Já passam de 100 os ataques em série iniciados na sexta-feira, dia 12, provavelmente articulados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), que causaram a morte de 52 pessoas e ferimentos em outras 55. Entre os mortos estão 35 policiais civis, militares, integrantes de guardas metropolitanas e agentes de segurança de penitenciária; 3 civis e 14 suspeitos. Entre os feridos há 24 policiais militares; 5 policiais civis; 7 guardas metropolitanos; 2 agentes penitenciários; 8 cidadãos e 6 suspeitos. Clique aquipara ler a matéria.
O que falta é descer o sarrafo
A onda de violência em São Paulo, comandada pela organização criminosa “Primeiro Comando da Capital (PCC)” – tem até nome e sigla – representa uma séria ameaça à segurança da população brasileira e demonstra que as instituições do Estado, especialmente aquelas voltadas a garantir a segurança dos cidadãos de bem, estão fraquejando. A impressão que se tem é que há um outro Estado dentro do Estado legalmente constituído e que ameaça se tornar hegemônico (conceito tão grato ao governo esquerdóide do PT), caso o Estado legalmente constituído não faça valer as suas prerrogativas de garantir da ordem e a paz social.
Enquanto estava em Viena, ao ser informado sobre as ocorrências em São Paulo, Lula engrossou a voz para acusar os governos passados pela incúria na administração da educação. Repetiu feito um papagaio o discurso de intelectualóides da USP e Unicamp que, se valendo do conceito de Direitos Humanos, sempre debitaram na conta da falta de educação o estado de miséria material e moral da população marginal. Ora, Direitos Humanos são para os cidadãos de bem e honestos, não para bandidos e arruaceiros que banalizam a vida.
É certo que a educação é base do desenvolvimento de uma Nação. Mas dizer isso é, no mínimo, mero exercício tautológico, como também denota um flagrante equívoco. Se educação fosse capaz de coibir a deliqüência, os Estados Unidos seriam o paraíso. Nova Iorque, uma das cidades mais violentas do mundo, só conheceu uma melhora na segurança depois da execução do programa “Tolerância Zero”.
No caso brasileiro, precisa-se mais do que tolerância zero. Tem-se que instituir a pena de morte para os crimes contra a vida. O argumento contrário a essa medida extrema circunscreve-se ao fato de que ela não elide a criminalidade. Isto é certo. Mas o maior benefício da pena capital reside na assepsia social, porque tira de circulação criminosos contumazes e para os quais a vida não tem nenhum valor. Recentemente tivemos aquele episódio horroroso, quando bandoleiros trancaram as pessoas dentro de um ônibus e o incendiaram. Ora, para esse tipo de criminoso não há qualquer tipo de recuperação. Não será com educação e mais escolas que haveremos de garantir a segurança dos cidadãos honestos.
No atual estágio dessa onda de violência em São Paulo o Estado brasileiro já deveria há muito ter acionado as Forças Armadas. Coloquem os tanques e soldados nas ruas que eu quero ver se esses malfeitores covardes que assassinam pessoas friamente e incendeiam ônibus não irão sossegar. Não falta educação. Falta descer o sarrafo. Falta repressão à altura do acinte desses criminosos que, aos poucos, vão solapando todas as instituições da República.
Deputado mensaleiro petista se envolve em briga em restaurante de gente fina de Brasília, quando comemorava com outros deputados do PT a decisão de que não seriam investigados pelo partido. O fato aconteceu domingo passado. Luizinho e outros deputados (Mentor, Paulo Rocha, Marco Maia e Devanir Ribeiro), após ingerirem algumas garrafas de vinho de boa safra, como dizem os entendidos,partiu paraàs vias de fato com uma família que se sentiu incomodada pelos maus modos à mesa de Luizinho e sua trupe. Quem assistiu a cena, gente bacana de Brasília, diz que foi coisa, do lado petista, de pessoa de nível baixíssimo. E é esse tipo de gentalha que governa o Brasil(resumo da notícia veiculada pelo jornal O Globo, de 6/5/06, p. 15).
Ele é conhecido como professor Luizinho. Foi eleito pelo PT do Estado de São Paulo. Registrou seu nome junto ao Tribunal Regional Eleitoral daquele Estado, para efeito de cédula eletrônica, como professor Luizinho. Na verdade, confesso, não sei por que Luizinho se autodenomina professor. Fico aqui pensando com meus botões, mas, afinal,qual será a disciplina que esse senhor leciona? Não tenho a mínima idéia, juro. Como professor que sou há mais de 20 anos, passando por duas grandes universidades, UFSC e UFMG, causa-me asco saber que Luizinho, do PT de São Paulo, se elegeu por ser professor, ou melhor, por ter se utilizado do título.
Talvez muitos não conheçam o deputado federal Luizinho. E com razão. Não passa de um deputado em compota, sem compostura e moral nenhuma. Alguns, é claro, lembram daquela figura diminuta dando saltinhos de alegria a cada matéria do governo aprovada pela Câmara. Não esqueço da sua alegria quando a Câmara aprovou a emenda constitucional que disciplinou a cobrança da previdência social dos aposentados.Depois, todos nós ficamos sabendo, as aprovações das matérias de interesse do governo eram vinculadas ao desembolso que Marcos Valério fazia mensalmente aos nobres deputados, inclusive para o deputado Luizinho. Pingou na conta do ilustre homem público, retirada por um de seus assessores, a quantia de vinte mil reais.
Mas o ilustre deputado se notabilizou mesmo foi quando, no auge da crise do mensalão, surgiu uma foto sua em que aparecia ladeado por duas meninas de vida fácil, com um originalíssimo cubano na boca e despido de qualquer acessório do vestuário masculino. Saída de um celular, a fotografia do deputado fez sucesso entre a militância petista pelo inusitado e pelo o mau gosto.Consta que o ex-prefeito de Porto Alegre, Raul Pont, uma das poucas figuras decentes do PT, consultado se gostaria de ver a referida foto declinou, com uma certa irritação,da oferta.
Por um conchavo de parlamentares desonestos, o deputado Luizinho não foi afastado da vida pública. Mas os paulistas, pelo voto, vão fazê-lo voltar à privada.
(*) Nilson Borges Filho é colaborador deste blog. Reside em Belo Horizonte, é professor e doutor e pós-Doutor em Direito.
Segundo a revista, dinheiro ilegal teria pago despesas de campanha
Valerioduto gaúcho envolve
Tarso Genro, denuncia Veja.
A Matéria de Veja desta semana diz o seguinte: "Às vésperas do primeiro aniversário do mensalão, surgiu enfim a primeira punição judicial do caso. Três dirigentes do PT no Rio Grande do Sul, com o objetivo de se livrar do processo e deixar de correr o risco de parar no xilindró, fizeram um acordo com a Justiça: aceitaram doar cestas básicas a uma instituição de caridade em Porto Alegre. A quantidade de cestas básicas é que chama atenção: uma por mês, durante cinco meses. E nada mais. No total, cada réu terá de desembolsar 1.750 reais, divididos em cinco suaves parcelas de 350 reais. Os três dirigentes são réus confessos. Eles admitiram que pegaram 1 milhão de reais no valerioduto e disseram ter usado o dinheiro para pagar despesas de campanha do PT gaúcho. O petista Marcos Fernando Trindade atuava como "mula" do esquema, carregando dinheiro em malas entre Belo Horizonte e Porto Alegre. Quando desembarcava na capital gaúcha, o dinheiro era distribuído pelo ex-presidente do partido, David Stival, e pelo ex-tesoureiro, Marcelino Pedrinho Pies. Agora, cada um vai pagar um salário mínimo a uma instituição de caridade durante cinco meses.
A desproporção entre o crime e a punição só não é maior que o constrangimento que o caso produz para o ministro Tarso Genro, o principal articulador político do governo, em Brasília. O dinheiro que o valerioduto canalizou ao PT gaúcho serviu para pagar despesas da campanha de Tarso Genro ao governo do estado, na qual perdeu a disputa para o atual governador, Germano Rigotto, do PMDB. Do total de 1 milhão do valerioduto embolsado pelo PT gaúcho, a maior parte chegou ao estado em malas. Mas 150.000 reais desembarcaram na arca petista por meio de dois cheques de 75.000 reais, ambos nominais a duas gráficas, a Impressul e a Comunicação Impressa. Em sua defesa, os acusados tentaram isentar Tarso Genro. Disseram que a quantia foi utilizada para saldar papagaios eleitorais, mas que nenhum centavo foi usado na campanha de Genro. As investigações, no entanto, mostraram que essa versão não tinha respaldo nos fatos. Descobriu-se que as duas gráficas brindadas com os cheques de Valério foram fornecedoras da campanha eleitoral de Genro ao governo.
O caso ficou mais incômodo quando se revelou que o Ministério da Educação, durante a gestão de Tarso Genro, entre 2004 e 2005, contratou as duas gráficas por 186.000 reais. O contrato, para produzir folders e material didáticos para o governo, foi feito sem licitação pública".
Assinantes ou compradores da revista na banca podem ler na íntegra clicando aqui.
Para desespero dos brasileiros, o impostômetro indicou nesta quinta-feira à tarde que, desde o início do ano, os governos estaduais, municipais e federal já arrecadaram mais de R$ 300 bilhões em impostos - um recorde já que no ano passado esse valor foi atingido no dia 2 de junho. A informação é do Sistema Permanente de Acompanhamento das Receitas Tributárias da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).
Segundo cálculos do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) o brasileiro vai trabalhar até o dia 25 de maio para pagar impostos. Só depois de quase cinco meses, é que a população passa a trabalhar para si.
MEU COMENTÁRIO: O Estado deve concentrar-se apenas nas áreas da educação, saúde e segurança. Quando mais Estado, menos liberdade, nada de democracia e muita roubalheira. O Estado é responsável pela infelicidade geral da nação. Particularmente no Brasil e, principalmente, sob o governo mensaleiro lulo-petista.
Começa a se confirmar aquilo que venho dizendo neste blog a respeito desse bizarro episódio envolvendo a Petrobras e a Bolívia. Vejam a foto acima. Nela, à esquerda, todo sorridente e tranqüilo, o Presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli. Ao centro o maior inimigo da Petrobras, atual ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia, Andrés Soliz Rada, conhecido como “Boca de Poço”. Quando exercia o jornalismo (dizem que Boca de Poço é jornalista) ocupava-se em malhar sem parar a estatal brasileira.
Com a chegada do ex-cocaleiro à Presidência, “Boca” foi guindado a Ministro e agora, todo poderoso, dá até com o chapéu no Presidente da Petrobras. Longe de qualquer patriotada, porque sou um defensor da privatização desse gigantesco cabide de emprego que é a Petrobras. Minha indignação é que mais cedo ou mais tarde quem estará pagando a conta pela incompetência e a insanidade desse governo esquerdóide e mensaleiro seremos nós. Pagaremos todos por esse governo que compactua com a formação da URSAL - União das Repúblicas Socialistas da América Latina. Daria para morrer de rir, se não fosse trágico e incerto o nosso futuro. Deixem só passar a eleição para ver o preço dos combustíveis disparar. São até mesmo capazes de majorar mais ainda o preço da gasolina e do gás de cozinha a título de subsidiar o gás destinado à indústria. Resultado: pagaremos mais pelos combustíveis e também pelos preços dos produtos industrializados. Os empresários, como sempre, salvam-se todos, pois repassam os custos ao consumidor. O “socialismo” do governo lulo-petista serve apenas para socializar os prejuízos entre a população. Lula e seus sequazes continuam curtindo as delícias do poder. Não há nada mais nefasto no mundo do que o comportamento ridículo de um novo rico. E este é um governo de novos ricos. Argh!
“Boca de Poço” já avisou que o preço do gás vai ser majorado. Ao ser perguntado se não estaria preocupado com a saída da Petrobras da Bolívia, “Boca” não titubeou: “a Petrobras é que deve temer. Nós não”. Claro, ele sabe que a indústria Brasileira depende exclusivamente do gás boliviano. Queria ver se “Boca de Poço” teria coragem de fazer essa ameaça se o interessado no gás fosse os Estados Unidos.
Clicando aqui você pode ler o que diz o famigerado “Boca de Poço”.
A Petrobras anunciou que suspenderá a campanha publicitária que faria na Bolívia, alusiva aos 10 anos de atividades naquele País em função dos últimos acontecimentos. Segundo matéria no site do Estadão, a empresa não divulgou o valor investido nessa campanha. Mas presume-se ser um investimento considerável. Os filmes de TV (o filé mignon das agências de propaganda) mostram funcionários da Petrobras na Bolívia e foram produzidos sob encomenda da área de comunicação institucional da sede brasileira, que tem contrato com três agências - F/Nazca, Quê e Duda Mendonça. Sim. Três agências, incluindo, obviamente, a de Duda Mendonça que continua abocanhando o seu quinhão.
O que eu acho muito estranho em tudo isso é o fato de que a Petrobras, que é uma empresa estatal brasileira e, portanto, de propriedade de todos os brasileiros, aplique pesado em marketing para alcançar bons resultados econômicos. Só que seus proprietários não auferem nenhum tipo de vantagem. Pelo contrário, pagamos o olho da cara pelo litro do combustível e pelo gás de cozinha.
Sobra daí a pergunta: quem são os beneficiários desses bons resultados da empresa? Duda Mendonça? Os amanuenses da estatal? O governo? Digam-me, para onde vão todos esses recursos que chegam a bilhões de dólares?
Ora, essa conversa de que o “petróleo é nosso” é a maior enganação. É uma deslavada mentira da qual tiram proveito a diretoria da empresa que mama altos salários; as agências de publicidade, como a de Duda Mendonça, que chega a ter conta bancária no exterior e a mídia que veicula a publicidade. Imaginem quanto não levam essas agências de BV, jargão publicitário que designa a comissão de 20% sobre o custo total da veiculação?
Gostaria de ver apenas as planilhas dos comerciais da Petrobras veiculados pela Rede Globo.
Pergunto então: que diferença faria para os brasileiros se a Petrobras fosse privatizada? Afinal, qual a vantagem desse monstrengo estatal que só serve para encher o bolso de uma casta de funcionários públicos? O que essa gente sabe muito bem fazer é pilhar a economia popular com sucessivos aumentos do combustível para garantir as suas mordomias.
Além da Petrobras, devem ser privatizados o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, todos os bancos estaduais e todas as demais empresas estatais. Concordo até que em alguns setores essas empresas devam ser estatais. Entretanto, o Brasil é um país de ladrões e mentirosos e o estado transformou-se hoje no maior sorvedouro dos recursos públicos. Enxugue-se o estado brasileiro e quero ver se continuará seduzindo essa horda de malfeitores que dele se apoderou.
A dupla Solis, vulgo "Boca de Poço" e Morales: incógnita.
Tolerância com a Bolívia poderá
esconder um fantástico Caixa 2
Li há pouco no blog da Helena Chagas, um desses blogs puxa-saco da Rede Globo, um post colocando panos quentesna diplomacia brasileira em relação à humilhação que vem sendo imposta ao Brasil pela Bolívia. Chagas reproduz palavras de Celso Amorim que repete, feito um papagaio, lugares comuns no jargão diplomático. A blogueira, por sua fez, afirma que o Brasil irá “endurecer” nas negociações, mas Celso Amorim deixa implícito: pero sin perder la ternura jamás.
Enquanto isso, Morales, assessorado pelo conhecido “Boca de Poço”, já avisou que quer resolver o problema de caixa da Bolívia aumentando em 61%o preço do gás. Lula diz que os preços só poderão subir com novos contratos. É de se indagar ao Grande Guia: e contratos têm alguma validade para Evo Morales? Se tivessem, a Bolívia respeitaria aqueles que regulavam a operação de empresas estrangeiras naquele país. E tem mais. Segundo a coluna Radar, da Veja da última semana, o Marco Aurélio Garcia, aquele assessor de Lula que divide informalmente o comando do Itamaraty, anda dizendo, privadamente: "A Petrobras já ganhou dinheiro demais na Bolívia." Enquanto isso, a Bolívia esnoba. Não aceita o prazo de 45 dias formulado pela Petrobrás para o estabelecimento de um acordo.
E Lula preocupa-se tanto com isso que já está preparando as malas para viajar à Áustria na próxima quinta-feira, acompanhado de Celso Amorim. No momento, ambos, dedicam-se, por certo, aos preparativos de mais uma agradável viagem por conta dos cofres públicos. Depois é só mandar a conta para a gente pagar.
Sabem de uma coisa: isto está cheirando a Caixa 2 para a reeleição de Lula. Só pode ser. Morales rasga contratos, invade as instalações da Petrobrás com o Exército e a Polícia, como se a empresa fosse um bandido e agora se prepara para perseguir os brasileiros que lá trabalham, confiscando-lhes os bens.
Entretanto, Lula e o PT dão risadas, fato que só pode revelar cumplicidade.
“O mensalão não é só para deputados. Há também o mensalão da imprensa. No último número da revista Carta Capital, quase 70% dos anúncios eram do governo federal. Lula sempre soube remunerar direito seus aliados. Carta Capital é o João Paulo Cunha dos semanários. O José Janene. O Valdemar Costa Neto.
Lula, dois anos atrás, elogiou publicamente Carta Capital. Para ele, a revista não praticava "o denuncismo pelo denuncismo" porque "não se preocupava com o mercado". Quem conta com 70% de publicidade do Banco do Brasil, da Petrobras e da Caixa Econômica Federal realmente pode ignorar o mercado e os leitores.
Carta Capital é de Mino Carta. Não dá para compará-lo a um João Paulo Cunha, a um José Janene, a um Valdemar Costa Neto. Ele está muito mais para alguém do porte de um Professor Luizinho. No fim do ano passado, Mino Carta publicou uma longa entrevista com Lula, e retribuiu os elogios do presidente, exaltando seus maiores atributos, como "Q.I. alto, bravura, carisma, belos propósitos, bom humor e ironia".
Mino Carta costumava se referir a Lula em outros termos. Em 1994, entrevistado pela revista Interview, ele declarou o seguinte: "O principal defeito de Lula é a laborfobia. Lula não é suficientemente aplicado. Ele teve tempo para aprender algumas coisas e não o fez. Por exemplo, a falar melhor, a organizar seu raciocínio de forma sintaticamente mais consistente. Isso teria implicado leituras, estudo. Mas, a julgar pelo Lula que está aí hoje, ele não se aplicou. O melhor mesmo para ele é bater uma caixa no bar da esquina tomando uma pinga com cambuci".
Mino Carta se aproximou de Lula apenas na campanha eleitoral de 2002, por meio do consultor Antoninho Marmo Trevisan. O mesmo Trevisan que intermediou a venda da empresa do filho de Lula à Telemar. O mesmo Trevisan que foi contratado para sanear as contas do PT. O mesmo Trevisan que prestou assessoria à CUT. O mesmo Trevisan que repassou trabalhos aos sócios de Luiz Gushiken. O mesmo Trevisan que selecionou o banco BMG para oferecer o crédito consignado.
Carta Capital tem praticamente a mesma tiragem que a revista do acupunturista de Geraldo Alckmin, mas seu peso político é muito maior, assim como seu faturamento publicitário. Os anúncios das estatais deram o resultado esperado. No último ano, Carta Capital tentou ajudar a aplacar a crise. Uma de suas estratégias, seguida por todos os blogueiros lulistas, foi acompanhar o termo "mensalão" por alguma atenuante como "suposto", "pretenso", "enredo embolorado", "jogo sujo", "denúncia frágil" e "sem provas cabais".
O melhor argumento que os lulistas encontraram para desmentir o mensalão também apareceu em Carta Capital, numa entrevista de Wanderley Guilherme dos Santos. Ele disse: "É uma denúncia genérica. Há pagamentos mensais feitos pelo tesoureiro do partido etc. etc.". Gilberto Gil, algumas semanas depois, sempre em Carta Capital, adotou o mesmo bordão: "Mensalão, caixa dois etc. são da prática do mundo". Os etc. etc. dos lulistas encobrem mais da metade do Código Penal.
Lula venceu. O mensalão dos deputados e da imprensa foi esquecido. O que resta agora aos leitores é bater uma caixa no bar da esquina tomando uma pinga com cambuci”.
Hitler: a incrível força sedutora do sanguinário ditador.
Site gaúcho denuncia nazismo
no meio estudantilcatarinense
Esta matéria está no site Vide Versus, de Porto Alegre, editado pelo jornalista Vitor Vieira. Ao final, o jornalista gaúcho adverte que o sistema educacional catarinense, em algumas regiões, está minado pelo nazismo e concita a Polícia Federal a agir. Vejam:
“Estudantes gaúchos que participaram do VIII Encontro Regional de Estudantes de História (VIII EREH Sul), nos dias 21, 22 e 23 de abril, em Joinville, Santa Catarina, denunciam que, nesse encontro, no qual se reuniam mais de 100 estudantes do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, desde o seu início foi percebida a presença de estudantes neonazistas, um deles com uma suástica tatuada no peito e utilizando cadarços brancos nas botas. Esses estudantes se declararam seguidores do nazismo, o que causou grande desconforto entre os participantes do encontro, em especial por causa das provocações, como as saudações nazistas com o braço levantado (Heil Hitler). Em função da presença desses neonazistas no encontro, os participantes do mesmo redigiram uma proposta de resolução para ser votada na plenária final. Para surpresa geral, uma parte significativa dos participantes defendeu a presença dos estudantes neonazistas. Para o editor de Videversus, jornalista Vitor Vieira, isto não é nenhuma novidade. Em muitas universidades de Santa Catarina esses grupos nazistas estão em plena atividade. Em Joinville, os estudantes da Univille, organizadores do encontro, foram coniventes com a presença desses neonazistas e os defenderam durante a plenária final do encontro. A denúncia é assinada pelos estudantes gaúchos Anelice Bernardes, Daiane Marçal, Paulo Guadagnin e Tiago Maciel. É conveniente que a Polícia Federal passe a proteger estes estudantes e que abra uma investigação em profundidade sobre a atuação de grupos nazistas em universidades catarinenses. Devem ser investigados também grupos nazistas compostos de professores em algumas das instituições educacionais catarinenses de terceiro grau. O Brasil vai ficar estarrecido quando for concluída a investigação. Os estudantes gaúchos que fizeram a denúncia sobre a complacência da Univille com o neonazismo dizem que tornaram tudo público para evitar que ocorra qualquer tentativa de presença dos neonazistas no Encontro Gaúcho de Estudantes de História, que acontecerá no dias 21, 22 e 23 de julho, no campus do vale da Ufrgs, e que terá como tema a abertura dos arquivos da ditadura, “para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça”. Esses estudantes gaúchos são muito valorosos. Eles dão esperança de que as coisas não estão perdidas no Brasil. Mas a Polícia Federal precisa se mexer. O sistema educacional catarinense, em algumas regiões, está minado pelo nazismo”.
A principal notícia dos últimos dias, sem dúvida alguma, é a decisão do presidente da Bolívia, Evo Morales, de nacionalizar as instalações da Petrobras naquele país. Para quem acompanhou as últimas eleições na Bolívia, a decisão do presidente eleito não foi nenhuma surpresa, pois fazia parte de seu programa de governo que incluía a nacionalização de empresas estrangeiras.
Surpresa houve, isso sim, para muitos brasileiros que esperavam uma reação forte do governo brasileiro e do presidente da República. As opiniões, a respeito da crise gerada por Morales, oscilam entre os seguintes extremos: de um lado muitos atacando a covardia do governo brasileiro em não ter enfrentado o governo boliviano e, de outro, alguns defendendo o governo Lula pela forma moderada e estratégica com que administra a crise.
A (não) reação do governo brasileiro à nacionalização da Petrobras comporta outros entendimentos que fogem à compreensão imediata do povo brasileiro em geral. Por exemplo: não foi por acaso a participação direta do presidente venezuelano, Hugo Chávez, na crise iniciada pelo seu colega boliviano Evo Morales. Se a idéia da nacionalização da Petrobras não partiu de Chávez, no mínimo foi dele o principal incentivo para que isso acontecesse. Chávez é o principal protagonista dessa crise e fica claro que existe uma aliança estratégica entre os dois presidentes. Além de ajudar o colega boliviano, Chávez se apresenta perante aos latinos americanos e, naturalmente, aos Estados Unidos, como o principal líder desse lado dos trópicos.
Chávez é ambicioso e trata a política interna da Venezuela como um quartel de interior. Age como ainda fosse um coronel medíocre do exército venezuelano. E tem mais: a apatia de Lula não tem nada de covarde, ao contrário, o governo brasileiro apóia a decisão de Evo Morales. Por trás disso tudo está um projeto de poder por parte dessas lideranças populistas que surgiram recentemente cujo objetivo é o de permanecer no comando de seus respectivos países por muitos anos. A assunção ao poder de Lula, Chávez, Morales e, quem sabe, Umala no Peru representam um novo sistema político para a região. Fazer frente àqueles que chamam de elites atrasadas e fortalecer movimentos sociais como MST no Brasil e cocaleiros na Bolívia será a tônica da política interna dessas lideranças. Existe uma aliança entre esses chefes de Estado.
Está sendo desenhada já há algum tempo um projeto de poder que envolve todos esses países, cuja intenção é permanecer muitos anos mandando. Todos, sem exceção, são pessoas sem a mínima qualificação intelectual, rudes no trato pessoal e sem nenhuma visão do mundo desenvolvido.Nos governos militares do cone sul, no passado, construiu-se a denominada “doutrina de segurança nacional” de viés autoritário e excludente. Agora, o autoritarismo é o mesmo com uma nova roupagem. A doutrina é diferente na forma e não no conteúdo, ou seja, constrói-se um populismo autoritário centrado nos movimentos sociais.
É difícil dizer no que isso vai dar, mas a história tem demonstrado que governos fracos, sustentados por políticas assistencialistas e focados no suporte de movimentos sociais sem organicidade (no sentido gramsciano), podem levar o continente sul americano a uma tragédia sem precedentes.
Não ficarei nem um pouco constrangido se me colocarem ao lado daqueles que defendem a tese da conspiração.
(*) Nilson Borges Filho é cientista político com mestrado em Diplomacia e Relações Internacionais pela UFSC, doutor em direito de Estado pela mesma universidade e pós-doutor pela Universidade de Coimbra e colaborador deste blog.
É A GOTA D'ÁGUA. IMPEACHMENT VOLTA À ORDEM DO DIA.
Silvinho e o Land Rover que o derrubou
Silvinho Land Rover em pânico
desabafa: “eles vão me matar”
“— Vão me matar. Eles vão me matar, você não entende. Não faça isso comigo. Tem muita gente importante envolvida nisso — repetia Silvio, com os olhos arregalados. Diante das argumentações sobre a necessidade de sua versão ser divulgada, já que ainda há fatos do escândalo que continuam obscuros para a opinião pública, Silvio ficou ainda mais nervoso e passou a se bater e a destruir o próprio apartamento. A repórter deixou o apartamento e pediu ajuda a uma vizinha, que chamou o serviço de amulâncias. O porteiro do prédio, no entanto, entrou no apartamento e disse que ele já estava mais calmo, dispensando a ambulância. Queria apenas que a repórter fosse embora do prédio. O porteiro recolheu no apartamento a bolsa da repórter que havia ficado sobre a mesa de Silvio, que ele jogou contra uma parede”.
O trecho acima é parte da entrevista que o ex-Secretário do PT, Silvio José Pereira, o Silvinho Land Rover, assim apelidado depois que recebeu uma camionete Land Rover com presente de uma empresa que tinha contratos com a Petrobrás. Essa entrevista ao jornal O Globo, e que está sendo agora neste momento publicada em pedaços no Blog do Moreno, tem uma chamada no site do Globo Online. Silvinho faz muitas revelações mas, curiosamente, isenta Lula e José Dirceu que, segundo ele, desconheciam as proporções do valerioduto. Ainda segundo Silvinho, o objetivo de Marcos Valério era arrecadar R$ 1 bilhão.
Entretanto, num determinando momento da entrevista, Silvinho endoidou e, tomado por um súbito pânico, passou a exclamar: “eles vão me matar, eles vão me matar...”, de acordo com a narrativa da repórter Soraya Aggege, da sucursal de O Globo em São Paulo.
Clique AQUI para começar a ler toda esta entrevista que deverá dar o que falar e que leva mais água ao moinho da crise que castiga Lula e o PT. O impeachment volta à ordem do dia. Até quinta-feira a CPI dos Bingos ouvirá o depoimento de Silvio Pereira, repondo o mensalão de novo na agenda. Clique aqui para ler também esta matéria sobre as repercussões da entrevista no âmbito do Congresso Nacional.
NO MEIO DOS COMENTÁRIOS A ESTE POST VEJAM COM REAGEM OS PETISTAS. ESCONDEM-SE
NO ANONIMATO E USAM TERMOS BAIXOS E VULGARES. NÃO É POSSÍVEL QUE A NAÇÃO BRASILEIRA PERMITA SER GOVERNANDA POR ESSE TIPO DE GENTE. A DEMOCRACIA BRASILEIRA, DURAMENTE CONQUISTADA, PODERÁ ESTAR COM SEUS DIAS CONTADOS COM A
O comentarista político Franklin Martins, 57, vai deixar a Rede Globo. Seu contrato não será renovado. Segundo ele, a direção da emissora não relacionousua saída a um suposto caso de uso de influência do jornalista no governo Lula. No mês passado, um artigo da revista "Veja" citou que Martins teria usado seu prestígio para garantir a nomeação de parentes (irmão e mulher) em cargos públicos. Em seu site, o jornalista negou ter interferido nas indicações e chamou Diogo Mainardi, autor do texto, de "difamador”.
Para ler a matéria da Folha Online na íntegra cliqueaqui. Neste blog vc poderá ler o artigo de Mainardi acusando Franklin Martins e a sua réplica em que acusa Mainardi de difamador e, finalmente, a tréplica de Mainardi. Para tanto, basta clicar no histórico na coluna ao lado, relativo ao período de 1° a 15 de abril, para encontrar o artigo de Mainardi que iniciou a polêmica e, para ler a réplica de Franklin, clique no período de 16 a 30 de abril.
A revista americana especializada em economia Forbes classificou o presidente cubano Fidel Castro o sétimo governante mais rico do mundo, com uma fortuna calculada em US$ 900 milhões, segundo informam fontes da publicação. A lista, integrada pelos dez presidentes ou soberanos mais ricos do planeta, é encabeçada pelo rei da Arábia Saudita, Abdullah Bin Abdelaziz, que possui uma fortuna estimada em US$ 21 bilhões, de acordo com a Forbes.
Em seguida, aparecem na lista o sultão do Brunei, Hassanal Bolkiah, com US$ 20 bilhões; o presidente dos Emirados Árabes Unidos, o xeque Khalifa bin Zayed Al-Nahyan, com US$ 19 bilhões, e o emir de Dubai, Mohamad bin Rachid al-Maktoum, com US$ 14 bilhões. O único representante da África é o presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, que ocupa o oitavo posto com US$ 600 milhões.
Fidel Castro é o único latino-americano ranqueado. Segundo os pesquisadores da revista, a fortuna do presidente Castro cresceu enormemente nos últimos anos, já que em 2003 eram atribuídas a ele apenas riquezas da ordem de US$ 110 milhões. Dois anos depois, esse valor subiu para US$ 550 milhões, cinco vezes mais.
Clique aqui para ler a matéria completa e o ranking da Forbes.
Os presidentes de Brasil, Bolívia, Argentina e Venezuela tentaram mostrar ontem que não estão em pé de guerra por conta da crise gerada pela nacionalização do gás boliviano. Em meio ao imbróglio diplomático, todos voltaram a dizer que respeitam a decisão soberana da Bolívia e que conseguiram o compromisso boliviano de que não haverá interrupção no fornecimento de gás. Mas eles não tocaram em dois dos pontos mais sensíveis para os envolvidos no conflito: qual será o preço do combustível e o que acontecerá com os bens e investimentos da Petrobras no país vizinho. "O importante é que nessa reunião garantimos que haverá o suprimento dos países que necessitam de gás e que os preços serão discutidos da forma mais democrática possível entre as partes envolvidas. É assim que se fazem negociações e assim que se respeitam os direitos entre duas nações", disse Lula.
Clique aqui para ler (apenas para assinantes da Folha de SP).
MEU COMENTÁRIO: A reunião dos quatro presidentes não passou de um alegre convescote para, no final, apresentar declarações lacônicas e a idéia do tal mega-gasoduto proposto por Chávez. Enquanto isso, o governo de Morales já tratou de aumentar salários, quem sabe por conta da tungada na Petrobras. O ministro de Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim achou uma saída para justificar a desastrosa diplomacia brasileira petista: responsabilizar o governo passado pelos problemas do Gasbol.
Cliqueaquipara ler as declarações de Celso Amorim (apenas para assinantes da Folha).
(A foto acima está no Blog do Noblat, cuja leitura recomendo. Link na coluna ao lado).
Ao decretar o confisco de empresas privadas e nacionalizar os hidrocarbonetos, além de insinuar que essa política qualificada de nacionalista será estendida a outros setores, a Bolívia nos obriga a uma sensata reflexão sobre a melhor forma de se organizar o Estado e a sociedade. Preliminarmente devo informar aos leitores deste blog que a linha editorial que adoto leva em consideração o bem mais caro ao ser humano, que é a liberdade. Entendo que a democracia, com todos os seus problemas, continua sendo o único regime político garantidor das liberdades civis. Partindo deste pressuposto, o que eu penso neste momento sobre os últimos acontecimentos, alinho no que segue:
Enquanto permanecer no imaginário político latino-americano das ditas “esquerdas” o utopismo da socialização dos meios de produção e a atribuição da culpa dos problemas do continente aos EUA e Europa, continuaremos a amargar o atraso econômico, científico e tecnológico que nos separa do mundo desenvolvido.Está sobejamente provado que as nações que optaram pela estatização andaram para trás. E, por isso mesmo, enquanto esteve de pé o muro que dividia as duas Alemanhas, nunca se viu um alemão ocidental escalar o muro para alcançar o outro lado, enquanto o governo socialista mantinha uma repressão violenta a todos os cidadãos orientais que ousassem tentar escapar de lá. Vários acabaram impiedosamente metralhados na tentativa de abandonar seu país.
O mais interessante de tudo isso é que o sistema financeiro especulativo que esmaga as economias sul-americanas permaneça icólume, como no Brasil, por exemplo. Aqui os banqueiros nadam em dinheiro extorquido da população. Tomam a menos de 1% e emprestam a 10%, auferindo lucros extraordinários. Alia-se a isto o arrocho salarial e a transferência da minguada renda da classe média para os miseráveis, como se isso pudesse significar um processo de inclusão social. Assiste-se, no caso brasileiro, aquilo que conceituo como "mobilidade social negativa". Proletariza-se a classe média equalizando-se a miséria. Das ditas “esquerdas” nem um piu sobre a agiotagem institucionalizada e incentivada pelo governo Lulo-petista.
Não conheço nenhum exemplo concreto de país desenvolvido que não tenha uma classe média forte. Ainda mais porque a classe média é o lócus de onde emerge a inteligentsia. É de seus quadros que surgem os professores, os pesquisadores, os cientistas, ou seja, essa parcela da população responsável pelo avanço do conhecimento e do saber.
Ao sinalizar com a intenção estatizante destinada a alcançar outros setores, a Bolívia de Morales dá uma guinada ao atraso, já que coloca em risco a segurança jurídica não só do seu país, mas de toda a região. Isto é de uma irresponsabilidade atroz e afugentará investimentos produtivos. Mais cedo ou mais tarde estaremos sentindo os efeitos dessa política extemporânea. Se a Petrobras já tivesse sido privatizada, o que acabaria com esse fantástico cabide de emprego, onde amanuenses decretam como querem o aumento dos combustíveis, o Brasil não estaria correndo o risco de arcar com esse prejuízo decorrente da tresloucada ação do ex-cocaleiro. O último aumento do produto ao consumidor brasileiro não teve explicações plausíveis. Mas os pretéritos obedeceram sempre a alta do dólar. Posteriormente o dólar despencou mas ao contrário dos preços baixarem, o que seria normal e correto, subiram de forma violenta. Hoje pagamos mais pelo litro da gasolina do que o consumidor norte-americano.
Seria um cretino se fosse contra ações que regulassem a atividade de empresas estrangeiras ou de uma legislação racional sobre remessa de lucros. Entretanto, não dá para aceitar a encampação pura e simples de empresas voltadas à produção, geração de emprego e renda e contribuição em impostos para o erário. Não é à toa que a população de Santa Cruz de La Sierra revolta-se com a proibição da atividade da siderúrgica brasileira que investe naquele país.
A reação dos sindicaleiros da Petrobras – e isto está na mídia – é favorável a estatização boliviana. Claro, os amanuenses daqui vêem a decisão boliviana adicionar água ao moinho estatizante do PT e assemelhados. Não passa de uma atitude embasada no puro corporativismo, revelando uma visão canhestra e desinformada da realidade do mundo contemporâneo.
O governo Lulo-petista continua acendendo uma vela para deus e outra para satanás, já que cuida apenas de estabelecer conveniências políticas para manter-se no poder. Nesses quase quatro anos foi incapaz de formular um projeto para o Brasil. A Nação não vislumbra nada além do horizonte. Não há planejamento de médio e longo prazo. Não existe um plano de metas. Nada que seja capaz de animar, organizar o povo e galvanizar as energias de todos para tirar o País da letargia econômica.
Façamos, pois, bom uso deste restinho de democracia que ainda há por aqui sonegando patrioticamente o voto àqueles que viraram as costas para o Brasil e que constituem uma ameaça à manutenção das liberdades democráticas.
A propósito da nota distribuída pelo Governo brasileiro a respeito do controvertido decreto do governo boliviano que estatiza toda a produção e comercialização dos hidrocarbonetos, vale a pena ler este post do Blog do Noblat (link na coluna ao lado. E, lá nesse blog, há a íntegra da nota do governo):
“A nota emitida pelo governo brasileiro denuncia sua dificuldade para lidar com o problema criado para a Petrobrás pela decisão do presidente Evo Morales de nacionalizar a indústria de petróleo e de gás do seu país.
A Bolívia é o país mais pobre do continente. O governo Lula perdoou parte de sua dívida com o Brasil. Como ser duro com o governo boliviano de um companheiro - e ainda por cima índio - sem perder a ternura jamais?
E sem que perca Lula as condições de continuar se oferecendo por aí como referência para a esquerda moderna de outros países? A nota considera legítimo o que Morales fez. E até justifica o seu ato ao mencionar que a Constituição brasileira assegura ao Estado pleno controle sobre as riquezas nacionais.
Mas não é isso o que está em discussão.
O governo boliviano rasgou contratos firmados com base em legislação local e internacional. Na prática, expropriou refinarias operadas pela Petrobrás. O caminho para o governo brasileiro tentar contornar o problema é o da negociação - e não existe outro. Mas dele é razoável que se esperasse pronunciamento mais afirmativo em defesa dos nossos interesses.
Não foi isso o que ocorreu.
O governo foi surpreendido pelo gesto de Morales por mais que ele tivesse dado convincentes sinais de que o adotaria.
O governo continua surpreso e sem saber direito o que fazer”.
“O neopopulismo avança na América Latina. Mas não se trata de um movimento objetivo das forças sociais marginalizadas em ascensão. E não há nenhuma inexorabilidade no que acontece hoje. Qualquer processo político pode ser revertido pela política. Não devemos colocar uma explicação sociológica no lugar de uma explicação política para um fenômeno que é político. Quem procedia assim era o sistema explicativo marxista. A cada movimento na superestrutura lá iam eles – os marxistas e seus herdeiros, que continuam até hoje infestando a sociologia – buscar uma justificativa na estrutura de classes, na incongruência entre as relações de produção e as forças produtivas”.
Clique aqui para ler na íntegra este editorial do site www.democracia.org.
Soldados bolivianos ocupam a Petrobras em Cochabamba
Morales faz como Mussolini
e busca um bode expiatório
Obedecendo a surrada fórmula de culpar os outros pelos seus próprios problemas, o ex-cocaleiro e presidente da Bolívia Evo Morales, decidiu estatizar totalmente os negócios petrolíferos do país. Trata-se da mesma tática de subverter o conceito marxista de “luta de classes” transformando-o em “luta contra as nações exploradoras”, usada e abusada por Mussolini. O final da história foi trágico: o Duce foi enforcado pela malta ensandecida, pondo fim ao fascismo.
Atualmente o Brasil é dependente do gás boliviano, de onde importa, pela Petrobras, cerca de 25 milhões de metros cúbicos diários do produto. Pelo decreto estatizante de Morales, a Bolívia passa a ter 51% das ações das empresas estrangeiras, dentre elas, a Petrobras, que tem vultosos investimentos na Bolívia. Opera há dez anos naquele país. Outra determinação do decreto aumenta a tributação das petroleiras de 50% para 82%, restando apenas 18% para pagamentos de salários, imposto de renda e infra-estrutura, entre outros. Pelo que consta, a Petrobrás e as demais empresas já estão fazendo as malas.
O que está acontecendo na Bolívia, Venezuela e adjacências, representa uma séria advertência aos brasileiros. Na medida em que Lula, cada vez mais isolado na sua liderança, poderá no futuro acenar com medidas do gênero para galvanizar o apoio das massas na sua luta para permanecer no poder. Tudo está a indicar o perigo que representa para as instituições democráticas e o desenvolvimento do Brasil a manutenção de Lula no poder. Este é um aspecto que não pode ser negligenciado.
Entretanto, quando estão em jogo os mais variados interesses, não se pode esperar que os políticos da oposição, em sua maioria, sejam capazes de um gesto de grandeza. Pelo menos uma vez na vida.
Para ler as matérias do decreto boliviano, cliqueaqui e aqui. Vale a pena dar uma olhada também no Blog do Noblat, link na coluna ao lado.