenda), Dilma Rousseff (Casa Civil), Paulo Bernardo (Planejamento) e Jacques Wagner (Relações Institucionais).
Mesmo com a liberação dos recursos, o Ministério do Planejamento informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o superávit primário (receitas menos despesas, excluídos os juros) de 4,25% do PIB (Produto Interno Bruto) previsto para este ano será cumprido ou levemente superado.

Para ler esta matéria completa clique aqui.

MEU COMENTÁRIO:

Quando o dinheiro fala,

a ideologia cala.

Gostaria de saber onde anda aquela turma do PT que vivia nas ruas agitando bandeiras vermelhas e gritando palavras de ordem contra o neoliberalismo, fora FMI, abaixo o imperialismo. Onde eles estão? Onde estão os sindicaleiros da CUT? Essa quietude face à política de arrocho salarial e de juros escorchantes só pode ter um motivo: dinheiro. Estão aguardando a abertura das burras do governo que foi decidida hoje durante o conciliábulo lulo-petista. É isto que se deduz da gastança anunciada na matéria acima. Essa farra com o dinheiro público cheira a um típico panamá antecipado. Enquanto isso, a poupança do dinheirinho popular rende pouco mais de meio por cento ao mês, enquanto os bancos e a agiotagem oficializada, agindo em cada esquina com farta distribuição de panfletos oferecendo empréstimos, cobram mais de 10 por cento ao mês! Isto comprova a fartura de dinheiro que rola no âmbito financeiro à míngua da classe média e à penúria dos pobres que agora vivem das esmolas da bolsa família. Isto tudo é vergonhoso, um deboche e uma desfaçatez que não tem paralelo na história da República. Delfim Neto é pinto perto dessa  gente do PT  Aos professores das universidades federais, únicos centros de pesquisa do país, já completamente sucatados desde a era do sociólogo-presidente, o governo acena com míseros tostões, algo em torno de no máximo uns 9 a 10% de reajuste, segundo confidenciou-me nesta noite um professor de uma dessas universidades em greve.

Mas o que se nota é que o governo está com folga de caixa. E não é pouco, pois o presidente da República de Ribeirão já visou que o tal superávit primário será cumprido ou levemente superado, a despeito da gastança anunciada. Obedecem fielmente a cartilha do FMI.

Então, petistas, cutistas e sindicaleiros: Uní-vos! Não tendes nada a perder a não ser os grilhões com os quais esse governo vos fustiga. Vamos todos gritar juntos: Fora FMI! Fora Lula e seus malditos sequazes rapinantes.

Mas, quando o dinheiro fala, a ideologia cala. Isto é lamentável, mas é a mais pura verdade.

 

 



Escrito por Aluizio Amorim às 00h06
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O BOM HUMOR DO FRANK



Escrito por Aluizio Amorim às 23h16
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MAIORIA NÃO CONFIA EM CHAVEZ

Forte abstenção marca

eleições na Venezuela

Caracas - Porta-vozes de partidos e organizações de oposição disseram que a alta abstenção "deslegitima" as eleições realizadas neste domingo na Venezuela. Os opositores do presidente Hugo Chávez se retiraram da disputa. Henry Ramos Allup, secretário geral do Ação Democrática, assegurou que o novo Parlamento eleito é "legal", ainda que "não seja legítimo", pois "é um organismo onde não se encontra representada toda a população venezuelana, e menos a população eleitoral". Ele assegurou que a "deslegitimação" das eleições parte "da alta abstenção" pois, frisou, "apenas 10% dos eleitores foram votar", dos mais de 14 milhões de eleitores convocados.

O secretário geral do partido Primeiro Justiça, Gerardo Blyde, assegurou que o "silêncio" mostrado pelos eleitores nas urnas evidencia a "desconfiança" que possuem. A dirigente da organização de oposição Súmate, María Corina Machado, leu um comunicado em que lamenta os resultados eleitorais e assegura que, a partir deste domingo, "há menos democracia na Venezuela". O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) afirmou, em boletim, que a abstenção era de cerca de 75% quando estavam apurados 79,1% dos votos, para uma participação de 2.973.872 de venezuelanos. Agência Estado.

MEU COMENTÁRIO

Apenas uma minoria

apóia Hugo Chavez

Se Hugo Chavez tivesse realmente o apoio da maioria da população da Venezuela, como costuma jactar-se , o resultado dessas eleições para o parlamento unicameral desse país não teria sido ridículo. As primeiras informações nesta madrugada dão conta de que cerca de 75% dos eleitores se abstiveram de votar. Mesmo com a retirada da oposição da disputa, os partidários de Chavez deveriam ter acorrido às urnas. Mas abstenção foi vergonhosamente maciça. O partido de Chavez e mais uma meia dúzia de agremiações que lhe seguem passaram a dominar completamente o parlamento, de 167 cadeiras.

Esta unanimidade confere ao Governo Hugo Chaves o status de ditadura, porque no parlamento não estão representados os vários segmentos da sociedade venezuelana. Cria-se com isso um caso insólito na história das eleições democráticas. E, como bem afirmou Geraldo Blyde, Secretário Geral do partido Primeiro Justiça, o silêncio mostrado pelos eleitores nas urnas evidencia a desconfiança que possuem em relação ao Governo e a todo o processo eleitoral venezuelano.

O episódio venezuelano serve de exemplo e alerta para o Brasil, que vem sendo dirigido por um governo no qual a população brasileira não acredita mais. Isto mostra que governos populistas tendo à frente pretensos mecenas, bravateiros e salvadores dos pobres e oprimidos vão aos poucos sendo abandonados e ignorados pelo povo. O caso venezuelano é emblemático.

 

.



Escrito por Aluizio Amorim às 03h10
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TODAS AS FICHAS NAS CLASSES "D" E "E"

Governo petista investe

pesado nos grotões

BRASÍLIA - Apesar da queda do Produto Interno Bruto (PIB), o Planalto aposta na força do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas classes D e E como a grande cartada eleitoral da campanha à reeleição em 2006. Levantamentos encomendados pelo governo revelam que a população de baixa renda, beneficiária de programas sociais como o Bolsa Família e Luz para Todos, votaria em peso em Lula se as eleições presidenciais fossem hoje.

As pesquisas em poder do Planalto apontam que, mesmo com a crise política, Lula continua com mais de 50% de aprovação das classes D e E (renda mensal média de R$ 524 reais), enquanto Fernando Henrique do PSDB, partido que pretende encarnar o contraponto ao PT nas eleições do próximo ano, por exemplo, saiu do governo com apenas 9%.

Esse segmento representa entre 45% e 50% do eleitorado (cerca de 50 milhões de pessoas) e é capaz de definir a próxima eleição em favor de Lula, na visão de ministros do Planalto. É a faixa da população hoje está alheia à crise. Não sabe ou mal ouviu falar em mensalão, Marcos Valério e tem uma vaga suspeita do que seja ou pode ter representado a cassação de José Dirceu para Lula e o PT.

- É um povo de senso crítico comprometido. Que dorme cedo, não lê jornal, não vê o Jô Soares e às vezes assiste ao Jornal Nacional. Mas decide eleição - explica o cientista político, David Fleischer, da Universidade de Brasília (UnB). Clique aqui para ler a matéria completa.

MEU COMENTÁRIO

PT tenta se salvar com

a perpetuação da miséria

Já analisamos aqui neste blog a tendência do PT de procurar os grotões para obter dividendos políticos. Compreende-se agora por quê o PT reduziu toda a ação do Governo Lula ao programa Fome Zero. Não o fez com a finalidade real de promoção social. Até porque o paternalismo nunca e em nenhum lugar do planeta fomentou a mobilidade social. O governo petista tem concentrado todos os seus esforços nas regiões mais pobres e atrasadas do país porque sabe que no âmbito da classe média, locus da inteligentsia, da massa crítica que os petistas odeiam, não terão mais um voto sequer. Por ironia do destino, o PT, um partido que condenava a prática do clientelismo, passa a valer-se dele numa proporção nunca vista na história da República. Este ano calcula-se que a bolsa família consumirá mais de R$ 6 bilhões do orçamento.

Não quero dizer aqui que não se deva socorrer os menos favorecidos. Mas o que se constata é que o governo petista sequer esboçou um projeto para o país. Não realizou nenhuma obra importante, virou as costas para a educação (sucatou as universidades federais que já vinham sendo massacradas desde o governo FHC) e a saúde. O mesmo pode se dizer para a inovação e pesquisa em ciência e tecnologia. Seu ódio com relação à inteligentsia nacional é algo inaudito. E, por isso, o massacre da classe média, com um arrocho salarial estúpido e uma política monetarista ancorada numa taxa de juros insuportável que inibe qualquer iniciativa capaz de gerar emprego e renda.

Na sua ensandecida ânsia pelo poder o PT afaga banqueiros e distribui esmolas à patuléia. A sobrevivência do PT passou a depender da estagnação do País e da perpetuação da miséria. Sem falar, é claro, no fato de ter patrocinado o maior esquema de corrupção já visto na história republicana fato que, num país sério, teria determinado o imediato impeachment do Presidente da República.  

 



Escrito por Aluizio Amorim às 18h32
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LEITURA DE DOMINGO

Há cerca de um ano, por esta época, escrevi este artigo que foi publicado no Caderno de Cultura do Diário Catarinense. Reproduzo-o aqui no blog como opção de leitura de domingo.

 

A decadência do gosto (I)

 

 

Num desses finais de semana ensolarado que inaugura o verão fui à Lagoa da Conceição em busca de um bom café, aproveitando o trajeto para escutar um CD recém clonado (porque só existe na Alemanha), reunindo Herbie Mann, João Gilberto e Tom Jobin. Bossa nova da boa, da pura.

Já estacionado defronte ao café, divisei duas moças numa das mesas do lado de fora que, possivelmente, tinham idade de no máximo 30 anos. Então arrisquei. Abri a porta, aumentei o volume e deixei rolar “Samba de uma Nota Só”, na voz de seu autor, o próprio Tom, em inglês, tendo ao fundo uma banda afinadíssima, que permitia o destaque para os fraseados soprados pelo competentíssimo  flautista Herbie Mann.

Na verdade, queria ver se esse tipo de música era capaz de sensibilizar duas mulheres jovens que jogavam conversa fora na mesa de um café, e que cujas idades sugeriam que, à época do auge da bossa nova, talvez nem fossem nascidas. Para surpresa deste escriba, as duas abriram um sorriso indicando que anuíam ao som que se saia do meu carro. Além disso, com um meneio de cabeça, marcavam o incofundível sincopado da bossa.

A reação de ambas corroborou aquilo que pensava naquele momento. O que é arte cativa todas as idades e todas as gerações. Mas se não me dou com freqüência a viagens internacionais e reluto em comprar pela internet, não tenho acesso ao que de melhor se produziu de música popular no Brasil.

Refiro-me à produção musical brasileira dos anos  60. Mas a tecnologia permite que os milagres da remasterização resgatem as preciosidades daquela revolução musical, comprimindo-as num CD capaz de rodar no player do meu carro. Estou, evidentemente, falando da bossa nova e refutando desde já a acusação de nostálgico. Até porque a bossa continua sendo gravada mundo à fora. Menos no Brasil, é claro. Artistas como a canadense Diana Krall, ou o norte-americano John Pizzarelli, por exemplo, incluem bossa nova nos seus últimos discos. Experimente entrar num desses sites de música norte-americanos e você verá como há regravações recentes daquilo que foi produzido especialmente nos anos de 1960 a 1964.

COÁGULO DE EMOÇÃO - No terreno da arte, seja ela musical, pictórica ou literária, não há nostalgia. A obra de arte – verdadeira arte – é insuperável, ao contrário da ciência que, obrigatoriamente, tem que se superar, para o conhecimento avançar. É a ciência que colocou na mente humana a noção de progresso. Mas a obra de arte não precisa progredir, se reiventar. Ela é “poiési” (do grego), ou seja, ato de criação da mente humana, diferentemente das coisas que nos cercam, do cosmo e seus mistérios, daquilo que se dá ao meu sentido sem a minha interferência.

Arrisco um conceito: “a arte é um coágulo de emoção”. Transita na esfera da pura irracionalidade, ou seja, da emoção, repousando no plano da estética. Esta circunscreve-se à parte da filosofia que se ocupa do belo. O deslumbramento humano com a beleza resulta, primordialmente, do fato de que o belo está inextrincavelmente vinculado à liberdade. O belo é corolário da liberdade. E vice-versa. Um ambiente politicamente repressivo (estética na política) impede a liberdade e, por isso mesmo, paralisa a criação artística ou, no mínimo, dificulta a sua prática.

DECADÊNCIA DO GOSTO - Um olhar sobre a história recente do Brasil, permite que se elabore uma crítica da cultura a partir da constatação de que se verifica a dominância de um ambiente cultural marcado pela “decadência do gosto”. E gosto se discute, sim, a partir do conceito de arte que alinhei acima. Tomarei a música popular brasileira para construir as reflexões que se seguirão, já que este pequeno ensaio poderia ser escrito partindo-se de uma crítica da arte literária, por exemplo.



Escrito por Aluizio Amorim às 16h37
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A decadência do gosto (II)

 

A década de 60 foi talvez o interregno mais generoso na produção cultural da história do Brasil. Pode se comparar ao movimento que inaugurou a denominada “arte moderna”, e que culminou com a célebre “Semana de 22”. A bossa nova sacudiu o ambiente cultural do País. Até o surgimento desse extraordinário movimento musical, o que se ouvia eram  aqueles bolerões lamuriantes que evocavam tragédias amorosas, no estilo de O Ébrio, na voz cavernosa de Vicente Celestino.

A bossa nova conseguiu soprar o mofo da produção musical brasileira e não apenas modernizou a nossa música. Promoveu uma verdadeira revolução. Trocou os versos forjados no bas fond, que carregavam uma visão de mundo equivocada e atrasada, por uma poesia mais leve, mais solta mais liberta das teias de um passado barroco, escravocrata e colonial. Isto sem falar na batida diferente e na riqueza e dissonância da harmonia, que permitiam, pela primeira vez, o improviso e a originalidade dos fraseados musicais ligeiros e surpreendentes, como o sibilar da flauta do saudoso Herbie Mann, um músico norte-americano, recentemente falecido, e que se apaixonou pela bossa nova.

O FINO DA BOSSA - A bossa nova teve um papel que ultrapassa o âmbito musical para atingir a esfera política. Pela primeira vez, os EUA passaram a comprar a nossa música não pelo exotismo carnavalesco de Carmen Miranda ou de vocalistas com sombreros e camisas floreadas, como observa o jornalista e escritor Ruy Castro. A bossa foi capaz de esclarecer melhor o fato de que a capital do Brasil não é Buenos Aires e de que por aqui sabemos mais do que tocar tambor e sapatear.

Ao mesmo tempo em que a bossa se impunha e avançava para os EUA e o resto do mundo, dominando o cenário da música popular internacional, tínhamos também o “cinema novo”, o teatro de vanguarda, enfim, uma efervescência cultural extraordinária. Com o golpe civil/militar de 1964, e com imposição da censura à imprensa e às artes em geral, o Brasil começou a fazer o caminho de volta para o passado. É mais ou menos nessa época que se inicia o processo de “decadência do gosto”. No lugar de Tom Jobim e Vinícios de Moraes, Dom e Ravel.

Enquanto opositores do regime eram torturados nos calabouços da ditadura, entre eles artistas, repetia-se, à exaustão, no rádio e na TV o refrão: “Você também é responsável”, através do esganiçado dueto de Dom e Ravel.

 



Escrito por Aluizio Amorim às 16h29
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A decadência do gosto (III)

 

Nos anos 60, a televisão dedicava um espaço generoso no horário nobre para o programa “O Fino da Bossa”, onde se apresentavam gente como Tom Jobin, Vinícios de Moraes, os Cariocas, Tamba Trio, Roberto Menescal, Carlos Lira e também músicos de jazz. Naquela época, duplas sertanejas estavam confinadas em horários que não poderiam ultrapassar às 6 horas da manhã.  Hoje nos melhores horários, a TV exibe, sem qualquer pudor, duplas sertanejas, pagodes e o sapateado frenético de mulheres seminuas, onde o grotesco toma o lugar do erótico.

UM INSTANTE, MAESTRO – Naquela época, o rádio, que era mais influente, mantinha muitos programas denominados “parada de sucessos”, com as dez músicas mais vendidas. Disputavam os primeiros lugares, de igual para igual, Tom Jobin, Jorge Ben, Tamba Trio, Frank Sinatra, The Beatles, Roling Stones, Ray Charles, entre outros. Sim, eram esses os artistas que despontavam nos programas musicais radiofônicos (leia-se populares) do Brasil nessa época dourada.

Ouvia-se no rádio os famosos standards americanos, o melhor do rock e, claro, bossa nova. A televisão ainda não havia alcançado as dimensões de hoje e só era captada nos grandes centros. Mas mesmo os programas de auditório, no estilo de Flávio Cavalcanti – Um Instante, Maestro - que testava os calouros, era bem mais interessante que os domingões, gugus e ratinhos.

Vivia-se o império dos jurados de televisão. Mas, assim mesmo, eles tinham um viés educativo, pois os jurados discutiam as qualidades das músicas, a interpretação dos calouros e, de qualquer forma, contribuíam para apurar o gosto. Os excessos ficavam por conta de programas como a Buzina do Chacrinha, mas sem a apelação barata que domina os programas de auditório de hoje, marcados por um mau gosto que supera os bacalhaus que eram atirados à platéia pelo Velho Guerreiro.

Tirante a televisão a cabo, que exibe bons programas, a TV aberta, que faz a cabeça de milhões de telespectadores, transformou-se num reduto do mau gosto. O que se produz hoje na TV aberta corresponde ao que passa pela cabeça dos “marketeiros”. Sim, são eles, que apoiados por pesquisas dimensionam o nível da preferência público, enquanto as gravadoras não usam mais o “jabaculê”, para fazer tocar no rádio aquilo que lhes interessa comercialmente. Agora as gravadoras estariam comprando o espaço das rádios para rodar, à exaustão, certas música que interessa vender. Pelo menos, é mais correto do ponto de vista ético.

Em troca, ao invés de ouvirmos coisas com a suavidade de O Barquinho, Garota de Impanema, Desafinado e tantas outras maravilhas da bossa brasileira, temos o pagode, o emblema do kitsch da música brasileira atual, além da profusão das duplas sertanejas e música importada da pior espécie..

Em seu ensaio, A dimensão estética, o filósofo Herbert Marcuse nota que através da longa história da arte e apesar das mudanças no gosto, há um padrão que permanece constante. E é este padrão que nos permite distinguir a literatura superior e a trivial, a ópera da opereta, a comédia da farsa, mas, sobretudo, entre  aquilo que é bom e mau dentro desses gêneros.

E é também este padrão que nos permite inferir que gosto se discute, sim. Sem falar no aspecto político do gosto, pois o discernimento sobre o que é belo denota o caráter de quem postula permanentemente pela liberdade.

 

 



Escrito por Aluizio Amorim às 16h26
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O BOM HUMOR DO FRANK



Escrito por Aluizio Amorim às 15h42
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TORRANDO DINHEIRO PÚBLICO

Petrobras renova contrato

com Duda Mendonça

A Petrobras decidiu renovar os contratos com as agências de propaganda Duda Mendonça & Associados, Quê e F/Nazca, pelo prazo máximo de um ano, até que a licitação para a contratação de novas agências seja concluída. A decisão foi informada por nota da estatal ontem à noite.
Apesar de o fato ter sido divulgado ontem, há algum tempo as três agências já vêm produzindo as campanhas da estatal que serão veiculadas em janeiro, segundo fontes do mercado publicitário.
A principal polêmica quanto à renovação tem como foco o contrato com a Duda Mendonça & Associados. O contrato da agência com o Planalto não foi renovado em agosto em decorrência da crise política e do envolvimento de Duda Mendonça em esquema de caixa dois. O publicitário foi responsável pela campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva e, após a eleição de 2002, passou a cuidar da imagem do governo e da do presidente Lula. As três agências vencedoras da licitação de 2003 receberam, cada uma, 25% do orçamento publicitário da Petrobras, o correspondente a R$ 63 milhões. Os 25% restantes do orçamento a estatal usa como quiser durante a validade dos contratos, à medida que surjam campanhas extras. De acordo com a empresa, esse valor excedente foi distribuído igualmente entre as três agências ao longo dos últimos dois anos. Clique aqui para ler a matéria completa.

A ação nefasta dos

amanuenses do petróleo

MEU COMENTÁRIO: Depois de todo o escândalo envolvendo o publicitário Duda Mendonça, a estatal Petrobras ainda tem a coragem de renovar o contrato com as agências desse publicitário. Cabe também perguntar-se: se essa empresa detém o monopólio do petróleo para quê fazer propaganda? Além disso todos dependem do petróleo e de seus derivados. Não possuo dados para afirmar, mas temo que o investimento da Petrobras em propaganda deve superar o das gigantes do setor, tipo Esso, Shell e Texaco, que são empresas privadas.

Trata-se de mais um deboche, uma afronta desses burocratas funcionários da Petrobras, amanuenses regiamente pagos pelo erário que, a revelia da Nação, ficam torrando os recursos da empresa, pertencentes a todos os Brasileiros. Gastam bilhões em campanhas de marketing sem necessidade.

Inclusive, no governo FHC (agora não me vem o nome do amanuense-presidente da estatal na época) gastaram uma fortuna para montar uma campanha destinada a mudar o nome da Petrobras para Petrobrax, porque, segundo os marketeiros contratados pela empresa, esse nome seria melhor comercialmente em nível internacional. Pode? E eu respondo: sim, pode, porque o dinheiro não sai do bolso do bolso dos amanuenses do petróleo que lidam com bilhões de dólares diariamente, sobre cujo montante não temos a mínima idéia.

Depois dos escândalos envolvendo Duda, o Palácio do Planalto resolveu cortar o contrato que mantinha com o marketeiro. Mas a Petrobras faz vista grossa. É um Estado dentro do Estado e seus burocratas estão pouco se lixando para a patuléia. Se houver problemas de caixa, é só aumentar o preço da gasolina. Mesmo com o dólar despencando, o preço mantém-se intocável. Se por acaso o dólar aumentar, imediatamente os burocratas petrolíferos convocam a imprensa para justificar o aumento, argumentando sempre que estão fazendo “alinhamento” com os preços internacionais.

Mentira!

 

Portanto, já está mais do que na hora de privatizar e Petrobras, e  também o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal (que gasta fortunas com propaganda) e demais empresas estatais, cabides de emprego e o locus da articulação política e do caixa dois. Aliás, sobre o Banco do Brasil a CPI já constatou irregularidades. Leia-se desvio de dinheiro público.

Atenção Tribunal de Contas da União e Ministério Público. É bom dar uma olhada.

 

 

 



Escrito por Aluizio Amorim às 23h35
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APAIXONADOS EM AUSCHWITZ:

Uma história de

amor no inferno

 Esta é a entrada de Auschwitz-Birkenau

Esta é uma das mais espetaculares histórias sobre Auschwitz, que já ouvi falar. O casal Jerzy Bielecki e Cyla Cybulska, respectivamente prisioneiros de números 243 e 29558,  fugiu e sobreviveu, pode-se dizer milagrosamente, ao famigerado campo. Antes deles um outro casal havia tentado tal façanha. Capturados logo após a fuga, o homem foi executado sumariamente, a mulher foi encontrada morta, possivelmente suicídio, na cela solitária a que foi confinada.
Jerzy e Cyla tentaram mesmo assim. Ele sabia que para Cyla era a única alternativa de sair com vida de lá. 1944 foi o ano em que a loucura ensandecida dos nazistas atingiu o ápice. Para Cyla era tudo ou nada. A última e única chance. Jerzy não apenas pressentia isso, ele presenciava. E estava apaixonado. Leia esta história completa de Antonio Bulhões, do site ABKnet, clicando aqui.



Escrito por Aluizio Amorim às 01h10
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O BOM HUMOR DO FRANK



Escrito por Aluizio Amorim às 00h22
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