O que segue está na Folha de São Paulo desta quarta-feira. Se isto realmente aconteceu, então não sobra mais nada de confiável no Brasil. Não há mais o que fazer por aqui. Corremos o risco iminente de sério abalo nas instituições democráticas. Ontem também essa tal “Via Campesina” começou a agir no Paraná, junto com o MST, ao mesmo tempo em que sucede uma série de invasões de propriedades rurais. O Bananão está completamente podre. Eis a reportagem da Folha. O Exército qualificou de absurda esta versão dos fatos:
“Integrantes do Exército negociaram sigilosamente com a facção criminosa Comando Vermelho a recuperação de dez fuzis e uma pistola roubados de um quartel do Rio, em São Cristóvão (zona norte), no dia 3 de março, segundo relatos feitos à Folha por pessoas envolvidas. As armas já estavam em posse do Exército desde domingo à noite. Elas estão com a numeração raspada em três diferentes lugares. Um comboio de 12 carros descaracterizados, com homens fortemente armados do Exército transportou, no domingo à noite, os fuzis e a pistola até uma unidade da instituição. Militares celebraram o sucesso da operação no mesmo dia. Às 19h40 de ontem, o Exército anunciou oficialmente a recuperação das armas. Informou que foram encontradas em um local em São Conrado, bairro vizinho à Rocinha. Apesar de já estar com o armamento desde domingo, o Exército realizou uma megaoperação ontem na Rocinha. Havia feito o mesmo anteontem na favela do Dendê, na Ilha do Governador, e na Vila dos Pinheiros, na Maré, ambas na zona norte. A operação sigilosa para recuperar as armas, cuja negociação ocorreu entre a sexta-feira, dia 10, e o domingo, 12, envolveu um líder da facção criminosa Comando Vermelho que não está preso. Ele negociou a devolução do material a fim de livrar favelas da facção da operação de asfixia do Exército, que reduziu drasticamente o lucro da venda de drogas nas áreas ocupadas. O negociante da facção assumiu que o Comando Vermelho fez o assalto e manteve as armas escondidas até o fim de semana em uma favela plana (o que não é o caso da Rocinha), na qual a venda de droga está sob seu controle, como a Folha informou no dia 9. O acordo Para devolver as armas ao Exército, o negociador apresentou três pré-condições: 1) fim das operações de asfixia das tropas do Exército nas favelas do Rio -o que aconteceu entre domingo e segunda-feira; 2) apresentação pública das armas como se tivessem sido apreendidas em uma favela na qual a venda de drogas estivesse sob domínio da facção inimiga, a ADA (Amigos dos Amigos); 3) transferência de um líder do CV do presídio Bangu 1 para Bangu 3 ou 4. Essa transferência pode demorar algum tempo para acontecer, para não aparentar ligação com a operação e por depender da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado do Rio. Rocinha Ontem, às 10h07 -depois de iniciada no domingo uma fase que o Exército classificou de "seletiva e pontual", sem operações "massivas"-, cerca de 400 soldados ocuparam a favela da Rocinha, a maior do Rio, onde a venda de droga é comandada pela facção criminosa ADA. A Folha soube da operação na noite de anteontem. Às 9h de ontem, quando a reportagem chegou à entrada da Rocinha, era normal o movimento de moradores. Com um radiotransmissor, o jornal acompanhou os diálogos travados por traficantes. A chegada das tropas à Rocinha os surpreendeu. "Olha o comboio do Exército! Tá vindo comboio do Exército, lá na estrada da Gávea! É muito caminhão, tem tanque de guerra! Os caras estão vindo para cá!", começou a gritar muito nervoso, pelo rádio, um vigia do tráfico na favela, que antes fazia brincadeiras com outros colegas. Os traficantes negaram estar com os fuzis. "As armas não estão com a gente, não! Aqui não tem [fuzil] 7.62!", gritou um rapaz, pelo rádio. ""Vai lá buscar no Complexo do Alemão. Está tudo lá. Aqui é o bonde do tesouro. Temos dinheiro para comprar armas, não precisamos roubar", disse outro.
Abacate Após o desespero inicial, em que descreviam freneticamente o poderio militar da Força, os traficantes da Rocinha passaram a fazer ameaças por rádio e a negar estar com as armas. "Vai entrar na bala geral. Barulha os caras!", disse outro. "Vagabundagem, fica na atividade, subiu o maior bondão de abacate [Exército]!", disse um traficante. Com um potente aparelho de som instalado em um jipe militar estacionado em frente a um dos pontos mais movimentados da favela, o Exército pedia ajuda à população da favela. ""Atenção moradores da comunidade. O Exército brasileiro vai recuperar as armas desviadas. Denuncie os assaltantes. Sua identidade será preservada. Exército brasileiro. Braço forte e mão amiga." Pelos radiotransmissores, os traficantes falavam sobre a conduta surpreendente dos militares. "O periquito [como os traficantes chamam os militares do Exército] em vez de ficar na atividade, fica de costa para vagabundo", disse um deles”.
E o PSDB acabou consagrando-se como um partido medíocre, vacilante, indeciso e oportunista. Na foto acima, a comemoração da vitória da derrota. Forças poderosíssimas, em provável conluio com os cardeais tucanos, alijaram o candidato mais forte para derrotar Lula e o PT. E a Nação assiste assombrada essa manobra que reúne todos os ingredientes para levar Lula e seus sequazes petistas a mais quatro anos no poder. Desde as primeira sondagens realizadas pelos institutos de pesquisa, José Serra vem liderando como o único nome capaz de sinalizar uma possibilidade concreta de livrar o país da horda saqueadora. Que estranho partido é esse que afasta de uma eleição, que será duríssima, a sua principal liderança? José Serra foi muito inteligente. E, mais do que isso, foi sábio, ao repelir a arapuca que prepararam para ele, uma prévia de cartas marcadas. Soube usar de forma irretocável a sua condição política. Era o preferido da população brasileira, como mostraram várias pesquisas. Ora, se os eleitores o queriam como candidato não havia nenhuma razão para submeter-se ao crivo dos coronéis do partido. Numa eleição, interessa a preferência do eleitorado, mormente quando esses eleitores escolhem a pessoa certa. Não que a maioria tenha sempre razão. Mas, neste episódio, a tendência popular foi a mais correta. Além disso, tudo apontava para o fato de que Serra deveria levar na eleição os votos do PSDB, do PFL e, ainda por cima, de todos aqueles eleitores que se arrependem até hoje de não ter votado nele. Escrito por Aluizio Amorim às 20h20
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PESQUISA IBOPE MUDA TUDO
Pesquisa do IBOPE confirmará o favoritismo de Serra
Lula cai. Serra se recupera e
tucanos devem adiar a decisão.
Uma pesquisa do IBOPE, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e que poderá ser publicada a partir do próximo dia 15, mostrará que Lula caiu e Serra recuperou os pontos perdidos. O impacto dessa sondagem deverá alterar radicalmente o panorama das candidaturas. A pesquisa ainda está em processo de fechamento, mas o que se comenta é que os primeiros números computados beneficiam o Prefeito de São Paulo. Como os candidatos que estão com mandato têm tempo de renunciar até o dia 1° de abril, muita coisa poderá acontecer até lá. Nos arraias Alckmistas a pesquisa deitou água fria à fervura.
O presidente nacional do PFL, Senador Jorge Bornhausen, em entrevista hoje a este blog, revelou que o seu partido está preparando um documento contendo uma série de propostas para o Brasil, aprofundando aspectos ligados à economia. Um dos articuladores desse estudo é Gustavo Krause. Esse documento também deverá se constituir num referencial que orientará os termos de uma provável composição com o PSDB. No momento o Senador disse que seu partido espera a definição tucana. Logo que estes baterem o martelo, Bornhausen terá um encontro com o Prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, que é um nome cotado como candidato do PFL à Presidência da República. Maia, quando teve seu nome lançado, afirmou que se o candidato do PSDB fosse o Prefeito de São Paulo José Serra, retiraria sua candidatura para apoiá-lo pelo fato de considerar que ele e Serra têm perfis técnico e político muito semelhantes. Será então a partir da definição do nome do PSDB e do encontro que Bornhausen terá com César Maia, que o PFL tomará uma posição definitiva. Num segundo momento, Jorge Bornhausen fará uma ampla consulta entre os pefelistas, que incluirá, prioritariamente, deputados, prefeitos de capitais e governadores. Ontem o presidente do PFL esteve aqui em Florianópolis, onde pela manhã reuniu-se com a bancada do partido na Assembléia Legislativa. Escrito por Aluizio Amorim às 20h22
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Política de juros altíssimos e o mensalão esquecido
Lula tem a preferência dos pobres
e dos ricos. Como foi no fascismo.
O que cansamos de afirmar neste blog acaba de ser confirmado por uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Pesquisa (IBPS), encomendada pelo Jornal do Brasil. Segundo os dados levantados por essa sondagem, Lula conseguiu conciliar bem o binômio política social e política econômica dos juros altos. A primeira, representada pela bolsa-família, agrada aos pobres, enquanto a política econômica de juros exorbitantes e arrocho salarial, tranqüiliza os endinheirados, que desejam Lula por mais quatro anos. Ou seja: mais quatro anos de orgia financeira. Por tudo isso, Lula lidera nos dois extremos do espectro político. Ou seja, os muito ricos e os muito pobres votam nele maciçamente. Isso corrobora nossa afirmação, em várias oportunidades, a respeito do massacre da classe média, a qual praticamente desapareceu e hoje sequer tem representação parlamentar. Clique aqui para ler a pesquisa.
Nas nossas contas, um segundo mandato de Lula terá um viés revanchista. Até lá reabilitarão José Dirceu , Delúbio Soares, Silvinho Land Rover, e até mesmo aquele estafeta carregador de dólares na cueca. Soterrarão todos os escândalos do mensalão, enquanto o MST deverá instalar um destacamento para agir nas áreas urbanas. O que fica muito claro nesse primeiro mandato do governo petista de Lula, é que o PT odeia a classe média, porque é desse segmento da sociedade que emerge a inteligentsia, a massa crítica que não tolera práticas autoritárias. E é por isso que se configura, mais claramente, esse seu tenebroso viés fascista. Armados de ignorância e intolerância e fanatizados por uma estúpida ideologia qualificada de “esquerda”, reúnem todas as condições de golpear as instituições democráticas. Um exemplo de como agem esses botocudos ficou demonstrado no ataque aos centros de pesquisa no Rio Grande do Sul além, é claro, das crescentes invasões à propriedade privada. Lula, como sempre, não sabe de nada.
Da coluna do jornalista Augusto Nunes, do Jornal do Brasil deste domingo:”O último CD de Ana Carolina inclui o comovente 'Só de sacanagem', escrito pela atriz e cantora Elisa Lucinda. Segue-se o texto, em homenagem aos que votaram pela cassação de Roberto Brant e Professor Luizinho”:
Meu coração está aos pulos. Quantas vezes minha esperança será posta à prova? Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, do nosso dinheiro, que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais. Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais. Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais? É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz. Mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz. Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam: ''Não roubarás, devolva o lápis do coleguinha, esse apontador não é seu, minha filha''. Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda eu vou ficar. Só de sacanagem. Dirão: deixa de ser boba. Desde Cabral que aqui todo mundo rouba. Eu vou dizer: não importa. Será esse o meu carnaval. Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau. Dirão: é inútil, todo mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal. E eu direi: não admito. Minha esperança é imortal. E eu repito: ouviram? Imortal. Sei que não dá pra mudar o começo. Mas, se a gente quiser, vai dar pra mudar o final.
Neste Bananão, o surreal país dos botocudos, cartão de débito bancário vale pouco, ou não vale nada. Pelo menos para o Visa, não representa dinheiro. Explicando: possuo um cartão Visa/Angeloni, uma parceria entre o Visa e a rede de supermercados Angeloni. O Angeloni é uma empresa catarinense que hoje domina este segmento do mercado varejista em Santa Catarina. São os donos do pedaço. É quase um monopólio, razão pela qual os consumidores de Florianópolis estão esperando ansiosamente a conclusão do novo Shopping Santa Mônica, a menos de um quilômetro da principal loja do Angeloni na av. Beira Mar e bem na frente de outra loja menor que o Angeloni possui no bairro que empresta o nome ao novo shopping. É que nesse shopping abrirá um mega supermercado BIG, para estabelecer a concorrência que está faltando. Se bem que no Brasil a concorrência, normal e importante no capitalismo, nunca funciona. É tudo cartelizado. Veja-se os postos de gasolina. Aqui em Florianópolis é uma vergonha. Os postos constituem um cartel fechadíssimo. Tão fechado que nem o Ministério Público o enxerga... Os preços variam de posto para posto, algo em torno de R$ 0,01, quando variam. A cada notícia de aumento os donos de postos de gasolina se reúnem e mandam ver. Uma verdadeira máfia.
Feita esta necessária digressão volto ao caso do cartão Visa/Angeloni. É que em razão dessa parceria posso saldar o cartão nos caixas do supermercado Angeloni. Assim, no vencimento, fui pagar e saquei o cartão de débito de um dos bancos com o qual opero. Para minha surpresa, o Angeloni disse que não poderia aceitá-lo, porque o sistema Visa impede que seja pago com cartão de débito. Pode? Pode sim. O Visa só aceita cheque e/ou dinheiro vivo. Resultado, pagarei após o vencimento e, por isso, sofrerei multa, além de juros. Claro, o Visa não se contenta em cobrar um dos maiores juros do mercado, sem falar no fato de que cobra anuidade. Se o cliente atrasar, cobra juros exorbitantes capitalizando-os ao arrepio da lei. A ladroagem impera em tudo quanto é lugar. O Bananão já se notabilizou por ser uma terra sem lei e por isso se transformou no paraíso tropical dos trambiqueiros.
Código do Consumidor? É letra morta. O Ministério Público, que é o defensor da sociedade e que pela Constituição de 1988 passou a ter muito mais poderes – o que é ótimo - parece fazer vista grossa. O consumidor brasileiro é simplesmente desvalido.
O Visa no Brasil é administrado pela Visanet, uma espécie de consórcio entre o Visa, o Banco do Brasil e o Bradesco, se não me engano. E, por falar em Visanet, até agora ainda não foram explicados os investimentos em publicidade que ligaram a Visanet e Banco do Brasil nesses esquemas de corrupção denunciados nas CPIs. E são tantas as denúncias que agora me foge essa que envolve as duas empresas. Os leitores do blog poderão suprir a lacuna deste post, refrescando a minha memória.
E tem mais: enquanto nos países civilizados os cartões de crédito e de débito dominam as transações monetárias, aqui no Bananão isto está longe de acontecer. Os comerciantes – principalmente os médios e pequenos – não podem suportar as exageradas taxas cobradas pelos cartões de crédito, especialmente aquelas impostas pelo Visa. É por isso que muitos estabelecimentos não aceitam cartão de crédito. Aquilo que veio para facilitar a vida e a segurança dos cidadãos não chegará nunca ao Bananão. Também pudera. Estamos num país que perde para o Paraguai e só ganha do Haiti nos índices de crescimento da economia.
Entretanto, parece que os botocudos gostam mesmo de serem tratados a chicote. Pelas pesquisas, estão adorando Lula e seus sequazes e, por isso, desejam premiá-los com mais quatro anos. Ainda bem que o PT só tem o Lula que, para nossa sorte, não durará para sempre. Quatro anos passam rápido. Argh! Mas antes disso, muita coisa vai rolar. Por enquanto os movimentos sociais do PT estão atuando na zona da mata. Depois virão para as cidades, pilhar os estabelecimentos bancários e comerciais daqueles que os estão apoiando. Quem viver, verá!
O que temos afirmado aqui neste blog acaba de ser comprovado pelo editorial de hoje de O Estado de São Paulo. O vetusto jornal, outrora paladino das liberdades de democráticas, quando combatia a censura da ditadura, se agacha hoje aos pés dos poderosos, lambe os sapatos bem lustrados dos banqueiros e yuppies de Wall Street que, a cada final de tarde, enchem a caveira de bom Scotch comemorando os lucros que obtêm com suas negociatas remuneradas pela escandalosa taxa de juros com a qual o Brasil os premia. Esses são os “investidores estrangeiros” que operam no Brasil e que não desejam mudar um milímetro a política econômica de Lula e seus sequazes. Também pudera, com uma teta dessas, o Brasil se transformou num oásis para os especuladores que não investem um centavo na produção. Por isso mesmo o país teve um crescimento pífio de sua economia, perdendo até para o Paraguai. Só não segurou a lanterna – por pouco - por causa do Haiti.
E o velho Estadão perdeu todo o pudor. Como também o editorialista, provavelmente um jornalista, que se esconde no anonimato do editorial. Diz o texto, com todas as letras, que Lula terá mais quatro anos. Não só diz, como torce para que isso aconteça, fazendo coro com os banqueiros e mega-empresários aos quais só interessa que continue tudo como está na economia. E tome imposto de renda, aumentos dos combustíveis – sem nenhuma razão - CPMF e toda a sorte de tributos que enviam a classe média para os barracos de lona preta.
Para lograr esse objetivo dá a receita defendendo a candidatura Alckmin e, fazendo um jogo de cena, afirma que é melhor para São Paulo, como se São Paulo fosse a Nação brasileira. Ora, o que se está assistindo é a comprovação pura e simples de que a candidatura Serra realmente pode ser bem sucedida, como também representaria uma ameaça à agiotagem. Constata-se, igualmente, que nem os cardeais do PSDB, chefiados pelo Príncipe dos Sociólogos, desejam a candidatura de Serra. São traíras. Já abandonaram José Serra. Esta é que é a verdade.
Reproduzimos o editorial na íntegra no post abaixo. Leiam e reflitam. Esse editorial é um recado curto e grosso dos banqueiros e seus sequazes.
"A notícia de que o nó górdio da escolha do candidato presidencial do PSDB poderia ser cortado se o prefeito José Serra concordasse em disputar o Palácio dos Bandeirantes, em vez do Planalto, a que concorreria o atual governador paulista Geraldo Alckmin, chama a atenção para um aspecto até agora negligenciado do cenário eleitoral - o que poderá acontecer com São Paulo nos próximos quatro anos. Para os 40 milhões de habitantes do Estado, essa questão talvez seja mais importante do que a da sucessão presidencial.
Em primeiro lugar, porque até onde a vista alcança a permanência de Lula em Brasília até 2010 não prenunciaria propriamente uma catástrofe. Com todas as suas limitações e os seus erros amplamente conhecidos - a que se somou o estrepitoso escândalo dos milhões escusos pagos pelo PT aos seus e a políticos de outros partidos, bem como ao marqueteiro Duda Mendonça, com dinheiro que não caiu do céu -, o presidente manteve o essencial, a política econômica, no caminho responsável aberto pelo antecessor tucano - que foi, aliás, o que lhe permitiu recuperar-se do baque inicial do escândalo do valerioduto.
Com certeza foi sua mentalidade pragmática que levou Lula a entender que, se embarcasse numa canoa populista em matéria de gestão econômica, seria ele próprio vítima fatal dessa aventura. É de esperar, portanto, que se ele continuar presidente também a economia continuará no rumo certo, apesar das renovadas pressões petistas.
Em segundo lugar, São Paulo é outra história. Caso excepcional na crônica político-administrativa da Federação brasileira, o Estado acumula 12 anos de governança austera, competente e progressista, não fosse quem o conduziu a maior parte desse período, o infatigável Mario Covas, o melhor governador de que os paulistas têm memória. Nesse sentido, o risco que eles correm nas próximas eleições é maior que o dos demais brasileiros.
Dada a relação de forças no horizonte da sucessão estadual, as chances do PSDB de se manter no governo são notoriamente duvidosas. É verdade que os índices de aprovação do governador Alckmin são os que qualquer administrador público gostaria de ostentar. Mas popularidade não se transfere - ao menos no grau necessário para a eleição do herdeiro presumível.
Tendo acompanhado a amarga experiência dos paulistanos que elegeram prefeito o secretário de Finanças de Paulo Maluf, Celso Pitta, os paulistas decerto aprenderam que a emenda pode sair pior do que o soneto. Conquanto a comparação seja de todo injusta com Alckmin e os tucanos que almejam substituí-lo, ela é um componente - salvo uma reviravolta no cenário - da alta probabilidade de o PT conquistar pela primeira vez o governo estadual, o que lhe daria enorme chance de permanecer no governo federal para além de um eventual segundo mandato de Lula.
Essa reviravolta só estaria praticamente garantida numa hipótese: o lançamento da candidatura Serra. Os cálculos sobre a conveniência dessa hipótese para o partido, o prefeito e o governador levariam às seguintes conclusões: nem o PSDB nem Alckmin sofreriam um baque irrecuperável caso o governador, sendo o desafiante de Lula, fosse batido por ele. Aos 53 anos, não lhe faltarão ocasiões de tentar de novo, já então um nome nacional. Se, no entanto, a alternativa for Serra, 10 anos mais velho, uma segunda derrota para Lula quem sabe marcaria o final de sua trajetória.
Mas o prefeito não aparece nas pesquisas como o único presidenciável capaz de bater o petista? Conviria tomar os números com extrema precaução. Pelo menos parte da intenção de voto em Serra parece resultar antes do 'efeito recall' de que falam os publicitários do que expressão de uma escolha fechada.
Na verdade, as chances de Lula ser reeleito dependem muito mais dele próprio do que do candidato que terá de enfrentar. Por isso acreditamos que as chances de Alckmin bater Lula não são muito menores que as de Serra. E quanto à promessa de que ficaria na Prefeitura até o fim? Ao contrário do que estão afirmando alguns 'blogueiros' não nos parece que descumpri-la para disputar o governo do Estado, cuja capital vem conduzindo e a cujos negócios não ficaria alheio, como governador, teria efeito pior do que se fosse para disputar a Presidência. O destino de São Paulo, em suma, pode estar nas mãos dos presidenciáveis e dirigentes tucanos."
O PFL começou a veicular nesta terça-feira inserções de rádio e televisão, que têm como slogan "Governo Lula: corrupção e incompetência. Ninguém merece!". Composta por três filmes que abordam o tema da corrupção, as inserções têm como objetivo evitar "que o povo se esqueça do maior esquema de corrupção no Brasil protagonizado pelo PT", segundo informações do site do partido. Os vídeos de 30 segundos irão ao ar até 23 de março.
"Disseram que brasileiro tem memória curta. Se for verdade, nada melhor que relembrar com clareza a incompetência do governo Lula. Queremos fazer o eleitor refletir para tirar do poder, em outubro, esse governo corrupto e leniente", afirmou o senador Jorge Bornhausen.
No primeiro filme aparecem várias manchetes de jornais denunciando os escândalos de corrupção. Em outro, um ator com deficiência visual, ao lado de seu cão-guia, questiona o fato de Lula sustentar a versão de que não sabia da corrupção em seu governo, e finaliza dizendo: "Tenho razões para não confiar em quem, mesmo podendo, faz questão de não ver". No terceiro, o PFL mostra um jogo de dominó que contém fotos de pessoas denunciadas por corrupção e que caíram no governo Lula. (Matéria no site do Estadão).
Dos pouquíssimos políticos que têm feito uma oposição séria, denunciando os desmandos e a corrupção protagonizados pelo PT, tem sido o Senador Jorge Bornhausen. E também é bom que se frise, tem sido o único político de Santa Catarina que vem se opondo e denunciando as falcatruas que envergonham a Nação. Pela atuação do Senador, caem por terra as acusações que repetem contra ele “ad nauseam”, acusando-o sempre de ser conivente com os interesses dos banqueiros e o grande capital, de ser “direitista”, “conservador” e outros adjetivos do gênero. Recentemente, numa ação ridícula, o PT se valeu de um sindicaleiro subalterno para infestar Brasília com cartazes acusando-o de “nazista”. O ato foi tão acintoso e grosseiro que alguns parlamentares petistas chegaram a se solidarizar com Bornhausen.
Acusam-no, também, de ter sido governador de Santa Catarina nomeado pela ditadura. Pois mesmo tendo sido nomeado pelo regime autoritário, Bornhausen, a exemplo de Colombo Salles e Konder Reis, acabou fazendo um excelente governo. As grandes obras que começaram a dar uma nova feição à capital catarinense foram realizadas por Bornhausen: o Centro Integrado de Cultura (até então não havia nada que acolhesse a cultura catarinense e que oferecesse um espaço decente às manifestações artísticas e culturais); completou as obras da av. Beira Mar Norte e construiu a Rodoviária. Só essas três obras qualificam Jorge Bornhausen. Muitos daqueles que lhe atiram pedras hoje são os freqüentadores do confortável teatro do Centro Integrado de Cultura, que passou a permitir que grandes espetáculos possam ser vistos pelos catarinenses ou utilizam a espaçosa rodoviária ou ainda, trafegam pela Beira Mar do centro até o campus da UFSC.
Oxalá todos os políticos fossem iguais ao Bornhausen.
Mas tudo isso considero pouco perto do que Bornhausen está fazendo como Senador e Presidente do PFL. É quase uma voz solitária no meio de uma classe política encalacrada com o poder. E tanto é verdade que o PFL, sob a sua orientação é o único partido, até agora, a patrocinar uma campanha de esclarecimento público voltada a refrescar a memória dos brasileiros com relação aos escândalos patrocinados pelas hostes petistas: mensalão, dólares na cueda, caixa dois, valerioduto, Duda Mendonça e suas misteriosas contas no exterior, tráfico de influência, Silvinho Land Rover, caixas de “rum” cubano e vai por aí à fora.
Só por esta ação do PFL sob o seu comando e sua postura de oposição séria e conseqüente, Jorge Bornhausen faz jus à confiança dos eleitores catarinenses que o conduziram ao Senado e presta um relevante serviço à Nação no sentido de purgar o Estado do mar de lama em que chafurda.
Segundo noticia Noblat no seu blog, o ato em homenagem a Mário Covas, realizado em Santos-SP, transformou-se num comício pró-Ackmin. E diz mais: “os mais importantes empresários e banqueiros do país querem que ele ganhe. Não importa que perca depois para Lula”.
Parece mentira, mas é verdade. Todos sabem que Geraldo Alckmin não chega nem perto da estatura política e eleitoral de José Serra. É um obscuro médico do interior de São Paulo. Além do mais, as pesquisas de opinião pública, pelo menos até agora, têm mostrado que o único candidato capaz de fazer frente a Lula, é Serra. Neste caso, Alckmin revela a sua personalidade. É extremamente individualista e mesquinho. Vê apenas o seu lado, que é politicamente confortável. Está em fim de mandato. Tudo é lucro para ele. Só para ele e mais ninguém. Não importa ao governador o seu partido e, muito menos o Brasil, pois tem em mira apenas utilizar a eleição como plataforma de lançamento político visando egoisticamente o seu futuro. Alckmin está pouco se lixando para o fato de que essa eleição é decisiva para o País, no sentido de içar a Nação do mar de lama em que foi atirada por conta dos desmandos e da corrupção promovida pelo PT.
Alckmin, quando emposta a voz para defender o País e criticar o governo Lula, está mentindo. A candidatura de Alckmin é uma farsa, uma bem montada farsa que atende aos interesses dos poderosos, especialmente dos banqueiros e dos grandes empresários, os quais comemoram lucros astronômicos em cima da desgraça e do sofrimento dos brasileiros, particularmente da classe média massacrada.
Alckmin está a um passo de ser o principal responsável por mais quatro anos de desgoverno de Lula e do PT. Aos poderosos e ao bando de oportunistas do PSDB que lhe apóiam, tanto faz que ganhe Alckmin ou Lula, porque ficará tudo como está: massacre total da classe média, juros nas alturas e um crescimento pífio da economia.
Às lideranças conseqüentes do PSDB (se é que existem) só resta enfrentar esta situação de forma clara e abertamente. A prevalecer a candidatura de Alckmin a boa ética impõe um racha no partido. A escória deverá ficar com Alckmin. Caso contrário, o PSDB, ao lado do PT, será mais um partido que tende ao desaparecimento. Como gestos de altruísmo em política são tão raros como a água no deserto, os cardeais do PSDB não terão coragem de rachar para valer. Melhor, talvez, que seja assim. Ficaremos livres de mais um arremedo de partido político. A derrota, com Alckmin na cabeça, será acachapante.
Bastaram duas pesquisas de intenção de voto mostrando a recuperação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para os petistas voltarem a sorrir. Em reunião realizada nesta segunda-feira em Brasília, com 20 dos 27 secretários de Organização do PT, o adesivo "Quem manda é o povo. Lula de novo!" circulava de mão em mão. A iniciativa foi de militantes do partido no Paraná. Dois detalhes chamam a atenção: o vermelho saiu de cena, como também a sigla do partido e a indefectível estrela. Com fundo preto, o slogan rimado exibia letras amarelas.
Clique aqui para ler a matéria completa e ver o adesivo.
Enquanto isso, as oposições tateiam. O PSDB continua envolvido numa disputa interna bizarra entre Alckmin e José Serra. O PFL, mais ágil e pragmático, já aventa a possibilidade de sair com candidato próprio que seria o Prefeito do Rio, César Maia. A peça chave para compor esse poozle das candidaturas só será mesmo encontrada quando o STF bater o martelo sobre a questão da verticalização, o que pode acontecer até o final desta semana. Tudo sempre em cima da hora, com convém ao jeitinho brasileiro de fazer política. Enquanto isso, Lula rasga os ares e faz o estilo inglês.
Sob a complacência do Governo, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) realizou mais quatro ocupações em Pernambuco nesta segunda-feira, totalizando 19 invasões em menos de 40 horas. As ações integram o que as lideranças intitulam de "2006 Vermelho" para pressionar o governo a agilizar as desapropriações de terra e o cumprimento da meta de assentamentos prometida pelo governo federal. Outras ocupações e uma possível greve de fome a ser realizada por lideranças estaduais estão previstas até abril. Já afirmamos aqui neste blog que as injustiças neste país são históricas, remontando ao sistema feudal implantado pelos colonizadores portugueses. Entretanto, o Estado de Direito democrático pressupõe o direito à propriedade que está consagrado na Constituição. Quem desrespeita a Constituição, prática contumaz desse bando ensandecido denominado MST, faz tábula rasa do direito. Se o governo fecha os olhos a essas invasões sistemáticas, abre um perigoso precedente que só pode conduzir a um estado anárquico. Escrito por Aluizio Amorim às 17h14
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HUMOR E REALIDADE
O país do besteirol
Millor, na Veja desta semana, reportando-se ao que assistiu pela televisão durante o carnaval: “Acompanhei, emocionado, palavra por palavra, a narração dos narradores, o comentário dos críticos, a filosofia dos bicheiros, a pesquisa dos pesquisadores, a locução dos locutores, as declarações emocionadas dos famosos e dos desconhecidos. O Brasil é realmente o país do besteirol. Pelo menos no Carnaval, e na televisão, é visível que não está preparado pra inteligência humana”.
Ministros do TSE reunidos ontem: decisão vai gerar nova batalha jurídica.
TSE decide manter verticalização e
detona emenda que agradava Lula
Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiram nesta sexta-feira manter a verticalização das coligações para a eleição deste ano. Ou seja, os partidos políticos terão de repetir na eleição estadual as alianças feitas na disputa presidencial. A decisão do TSE contraria interesses de Lula, que é favorável à queda da verticalização e trabalhou pela aprovação pelo Congresso de emenda constitucional nesse sentido que falta apenas ser promulgada. Diante dos interesses contrariados, a expectativa é de que o assunto seja resolvido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), responsável por julgar a constitucionalidade de leis e emendas.
Por 5 votos a 2, o TSE chegou à conclusão de que uma mudança dessa magnitude, acabando com a verticalização, não pode ser feita em pleno ano eleitoral. Há uma regra segundo a qual as modificações têm de ser feitas até um ano antes da eleição. Na atual situação, o prazo foi 1º. de outubro de 2005. "Trata-se de preservar a segurança jurídica", afirmou o relator das instruções, ministro Caputo Bastos, cujo voto foi acompanhado por 4 integrantes do TSE. Ele observou que até um ano antes da eleição a regra estava mantida.
MEU COMENTÁRIO:Com esta decisão, arma-se uma contenda jurídica que sobe obrigatoriamente ao STF. Pelas votações em matérias nas quais estavam em jogo os interesses de Lula e do PT, o Supremo decidiu quase sempre favoravelmente ao governo. Comenta-se que Lula teria dito que com ou sem verticalização, vencerá as eleições. Mas está claro que sem a verticalização o acordão de Lula com o PMDB ficaria bem mais fácil. Enquanto isso, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) prepara-se para ajuizar, no STF, uma ação de inconstitucionalidade contra a emenda constitucional aprovada pelo Congresso que derruba a regra da verticalização das coligações partidárias, segundo informação do JBonline. Se por ventura o STF decidir-se contra a verticalização, estaremos num país sem qualquer tipo de segurança jurídica, ou seja, sem direito.
De volta: o publicitário Marcos Valério avisa que tem novas revelações...
Valério ameaça bombardear o PT e
o PMDB. Até Ratinho é envolvido.
O publicitário Marcos Valério, acusado de ser o pagador do mensalão, ao sentir-se emparedado pela CPI dos Correios, ameaça detonar três bombas que explodirão nos terreiros do PT e do PMDB. A primeira bomba: segundo a revista Veja que vai às bancas neste sábado, Valério tem avisado que pode revelar detalhes de como, nos primeiros meses de 2004, repassou dinheiro para que José Borba pagasse o apresentador Carlos Massa, o Ratinho. O apresentador, em troca do dinheiro, passaria a usar seu programa no SBT como palanque para promover o presidente Lula e a então prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, que se encontrava em campanha reeleitoral. (Como se sabe, Ratinho fez uma longa entrevista com Lula durante um churrasco na Granja do Torto (veja a foto abaixo). A entrevista-churrasco foi exaustivamente reprisada no seu programa, mas o apresentador sempre negou que tivesse recebido qualquer pagamento).
O churrasco na Granja do Torno: ao centro, Lula e Ratinho conversam.
Outra bomba a ser ativada por Valério: Ameaça contar que, no início do ano passado, repassou dinheiro para que José Borba pudesse ficar como líder do PMDB na Câmara, comprando o apoio da ala oposicionista do partido, que iniciara um movimento para destituí-lo. (Soube-se, então, que Borba conseguira neutralizar a rebelião dos oposicionistas, para felicidade do Palácio do Planalto, que torcia por sua permanência.)
A terceira bomba: Valério tem dito ainda que Simone Vasconcelos, a diretora da agência de publicidade SMPB, fazia pagamentos do mensalão também para deputados do PMDB. (Ao depor na CPI dos Correios, a diretora disse que várias vezes se hospedou em hotéis em Brasília e, no quarto, contava e distribuía dinheiro a engravatados, mas não soube identificá-los.)
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Todos estão lembrados que, para justificar os aumentos no preço dos combustíveis, a Petrobras sempre invocou o alinhamento com os “preços internacionais” ou, ainda, a desvalorização do real frente ao dólar ou a redução da oferta do produto no mercado internacional. Bom, desta vez, à falta de um argumento desses, já que o cenário da economia mundial é extremamente positivo, com os preços do barril do petróleo em calma e com a valorização do real frente ao dólar, resolveram inventar a história da entressafra e fizeram o álcool evaporar. Para completar, anunciaram a retirada de parte do álcool adicionado à gasolina. Assim, os gênios da economia petista resolveram dividir de forma politicamente correta, essa inesperada despesa entre os consumidores dos dois tipos de combustível. Assim, sobe o álcool, mas também a gasolina. E foi no mês passado que os marajás da Petrobras sacudiram os seus turbantes para anunciar lucro recorde da estatal. Também pudera, até eu iria gerir com competência um monopólio. Além disso, uma agência de publicidade já estaria com uma campanha publicitária pronta, de alguns milhões de dólares, para anunciar a auto-suficiência na produção petrolífera do Brasil.
Bem, para encurtar a conversa, estamos pagando um dos maiores preços do mundo pelo combustível. Confesso que detesto republiquetas bananeiras, mas já estive pensando em me mudar para a Venezuela. Lá, pelo menos, o litro da gasolina custa R$ 0,11 e, pelo que eu saiba, não existe o mensalão. Vai ver que esse Chávez é mesmo um verdadeiro “companheiro”.
No post abaixo– na íntegra - matéria veiculada na edição de hoje do Jornal do Brasil. Leia, reflita. Nós estamos sendo extorquidos pelo governo do PT e pelos marajás petistas da Petrobras. E os estatistas de plantão ainda têm a petulância de defender a Petrobras e dizer que “o petróleo é nosso”. Não estão fora os proprietários de postos de gasolina que formam um enorme cartel de norte a sul do País. Devem estar loucos de contentes, com essa abertura do governo, para majorar como bem entendem os preços nas bombas. Que vão todos para o inferno.
A gasolina está mais cara para os brasileiros do que para os estrangeiros. Pesquisa feita pela RC Consultores mostra que, nas refinarias, a diferença entre a gasolina daqui e a vendida no exterior chegou a 17,6% em fevereiro e deverá se manter perto deste patamar em março (16,5%). Nas bombas, entretanto, a diferença é ainda maior. O valor pago pelo litro da gasolina no Brasil é o dobro do cobrado nos postos dos Estados Unidos.
Os impostos federais - PIS, Cofins e Cide - somam R$ 0,54 sobre o litro da gasolina. Adicionado o ICMS, os tributos somam R$ 1,21 por litro no Rio de Janeiro, calcula Alísio Mendes Vaz, vice-presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicomb). Em um preço de R$ 2,60 na bomba, a carga tributária é, portanto, 47%.
- A referência para o preço do petróleo nacional é a commodity internacional e, se o preço da gasolina caiu lá fora, poderia ter caído aqui dentro. Influiu negativamente, é claro, a valorização do real frente ao dólar. Mas não precisa reduzir a Cide, basta o governo decidir baixar o preço da gasolina - avalia o economista Fábio Silveira, da RC Consultores, que conduziu a pesquisa.
Em sua avaliação, a gasolina ainda deve subir cerca de 3% este mês, para desespero dos consumidores.
- Isso provocará um impacto de 0,20 ponto percentual na inflação do mês (IPCA - Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Um inconveniente desnecessário, já que bastava o governo baixar o preço da gasolina para conter essa alta da inflação - afirma.
Se a diferença salta aos olhos na comparação entre Brasil e Estados Unidos, em relação à Venezuela, onde o combustível é artificialmente mantido em baixa, a diferença ultrapassa 2.000%, uma vez que o litro do combustível custa cerca de R$ 0,11.
- A PDVSA (estatal venezuelana de petróleo) consegue lucrar com preços mais baixos no mercado interno porque cerca de 60% da produção vai para o exterior, sobretudo para os Estados Unidos - explica Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infra-estrutura (CBIE).
Para Pires, a formação do preço da gasolina no Brasil é uma caixa preta, mas lembra que a Petrobras teve lucro recorde no ano passado, mesmo tendo reajustado o preço da gasolina em apenas 10%, quando no mercado internacional os preços subiram 50%. Cem milhões de litros de anidro serão substituídos por 100 milhões de litros de gasolina a mais, o que permitirá um acréscimo na receita tributária de R$ 28 milhões.
- O preço da gasolina não tem regra definida no Brasil. A única coisa de concreto nesse sentido é que ninguém, além do governo e da Petrobras, sabe como esse preço é formado. Mas a gasolina pura tem toda a carga de impostos e se diminuiu o teor de álcool no litro da gasolina em 5 pontos percentuais (de 25% para 20%), é claro que o preço do combustível tem que subir. (Esta matéria está no JB Online - www.jboline.com.br).
Gorbachov, 75 anos. Ao lado a derrubada do Muro de Berlim em 89: vitória da democracia.
Aniversário de Gorbachov relembra
vitória das liberdades democráticas
O ex-presidente soviético, Mikhail Gorbachov, que conduziu as reformas que democratizaram a ex-União Soviética, completou 75 anos de idade. Na Alemanha, é festejado como líder que permitiu a reunificação pacífica da Alemanha. Na Rússia, as opiniões se dividem. No site da Deutsche Welleem português há um excelente material discutindo a questão das reformas de Gorbachov que puseram abaixo o odioso muro que dividia a Alemanha – a Cortina de Ferro – ícone da guerra fria. E lá se vão quase 17 anos da queda do muro, evento que simbolizou não só o fim da guerra fria, mas que desmanchou para sempre uma das maiores utopias da modernidade: o socialismo. É interessante notar que o muro sempre foi escalado na tentativa de fuga, por destemidos cidadãos alemães orientais, em busca da liberdade do ocidente democrático. Muitos foram impiedosamente metralhados. Nunca se verificou o contrário. Nenhum alemão ocidental “fugia” para o outro lado. Para os orientais valia o risco, pois sabiam, sim, que outro mundo era possível. Essa crise do socialismo torna-se mais aguda a partir dos anos 70, mas levou quase vinte anos para operar mudanças práticas e substanciais. A questão crucial colocada no epicentro dessa crise foi apenas uma: a liberdade, o bem mais caro ao ser humano. Qual a justificativa para cercar uma população se essa vivia no “paraíso” socialista? É uma indagação difícil de responder. Malgrado todos os exemplos da história recente, protagonizados pela opressão e a barbárie, o apelo da solução socialista ainda seduz uma certa esquerda que, aos poucos, vai sendo aniquilada pelos clamores da liberdade. É por isso mesmo que a história reserva um lugar especial para Gorbachov. Antes do que muita gente ele constatou a lamentável proximidade entre o modelo socialista e o fascismo. Escrito por Aluizio Amorim às 15h20
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CASO SANTO ANDRÉ
Temendo ameaças de morte família
de Celso Daniel foge para o exterior
Familiares de Celso Daniel (PT), prefeito de Santo André assassinado em 2002, deixaram o Brasil nesta semana com o propósito de não retornar no curto ou médio prazo. Eles afirmam ter recebido seguidas ameaças de morte. Já embarcaram para o exterior o irmão caçula do petista, Bruno Daniel, sua mulher, Marilena, e os três filhos do casal. Está programada para os próximos dias a partida de um dos filhos de João Francisco Daniel, o primogênito. Por questão de segurança, a família não quer tornar públicos os países de destino. Segundo Bruno e João Francisco, as ameaças começaram a chegar pouco depois do depoimento de ambos, em 26 de outubro passado, à CPI dos Bingos. Na ocasião, os irmãos reafirmaram a convicção de que a morte do prefeito está relacionada a um esquema de corrupção montado na Prefeitura de Santo André para financiar o PT. Clique aqui para ler na íntegra (para assinantes Folha). Escrito por Aluizio Amorim às 12h30
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SUCESSÃO
Eleições não são favas contadas
como desejariam Lula e o petismo
O Prefeito César Maia, do Rio, que deverá fazer dobradinha com Serra, se este for o escolhido pelo PSDB, largou após o carnaval um e-mail aos cadastrados no seu blog que está desativado (veja abaixo). Maia é um político preparado, tem personalidade e até cacife para cabeça de chapa. Entretanto, o PFL e o próprio Maia já deram a palavra. Se for Serra, o prefeito do Rio entra como vice. A dobradinha José Serra-Cesar Maia apresenta-se como uma composição fortíssima. São dois políticos extremamente preparados, com um discurso forte e sabem o que dizem. No e-mail que enviou, César Maia faz uma leitura das pesquisas publicadas. Com razão adverte que as eleições não são favas contadas, como quer Lula e seus sequazes. É razoável, o que diz o Prefeito:
“A única coisa de fato, que se pode dizer das últimas pesquisas apresentadas, é que o eleitor está muito indeciso sobre como se comportar nas eleições de 2006. Marcar nomes que tem um alto "recall" por terem sido candidatos, é natural. Mas quando se observa a flutuação que os institutos apresentam nos cruzamentos de votos, por gênero, idade, renda e instrução, e se compara com a flutuação do resultado final, se vê que não é possível.
“Um exemplo é a diferença por gênero na pesquisa Datafolha onde entre os homens Lula tem 14 pontos na frente e entre as mulheres apenas 2. Fatos como esse ocorrem, mas são muito raros. As conclusões sobre as relações entre bolsa-familia e o voto, são no mínimo apressadas. Metade destas bolsas já existia antes com outro nome. Imaginar que Lula melhorou muito quando nem uma das respostas sobre aspectos de seu governo e da corrupção melhorou, é imaginar que o eleitor é tolo e se ilude com esta pré-campanha de Lula que -aliás- só aumenta seu desprestigio junto à opinião publica –especialmente junto aos leitores de jornais com assinatura.
“O único elemento que se pode garantir destas pesquisas, hoje é a distribuição espacial do voto, onde Lula se destaca no Nordeste. Mas para ganhar precisa de outra região, (JK: Minas e Nordeste), ou de um Estado de forte base eleitoral.Nos estados de SP e RJ sua vitória será impossível. Então lhe sobra Minas, já que no Sul tem sua pior situação. Lula terá que entrar em Minas para tentar a dobrada. Ali o PSDB tem a forte posição de seu governador. Cabe esperar um amplo envolvimento do mesmo, de forma a obstruir o único ponto decrescimento possível para tornar Lula um candidato competitivo. O resto é leitura mal feita de pesquisas”.