Afinal, alguém ainda duvida que o mensalão existiu? A contundência das acusações de Roberto Jefferson foi tão violenta que fez o Presidente do PT, o então badalado José Genoíno, renunciar e sumir do mapa. Na verdade toda a direção do PT caiu, sem falar no fato de que José Dirceu renunciou ao cargo de Ministro e retornou à Câmara, para depois ser cassado. Outros parlamentares renunciaram para escapar da cassação.
Pois bem. Agora o Senador Delcídio Amaral, Presidente da CPI dos Correios, vem a público afirmar aquilo que todo o Brasil não suspeita, tem certeza. O mensalão existiu. Segundo Delcídio, "há muita coincidência entre as datas dos saques e votações. Fizemos uma filtragem em todas as informações e agora tem muito mais consistência [a tese do mensalão]. É triste", acrescentou o presidente da CPI, ex-líder do PT no Senado. Ora, se fosse o contrário, se nada de verdade existisse nas acusações de Jefferson, o que teria então determinado o estouro na Direção do PT, as renúncias e as cassações?
O dia 10 de maio de 1933 marcou o auge da perseguição dos nazistas aos intelectuais, particularmente os escritores. Em toda a Alemanha, principalmente nas cidades universitárias, montanhas de livros ou suas cinzas se acumulavam nas praças. Hitler e seus comparsas pretendiam uma "limpeza" da literatura. Tudo o que fosse crítico ou desviasse dos padrões impostos pelo regime nazista foi destruído. Centenas de milhares de livros foram queimados no auge de uma campanha iniciada pelo diretório nacional de estudantes.
Albert Einstein, Stefan Zweig, Heinrich e Thomas Mann, Sigmund Freud, Erich Kästner, Erich Maria Remarque e Ricarda Huch foram algumas das proeminências literárias alemãs perseguidas na época. O poeta nazista Hanns Johst foi um dos que justificou a queima, logo depois da ascensão do nazismo ao poder, com a "necessidade de purificação radical da literatura alemã de elementos estranhos que possam alienar a cultura alemã".
Assim como desde a pré-história se acreditava nos poderes purificadores do fogo, o regime do mestre da propaganda – Goebbels – pretendia destruir todos os fundamentos intelectuais da República de Weimar, por ele tão odiada.
Oportunismo e distanciamento
A opinião pública e a intelectualidade alemãs ofereceram pouca resistência à queima. Editoras e distribuidoras reagiram com oportunismo, enquanto a burguesia tomou distância, passando a responsabilidade aos universitários. Também o exterior acompanhou a destruição distanciado, chegando a minimizar a queima como resultado do "fanatismo estudantil". (Do site da Deutsche Welle)
A economia brasileira cresceu 2,3% em 2005, segundo dados divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado mostra desaceleração em relação a 2004, quando o PIB (Produto Interno Bruto), soma dos bens e serviços produzidos no país, havia registrado expansão de 4,9%. Apenas no quarto trimestre, a economia cresceu 0,8% sobre o terceiro. Com base nas previsões da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e Caribe), verifica-se que a expansão da economia brasileira ficou aquém da média da América Latina. O órgão previa crescimento de 4,3% para a região. Em termos percentuais, o Brasil teve o segundo menor crescimento da América Latina, à frente apenas da previsão para o Haiti. Os países que já divulgaram resultados --como Argentina (9,1%), Venezuela (9,0%) e México (3,0%)-- confirmaram os prognósticos da Cepal, que previa para o Brasil uma alta de 2,5%.Para ler a matéria completa, clique aqui.
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Com um crescimento ridículo do PIB, já que perdemos até para o Paraguai, tem-se uma radiografia nada boa das condições econômicas brasileiras. Imaginem se a conjuntura internacional fosse negativa, como ocorreu durante o período de FHC? Só existe uma justificativa para a manutenção do arrocho da política monetária: a orgia do mercado financeiro, que se locupleta. Observem: em cada esquina há uma financeira oferecendo dinheiro aos incautos a taxas criminosas, que superam o índice de 10 por cento. Isto sem contar a capitalização dos juros. Vive-se, na verdade, uma inflação ao contrário. O que foi feito no Brasil foi a migração da inflação dos preços das mercadorias para um só produto: o dinheiro, cujo preço altíssimo sufoca a economia. O resultado é esse crescimento pífio do PIB. Esta realidade torna-se mais dramática porque o cenário econômico internacional é de expansão. Imaginem se a conjuntura internacional fosse adversa como aconteceu com o período de FHC? Agora, já pensaram mais quatro anos de Lula e seus sequazes no poder?
EM TEMPO: A divulgação desses dados numa sexta-feira de carnaval atende, por certo, à estratégia de minimizar seus efeitos.
Em auditoria sobre o uso de cartões da Presidência, aprovada em sessão sigilosa, o TCU (Tribunal de Contas da União) decidiu cobrar explicações para a compra de bebidas alcoólicas e alimentos "refinados" para a Granja do Torto e o Palácio da Alvorada -residências oficiais do presidente. Reunidos na denominação "gêneros de alimentação", esses itens consumiram pouco mais de R$ 608 mil no período de um ano e meio (2004 e primeiro semestre de 2005) e chamaram a atenção dos auditores do tribunal que analisaram os gastos -e sobretudo os saques em dinheiro- com os cartões, protegidos por sigilo. No relatório, os auditores alegam que os gastos "seriam questionáveis", e que faltam limites claros para despesas com eventos sociais nas residências oficiais: "Uma análise exaustiva ficou prejudicada em decorrência do prazo e da extensão dos trabalhos, da subjetividade dos critérios envolvidos (que tipo de bebida é apropriada para cada tipo de evento e em que quantidade, por exemplo), e da ausência, nos autos, de informações detalhadas sobre a finalidade das aquisições". A auditoria encontrou irregularidades, como o pagamento por serviços não prestados com aluguel de carros e a compra supostamente urgente de uniformes para funcionários da Granja do Torto por R$ 62 mil. O relatório aprovado pelo tribunal determina a abertura de nova auditoria para analisar as notas fiscais e rastrear um volume superior a R$ 3 milhões de despesas feitas no primeiro semestre de mandato de Lula, que ficaram de fora da análise iniciada em agosto do ano passado. Clique aqui para ler na íntegra (para assinantes da Folha). Escrito por Aluizio Amorim às 04h39
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CRÍTICA COM HUMOR
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Vale a pena ler este comentário do editor da Folha Ilustrada, Marcos Augusto Gonçalves, a respeito desse irlandês metido a politicamente correto, mas que não passa de um tremendo chato. Foi publicado na edição de terça-feira. Caramba! A cretinice humana realmente não tem limites e o Marcos pega bem esse ambiente cultural idiota. Vamos ao que diz o articulista:
“Bono parece ser um sujeito legal. Está sempre do lado -como diria Rita Lee- dos frascos e comprimidos. Bono é a encarnação roqueira do politicamente correto. É uma espécie de Sting, o que faz dele, ao menos em parte, um chato. E também um equivocado: mal desembarcou no Brasil e já saiu correndo para emprestar seu prestígio a Lula. Nenhum questionamento, tudo beleza: a corrupção do PT e o faz-de-conta do presidente devem ser uma invenção da direita que não compra discos do U2. Bono faz parte daqueles formadores de opinião do Primeiro Mundo Maravilha que acreditam em duendes progressistas do Terceiro Mundo. Estão sempre achando que vai brotar algo novo por aqui. O "núcleo duro" de sua legião de fãs é a geração posterior à minha, hoje na faixa dos 35/40 e poucos. Um dos traços característicos dessa moçada é a correção política, aquela compulsão de chamar negros de "afrodescendentes", falar em "opção sexual", viver em permanente estado de solidariedade às minorias étnicas, colocar a culpa do terrorismo islâmico no Ocidente e recomendar filmes feitos nos cafundós do mundo sobre situações arcaicas e "humanas". Bem, não deixa de ser um alívio ouvir de um artista dessa geração (Nuno Ramos, em entrevista publicada no sábado) que há muita arte de "cabeça baixa", tratando de questões imediatas: "Vivemos numa época extremamente controladora, e o pior é que aquilo que nos controla tem ótimos valores". Realmente, assistimos a um "boom" do que chamo de "arte ongueira", aquela produção ligada a ONGs, que se refugia no bom-mocismo para fazer sucesso. Claro que Bono é "do bem". Irlandeses são gente fina. A África é pobre. O futebol brasileiro é mágico. E já que Bono quer dar uma força para o Terceiro Mundo, pode fazer um show na França contra os subsídios agrícolas. Aí diríamos: ao U2, as batatas!”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a ser o candidato favorito na eleição presidencial de outubro deste ano. Lula hoje venceria o prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), tanto no primeiro como no segundo turno de votação. Essa dupla vitória do presidente petista não era registrada pela série de pesquisas do Datafolha desde agosto do ano passado. No Datafolha anterior, realizado há três semanas, o presidente Lula saíra da condição de candidato derrotado já no primeiro turno em especial graças aos eleitores que votam no Nordeste e aos mais pobres (que ganham menos de R$ 1.500 por mês). O presidente assumiu a liderança da corrida eleitoral ainda devido aos votos dessas fatias do eleitorado. Mas foi entre os mais ricos que se registrou a maior reviravolta na opinião do eleitor: Lula dobrou sua votação entre os entrevistados que ganham mais de dez salários mínimos mensais (R$ 3.000). Para ler a matéria na íntegra, só para assinantes, clique aqui.
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Embora a maioria nem sempre tenha razão, é ela quem ganha a eleição. E foi o titubeante PSDB quem inventou essa de reeleição para a Presidência da República. Viram só o que vocês foram arranjar?
Fica uma pergunta para os leitores deste blog: Caso o PMDB faça uma dobradinha com o PT - o que não está descartado - haveria algum candidato ou alguma outra composição com reais condições de vencer Lula?
EM TEMPO: Não deixem de ler o artigo "Pesquisas, votos e bodes",do jornalista Mário Watanabe, que assina Dom Quixote no seu blog Luneta. Link ao lado, mas se quiser clique aqui e vá direto até lá.
O Presidente do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim, abriu o jogo para o Diário de Santa Maria: “saindo daqui (STF), me filiarei ao PMDB lá em Santa Maria da Boca do Monte, onde está o meu título eleitoral”. A informação está no Blog do Fernando Rodriguesque, ao final do post, fulmina: se não é candidato a nada, não haveria necessidade de filiação partidária tão rápida como a anunciada.
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No meu modesto modo de entender, até essa eleição de outubro vai rolar tanta mutreta, tanta sujeira e tanta picaretagem que já estou considerando a possibilidade mesmo de votar nulo pela primeira vez na minha vida. Esse voto nulo – se assim proceder – será para sempre. Reunirei meus badulaques e direi: Adeus, Bananão. Vou tentar arrumar algum lugar no planeta - bem longe do Bananão - para terminar meus dias em paz e com dignidade, longe dessa podridão. Não sei se isto é possível. A não ser que me torne um eremita. Porque onde há humanos, há desgraça, mentira, ganância, oportunismo e tudo o que há de ruim na face da Terra
Vocês verão, leitores. Verão do que os homens são capazes para chegar ao poder ou nele se manter.
O presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT) e vice-governador de Minas, Clésio Soares de Andrade (PL), está na mira da CPI dos Correios. A comissão parlamentar de inquérito descobriu que uma das empresas dele depositou R$ 200 mil na conta da CEP Comunicação e Estratégia Política, empresa de marketing político do publicitário Duda Mendonça, que foi marqueteiro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas as duas pontas da transação apresentam versões conflitantes para justificar as operações. Os técnicos da CPI rastrearam até agora duas transferências. Ambas partiram da Pampulha Transportes Ltda, empresa de Clésio que opera linhas de ônibus em Belo Horizonte, cujo prefeito é Fernando Pimentel, do PT. Por meio da mesma CEP, Duda produziu a campanha à reeleição de Pimentel em 2004. Leia mais clicando aqui.
Embora a minha juventude tenha sido marcada pelos Beatles e pelos Rolling Stones, na verdade sempre gostei muito mais dos Beatles, dos quais tenho quase tudo em CD. Portanto, não sou versado para tecer comentários sobre os Stones. Entretanto, como também sou músico, embora afastado há muitos anos, sempre achei que os Stones eram mais performáticos do que realmente criadores de música na acepção da palavra. Afinal, o rock também é música. Se formos fazer bem as contas, as composições dos Beatles, especialmente as primeiras, quando ainda eram apenas garotões, têm uma harmonia pobre. Talvez nem mesmo aquelas da última fase, antes da separação do grupo, possuam a riqueza harmônica e melódica dos melhores standards da música norte-americana e muito menos dos complexos fraseados dissonantes do jazz e da bossa nova. Contudo, os Beatles conseguiram produzir um som extremamente sui generis, dentro de seqüências harmônicas econômicas mas completamente diferentes de tudo que já se fez no rock. Esse é o detalhe. Essa é a diferença. Uma linha melódica diferente, sublinhada por um encadeamento harmônico supreendente. O resultado é o que todos conhecem e não podem negar. Os Beatles são extraordinários.
No que respeita aos Stones, a sua fama fica por conta da agressividade, de um rock tempestuoso, protagonizado principalmente por Mick Jagger, que faz gênero com aquela bocarra debochada.
Pelo que expus, já dá para ver que, em termos musicais gosto de jazz, bossa nova e Beatles. Ultimamente tenho ouvido muitas coisas em CD dos bons tempos da bossa nova e também do jazz, graças aos recursos da tecnologia que permitem remasterizar velhas gravações. Coisas que na época, premido pela limitação de recursos, nunca pude comprar. A única coisa que dispunha em casa era um velho rádio Philco, com gabinete em madeira, ainda valvulado (só depois veio o transistor), em ondas curtas e AM. Só. FM era uma promessa para o futuro naquela época. Entretanto, isto não impediu que eu ouvisse em ondas curtas de 49 metros, a emissora norte-americana A Voz da América, que levava ao ar, às 22 horas, hora de Brasília, o programa Jazz Hour.
Isto aconteceu no início dos anos 60, quando a bossa nova estourou aqui e no mundo inteiro. Lembro que entre o desfile de várias feras do jazz, o programa vez por outra incluía algum sucesso da bossa nova. Eu vibrava. Era a música brasileira rivalizando com as feras do jazz. E lá se vão quase meio século quando Chega de Saudade promoveu um divisor de águas entre o kitsch e o leve, moderno e estilizado som da bossa nova.
Já escrevi aqui neste blog (está nos arquivos ao lado) um artigo que tem por título “A decadência do gosto”. O Brasil na verdade, retomou o passado kitsch, enquanto a bossa nova continua fazendo sucesso lá fora. Agora mesmo importei um CD, do guitarrista norte-americano John Pizzarelli, que gravou um CD intitulado “Bossa Nova”. Na banda estão um neto de Tom Jobim (Daniel) e o extraordinário pianista e arranjador Cesar Camargo Mariano. Entretanto, para se conseguir esse CD, só importado. Nos últimos dias, pelas minhas andanças numa loja de CDs, descolei duas raridades: Walter Wanderley junto com Astrud Gilberto, gravado em 1967, nos EUA, é claro, selo Verve, importado. O outro, Ella Fitzgerald, cantando só Jobim (Ella abraça Jobim, é nome do CD). Nessa gravação de Ella, dentre os músicos destacam-se o extraordinário gaitista Toots Thielemans e o violonista brasileiro radicado nos EUA, Oscar Castro Neves, além de outras feras. Extraordinário.
O leitor menos avisado poderá acusar-me de nostálgico. Entretanto, já antecipo: em arte não há nostalgia, porque a verdadeira arte é intertemporal. E foi por isso que criei um conceito para a arte: um coágulo de emoção. Qualquer obra de arte é, portanto, uma coisa única. É a captura de um exato momento do fluir da vida do artista. E, por isso mesmo, há poucas obras de arte no mundo. A arte está em contraposição à ciência. Enquanto a primeira não pode ser reinventada, a segunda necessita de superação, sob pena de não haver o conhecimento.
“... dizer que o dinheiro escuso "não saiu dos cofres públicos", mas do cofre-dois de empresas, tem sido muito utilizado pelos "mensaleiros". Isso é, na verdade, trivial. É evidente, ou deveria ser, que propinas nunca saem diretamente do caixa do Estado, em cheque nominal para o bolso do sujeito que capta a grana. Não há nos lançamentos contábeis de Furnas, dos Correios e do resto das estatais, ministérios, secretarias e autarquias, sejam federais, estaduais ou municipais, administradas por qualquer partido que seja, entradas identificadas como "Pagamento de propina ao deputado Fulano". O que está escrito é "Pagamento à empresa fornecedora Sicrana", devido pela execução do contrato X, conquistado na licitação número Y. Ocorre que a licitação de número Y foi direcionada para a empresa Sicrana, a qual praticou preço superfaturado -no mínimo, no montante correspondente ao suborno cobrado como contrapartida do direcionamento.”
O texto acima é um excerto do artigo de Cláudio Weber Abramo, diretor-executivo da Transparência Brasil, organização dedicada ao combate à corrupção no país www.transparencia.org.br . Neste artigo, Abramo mostra como está montada a rede de corrupção no Brasil. Segundo ele, enquanto existirem as nomeações para os tais “cargos de confiança”, dificilmente o círculo infernal da corrupção institucionalizada será desmantelado. Veja como funciona o esquema clicando aqui.
O relator da CPI dos Correios, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), afirmou nesta quinta-feira que o relatório final da CPI dos Correios vai trazer os nomes de assessores de deputados que teriam recebido dinheiro de corretoras supostamente envolvidas no esquema de perdas de ganhos dos fundos de pensão, caso as investigações comprovem que houve irregularidades nas transações. Na edição de hoje, o Estado revelou a existência de investigações que apontam a existência de novos mensaleiros.
Serraglio explicou que a CPI está fazendo um cruzamento de dados com as quebras dos sigilos bancário e fiscal das corretoras e dos fundos de pensão. "Esse cruzamento indicou o nome de assessores de parlamentares. Mas não temos nada por enquanto que indique irregularidades nessas transações", afirmou, cauteloso, o relator. "No relatório final vão constar todas as irregularidades que forem confirmadas", disse. "As investigações ainda não estão concluídas e, portanto, não podemos qualificar como ilícito algo que ainda não foi esclarecido". Clique aqui para ler na íntegra.
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Ao que tudo indica, a novela está longe de terminar. A quinta-feira foi cheia de boatos em Brasília. Provavelmente, depois do carnaval, caso se confirmem as suspeitas da CPI, sairá uma nova lista envolvendo parlamentares passíveis de cassação. Tudo isso irá influir fortemente na movimentação das pedras do tabuleiro da sucessão. Mas fica tudo para depois do carnaval. Março promete ser um mês quente.
Em nenhum lugar do mundo um empréstimo custa tão caro como no Brasil. Levantamento feito pela Folha a partir de dados de 107 países coletados pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) mostra que os juros cobrados pelos bancos brasileiros são os mais altos de todos. A lista foi feita com base nos juros praticados em cada país no segundo trimestre de 2005, já descontada a inflação acumulada nos 12 meses anteriores. Por esse método, chegou-se à taxa real cobrada pelos bancos --44,7% ao ano, no caso brasileiro. No topo da lista, o Brasil tem a companhia de vários países africanos, como Angola (onde a taxa real média é de 43,7% ao ano), Gâmbia (juros reais de 31,8% ao ano), Gabão (18,2% ao ano) e Moçambique (14,7%). Entre os dez países cujos empréstimos são mais caros, seis são africanos. Leia aqui a matéria na íntegra. Vale a pena.
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Depois que chegou ao poder o PT mostrou a sua verdadeira face, lançando mão de uma política monetarista impiedosa. Esqueceu de todas as críticas que fazia quando estava na oposição. Não tem paralelo na história da República. É o partido que reúne os maiores mentirosos que conheço. É o governo mais odioso, debochado e pérfido. A classe média foi dizimada e a pá de cal foi atirada exatamente pelo governo do PT, vitimando a mesma classe média que o apoiou durante 26 anos e que contribuiu, decisivamente, para levá-lo ao poder. Agora anda de braço dado com os banqueiros e grandes empresários. Faz a política dos coronéis: benesses para os ricos e esmola para o povão.
Morador (e) da favela da Rocinha é baleado durante tiroteio ocorrido nesta noite, zona sul do Rio de Janeiro. A polícia informou que aproximadamente 40 homens, em quatro vans, entraram na favela por duas ruas, a Via Ápia e a Marquês de São Vicente. Uma parte dos invasores teria chegado pela mata. O tiroteio começou à tarde e durou horas. (Agência Estado).