O episódio da demissão de Boris Casoy da TV Record revela mais uma das facetas autoritárias, fascistas e nojentas do Governo petista. Uma das alegações da emissora, segundo consta em matéria da Folha de São Paulo de hoje, decorre de pressões do Governo petista que não admite críticas, muito menos matérias envolvendo os casos escabrosos em que os outrora moralistas e éticos petistas andaram se metendo. É por isso mesmo que Lula ficou irado quando o tal Conselho Federal de Jornalismo não foi aprovado. Na época, o indigitado presidente, inclusive, agrediu os jornalistas, chamando-os de “covardes”. Já imaginaram se esse tal Conselho fosse aprovado? Seria a reedição do DIP. Mas o que me admira é que uma boa parte dos sindicatos de jornalistas ainda continue defendendo essa excrescência, esse atentado à liberdade de imprensa, de pensamento e de expressão, os quais se revelam como fundamentos do próprio exercício profissional do jornalismo. Além disso, a maioria dos sindicatos mantém-se vinculada à CUT, braço sindical do PT. Essas entidades fazem, por isso mesmo, tabula rasa dos escândalos e denúncias de corrupção, muitas comprovadas nas CPIs. O caso da demissão de Casoy é emblemático. Mais um episódio que deveria suscitar a repulsa dos sindicatos da categoria. E, já que gostam tanto de lançar manifestos, que lancem um agora denunciando a pressão do Governo petista contra os jornalistas e o exercício profissional.
Vejam o que diz a Folha: “Casoy negou ontem ter sofrido pressão da Igreja Universal (dona da Record) desde sua admissão, há oito anos. "Pelo contrário. Todas as vezes que houve tentativas de interferência política por parte do governo Lula - e a pressão foi forte-, a Record me defendeu com unhas e dentes." Segundo a Folha apurou, a presidência da Record relatou a Casoy que o governo não admitia críticas e que teria chegado a sugerir nomes para substituí-lo e a ameaçar corte de publicidade estatal no "Jornal da Record". Também teria reclamado da cobertura dada a temas desgastantes para o Planalto, como o caso Celso Daniel e a CPI do Banestado. Casoy chegou à Record em junho de 97, vindo do SBT, onde comandou por nove anos o "TJ Brasil". O jornal tinha bom ibope e ressuscitou o então incipiente jornalismo da TV de Silvio Santos”. Clique aqui para ler a matéria na íntegra, para assinantes.
A BBC pesquisou em todo o mundo quais foram os eventos de 2005 mais significativos. Disparadas, em primeiro lugar, as catástrofes naturais. Um total de 24% dos quase 32,5 mil entrevistados, em 27 países, mencionaram o tsunami na Ásia (15%) e os furacões Katrina e Rita, que atingiram os Estados Unidos (9%) como os principais acontecimentos deste ano. No Brasil, 17% dos entrevistados mencionaram o tsunami como o principal evento do ano, e 14%, os furacões. A guerra no Iraque foi mencionada por 15% das pessoas. O tema foi mencionado por 43% dos iraquianos ouvidos, mas por apenas 9% de pessoas entrevistadas na Grã-Bretanha - país que tem tropas no Iraque. No Brasil, a guerra foi mencionada por 11% dos entrevistados. Constata-se, portanto, que a natureza não é tão bela e também nem tão equilibrada como os ecologistas radicais supõem. O pretenso equilíbrio do cosmo não existe e o destino de galáxias e planetas é tão imprevisível como o tempo de vida de cada ser humano. A única certeza provável é o fenômeno da entropia, uma tendência à desordem dos sistemas. Outro aspecto mostrado pela pesquisa da BBC é o fato de que um grande número de pessoas em diferentes países considerou os mesmos eventos como os mais significativos no ano é um sinal do quanto o mundo se tornou globalizado, embora essa realidade continue a ser satanizada por certas correntes políticas ditas de “esquerda”, quais acenam com a possibilidade de que outro mundo é possível. Na verdade, isto representa a tentativa de brigar com os fatos, ou seja, puro delírio, perda de tempo e de energia. A história não se repete. O cosmo é um fluir rumo ao incomensurável e insondável devir. E a natureza, ao contrário do que se pensa, não está imbuída apenas de boas intenções.
O relatório parcial da CPI DOS Correios mostra que as empresas de Marcos Valério Fernandes de Souza, que serviram para distribuir dinheiro a políticos e partidos políticos, movimentaram R$ 2,6 bilhões em oito anos. Este valor foi mapeado depois da quebra de sigilo bancário da onze empresas de Valério, entre janeiro de 1997 e agosto de 2005. Embora ainda não saiba em que dimensão, o relator Osmar Serraglio (PMDB/PR) disse que a CPI começa a provar que parte desses recursos bilionários foi usado no valerioduto, permitindo pagamentos a campanhas políticas e parlamentares que votaram assuntos de interesse do governo. Todo o dinheiro corria por meio de caixa 2, sem declaração à Receita Federal e à Justiça Eleitoral.
No site da Agência Estado, há um ótimo material resumindo tudo o que aconteceu até agora nas CPIs e o acesso é grátis. Clique aqui e, depois, já no site da Agência Estado, clique no link As CPIs que aparece em destaque azul à esquerda entre a matéria e o título.
Presidente da Gtech
acusa petistas de extorsão
O presidente da multinacional Gtech, Fernando Antônio de Castro Cardoso, acusou Waldomiro Diniz, ex-assessor de assuntos parlamentares da Presidência, e Rogério Buratti, ex-secretário de governo na gestão de Antonio Palocci na Prefeitura de Ribeirão Preto, de tentarem extorquir a empresa quando da renovação do contrato das loterias com a Caixa Econômica Federal, em janeiro de 2003. Cardoso foi ouvido nesta tarde na Corregedoria-Geral do Departamento de Polícia Federal, a pedido da CPI do Bingos, que investiga a denúncia de achaque da multinacional. A mesma informação já havia sido prestada à Comissão, em julho, pelo diretor da Gtech, Marcelo Rovai.
MEU COMENTÁRIO: Pelo que se vê a crise está longe de ser debelada e entrará com toda força na campanha eleitoral do próximo ano. Nem mesmo a condescendência da oposição servirá para aplacar o volume e a extensão das denúncias. Se o valerioduto já está em ação há oito anos, como constatou a CPI, é mais do que provável que políticos hoje na oposição também se beneficiaram dos esquemas de caixa 2. Daí decorre o fato da oposição agir de forma leve. Entretanto, isso não será suficiente para impedir ações do Ministério Público, da polícia e do TCU. Sem falar nas CPIs que, de qualquer forma, trouxeram à opinião pública e, especialmente, ao Judiciário, informações relevantes. A eventual inércia – o que não quero acreditar – desses órgãos estatais a quem está afeta a apuração e punição dos envolvidos, decretaria, ao meu ver, o fim dos poderes do Estado face à supremacia de um poder paralelo que passaria a deter o monopólio da força. A boa teoria política, a partir de Weber, ensina que o Estado se caracteriza por deter, de forma exclusiva, o monopólio legítimo da força. Sem esse monopólio da força, temos a anarquia.
BRASÍLIA - Um incêndio que durou três horas destruiu seis dos dez andares da sede administrativa do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), em Brasília, na manhã de ontem. No início do incêndio, por volta das 7h, apenas os funcionários da limpeza e da segurança estavam no prédio. Ninguém saiu ferido. Além do comprometimento da estrutura do edifício por causa do calor, que pode ter chegado a 1000º C, houve ainda perdas de documentos estratégicos no combate à corrupção previdenciária. Autos de infração, multas e outros papéis pertencentes às áreas de controladoria, auditoria, fiscalização e orçamento do Instituto estão perdidos.“Seguramente os processos relativos às autuações da Secretaria de Receita Previdenciária precisarão ser refeitos, porque os processos físicos, materiais, foram destruídos” – admitiu o ministro da Previdência, Nelson Machado.
MEU COMENTÁRIO: Não deixa de ser muito estranho esse incêndio. Embora esta matéria esteja fartamente divulgada, achei conveniente o post e para dar uma dica aos leitores: matéria completa pode ser lida gratuitamente no site do Jornal do Brasil. Aliás, tenho visitado com freqüência o site do JB. Está ótimo e com boas matérias. Vale a pena conferir, além do que ainda tem seu acesso gratuito. Mas voltando ao incêndio, é muita coincidência arderem documentos estratégicos no combate à corrupção previdenciária. Principalmente num momento de crise, de denúncias e de CPIs. Além do mais, nos últimos anos o INSS tem sido alvo de fraudes de todos os tipos.
Outro fato: é incompreensível que um prédio que abriga uma das mais importantes áreas do governo federal sofra um incêndio dessas proporções. Exatamente nesse interregno em que Brasília é abandonada por boa parte de sua população que corre em busca do refrigério do litoral.
A morte do médico legista Carlos Delmonte, que foi o perito no Caso Celso Daniel, continua envolta em mistério. O laudo do IML apontou asfixia mecânica, como a causa da morte. Mas o promotor de Justiça Maurício Ribeiro Lopes, que investiga a morte do legista, não se conforma com o laudo e considera a perícia “muito lacunosa”. Afirma que a hipótese de morte natural “está totalmente descartada”, e descarta também o suicídio. O Promotor anuncia que irá solicitar novas diligências.
O fato é que até agora o assassinato do Prefeito Celso Daniel continua uma incógnita. A família de Daniel tem levantado a hipótese de crime político. O médico legista Carlos Delmonte, que periciou o corpo de Celso Daniel, seria uma figura chave na busca de pistas capazes de conduzir à verdade dos fatos.
“Os seres humanos diferem dos animais principalmente pela capacidade de acumular conhecimento. Mas não são capazes de controlar seu destino nem de utilizar a sabedoria acumulada para viver melhor. Nesses aspectos, somos como os demais seres. Através dos séculos, o ser humano não foi capaz de evoluir em termos de ética ou de uma lógica política. Não conseguiu eliminar seu instinto destruidor, predatório. No século XVIII, o Iluminismo imaginou que seria possível uma evolução através do conhecimento e da razão. Mas a alternância de períodos de avanços com declínios prosseguiu inalterada. Regimes tirânicos se sucederam. A história humana é como um ciclo que se repete, sem evoluir”.
MEU COMENTÁRIO: O texto acima é o trecho da entrevista à revista Época (cadastrados têm acesso gratuito) do escritor britânico John Gray, que é professor de Pensamento Europeu na London School of Economics. Em parte, concordo com ele. Esse viés predatório que tipifica os humanos, decorre, por paradoxal que possa parecer, do desenvolvimento do intelecto desta civilização. Esse desenvolvimento levou o homem a adaptar a ele a natureza. Ao contrário, por exemplo, dos animais e de tribos aborígenes, que se adaptam à natureza. O ato de adaptação da natureza às nossas demandas é o que causa o desequilíbrio ambiental e econômico. O ambiental, como a poluição das águas e o efeito estufa; e o econômico representado pelas disparidade sociais. É que os recursos existentes no planeta são acessíveis, porém escassos, dependendo de meios de produção que, por sua vez, consomem elevados investimentos. A escassez e as dificuldades na tarefa de adaptabilidade da natureza aos interesses da economia, acabam por gerar guerras e violência. Todos os esforços no sentido de evitar um colapso do planeta, como a adoção de técnicas de desenvolvimento sustentável, tendem a sucubmir ante às necessidades do sistema produtor de mercadorias. A reação da própria natureza será a eliminação do homem, segundo a tese de Gray. Se analisarmos a história da humanidade constataremos que é cruenta. Por tudo isso, a intuição do professor John Gray faz sentido. Não é para menos que é celebrado como um dos grandes pensadores do século XXI.
Matéria veiculada pela agência Estado esta noite corrobora o que já dissemos aqui neste blog a respeito do programa assistencialista do Governo Federal denominado “Bolsa Família”. Não passa de uma ação de cunho paternalista e não será com isso que haveremos de resgatar a histórica dívida social que pesa sobre a Nação. Na atualidade, essa bolsa constitui, claramente, uma providência eleitoreira sob uma maquiagem altruísta. Isto porque os recursos aplicados, que já alcançam a cifra de R$ 6,5 bilhões em 2005 e atingem 8,7 milhões de famílias, não são complementados com programas de inclusão produtiva. A transferência de renda da forma como vem sendo articulada pelo governo do PT, está longe de promover a mobilidade social. Ao contrário, cria uma legião de miseráveis dependentes dessa “esmola” governamental. E isto – ninguém pode negar – terá impacto direto na eleição presidencial de 2006, beneficiando a candidatura petista. De forma ardilosa, o PT se apropria de dinheiro público para executar a sua estratégia política. Escrito por Aluizio Amorim às 22h13
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São Paulo - Poucas coisas em ciência são tão amplamente aceitas como verdade quanto as leis da física de Albert Einstein. Ainda assim, não custa dar uma checada nelas de vez em quando para ter certeza. Foi o que fizeram pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (Nist) dos Estados Unidos. Eles aplicaram o mais rigoroso teste de qualidade até hoje sobre a fórmula E = mc², possivelmente a equação mais famosa da ciência - e possivelmente a mais incompreendida pelos leigos. O resultado foi o óbvio. Einstein estava certo: a energia de repouso (E) de um objeto é igual à sua massa (m) em repouso vezes a velocidade da luz (c) ao quadrado. A comprovação foi feita pela combinação de dois experimentos envolvendo átomos de silício e enxofre. Cada equipe mediu um lado da equação separadamente e, ao final, os resultados foram inseridos na fórmula para ter certeza de que ela funciona. E, claro, funcionou. Clique aqui e leia a matéria completa.
Prezados leitores e visitantes. Desejo lembrar que para ler todos os posts deste mês de dezembro, basta clicar sobre o período de 01 a 31 de zembro de 2005, na coluna "Histórico", ao lado.
Os leitores e eventuais visitantes deste blog viram que na mensagem alusiva aos festejos de final de ano este modesto escriba não mencionou a palavra Natal. Apenas desejei boas festas e um excelente 2006. É que a palavra Natal está carregada de simbolismo cultural e religioso, fato que nos remete a um plano essencialmente metafísico. Confesso-me cientificista por excelência e não levo em consideração aquilo que é incognoscível em decorrência da limitação cerebral dos humanos. Nem por isso haverei de sujeitar-me às explicações sobrenaturais sobre as quais repousam todas as religiões, seitas e organizações assemelhadas. Caso prevalecesse essas explicações improváveis continuaríamos ainda nos tempos medievais, queimando bruxas e bruxos na fogueira sob a acusação de heresia. A filosofia e a ciência não teriam nascido e muito menos evoluído.
Como leitura deste domingo consagrado a essa data religiosa, nada melhor que um artigo de um filósofo examinando essas questões, particularmente aquelas referentes à busca de sentido para a vida. O título do artigo é sugestivo: “Uma vida plena, sem Deus”. Seu autor: Bernulf Kanitscheider, filósofo alemão, que é professor de Filosofia das Ciências Naturais da Universidade de Giessen, Alemanha. Nada melhor do que o conhecimento para afastar os fantasmas e os medos que podem nos atormentar. Filosofar nada mais é do que cuidar de nós mesmos. Experimente o seu efeito terapêutico no plano da psique.
Com razão o Senador Jorge Bornhausen rebela-se contra ato do Governo Lula de dar poderes à Polícia Federal de combater o caixa dois na campanha eleitoral de 2006. Essa decisão foi anunciada anteontem pelo Ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. Segundo o Ministro, como o caixa dois configura crime eleitoral, a PF, trabalhando em conjunto com o Ministério Público tem de fiscalizar essa prática. Em entrevista que deu à Folha, Bastos garantiu que a PF agirá de “forma impessoal”.
Entretanto, se já existe a Justiça Eleitoral, sendo os partidos políticos fiscalizados pelo Tribunal Superior Eleitoral - e por isso dou razão a Bornhausen - só por decisão judicial é que a polícia poderá agir contra partidos políticos. A Polícia Federal é órgão público vinculado ao governo através do Ministério da Justiça. Jamais poderá ter essa “impessoalidade” reivindicada pelo Ministro.Essa inusitada medida determinada pelo Governo, obviamente, levanta a procedente suspeita de que poderá ser utilizada a favor do partido do Governo. Faz valer na prática o velho adágio: “aos amigos, os benefícios da lei; aos inimigos, os rigores da lei”.
E não deixa de ser estranho o fato de o Governo do PT, que está mais sujo do que pau de galinheiro, pelo farto uso do caixa dois através do valerioduto, fato já comprovado pelas CPIs, venha agora com essa história de Polícia Federal fiscalizar partidos políticos.
O Senador Jorge Bornhausen, que considero o único político da oposição a fazer a necessária e apropriada crítica ao Governo Lula, divulgou uma nota afirmando que seu partido, o PFL, “repele, com veemência, a explícita ameaça de violência contra os partidos políticos feitas pelo Ministro da Justiça”. E arrematao próprio Bornhausen: “Aconselho o ministro a investigar e prender os corruptos e corruptores que enlamearam o governo”.
Essa é a verdadeira face do PT: o autoritarismo, o fanatismo e o sectarismo. Há algum tempo já tentou criar um conselho Federal de Jornalismo para amordaçar a imprensa. Agora lança mão da Polícia Federal para fiscalizar as contas dos partidos políticos. Ora, esses partidos já são fiscalizados pelo TSE. Se a lei que disciplina esse aspecto da vida financeira dos partidos é falha, trata-se então de mudar a lei. Agindo de forma matreira, os petistas, outrora tão zelosos da ética e da moralidade, têm uma contribuição pífia no que se refere à aprovação de uma nova e moderna legislação eleitoral, para, na véspera da eleição, incumbirem a PF de vigiar os partidos. Está se vendo que o “companheiro” Chávez está fazendo escola. E os stalinistas tupiniquins são os primeiros da classe.
O escritor paranaense Yves Hublet, aquele que deu as bengaladas no ex-deputado José Dirceu, na véspera de sua cassação, protocolou pedido de impeachment de Lula na Secretaria Geral da Mesa da Câmara, de acordo com a Constituição, que dá este direito a qualquer cidadão. Na petição o escritor cita as provas encontradas nas CPIs dos Correios, do Mensalão e dos Bingos. O zeloso cão de guarda do PT, o Presidente da Câmara, deputado Aldo Rebelo, considerou que Lula está dentro dos limites da tolerância, comparando os número de pedidos de impeachment protocolados contra Collor e FHC. O destino desse pedido, portanto, será o arquivamento, como aconteceu com os demais que já apareceram. Aldo alegará insuficiência de provas.
O argumento segundo o qual não existe clamor popular suficiente para o impeachment de Lula não significa que a maioria está a favor do governo. Aliás as pesquisas já indicam isso. Acontece que a população jamais sai às ruas caso não haja uma movimentação nesse sentido pelas lideranças políticas. O que fica claro é que aos políticos da Oposição não interessa um aprofundamento sério das investigações no que se relaciona às denúncias de corrupção. É por isso que os oposicionistas agem com extrema cautela, até porque os seus partidos e o governo anterior também estão encalacrados nessa teia corruptiva que amarra Nação. A corrupção, aqui no Bananão, passou a ser a regra, e não a exceção.
Por tudo isso, com ou sem impeachment, o ano de 2005 ficará indelevelmente marcado na história da República. Mas dificilmente, acredito, isto servirá para alguma coisa no sentido de alterar o padrão moral dominante no âmbito político brasileiro.
O ato das bengaladas, perpetrado pelo escritor paranaense, representou, simbolicamente, o sentimento de impotência da sociedade brasileira ante um poder imperial consubstanciado num presidencialismo que se mantém à custa de um permanente jogo de barganhas.
Por isso mesmo, a apresentação de um pedido de impeachment, baseado no que apuraram as CPIs, atende tão somente às formalidades jurídicas, não à sua materialidade. Quem o faz, já sabe que está praticando, no máximo, uma vulgar pantomima. O Brasil continua a ser um país do faz-de-conta.
Salvador - Ao classificar 2005 como mais um ano "perdido no aspecto social" no Brasil, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o cardeal-arcebispo, dom Geraldo Majella Agnelo, desejou que 2006 seja o ano de "redenção" do governo federal em relação a programas que beneficiem diretamente o povo.Ele criticou a corrupção revelada no escândalo do "mensalão" e foi irônico quando comentou as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva segundo as quais as CPIs não teriam provado, até o momento, nenhuma falcatrua: "Acho que ele (Lula) precisa ver melhor".
D. Geraldo foi duro nas críticas da condução da área econômica. Disse que há um "passivo" social no País que se acumula na gestão do presidente Lula e sobre a antecipação do pagamento da dívida do Brasil com o Fundo Monetário Nacional, lembrou que "a dívida interna permanece e quem sabe ainda é maior". Ele considerou irrelevante a pesquisa divulgada recentemente dando conta que a taxa de miséria teria reduzido um pouco nos últimos anos. "São números que oscilam para cima e para baixo: é tão grande o universo da miséria que não basta uma melhoria mínima, não vai fazer diferença".
Calcinha em corpo de mulher bonita: marketing total e garantido...
A última loucura em
marketing para homens
O site que lança essa mais nova ferramenta de marketing nao oferece nenhuma explicaçao de como é que funciona a mídia, mas o nome é sugestivo, 'ass-vertise'. A página tem apenas uma imagem - a silhueta de uma mulher de costas, com a bunda destacada em branco para onde aponta uma seta com a informaçao - "Seu anúncio aqui". O título no alto da janela do browser dá uma dica - 'A última loucura em marketing para homens'. A informação está no site de propaganda e marketing Blue Bus. E na página dos lançadores dessa inusitada mídia, tem email para pedir mais informaçoes. Veja aqui, inclusive com mais fotos das modelos mostrando as calcinhas nas ruas.
O ensino de história nas escolas secundárias na Grã-Bretanha é dominado por Hitler e as escolas negligenciam o que ocorreu na Alemanha no pós-guerra, segundo o departamento do governo responsável pelo currículo
nacional.O relatório anual da Qualifications and Curriculum Authority (QCA), divulgado quarta'feira, diz que houve "um estreitamento gradual e a 'hitlerização' da história" para os adolescentes. "Os últimos 60 anos viram grandes eventos na Alemanha, a Guerra Fria, a construção e a queda do Muro de Berlim, a reunificação, e grandes acontecimentos que muito poucas crianças inglesas são ensinadas nas escolas", disse o diretor do QCA, Ken Boston."As escolas na Inglaterra precisam ensinar o que aconteceu na Alemanha depois de 1945."O embaixador da Alemanha na Grã-Bretanha, Thomas Matussek, disse que os britânicos são obcecados pelo nazismo, segundo o jornal The Times.
Novas informações que circulam informam que o médico nazista Aribert Heim estaria foragido na Venezuela, segundo fontes da polícia espanhola. O médico teve presença comprovada na Espanha, até cerca de dois meses atrás. Fugindo da região da Costa Brava poderia ter rumado para a Dinamarca. A Operation Last Chance, entretanto, considera ser mais plausível que o sádico nazista esteja na Argentina ou mesmo no Brasil, não descartando por completo que ele possa eventualmente estar na Venezuela. Há indícios de que ele estaria utilizando o nome de Heriberto Heim ou Heribert Heim. A internet tem sido fundamental na divulgação da busca mundial ao médico nazista. Por trás do aparente bom velhinho esconde-se um dos mais sanguinários assassinos que o nazismo produziu. Existe uma recompensa de 130 mil euros por informações que levem à prisão de Heim. Para saber mais sobre o criminoso leia notas abaixo, link acima ou visite o site da Operation Last Chance.
Leia também matéria completa, inclusive com as fotos do nazista, clicando aqui.
São Paulo - Integrantes da Polícia Civil, do Instituto Médico Legal (IML) e do Ministério Público vão definir na segunda-feira se solicitam exames complementares que possam detectar se o médico-legista Carlos Delmonte Printes utilizou uma substância com capacidade de impedir que ele reagisse à asfixia, apontada como a causa da morte do perito, em outubro passado. Delmonte foi o responsável pela necropsia do prefeito assassinado Celso Daniel (PT). Depois de mais de 70 dias da morte do perito, a polícia apresentou nesta quarta o resultado do laudo elaborado pelo IML. Em 20 folhas, a equipe técnica aponta que Delmonte morreu por asfixia mecânica por excesso de mucosa. Não foi possível, porém, detectar qual substância teria impedido que ele não expelisse as placas de secreção, morrendo asfixiado. A hipótese de homicídio foi praticamente descartada, bem como a de morte natural - ao contrário do que noticiou o jornal O Estado de S.Paulo hoje (21).
A CPI dos Correios divulgou documento de prestação de contas que reforça a tese de pagamento de "mensalão" para partidos da base aliada próximos a votações importantes para o governo, para financiar a mudança de deputados de legendas, incluindo o PTB, PP e PL, ou para atender interesses da legenda, que poderia ser o financiamento irregular de campanhas.O documento da comissão amplia o conceito de mensalão. Inicialmente a CPI trabalhava com a tese de pagamento de mesada para deputados votarem com o governo. Agora, a abrangência é maior. "Mensalão" seria um "fundo de recursos utilizados, especialmente, para atendimento a interesses político-partidários".
A corrupção, como os demais delitos praticados pelo homem, acontece em qualquer país e em qualquer cultura ou regime político. A diferença fica por conta da forma como a sociedade os encara e como são punidos. E existem países e culturas que são condescendentes com os criminosos.
Pequim - Wen Mingjie, ex-diretor do Banco Agrícola da China, foi condenado à morte por aceitar subornos e desviar U$1,85 milhão, que usou para comprar várias residências, informou nesta quarta-feira o jornal China Daily. Segundo a sentença emitida ontem pelo Tribunal Intermediário de Pequim, Wen, que dirigia o departamento de ciência e tecnologia, aceitou entre 1999 e 2004 subornos de quatro empresas de tecnologias da informação, que não foram reveladas, no valor de U$1,32 milhão. Além disso, Wen desviou U$ 530 mil de fundos públicos entre 2003 e 2004. Em sua defesa, Wen alegou que os subornos eram comissões pagas pelas companhias, embora as evidências tenham demonstrado que era ele que solicitava o dinheiro, segundo a corte. Além disso, fontes do banco citadas pelo jornal disseram que a instituição não permite aos empregados do banco aceitar nenhum tipo de comissão. Wen, que anunciou que apelará do veredicto, foi detido em julho do ano passado, acusado de ter "posses desproporcionais em relação a suas fontes de renda conhecidas". A sentença, a sétima similar ditada neste mês, coincide com o pedido feito ontem pelos líderes do Partido Comunista da China (PCCh) par "continuar a batalha contra a corrupção no próximo ano, especialmente a registrada no setor empresarial" Em comunicado divulgado pela agência oficial Xinhua, o PCCh ressaltou: "Centraremos nossos esforços em campanhas especiais contra (os que aceitam subornos) no setor empresarial e averiguaremos os casos que impliquem violação das disciplinas do partido." (Agência Estado)
O que segue éapenas umpequeno trecho da extensa matéria que está no Blog do Josias, a respeito das ações de espionagem da Kroll no Brasil, a mando do Opportunity.Costumo afirmar que a mídia tem 90% de lobby e 10% de fatos reais. E o pior de tudo é que certos jornalistas se prestam à essa tarefa que é a negação da atividade jornalística. Entretanto, o que confere credibilidade aos veículos de comunicação, gravita em torno desses 10% que refletem a verdade dos fatos. Os leitores, portanto, devem ficar atentos e aprender identificar as notas "plantadas". Esse caso é um exemplo concreto do que eu estou dizendo.
“A pedido do banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, a empresa Kroll, multinacional do ramo da espionagem, bisbilhotou o cotidiano de vários jornalistas durante o ano de 2004. Os alvos da investigação foram repórteres e jornais que apuraram e publicaram informações contrárias aos interesses comerciais de Dantas.
O blog obteve cópia de dois dos relatórios produzidos pela Kroll. Compõem um dossiê guardado nos arquivos do Opportunity. Foram lidos pessoalmente por Dantas e pela executiva Carla Cico, destituída recentemente do comando da Brasil Telecom.
“Os documentos foram redigidos em inglês. Um deles tem o seguinte título: “Manipulação da Imprensa no Brasil pela Telecom Itália”. O texto aponta a existência de uma suposta “campanha” da mídia para denegrir a imagem de Dantas, da Brasil Telecom e do Banco Opportunity.
No relatório, a Kroll acusa Nelson Tanure, controlador do Jornal do Brasil e da Gazeta Mercantil, de ser “um dos autores” da campanha. Anota que o empresário, que hoje tenta assumir também o comando da Varig, agiu por encomenda da Telecom Itália, grupo que venceu a queda-de-braço travada com Dantas pelo controle da Brasil Telecom.
Segundo a Kroll, valendo-se de seu “grupo de mídia” e de “uma rede de jornalistas e outros contatos”, Tanure promoveu, a partir de 2001, a publicação contínua de reportagens com o objetivo de prejudicar a imagem do Opportunity e do banqueiro Daniel Dantas.
Além de Tanure, diz o documento, a estratégia encomendada pela Telecom Itália envolveria “outras pessoas”. O texto menciona os nomes do empresário Paulo Marinho, ligado a Tanure, e de Luis Roberto Demarco, um ex-sócio de Daniel Dantas no Opportunity, com o qual o banqueiro trava uma batalha judicial.
Com o “suporte de elementos do establishment brasileiro”, diz o relatório, a “campanha de imprensa” visava produzir um escândalo de corrupção contra Dantas e seu grupo. Seria “o último de uma série de esforços” da Telecom Itália para destituir o banqueiro do controle acionário da Brasil Telecom.”
Clique aqui para ir diretamente ao Blog do Josias conferir esta matéria.
As empresas das quais é sócio Marcos Valério, entraram com ação na Justiça para cobrar com Partido dos Trabalhadores a importância de R$ 100.082.166.35. A informação é da própria assessoria de Valério, segundo nota postada agora à tarde no Blog do Noblat. O fato também coincide com a divulgação, amanhã, do relatório da CPI que, segundo matéria que postei abaixo, deverá confirmar a existência do “mensalão”. O que causa espanto é o volume de dinheiro que o PT tomou emprestado. E não vai ser com rifas, contribuições de partidários e campanhas do gênero que o Partido de Lula conseguirá amealhar esse montante para honrar o compromisso, caso a Justiça dê ganho de causa às empresas de Marcos Valério. A nota tem o seguinte teor:
"As empresas SMP&B Comunicação Ltda e Graffiti Participações Ltda, que têm entre seus sócios o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, entraram com ação de cobrança, no último dia 16, em Brasília, contra o Partido dos Trabalhadores.
Conforme a petição, ajuizada na 11ª Vara Cível do Distrito Federal, pelo escritório Rodolfo Gropen Advocacia, o objetivo é o recebimento de R$ 100.082.166,35, que representam a soma dos empréstimos de R$ 55.941.227,81, contraídos pelas empresas em favor do PT, nos bancos BMG e Rural, e R$ 44.140.938,54 referentes a encargos fiscais (IOF e CPMF), bancários e financeiros (juros e correção).
Os empréstimos foram feitos no período de 21 de fevereiro de 2003 a 01 de outubro de 2004, atendendo a solicitações do ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, que confirmou o recebimento dos recursos em seus vários depoimentos prestados à Procuradoria Geral da República, à CPMI dos Correios e à Polícia Federal, amplamente divulgados na imprensa.
Também na última sexta-feira (16/12), em Brasília, o mesmo escritório de advocacia entrou com ação monitória, na 10ª Vara Cível, pedindo que o Partido dos Trabalhadores seja citado para pagar ao empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, em 15 dias, a quantia de R$ 500.769,00.
De acordo com a petição, a dívida do PT (R$ 500.769,00) inclui a parcela que Marcos Valério quitou, no valor de R$ 351.508,20, do empréstimo de R$ 2.400.000,00, que ele avalizou para o Partido dos Trabalhadores, no BMG, mais encargos (CPMF, juros legais e correção monetária)."
Está no Blog do Noblat: "A CPI dos Correios apresenta amanhã sua primeira prestação de contas. Após seis meses de investigações, a comissão acumulou extratos bancários e depoimentos suficientes para indicar que, como denunciou o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), houve repasse sistemático de dinheiro a parlamentares da base aliada. Pela análise dos sigilos bancários dos envolvidos no valerioduto, a distribuição durou cerca de 18 meses - entre fevereiro de 2003 e agosto de 2004. Os recursos fluíram por saques nas contas do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza ou por corretoras e empresas, como a Bônus Banval e a Guaranhuns. Integrante da extinta CPI do Mensalão, o deputado Júlio Redecker (PSDB-RS) analisou os documentos bancários e enviou ao relator da CPI dos Correios, Osmar Serraglio (PMDB-PR), um estudo sobre os repasses. O relatório deve ser usado por Serraglio amanhã. Obtido pelo Estado, o relatório mostra como os pagamentos obedeceram a uma cronologia mensal."
”Candidato único à presidência da Câmara, João Paulo contratou-o para monitorar uma campanha que não haveria. Depois, escolheu uma agência do parceiro para "melhorar a imagem da Casa". Grato, Marcos Valério incluiu perguntas sobre o prestígio eleitoral de João Paulo em pesquisas destinadas a avaliar a imagem da instituição. O contrato foi renovado por dois anos no último dia útil de 2004.
Um cheque de R$ 50 mil valerianos recolhido pela mulher de João Paulo na agência do Banco Rural acabou por incluí-lo na fila da guilhotina. Puro descuido. A propina talvez tenha sido a menor das muitas transações tenebrosas consumadas pela dupla. Envolvem quantias bem mais impressionantes.
O que se leu nos parágrafos acima não chega a ser novidade: a trechos publicados em colunas anteriores foram acrescentadas algumas frases. Novidade é a trama urdida na Câmara para a salvação dos pecadores. A ofensiva - sórdida e atrevida - começou na sessão que redimiu o mensaleiro Romeu Queiroz. O passo seguinte é a tentativa de absolver João Paulo. Há outras pilantragens em andamento. É hora de deter os bandidos.
A face honesta do país não merece mais bofetadas. E já não é possível suportá-las”.
Este é o trecho final de um artigo do jornalista Augusto Nunes, que está no JB Online. E vale. Vale a pena ser lido. Clique aqui para ler o texto na íntegra.
LA PAZ- O líder cocaleiro Evo Morales conseguiu a maioria absoluta nas eleições gerais de domingo, segundo as projeções extra-oficiais, na vitória mais categórica da história democrática da Bolívia, que superou todas as previsões. O Movimento Ao Socialismo (MAS) de Morales teria obtido 51,1% dos votos, seguido pelo partido Poder Democrático e Social (Podemos), liderado pelo ex-presidente conservador Jorge "Tuto" Quiroga, que teria alcançado 31,1% dos votos. Uma diferença de 20 pontos que não era esperada por ninguém durante a campanha, em que a vantagem máxima alcançada pelo líder aimara sobre o candidato conservador foi de cinco pontos. A rápida apuração realizada pela empresa Apoio, Opinião e Mercado, que antecipou os resultados que a Corte Nacional Eleitoral demorará vários dias para divulgar- provavelmente, o resultado deve sair no próximo final de semana-, também dá ao empresário centrista Samuel Doria Medina, da Unidade Nacional, 8,1% dos votos. (Lei matéria completa clicando aqui).
MEU COMENTÁRIO:
Uma guinada para o atraso
O resultado extra-oficial das eleições na Bolívia parece repetir o fenômeno Lula que aconteceu no Brasil. Os institutos de pesquisa calculam que os resultados oficiais confirmarão essa tendência que não era esperada, a vitória de Evo Morales com mais de 50% dos votos. O que acontece na Bolívia confirma análise que apresentamos aos leitores deste blog em post sob o título “Um novo contexto político”. Findo o ciclo de dominância das elites tradicionais ascendem agoraao poder os neopopulistas, a exemplo de Lula, Chávez e, neste momento, o líder cocaleiro Evo Morales. De certa forma, Kirchner na Argentina também segue o modelo. Os demais países do continente latino-americano provavelmente terão o mesmo destino. Como dissemos no aludido artigo, esses resultados eleitorais refletem o aniquilamento da classe média que se tornou uma minoria no continente. As bandeiras de luta dessas novas correntes políticas neopopulistas utilizam os velhos jargões da esquerda tradicional, mas adotam políticas econômicas monetaristas ortodoxas e transferem a renda da classe média, através do arrocho fiscal, à maioria pobre e miserável, por meio de programas paternalistas que estão longe de representar a solução para o problema social que supostamente pretendem resolver. Ao mesmo tempo mantêm incólume o sistema financeiro, com a prática de uma política de juros altíssimos que sufoca o crédito e paralisa, aos poucos, a atividade econômica, para a felicidade de todos os tipos de agiotas. Os últimos indicadores da performance da economia brasileira já alertam para esse fato. O que pode parecer aos incautos a liberdade e o desenvolvimento social é, na verdade, uma guinada ao atraso.
O aniquilamento da classe média como forma de resolver os problemas sociais já se mostrou completamente inviável. O exemplo mais candente dessa prática econômica foram os países que adotaram o regime conhecido como “socialismo real”, uma espécie de capitalismo de estado que sucumbiu, ao gerar um desequilíbrio que levou ao esfacelamento dezenas de países satélites da ex-União Soviética. O resultado disso foi a sucessão de guerras, destruição, aparecimento da máfia e todo o tipo de inqüidades.
Pois bem. Enquanto nesses países o clamor por democracia e liberalismo liquidou aquela anacrônica gestão do Estado, a América Latina, de forma retardatária e em completo descompasso com o resto do mundo, começa a copiá-la. A eleição de Morales, a se confirmar, é a demonstração mais eloqüente do que estamos dizendo neste blog. Volto a recomendar a todos que leiam aqui o post “Um novo contexto político”, que também foi publicado no jornal A Notícia de Joinville.
Na última quarta-feira o país viu o deputado Romeu Queiroz (PTB-MG), que confessou ter recebido recursos de Marcos Valério Fernandes de Souza, ser absolvido. Nesse mesmo dia, o precursor da crise, ex-deputado Roberto Jefferson, colega de partido de Queiroz, completava três meses fora do Parlamento onde legislou por 22 anos. Aos 52 anos, Jefferson voltou a ser advogado e tem dividido o tempo entre o escritório no Centro do Rio e viagens para participar de julgamentos. Foi em sua sala de trabalho, que deu essa entrevista ao Jornal do Brasil. Decorada com duas cabeças de índios norte-americanos, um quadro da avó e um cartaz do musical Fastasma da Ópera, a sala é também o local de seus ensaios de canto. Um piano e um pequeno som fazem a base para que o homem que derrubou a cúpula do Planalto solte a voz. Pedimos que ele cantasse uma música. Cantou cinco italianas: Caruso, Champagne, Con Te Parteró, Dio como te amo e o tema do filme O Poderoso Chefão. Hoje, Jefferson se diz cansado de ódio e planeja voltar a presidir o PTB. Nas eleições de 2006 pretende viajar pelo Brasil ajudando os amigos que estiveram ao seu lado. Não sabe, no entanto, em quem votará para presidente: “No Lula, nunca mais. Tem três coisas que só se faz uma vez na vida: nascer, morrer e votar no PT.”
Veja um trecho da entrevista:
“O acordão foi do PT e do PSDB. Você repare que no Supremo Tribunal Federal não há clima para se investigar nenhum fundo de pensão, de quebrar o sigilo de nenhuma corretora, a CPI não avança nisso. Nos fundos de pensão se pega o PT fortemente e se chega ao PSDB. Qual foi o acordo: toma a cabeça do Zé Dirceu, não cassa o senador Eduardo Azeredo (então presidente do PSDB) nem se mexe no fundo de pensão que atinge os governos do Lula e Fernando Henrique. O acordão foi do PT e do PSDB. Você repare que no Supremo Tribunal Federal não há clima para se investigar nenhum fundo de pensão, de quebrar o sigilo de nenhuma corretora, a CPI não avança nisso. Nos fundos de pensão se pega o PT fortemente e se chega ao PSDB. Qual foi o acordo: toma a cabeça do Zé Dirceu, não cassa o senador Eduardo Azeredo (então presidente do PSDB) nem se mexe no fundo de pensão que atinge os governos do Lula e Fernando Henrique”.
BRASÍLIA - A cada queda nas pesquisas de intenções de voto e a cada notícia negativa na economia, maiores são as dúvidas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre se deve disputar a reeleição. Ele cogita a possibilidade de não concorrer. As dificuldades vão além da queda da popularidade. Além do estrago que os escândalos provocaram nos militantes e no eleitorado, aliados ameaçam abandonar o barco e impõem condições. Dizem que se até junho o governo não der sinais claros de recuperação da relação com os movimentos sociais, queda consistente nos juros e prioridade às políticas de desenvolvimento, não formalizarão o apoio à reeleição.
O presidente faz, em geral, um discurso público de que é candidato, como forma de segurar o governo até o fim de forma organizada. Mas o que vinha dizendo em conversas reservadas, falou abertamente sexta-feira, em Pernambuco: que talvez o melhor seria a escolha de outro candidato para continuar o projeto do PT se ele, Lula, correr o risco de não ganhar.
Um conselheiro do presidente revelou quinta-feira a três pessoas, inclusive um ex-ministro, que Lula disse nas últimas semanas que pode não disputar a reeleição. Numa conversa, disse que o candidato à sua sucessão poderia, por exemplo, ser o ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes (PSB). As conversas com aliados e dirigentes petistas pintam quadro trágico para a reeleição: o dinheiro é escasso, a política de alianças está dificílima e é preciso encontrar um publicitário que levante o moral dos militantes. Sem PSB e PCdoB, Lula perde muito tempo na TV.
Esta matéria está em O Globo deste domingo. Clique aqui para ler o texto na íntegra.
Do Blog do Josias: Em meio a uma convocação extraordinária que custará ao erário entre R$ 95 e R$ 100 milhões, o presidente Lula assinou uma medida provisória liberando verba adicional de R$ 363 milhões para o Congresso Nacional. Desse total, R$ 158 milhões destinam-se à Câmara. E R$ 115 milhões vão para o Senado.
O dinheiro será usado para pagar um reajuste salarial de 20% para os cerca de 20 mil servidores do Legislativo. Aprovado pelo Congresso, o aumento havia sido vetado por Lula. Mas deputados e senadores derrubaram o veto.Por ordem de Lula, a Advocacia Geral da União protocolou no STF uma ação pedindo a anulação do aumento aos funcionários do Congresso. Agora, o presidente libera o dinheiro antes mesmo que o recurso tenha sido julgado.
Além da verba para o Congresso, a medida provisória baixada por Lula liberou dinheiro para a própria Presidência da República, e para os ministérios da Fazenda e da Integração Nacional. Foram beneficiados também Estados, municípios e o Distrito Federal. Tudo somado, a suplementação orçamentária prevista na medida provisória sorverá dos cofres do Tesouro Nacional R$ 825,908 milhões.
Do blog: E-agora: O jornalista João Mellão Neto é mais um que percebe e não concorda com a leniência tucano-prefelista. Vejam o que ele escreveu em artigo no Estado de São Paulo de ontem: "Fosse eu o presidente, agradeceria ao Santíssimo todos os dias por contar com adversários tão tíbios e pusilânimes. Fossem estes os inimigos de Collor, o ex-presidente teria terminado tranqüilamente o seu mandato... "Falta o povo nas ruas", desculpam-se os líderes oposicionistas. Ora, o povo não sai às ruas espontaneamente. Há que existir alguém, com autoridade moral para tanto, que se disponha a arengar às massas, explicar-lhes a gravidade do que está ocorrendo e conclamá-las a demonstrar a sua insatisfação. Se mantida a atual apatia, a crise será superada com a cassação de Roberto Jefferson, José Dirceu e mais meia dúzia de parlamentares". Clique aqui para ler o artigo na íntegra. Vale a pena.
Ipojuca (PE) - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ao participar de cerimônia em Pernambuco ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, saiu em defesa do presidente brasileiro, a quem chamou de "irmão". Chávez recomendou a Lula que tenha "força e coragem" para enfrentar o atual cenário político brasileiro. "A direita está implacável. Mas força, Lula, coragem. Vamos ao contra-ataque", afirmou. Ao lembrar que no ano que vem o Brasil e a Venezuela passarão por eleições presidenciais, Chávez comentou que os Estados Unidos estão financiando a oposição em seu país. E que ele está sendo vítima de mentiras e difamações. Apesar disso, disse acreditar que será reeleito com 20 milhões de votos. Ao longo dos 53 minutos em que discursou em Ipojuca, Chávez defendeu o governo do presidente brasileiro, dando o tom de campanha ao evento. Para o venezuelano, Lula carrega nos genes "uma carga de 500 anos de batalha e resistência ao imperialismo". Chávez voltou a insistir na tese de que a integração na América Latina é fundamental para o desenvolvimento dos seus países e também para o fim da fome e da miséria. Chávez participou, ao lado do presidente brasileiro, do lançamento da pedra fundamental da refinaria Abreu e Lima. A iniciativa tem a parceria da venezuelana PDVSA e da brasileira Petrobras, com investimento de US$ 2,5 bilhões e previsão de início das atividades em 2011. (Agência Estado)
MEU COMENTÁRIO:
A esquerda é a direita
Quando leio matérias como esta acima, parece que estou vendo um filme antigo, rodado nos anos 60, quando a ditadura soviética era louvada como revolucionária. Chávez, que liderou um golpe de Estado antes de ser presidente, agora posa de defensor dos pobres e da democracia. Mas tanto ele como Lula e o PT, só estão no poder por conta da pauperização da classe média. Em ambos os países a classe média perdeu a hegemonia, aqui para usar um termo caro aos gamscianos. Repetem ad nauseam, conceitos vazios operacionalmente há muito tempo, como “imperialismo” e “direita” e “esquerda”. E atribuem a culpa das mazelas da América Latina aos Estados Unidos. Ora, os EUA, já disse aqui, mas é bom sempre lembrar, foram descobertos pelos europeus mais ou menos na mesma época que o continente latino-americano. Lá ergueram um país próspero, democrático e com uma constituição que reina absoluta, intocável, com uma imprensa livre e um judiciário atuante e respeitado. Aqui se produziu um submundo. Sua robusta economia sustenta mais da metade da humanidade. Importam do resto do mundo quase US$ 2 trilhões por ano, o que significa que, se os EUA quebrarem, boa parte do planeta estará liquidada.
É de uma estupidez histriônica essa satanização dos EUA que, queiram ou não, são exemplo de país essencialmente democrático onde o credo igualitário sublima a noção de cidadania que habita a mente de cada norte-americano. Diferentemente, é claro, de uma sociedade senhorial e cartorial, tipificada pelas republiquetas bananeiras que compõem o continente latino.
O raciocínio induzido por Lula e Chávez leva-nos, então, à seguinte afirmação: os EUA são a “direita”. Cuba, Venezuela, Brasil do PT, Bolívia do cocaleiro Morales, Argentina, são a “esquerda”. Ao nível da teoria política tem-se, alinhados à “esquerda” o progressismo, as liberdades, o respeito à lei e, sobretudo, à Constituição; a distribuição de renda, a boa ética, a cidadania, o voto universal livre e direto, enfim o conjunto de direitos que faz a diferença entre Estados totalitários e democráticos.
Fica claro, então, que os EUA respondem com transparência e objetividade ao que reivindica a noção de democracia. Ou é Cuba, que não tem eleições desde que o ditador Fidel Castro tomou o poder? Ou é a Venezuela sob a ditadura disfarçada do golpista Chávez? Ou, finalmente, é o Brasil do PT que assalta os cofres do Estado para perpetuar a miséria com programas paternalistas visando unicamente garantir a eleição de Lula? Isto sem falar na corrupção deslavada que enxovalha a Nação.
Que diabos de “esquerda” libertária é essa que defendem Chávez e Lula? Ou Chávez não sabe que Furlan da Sadia é Ministro de Lula, como é o ex-presidente do Bank Boston, Henrique Meirelles, o cão de guarda do Banco Central? Então Lula está ameaçado pela direita? O que é então “direita” e “esquerda”? Por esta simples análise que exponho aqui dá para medir o tamanho da confusão quando se tenta aplicar esses conceitos. Portanto, a dicotomia esquerda-direita perdeu sentido e operacionalidade analítica. Ambos os conceitos descolaram-se da realidade.
De resto, duvido muito que Chávez ou Lula um dia na vida tenham lido, pelo menos, um simples manual de filosofia política. O espantoso é que os dois são tidos como líderes de seus respectivos países.
“No encerramento dos trabalhos do ano legislativo em Santa Catarina, os deputados reprovaram o projeto de lei que proibia a contratação de parentes na Assembléia Legislativa. Ou seja, mantiveram as atuais disposições que permitem o livre e pleno nepotismo, que é o emprego de parentes em cargos comissionados, sem a exigência de concurso. O mesmo destino de arquivamento teve projeto semelhante na Câmara de Vereadores de Joinville, que pretendia proibir a condenável prática no serviço público no município. Os vereadores, assim como os deputados, decidiram pela manutenção dos empregos públicos a seus parentes, amigos e apadrinhados”.
(Este é um trecho do editorial do jornal A Notícia, de Joinville (SC). Clique aqui para ler o texto na íntegra).
O BLOG EM DESTAQUE NO JORNAL "A NOTÍCIA" DE JOINVILLE
Um novo contexto político
Destaco aqui excerto de artigo de minha autoria, já postado neste blog numa versão mais longa, e que está publicado edição de hoje (16.12.05) no jornal A Notícia, de Joinville, na página de opinião. Clique aqui para ler o texto na íntegra.
“As eleições parlamentares realizadas na Venezuela sem a participação da oposição, que decidiu se retirar da disputa, encerram episódio político raro em sistemas formalmente democráticos. Afinal, que leitura se pode fazer sobre isso e o que tem a ver com o Brasil e com toda a América Latina? É isso que tentaremos responder neste artigo. Historicamente, o Brasil e os demais países que compõem o continente vêm sendo espoliados desde a época colonial. Todos foram colonizados pelo que havia de mais retrógrado na Europa, os povos ibéricos. Criou-se por aqui uma elite escravocrata, tanto é que o Brasil foi retardatário na abolição da escravidão. Todos esses países latino-americanos têm uma cultura senhorial que permitiu aos endinheirados acumularem por vários séculos, mantendo uma horda de miseráveis e remediados a seu dispor. Os salários sempre foram baixíssimos e, ao longo do tempo, criou-se, evidentemente, mais pobreza do que classe média. Esse problema tornou-se mais agudo no final da primeira metade do século 20. O resultado imediato disso foram os sucessivos golpes de Estado na região, os quais representaram a derradeira tentativa das classes dominantes tradicionais de continuar no poder”.
Rio de Janeiro - A Petrobrás anunciou a liberação de R$ 1,348 milhão para a recuperação do acervo e modernização da Fundação José Sarney, em São Luis do Maranhão. Os recursos serão aplicados na digitalização do catálogo da fundação, que tem hoje cerca de 500 mil documentos relativos à presidência da República, além de livros e obras de arte. O anúncio foi feito na sede da estatal, com a presidência do senador José Sarney, que agradeceu à estatal pela "contribuição à pesquisa histórica do Brasil". O senador cedeu ao acervo 110 mil documentos pessoais, como cartas e manuscritos da época em que ocupava a presidência. Segundo ele, a fundação foi visitada este ano por 123 mil pessoas. (Agência Estado) Escrito por Aluizio Amorim às 01h41
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