O relator da CPI dos Bingos, Senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), suspeita de que os prêmios da Mega-Sena, da quina e da quadra da Mega-Sena sejam utilizados para lavagem de dinheiro. A idéia é apurar os dados dos vencedores dos principais prêmios, observando os bilhetes de cada um, as casas lotéricas e as aplicações realizadas. As suspeitas aumentaram depois que o COAF – Conselho de Controle de Atividades Financeiras, ligado ao Ministério da Fazenda, começou a investigar. As coincidências são tantas que há suspeitas de que essas loterias estejam sendo usadas para lavagem de dinheiro.
Em depoimento à Polícia Federal, por exemplo, Egton de Oliveira Pajaro Júnior, ex-sócio do empresário de jogos Carlinhos Cachoeira, contou que só ele ganhou de 30 a 40 vezes na Mega-Sena. Sorte ou não, os irmão de Pajaro, Fábio e Cláudio, também eram agraciados com prêmios.
Caramba! Mas que gente mais sortuda! Ganhar 30 ou 40 vezes na Mega-Sena, quando cálculos matemáticos informam que a probabilidade de acerto é de um entre muitos milhões. Foge-me agora a exata proporção. Os leitores poderão esclarecer isso nos comentários a este post. Desde já fico grato. Concluindo: depois que a Caixa Econômica Federal, que administra as loterias, permitiu a quebra de sigilo de um cliente, tornando públicas as informações, nada do que acontecer agora causará espanto. Está na hora de “sair da Caixa você também”.
E há ainda quem seja contra a privatização desses cabides de emprego, hoje todos aparelhados pela tropa petista. Nem as loterias escapam do buraco negro da roubalheira.
Nas minhas contas estão armando algum esquema para minimizar a quebra do sigilo bancário de Nildo, o caseiro. De repente, surge a informação segundo a qual a Corregedoria da Receita Federal está investigandoa quebra de sigilo de pelo menos 6 mil contribuintes. Num post que está no blog do Josiase na Folha Online, a matéria abre com a afirmação de que o caseiro Francenildo não é a única vítima deste tipo de crime e que o listão envolveria contribuintes como juízes, desembargadores, jornalistas, empresários e autoridades do governo. Até o presidente do Banco Central, Henrique Merelles, estaria entre as vítimas. Nem precisa ler as entrelinhas: fica claro que se pretende com essa (des) informação fazer crer que episódio do caseiro é mínimo. Pura malandragem.
Mas, pelo que eu entendo, essa questão, meu caro Josias, é bem diferente do que ocorreu no caso de Francenildo. Ora, a Receita Federal, a quem incumbe arrecadar tributos para o Estado, tem o poder de ver a situação fiscal de todos os contribuintes. Caso a lei lhe impusesse algum obstáculo para a verificação e checagem de dados dos contribuintes estaria comprometida no seu mister. E tem mais. Pelo visto a Receita não liberou para a imprensa, pelo menos até agora, algum dado dessas pessoas físicas e jurídicas.
O que aconteceu com Francenildo é um atentado ao estado de direito democrático. Não há nada que justifique o que foi feito. O governo do PT usou todo o poder do Estado para intimidar e desqualificar a denúncias que acabaram derrubando um Ministro e o Presidente da Caixa. Fosse isto aqui um país sério, Lula já estaria há muito tempo de volta a São Bernardo.
A Polícia Federal intimou o ex-Ministro Palocci para depor no inquérito de apura a quebra de sigilo bancário de Francenildo, o caseiro. O depoimento estava previsto para amanhã, mas Palocci alegou problemas de saúde, sem dar maiores explicações. Esse inquérito não irá dar em nada. Mesmo que incrimine Palocci e o Presidente da Caixa, terá pouca relevância.
Até hoje permanece no ar a pergunta: quem, afinal, determinou a quebra do sigilo do caseiro? Enquanto isso, Lula continua incólume. Mas todos os brasileiros sabem que a cabeça da serpente se encontra no Palácio do Planalto.
No boletim que envia diariamente aos cadastrados no que qualifica de seu “ex-blog”, o prefeito do Rio, Cesar Maia, diz hoje que o efeito do escândalo da quebra do sigilo bancário de Francenildo, o caseiro, levará, pelos menos uns 45 dias para ter efeito sobre as pesquisas eleitorais. Segundo Maia, notório analista dessas sondagens, só durante a campanha eleitoral, com os candidatos já postos pelas convenções é que fatos como esse geram reações imediatas na opinião pública.
Maia também faz uma leitura do momento político no Rio de Janeiro, diz ele: “Se Rosinha não sai, Garotinho vai virar locutor de programa evangélico. Se sai, a candidatura de Cabral se desintegra, pois vai incorporar o desgaste do casal, apanhar por tudo o que ocorreu no período Garotinho e não vai receber o voto evangélico/populista na mesma proporção. Deixará de ser favorito e deve desintegrar.”
Já em São Paulo, Maia considera que se o PSDB for de Alckmin e Serra estará jogando certo. Se ficasse sem a presidência, o governo de São Paulo e a prefeitura mais poderosa do país, ia virar um partido médio no Congresso. Por outro lado, o jogo agora passa a ser de vida ou morte, adverte.
Embora sem citar a fonte, Maia adianta que Heloisa Helena está subindo, segundo sondagens feitas ontem.
A demissão do Ministro Antônio Palocci não traz tranqüilidade para os brasileiros, porque Lula permanece lá e o ex-ministro continua mentindo, de acordo com a carta que entregou ao "Nosso Guia" (vejam no Blog do Noblat). Tem a desfaçatez de afirmar seu respeito pelo estado de direito democrático. Mente. Ninguém do PT respeita o estado de direito democrático.
O que fica muito claro é que nem Lula e nenhum desses sindicaleiros que compõem o governo petista respeitam o estado de direito democrático. A Nação continua ameaçada, não só pela pilhagem do erário como também pelo atentado às liberdades democráticas.
Repito. O PT e seus sequazes não têm escrúpulos. Enquanto Palocci via o olho da rua, o MST praticava novas invasões fazendo tábula rasa do estado de direito democrático, do direito à propriedade privada, tudo sob a complacência do poder central.
Os culpados são o governo Lula e o PT. Mas não somente eles. É toda a classe política e, sobretudo os banqueiros e mega empresários, como esse presidente da Sadia que não tem vergonha de postar-se ao lado dos bandoleiros. Considero cretinos gente como essa que faz da sua vida apenas o jogo insano da cupidez do lucro fácil, venha de onde vier. Viram as costas para a população. Claro que está mais do que bom para Furlan, Meirelles e Rodrigues. Está ótimo para o presidente da FEBRABAN e para essa malta de espoliadores da população que são os odiosos banqueiros e os grandes empresários.
Estranhamente esses arruaceiros do PT, essa horda ensandecida que destrói laboratórios de pesquisa e empresas que produzem e geram empregos não emitem um piu sequer contra os banqueiros e essa orgia financeira.
Cala-se também a CUT. Esse monstrengo que aparelhou a maioria dos sindicatos brasileiros. São todos mensaleiros.
Cala-se também a Confederação Nacional da Indústria- CNI, como as demais entidades representativas da indústria, comércio e serviços. Todos se locupletando em cima da desgraça da classe média, face a uma política de arrocho salarial sem similar na história da República, enquanto distribuem esmolas para sossegar a patuléia.
A oposição continua a fazer um papel ridículo. O principal candidato oposicionista é um homem que não encanta sequer uma mosca. Um fracote e, ainda por cima, envolvido em escândalos no seu governo.
E, finalmente, vê-se os veículos de comunicação dando uma cobertura pífia, leniente, pegajosa e movediça.
Até mesmo a outrora lutadora e defensora do estado de direito democrático, a Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, cochila ante a ameaça que paira sobre as instituições da República.
É um país de covardes, espertalhões e oportunistas porque permite e adula um Governo que saqueia o erário e tudo aparelha para lá, mais à frente, golpear de morte as instituições democráticas e implantar um Estado Policial.
Este blog apresentará mais tarde comentário a respeito do episódio da queda de Palocci. Clique aqui para ver a notícia e aqui, para ver o infográfico do site do UOL que mostra a ascensão e queda do ex-Ministro da Fazenda, desde os tempos em que Palocci era militante da Libelu (Liberdade e Luta) uma das inúmeras facções que forma os quadros do PT. A Libelu é tida como de orientação trotskista. Engraçado. Pensei que o ex-todo poderoso da economia brasileira tivesse pertencido a alguma falange fascista. Bom, mas a verdade verdadeira é que entre os fanáticos da Libelu e uma falange fascista há pouca diferença. Ou melhor: não há nenhuma.
Em Irmãos Karamazov, Dostoievski, pela boca de um de seus personagens , afirmava: “Se Deus existe, então tudo é permitido”. Levando em consideração os últimos acontecimentos, nas diversas áreas de atuação política do aparelho Estado, esse parece ser o principal mandamento dos políticos brasileiros. Dos mensaleiros absolvidos, ao ritmo do sacolejo de uma senhora deputado federal do PT, à greve dos magistrados mineiros a favor do nepotismo e contra o teto salarial, passando pela quebra do sigilo bancário de um caseiro, tudo realmente é permitido. Nessas alturas, a sujeira é tamanha que o mais fervoroso crente, seja lá de que credo religioso façaparte, deve estar torcendo para que apareça alguma tese científica que ponha por terra a existência divina..
A disputa eleitoral agudiza os ânimos. Toda campanha eleitoral, em determinado momento, provoca instintos sórdidos nos contendores, seja de um lado ou de outro do balcão político. E como já existem candidaturas postas à presidência da República, as campanhas estão em curso e os limites da sordidez humana são imprevisíveis.
A lassidão moral da política brasileira atingiu o seu ponto mais crítico desde a era Collor. Afinal, chegamos ao fundo do poço ou, melhor dizendo, ao nível do esgoto. Dos mensaleiros do valerioduto sobrou um mínimo de vergonha na cara, quando um deles, do PFL, se comprometeu publicamente a não mais disputar qualquer pleito eleitoral. O eleitor mineiro, desde já, agradece. Porém, a absolvição de um outro mensaleiro, a do deputado João Magno, essa sim, ficará gravada na mente dos homens de bem deste país. O insólito não está na absolvição do deputado que recebeu dinheiro sujo, mas no desempenho dançante da deputada Ângela Guadagnin, ao comemorar efusivamente a impunidade. A rigor, a dança, no plano estético, foi grotesca. No plano político então foi de uma falta de respeito ao povo brasileiro, de uma falta de compostura à liturgia do cargo e de uma falta de decoro parlamentar nunca vistos antes naquela casa parlamentar.
Não sei o que mais atinge os princípios republicanos, se o despreparo emocional de um desembargador que à frente de uma câmera de televisão dizia, de forma alterada, que iria descumprir decisão judicial sobre o teto dos magistrados ou, ainda, se a ação de um burocrata do governo federal, tipo o burro com iniciativa, que autorizou a quebra do sigilo bancário de um caseiro semi-analfabeto que presenciou o ministro da Fazenda visitar, de 10 a 20 vezes, uma mansão freqüentada por lobistas, corruptos e prostitutas de luxo. Do desembargador boquirroto, o povo, que se diga de passagemnão estou aqui representando, espera que tenha a mesma agilidade nos seus julgamentos daquela dispensada aos seus interesses pessoais. Do burocrata do governo, aquele tal, o burro com iniciativa, o povo aguarda que ele seja processado, julgado e condenado por usar seus dedos sujos para lambuzar a Constituição Federal.
Desconheço o que mais envergonha o país lá fora, se uma decisão judicial que cala um caseiro ou se uma outra decisão, desse mesmo judiciário, não permitindo a quebra do sigilo bancário de um “amigão” do presidente que não consegue explicar a origem do dinheiro que saneou as dívidas do próprio presidente e seus afins.
Não sei o que mais enoja o cidadão comum, se a absolvição de um senador que recebeu dinheiro sujo do valerioduto, sob a alegação de que a ilegalidade foi cometida antes do início do atual mandato, ou se os conchavos de deputados e senadores que decidiram varrer a sujeira produzida em escala por seus pares para debaixo do tapete. A indignação popular é perceptível em qualquer canto que se vá. O deboche dos políticos com a paciência do povo chegou ao seu limite. Talvez, mais cedo do que se admita, aquele brasileiro cordato que aparece no livro Raízes do Brasil de Sérgio Buarque de Holanda não exista mais. Sem ser alarmista, todo cuidado com a coisa pública daqui para frente seriaaconselhável.
Outubro é mês de eleiçõesno Brasil. O eleitor voltará às urnas para exercer o seu maior patrimônio político: o voto. Existe no ar um forte cheiro de vingança popular. Dele, o povo, aguarda-se uma reação na mesma proporção daquela que os políticos fizeram com o dinheiro público: roubem seus mandatos.
(*) SOBRE O AUTOR DESTE ARTIGO:
Nilson Borges Filho é catarinense, natural de Florianópolis e há cerca de 10 anos radicado em Belo Horizonte. Atualmente é consultor na área do ensino superior. É mestre, doutor e pós-doutor em Direito do Estado. Foi professor da graduação e pós-graduação em Direito (Mestrado e Doutorado) da UFSC e Diretor do Centro de Ciências Jurídicas desta universidade, tendo lecionado também na UFMG. Foi também juiz do TRE/SC. É autor de “Os militares no poder”, editora Acadêmica, 1994; “Santos e Pecadores – o comportamento político dos militares Brasil – Portugal”, editora Paralelo 27-CPGD/UFSC, 1997. Esta última obra foi resultado de seu pós-doutoramento na Universidade de Coimbra, sob a orientação do constitucionalista português A. Gomes Canotilho, referência de destaque no âmbito do Direito Constitucional. Além desses dois títulos o professor Nilson Borges Filho ainda tem outros livros escritos, tendo participado recentemente como um dos ensaistas do volume 4 da coleção “Brasil Republicano – o tempo da ditadura”, da editora Civilização Brasileira.
O professor Nilson Borges Filho será um dos colaboradores deste blog.
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse ontem que poderia determinar a desapropriação de casas de pessoas que já possuam outras propriedades ou regular seu preço de modo a tentar resolver o déficit habitacional do país. O presidente ameaçou proprietários que possuam mais de uma habitação e não queiram vender a casa excedente a preços regulados com a desapropriação. "Se tivermos de regulamentar isso, avisem; se tivermos de expropriar, avisem", disse Chávez a seus ministros durante seu programa dominical de TV. "Nós viremos com uma ordem presidencial de expropriação para uso público e lhes pagaremos o preço real", disse. Chávez transformou o problema habitacional num dos temas centrais de sua autoproclamada revolução bolivariana. Especialistas estimam que o déficit habitacional no país seja de 1,6 milhão de casas, sem mencionar o problema das favelas em torno de Caracas. Chavez já se valeu do instrumento da desapropriação para colocar fazendas consideradas improdutivas em seu programa de reforma agrária. (Folha de São Paulo edição de hoje).
O festival de desfaçatez do Estado Policial implantado por Lula e o PT, continua. Agora o Diretor da Polícia Federal, delegado Paulo Lacerda, encheu a boca para afirmar que “talvez ainda hoje, toda a cadeia de comando será desvenda e seus autores levados à justiça para que possam ser punidos exemplarmente”, referindo-se às investigações sobre a quebra do sigilo bancário do caseiro. O delegado refutou de forma veemente a possibilidade de a PF estar envolvida em algum tipo de operação abafa. Alegou a existência de pontos nebulosos nas investigações. “Não vamos destruir a reputação de ninguém com base em insinuações e suspeitas, vamos seguir todos os passos da lei”, avisou o policial, segundo matéria veiculada no site do Estadão.
Engraçado. E o que estão fazendo com Francenildo, o caseiro, insinuando sem provas que poderia ser um lavador de dinheiro, não é destruir a reputação dele?
Claro, para os amigos, os benefícios da lei; para aqueles que ameaçam a estabilidade do governo, todo o rigor do Estado Policial.
Uma mega manifestação em Los Angelesindica que o governo americano terá muito trabalho para aprovar a lei da reforma migratória. Com razão (sei que serei aqui reprovado por muitos leitores) Bush, que não é um idiota como pensam alguns e por isso é o presidente da maior nação democrática do mundo, já viu que se deixar correr solto os Estados Unidos acabam na mesma situação dos países da comunidade européia. O exemplo veio recentemente da França e, depois, da pequena Dinamarca, com o episódio das charges de Maomé. Na França, hordas de clandestinos resolveram atear fogo em automóveis e praticar outros atos de puro vandalismo reivindicando direitos. Na Dinamarca, imigrantes islâmicos ficaram enfurecidos e tentaram impor os seus costumes à Nação dinamarquesa que os acolhe. Os Estados Unidos podem ser a bola da vez. Se Bush fraquejar, a Nação norte-americana terá contra si nada menos do que os 12 milhões de imigrantes ilegais (quase o total de habitantes de São Paulo-capital), principalmente mexicanos, misturados à sua população.
Ora, por que os Estados Unidos e as nações européias têm a obrigação de receber imigrantes? Que tipo de direito é esse? O do politicamente correto? Os EUA, já cansei de dizer aqui, foram descobertos mais ou menos na mesma época da descoberta da América do Sul. Lá edificaram a maior nação do mundo, enquanto aqui foi construída uma grande latrina. Uma Nação é constituída pelo seu povo. Os valores, as crenças, enfim, a cultura, decorrem de determinado comportamento social dominante, o qual se expressará na Constituição do Estado. Os EUA não surgiram por encanto. Esse país foi penosamente erguido pelos pioneiros que acreditavam, sobretudo, no valor do trabalho. Apenas isto. E, por isso mesmo, não tem qualquer viés de justiça que a escória latino-americana resolva invadir o território norte-americano. A reforma proposta por Bush é no mínimo razoável, pois prevê a implantação de um programa de “trabalhadores hóspedes” que permitirá aos imigrantes regularizar sua situação, mas só enquanto realizarem determinados tipos de funções, a maioria, é claro, desprezada pelos trabalhadores americanos. Acaso seria justo trocar os papéis? Mandar o patrícios lavar pratos e catar lixo e aos imigrantes fosse dado o filé mignon?
Esses politicamente corretos não têm mais o que fazer. Que vão trabalhar e estudar. Não criticam tanto os EUA? Não atiram tanta pedra no MacDonald? Não queimam tanta bandeira americana? Por que querem ir para lá?
Nunca o velho adágio caiu tão bem: cada macaco no seu galho.
Já estamos na madrugada desta sexta-feira. Depois de navegar na internet pelos principais jornais deste país depara-se com um farto noticiário político. Tudo começa com os indecentes e debochados sacolejos da baranga do PT, na Câmara dos Deputados, ao celebrar a absolvição de um mensaleiro, indo até a sinistra maquinação que o Governo de Lulinha Paz e Amor articula, desesperadamente, para encontrar uma forma de denegrir a imagem de um modesto caseiro que ousou desmentir o Ministro. Tenta o governo desqualificá-lo perante a opinião pública, como se isso fosse capaz de elidir o crime já perpetrado da quebra do sigilo. Pobre é bom e coitado para o PT enquanto fica quieto e com a cabeça baixa. Os stalinistas ensandecidos, achando que têm todo o poder do mundo, acabaram metendo o pé pelas mãos e cavaram a própria sepultura quando, no desespero, decidiram quebrar o sigilo bancário de Francenildo, o caseiro. Já tínhamos chamado atenção dos leitores deste blog em post anterior mostrando que a situação ficaria insustentável para o Governo. Os tentáculos do escândalo da Mansão da Alegria acabaram furando o bloqueio, ou para usar palavra da moda, a blindagem.
Que fará Lula? Vamos nos utilizar, ao nível da psicologia, do conceito de empatia, que é um processo de identificação em que o indivíduo se coloca no lugar do outro e, com base em suas próprias suposições ou impressões, tenta compreender o comportamento do outro. Se estiver difícil desqualificar o caseiro e se tudo, como quer o governo, seria apenas uma jogada política e eleitoral da oposição, o negócio é apostar todas as fichas na escolha de um bode expiatório e sacrificá-lo. Claro que a opinião pública não ficará satisfeita com essa saída. Mesmo a exoneração de Palocci também não iria satisfazer e nem mesmo a demissão de toda a direção da Caixa Econômica Federal, porque Lula e o PT estão irremediavelmente maculados pelo descrédito, depois que funcionários governamentais, dentro de um órgão governamental como é a Caixa, quebram o sigilo bancário de um correntista, escancarando-o à opinião pública sem nenhuma ordem judicial. A situação do governo é tão dramática que sequer pôde revelar o nome dos subalternos que devassaram a conta. Ora, subalternos agem de acordo com uma ordem superior.
A ação da quebra do sigilo foi crime doloso. Com esse procedimento Lula e o PT dão sobejas indicações de que não estão preparados para a gestão do Estado. E mais do que isso, representam uma ameaça séria ao estado de direito democrático, porquanto traíram a confiança da Nação. Constata-se que pouco a pouco esmaece a crença na legitimidade do poder. É a confiança que nutre a legitimidade e esta se fundamenta na segurança jurídica, que tem de ser preservada. É a regra basilar do Estado moderno, é a sua espinha dorsal e, finalmente, representa o “império da lei”, como ensina Max Weber na sua filosofia política. Se a confiança fraquejar, está aberto o caminho para uma crise institucional que requer, num sistema democrático, a substituição de quem está no poder. A não ser que um golpe o imponha contra a vontade da Nação. Aí teremos de volta a ditadura pura e simples. Por enquanto, pelo que se sabe Lula e o PT não são o Estado, como reivindicava Luiz XIV.
Para dar uma satisfação e dizer que está agindo, o indeciso e escorregadio PSDB protocolou representaçãojunto à Presidência da Câmara, pedindo a abertura deprocesso contra Palocci, usando a mesma lei adotada contra o ex-presidente Fernando Collor de Mello. Goldman pede a abertura de um processo contra Palocci por suposta prática de crime de responsabilidade.
Caso a Câmara aceite a denúncia e autorize a abertura do processo, Palocci pode ser afastado do cargo, e o seu julgamento será feito pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Aldo Rebelo afirmou que não há precedente desse tipo de pedido na Casa e encaminhou o pedido à Procuradoria Jurídica.
Segundo Goldman, o ministro teria se servido de subalternos para quebrar o sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa, violando a Constituição, e teria se omitido de responsabilizar esses subordinados.
Os intrincados mecanismos processuais cheios de prazos podem procrastinar o feito por um bom tempo.
E o PSDB sabe que não é só isto que a Nação está exigindo.
A matéria que transcrevo abaixo está agora na Folha Online. Uma vergonha! É um deboche. A situação beira o ridículo. Não podem expor aqueles que quebraram o sigilo, que fizeram o serviço sujo sob as ordens dos poderosos porque, fatalmente, estes vão tentar tirar o corpo fora e apontar quem deu a ordem. Alguém deu a ordem para a prática desse delito asqueroso que é invadir a privacidade de um cidadão e escancará-la. O governo do PT, além de roubar, fraudar, carregar dinheiro na cueca e mentir descaradamente para a população brasileira tenta agora de todas as maneiras arranjar um bode expiatório para evitar aquilo que já deveria ter sido feito há muito tempo pelo bem do Brasil: o impeachment. A Caixa ainda tem a desfaçatez de dizer que a quebra do sigilo foi um ato isolado. A situação do governo começa a ficar insustentável, ainda mais pelo fato de que a Caixa Econômica Federal é subordinada ao Ministério da Fazenda.
Vejam o que diz a Caixa Econômica Federal: (no post abaixo, a denúncia do Senador Heráclito Fortes)
“A Caixa Econômica Federal informou hoje que os responsáveis pela quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa serão punidos. Segundo a instituição, a máquina utilizada para acesso à conta e impressão do extrato, assim como seus dois usuários, já foram identificados. A instituição informou ainda que esse episódio foi um ato isolado e que não ocorreu nas dependências das agências bancárias.
O banco não revelou o nome dos usuários da máquina usada para quebra do sigilo do caseiro, que deverão prestar depoimento sobre o caso.
"Os dois empregados usuários do equipamento foram convocados a prestar depoimentos, visando a identificação do responsável pela divulgação indevida das informações", diz nota da Caixa.
Segundo o banco, a apuração da responsabilidade pela quebra do sigilo "prosseguirá com toda a celeridade, observados os princípios constitucionais de ampla defesa e do contraditório, para que se chegue a elucidação dos fatos, aplicando-se as penalidades cabíveis".
A Caixa informou ainda continuará investigando o caso e que enviará para a Polícia Federal o resultado de seu inquérito interno.
"O fato em apuração é ato isolado, que a Caixa condena, e não ocorreu em suas agências, que continuam prestando todos os serviços com segurança e qualidade", diz o comunicado”.
O que está acontecendo no Brasil é, no mínimo, vergonhoso. O homem forte desse governo pífio não tem mais condições sequer de despachar no seu próprio gabinete. Está ilhado no Palácio do Planalto. Está acuado. Ora, se uma pessoa sofre uma acusação sem culpa, põe a boca no mundo. Palocci, neste caso, perdeu todas as condições de continuar à frente do Ministério da Fazenda. Foge dos jornalistas como o diabo da cruz. Ainda que se constate, eventualmente, que Francenildo, o caseiro da Mansão do Lobby, esteja mentindo e que tudo que tenha informado à CPI não passe de apenas um estratagema da oposição, a quebra de sigilo bancário desse cidadão, sem ordem judicial, é o bastante para derrubar o Ministro da Fazenda.Também estão na mesma situação as diretorias da Caixa Econômica Federal, da Polícia Federal, todo o primeiro escalão do Ministério da Fazenda e, agora, também do Banco do Brasil, uma das instituições mais antigas e veneradas da República. Os tentáculos do escândalo chegam cada vez mais perto da Presidência da República. A lenta “sangria” imposta a Lula pela oposição ameaça fazer o paciente sucumbir. A restauração da credibilidade das instituições democráticas, a segurança jurídica e o próprio Estado de direito, já ameaçam requerer a protelada administração do amargo remédio do impedimento. Segue a séria denúncia do Senador Heráclito Fortes, do PFL-PI.
Senador denuncia ação do BB
e Caixa para apagar os rastros
"O senador Heráclito Fortes (PFL-PI) denunciou ontem da tribuna uma suposta ação conjunta do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal que teria como objetivo apagar os registros dos sistemas de computadores que poderiam identificar os responsáveis pela quebra do sigilo de Francenildo Santos Costa, o Nildo. 'A equipe de especialistas do BB passou o dia na Caixa tentando apagar quaisquer registros e rastros que possam comprovar a origem dos autores da espionagem', disse o senador, informando que recebera a denúncia de um funcionário do Bando do Brasil.
Ele acusou o diretor de Tecnologia do BB, Luiz Cerqueira César, de ser o responsável por um esquema de espionagem no banco que já teria devassado contas de políticos - entre eles, o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) e o deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA)."
Esta matéria está no Blog do Noblat (link na coluna ao lado) e os assinantes do Estadão poderão lê-la íntegra no próprio site do jornal, ou então na edição impressa desta quinta-feira.
A líder do PT no Senado, Ideli Salvatti, pediu novamenteontem à noite os arquivos digitais de cenas internas captadas pelo circuito de câmeras da Casa. Na segunda-feira, ela havia tomado iniciativa semelhante. Desistiu. Ontem, voltou à carga, segundo informa o blog do jornalista Fernando Rogrigues. O argumento é que as cenas gravadas podem ajudar na apuração que a Polícia Federal faz do caso do caseiro Nildo.
Mesmo que, eventualmente, seja constatado que o caseiro fez a denúncia articulado pela oposição, ainda assim a questão da quebra do sigilo bancário, sem a devida ordem judicial, é fato suficiente para derrubar toda a Diretoria da Caixa Econômica Federal e da Polícia Federal. Se comprovado que a ordem para a quebra do sigilo da conta do caseiro partiu do Ministério da Fazenda, o Ministro terá, igualmente, que deixar o cargo. Isto é o que ensina o bom direito.
Depois de a Petrobras ter inventado essa crise de álcool e imposto aos consumidores um aumento exorbitante no
preço do produto aproveitou para reajustar a gasolina também, sob o pretexto de retirar uma parte de álcool da gasolina. Hoje o Presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, com a maior cara-de-pau, disse em Brasília, num desses seminários de desenvolvimento, que quando Brasil atingir a auto-suficiência na produção de petróleo a estatal não será obrigada a reajustar os preços conforme as oscilações do preço do produto no mercado internacional. Ora, claro que todos já sabem que essa história de alinhamento de preços é uma deslavada mentira. Pois é o próprio Gabrielle quem explica: “não seremos um grande exportador de petróleo, por isso não dependeremos dele para gerar divisas".
Na certa o Presidente da Petrobras está preparando o terreno para o lançamento, já anunciado, de uma campanha publicitária milionária para alardear a auto-suficiência. São três agências de propaganda que vão mamar e uma delas é a de Duda Mendonça. Só no Brasil monopólio faz propaganda.
Há muito tempo que o petróleo não é mais nosso, Gabrielle. É dos sanguessugas que dirigem esse paquiderme estatal que é a Petrobras e que tem a desfaçatez de inventar um aumento dos combustíveis quando se sabe que os ventos da economia internacional são favoráveis neste momento. Mas, evidentemente, os insaciáveis amanuenses da estatal têm de extorquir a população para manter o cabide de emprego. E, quando a empresa diz que vai ter condições de não aumentar os preços, os brasileiros ficam de cabelo em pé já que sempre acontece o contrário.
No Congresso, nem um piu. A população brasileira está sendo impiedosamente massacrada, especialmente a classe média. Enquanto isso Lula cruza o Brasil de Norte a Sul fazendo campanha eleitoral com dinheiro público.
Não dá para acreditar, mas o Ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, anunciou que a própria Polícia Federal é quem vai investigar a quebra do sigilo bancário de Francenildo, o caseiro, ou seja, vai investigar a si mesma. Mas o Ministro não produziu apenas esse disparate. Foi mais além: revelou ter certeza “que vai ser um inquérito bem conduzido, que vai apurar um crime grave, que é freqüente no Brasil", afirmou. "Tem havido vazamentos que ficam impunes, mas temos que começar uma cultura de respeito à privacidade das pessoas” Ah é assim?Um crime freqüente? E se o Ministério da Justiça sabia disso porque não tomou providências?
O que é mais incrível nisso tudo é que essas declarações saiam da boca de um Ministro da Justiça, um homem letrado, advogado de renome e respeitado. Fica no ar uma interrogação: que estranho poder tem o poder de transformar as pessoas dessa maneira, de fazê-las perder o senso do ridículo?
Ora, o que o Ministro da Justiça insinuou é o seguinte: essa quebra de sigilo é uma coisa comum e corriqueira, portanto, não haveria razão para esse alarido.
Primeiro é chamado o cabrito para cuidar da horta. Depois o crime é minimizado, quase desqualificado pelo próprio Ministro pelo fato de ser “um crime freqüente”. Além disso, a Caixa Econômica Federal, através de um press-release, anunciou instauração de "procedimento de investigação visando apurar, no âmbito interno, eventuais responsabilidades pela divulgação de informações a respeito da conta de poupança do cliente Francenildo dos Santos Costa". Vejam só a nota da Caixa Econômica Federal, esse cabide de emprego, quando fala em “eventuais responsabilidades”. Eventuais? Num país sério toda a Diretoria da Caixa Econômica Federal seria demitida. É o mínimo que se pode esperar, o mesmo acontecendo com a Polícia Federal. Chutaram a Constituição da República Federativa do Brasil e não acontece nada.
Espera-se que esse (des) governo do PT tenha um mínimo de vergonha na cara. Nós cidadãos brasileiros não iremos tolerar que o Governo faça tábula rasa do Estado de Direito democrático ao invadir a privacidade das pessoas. A Nação não deseja e não tolera mais qualquer tipo de ditadura.
O líder do PT na Câmara, deputado Henrique Fontana (RS), disse que é "absolutamente normal" que se levante a hipótese de o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, ser candidato ao governo do Estado de São Paulo. "Ele é um quadro de grande envergadura do nosso partido", afirmou Fontana. "Já temos dois pré-candidatos de grande qualidade em São Paulo: o líder do governo no Senado Aloizio Mercadante, e a ex-prefeita Marta Suplicy". (Clique aqui e leia).
Essa turma do PT não tem jeito. Os puxa-sacos de primeira hora já querem arranjar uma “boquinha” para o Palocci, ou melhor, um bocão, representado pelas opulentas burras que nutrem o erário paulista, o mais bem aquinhoado do País. Querem transferir a República de Ribeirão Preto para São Paulo. Bom, se já existe a República da remota Pindamonhangaba, tudo é possível.
Ironias à parte, o lançamento de Palocci ao governo paulista estaria sendo cogitada por Lula como uma forma estratégica de afastar o Ministro. Resta saber se Marta e Mercadante topam a parada.
A mansão onde se reunia a denominada República de Ribeirão Preto
Palocci balançando. Quebra de
sigilo poder ser a gota d’água.
A violação do sigilo bancário de Nildo pôs a Caixa na mira da CPI dos Bingos. Amanhã será votado um requerimento, que será apresentado hoje pelo PFL, pedindo explicações do banco estatal sobre o vazamento dos dados. O caseiro, por meio de seu advogado, Wlício Chaveiro Nascimento, vai interpelar judicialmente hoje a Caixa.
O PPS entrará na Procuradoria da República no Rio hoje com uma representação criminal contra a quebra ilegal do sigilo bancário de Nildo segundo o presidente nacional da sigla, Roberto Freire (PE). “Hoje é o direito do caseiro a ser violado, amanhã pode ser o de qualquer outro cidadão. Basta ser inimigo do governo para se tornar alvo de um Estado cujas instituições estão sendo usadas para perseguir, como ocorre em regimes ditatoriais”, disse Freire no site do partido.
Lula da Silva deverá analisar a situação envolvendo Palocci na reunião de coordenação de governo marcada para a manhã de hoje. O governo mantinha ontem a blindagem em torno do ministro, mas ficou preocupado com a reação da oposição à quebra do sigilo. Todos rechaçam o envolvimento do governo nessa questão.
Clique aqui (está em O Globo) para ler tudo sobre quebra de sigilo. Pode ser a gota d’água.
Manifestação na av. Paulista, em São Paulo, marcando o 3° aniversário da invasão americana ao Iraque. Parece que neste país tudo corre às mil maravilhas. Nem um protestozinho contra esse desgoverno encalacrado até o pescoço com as de denúncias de corrupção, muitas delas comprovadas e que já derrubaram até ministro e toda a direção do PT. Em contrapartida, saem às ruas contra Bush. Só falta pedir a volta do ditador Sadan Hussein. Bom, se essa gente apóia Fidel Castro, Chaves e Evo Morales, tudo é possível.
A leitura mais correta que se pode fazer do quadro político brasileiro é que os banqueiros e mega empresários continuam e continuarão dando as cartas. Qualquer fato existente fora do sistema econômico não tem mais qualquer significado. Não tem força para mudar os rumos da política. Na semana que passou comentei isso, reproduzindo na íntegra um editorial do Estadão, que pode ser lido mais abaixo, a respeito do episódio que sacramentou Alckmin como candidato do PSDB. Agora foi a vez da revista Veja também no seu editorial “Carta ao Leitor”, encarregar-se de apoiar Lula e Alckmin, igualzinho ao Estadão, na certeza que ambos prosseguirão com a mesma política econômica. Leia-se: arrocho salarial e juros que inviabilizam o desenvolvimento e premiam os especuladores. Foi por conta dessa política que tivemos um crescimento ridículo, ganhando apenas do Haiti. Veja usa as metáforas de forma ardilosa para dizer ao final que a eleição já está ganha com qualquer um dos dois candidatos.
Enquanto isso, o PMDB engalfinha-se numa luta intestina também ridícula. Garotinho fez menos votos que Rigotto, na prévia informal deste domingo mas, de acordo com as regras instituídas pelo partido, o que vale é o peso dos votos conforme o cacife político de cada Estado. As prévias do PMDB foram detonadas pela Justiça, com base numa liminar concedida por um juiz político que pensa em ser candidato. As indecentes peripécias dos governistas do PMDB já suscitaram a formalização de um pedido, por parte do Senador Pedro Simon, de expulsão de Sarney, Calheiros e Suassuna. Em Maceió, Calheiros boicotou a prévia que foi feita com a urna sobre o capô de um automóvel forrado com a bandeira do PMDB.
Em São Paulo, o Senador Jorge Bornhausen encontrou-se com Alckmin para falar da aliança PSDB-PFL. Nada foi concretizado. Bornhausen espera ainda esta semana pela análise que Cesar Maia faz do quadro político, já que o prefeito do Rio continua sendo o candidato do PFL, caso não se configure interessante para o partido a aliança.
A verdade é que há espaço para uma candidatura alternativa que poderia ser Cesar Maia.
As revistas semanais, com exceção de Veja, que deu na capa FHC chamando para a matéria do livro que o ex-presidente lança nesta terça-feira, as demais IstoÉ, Época e Carta Capital, capricharam no Foto Shop, dando destaque para um Alckmin sorridente.
Face a todos esses acontecimentos – não esquecendo as estripulias na “mansão dos prazeres” e o depoimento devastador de Francenildo, o caseiro -, verifica-se que se vive um falso Estado de Direito. E o que é pior: com a intervenção da Justiça não para defender os interesses dos cidadãos, mas para turbar investigações e impedir um partido político de deliberar sobre seus candidatos. Falta pouco para se viver uma real ditadura, depois que a Caixa Econômica Federal quebrou o sigilo bancário do caseiro, passando informações à Polícia Federal sem qualquer ordem judicial. Sobra uma indagação: quem deu a ordem para a quebra do sigilo?
O que se assiste no Brasil não tem paralelo na história da República. É o verdadeiro samba do crioulo doido. E a campanha ainda não começou para valer. Dá para imaginar o que vem por aí...
Conforme comentamos e analisamos neste blog, a rasteira que a cúpula tucana deu em José Serra já começa a atrapalhar a aliança deste partido com o PFL. Está previsto para este domingoum almoço entre o Presidente nacional do PFL, Senador Jorge Bornhausen e o candidato Geraldo Alckmin. O ingrediente indigesto é a crise entre a cúpula pefelista e o Presidente do PSDB, Tasso Jereissati que se envolveu num bate-boca (veja post mais abaixo) com o deputado Pauderney Avelino, do PFL amazonense. Depois dessa briga, Tasso teria afirmado em entrevista ao UOL que o prefeito do Rio, Cesar Maia, é difícil. O Deputado Rodrigo Maia, que é filho de Cesar, não deixou por menos e acusou Tasso de inábil e deselegante, além de lembrar que em 2002 o então candidato José Serra foi traído por candidatos do seu próprio partido, enquanto o prefeito Cesar Maia ficou ao seu lado até o segundo turno. Embora sem citar nomes, Rodrigo Maia estava se referindo a um fato público e notório: em 2002, quando Serra era candidato à Presidência da República, Tasso declarou publicamente seu apoio a Ciro Gomes, que concorria pelo PPS/PTB/PDT. Além de tudo isso, o encontro acertado entre Bornhausen e Tasso acabou não acontecendo. O presidente do PFL não recebeu o telefonema de Tasso, sabendo depois que iria para o exterior. Embora mantendo a sua costumeira polidez e discrição, Bornhausen soltou uma farpinha, ao falar do almoço com Alckmin: "Agora que o Tasso viajou para o exterior, o governador Geraldo Alckmin vai poder tratar de aliança". Tínhamos comentado neste blog que o PFL iria endurecer num eventual acordo com o PSDB e isto de fato está acontecendo. Bornhausen adiantou que apresentará um roteiro para Alckmin, que começa com a montagem de palanques nos dez Estados em que o PFL pretende lançar candidato a governador. Bornhausen antecipou ainda que, fechada a aliança, o "PFL não poderá admitir ingerência ou veto do PSDB na escolha do vice". E acrescentou: o candidato terá "a liberdade" de apresentar um perfil ideal. Mas que caberá ao PFL decidir o vice. Ele lembra que, em 1994, os tucanos vetaram, num primeiro momento, o nome de Marco Maciel. "Devemos aprender com nossos erros passados. Não vamos permitir que isso se repita", disse.
Por isso mesmo, o prefeito do Rio, Cesar Maia, ainda não desistiu de sua condição de candidato do PFL à Presidência da República. Pediu a Bornhausen mais uns dez dias para decidir, sem prejuízo das conversações com o PSDB.
O que está acontecendo nesta republiqueta bananeira daria para morrer de rir, se não fosse trágico. É uma coisa surrealista, incrível, como é incrível que este governo continue de pé. O que ocorreu de ontem para hoje na Capital da República, sob o comando do PT para tentar camuflar a podridão é uma coisa antológica. Apavorados com o depoimento na CPI do caseiro Francenildo, que trabalhava na “mansão dos prazeres”, ou “mansão do lobby”, ou “mansão...#$%¨&*” mantida pela denominada “República de Ribeirão Preto” e diz ser testemunha da freqüência do Ministro naquele local, os zelozos petistas foram à luta. Quebram o sigilo bancário do caseiro (o que é crime) para tentar provar que haveria dinheiro comprando as revelações de Francenildo. E devem ter ficado contentíssimos quando verificaram que a conta tinha cerca de R$ 30 mil, uma fortuna para assalariados. Ainda mais um caseiro. Ontem, em entrevista que concedeu à Imprensa num hotel de Brasilia, o caseiro foi mais uma vez fulminante: provou, com documentos, que os depósitos em sua conta foram feitos por seu pai. É que Francenildo é filho bastardo de um empresário do Piauí. E o pai foi ouvido pela imprensa e confirmou. Todos os dados fornecidos pelo caseiro, bateram. Para completar, Francenildo indagou: por que não quebraram o sigilo do “Chefe”?
Mais uma completa desmoralização não só de Palocci, mas sobretudo do governo que, não satisfeito com uma liminar que suprimiu o depoimento de Francenildo ontem na CPI, foi atrás de indícios que incriminassem Francenildo. Os detalhes desse mirabolante episódio podem ser conferidos no Blog do Noblat. Quem não gosta de ler na internet, aguarde que os jornais deste sábado estão com noticiário quentíssimo.
Ironia do destino: o PT que gosta tanto de jactar-se como protetor dos pobre e oprimidos, está ameaçado de ser apeado do poder por um modesto caseiro.
No seu boletim de hoje, Informação & Opinião, o prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, alinha, por ordem cronológica, aquilo que qualifica como as sete mentiras de Palocci e afirma que a oposição quer convocar Naila, Renata e Juliana para depor na CPI dos bingos. Enquanto isso Lula, que esteve hoje em Santa Catarina, aproveitou para encher a bola de Palocci. Mas vejam o que diz Cesar Maia sobre Palocci:
1- Palocci falou que não tinha feito novos contratos com a empresa Leão Leão durante sua gestão na Prefeitura de Ribeirão Preto. Foi desmentido no mesmo dia. Na verdade foram 19 contratos assinados por Palocci com a Leão Leão
2- Palocci negou que Buratti, fazendo lobby, tivesse participado da elaboração da agenda dele como Ministro. Foi desmentido por Buratti e por um empresário português que teve uma reunião com ele.
3- Palocci informou que todas as contas de seu governo em Ribeirão Preto foram aprovadas e que as de 2004 ainda estavam em tramitação. Foi desmentido pelo Tribunal de Contas de São Paulo, que informou que suas contas de 2004 foram reprovadas por unanimidade.
4 - Palocci informou que não tinha viajado a bordo do avião Citation Jet do empresário Roberto Colnaghi. Foi desmentido por José Genoíno, ex-presidente do PT, que confirmou ter viajado com o Ministro no avião de Roberto Colnaghi.
5- Palocci, após ser desmascarado no caso do avião, disse que o avião tinha sido pago pelo PT. Desta vez foi desmentido pelo próprio empresário, dono do avião, que disse que jamais o alugou para o PT.
6- Palocci negou que havia contratado Roberto Costa Pinho, que sacou R$ 350 mil das contas do publicitário Marcos Valério no Banco Rural e negou também ter tido contatos com ele durante a sua segunda gestão como prefeito, em 2001 e 2002. Foi desmento por uma foto onde aparecem os dois em uma reunião em seu gabinete. Roberto Costa Pinho foi contratado pela prefeitura para realização de um projeto de arquitetura.
7- Palocci informou que nunca tinha ido à Mansão do lobby e das orgias da República de Ribeirão Preto. Foi desmentido duas vezes, pelo motorista e pelo caseiro da casa.
No post abaixo, comentamos o fato de que a candidatura de Alckmin, fruto de uma rasteira aplicada pela cúpula do tucana em José Serra, cindiu irremediavelmente o PSDB, abrindo uma rara oportunidade ao PFL de apresentar uma candidatura alternativa, ao invés de amargar uma posição subalterna e coadjuvante de mero apoiador dos interesses tucanos. Acertamos na análise. Segundo o jornal O Estado de São Paulo, citado no boletim Informação e Opinião, editado pelo prefeito do Rio, César Maia, e que este blog recebe diariamente, o PFL já passa a falar não em “coligação” com o PSDB, nas em “concertação” (concertación), a exemplo do que ocorre no Chile com a composição de forças que governa aquele país desde 1990. Isto quer dizer que o PFL não embarcará facilmente na canoa tucana. O Senador Jorge Bornhausen também deu sinais de que o apoio dos pefelistas a Alckmin será objeto de negociação, usando, para definir a eventual aliança, a palavra "concertação" em lugar da tradicional coligação. Maia, tentando mostrar que o PFL reivindica mais espaço, disse que uma nova união com o PSDB terá de ser diferente da ocorrida no governo Fernando Henrique Cardoso. "Não podemos mais ser parte do poder. Por isso, o senador fala em concertação, não coligação." Para o prefeito, a eventual aliança deve estruturar "solidamente" a unidade. Vejam: Maia fala em "eventual" aliança e pediu de sete a dez dias para decidir se aceita ou não a concorrer à Presidência.
O PSDB já começou a contabilizar um enorme prejuízo político com a puxada de tapete aplicada em José Serra. Outro fato estranho soma-se a tudo isso: o presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati, avisou que vai dar um passeio no exterior e ficará longe do Brasil por dez dias.
E não custa lembrar que Alckmin, embora ungido pela Santíssima Trindade Tucana (STT), terá que passar pela convenção partidária. O prefeito José Serra ainda tem até o final do mês para renunciar e participar da convenção. Resta, finalmente, também esperar pela decisão do STF com relação à verticalização.
Face a todos esses aspectos políticos, o PFL desponta como a agremiação com mais unidade, sem crises internas e que tem feito uma oposição sistemática ao (des) governo Lula, fazendo veicular nas últimas semanas campanha de esclarecimento público a respeito das falcatruas e corrupção nas quais está envolvido o PT. Justiça seja feita. É o único partido de oposição que tomou tal iniciativa. Por isso tudo, reúne todas as condições para se impor e até mesmo apresentar à Nação uma candidatura alternativa sem a mácula do divisionismo. De repente o cacife do PFL aumentou bastante.
O Prefeito do Rio, César Maia, pediu ontem de sete a dez diaspara decidir se quer ser o candidato do PFL à Presidência. Quem sabe não será essa a alternativa à rasteira que Serra levou do PSDB? A verdade é que a indicação de Alckmin detonou a unidade tucana e abriu um amplo espaço para um nome alternativo na mesma linha do prefeito paulista. Por outro lado, a candidatura de Maia à Presidência da República poderia reforçar o PFL politicamente, em especial no que respeita às mudanças que a agremiação deverá experimentar no âmbito da sua refundação. O Presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen, que falou a este blog na última segunda-feira, revelou que o partido está elaborando um conjunto de propostas para o Brasil fundamentadas na doutrina liberal. Há uma tendência de reforma ampla nesse partido com referência a um profundo processo de renovação. Talvez esteja na hora do PFL largar essa condição de coadjuvante e sair com candidato próprio à Presidência da República. E esta pode ser a vez de César Maia. O espaço está aberto e a decisão está nas suas próprias mãos. “Qualquer passo do PFL terá que ter a anuência do prefeito”, declarou nesta quinta-feira o senador Jorge Bornhausen, segundo matéria que está hoje na Folha de São Paulo.
Honestamente: há diferença significativa entre Alckmin e Lula? Para mim, são verso e anverso da mesma medalha. Para os tubarões do mercado financeiro e mega empresários tanto faz um ou outro. Ambos são “confiáveis”. E querem saber mais: hoje ouvindo o comentário econômico do jornalista Carlos Sardenberg, na rádio CBN, ele revelava o seguinte, a respeito dessa famigerada ata do “Copom”, o Conselho de Política Monetária, uma e espécie de oráculo da economia. Segundo Sardenberg, a ata fala num clima totalmente favorável, internacional e doméstico, para que as taxas de juros continuem caindo de forma lenta e gradual. Entretanto, (sempre tem um entretanto) os iluminados do Copom advertem que chegará um momento em que terá que prevalecer uma taxa de “equilíbrio”, capaz de não comprometer o controle da inflação. Assim, não há muito que cortar. Os juros ficarão para sempre em patamares elevadíssimos, em torno de 13 ou 14 por cento. O Copom e o Banco Central são constituídos de uma quadrilha. Alckmin, como Lula, são confiáveis, porque compactuam com esses malfeitores. Está aí uma boa pauta para a editoria de economia da grande imprensa: quem constitui o Copom? Quem são eles? Qual a sua origem? O que fazem na vida além de viverem agachados aos pés dos poderosos extorquindo o minguado dinheirinho dos assalariados e transferindo renda para os insaciáveis tubarões donos de bancos e financeiras. Este é o problema crucial do Brasil. Se é que Serra seria um estorvo à diabólica sede dos agiotas,
continuo com Serra. Fazer o voto útil apenas para tirar Lula de lá? Trocar as moscas? Nego-me a essa repulsiva
atitude, principalmente por representar uma cretinice histriônica.
Por enquanto, de acordo coma legislação, não existe nenhum candidato oficial de nenhum partido à Presidência da República. Isto só acontecerá depois que os postulantes tenham passado pelo crivo das convenções partidárias. Portanto há ainda muita coisa para rolar até as convenções. Aguarda-se a decisão do Supremo sobre a verticalização e os postulantes a candidaturas que estejam no exercício de cargo público têm até o dia 1° de abril para renunciar.
As pedras do tabuleiro sucessório ainda não foram mexidas para valer. O que os fatos demonstram é que os políticos estão à beira de um ataque de nervos. As temperatura atinge altos graus na CPI face às declarações do caseiro da mansão da alegria. A podridão é tanta que só uma liminar concedida pelo STFao PT impediu hoje à Nação de conhecer mais do que o caseiro tinha a revelar.A tensão é tanta que vale a pena reproduzir aqui o ríspido diálogo entre o cardeal tucano Tasso Jereissati e o deputado federal Pauderney Avelino, do PFL, partido tido como potencial aliado do PSDB. O diálogo está reproduzido no blog do jornalista Fernando Rodrigues, da Folha. No post abaixo, o diálogo entre os dois, que só não foram às vias de fato por intervenção da turma do deixa-disso.
Tasso irritou-se com uma entrevista que Pauderney havia dado na terça-feira, sobre a escolha de Geraldo Alckmin como candidato tucano a presidente da República. À TV Globo, o pefelista apenas falara o óbvio: que o nome mais competitivo, no momento, do PSDB era o prefeito José Serra.
Pois ontem à tarde, Pauderney foi até o plenário do Senado para conversar com o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), líder tucano na Casa. Encontraram-se no corredor central do plenário. Próximos aos dois estavam os senadores Álvaro Dias (PSDB-PR) e José Agripino (PFL-RN). Na tribuna, discursava Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). Daí, segundo este blog apurou, deu-se, aproximadamente, o seguinte diálogo:
Tasso [dirigindo-se a Arthur Virgílio, que conversava amistosamente com Pauderney] – Ele [apontando para Pauderney] é do PSDB? Já entrou no partido?
Pauderney – Ainda não. Mas posso entrar [em tom de brincadeira].
Tasso [ríspido] – Não entra, não! Porque eu veto!
Pauderney [expressando estranheza] – Arthur, ele está brincando...?
Tasso [ríspido, em tom forte de cobrança] – Como você vai para a televisão, para a Globo, para falar mal do nosso candidato?
Pauderney – Arthur, o que é isso? Não estou acreditando...?
Tasso [aumentando o tom de voz] – É para acreditar, sim!
Pauderney [agora, já alterado e falando alto] – Olha aqui, ô rapaz, eu falo o que eu quiser, da forma que eu quiser. Não é você quem vai me amordaçar. E saiba que eu falei como possível aliado do PSDB.
Tasso – Eu não quero o seu apoio!
Pauderney [voltando-se para Arthur Virgílio, em tom de certo desdém] – Arthur, vocês começaram muito bem...
Tasso [irritadíssimo, quase gritando] – Vai se foder!
Pauderney – Vai se foder você!
Seguiu-se então a tradicional operação do deixa-disso. De outra forma, os dois políticos se atracariam no meio do plenário do Senado.
Em seu boletim Informação & Opinião, que veicula por e-mail e que este blog recebe diariamente, o prefeito César Maia faz hoje uma detida análise dos números da pesquisa do Ibobe. Qualifica de “curiosa” a sondagem, particularmente por escamotear dados fundamentais no que respeita àquilo que o eleitor acha do governo Lula.
Vale a pena conferir a análise de César Maia:
O Ibope publicou mais uma pesquisa. A sensação que alguns especialistas têm é que a metodologia que se aplicava desde anos atrás para amostrar o eleitor brasileiro deveria ser reavaliada por todos os institutos. Aparentemente Lula galopa num páreo em que está sozinho. Mas quando se pergunta ao eleitor o que acha das ações do governo Lula, as respostas são fortemente negativas.
Será que numa sociedade em que a informação se difunde explosivamente, o eleitor votará achando que vota num governo em que tudo vai mal ? 45% reprovam o programa de combate a fome -carro chefe do governo Lula. 41% reprovam as ações de Lula em Educação e Saúde. 64% reprovam Lula na segurança pública. 50% reprovam Lula no combate a inflação. 62% reprovam quanto a taxa de juros. 57% reprovam quanto ao desemprego. 69% reprovam em relação aos impostos. 54% querem que o próximo presidente faça reformas profundas na política econômica em vigor. Só 16% querem que dê continuidade. 60% acham que a característica principal do próximo presidente é ser honesto. 36% acham Lula pior do que supunham. 31% acham melhor. 43% não confiam em Lula, (34% antes do mensalão). 39% desaprovam o governo Lula como um todo contra 33% antes do mensalão. 42% acham que a inflação vai aumentar. 42% acham que o desemprego vai aumentar, (contra 24% que acham que vai diminuir).
É evidente que números como esses em qualquer lugar do mundo desqualificariam qualquer candidato a presidente. Aqui não? Bem,.. há três hipóteses - generosas- para explicar isso: metodologia, o desconhecimento de nomes ou a fragilidade dos adversários. Curiosa pesquisa !
A grande imprensa, de forma unânime, divulga a pesquisa do IBOPE destacando a vitória de Lula e minimizando o fato de que, mesmo sem ser declarado candidato pelo partido e sem confirmar o seu desejo de sê-lo, na época que foi feita a sondagem, José Serra perde para Lula por uma margem de votos escassa, como nota Noblat em seu blog. Ao navegar pelos sites da grande imprensa, pode-se notar, inclusive, uma soprada no balão de Alckmin, puxando-o para o sub-lead da matéria. Como a pesquisa saiu um dia depois da puxada de tapete do Serra, teria que, obrigatoriamente, fazer, um destaque explicando a realidade dos números. Mas não. Preferem comemorar antecipadamente a vitória de Lula e de seus sequazes. Se você prestar bem a atenção nos textos das editorias políticas verá como tentam, de alguma forma, dar consistência e justificativa para essa candidatura de araque. Tirante o conteúdo de alguns blogs, sobram apenas louvaminhas aos poderosos. E os jornalistas são pautados para ouvir a FIESP, a bolsa, o Antônio Ermírio de Moraes. E eles dizem o que querem que seja publicado. E os jornais publicam.
É por isso mesmo que os jornais vão perdendo os seus leitores, enquanto os blogs políticos crescem de forma extraordinária, porque postam matérias livremente, com sinceridade e transparência, sem o constrangimento de interesses políticos e empresariais, ou até mesmo da pressão do editor. Quando um blog defende um candidato, ele diz isso claramente, não se esconde atrás da falsa “objetividade”. Ora, os leitores percebem isso. E a avaria sofrida pela mídia não é maior porque um expressivo contingente de consumidores de informação está fora da internet. São as gerações mais velhas que sequer sabem ligar um computador. Acredito que quando cerca de 100% desses consumidores de veículos informativos estiverem na internet, a mídia convencional terá que sofrer uma profunda reforma editorial. Ou talvez adquira outra forma a ser imposta pela revolução tecnológica.