Este é o texto na íntegra da coluna de Diogo Mainardi, da edição de Veja que vai às bancas neste final de semana. Não deixe de ler:
"Franklin Martins é o principal comentarista político da Rede Globo. Um de seus irmãos, Victor Martins, foi nomeado para uma diretoria da Agência Nacional do Petróleo. Os senadores que aprovaram seu nome levaram em conta o parentesco ilustre. Luiz Otávio, do PMDB, comentou: "Os 42 votos favoráveis a Victor Martins são uma homenagem nossa ao jornalista Franklin Martins". Heráclito Fortes, do PFL, concordou: "Ele acrescenta à sua biografia o fato de ser irmão de um grande jornalista". Aloízio Mercadante, do PT, arrematou: "Victor Martins é um profissional competente e vem de uma família marcada pelo processo de resistência democrática". Lula entregou a Agência Nacional do Petróleo ao PCdoB. Victor Martins não obteve o cargo através do partido. Ele foi indicado diretamente na cota de seu irmão, Franklin Martins. Ivanisa Teitelroit, mulher de Franklin Martins, também já mereceu sua parcela de cargos públicos. Deve ser a isso que Aloízio Mercadante se refere quando fala em "resistência democrática".
Nas últimas semanas, a imprensa tem se dedicado a analisar a frouxidão moral dos brasileiros. Está certo. Os brasileiros são moralmente frouxos mesmo. Isso ninguém discute. Mas a imprensa certamente não é muito melhor. Franklin Martins não representa o único caso de promiscuidade entre jornalistas e poder político. Pelo contrário. Há exemplos semelhantes em todas as partes. Recentemente, Helena Chagas, chefe da sucursal de O Globo em Brasília, foi flagrada tramando com Antonio Palocci um esquema para desmascarar o caseiro Francenildo Costa. O marido de Helena Chagas, Bernardo Felipe Estellita, é servidor concursado da Câmara dos Deputados e intimamente ligado ao PT. Nos dias que antecederam a quebra do sigilo do caseiro, ele foi visto circulando pelo Ministério da Fazenda. Por outro lado, a irmã de Helena Chagas, Cláudia Chagas, foi indicada por Márcio Thomaz Bastos para o cargo de secretária Nacional de Justiça. Uma de suas responsabilidades é rastrear o dinheiro do valerioduto remetido ilegalmente para o exterior. Inclusive o que abasteceu a campanha de Lula.
Não é só no PT que isso acontece. Eliane Cantanhêde, chefe da sucursal de Brasília da Folha de S.Paulo, é mulher de Gilnei Rampazzo, um dos donos da GW, a produtora que cuidou das últimas campanhas eleitorais de Geraldo Alckmin e de José Serra. Gilnei Rampazzo é sócio de Luiz Gonzales, o marqueteiro escolhido pelo PSDB para coordenar a campanha presidencial de Geraldo Alckmin. Ele foi acusado pela Folha de S.Paulo de participar de um esquema de desvio de recursos da Nossa Caixa. Deve estar a maior confusão na casa de Eliane Cantanhêde. Lula Costa Pinto é outro jornalista confuso. Ex-jornalista. Ele é genro do ex-deputado Paes de Andrade e concunhado de Anderson Adauto, ministro dos Transportes lulista e receptador do mensalão. Lula Costa Pinto também se beneficiou de desvio de dinheiro público quando era assessor do deputado petista João Paulo Cunha.
Os brasileiros são moralmente frouxos. Os jornalistas são brasileiros".
O contra-ataque do PT e de Lula virá na semana que vem, em rede nacional de rádio e TV. O partido usará seus 30 comerciais de 30 segundos na semana que vem (dias 18, 20 e 22) para exaltar a administração federal petista e o presidente da República. Para isso já contratou uma nova agência, a Link, do marketeiro Edson Barbosa. Isto é no mínimo muito estranho, porque quando estourou o escândalo do mensalão apareceu um PT com dívidas até o pescoço. A mídia, na época, chegou a falar em algo em torno de R$ 100 milhões. Foi no período em que Tarso Genro assumiu às pressas com a saída de Genoíno. Não se sabe agora em quanto foi orçado esse novo contrato do PT com a Link. Sabe-se apenas que o PT faliu quando a avassaladora denúncia de Jefferson estancou o valerioduto. Posteriormente o PT realizou campanha para angariar recursos para honrar os compromissos. Mas não se falou mais disso. Durante a crise política o dono da Link, Edson Barbosa, foi também citado pois sua agência é uma das licitadas para atender aos Correios, a empresa que deu origem a todas as acusações sobre uso de dinheiro público para compra de apoio político no Congresso. Ao que tudo indica o PT aproveitou a viagem do astronauta para mandar também a sua dívida para o espaço. A não ser, é claro, que a campanha de donativos tenha cobrido o rombo do caixa.
O texto que segue é a íntegra do artigo do jornalista Clóvis Rossi, publicado na Folha de São Paulo de hoje. Diz tudo:
Você já se deu conta de que o presidente da República é também o presidente de honra de uma "organização criminosa"? Sim, essa é a única -e inescapável- conclusão política do libelo do procurador-geral, Antonio Fernando de Souza, sobre o esquema do mensalão e penduricalhos. Não se trata de peça acusatória apenas a pessoas físicas. São acusados de "formação de quadrilha", entre outros crimes, todos os integrantes da espinha dorsal do PT: seu presidente da época, José Genoino; seu antecessor, José Dirceu (também ministro e homem-forte do governo Lula); o tesoureiro, Delúbio Soares; e o secretário-geral, Sílvio Pereira. Não adianta nem o resto do partido fingir que não é com eles, porque a maioria elegeu para substituir os indigitados uma pessoa da mesma corrente política que transformara o partido em "organização criminosa", segundo o procurador-geral. Logo, a acusação dirige-se politicamente à instituição PT. Acusação feita por um procurador escolhido pelo próprio Lula e integrante da instituição, o Ministério Público, que menos pecados tem cometido nesta triste republiqueta. Cadê, agora, os descerebrados que inventaram a teoria da conspiração da elite e da mídia contra o PT? Será que vão inventar que o procurador faz parte da conspiração? Uma dica: o nome inteiro dele (Antonio Fernando Barros e Silva de Souza) é suspeitíssimo, por quatrocentão demais, logo elitista. Cadê os desonestos intelectualmente que diziam que as acusações eram fruto de "ódio" ao glorioso ex-partido, agora tratado como "organização criminosa"? Cadê o mais novo membro do clube do embuste intelectual, o ministro Tarso Genro, que diz que tudo não passa de jogo eleitoral? Vai exibir a ficha de filiação ao PSDB, PFL ou PSOL do procurador-geral? Caíram definitivamente todas as máscaras. Resta ao PT trocar o 13, seu número original, pelo 288, o artigo do Código Penal que tipifica "formação de quadrilha".
Do extenso conteúdo da denúncia formulada pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, envolvendo 40 pessoas que teriam se beneficiado do mensalão, pinçamos rápidas passagens que, seguem abaixo, e que dão a idéia da gravidade do escândalo. Para ler na íntegra a peça do MP encaminhada ao Supremo, basta ir ao site: http://www.pgr.mpf.gov.br/pgr/asscom/mensalao.pdf . Está tudo lá. Me abstenho de comentar, porque não há necessidade. O leitor deste blog poderá tirar as suas próprias conclusões.
“Registre-se que os denunciados Duda Mendonça e Zilmar Fernandes mentiram perante a CPMI “dos Correios”, bem como nos depoimentos prestados no presente inquérito.
As apurações realizadas no exterior demonstraram que o publicitário e sua sócia são acostumados a remeter dinheiro não declarado para contas mantidas em paraísos fiscais.
Na realidade, as diligências efetuadas no exterior com base no Acordo de Cooperação com os EUA identificaram que ambos possuem, há bastante tempo, outras contas no próprio Banc of Boston, instituição financeira que pertence ao Banc of América”.
(...)
“Dentro desse contexto de intimidade, o Marcos Valério chegou a presentear João Paulo Cunha com uma caneta de marca Mont Blanc.
Em uma dessas reuniões, Marcos Valério, em nome de Ramon Hollerbach, Cristiano Paz e Rogério Tolentino, ofereceu vantagem indevida (50 mil reais) a João Paulo Cunha, tendo em vista sua condição de Presidente da Câmara dos Deputados, com a finalidade de receber tratamento privilegiado no procedimento licitatório em curso naquela Casa Legislativa para contratação de agência de publicidade.
João Paulo Cunha, por seu turno, não apenas concordou com a oferta, como, ciente da sua origem criminosa, engendrou uma estrutura fraudulenta para o seu recebimento”.
(...)
“Delúbio Soares, em seu primeiro depoimento (fls. 245/250), negou o esquema de transferência de recursos a parlamentares ou do relacionamento financeiro entre PT, empresas de Marcos Valério e instituições financeiras, mas confirmou que contraiu, em nome do PT, empréstimos de 2,4 milhões de reais junto ao Banco BMG para cobrir despesas da posse do Presidente da República, valores que se revelaram posteriormente bem mais expressivos”.
(...)
“Fato extremamente relevante para caracterizar o conluio entre o núcleo Marcos Valério, o Diretor da Dimac Henrique Pizzolato e o ex Ministro-Chefe da Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica da Presidência da República, Luiz Gushiken, é a antecipação à empresa DNA Propaganda da quantia de R$ 23 milhões, no mês de maio de 2003, ocasião em que os contratos com as agências de publicidade que atendiam ao Banco do Brasil, vencidos em março de 2003, foram prorrogados até setembro desse mesmo ano”.
E vai por aí. São 136 páginas e o arquivo completo está em PDF no site do Ministério Público Federal. Clicando aqui você vai direto para lá.
OS CRIMES: FORMAÇÃO DE QUADRILHA, LAVAGEM DE DINHEIRO, EVASÃO ILEGAL DE DIVISAS, CORRUPÇÃO ATIVA E PASSIVA, PECULATO...
Ministério Público denuncia
40 mensaleiros ao Supremo
Embora Lula, o PT e seus sequazes neguem a existência do mensalão e façam tudo para minimizar o escândalo, o Ministério Público, através do procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, entregou ao Supremo Tribunal Federal (STF) denúncias contra 40 pessoas envolvidas no chamado esquema do mensalão, incluindo três ex-ministros, e dirigentes do PT e de partidos aliados do governo, informou o Ministério Público Federal nesta terça-feira. Eles são acusados de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, evasão ilegal de divisas, corrupção ativa e passiva e peculato.
Entre os denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) estão os ex-ministros José Dirceu, Luiz Gushiken e Anderson Adauto, o deputado cassado Roberto Jefferson (PTB-RJ), o empresário Marcos Valério de Souza, o publicitário Duda Mendonça, deputados e três membros da antiga cúpula do PT --o ex-presidente José Genoino, o ex-tesoureiro Delúbio Soares e o secretário-geral Silvio Pereira. Leia a matéria na íntegra clicando aqui e aqui.
A sindicância aberta pela Caixa Econômica Federal para apurar o envolvimento de funcionários da instituição na quebra do sigilo bancário de Francenildo, o caseiro, já foi concluída. A Caixa distribuiu uma nota (veiculada há pouco no blog do Noblat) na qual inocenta todos os envolvidos “porque agiram no cumprimento de determinação de superior hierárquico, não considerada ilegal”. O que me admira é uma instituição como a Caixa ter a coragem de praticar tamanha afronta à Nação. Ora, pela nota conclui-se o seguinte: se os superiores hierárquicos tivessem determinado o assassinato de Francenildo, os funcionários encarregados do crime não teriam culpa nenhuma, já que teriam obedecido às ordens de um superior hierárquico. E mais: o ato da quebra de sigilo, segundo a Caixa, não é considerada ilegal!
O conteúdo desta nota dá a idéia do que significa o aparelhamento dos órgãos públicos pelo PT e da incompetência, misturada com má fé, que orienta as ações dessa gente. A seguir, trechos da nota:
"A Comissão de Apuração de Responsabilidade da Caixa Econômica Federal, encarregada de investigar a divulgação de informações protegidas pelo sigilo bancário do cliente Francenildo dos Santos Costa, concluiu seus trabalhos, apresentando seu relatório final.
A análise da conduta do ex-presidente Jorge Mattoso, por não ser empregado da Instituição, é de competência da Polícia Federal, que já instaurou inquérito para tal, e da Controladoria Geral da União (CGU).
(...) A comissão examinou os procedimentos funcionais dos empregados diretamente envolvidos no episódio, concluindo pela inexistência, em seus comportamentos, de infração à lei e às normas internas da CAIXA. Na convicção dos membros da comissão, os empregados agiram no cumprimento de determinação de superior hierárquico, não considerada ilegal."
Clique aquipara ler mais e ver o texto da Caixa na íntegra.
No seu boletim Informação & Opinião de hoje, o prefeito do Rio, César Maia, reproduz trecho de matéria do jornal El Pais, anunciando que o ex-cocaleiro e presidente da Bolívia deflagrará o processo de estatização começando pelo setor petrolífero.Textualmente, diz El País: “Um ministro da Bolívia anuncia a nacionalização iminente dos hidrocarbonetos”. E segue: O Presidente da Bolívia, Evo Morales, revelará logo um plano de desenvolvimento que busca ‘desmontar o colonialismo e o neoliberalismo’ com a nacionalização dos hidrocarbonetos e a reforma ‘drástica’ do regime mineiro, entre outras medidas.O anúncio das novas medidas econômicas do governo Morales foi feita pelo ministro do Planejamento, Carlos Villegas, num encontro com os correspondentes estrangeiros na Bolívia.
Como a Petrobrás têm interesses e grandes investimentos na Bolívia, a notícia não é nada boa para o Brasil, já que esta companhia é estatal. Não é à toa que já estão ocorrendo problemas com abastecimento de gás natural através do gasoduto Brasil-Bolívia, conhecido como Gasbol. Prejuízos da Petrobras quem costuma pagar é o povo brasileiro que enfrenta sucessivos aumentos dos combustíveis. Além do arrocho salarial que vem sofrendo, principalmente a partir do governo FHC e que se tornou mais dramático com o PT no poder, o brasileiro paga pelo litro gasolina o olho da cara. Está mais caro que nos EUA. Além disso, quem optou pelo álcool, também está ferrado, pois a insaciável Petrobras arranjou uma forma de majorar o produto.
A América Latina é isso aí. Anda sempre em descompasso com o resto do mundo civilizado. Quando ficou mais do que provado que a estatização leva à inércia e ao atraso econômico, científico e tecnológico, a América Latina resolve voltar ao passado. E não se iludam. Quem pagará a conta dessa insanidade será o próprio povo latino-americano.
Lula e o PT não são amiguinhos de Evo Morales, a quem tratam de companheiro? Que se expliquem agora.
Como disse Noblat em seu blog, quem deve estar gargalhando com os resultados da pesquisa Data Folha é José Serra. Não faltarão, entretanto, os analistas de pesquisas que encontrarão nesses números algo que dê um alento à oposição, a qual se mostra fracote e com um candidato que, dificilmente, ultrapassará os índices que vem apresentando. Se a pesquisa foi feita corretamente, Lula continua imbatível. Pode-se fazer qualquer tipo de leitura da pesquisa, o que interessa é saber quem tem o índice mais alto na preferência. O resto é conversa mole. A preferência por Lula comprova sondagem anterior que mostrou a tolerância dos brasileiros no que respeita à corrupção. Já disse aqui neste blog, muito antes da revelação daquela amostragem, que essa leniência do brasileiro, esse jeitinho de ser, é um fator cultural que distingue o Brasil dentre as demais nações. E a distingue negativamente, é claro. Até hoje se atribui ao presidente francês Charles De Gaulle a frase: o Brasil não e um país sério. Se foi ele quem disse ou não disse, a frase encerra uma verdade cristalina. Se este fosse um país sério, Lula já teria sido apeado do poder.
Pela reação do público brasileiro ante o mar de lama que tomou conta da Nação, a pesquisa, sem dúvida reflete o que está acontecendo. Até agora não houve um movimento sequer, uma passeata, nada, nada para protestar contra o Governo. Os únicos atos de protesto, que não são contra o governo, mas por ele incentivados, são aqueles comandados pelos agitadores e baderneiros do MST: invadem propriedades, destroem laboratórios de pesquisa e recentemente quase demoliram a sede da CEMIG, em Belo Horizonte.
Lula será reeleito porque tem o apoio dos miseráveis e ignorantes e de empresários e banqueiros. Os banqueiros têm lucrado muito mais que do que as fábricas. Tomam dinheiro pagando 0,7% e emprestam a 10 ou 12%; os empresários – particularmente os grandes – estão também satisfeitos. Quando chegar a data base do reajuste salarial oferecerão aos trabalhadores, no máximo, míseros 5%. Claro, é uma maravilha ser empresário no Brasil, mesmo com uma carga tributária asfixiante. Os aumentos de preços são livres e o reajuste salarial baseia-se na camisa-de-força dos índices de inflação oficial, que é mentirosa.
Os sindicatos, todos aparelhados pelo PT, via CUT, perderam qualquer poder de barganha. Essas agremiações passaram a ser meio de vida para um bando de espertalhões que se locupleta com o imposto sindical. A Confederação Nacional da Indústria – CNI, a mais importante e forte entidade representativa do patronato brasileiro tem um sindicaleiro na Presidência do Conselho Nacional do SESI, enquanto os conselhos regionais terão representantes de trabalhadores (leia-se: trabalhadores do PT).
Quando o MST, a Via Campesina e outros movimentos (anti) sociais do PT começarem a invadir e fazer quebra-quebra nas fábricas e bancos, talvez aí os empresários acordem. Mas aí já será tarde demais. O lucro fácil e generoso de agora será cobrado amanhã. Estamos a um passo da venezuelização do Brasil.
Longe de contemplar as idiotices pregadas pelas religiões chega com o atraso de dez anos ao Brasil o livro Sexo e as Origens da Morte, de William R. Clark, professor de imunologia e biologia molecular da Universidade da Califórnia (EUA). O tema central do livro pode ser chocante, mas é absolutamente real: somos biologicamente programados para morrer. E somos programados para morrer porque fazemos sexo. Imortais são apenas as bactérias! Várias tradições religiosas falam de uma época ancestral, anterior ao pecado, em que o homem não conhecia a morte. Clark demonstra, com efeito, que só as bactérias conhecem esse paraíso. O cientista aplica, na verdade, as teses do zoólogo britânico Richard Dawkins, expostas no clássico “O Gene Egoísta”. Segundo Dawkins, o homem nada mais é que uma máquina de replicação genética a serviço do DNA. Diz Clark que, passada a idade reprodutiva, a manutenção do corpo torna-se cara. As células reprodutivas já tiveram a chance de cumprir sua missão, portanto não há mais sentido em conservar as demais células, que deixam de se renovar. As células velhas acabam morrendo, em um processo chamado apoptose – uma morte programada, verdadeiro suicídio celular. Aos poucos, o corpo como um todo vai envelhecendo. E também morre. Os seres assexuados que povoaram os mares primitivos do planeta morriam só por acidente. Os parentes próximos desses seres primevos são as bactérias que, em ambiente de cultura em laboratório se reproduzem infinitamente. A diferença da bactéria para o homem é que ela é a sua própria célula reprodutiva. Basta realizar uma divisão celular para criar outra bactéria idêntica. Seres pluricelulares como o homem são muito mais complexos e necessitam articular as células germinativas (espermatozóide e óvulo) através do ato sexual. Feito isso, o que resta não tem necessidade mais de sobreviver, já cumpriu sua missão. Passada a fase reprodutiva as células não se renovam mais, sobrevindo a morte.
Não é para menos que podemos observar que casais jovens e cheios de vida, logo após terem gerado o primeiro filho já começam a apresentar os sinais da velhice.
A resenha completa deste livro pode ser lida na Veja desta semana.
Segundo o Prefeito do Rio, Cesar Maia, em seu boletim Informação & Opinião deste sábado, o Supremo Tribunal Federal não poderá mais negar a autorização para a quebra do sigilo bancário de Paulo Okamoto. Citando informação veiculada pelo jornal O Estado de São Paulo, Maia revela que depoimento dado em 1997, pela ex-prefeita de São José dos Campos e atual deputada Ângela Guadagnin a uma comissão de inquérito de seu partido, desmente a versão apresenta à CPI por Okamotto. Na CPI, Okamotto negou que tenha assediado prefeituras para reforçar o caixa 2 do PT. No depoimento naquela ocasião (1997), Ângela, que protagonizou a famosa da “dança da pizza”, afirmou que Okamotto a tinha procurado a fim de se informar sobre fornecedores da prefeitura com vistas à captação de recursos. Escrito por Aluizio Amorim às 14h39
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TUDO APARELHADO
O mistério sobre a demissão
de Mexerica da Libelu do BB
“José Luiz Cerqueira Cesar, vice-presidente de Tecnologia do Banco do Brasil desde janeiro de 2003, conhecido entre os amigos como "Mexerica da Libelu", deixou o cargo ontem. Em nota oficial, o Banco do Brasil informou que ele saiu para enfrentar "novos desafios profissionais".
É curioso que na tarde da última quarta-feira, em reunião com deputados e senadores da Comissão Mista de Atividades de Inteligência, o general Jorge Armando Felix, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, tenha ouvido falar de ‘Mexerica’.”
Este é apenas o lead do post que está no blog do Noblat (link na coluna ao lado). Vale a pena conferir. E vejam com que tipo de gente o PT aparelha órgãos e empresas do Estado.
Além de promover os maiores escândalos e esquemas de corrupção, essa gente do PT é debochada. Que futuro poderá ter uma Nação que é governada por um partido que comemora um episódio francamente imoral que foi a absolvição desses parlamentares corruptos? Na Folha de hoje há uma matéria que tem o seguinte lead:
“Os mensaleiros do PT festejaram ontem a absolvição do ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP) com um almoço num restaurante em Brasília. Além de João Paulo, compareceram outros protagonistas do escândalo do mensalão: o ex-líder do governo Professor Luizinho (SP), também absolvido, o ex-líder do PT Paulo Rocha (PA), que renunciou para escapar à cassação, e o próximo da fila dos cassáveis, José Mentor (SP). O grupo bebeu vinho e, em vários momentos do almoço, gargalhou, em clima de grande descontração”.
Para ler na íntegra (só para assinantes) clique aqui.
A propósito da recente revelação de que o candidato à presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, seria membro da organização católica de extrema-direita Opus Dei, ofereço aos leitores deste blog a oportunidade de conhecer os detalhes sobre essa organização e, sobretudo, a sua ação na América Latina, descritos no texto de Henrique Júdice Magalhães. O autor é articulista da Nova Democracia, um jornal independente de esquerda editado em Portugal. Seguem dois excertos do artigo:
“Analisando a estrutura de classes dos países latino-americanos, Darcy Ribeiro identificava como segmento hegemônico dentro das classes dominantes o corpo de gerência das transnacionais. Ponta de lança do imperialismo, é ele quem dita ordens e impõe ideologias às demais fracções e, em muitos casos, organiza-as politicamente. A desnacionalização das economias latino-americanas na década de 90 agravou este quadro. A alteração de mais relevo no perfil da classe dominante verificada no bojo deste processo é o crescimento da influência da Opus Dei. Sustentada pelo capital espanhol, a organização controla jornais, universidades, tribunais e entidades de classe, sendo hoje peça chave para se compreender o processo político no continente, inclusive no Brasil, onde quer eleger Geraldo Alckmin presidente da República”.
...
“No Brasil, a organização deitou raízes em São Paulo no começo da década de 50, concentrando sua atuação no meio jurídico. O promotor aposentado e ex-deputado federal Hélio Bicudo conta que por duas vezes juízes tentaram cooptá-lo. Seu expoente de maior destaque foi José Geraldo Rodrigues Alckmin, nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) por Médici em 1972 e tio do ex- governador de São Paulo. Acontece que nos anos 70, o poder da Opus Dei era embrionário. Tinha quadros em posições importantes, mas sem atuação coordenada. Além disso, dividia com a Tradição, Família e Propriedade (T.F.P.) as simpatias dos católicos de extrema-direita”.
Para ler o artigo na íntegra clique aqui e vá direto ao blog Geosapiens.
O noticiário político do dia que prometia ser quente permaneceu morno. Os sites dos jornais da grande imprensa nacional dão chamadas tipo: Okamoto nega tudo. Por acaso pensavam que Okamoto fosse à CPI para fazer um “mea culpa”? Este japonês, como de resto todos os petistas que estão em postos chave dentro do partido ou do governo, são profissionais. Não estão lá de brincadeirinha. Esperaram pacientemente 25 anos para meter a mão no baleiro e não pretendem largar a mordomia. São capazes de qualquer coisa. Tudo está a indicar que se trata de um esquema de poder pesado. Notem a desenvoltura com que agem os grupos de ataque do partido, como o MST, a CUT, a Via Campesina e os sindicatos atrelados à CUT. Além disso estão infiltrados numa miríade de ONGs, essas tais organizações não-governamentais mas que são financiadas com dinheiro público, amealhado através de “projetos”. São milhares de pessoas vivendo à custa dessas organizações que sugam do Estado. Todas as organizações da sociedade civil foram aparelhadas pelo PT, desde os sindicatos aos centros e grêmios acadêmicos. Mas ao final deste artigo explico com base na teoria política como isto tudo foi e vem sendo feito pelo PT e seus sequazes.
Foi exatamente com base nessa segurança que lhe dá esse aparelhamento que o PT decidiu quebrar o sigilo de Francenildo, o caseiro. Em menos de quatro anos o PT colocou em andamento um plano diabólico que já corroeu por dentro do aparelho estatal o estado de direito democrático.
A chegada do PT ao poder coincidiu com a falência total dos partidos tradicionais que tinham as suas origens fincadas no estado escravocrata. Os antigos PSD, UDN e PTB, foram pulverizados com o golpe militar de 1964, migrando para a Arena e MDB. Posteriormente, subdividiram-se em PMDB, PDS e PDT e, mais recentemente, em PMDB, PSDB, PP, PFL, PDT.
Desse grupo de maiores partidos, tirante o PT, apenas o PSDB sustentou-se com quadros capazes de rivalizar politicamente com o PT. A prova disso é que nem mesmo o velho e grande PMDB ou o PFL têm capacidade de lançar um candidato próprio à Presidência da República com chances de êxito.
O esfacelamento dessas agremiações e a sua fraqueza política ficam demonstrados por um fato eloqüente: nem unidas elas conseguem derrotar o ex-metalúrgico Presidente. E muito menos puderam ousar com um pedido de impeachment, embora só o crime da quebra de sigilo fosse o suficiente para informar a peça processual e varrer do poder Lula, o PT e seus sequazes. Este é o quadro trágico no qual se insere a democracia brasileira neste momento, pisoteada por um bando de sindicaleiros trogloditas que já mostraram o tamanho de suas unhas no episódio da quebra do sigilo bancário.
Só não vê esta realidade quem não quer. Alguns fazem vistas grossas por conveniência, outros por ignorância e até mesmo por ingenuidade. E há ainda um outro grupo, do qual faz parte a inteligentsia, representada por intelectuais, jornalistas, escritores influentes que estão mudos. Não se vê um só protesto, seja da ABI, da FENAJ, ou de algum sindicato de jornalistas por este Brasil a fora. A mídia em geral que, a pretexto de uma imparcialidade equivocada e burra, oferece meia informação. É incapaz de elaborar uma pauta que examine profundamente a lenta agonia do estado de direito democrático brasileiro.
Antonio Gramsci fez escola de forma retardatária por aqui. Até nisso este país é atrasado. Quem estudou o teórico italiano sabe o que quero dizer aqui. Sem querer tornar acadêmico este artigo, vale uma reflexão sobre o que segue:
No o alvorecer do terceiro milênio assiste-se no Brasil a aplicação da teoria do Estado ampliado gramsciano, assente na seguinte fórmula: ESTADO = SOCIEDADE POLÍTICA + SOCIEDADE CIVIL, isto é, hegemonia revestida de coerção. Gramsci estava imbuído do propósito de viabilizar a tomada do poder por revolucionários socialistas. Enquanto esteve isolado nas masmorras de Mussolini, deu tempo para pensar e escrever. Para Gramsci o poder político paulatinamente irradiou-se para a sociedade civil, através de seus aparelhos privados de hegemonia, representados pelo conjunto das organizações responsáveis pela elaboração e/ou difusão das ideologias, as quais compreendem o sistema escolar, as igrejas, os partidos políticos, os sindicatos, as organizações profissionais, a organização material da cultura, incluindo-se aí a mídia, editores, etc... Quando textos e artigos se referem a “aparelhar” isto ou aquilo, estão utilizando esse conceito gramsciano de “estado ampliado”.
Lamentavelmente a oposição e toda a classe política no Congresso Nacional, bem como empresários encastelados nas suas entidades representativas, como a CNI, CNA e CNC, com raríssimas exceções, não passam de um bando de desinformados, gente que nunca estudou e sequer leu um livro de cem páginas. E o pior, suas assessorias padecem do mesmo mal. Desinformados escolhem gente de seu tipo para aconselhar-se, normalmente aquilo que o anedotário consagrou como “aspones”. No afã do ganho econômico fácil, na repetição ad nauseam de jargões do economês e de rapapés e salamaleques, numa patomima ridícula, essa gente vai ajudando a enterrar a democracia. Lula, o PT e seus sequazes agradecem.
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Sob a complacência de um governo que o apóia e lhe destina recursos públicos, o MST, com apoio da CUT organizou uma série de atividades paralelas em Belo Horizontehoje. O denominado MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens, ocupou a entrada da Companhia Energética de Minas Gerais – CEMIG e promoveu um quebra-quebra. Esses incidentes são provocados exatamente no dia da abertura oficial da Assembléia Anual de Governadores do BID, com a presença de ministros e chefes de Estado.
Presencia-se uma sutil articulação de Lula e do PT que se servem dos movimentos sociais para uma demonstração de uma suposta força popular que os apoia mas que, na realidade, não existe. São focos de violência organizados por agitadores profissionais como se vê nesta foto. Observem bem que são esses sem terra e atingidos por barragens. O que justifica a depredação do prédio dessa empresa? No site do Estadão há uma seqüência de fotos mostrando as cenas de violência que tiveram que ser contidas pela polícia.
Para devolver a tranqüilidade à Nação e salvaguardar o estado de direito democrático, o respeito à lei e à ordem, só há uma solução: o impeachment de Lula. Já dissemos aqui neste blog que as injustiças no Brasil são enormes, que a exclusão social é um fato, mas nada disso justifica a violência que vem sendo perpetrada pelos chamados “movimentos sociais”. Não será com desordem e a violência, com a depredação do patrimônio público, com invasões à propriedade privada, com o flagrante e repetido desrespeito à Constituição que se chegará à construção de uma Nação mais justa e verdadeiramente democrática.
Cabe às lideranças política constituídas, as duas Casas do Congresso Nacional, as entidades representativas da sociedade civil unirem-se numa grande frente pela proposição do impedimento do Presidente da República. Quanto mais se esperar, mais trágico será o desfecho desta situação. O que está em jogo é o estado de direito democrático que a Nação levou 500 anos para conquistar.
Lula e o PT já passaram da conta. No caso presente, fica muito evidente que o impeachment não significa uma jogada política da oposição. Não é um golpe de Estado, mas uma tomada de posição firme pelo respeito à legalidade e pelo fim desse mar de lama que vem sufocando a Nação desde o ano passado e que culminou com o escandaloso crime da quebra do sigilo bancário.
O Prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia, no e-mail que envia a cadastrados no que qualifica seu “ex-blog”, defende o impeachment de Lula imediatamente, advertindo que se isso não acontecer o Brasil está ameaçado pelo retrocesso institucional. No seu “Informação & Opinião” desta segunda-feira, Maia apresenta o seguinte argumento:
“A um chefe de estado quando ocorre uma grave irregularidade na administração pública, cabe muito mais que demitir seu auxiliar - e depois dar uma cobertura pessoal acariciando-o e beijando-o - para que as câmeras dos fotógrafos registrem e os editores coloquem na primeira página dos jornais. Cabe abrir imediata e simultaneamente processo de investigação através da procuradoria geral em seu nome e por despacho seu. Não foi isso que Lula fez.
Desta forma seria um escândalo que o processo de impeachment de Lula não fosse aberto. Esse fato só comprova ter sido esta a mesma atitude tomada por Lula em tantos outros casos de escândalos dentro do governo e divulgados em 2005. Lula sempre soube de tudo. O Impeachment é inevitável ! Se é que as instituições da democracia brasileira estão funcionando. De outra forma abrir-se-ão os caminhos para um retrocesso institucional no Brasil, que seria caracterizado pela hipocrisia presidencial e pelo grau de amizade e simpatia pessoais, do presidente com os parlamentares. Crime de responsabilidade é fato objetivo. Lula tem que ser impedido, enquanto é tempo”.
A cretinice é uma doença nacional e ataca os jornalistas de uma maneira virulenta. Leio na Folha de São Paulo deste domingo entrevista com o sucessor de Serra na Prefeitura paulistana, o pefelista Gilberto Kassab. A matéria é assinada por nada menos do que três jornalistas: Fabio Schivartche, Conrado Corsalette e Laura Capriglione. Só faltou levar a equipe de reportagem completa. Como velho de guerra que sou nesta profissão, conheço bem esse tipo de entrevista. O resultado é que quem lê a matéria sente que os três não estavam a fim de entrevistar o Prefeito, mas procurar, de alguma forma incompatibilizá-lo com o público. Depois de escolherem as perguntas mais complexas – está bem, é função da imprensa testar uma pessoa que têm cargo público e por isso deve explicações aos cidadãos – partiram para outras completamente fora do contexto: descriminalização da maconha, casamento gay, aborto. Insistiram, ainda, no fato de que o Prefeito se referia a dar continuidade à obra de Serra e também se o ex-prefeito participaria de atos inaugurais da nova gestão. Confiram a entrevista clicando aqui, para assinantes. Escrito por Aluizio Amorim às 01h57
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O colunista de Veja, Diogo Mainardi, diz na sua coluna desta semana que solicitou um entrevista com a Senadora Heloísa Helena, a qual teria tido um contato com a cafetina Jeany Mary Corner com a finalidade de esclarecer o mundo do sexo x política. Entretanto a parlamentar ex-petista não topou. Concordou, segundo Mainardi, em responder por e-mail. Numa das indagações de Mainardi, a respeito do que tinha a revelar sobre o seu contato com a cafetina, a Senadora respondeu desta maneira:
“Talvez um dia possamos melhor estudar o caráter político-escatológico de certos homenzinhos corruptos, ordinários e pusilânimes. O que deixei claro é que minhas obrigações constitucionais exigem investigar orgias sexuais com dinheiro público roubado e portanto a promiscuidade do público com o privado (aqui nos dois sentidos: orgias para "adoçar" os crimes contra a administração pública e potencializar que no mesmo espaço geográfico houvesse tráfico de influência, intermediação de interesse privado, exploração de prestígio, corrupção ativa e passiva e a exploração das filhas da classe trabalhadora pela prostituição e drogas!!)”. (Sic)
Bom, o que Heloísa Helena escreveu já dá uma idéia do que se passa na cabeça dessa mulher. No mínimo, uma estranha confusão. Já imaginaram uma mulher como Heloísa Helena na presidência da República, com essa clareza de pensamento e com essa estúpida fixação em “classe trabalhadora”. O que será que pensa o que seja “classe trabalhadora”? O pior de tudo é que há quem nela acredite, haja vista que aparece nas pesquisas eleitorais como preferida de uma parcela de brasileiros. Seus índices são pequenos, mas devem crescer. Dia desses a Globo abriu o maior espaço para essa mulher dizer uma série de cretinices ao vivo, com aquela voz esganiçada e agressiva. Olhava para ela no vídeo e via ali uma peçonhenta jararaca. Vade retro!
Veja desta semana. O código do leitor de banca é: RIO BRANCO.
Embora o Brasil seja o maior exportador de café do mundo, só há bem pouco tempo que começaram a surgir as famosas cafeterias que já existem há muitos anos na Europa e EUA. Por aqui os brasileiros, em sua maioria, não entendem de café. Tomam água suja extraída de garrafas térmicas. Essa bebida horrorosa é servida em copinhos de plástico. Mas, em boa hora, alguns empresários mais atilados acabaram rompendo com esse tremendo mau gosto e desinformação comum à maioria dos tupiniquins. Hoje já se pode encontrar alguns estabelecimentos que trabalham com café gourmet. Entenda-se: gourmet está para o café como "gran cru" está para o vinho, são designativos de qualidade top de linha. Aqui em Florianópolis há dezenas de cafeterias, mas apenas meia dúzia, e olhe lá, são capazes de oferecer o legítimo gourmet coffea arábica, aquele café que o Brasil produz mas exporta tudo para os exigentes paladares europeus e norte-americanos. E, entre essas raríssimas casas de café de Florianópolis, justiça seja feita para o esmero da GKFÉ. Esta cafeteria está instalada junto à loja do festejado tenista Gustavo Kürten. Sim, ele mesmo, Guga, o tenista manezinho agora é dono de uma griffe de roupas esportivas e instalou uma loja transadíssima em área nobre do centro da Ilha.
Bom, mas o que eu quero falar mesmo é de café e tudo isso veio à tona depois que fui experimentar o café oferecido por essa cafeteria que fica logo à entrada da loja, dando para um deck com mesas e sombrinhas, ideal para uma happy hour, já que além do café, serve bebidinhas e salgadinhos especiais. A GKFÉ trabalha com o Arte Café, de Minas Gerais, 100% arábico. Já conhecia e considero um dos melhores cafés brasileiros oferecidos para consumo interno. Mesmo assim, ainda está longe do inigualável Illy, produzido na Itália e reputado como o melhor café expreso do mundo. O Illy continua imbatível. Sem pestanejar pago até R$ 3,00 por um cafezinho Illy. Geralmente tomo dois Illys seguidos. Ato contínuo, acendo um careta. (Já vou avisando que sou tabagista e odeio patrulha). E pagaria até mais pelo extraordinário sabor, decorrente do blend equilibradíssimo, resultado da mistura de cafés do Brasil, Colômbia, Costa Rica além de outros centros produtores tradicionais. Os italianos sabem das coisas. Importam o que há de melhor e depois nos vendem com valor agregado. Além de inventores da máquina de café expresso dominam com extraordinária perfeição o ponto de torra e o blend. O resultado é uma bebida macia, saborosa, coberta pelo creme (aquela espuminha densa) amarelo-ouro que impede a saída imediata dos óleos essenciais da bebida. O expresso é para ser degustado na hora!
Para se tomar um bom café é necessário que o operador da máquina, denominado “barista”, entenda realmente dessa arte. Aqui em Florianópolis são poucos os baristas “diplomados”, isto é, que fizeram cursos especiais. Que eu me lembre, apenas a Renata, que tem um mini café bem no centro de Florianópolis (Renna´s Café), na rua 7 de Setembro, tem curso de barista em SP, exibindo o seu diploma para a clientela.
Mas voltando ao GKFÉ, fui informado pelas suas proprietárias, Jaqueline Freitas e Asuncion Larios, que no período de 5 a 8 deste mês estarão trazendo a Florianópolis uma das mais conhecidas experts em café do Brasil, a consultora Isabel Raposeiras. E, no próprio espaço do GKFÉ, Raposeiras ministrará um Curso de Formação de Barista, com aulas teóricas e práticas. Será o primeiro curso no gênero na Ilha e se destina não apenas aos profissionais, mas a todos os apreciadores de um bom café e que não se contentam mais com bebidas mal preparadas a partir de grãos ordinários. Anote então o telefone para reservar a vaga: (048) 3228-1505 e (048) 9983-0803. Está aí uma rara oportunidade para as cafeterias da Ilha tomarem jeito.
O Jornalista Mário Watanabe, de São Paulo, postou uma informação que é uma verdadeira bomba. A quebra de sigilo de Francenildo, o caseiro, teria sido tramada dentro do Palácio do Planalto. A denúncia foi feita pelo deputado Fernando Gabeira, durante evento da OAB em São Paulo que homenageou Francenildo. Gabeira teria aludido à informação veiculada num órgão de imprensa, naquele dia, mas não o identificou. Watanabe, que assina Dom Quixote (link ao lado), tem um excelente blog denominado Luneta. Vale a pena conferir. Lá tem um link para ver e ouvir o próprio Gabeira falando. Escrito por Aluizio Amorim às 11h59
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