O que pensa Aluízio


DEMOCRACIA EM PERIGO!

Abusos e ameaças contra

jornalistas da revista Veja

Aqui, na íntegra, o que está no site de Veja:

A pretexto de obter informações para uma investigação interna da corregedoria sobre delitos funcionais de seus agentes e delegados, a Polícia Federal intimou cinco jornalistas de VEJA a prestar depoimentos. Eles foram os profissionais responsáveis pela apuração de reportagens que relataram o envolvimento de policiais em atos descritos pela revista como "uma operação abafa" destinada a afastar Freud Godoy, assessor da presidência da Republica, da tentativa de compra do dossiê falso que seria usado para incriminar políticos adversários do governo. Três dos cinco jornalistas intimados – Júlia Duailibi, Camila Pereira e Marcelo Carneiro – foram ouvidos na tarde de terça-feira pelo delegado Moysés Eduardo Ferreira.

Para surpresa dos repórteres sua inquirição se deu não na qualidade de testemunhas, mas de suspeitos. As perguntas giraram em torno da própria revista que, por sua vez, pareceu aos repórteres ser ela, sim, o objeto da investigação policial. Não houve violência física. O relato dos repórteres e da advogada que os acompanhou deixa claro, no entanto, que foram cometidos abusos, constrangimentos e ameaças em um claro e inaceitável ataque à liberdade de expressão garantida na Constituição.

  1. Ao tomar o depoimento da repórter Julia Duailibi, o delegado Moysés Eduardo Ferreira indagou os motivos pelos quais ela escrevera "essa falácia". A repórter da VEJA, então, perguntou ao delegado Moysés qual era o sentido de seu depoimento, uma vez que ele já chegara à conclusão antecipada de que as informações publicadas pela revista eram "falácias". Ao ditar esse trecho do depoimento para o escrivão, o delegado atribuiu a palavra à repórter, no que foi logo advertido pela representante do Ministério Público Federal, a procuradora Elizabeth Kobayashi. A procuradora pediu ao delegado que retirasse tal palavra do depoimento porque tratava-se de um juízo de valor dele próprio e que a repórter nunca admitira que escrevera falácias.
  2. Embora a jornalista de VEJA estivesse depondo na condição de testemunha num inquérito sem nenhuma relação com a divulgação das fotos do dinheiro do dossiê, o delegado Moysés Eduardo Ferreira a questionou sobre reportagem anterior, assinada por ela, que tratava do tema. O delegado exigiu, então, da repórter que revelasse quem lhe dera um CD com as fotos. A repórter se recusou a revelar sua fonte.
  3. Durante todo o depoimento da repórter Julia Duailibi, o delegado Moysés Eduardo Ferreira a questionou sobre o que ele dizia ser uma operação de VEJA para "fabricar" notícias contra a Polícia Federal. Disse que matéria fora preconcebida pelos editores da revista e quis saber quem fora o editor responsável pela expressão "Operação Abafa".
  4. O delegado disse que as acusações contra o diretor-executivo da Superintendência da PF, Severino Alexandre, eram muito graves. E perguntou "Foi você quem as fez? Como vieram parar aqui?". Referindo-se à duração do depoimento, o delegado Moysés Eduardo Ferreira disse: "Se você ficou duas horas, seu chefe vai ficar quatro"
  5. Indagada sobre sua participação na matéria, a repórter Camila Pereira disse ter-se limitado a redigir uma arte explicativa, a partir de entrevistas com advogados, sobre como a revelação da origem do dinheiro poderia ameaçar a candidatura e/ou um eventual segundo mandato do presidente Lula. O delegado perguntou quais advogados foram ouvidos. A repórter respondeu que seus nomes haviam sido publicados no próprio quadro. O delegado, então, perguntou se VEJA pagara pela colaboração dos advogados. Diante da resposta negativa, o delegado ditou para o escrevente que a repórter respondera que "normalmente a revista não paga por esse tipo de colaboração". A repórter, então, o corrigiu, dizendo que a revista nunca paga para suas fontes
  6. Embora os repórteres de VEJA tenham sido convocados como testemunhas, o delegado Moysés Eduardo Ferreira impediu que eles se consultassem com a advogada que os acompanhava, Ana Dutra. Todo e qualquer aparte de Ana Dutra era considerado pelo delegado Ferreira como uma intervenção indevida. Em determinado momento, Ferreira ameaçou transformar a advogada em depoente. Ele também negou aos jornalistas de VEJA o direito a cópias de suas próprias declarações, alegando que tais depoimentos eram sigilosos. A repórter Júlia Duailibi foi impedida de conversar com o repórter Marcelo Carneiro.

A estranheza dos fatos é potencializada pela crescente hostilidade ideológica aos meios de comunicação independentes, pelas agressões de militantes pagos pelo governo contra jornalistas em exercício de suas funções e, em especial, pela leniência com que esses fatos foram tratados pelas autoridades. Quando a imprensa torna-se alvo de uma força política no exercício do poder deve-se acender o sinal de alerta de modo que a faísca seja apagada antes que se torne um incêndio. Nunca é demais lembrar: "Pior do que estar submetido à ditadura de uma minoria é estar submetido a uma ditadura da maioria."



Escrito por Aluizio Amorim às 18h45
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REDIVIVO



Escrito por Aluizio Amorim às 17h40
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DEFLAGRO AQUI A CAMPANHA PELO ESTADO DE DIREITO DEMOCRÁTICO!

Atenção Brasil: democracia

já começa a correr perigo!

Leiam aqui a íntegra desta denúncia que está no blog do Reinaldo Azevedo. O ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso e o Presidente do PSDB tiveram que intervir, ligando para o Ministro da Justiça, para libertar os jornalistas. Que vergonha! Esta é a democracia do PT. Quantas vezes já alertamos aqui neste blog sobre o perigo que corre o regime democrático com o PT no poder.

 

Minha apreensão se confirma, sem falar no fato de que há pouco tive que deletar comentários raivosos de um internauta que naturalmente usa peseudônimo e que chega a insinuar uma ameaça à minha integridade física. Se as ameaças continuarem, terei que recorrer à Justiça com a finalidade de localizar esse criminoso e processá-lo de acordo com o que preconiza o Código Penal. Como advogado que também sou recorrerei à Secional Catarinense da Ordem dos Advogados do Brasil e como jornalista à Federação Nacional dos Jornalistas.

 

Segue a  íntegra da denúncia de Reinaldo Azevedo:

 

“A imprensa está sob ataque. Alertei na edição de ontem e em outro texto hoje de manhã. A Veja, conforme anteciparam ontem os bate-paus do petismo, é o principal alvo.

Daqui a pouco, a Veja On Line publica o relato da intimidação de que foram vítimas os jornalistas Marcelo Carneiro, Júlia Dualibi e Camila Pereira na Polícia Federal. Eles foram chamados para prestar esclarecimentos sobre o vazamento das fotos do dinheiro, feito pelo delegado Edmilson Bruno, e sobre a reunião de Freud Godoy com Gedimar Passos na Polícia Federal. Uma reunião ilegal. Embora estivessem acompanhados de advogados, este foi impedido de se manifestar. E o "esclarecimento", conduzido por um delegado chamado “Moisés”, evoluiu para a intimidação. Ele queria saber por que as reportagens haviam sido publicadas e quanto Veja havia ganhado por elas. Diante da reclamação dos jornalistas de que já estavam ali havia duas horas, Moisés afirmou que o chefe dos três “ficaria quatro”.

Ao saber do que estava em curso, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o presidente do PSDB, Tasso Jereissati, ligaram para o ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça) e ameaçaram ir pessoalmente à Polícia Federal para acompanhar o depoimento dos jornalistas. Só aí, então, o ministro que não sabia de nada, é claro, tomou providências, e os jornalistas foram “libertados”.

Eis aí a verdadeira “concertação” do governo Lula. Trata-se de uma concertação contra a imprensa livre. Quem são os responsáveis morais por isso? O primeiro deles, pela proximidade temporal com o fato, é Marco Aurélio Garcia, presidente do PT. Vejam na nota que postei nesta madrugada, abaixo, o que ele espera da imprensa.

Hoje é terça-feira. Lula se reelegeu no domingo. Reparem na escalada contra a imprensa havida em dois miseráveis dias. Escrevi no meu artigo de Veja nesta semana, que está nas bancas desde sábado passado, antes da reeleição de Lula:

“Faz 26 anos que os democratas se ocupam de atrair o PT para a civilização. Os tupinambás e caetés, no entanto, resistem e tentam impor o canibalismo como algo doce e decoroso. Antes, tingiam a cara para a guerra e nos propunham o dilema: “Socialismo ou barbárie”. Com o tempo, eles mesmos fizeram a opção sem nem nos dar a chance de escolher: barbárie! Institucional, quando menos. Mas continuamos aqui, firmes no nosso papel de jesuítas, crentes na nossa missão civilizadora, esforçando-nos para catequizá-los, fingindo que são tupis amistosos — tentando, enfim, emprestar-lhes alguma metafísica. (...)
(...)
Ou o petismo passa a ser visto no curso de uma revolução cultural ou jamais será entendido — e vencido. E o canibalismo será regra. Numa campanha eleitoral sem propostas, sem valores, sem alternativas, sem diferenças de conteúdo, aborrecida a mais não poder, resta, sem dúvida, uma intenção, anunciada por Lula, que faz toda a diferença. No debate da TV Record, deixou entrever a disposição de estudar o que eles chamam “controle social dos meios de comunicação”. Trata-se de um eufemismo e de uma perífrase para “censura”. O PT vê em cada veículo — ou, vá lá, em boa parte deles — um bispo Sardinha dando sopa. Sabe que a imprensa livre é o Evangelho da democracia; que ela guarda seus segredos e seus fundamentos.”



Escrito por Aluizio Amorim às 17h05
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CAMPANHA SEPARATISTA

O Brasil está dividido sim.

O Sul pode ser novo país.

Na comemoração petista, Lula vestia uma camisa com slogan creditando a vitória ao Brasil. Trata-se de mais uma dessas estratégias de marketing do PT. Aliás, o partido lulístico-mensaleiro é movido a marketing. Com tal mensagem o PT tenta minimizar o fato de que o Brasil está dividido. E está mesmo. Nós aqui no Sul desejamos ardentemente criar um novo País.

 

A turma do PT tem todo o direito de criar, fora da Região Sul, o país de seus sonhos totalmente cubanizado. Basta-nos apenas São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O resto do lixão pode ficar com o PT. Não somos obrigados a continuar financiando, via impostos federais, a escumalha da política brasileira e nos submeter à bestial ação deletéria dos inimigos da democracia. Os civilizados lá de cima poderão vir para cá, unir-se à sensatez.

 

O Brasil está dividido sim. E isto já aconteceu em outras partes do mundo. Por que não pode ocorrer aqui?



Escrito por Aluizio Amorim às 12h20
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AÇÃO OPOSICIONISTA

Ex-blog anuncia formação

de um “shadow cabinet”

O ex-blog do prefeito César Maia, um boletim eletrônico de análise política, será transformado agora em SHADOW CABINET uma prática britânica que teve seu auge nos anos 50, onde o partido de oposição constituía um ministério na sombra, onde cabia a cada ministro designado acompanhar com rigor o trabalho do ministro oficial. É o que informa a edição de hoje. Segundo César Maia, estão sendo constituídos os seguintes ministérios na sombra:


1. Finanças,( fazenda,banco central e banco do brasil);
2. Relações Exteriores;
3. Segurança Pública,( justiça e polícia federal);
4. Infra-estrutura, ( transportes,telecomunicações, minas e energia);
5. Economia,( desenvolvimento econômico,agricultura e bndes);
6. Educação;
7. Saúde;
8. Social, ( ação social, trabalho, cidades e caixa econômica);
9. Previdência Social;
10. Meio Ambiente;
11. Gabinete Civil,( relações políticas e assuntos gerais da rotina do presidente).

 
Para fazer os convites aos ministros, esse ex-blog vai precisar de 15 a 20 dias. Serão os quadros mais destacados do ponto de vista técnico, em cada tema. Alguns convites já foram feitos e aceitos, embora a maioria deles prefira ficar na sombra. Se for assim esse ex-blog garantirá o off - como o blog-crise e o ex-blog-eleições - já o fazem. Da mesma forma o Shadow Cabinet trabalhará com teoria aplicada e crítica à ação, simultaneamente.

Como já vem ocorrendo na crise e nas eleições, os ministros na sombra contarão com uma enorme assessoria que serão todos aqueles inscritos, que passarem a esse ex-blog, diretamente a seu diretor de redação ou a equipe, informações, análises e sugestões. Os ministros na sombra receberão imediatamente o que for repassado.

Antes de terminar o mês de novembro o SHADOW CABINET desse ex-blog estará em campo, marcando corpo a corpo, cada um dos ministérios e o presidente.

Não haverá a necessidade de renovar a inscrição. Todos estão automaticamente inscritos. Mas, claro, a qualquer momento poderão pedir sua exclusão. Aguardem! São só uns 15 a 20 dias para que "eles" possam respirar e descansar da campanha. E depois... que cumpram com as suas promessas e as expectativas que criaram.



Escrito por Aluizio Amorim às 11h54
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FENAJ E SINDICATOS SE CALAM

Militantes petistas ou a tropa

de assalto do novo fascismo?

Os militantes petistas que se reuniram ontem para receber Lula da Silva no Palácio da Alvorada e na base aérea de Brasília substituíram históricos gritos de apoio ao petista por palavras de ordem contra a imprensa. Os principais alvos foram a Rede Globo e a revista "Veja", mas houve também gritos contra os jornais, entre eles a Folha.
Mesmo enquanto Lula abraçava e beijava os petistas, os gritos contra a mídia prosseguiram. Alguns pediam ao presidente reeleito que expulsasse os jornalistas e fizesse a comemoração somente com os militantes.
O tom da hostilidade começou na base aérea, quando alguns petistas puxaram "Ou, ou, ou, a Veja se ferrou" e "O povo não é bobo, abaixo à Rede Globo". Mais tarde, no Alvorada, alguns militantes, muitos deles funcionários comissionados do governo federal, passaram a interrogar um a um os jornalistas: "Tem alguém da Veja por aí?", perguntavam.
Enquanto os repórteres aguardavam Lula, os militantes provocavam "A ditadura era melhor do que a imprensa, eles matavam com baionetas, vocês matam com a língua", disse um militante.
"Vamos fechar todos os jornais", gritou outro. Uma mulher de aparentes 50 anos, repetia: "Se perguntar de dossiê, leva um dossiê bem na cara".
No Alvorada, o clima ficou mais tenso com a chegada de Lula. Uma militante bateu três vezes com uma bandeira, de cabo de plástico, na cabeça de um repórter. Outro foi cercado, com gritos. Funcionários da Globo se trancaram no caminhão da empresa, temendo represálias, além das verbais. (Da Folha de São Paulo de hoje).



Escrito por Aluizio Amorim às 11h08
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UMA CRÔNICA ECOCHATA

O aterrador calhamaço

de Sir Nicholas Stern

Sir Nicholas Stern, considerado um importante economista do governo britânico, disse nesta segunda-feira, que agir agora para reduzir as emissões de carbono custará 1% do PIB global a cada ano. "Isso é administrável", disse ele. "Podemos crescer e ser verdes". Bonito, não? Já o Primeiro Ministro Tony Blair e o chefe do Tesouro britânico, Gordon Brown - que encomendou o relatório - destacaram que a batalha contra o aquecimento global só será vencida com a colaboração de gigantes como os EUA e a China.

 

O súdito de Sua Majestade produziu um calhamaço de 700 páginas de catastrofismo e encontrou os dois principais vilões: os Estados Unidos e a China, segundo ele, responsáveis pela produção do lixo que é despachado para espaço. Se os prognósticos do eco-economista da Corte inglesa estiverem certos e, se nada for feito, como creio que não será, estaremos literalmente fritos.

 

Claro que morando aqui no fim do mundo não tive acesso è entrevista. Se lá estivesse, cobrindo-a, pediria permissão a Blair para lembrar que nós, aqui no Brasil, temos a Amazônia, o pulmão do mundo. Tranqüilizaria o mandatário britânico, avisando-o que o lulo-petismo havia triunfado e, com ele o “politicamente correto”. Nossa ministra Marina Silva seria a garantia da perenidade do colosso verde.

Tony Blair foi tenebroso ao anunciar a iniminente catástrofe: se não for controlado, o aquecimento global devastará a economia mundial numa escala comparável à das duas Guerras Mundiais e da Grande Depressão, de acordo com o que informa o relatório. Ao apresentar o trabalho, o premier do Reino Unido, afirmou que o custo final de uma mudança climática descontrolada ficará entre 5% e 20% do PIB mundial, a cada ano.

Divertido mesmo é de vê-los citar as estatísticas. É tanto por cento, daqui e dali, ditos de forma professoral para uma platéia compungida, com os jornalistas anotando e formulando as perguntas protocolares de sempre, até porque ninguém mesmo vai ler o calhamaço de 700 páginas. Nem os ecochatos mais fanáticos. Louvar-se-ão num prosaico press-release, apelidado de “resumo executivo”.

Hoje à tarde, enquanto trafegava pelo centro da cidade, já tinha ouvido essa notícia alardeada pela CBN, com um desses acadêmicos luminares que a Globo sempre contrata para dar aquele toque brasileiro (argh!) a uma notícia internacional. Digo que é empulhação porque o comentarista-acadêmico falou muito sobre tudo, turbinou o catastrofismo mas não se referiu ao principal: o controle da natalidade. Nem sei se tal providência é recomenda pelo calhamaço inglês.

Sei que é difícil, que a natureza sempre dá um jeito de fazer nascer de qualquer maneira um monte de imbecis ao redor do planeta. Mas creio que é possível deter o crescimento da natalidade de forma drástica, por exemplo, premiando os homens e mulheres que se submeterem à esterilização e punindo os fornicadores irresponsáveis. Uma espécie de “bolsa anti-família” contra a proliferação desordenada do ser humano, a única espécie geradora de todos os problemas e que cresce mesmo em condições adversas, como em palafitas e favelas brasileiras. Parecem adquirir anticorpos de urubu.

Portanto, quanto menor a população, quanto mais controlada for a natalidade, tanto menor será o ronco da fúria produtora de mercadorias. Menor demanda, menor produção, menor emissão de gases.

Continua no post seguinte...



Escrito por Aluizio Amorim às 02h52
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Continuação do post anterior...

No mais, não acredito muito nesses relatórios catastrofistas. Sempre vejo a Terra como uma minúscula bolota girando ao léu no espaço sideral. Daqui a pouco poderá chocar-se com um asteróide gigante e virará pó cósmico ou simplesmente explodir de uma hora para outra. Tudo pode ou não acontecer, independente dos bons ou maus propósitos humanos. A imprevisibilidade preside o incomensurável devir.

Enquanto essa fatalidade do destino não ocorre, restará a esperteza dos ecochatos que continuarão a ganhar dinheiro em cima do imponderável. Alegam preocupação com o futuro do Planeta. Preocupação com quê cara pálida? Se estivessem mesmo preocupados não cometeriam essa torrente de insanidades. E ainda se arrogam o direito de impor-se como uma espécime superior na natureza. E dê-lhe antropocentrismo e humanismo. Duas idiotices que não têm o menor sentido, como não há nenhuma teleologia por trás dos insondáveis desígnios da natureza. Ou alguém é capaz de me provar a superioridade da raça humana ou a ela conferir outro destino que não seja o de virar uma carcaça imunda e ser depois absorvida pela terra?

Tem mais é que deixar o Planeta arder. Afinal, se fosse esturricado pela inclemência do astro-rei, me digam, por favor, se tal ansiedade por infausto e imprevisível acontecimento tem alguma razão de ser. Em quê se apóiam as teses antropocêntricas e humanistas que conferem essa importância e desígnio para o ser humano? Não suporto a hipocrisia desses discursos de certos tipos, principalmente dos ecochatos, consultores, ambientalistas e congêneres, proclamando que estão preocupados com a sorte do Planeta para os próximos séculos e que desejam garantir um futuro límpido e verde para seus descendentes. A eles recomendo a leitura da extraordinária e realista novela de Leon Tolstoi: A Morte de Ivan Ilitch. Ali terão um perfil irretocável da hipocrisia humana.



Escrito por Aluizio Amorim às 02h50
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ARTIGO

É a bolsa-família, estúpido!

 

Nilson Borges Filho (*)

 

Aconteceu o que se esperava e os números das pesquisas de intenções de votos para a presidência confirmaram nas urnas a eleição de Lula neste segundo turno. Independentemente do fato de que por maior que sejam os escândalos praticados por gente do PT, que se confunde com governo, nada de explosivo foi capaz de colar em Lula e afastá-lo da presidência. Lula vendeu a alma ao diabo, e ele virá cobrá-la no curso de seu segundo mandato.  

 

Mesmo com as imagens do dinheiro publicadas por toda a imprensa, a oposição não conseguiu reverter a vantagem de Lula. Um quadro político-eleitoral como esse que se observa, mesmo com toda a mídia a veicular o imbróglio em que se meteram o baixo clero petista e alguns quadros oriundos do sindicalismo do calcanhar sujo, aparelhados nas estruturas do poder, sinaliza de que teremos surpresas desagradáveis no próximo mandato presidencial.  A inflação em baixa e o dólar barato para a classe média e bolsa-família para os grotões superaram qualquer prurido ético. Parte da elite tapou o nariz e sufragou Lula.

 

Com relação ao resultado das urnas, nós todos temos uma parcela de culpa no que sobrou do atual quadro político-eleitoral brasileiro, a começar pela oposição que não soube tirar partido do mar de lama que perpassa pelos mecanismos da estrutura estatal do governo lulo-petista. Acuada, principalmente pelo seu passado não muito recomendável com o trato da coisa pública, a oposição acreditou que o presidente iria sangrar até a morte. Não foi o que aconteceu. Ou foi erro de avaliação ou medo mesmo, na hipótese de acontecer aquilo que em teoria política chama-se de efeito perverso. O oportunismo de Lúcio Alcântara no Ceará, apoiando Lula, e a dubiedade mineira de Aécio Neves, que só pensa no espólio dessas eleições e no calendário de 2010, são casos emblemáticos.

 

Os intelectuais e o povo com alguma informação abdicaram da crítica justa ao governo com receio de serem rotulados de preconceituosos, por ser Lula operário, nordestino e sem escolaridade. O PT e o governo, da forma mais hipócrita possível, potencializaram esse argumento para desqualificar qualquer crítica que pudesse colocar em situação vexatória um governo viciado, liderado por um presidente desprovido de qualquer verniz ético e que não tem um mínimo de constrangimento em entregar os amigos.

 

Aquela antiga ladainha, cínica e falaciosa, de que as elites brasileiras não haviam digerido um presidente saído da classe trabalhadora foi propagada aos quatro cantos pelos ideólogos do partido. Bobagem. Discurso que uma pessoa com um mínimo de massa crítica jamais recepcionaria, por mais honestos que fossem os argumentos. E não são.

___________________________________

(*) Nilson Borges Filho é cientista político e colaborador deste blog.



Escrito por Aluizio Amorim às 23h29
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ALERTA!

Anistia lança campanha

em defesa de blogueiros

A Anistia Internacional está lançando uma campanha em defesa de blogueiros presos e perseguidos em países como o Irã, a Tunísia, o Vietnã e a China. A organização faz um apelo a webmasters ao redor do planeta para que denunciem provedores de serviços na internet, como o Yahoo! e a Microsoft, que fornecem a governos autoritários informações de seus usuários que permitem aos serviços de repressão identificar e prender os blogueiros. A campanha foi lançada às vésperas da abertura de um encontro sobre governança da Internet, que está sendo promovido até a próxima quinta feira pelas Nações Unidas em Atenas, na Grécia. A entidade lançou também um apelo urgente em favor do blogueiro iraniano Kianoosh Sanjari, preso no início do mês depois de divulgar informações sobre o confronto entre forças de segurança do país e partidários do aiatolá Boroujerdi. "Ele vem sendo mantido incomunicável e tememos que esteja sofrendo torturas e maus tratos", declarou Steve Ballinger, da Anistia Internacional. (Do blog Wireless).



Escrito por Aluizio Amorim às 23h16
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COSTUREIRO TERIA CHAMADO VEREADORA DE MACACA

Clodovil é acusado de racismo

contra os judeus e os negros

Antes mesmo de tomar posse, o deputado federal eleito Clodovil Hernandez (PTC-SP) envolveu-se em mais uma polêmica. Depois de afirmar que participaria de barganhas políticas no Congresso, o estilista agora é acusado de racismo pela Federação Israelita do Rio de Janeiro, que entrou com uma interpelação judicial contra ele. Em entrevista à Rádio Tupi, na sexta-feira, Clodovil disse que os judeus manipularam o Holocausto e forjaram o atentado de 11 de setembro. Ele também se referiu a um negro como "crioulo cheio de complexo".

 

O Estado tentou ouvi-lo, mas o estilista não retornou às ligações. O quarto deputado federal mais votado de São Paulo, eleito com 493.951 votos, disse à rádio carioca que existe um "poder escuso, que está no subsolo das coisas". "As pessoas são induzidas a acreditar. Quando houve aquele incidente com as torres gêmeas lá não tinha americano nenhum e nem judeu", afirmou ele. "Evidente que foi (armado) pelos próprios americanos, não seja idiota, é como o Holocausto, você acha que não tinha nenhum judeu manipulando isso por debaixo do pano?", afirmou Clodovil, apressando-se em completar: "Mas isso não significa que eu esteja falando mal de nada."

 

Em outro trecho da entrevista, o deputado eleito critica o que classificou como "mentalidade americana". Ele elogiou a decisão da Polícia Federal de confiscar os passaportes dos pilotos do Legacy, aeronave norte-americana que está sendo investigada por envolvimento no acidente com o Boeing da Gol, que provocou a morte de 154 pessoas. "Pela primeira vez os americanos vão passar sufoco por causa desse aviãozinho. Cento e tantas pessoas morreram por um acidente que foi causado por essa pretensão que eles têm de invadir o mundo como se fossem o centro do universo", criticou o estilista.

 

Por esse motivo, Clodovil disse não ter nenhum interesse em visitar os Estados Unidos. Contou que da última vez que visitou o país se sentiu ofendido ao ser abordado por um guarda negro: "Na última vez que tive lá tinha um crioulo, no sentido pejorativo mesmo, cheio de complexo por coisas dele, eu não tenho nada com isso, que implicou comigo na Alfândega."

 

A afirmação contra os judeus e negros provocou a indignação do presidente da Federação Israelita do Rio, Osias Wurman. "Não acreditei que ele fosse tão preconceituoso, principalmente porque pertence a uma minoria que também sofre preconceito", afirmou. Além da interpelação judicial - "para que ele confirme ou desminta" - Wurman enviou cópias do áudio da entrevista para a Secretaria Estadual de Direitos Humanos, a deputados estaduais e a Organizações Não-Governamentais ligados ao movimento negro.

 

 Não é a primeira vez que Clodovil é acusado de racismo. Ele responde a dois processos criminais no Tribunal de Justiça de São Paulo. Ambos tiveram como origem uma queixa-crime da vereadora Claudete Alves (PT-SP), que foi chamada por Clodovil de "macaca de tailleur metida à besta", no programa de A Casa é Sua, da Rede TV, em 2004. (Do site do Estadão).



Escrito por Aluizio Amorim às 22h34
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A DEMOCRACIA CORRE PERIGO!

Grupos fascistas já ameaçam

com o fechamento dos jornais

Petistas que aguardavam Lula em frente ao Palácio da Alvorada agrediram os jornalistas que estavam à porta, fazendo o seu trabalho. Os manifestantes gritavam palavras de ordem contra a imprensa. Um dos democratas agrediu um repórter duas vezes com o mastro da bandeira do partido. Outra jornalista foi empurrada. “Eu prefiro a ditadura do que a imprensa" e "Vamos fechar todos os jornais", diziam entusiasmados. "Se falar de dossiê, vai levar dossiê na cara", ameaçava um outro. Ouvido, um representante da Fenaj — Federação Nacional dos Jornalistas — afirmou que isso acontece porque os jornalistas “provocam”. (Este post está lá no blog do Reinaldo de Azevedo. Link permanente na coluna ao lado).



Escrito por Aluizio Amorim às 19h47
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ATENÇÃO !!! ATENÇÃO !!!

Revelação estarrecedora

serve de alerta à oposição

A realidade brasileira já é, por si mesma, tão complexa, que sequer precisa de teorias conspiratórias ou de injeções paranóicas para explicar as situações de descalabro, algumas beirando o surrealismo, que vivemos nos últimos meses. 

 

Mas, como a realidade acaba superando a ficção, a Folha Online de hoje, estampa matéria de Kennedy Alencar (segue na íntegra abaixo deste comentário), ex-assessor de imprensa de Lula em campanhas anteriores que, em suas matérias não esconde suas simpatias políticas. Aliás, já denunciei aqui neste blog que Kennedy Alencar é uma pena alugada do petismo e que tira aquela onda de “isento” e “imparcial”.

 

Como é íntimo do poder petista, a revelação de Kennedy é merecedora de crédito. Suponho que o indigitado lulo-jornalista esteve por dentro de todos os passos da campanha do PT. O jornalismo, quando pautado pela verdade, obriga a divulgação do fato. E este fato seria, como ele mesmo admite, uma “bomba atômica”, caso fosse revelado quando ocorreu, no dia posterior ao resultado do primeiro turno.

 

Interessante, para não dizer estranho, que essa matéria só tenha sido publicada hoje. Evidente que seu conteúdo poderia não alterar o resultado das eleições, mas revela o arsenal a que recorreu o lulo-petismo - e pensar que ainda havia mais munição -, demonstrando que o know how utilizado tinha nítidas digitais de Duda Mendonça, Delfim Netto e outros tantos neo-lulistas, muito bem escolados nas artes de manipular, tergiversar, mentir e criar cenários conspiratórios para assegurar o poder e seu usufruto. De outra parte, serve também para mostrar a ingenuidade da campanha da oposição e de um alterta às suas lideranças. A democracia brasileira está apenas por um fio. Segue na íntegra a matéria assinada por Kennedy Alencar. Leiam e tirem as suas próprias conclusões:

 

“Mantido em segredo, um comercial de TV resume à perfeição a "bomba atômica" da campanha lulista que não precisou ser usada. A peça compõe um arsenal que objetivaria dividir o país entre ricos e pobres. Chamada internamente de "venezuelização" da campanha, o grande trunfo seria uma linha ainda mais agressiva do que a eficazmente utilizada, a de carimbar Geraldo Alckmin e os tucanos como "privatistas".

O comercial mostra uma parede na qual estão pendurados, lado a lado, retratos dos ex-presidentes Getúlio Vargas, Juscelino Kubstichek e João Goulart. Por último, um quadro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Enquanto a câmera se movimenta lentamente de uma foto para outra, um locutor diz o seguinte texto:

"Getulio Vargas, o primeiro presidente a defender sinceramente os pobres e as riquezas nacionais. Foi perseguido, caluniado e terminou se suicidando. João Goulart, para os ricos, ele cometeu o mesmo crime, a defesa dos mais pobres. Foi deposto pelos militares. JK defendeu a indústria nacional, gerou empregos. Foi caluniado o tempo todo. Lula, o presidente dos pobres. Eles tentam, eles tentam, mas, desta vez, não vão conseguir vencer a força do povo".

Enquanto o locutor falava, cada um dos retratos estremecia e terminava caindo com grande estardalhaço. Apenas o de Lula se mantinha ao final na parede. Em close, mãos rústicas como as de um trabalhador rural seguravam firmemente o retrato do petista e o impediam de cair. Apresentado a pequenos grupos específicos de eleitores, nas chamadas pesquisas qualitativas, o comercial foi fortemente aprovado, até emocionando algumas pessoas. Está no arquivo da campanha.

A estratégia de divisão do país foi elaborada pelo discreto jornalista João Santana, marqueteiro chamado às pressas em Brasília em agosto de 2005, no auge da crise do mensalão, para ajudar o presidente a enfrentar o escândalo. Desde o ano passado, quando Lula se comparou a Getúlio, Jango e JK, essa estratégia vinha sendo usada com parcimônia. Na campanha, Lula soltou algumas frases nessa linha em palanques, debates e trechos das falas na propaganda eleitoral gratuita. A estratégia "pai dos pobres", num paralelo com o getulismo, passou a ser a linha do discurso e da ação política de Lula desde o final do ano passado. "Conheço o povo e minha relação com ele. Vou ganhar desses tucanos", já dizia Lula no final do ano passado, depois do pior momento do mensalão.

Último recurso
Durante o primeiro turno, quando o presidente esteve perto de liquidar a eleição, a estratégia de "venezuelização" ficou congelada. Santana chegou a fazer programas tentando conquistar a classe média, numa linha propositiva e que dizia que ela ajudava a pagar a conta de programas sociais para os mais pobres. Foi a fase de rebater o argumento do PSDB de que o Bolsa Família seria assistencialista e que Lula não tinha um projeto de país.


Escrito por Aluizio Amorim às 18h46
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Continuação do post anterior...

 

A bomba atômica esteve perto de ser usada logo após o primeiro turno, quando o presidente foi surpreendido pelas urnas. Na noite de 1º de outubro, o domingo do primeiro turno, Lula, Santana e ministros acompanhavam a apuração no Palácio da Alvorada. Por volta das 22h, o marqueteiro jogou a toalha. Disse ao presidente que, como temera em conversa na véspera, haveria segundo turno. E repetiu a frase que falara em outros momentos da campanha. Apesar de muito confiante numa vitória na primeira fase, Santana dizia: "Se tiver segundo turno, a gente divide o país e ganha".

Lula e Santana avaliaram, porém, que essa saída deveria ser um último recurso. O próprio Santana advertia que seria arriscada e mais polêmica que a privatização. Uma campanha "divisionista" radicalizaria ainda mais a já dura disputa com a oposição, dificultaria a relação com a imprensa e assustaria o empresariado e a classe média, numa espécie de volta ao discurso do PT pré-2002, quando houve a definitiva guinada ao centro na política e na economia.

Ou seja, poderia ser suficiente para Lula ganhar, mas dificultaria imensamente a governabilidade no "day after". A estratégia poderia ser vista como rendição a teorias conspiratórias na falta de explicações convincentes para o escândalo do dossiegate. Optou-se, então, por esperar o resultado das pesquisas nos dias posteriores, a fim de conferir se o crescimento de Alckmin que o levara à segunda fase era uma onda em ainda em crescimento ou se ela já havia se quebrado.

Os levantamentos internos da campanha petista mostravam diferença de oito pontos percentuais entre Lula e Alckmin logo após o segundo turno, o que tranquilizou um pouco o presidente. Mas a decisão final sobre usar ou guardar a "bomba atômica" foi tomada quando o Datafolha divulgou a sua primeira pesquisa na segunda fase, feita nos dias 5 e 6 de outubro. O resultado deu Lula com 50% contra 43% de Alckmin _ou 54% a 46% em intenções de votos válidos.

Diante de um cenário de liderança apertada, Lula e auxiliares decidiram por carimbar Alckmin e os tucanos como "privatistas" _na prática, uma linha menos agressiva e camuflada com nuances ideológicas do que uma estratégia explícita de ricos contra pobres. De certa forma, o carimbo da privatização embutia parte dos argumentos da "bomba atômica".

Ao colocar na agenda da campanha o tema das privatizações, "insinuando" que o tucano venderia estatais, como disse Lula no programa de TV "Roda Viva", o marketing petista tinha três objetivos: conquistar um voto "nacionalista/ideológico", comparação com o governo do tucano Fernando Henrique Cardoso (um ponto fraco de Alckmin, de acordo com as pesquisas qualitativas) e relembrar aos mais pobres e menos escolarizados uma dúvida que freqüentemente manifestavam nos levantamentos da campanha do PT (onde teria ido parar o dinheiro da privatização?).

Ao flertar com o voto "nacionalista/ideológico", a campanha lulista buscou o eleitorado que optou por Heloisa Helena (PSOL) e Cristóvam Buarque (PDT) no primeiro turno. Bastaria obter a maioria dos apoiadores desses dois candidatos para liquidar a eleição. Mas a estratégia deu mais certo do que o esperado.

Com a lembrança de várias estatais vendidas nos anos FHC (1995-2002), parcela do eleitorado que optou por Alckmin migrou para Lula. Seria, na avaliação da cúpula do PT, um voto que mais rejeitava o petista do que desejava o tucano. Por último, a privatização virou assunto do eleitorado mais pobre e menos informado, de acordo com pesquisas qualitativas. E como um veredito sempre desfavorável a privatização, pois Alckmin demorou a defender tal política pública.

A campanha do PSDB se tornou de uma agenda ditada pelo PT. O dossiegate perdeu força no noticiário na comparação com os últimos dias anteriores a 1º de outubro. E o resultado foi conhecido ontem. Lula se reelegeu com 60.83% dos votos válidos”.

 

 



Escrito por Aluizio Amorim às 18h43
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NÃO HÁ SOLUÇÃO À VISTA

A irracionalidade como matriz

da cosmovisão dos brasileiros

A racionalidade, essa herança iluminística européia que deu a conformação para o ocidente, espraiou-se depois pelo resto do Planeta. Onde vigorou com mais força fez aparecer sociedades desenvolvidas e equânimes. Onde seu efeito foi retardado por crenças arraigadas contrapostas à noção de progresso, originaram-se amplas regiões que tendem a reproduzir pelos próximos séculos tipos de culturas cujos valores dominantes que interferem na ação social estão sintonizados com a irracionalidade.

 

O resultado da eleição presidencial que leva Lula ao segundo mandato é a prova cabal do que acabo de afirmar. Significa, e juro que desejo ardentemente estar enganado, fazer com que o País continue sofrendo a síndrome do atraso, como acontece há 500 anos, e a ser espoliado não pela elite à qual se referem Lula e o PT, mas por aquela que nos bastidores brinda neste momento o resultado das urnas. Exulta o fato porque encontrou definitivamente a fórmula de sugar a mais valia (aqui para usar um conceito caro ao marxismo) com o irrestrito apoio da população. Lula e o PT, quando falam de elites referem-se à classe média que a idiotice da esquerda latino-americana qualifica de “classe pequeno burguesa”.  Este é o ponto crucial. Ao massacrar a classe média transferindo seus recursos para financiar o assistencialismo, o governo petista consegue agradar e tranqüilizar a elite e, ao mesmo tempo, satisfazer o setor mais pobre da sociedade. Tanto é que Lula repetiu até o último segundo da campanha o apelo populista e assistencialista que é colocar um pedaço de pão na mesa do pobre às expensas do Estado-pai.

 

A América Latina faz parte dessas imensas regiões do globo cujos valores do iluminismo foram ofuscados pela ação da contra-reforma, a matriz do pensamento pátrio introduzida pela colonização ibérica. Esta é a questão central que explica a cosmovisão dominante dos brasileiros e do resto do continente latino-americano. A região continua resistindo à execução dos padrões institucionais que tipificam o Estado moderno, ou seja, aquele fundamentado na “dominação racional legal”, como ensinava Max Weber. Em termos típicos ideais verifica-se a imposição de formas de “dominação tradicional”, da qual o seu emblema é o patrimonialismo (notem como o governo petista mistura os interesses do partido com a administração do Estado). Por fim os traços da “dominação carismática” (obedece-me que posso te salvar) continuam jogando um papel importante na arena política brasileira. Lula, de certa forma, exerce o carisma por ser o autor de uma façanha, consubstanciada na sua biografia que começa como um retirante nordestino que se transforma em operário, depois em sindicalista e, finalmente, no supremo mandatário da Nação.

 

O populismo nada mais é do que do a mistura destes três tipos de dominação. Se aplicarmos a teoria à prática constataremos que nas sociedades mais avançadas verifica-se a prevalência da “dominação racional legal”, ou seja, mais uma vez recorrendo a Weber, do “império da lei”. Ao reivindicar seu direito ao exercício do poder, o soberano dirá: “obedece-me porque está escrito na lei”, ou seja, na Constituição. É o estado de direito democrático. Democrático porque o poder é delegado pelo povo em eleição livre e direta. A dominação racional legal contrapõe-se tanto ao carisma quanto à tradição.

 

Lula e o PT souberam manejar perfeitamente esse esquema que se revelou também de interesse das elites (as verdadeiras elites representadas pelos tubarões da indústria e os banqueiros). Por quê? Porque o aparelhamento de todas as esferas da sociedade civil pelo partido governista manteve os mais diferentes extratos sociais sob controle completo. O caso mais típico são os sindicatos, associações de classe e correlatos, além da grande mídia (todas pertencentes a empresas familiares e que enfrentam problemas financeiros, com raríssimas exceções) que se mantiveram completamente caladas ante a profusão de escândalos gerados pelo governo. Onde estavam, por exemplo, a ABI, OAB, Fenaj e as centenas de sindicatos? Quando foi que a mídia atuou verdadeiramente pela causa democrática concitando a Nação a uma justa indignação como único caminho para conduzir à recomposição moral e ética? Onde estavam as organizações da sociedade civil para condenar o ataque ao Congresso Nacional pela horda de arruaceiros do MLST? O mutismo dessas organizações decorre de um controle absoluto por parte do aparelho partidário petista.

 

Continua no post seguinte...



Escrito por Aluizio Amorim às 20h33
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Constinuação do post anterior...

 

Enquanto isso a oposição esteve dividida desde o começo da campanha. Estou convencido pela própria análise que apresento aqui, que José Serra não experimentaria performance melhor que a de Alckmin. No final das contas, o PSDB e seus aliados parecem ter feito a escolha correta, quando decidiram permanecer no controle da maior fatia do PIB nacional, representado pelo Estado de São Paulo. A prova disso é que o jogo mais pesado do PT concentrou-se em São Paulo, culminando pela desesperada busca de barrar o prestígio de José Serra com a tentativa de compra do famigerado dossiê. A divisão intestina do PSDB também fragilizou a candidatura da aliança oposicionista, mormente com a ondulante posição do governador mineiro Aécio Neves ou, ainda, pela surrealista confusão da política cearense.

 

A oposição, por outro lado, ficou encurralada pelo discurso petista baseado em valores sociais e econômicos que vigoraram há mais de meio século, o bordão contra as privatizações realizadas pelo governo FHC que, justiça seja feita, foram um enorme sucesso. A telefonia é o exemplo mais candente. Mas aquela cosmovisão dominante dos brasileiros a que aludi anteriormente no que se refere à sua atávica necessidade de um Estado-pai, manteve-se incólume e continua em plena capacidade de impedir qualquer tentativa de fazer o país progredir. E a elite, a verdadeira elite dominante brasileira, continua sendo tão estatista quanto a maioria da população. Não é à toa que o presidente da CNI perfila-se ao lado de Lula. As demais entidades empresariais mantiveram-se caladas e coniventes com a “blindagem” de Lula pelas conveniências que acima expus.

 

Para concluir, devo confessar que não acredito em qualquer mudança no que respeita ao Brasil. Seremos sempre esse povo indolente, carnavalesco e que faz piadas sobre si mesmo. Este fator cultural é que move todas as instâncias da vida da Nação.

 

Os valores morais e éticos são peças de retórica. Compõem a manchete de todos os jornais brasileiros desde que por aqui começou a existir a imprensa. Amanhã, procurem ir a uma biblioteca e busquem lá as coleções de velhos jornais. Encontrarão a discussão sobre os mesmos assuntos. Estarão lá impressas – naquelas a salvo dos dentes das ratazanas que infestam esses lugares pouco visitados – as mesmas notas pusilânimes que continuam a nos afrontar todos os dias.

 

Um país é o reflexo do que pensa a sua gente, seus anseios, seus valores e suas crenças. O Brasil será o que é para sempre, a menos que se trocasse o seu povo. Oxalá esteja eu enganado.



Escrito por Aluizio Amorim às 20h30
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ATENÇÃO!

Caríssimos leitores:

 

Daqui a pouco estarei postando uma análise a respeito do resultado da eleição presidencial. Estou trabalhando nela neste momento. Agradeço a atenção de todos vocês. Até já.



Escrito por Aluizio Amorim às 19h10
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MEU COMENTÁRIO

Toda a mídia vendeu-se ao

lulo-petismo. É vergonhoso.

A grande mídia, os blogões do Noblat, Josias, entre outros da mesma laia, continuam com a crônica política voltada para a construção de um hipotético novo governo Lula. O blog do Cubano virou o diário oficial lulista e pouco dá bola para o pleito. Do jeito que a grande mídia age nem precisaria haver a eleição. Tudo deveria ser decidido pelos institutos de pesquisa.

 

Noblat, por exemplo, na sua subserviência sem limite, veicula em profusão notas plantadas, como uma relativa ao Ministro da Justiça que poderia, se quisesse permanecer no cargo. E Noblat vai fundo. Adverte que seria importante que MTB continuasse no cargo em função das pendências judicais que tiram o sono do Apedeuta.

 

Chegamos às eleições sem que nenhum grande veículo de comunicação do País tivesse a coragem de editar em primeira página um editorial concitando o povo brasileiro a repudiar o governo mais corrupto e debochado que o Brasil já viveu. Não só as empresas jornalísticas se venderam vergonhosamente, mas também os próprios jornalistas. São o emblema da idiotice intelectualóide latino-americana.

 

É mentira. Não são neutros. Não são isentos. Não são imparciais. Trata-se de uma indisfarçável condescendência com o crime.  Única exceção por enquanto fica por conta da revista Veja que por isso sofre a insidiosa agressão do governo que postula em juízo com ela. O governo não respeita a liberdade de imprensa.

 

O PT e seus acólitos acabarão com a liberdade de imprensa na primeira oportunidade que tiveremr, caso Lula seja vitorioso. Na verdade, toda a mídia já está completamente acumpliciada com o lulo-petismo. Daí, para uma ditadura, será um pulo. Um pulo para o abismo sombrio fundamentado no pensamento único ditado pelo esquerdismo que há muito tempo foi enterrado no mundo desenvolvido.

 

Com o PT, o Brasil faz um pacto com o passado.



Escrito por Aluizio Amorim às 14h20
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INDIGNAÇÃO

Ladrão, ladrão, ladrão...,

gritam eleitores a Dirceu.

Sob os gritos de "ladrão, ladrão, ladrão", o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, votou, nesta manhã, na Universidade Ibirapuera, em Moema, na capital paulista. Apesar de ter permanecido no local por menos de 20 minutos, Dirceu protagonizou um rápido tumulto entre petistas e eleitores tucanos, que trocaram insultos e até alguns empurrões, antes e depois de o ex-ministro votar. "Isso é normal", afirmou Dirceu, antes de votar.

Quando ele se dirigia à seção, alguns eleitores do PSDB o cercaram, gritando, e foram contidos por um grupo de petistas, que faziam uma espécie de escolta para o ex-ministro. "Fui protestar por tudo o que a gente soube. Eu estava entrando atrás dele, vaiando, e aí o assessor dele começou a me empurrar", afirmou o auditor Marcelo Telles, eleitor de Geraldo Alckmin. "Ele disse: ´Respeita o direito dele de votar´. Eu disse: ´Respeita o meu direito de livre expressão´", contou Telles.

O tumulto aumentou depois que Dirceu votou. Houve empurra-empurra e uma mulher que tentou dar um tapa no ex-ministro foi contida com uma gravata. Até restos de dois pastéis foram atirados no carro em que ele embarcou. Dirceu reafirmou sua inocência e disse que o PSDB sofreu uma derrota política no 2ª turno.

O ex-ministro foi cassado, mesmo sem provas documentais, por ser acusado de liderar a máfia do mensalão. (Do site do Estadão)



Escrito por Aluizio Amorim às 13h52
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O JOGO PODE VIRAR!

BRASILEIROS,

RESISTAM!!!



Escrito por Aluizio Amorim às 01h02
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EM CIMA DA HORA SAIU DO MURO

Cristovam Buarque declara

seu voto a favor de Alckmin

O candidato do PDT derrotado no primeiro turno da eleição presidencial, senador Cristovam Buarque, afirmou neste sábado que votará no tucano Geraldo Alckmin para a Presidência da República. "Se foi informação do Alckmin, eu não vou desmentir porque não desminto a palavra de um homem honrado", afirmou o senador ao comentar informação vinculada pela Assessoria de Imprensa do candidato tucano.

 

"Não desminto que conversei com uma pessoa do PSDB e que declarei voto no Geraldo Alckmin. Até porque acredito que a alternativa é uma coisa boa para o país e positiva para a ética", comentou.

 

Indagado sobre porque não manifestou publicamente seu apoio ao candidato tucano, argumentou fidelidade partidária. "Meu partido proibiu que eu me colocasse, mas não posso desmentir que tive essa conversa e que votarei em Alckmin", explicou. Cristovam recebeu 2,5 milhões de votos, o que representa 3% do eleitorado. (Fonte: site do Estadão).

 

 

MEU COMENTÁRIO: Está aí o rei do oportunismo. Ficou calado até agora, quando a boa ética recomendava que se perfilasse, logo na primeira hora, ao lado de Geraldo Alckmin. Esta era a expectativa da opinião pública. Se tivesse feito isso, Cristovam teria crescido politicamente, além de contribuir para dar maior sustentação à candidatura oposicionista. Preferiu ficar em cima do muro negociando com o PT. Provavelmente levou mais um ponta-pé do Apedeuta. Fosse vivo Brizola não teria concordado com essa posição infame do PDT e muito menos com essa postura escorregadia de Cristovam face àquilo que é evidente a todo cidadão de bem. Para um homem que teve como bordão de campanha a educação o seu caminho era um só: a oposição.

 

Antes tarde do que nunca, Cristovam.  



Escrito por Aluizio Amorim às 22h30
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HÁ ALGO ESTRANHO NO AR...

Na parte de cima do Brasil

há eleições equilibradas (?)

Há algo muito estranho no ar: nas pesquisas de intenção de votos na parte Norte do Brasil parece – com exceção de Pernambuco – que os candidatos ao governo de vários estados ligados a Lula não estão indo tão bem assim. Se Lula é o grande favorito segundo os institutos, por que diabos em regiões nordestinas e nortistas os candidatos por ele apoiados não estão com essa bola toda?

 

Tais fatos indicam que a eleição ainda não está decidida e pode, por que não, haver muitas surpresas. Além disso tudo o povo continua num mutismo impressionante e isto alcança todas as classes sociais.



Escrito por Aluizio Amorim às 20h55
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MEU COMENTÁRIO

A grande mídia continua

em conluio com criminosos

Monitoro a mídia diariamente para produzir o conteúdo deste blog. Não encontrei em nenhum portal da grande imprensa, em nenhum grande jornal uma notinha sequer que dissesse a verdade sobre o debate: Alckmin venceu. Todos se venderam vergonhosamente – a grande mídia e seus jornalistas. São eles as grandes sanguessugas, rastejam debaixo da mesa desse banquete de abutres. Nem mesmo vetusto Estadão escapou à cooptação. Apenas ontem à noite após o debate Noblat reconheceu, protocolarmente, discretamente, que Geraldo Alckmin havia “se dado melhor”.

 

Mas hoje, quem visitar essa excrescência da blogosfera poderá verificar a enxurrada de artigos de penas alugadas, bajuladores, que enlameiam a profissão de jornalista ao fazerem vistas grossas a afronta moral e ética que representa o lulo-petismo no poder. Mesmo que a maioria possa eventualmente estar ao lado da podridão, isto não quer dizer que está com a razão. O Estadão, agora à tarde, em seu site, teve a cara-de-pau de revestir de credibilidade a pesquisa fajuta que fez com os internautas. Arranjou uma forma de dizer que Lula teria sido o vencedor do debate da Globo. Esta é a grande mídia isenta e imparcial. Provavelmente os Mesquita também estão participando do botim. A Folha de São Paulo nem se fala, transformou-se num panfleto vulgar do petismo.

 

Chegamos ao final da campanha e nenhum órgão da grande mídia foi capaz de posicionar-se pela decência e pela manutenção do estado de direito democrático – ameaçado seriamente pelo lulo-petismo – num editorial de primeira página. Nem mesmo no momento em que a Justiça intima o Presidente da República a se de defender da acusação no processo das cartilhas. Chegamos às eleições sem que a Polícia Federal – tão diligente nas palavras de Lula – revele à Nação a origem do dinheiro sujo e imundo pego com petistas e cujo destino era remunerar uma quadrilha para dela obter um dossiê fajuto contra a oposição.

 

Este pleito está conspurcado, viciado, enlameado pelo crime eleitoral. A recomposição moral e ética da Nação está nas mãos dos eleitores. A grande mídia tem a responsabilidade profissional e, sobretudo ética, de não calar e, muito menos, consentir. É seu dever concitar a Nação a rejeitar pelo voto a manutenção do PT no poder.

 

E lanço a todos esses seres saprófitos o repto a contestarem o que estou afirmando.



Escrito por Aluizio Amorim às 16h26
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AS EVIDÊNCIAS ESTÃO POSTAS AOS BRASILEIROS

Alckmin foi o grande

vencedor do debate

Se alguém ainda estava indeciso, com toda certeza decidiu seu voto para o candidato Geraldo Alckmin. Com classe, elegância, sem a truculência e a raiva estampada no rosto de Lula, mostrou, sem rodeios e mentiras, que é infinitamente muito mais preparado para exercer o cargo máximo do País. Alckmin mostrou, de forma sobeja, que tem estofo e, sobretudo, a frieza e a calma necessárias que se requer de um Presidente da República. O tucano revelou que tem todos os traços de um estadista.

 

Não há termos de comparação entre os dois. Alckmin venceu de goleada este debate, embora a grande mídia e os blogões tentarão desqualificar o candidato oposicionista. Mas já se pode ver que estão borocoxôs. Na parte final do debate Alckmin chegou a arrancar uma gargalhada da platéia. Isto em televisão, ainda mais ao vivo, podem crer que é mortal ao expor a fraqueza e o ridículo do alvo da fina ironia.

 

Na conclusão, Geraldo Alckmin foi objetivo, franco, aberto e altivo ao resumir no atacado os grandes problemas nacionais que impedem o crescimento do país. Uma contraposição ao populismo lulístico que pretendeu açular a população mais pobre, reduzindo a sua proposta para gerir um país do tamanho do Brasil, a programas sociais dirigidos a catadores de papel. Apelou para a vulgaridade reclamando de um preconceito que não existe. Instilou o ódio e a divisão de classes quando é sabido que a melhoria de vida da população de um país depende, de forma fundamental – e não existem milagres – do desenvolvimento econômico.

 

O Brasil necessita urgentemente de um governo do seu tamanho. São quase 200 milhões de habitantes. Os problemas avolumam-se ante um governo inerte que faz do pobrismo a sua bandeira, porque dele é dependente para se manter no poder. Trata-se na verdade de livrar o país das áreas miseráveis com o crescimento da economia e não com assistencialismo. Este é emergencial, mas não um programa de governo de médio e longo prazo.

 

O debate demonstrou tudo isso. Há sim uma alternativa séria e democrática, de respeito ao estado de direito, à liberdade e que não sujeita os brasileiros a quaisquer tipos de apreensões no que tange à segurança das instituições do Estado. Geraldo Alckmin representa, neste momento, esta alternativa.

 

Que os brasileiros coloquem a mão na consciência e votem pela decência e a democracia, banindo o velho e surrado populismo que atira o país no abismo do atraso. Repito: Geraldo Alckmin foi o grande vencedor deste debate. Foi extremamente feliz, superou-se encontrando a fórmula de criticar duramente o adversário sem dar margem às interpretações enviesadas da grande mídia. Alckmin é o grande vencedor deste debate que começou morno, como disse antes. Mas na reta final, foi brilhante. Quero ver o que vão dizer agora.

 

UPDATE: como suspeitava, a grande mídia e, sobretudo os blogões nela hospedados, estão escamoteando a verdade! Josias, então, é lapidar. Vão lá e confiram o que diz esse petralha travestido de jornalista. Noblat, também borocoxô, não pôde esconder a sua decepção, mas pelo menos admitiu que Alckmin "se deu melhor". Mas a verdade é que Alckmin deu de goleada. Foi arrasador. Digam isso "grandes jornalistas". Digam pelo menos uma vez a verdade!

O desespero já começou. A mamata está seriamente ameaçada. O lulo-petismo, está aí a prova,conseguiu comprar toda a grande mídia e seus jornalistas.



Escrito por Aluizio Amorim às 23h34
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O REI SEMPRE FICA NU NA TV

Debate deixa evidente que

há alternativa à desordem

Considero que o debate segue morno. Entretanto, mais uma vez fica muito evidente para que está acompanhando que o candidato Geraldo Alckmin tem preparo para o desempenho do cargo de Presidente da República. Pode-se dele discordar em vários aspectos, pode-se criticar o partido dele e tudo o mais, mas a população brasileira tem em Alckmin uma alternativa segura para por fim ao descalabro administrativo, a paralisia econômica imposta pelo lulo-petismo sem falar no acobertamento vergonhoso do governo ao crime.

 

Mais adiante estarei postando uma matéria sobre a declaração de uma alta patente militar acusando o governo de Lula e seu partido de “verdadeira gangue” e "a maior quadrilha de malfeitores graduados de que se tem notícia na história nacional".

 

Agora, há pouco Alckmin bateu forte novamente. Terá que fazê-lo. Terá que expressar a indignação dos cidadãos de bem que já estão fartos de toda essa mentirada. Terá também de questionar o tráfico de influência de Lula para conseguir o enriquecimento meteórico de seu filho Lulinha, enquanto milhares de jovens brasileiros penam para alcançar uma colocação no mercado de trabalho. Usar o Estado para benefício próprio é uma afronta à sociedade que delegou responsabilidade de gestão correta do Estado.

 

Lula continua mentindo descaradamente em rede nacional.



Escrito por Aluizio Amorim às 22h34
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ATENÇÃO!

Prezados Leitores:

Estarei, como das vezes anteriores, acompanhando o debate desta noite. Se houver algo que justifique, poderei emitir alguma opinião ou comentário nos intervalos. Findo o debate, escreverei um post analisando. Agradeço a atenção de todos vocês.



Escrito por Aluizio Amorim às 20h21
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A ELEIÇÃO MAIS VERGONHOSA DA HISTÓRIA

Uma eleição sob o signo

da fraude e da mentira

Chegamos ao final da campanha, a um dia da eleição e nada da Polícia Federal apontar de onde veio a dinheirama, R$ 1,750 milhão flagrados com petistas num hotel de São Paulo. A importância em dinheiro vivo era destinada a viabilizar a compra de um dossiê fajuto contra a Oposição. Os vendedores eram os Vendoin, acusados de serem o chefe de uma quadrilha.

 

Na verdade, o episódio parece pouco importar para a maioria dos brasileiros, caso os números das pesquisas eleitorais estejam certos. Se importasse, a população se indignaria e pressionaria através de movimentos nas ruas, ou algum tipo de protesto e jamais teria coragem de externar seu apoio ao candidato e ao partido cujos “companheiros” tentaram fraudar as eleições.



Escrito por Aluizio Amorim às 20h13
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DISTORCE, MENTE E FORÇA A BARRA DESCARADAMENTE

Folha manipula informação na

capa em defesa da impunidade

Reproduzo, como segue mais abaixo, o texto integral de entrevista com o ex-Presidente Fernando Hernrique Cardoso, que a Folha de São Paulo, torce e distorce na capa, onde a chamada diz o seguinte: “Impeachment de Lula seria golpe, afirma FHC”. É mentira. Leiam o texto e constatem que FHC não disse isso em nenhum momento, comprovando-se o jornalismo mentiroso praticado pela Folha de São Paulo que se tornou um panfleto do PT.

A Folha de São Paulo é um lixo imundo do jornalismo brasileiro. Analisem a capa do jornal de hoje. E não é só a Folha não. É a grande mídia inteira e seus jornalistas rastejando ante um poder imundo e conspurcado pela mentira e pela fraude eleitoral consumada na tentativa de compra do dossiê fajuto contra a oposição. A Folha de São Paulo mente. E lanço um repto a contestar o que estou afirmando. Coloco-me também com jornalista e advogado à disposição de FHC.

Vai lá FHC, exija que a Folha se retrate, que republique na edição de amanhã a matéria com a mesma chamada de capa, no mesmo lugar, mas com teor consentâneo com o que você falou. Vai lá FHC. Pelo menos uma vez na vida desafie. Faça valer a verdade. Você já é um homem de mais de 70 anos. Não pode ser covarde. DENUNCIE FHC. OBRIGUE O OTÁVIO FRIAS FILHO A SER SÉRIO E COLOCAR NO OLHO DA RUA ESSA PETRALHADA IMUNDA QUE INFESTA O JORNAL.

 

Destaco em vermelho a parte da matéria que constitui, tecnicamente,  o “lead” verdadeiro em termos jornalístico. FHC pode ter todos os defeitos do mundo mais é democrata e nunca acenou com golpes como faz o PT. O que ele disse é que o resultado da eleição tem de ser respeitado, independentemente de quem seja o vencedor, mas os fatos ilegais, perpetrados pelo Governo Lula, têm de ser apurados e os responsáveis punidos, dentre eles o Presidente da República, se afinal provar-se o seu envolvimento. Esta é a leitura correta do que disse o ex-Presidente.

 

Agora de manhã sou convidado a dar uma palestra para uma turma de alunos da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC. E é na área da ética no jornalismo. Aproveitarei como exemplo a edição de hoje da Folha e provarei aos jovens alunos como a grande imprensa brasileira manipula a informação em favor do lulismo.

 

O que diz o texto integral que está em página interna do jornal:

“A três dias das eleições, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso negou ontem que esteja "no rol dos que querem o impeachment [do presidente Lula, caso ele seja reeleito]". "Essa não é minha idéia. Eleição você respeita. O povo decidiu está decidido", disse.
Em entrevista concedida à rádio Bandnews FM na manhã de ontem, FHC disse que o PSDB não deixará de apoiar as propostas que levem em conta os interesses nacionais. "[O PSDB] vai votar do mesmo jeito." Embora repetindo que "a voz do povo tem de ser respeitada", salientou: "Isso não quer dizer que os erros não tenham que ser punidos". E acrescentou: "Como vamos concordar com o fato de não apurar o que está todo mundo vendo, desvio de pessoas não só ligados ao PT como ao presidente para a compra desse dossiê infame? Vamos calar a boca? Fazer de conta que não existe?".
Citando o caso específico das privatizações, FHC disse que o PSDB será crítico ao que chamou de mistificação do presidente: diz uma coisa e faz outra.
"Ele não tem que pedir que o PSDB baixe a cabeça. Tem que governar", disse. FHC afirmou que, como sociólogo, não pode "ficar gritando contra as pesquisas" -que apontam tendência de vitória de Lula- e atribuiu o cenário à falta de firmeza do partido, não só de Alckmin, na defesa de suas idéias.
Futuro
"O PSDB tem que ser mais enérgico na defesa de suas crenças, do que fez", disse FHC, lembrando a privatização da Vale do Rio Doce e da Telebrás. Segundo ele, o PSDB terá que discutir seu futuro após as eleições. Reforçando a crítica de tucanos de que o partido perdeu sua identidade, disse que "o PSDB tem que voltar a ter idéias que levem o país adiante". "Tem que ter clareza. Todos os partidos têm que ter posição". Além disso, sugeriu, "o partido tem que se organizar mais, ter estrutura que faça um vínculo com a sociedade".
Segundo ele, o PSDB deve voltar a discutir com o meio acadêmico, "com a Igreja, com os sindicatos e com essa imensa classe média desamparada".



Escrito por Aluizio Amorim às 06h20
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PT TEM PROPOSTA FAJUTA PARA IMPLANTAR DITADURA

Sufragar Lula significa assinar

um compromisso com o golpe

Se a maioria do povo brasileiro cometer a insanidade de dar o segundo mandato a Lula está assinando um termo de compromisso com um golpe de estado. Embalados pelos números as pesquisas eleitorais, os petistas já começam as mostrar as garras. O Sargento Garcia já começou a deitar falatório, ao afirmar que Lula não assinaria nenhum compromisso para não convocar uma Assembléia Constituinte para proceder as reformas institucionais. Quais as reformas, cara pálida? A reposta de Marco Aurélio se deu em função de um pedido da Academia Brasileira de Direito Constitucional.

Faço meus os comentário e análises dos juristas que estão nesta matéria veiculada agora à noite no site do Estadão:

“Juristas repudiam a idéia de convocação de uma Constituinte. Recentemente, o professor de direito constitucional e o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Velloso disse que uma Constituinte somente deve ser convocada quando há ruptura constitucional. Para ele, a proposta "cheira a golpe".

‘Uma convocação de Constituinte nesses termos cheira a golpe’, afirmou Carlos Velloso.

‘Eu não estou dizendo que o presidente Lula tenha essa pretensão. Mas todo César, todo governante que tem pretensões cesaristas, começa assim, convocando uma Constituinte. Foi o aconteceu com Chávez, na Venezuela, e com Pinochet, no Chile", concluiu Velloso na ocasião”.  (Clique aqui para ler esta importante matéria).

Caríssimos leitores: Este assunto é da maior gravidade e precisa ser amplamente difundido, sob pena de regredirmos institucionalmente. Repito: sufragar Lula significa assinar um compromisso com um golpe de estado de viés chavista. Utilizem a ferramenta de envio deste post logo abaixo onde está escrito [Envie esta mensagem] e divulguem amplamente esta informação que é vital para que se impeça qualquer aventura que lance o Brasil novamente nas mãos de uma ditadura.

Repito: é importante!!!



Escrito por Aluizio Amorim às 23h12
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UMA COISA MUITO ESTRANHA...

Amin abandona Alckmin e

e sucumbe ao lulo-petismo

Aqui em Santa Catarina tem segundo turno para governador do Estado. Agora mesmo a RBS/TV realiza o debate entre Luiz Henrique da Silveira, PMDB (apoiado pelo PSDB e PFL) que renunciou ao mandato para concorrer à reeleição e é o campeão das pesquisas de intenção de votos e apóia Alckmin; e seu opositor, o ex-governador Esperidião Amin Filho, do PP. Amin foi criado na Arena, cevado no PDS e, agora está abraçado com Lula. Exibe sem nenhum constrangimento, na lapela do seu paletó, um adesivo “Lula 13”, ainda que no primeiro turno tenha afirmado que apoiava Alckmin. Entretanto, sua articulação com o PT não é de agora não...

 

Amin faz como os petistas de carteirinha: ignora o mensalão, os dólares na cueca, as cartilhas, a utilização da máquina pública na campanha lulística e a misteriosa origem da dinheirama que o PT usaria para pagar à quadrilha Vendoin em troca de um dossiê fajuto para prejudicar a oposição. Rasgo o meu diploma de bacharel em direito, juntamente com o do Mestrado, se a tentativa de compra do dossiê fajuto não for considerado crime eleitoral pela Justiça.

 

Sob o signo do PT, nada mais assombra. Até porque Lula tem apoios de Maluf, de Collor, de Sarney e agora, por que não, de Amin?

 

A devassidão moral, como diz o meu amigo Tambosi, tomou conta do Acampamento Brasil.



Escrito por Aluizio Amorim às 22h17
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A CNBB TAMBÉM FICA EM CIMA DO MURO

Igreja abençoa corrupção

ao igualar Alckmin a  Lula

O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Geraldo Majella Agnelo, afirmou nesta quinta que não basta condenar a corrupção. "É preciso restituir o que foi tirado", disse em entrevista coletiva nesta quinta. Segundo ele, na campanha eleitoral e nos debates entre os dois candidatos a presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB), a corrupção é sempre condenada, mas ninguém fala em restituir o dinheiro roubado. Para o vice-presidente da instituição, dom Celso Queirós, há hoje no Brasil um clima de corrupção. No entanto, para ele, não está apenas na política, mas também na sociedade. "É um vírus que vai se infiltrando e que deve ser combatido".

Sem citar nomes, ele criticou Lula por fazer acordos com velhos oligarcas. "Há famílias que estão no poder desde que o Brasil foi descoberto". Um dos oligarcas mais próximos de Lula é o senador José Sarney (PMDB-AP). (Clique aqui para ler mais).

 

MEU COMENTÁRIO: A CNBB é faísca atrasada e continua patinando no lulismo. O Presidente da Entidade, dom Geraldo Majella Agnelo, convocou a imprensa para falar muito e não dizer nada. Ainda por cima, teve a ousadia e a cara-de-pau de colocar Alckmin e Lula num mesmo plano. Ao fazer isso, a Igreja abençoa a corrupção (by Tambosi). É a teologia da libertação total para a ladroagem.

 

P.S.: Ainda bem que sou ateu convicto.



Escrito por Aluizio Amorim às 21h26
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ELEIÇÃO SE GANHA NA URNA

Lula não está com essa bola

toda. Jogo vira na reta final.

O tracking realizado pela campanha da oposição sinaliza vantagem para Lula mas que não reflete esse favoritismo avassalador revelado pelas pesquisas dos institutos de opinião pública. Se o tracking estiver correto há todas as condições para virar o jogo nesses três dias que antecedem o pleito. Acabei de conversar com o Senador Jorge Bornhausen, presidente nacional do PFL, que concedeu uma entrevista à imprensa aqui em Florianópolis hoje à tarde, logo após regressar de São Paulo onde participou do grande comício de encerramento oficial da campanha de Geraldo Alckmin no Anhangabaú.

 

É o que posso adiantar aos prezados leitores neste momento.

 

Bornhausen foi duro nas críticas à utilização da máquina pública em favor de Lula. E alfinetou: “até governador eleito foi comprado”. Pelas palavras de Bornhausen, político experiente e que completará em março 40 anos de vida pública, o jogo ainda não terminou.

Disse esperar que o eleitor brasileiro, nesses momentos que marcam a reta final da campanha, examine de forma consciente a opção de voto que lhe é apresentada. Ou vota por um Brasil decente ou concorda em dar um salto no escuro, contribuindo para atirar a Nação no porão sombrio da mentira e da roubalheira.

 

Em Santa Catarina, Alckmin continua favorito e deverá repetir a performance do primeiro turno. Nos meios políticos comenta-se que o apoio a Lula do opositor de Luiz Henrique, o ex-governador Esperidião Amin, não faz mudar a tendência de rejeição dos catarinenses ao petismo.

Luiz Henrique é do PMDB e tem o apoio do PFL e do PSDB. Apóia Alckmin desde o começo. Tem prestígio e deverá vencer o pleito segundo as pesquisas e, principalmente, pelo clima da campanha nas ruas.



Escrito por Aluizio Amorim às 17h21
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PESQUISAS REVELAM:

Brasileiro que quiser vencer

na vida tem de ser pilantra

Acaba de ser divulgada a pesquisa Sensus que coloca Lula nas alturas. Ontem, o zeloso guardião do petismo, Ricardo Noblat, adiantou com exclusividade o que Montenengro, dono do Ibope, teria dito aos petistas. Claro, disse que Lula já estaria passando de 60%. Coincidência, não? Hoje é divulgada a pesquisa Sensus financiada pela Confederação Nacional do Transporte- CNT, o que dá para reforçar o que já teria revelado Montenegro. Quem quiser ler sobre essa pesquisa é só ir ao site do UOL. Deverá ficar lá em destaque durante o dia todo.

 

A enquete da Sensus mostra que o candidato Geraldo Alckmin sofre mais rejeição do que Lula. Só mesmo no Brasil para acontecer tamanho disparate. O governo é responsável pelos maiores escândalos da história da República, mas seu candidato sofre menos rejeição. Os papéis são totalmente invertidos: aqui o mocinho é o bandido, donde se recolhe o seguinte ensinamento: o cidadão brasileiro que quiser ser bem sucedido na vida tem de roubar, mentir, enganar e trapacear.

 

Estamos assistindo a execução da maior armação política já vista. Além do fato desse grande trambique ter seus tentáculos em todas as instâncias das instituições e poderes do Estado. Parece também ter contaminado todas as esferas da sociedade civil. Já disse e repito aqui: se esses números dessas pesquisas se traduzirem em votos, estamos num território sem lei e a maioria dos brasileiros é conivente como qualquer tipo de iniqüidade.



Escrito por Aluizio Amorim às 11h40
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PT ESFACELOU ECONOMIA GAÚCHA

Alckmin denuncia: gaúchos são

vítimas da política do petismo.

O candidato tucano à Presidência, Geraldo Alckmin, voltou a atacar a política econômica de seu adversário, Luiz Inácio Lula da Silva, que tenta reeleição, em sabatina promovida pelo Grupo Estado. Em alusão ao Estado do Rio Grande do Sul, o tucano ressaltou que a política econômica petista levou à dívida do Estado sulista.

"Eles foram a grande vítima da política econômica do PT. São um Estado forte na agricultura, exportador, de manufatura e indústria têxtil, que foi prejudicado pelo PT", apontou Alckmin. (Clique aqui para ler mais sobre a sabatina do Estadão com Alckmin. Lá há links para outros assuntos que o candidato discutiu com os jornalistas do Estadão).



Escrito por Aluizio Amorim às 11h15
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INCÓGNITA

Apatia do eleitor brasileiro é

motivo de atenção no exterior

O uso do verbo “anestesiar” – que significa que os brasileiros podem surpreender, pois estão temporariamente desacordados – foi usado pelo jornal argentino “Clarín” para descrever a inexplicável apatia do Brasil às vésperas das eleições do segundo turno, enquanto crescem as provas de que o Governo Lula está diretamente comprometido com a corrupção de que o caso do dossiêgate é uma demonstração evidente.

O Brasil está "se mostrando muito mais anestesiado" para o segundo turno das eleições, segundo o "Clarín".   Enquanto isso jornal espanhol "El País" – um dos maiores e mais respeitados da Europa diz que "Alckmin demonstrou que é um político sólido e determinado (...) e que seu rótulo de insosso é apenas um estereótipo."Ou seja, ninguém, fora do Brasil, compreende porque as pesquisas favorecem Lula, a não ser por um fenômeno de entorpecimento: as pessoas não percebem que Lula e o PT usam o marketing político para esconder uma situação criminal que mais cedo ou mais tarde implicará em condenações.

 

Golpes baixos de propaganda (como a questão das privatizações, para distrair a atenção do dossiêgate), financiados com recursos do Governo, são usados para anestesiar a opinião pública. (Do site Política & Verdade. Clique aqui para ler mais sobre a campanha).



Escrito por Aluizio Amorim às 10h51
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A FOTO DO DIA

Em São Paulo, o comício

pela vitória da verdade.

O candidato à Presidência pela coligação PSBD/PFL, Geraldo Alckmin, entre o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso (à esq.) e o governador eleito da capital paulista, José Serra (PSDB) (à dir.) durante o "Comício pela Vitória da Verdade", realizado no Vale do Anhangabaú, região central da capital paulista, nesta quarta. (Foto Agência Estado).



Escrito por Aluizio Amorim às 23h39
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MUTIRÃO DEMOCRÁTICO

RESISTAM BRASILEIROS!

 

Estamos ainda a quatro dias das eleições. Por isto, ao contrário do que vocês estão lendo em outros blogs e sites da grande mídia, aqui não encontrarão nenhum comentário dando essa eleição como fava contada. Não farei nenhuma conjetura ou análise política sobre um hipotético segundo mandato de Lula. Por enquanto, nada está decidido. Este blog continuará com a sua linha editorial comprometida com o estado de direito democrático. O Ibope e o Data Folha não decidem eleição, embora já não possam esconder o seu ardente desejo de ver triunfar a mentira. Não é à toa que há pouco constatei no blog do Noblat uma nota exclusiva, provavelmente conseguida através do telefone direto que o Cubano mantém com o QG petista, dando conta de que Montenegro, o oráculo do Ibope, teria afirmando que o Apedeuta aumentou a diferença sobre Alckmin.

 

Está na cara que esta eleição é uma grande armação que envolve toda a grande mídia e os institutos de pesquisa, os tubarões da indústria e os banqueiros.

 

Todos viram as costas para os escândalos, a corrupção, o crime eleitoral. É lama, pura lama. Pretendem purgar o PT pelas urnas para continuar a pilhar o erário e a debochar dos cidadãos de bem. Os brasileiros têm o dever de resistir.

 

RESISTAM BRASILEIROS DE BEM!



Escrito por Aluizio Amorim às 20h32
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PT ALIA-SE COM O QUE HÁ DE PIOR

FHC denuncia: Lula dá as

mãos ao algoz da ditadura.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) criticou duramente o presidente e candidato à reeleição pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, em discurso realizado na noite desta quarta-feira no comício em prol da candidatura do candidato da coligação PSDB-PFL, Geraldo Alckmin. "Lula está de mãos dadas com o que tem de pior no Brasil", destacou, citando como exemplo o deputado Delfim Netto que ele classificou como "algoz da ditadura".

 

Em outro trecho do discurso, FHC cobrou uma resposta de Lula e seu governo sobre a origem do dinheiro que seria utilizado por petistas na compra do dossiê Vedoin, que traria informações comprometedoras contra tucanos.

"Presidente (Lula) tenha coragem e seja homem de boa fé para dizer ao povo qual é a origem do dinheiro (R$ 1,75 milhão de reais) e eu voltarei a respeitá-lo. Mas se não disser, seu governo ficará enterrado sob os escombros desse escândalo". (Clique aqui para ler tudo).



Escrito por Aluizio Amorim às 20h14
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ATENÇÃO: A BATALHA AINDA NÃO TERMINOU!

As pesquisas e o clima quieto.

Sobram interrogações no ar...

Não chegarei a dizer que não levo em consideração os institutos de pesquisa. Aqui em Santa Catarina eles apontam uma tendência de reeleição de Luiz Henrique. Hoje tive acesso aos números da última pesquisa feita pela aliança que o apóia: confirma os dados dos demais institutos. Mas não é apenas esta confirmação, é o que se sente nas ruas. Há uma sensação em todos os pontos do Estado de uma vitória de Luiz Henrique. Os números das pesquisas, aqui em Santa Catarina, parecem refletir a voz das ruas.

 

Já os números dos institutos com referência ao pleito nacional não combinam com o “clima” da campanha. A diferença alardeada é mais do que o dobro do que conseguiram os demais candidatos da oposição no primeiro turno. Pesquisas, dependendo da metodologia, podem influir desmobilizando a campanha do candidato que está em segundo lugar. Nisso é ajudada pela mídia que está veiculando matérias superficiais e se mostra claramente tendenciosa em direção ao já ganhou. Insiste já em analisar um suposto quadro pós-eleitoral, descurando de levantar aspectos reais: o crime eleitoral que houve e todos os escândalos que obrigatoriamente pesam ao nível moral sobre os eleitores. É por isso que há uma estranha sensação no ar, uma inexplicável quietude. Até mesmo o noticiário político esfriou, quando era para esquentar, já que estamos partindo para a reta final.

 

A propósito, Nariz Gelado (link permanente na coluna ao lado) faz um comentário interessante no seu blog. Cita o tracking realizado por institutos que prestam serviço à campanha de Alckmin. O tracking não bate com a estupenda diferença que induz o petismo ao “já ganhou”. Em todas as eleições há sempre um ajuste que culmina em equilíbrio na boca de urna e os institutos acabam saindo ilesos.

 

É o que eu coloco para a reflexão dos honrados leitores. Particularmente aqueles radicalmente a favor da decência, da recomposição moral e ética. Não se trata apenas de apoiar Geraldo Alckmin. O voto contra Lula é marcado por um importante ato simbólico que contribui para restaurar o tecido social, esburacado pelos escândalos e pela apropriação indébita de dinheiro público.

 

No decurso da ação social interferem inúmeras variáveis, dentre elas as crenças em valores, como os morais, éticos e aqueles referentes aos conceitos de direito e de justiça. As sociedades humanas não podem evoluir no sentido de justiça social, da paz e da eqüidade se não forem movidas pelo altruísmo. Embora rarefeito num mundo onde predominam as iniqüidades, é o altruísmo o responsável pela manutenção das estruturas sociais, políticas e econômicas.

 

Há possibilidade de um refluxo no quadro eleitoral desenhado pelas pesquisas? Sim, há. E já houve episódios precedentes. Portanto, continua valendo a máxima: eleição se ganha na urna. A luta ainda não terminou. Por isso mesmo, continuaremos lutando sem parar!



Escrito por Aluizio Amorim às 15h18
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SANGUESSUGAS

Jungmann denuncia obstrução

de investigações pelo petista

O vice-presidente da CPI dos Sanguessugas, deputado Raul Jungmann (PPS-PE), voltou a acusar a presidência da CPI de obstruir as investigações. Segundo ele, o Congresso Nacional está sendo desrespeitado nos trabalhos da CPI. "As informações chaves para essas investigações estão sendo sonegadas, estão sendo subtraídas", afirmou Jungmann, referindo-se às informações parciais sobre o dossiê Vedoin, enviadas nesta terça-feira pelo juiz de Cuiabá Jefferson Schneider ao presidente da CPI, deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ). (Clique aqui para ler mais).

 

MEU COMENTÁRIO: Chamar um cabrito para cuidar da horta dá nisso. Com um petista na presidência essa CPI é mais uma comissão furada. Podem encerrá-la. A não ser que esse petista Biscaia seja afastado e punido em conformidade com a lei caso realmente fique provado que está obstruindo as investigações. Isto é grave!



Escrito por Aluizio Amorim às 13h24
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CRIME ELEITORAL

Fiquem tranqüilos. A PF está

investigando tudo muito bem.

A Polícia Federal só vai intimar depois da eleição do próximo domingo os "laranjas" que adquiriram os US$ 248,8 mil dólares usados na frustrada tentativa de compra do dossiê Vedoin. Um balanço parcial dos rastreamentos feitos na primeira fase do inquérito mostra que, das 2,8 milhões de chamadas de 56 mil aparelhos, 380 mil partiram ou se destinaram à Presidência da República.

 

Segundo a PF, o volume de trabalho tem sido avassalador e a instituição tem que pautar sua atuação conforme a conveniência da investigação e não pelo calendário eleitoral. Para dar uma idéia do volume de trabalho desse inquérito, a PF informou que até o momento foram processadas 1,6 milhão de transações financeiras, a partir do cruzamento de 43,7 mil contas. No total, foram processados 66,2 mil dados.

 

O principal objetivo do inquérito, nesta nova etapa, é desvendar a origem de todo o dinheiro - R$ 1,75 milhão - destinado à compra do dossiê, apreendido em poder dos petistas Gedimar Passos e Valdebran Padilha num hotel de São Paulo, em 15 de setembro passado. A origem dos dólares está praticamente desvendada.

´Laranjas´ envolvidos

Segundo a PF, a maior parte do dinheiro estrangeiro foi adquirido por um grupo de cinco a nove pessoas de uma mesma família, na Vicatur Câmbio e Turismo, de Nova Iguaçu, no Rio. Pobre e sem meios para justificar operação dessa monta, a família seria do município de Magé.

 

O objetivo da investigação agora é descobrir se eles "alugaram" seus PFs, ou tiveram os nomes usados indevidamente pelos petistas, e se os donos da empresa que vendeu os dólares tinham conhecimento da operação.

 

Autorizada a operar com câmbio de moeda estrangeira desde 1999, a Vicatur foi objeto de uma comunicação do Banco Central ao Ministério Público do Rio, por suspeita de irregularidade em operações de câmbio. Em alguns casos, as pessoas nem sequer sabiam que seus nomes tinham sido usados nas operações na agência. (Matéria do site do Estadão).

 

MEU COMENTÁRIO: Como podem verificar os honrados leitores deste blog, a PF prossegue na cuidadosa investigação. Agora, já insinua que se pode chegar a um inusitado absurdo: os petistas usaram “laranjas”, para sacar e as pessoas utilizadas, claro, nem sequer sabiam do seu envolvimento...hummmm...

 

E o pior: a grande mídia continua noticiando isso como se fosse coisa séria. Caso Lula seja eleja com essa diferença apregoada pelos institutos de pesquisa todos nós, boquiabertos, veremos consagrar-se a mentira no lugar da Justiça e do Direito.

 

Daí para frente, vale tudo!



Escrito por Aluizio Amorim às 00h02
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AS PESQUISAS

Tudo isso que acontece

é muito estranho...Não?

Reafirmo mais uma vez o que já disse aqui: se esses números dos institutos de pesquisa estiverem corretos com Lula alcançando mais de 60 por cento dos votos, não há dúvida que estamos vivendo um país cuja maioria é tolerante com o crime, com a mentira e que não dá a mínima importância para as questões morais e éticas. Estaria a vigorar por aqui a ética da malandragem e da desfaçatez, do deboche e da indiferença a quaisquer tipos de iniqüidades.

 

Se estes números se transformarem em votos nas urnas a maioria dos brasileiros passará a Lula e ao PT uma procuração para fazerem o que bem entenderem.  

 

Como falar, daí, em Justiça e Direito, caso prevaleça essa fantástica ignomínia? Qual, afinal, o motivo que levaria ao lulo-petismo hordas de brasileiros, e aí já se inclui, além dos bolsa-esmola, boa parte da classe média instruída. Indica, ainda, que boa parte dos eleitores de Geraldo Alckmin migraram para Lula! Qual a justificativa plausível para esse fenômeno? Pergunta-se: há algo concreto para isso. Há uma lógica? Não me venham argumentar os jornalistas penas alugadas do lulismo que é o discurso sobre a privatização.

 

De minha parte acho tudo isso muito estranho. Em toda essa campanha nunca ouvi alguém tentar, por exemplo, defender o lulismo em algum lugar público. Não presenciei nenhuma manifestação aberta de partidários do lulismo ou de qualquer animação nesse sentido. Não vi sequer meia dúzia de automóveis com uma bandeirola petista. Está certo que estou no Sul, na capital catarinense. A minha perplexidade e as indagações que coloco ouço à farta onde quer que vá.

 

Por essas razões continuo considerando que esta eleição não está decidida.  Apesar de todas essas pesquisas...hummmm...que está estranho, ah...está sim.



Escrito por Aluizio Amorim às 20h38
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O DIREITO À MENTIRA

Com petismo Brasil vira o 

grande lixão do Ocidente

Os deputados Alberto Goldman, vice-governador eleito de São Paulo, e Arnaldo Madeira, ambos do PSDB paulista, criticaram, nesta terça-feira, a declaração do governador eleito da Bahia, Jaques Wagner (PT), que afirmou que os petistas envolvidos na tentativa de compra de um dossiê contra políticos tucanos podem estar mentindo, protegidos pelo "direito, concedido pela lei, de que o réu não é obrigado a dizer toda a verdade."

"Nem do ponto de vista jurídico é permitido isso", reagiu Goldman, ressaltando que cabe sanção a quem mente. "Do ponto de vista político, (a declaração de Wagner) é a ausência de escrúpulos", disse o tucano.

Wagner, em entrevista na segunda-feira última, disse não estar "defendendo que eles mintam", mas reafirmou: "É a Justiça que lhes garante esse direito." (Clique aqui para ler a imundice na íntegra).

 

MEU COMENTÁRIO: Enganam-se os que pensam que esses votos nordestinos que sufragam Lula sejam apenas das pessoas pobres e humildes. É também da classe média e dos coronéis que financiam o voto de cabestro. Jaques Wagner é um governador eleito de um dos principais estados do Nordeste, fala pelos seus liderados. É o novo líder político do petismo do Nordeste. Será daqui a pouco uma autoridade constituída ungida pelas urnas. A degenerescência moral e ética grassa e escorre por este imenso País. País?

 

O lixão ocidental é aqui. Com o petismo o Brasil passa a ser o destino de todos os dejetos do mundo.



Escrito por Aluizio Amorim às 18h32
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NOS BASTIDORES DO DEBATE

Aquilo que a grande mídia

esconde está na blogosfera

Se vocês querem saber o que rolou nos bastidores e na platéia durante o debate de ontem, leiam o que revela Nariz Gelado, que lá esteve. Como acontece cada vez com mais freqüência, a grande mídia informa pouco e de forma enviesada os acontecimentos. Temos que nos louvar nos blogs, já que a maioria da mídia e dos jornalistas rasteja e lambe as botas do poder petista. Tanto é que, segundo revela Nariz, Noblat cobriu o debate sentado junto com a turma do PT.

 

Cubano, como é conhecido na blogosfera, até poderia ser parcialmente favorável a determinado candidato, só não concordamos com o fato de que reivindique uma “imparcialidade” que não é verdadeira. Cubano hoje é um pena alugada do lulo-petismo e o seu cérebro não contem neurônios suficientes para compreender o aspecto plebiscitário desta eleição.

 

É por estas e outras que reafirmo: isenção e imparcialidade no jornalismo são puras piadas. Trata-se da maior enganação. É por isso que aqui neste blog continuo proclamando a minha total “parcialidade” em defesa da recomposição moral e ética da Nação e a defesa do estado de direito democrático. Isto passa por um sonoro Fora Lula!!! Fora PT!!!

 

Na condição de jornalista que também sou, falo de forma tranqüila sobre tudo isso e com a sensação cada vez maior de estar cumprindo o meu dever profissional e de cidadão responsável.

Escrito por Aluizio Amorim às 15h22
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ARTIGO

Feridas eleitorais

Sergio Fausto (*)

Saltam aos olhos as feridas abertas ou agravadas ao longo de uma campanha que começou morna e terminará quente, embora tenha sido vazia de conteúdo do início ao fim. Não bastasse a animosidade crescente entre as principais lideranças políticas (em grau desconhecido para os que não viveram os anos anteriores a 1964), vê-se também o acirramento dos ânimos, na sociedade, entre os partidários das duas principais candidaturas. Para completar, acumulam-se, contra o provável vencedor, questionamentos judiciais que podem vir a pôr em xeque a legalidade de seu eventual segundo mandato (hipótese improvável, mas que compõe o delicado quadro político pós-eleitoral).

Não cabe tapar o sol com peneira: as feridas são profundas e indicam os riscos de uma contaminação mais ampla da convivência democrática. É só lembrar do episódio recente, ocorrido num bar do Leblon, no Rio de Janeiro, quando uma moça vestindo uma camiseta de apoio ao presidente-candidato teve a ponta de um dos dedos da mão arrancada por uma mordida, após ser hostilizada por outros clientes. Basta passar os olhos pela internet e pelas comunidades do Orkut, onde proliferam mensagens de ódio e preconceito de parte a parte, para saber que o episódio do Leblon, longe de ser um fato isolado, é a expressão chocante de uma atmosfera política que se difunde um pouco por toda parte.

O encerramento da disputa eleitoral não será remédio suficiente para cicatrizar as feridas que foram abertas. Tampouco um compromisso em nome da “governabilidade” cumprirá esse propósito. Isso porque elas são sintomas de processos orgânicos e, por isso, não se prestam a tratamentos ou curativos superficiais.

Não resta dúvida de que parte dessas feridas se explica pelo preconceito social historicamente alimentado contra movimentos, partidos ou lideranças originadas fora dos círculos da elite. Essa explicação, porém, além de parcial, serve antes para encobrir do que para elucidar a causa mais direta e potente do atual estado de coisas na política brasileira. A verdade é que, há muito, Lula e o PT se tornaram parte da elite e absorveram, inovando, mas não necessariamente para melhor, velhas práticas oligárquicas de apropriação do Estado e de recursos públicos para fins privados. A inovação fundamental consiste na organização sistemática da corrupção e na adoção de expedientes que ficam na fronteira do banditismo político, quando não a ultrapassam. O resultado é que o presidente-candidato e o seu partido abalaram a fundo o respeito pelas instituições e pelas autoridades políticas maiores do País.

Como pretender que o Brasil avance nos próximos quatro anos, sem restabelecer uma precondição tão essencial para compromissos democráticos em torno de uma agenda de políticas públicas que realmente interesse ao País (e não apenas aos propósitos do presidente-candidato e de seu partido)? A campanha que agora se encerra, limitada no mais das vezes a generalidades, não ajudou na definição mais clara do conteúdo e das prioridades dessa agenda. Pior, comprometeu as já difíceis condições políticas para um eventual entendimento em torno dela. Se, quanto à primeira falha, a responsabilidade pode ser igualmente atribuível aos dois candidatos, quanto à segunda ela recai exclusivamente sobre o presidente-candidato.

No único momento em que se viram ameaçados pelo espectro da derrota, Lula e os seus mandaram definitivamente às favas quaisquer escrúpulos nos ataques ao adversário. Fizeram assim uma opção perigosa. Deixo entre parênteses as suspeitas de politização das investigações da Polícia Federal sobre o caso do dossiê falso, porque por ora são ainda suspeitas não confirmadas, embora muito graves. Melhor ficar no campo das evidências. Quem há de negar o teor protofascista de um arsenal retórico que incluiu desde boatos infundados, da privatização da Petrobrás e do Banco do Brasil à internacionalização da Amazônia, até a deliberada instigação do preconceito contra o candidato da oposição e seu partido, estigmatizados como “inimigos do povo, do Nordeste e da Amazônia”?

Da boataria e da estigmatização tomaram parte ativa não apenas ministros e assessores diretos, senão que o próprio presidente-candidato. Com isso, minaram as já precárias bases de um possível diálogo futuro e, mais grave ainda, mobilizaram, com falsos estereótipos, sentimentos que exacerbam o antagonismo irracional entre regiões e grupos sociais e, nessa medida, representam séria ameaça à convivência democrática num país de tantas diferenças e desigualdades.

Ao enveredar por esse caminho, Lula deveria ter meditado melhor sobre as conseqüências da opção que fazia. Provavelmente acertou do ponto de vista estritamente eleitoral, a julgar pelo que revelam as últimas pesquisas de intenção de voto. Possivelmente errou da perspectiva de um candidato-presidente que tem a pretensão de conquistar um segundo mandato e deveria cuidar das condições efetivas para governar na eventualidade de sair-se vitorioso. Certamente agiu, como de resto vem agindo na maioria das vezes desde a sua posse, como um político que não parece sequer compreender a importância prática e moral dos valores, regras e padrões de conduta que se exigem de um presidente da República sob regime democrático.

Se vier a ser reeleito, pesa-lhe sobre os ombros a responsabilidade de sanar as feridas causadas por esta que é a mais maldita herança de seu primeiro mandato.

­­­­­­­­­­­­­­___________________________

(*) Sergio Fausto, cientista político, ex-assessor do Ministério da Fazenda, é coordenador de Eventos e Projetos do Instituto Fernando Henrique Cardoso. Este artigo foi publicado em O Estado de São Paulo. Reproduzo aqui com a autorização do autor, a quem agradeço.

 



Escrito por Aluizio Amorim às 12h42
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MEU COMENTÁRIO SOBRE O DEBATE

Ficou evidente que reeleição

é verdadeiro salto no escuro

O debate que encerrou há pouco talvez tenha sido um pouco melhor que o anterior. Entretanto, o que fica mais do que evidente é que, caso Lula vença, teremos mais do mesmo, isto é, a  estagnação. Lula – e aqui não vai nenhum preconceito – tem uma dimensão do ato de governar que não ultrapassa o discurso do pobrismo. Está certo que políticas sociais são importantes em todos os países do mundo civilizado. Inclusive naqueles de democracia forte e economia sólida. Entretanto, reduzir todo o ato de governar um país das dimensões do Brasil, que já é industrializado, que possui uma população beirando os 200 milhões de habitantes, à distribuição de esmolas, torna-se uma coisa ridícula. E perigosa. E este é o contraste que fica claro entre a competência de Geraldo Alckmin, seu preparo intelectual e a sua experiência de uma longa carreira política e sobretudo a sua visão e compreensão das complexidades relativas a contraposição existente entre países emergentes e aqueles de alto capitalismo.

 

Enquanto Lula reduz o seu discurso ao nível da situação de um pau-de-arara, Alckmin demonstra que tem visão de médio e longo prazos e tematiza sempre – e com razão – na questão do desenvolvimento, do crescimento da economia como a forma mais racional e correta de minimizar as distâncias nos níveis de bem-estar que separam o Brasil mais pobre daquela parte mais rica e bem sucedida.

 

Seria demais repetir aqui que uma Nação só resolverá esta questão do atraso e da ignorância com desenvolvimento econômico. Não existe outra alternativa. Eis aí o aspecto central do debate desta campanha eleitoral. Dos países emergentes talvez o Brasill seja o que reúne as melhores condições para dar um salto, desde que abandone para sempre a política clientelística e paternalista..

 

Entretanto, por ironia do destino, Lula e o PT que no passado abominavam o coronelismo resgataram o voto de cabestro, o estatismo e a forma mais odiosa das políticas sociais que é anestesiar a capacidade de iniciativa das áreas mais pobres. É incrível, até porque esta prática política já havia sido abandonada até mesmo pelas velhas raposas políticas que por séculos a utilizaram para manter-se no poder. Com Lula e o PT não apenas se transformaram num meio de amealhar votos, mas no principal item de suas propostas programáticas.

 

Em termos de estratégia de campanha, embora tenha retomado uma pegada mais forte na questão da urgente recomposição moral e ética, Geraldo Alckmin foi suave nas críticas aos escândalos que marcaram este governo do começo ao fim. Não conseguiu transmitir a indignação, o nó na garganta dos cidadãos de bem ante não só o descalabro administrativo do governo, como também no que respeita à torrente de escândalos que começa no mensalão, passando pelas cartilhas, cartões corporativos, dólares na cueca, quebra de sigilo bancário, Lulinha e, finalmente, a dinheirama que o PT amealhou não se sabe de onde, para comprar um dossiê fajuto de uma quadrilha. Permanecem, enfim, todas essas vergonhosas mazelas que enlameiam a Nação. Há um crime eleitoral seríssimo que frauda estas eleições. O pleito está maculado e a Justiça abarrotada de processos contra Lula e o PT.

 

Outro aspecto a ser notado. Lula voltou a falar em democracia. Era um conceito que havia sido abandonado por ele seu partido. Não esclareceu o que entende por “democratização dos meios de comunicação”. O debate serviu, pelo menos, para mostrar a todas as pessoas que sufragar Lula significa dar um salto no escuro no plano institucional. A plenitude democrática e as liberdades individuais, cuja ameaça sobre elas é latente no lulismo mas pode se tornar mais aguda num eventual segundo mandato, face a avalanche de denúncias que já estão por conta do pronunciamento do Judiciário, são um fato a indicar claramente que a reeleição não é o melhor negócio para o futuro do Brasil. Nem no plano institucional e nem no econômico.

 

É por tudo isso que, a despeito de todos os prognósticos dos institutos de pesquisa, Geraldo Alckmin continua no páreo. Os próximos dias decidirão o pleito.



Escrito por Aluizio Amorim às 00h36
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DEBATE

Caríssimos leitores:

 

peço um pouco de paciência a vocês para daqui a pouco oferecer algumas observações sobre o debate, o que estou fazendo agora. Mais um pouquinho e postarei algumas linhas. Peço a compreensão, pois vejo que todos estão esperando e comparecendo sempre ao blog, fato que me honra e que aumenta cada vez mais a minha responsabilidade.

 

Fico imensamente grato pelo prestígio e a confiança de todos vocês.

Até já!



Escrito por Aluizio Amorim às 23h41
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O DEBATE (2)

O varejo do pobrismo domina

debate sobre o fututo do País

O debate sofreu uma guinada em direção ao pobrismo. Os dois candidatos se estrebucham para dizer quem dá mais esmolas. Os assessores de Alckmin deveriam estar acompanhando o noticiário para perguntar a Lula por que a PF acaba de suspender a busca da origem do dinheiro. Pararam numa “lavanderia” de Nova Iguaçu, um verdadeiro “laranjal” por onde teriam sido sacados os dólares para alimentar aquela montanha de dinheiro para comprar o “dossiê” fajuto. A “lavanderia” vem funcionando há muito tempo.

 

Ainda sobra tempo para Alckmin indagar a Lula qual o segredo que ele tem para transformar da noite para o dia o seu filho num milionário. Aliás, essa é uma pergunta de todos os pais “deste país” que enfrentam a dificuldade de  encontrar uma colocação para os seus filhos no mercado. Nem que por aquele salário de R$ 600,00, que Lulinha pôde, de repente, trocar por algo mais “interessante”.

 

Assiste-se um debate entre dois candidatos à presidência da república que ficam discutindo formas de dar esmolas. O debate está c aindo num varejo ridículo, enquanto o país está paralisado por conta da incompetência e em decorrência do aparelhamento de todas as esferas estatais, inclusive a agência regulatória da aviação. O desastre da Gol tem a ver com esse descalabro de colocar áreas altamente técnicas nas mão de despreparados.



Escrito por Aluizio Amorim às 22h29
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DEBATE

Alckmin empareda Lula mas

tem de falar na Gamecorp

 

O debate está melhor desta vez. Lula mostra mais uma vez que está tenso, que é um homem de pavio curto, à beira de uma ataque de nervos. Alckmin tem que fazer uma pergunta fundamental: como Lula explica o inusitado enriquecimento de seu filho Lulinha, que a veja denunciou em sua última edição. O que fez uma empresa fajuta tornar-se milionária da noite para o dia. O público está esperando por esta pergunta.

 

Lula está na defensiva, como deve ser, porque a eleição se transformou em assunto policial. Espera-se que os brasileiro coloquem a mão na consciência e votem em favor da recomposição moral da Nação. Esta é uma oportunidade histórica.

 

Quando Lula jactou-se de que a Embraer estavam exportando aviões e crescendo, esqueceu que essa empresa atingiu este nível de performance porque foi privatizada no governo de Fernando Henrique Cardoso. Se não fosse, hoje, por certo, estaria aparelhada pelos companheiros e produzindo teco-teco.



Escrito por Aluizio Amorim às 22h06
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Prezados Leitores:

 

Estarei acompanhando o debate e postarei comentário logo que for encerrado. Também poderei fazer análises nos intervalos, desde que haja alguma situação que valha a pena.

 

Agradeço muito a atenção de vocês.



Escrito por Aluizio Amorim às 19h09
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A MENTIRA COMO ARMA ELEITORAL

Hitler chegou ao poder usando a mentira e o terrorismo

PT utiliza a estratégia do

nazismo, denuncia FHC.

O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB) acusou nesta segunda-feira o PT e o presidente e candidato à reeleição pelo partido, Lula da Silva, de utilizarem estratégia nazista nesta campanha eleitoral.

"Eles não se cansam de dizer mentiras. É a velha técnica nazista, de dizer uma mentira repetida até ela se transformar em verdade. Eles fazem o mesmo estilo de Goebbels (Joseph Goebbels, ministro da Propaganda nazista), que elegeu (Adolf) Hitler", destacou ele, em inflamado discurso realizado nesta segunda no ato em prol da campanha de Geraldo Alckmin (PSDB).

 

Além de comparar a propaganda de Lula ao nazismo, FHC chamou o presidente da República de "Fanfarrão Minésio", apelido literário dado ao criticado governador mineiro Luís da Cunha e Menezes no poema satírico Cartas Chilenas, de autoria atribuída a Tomas Antônio Gonzaga.

 

O mau governo de Menezes é apontado como um dos fatores que levaram ao surgimento da Inconfidência Mineira. "Em 1994, eu saí (para o pleito) com 8% das intenções (de voto) e o fanfarrão tinha 40% (dessas intenções) e eu ganhei as eleições com votos dos ricos e dos pobres", ironizou FHC.

 

Ele lembrou que também já perdeu uma eleição, mesmo com projeções favoráveis dos institutos, que foi a disputa para a Prefeitura de São Paulo na década de 80. "A opinião pública é volátil e é fácil ganhar antes da hora", emendou. No discurso, FHC conclamou os presentes, mais de mil pessoas, a trabalharem nesta reta final para que Alckmin possa chegar ao Palácio do Planalto.

 

"Temos de continuar lutando até o fim, pois queremos um Brasil decente. Ainda temos tempo para virar as eleições, pois há um sentimento no País de que, do jeito que está, não dá mais para continuar. O Brasil cansou", finalizou. (Do site do Estadão).



Escrito por Aluizio Amorim às 17h00
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O TRIUNFO DO CANALHISMO

Oposição deixa PT fazer o que

quer e pisotear a Constituição

Por que a oposição não chama a imprensa internacional para uma grande entrevista coletiva denunciando ao mundo inteiro essa manobra sórdida e debochada do governo para esconder a verdade da Nação? Por que a oposição continua tolerando esta afronta à democracia e ao estado de Direito? Estas, deputado Jugmann, são as verdadeiras perguntas que não querem calar e que deixam atônitos os brasileiros decentes que querem conhecer a verdade, que desejam ver suplantada de um vez por todas essa mentirada.

 

Estamos vivendo um “golpe branco” perpetrado por Lula e o PT, que debocham da Nação e fazem o que querem, pisoteando a Constituição, enganando descaradamente, protelando as investigações, enquanto no Congresso parlamentares oposicionistas já assinaram um projeto de lei que irá conferir mais poderes para a Polícia Federal e que, caso seja aprovado, lhe dará inclusive o poder de executar ações à revelia da Justiça!

 

Tais acontecimentos indicam que a Oposição começa a fazer vistas grossas de forma interesseira ante o esbulho eleitoral. Caso não seja esclarecido completamente esse escândalo do dossiê, teremos uma eleição fraudada, maculada por manobras espúrias do governo para se perpetuar no poder.

 

Se por ventura Lula vencer, sua vitória estará maculada pela fraude. Queremos a verdade e todos os responsáveis pelas falcatruas na cadeia. São cúmplices desse golpe contra as instituições democráticas boa parte da grande mídia e os jornalistas que se portam de forma vergonhosa, maculam a profissão, ao fazer o jogo sórdido da mentira sob o pretexto da isenção e da imparcialidade.

 

Num país sério toda essa gente já estaria na cadeia.



Escrito por Aluizio Amorim às 10h01
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ESTADO POLICIAL

Jungmann acusa PF de obstruir

trabalhos da CPI sanguessuga

A uma semana da eleição, o nervosismo da campanha contamina os bastidores da investigação sobre a origem do R$ 1,75 milhão que seria usado por petistas para comprar o dossiê fajuto Vedoin contra a oposição. O deputado Raul Jungmann (PPS-PE), vice-presidente da CPI dos Sanguessugas, quer entrar agora com mandado de segurança contra a Polícia Federal, alegando obstrução dos trabalhos da comissão parlamentar de inquérito. Jungmann disse que a CPI ainda não teve acesso a "nenhuma folha" do relatório parcial do inquérito preparado pela PF sobre a trama envolvendo a tentativa de compra do dossiê.

Reclamou, ainda, que o documento vazou para a imprensa sem que os integrantes da comissão tivessem conhecimento da papelada. "A pergunta que não quer calar é: a quem interessa que essa CPI não chegue aos mandantes do crime, aos responsáveis?", indagou o deputado. "Estamos diante de uma situação absurda, de um caso de obstrução das investigações." (Clique aqui para ler mais).



Escrito por Aluizio Amorim às 09h25
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MEU COMENTÁRIO

Alckmin, ouça o aviso

que vem das ruas!

O movimento de protesto que se esboça nas ruas de São Paulo é um sintoma do grito de indignação que está preso na garganta dos cidadãos de bem. Representa uma advertência à oposição. Exige que o candidato Geraldo Alckmin seja severo com Lula; cobre o esclarecimento imediato da procedência do dinheiro sujo que o bando petista utilizou na tentativa de negociar o dossiê fajuto com a quadrilha Vendoin; que reverbere a denúncia da revista Veja desta semana (ver post mais abaixo) que acusa Lula de tráfico de influência em benefício de seu filho. Alckmin não pode invocar falso pudor. Tem de meter o dedo na ferida. Se não fizer isso acabará determinando um surpreendente aparecimento de votos anulados nessa eleição, dado ao fato de que seus eleitores manifestam uma visível agonia quando ele, Alckmin, vem com essa história de campanha propositiva.

 

O protesto nas ruas de São Paulo é um aviso claro. Ou Alckmin e o PSDB fazem uma oposição responsável e conseqüente ou então é melhor nem ir ao debate.

 

A eleição não está ganha como insinua Lula. E tanto é verdade que o PT e seu próprio candidato continuam disparando sem parar contra a Oposição. Quem deve estar na defensiva é o lulo-petismo responsável por um governo pífio, perdulário, ineficaz e envolvido permanentemente em vergonhosas falcatruas que culminaram com o trambique do dossiê.

 

Denuncie Alckmin. Grite junto com os cidadãos de bem: Fora Lula!!! Fora PT!!! Chega!!!



Escrito por Aluizio Amorim às 23h10
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A VOLTA DOS CARAS-PINTADAS

Jovens protestam nas ruas de

SP contra a reeleição de Lula

Uma passeata contra a candidatura DE Lula da Silva, que disputa a reeleição pelo PT, ocupou duas vias da Avenida Paulista na tarde de domingo e provocou um quilômetro de congestionamento, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). O protesto durou três horas e teve ainda o acompanhamento de um carro de som. Segundo a CET havia cerca de 200 pessoas no local. Já a Polícia Militar, que acompanhou o protesto, estimou em apenas 30 o número de participantes.

 

Narizes de palhaço Os manifestantes, na maioria jovens de classe média de 20 a 30 anos, apitavam para chamar a atenção. Eles vestiam narizes de palhaço e camisetas escritas “Fora Lula” e carregavam cartazes escritos “Chega” e “Até quando?”. Uma mulher, com listras de verde e amarelo no rosto, levantava uma bandeira do Brasil ao vento. Depois de deixar a Paulista, os manifestantes seguiriam em direção à Praça João Mendes, no centro da cidade. O protesto foi pacífico e nenhuma ocorrência foi registrada pela CET ou pela Polícia Militar.

Dólares na cueca em Interlagos

Que é isso ‘cumpanheiro’? Houve manifestações contrárias ao presidente Lula também em Interlagos, onde ocorria o GP Brasil de Formula 1. Um militante do PSDB apareceu em frente ao autódromo vestindo uma cueca cheia de falsas notas de dólar por cima da calça jeans e carregando uma mala de dinheiro com a inscrição “Só quero mais quatro anos cumpanheiro.”  O protesto era uma alusão à prisão do petista José Adalberto Vieira da Silva com dólares na cueca, no ano passado. (Do site do Estadão agora há pouco).

 

Comentarei em seguida.



Escrito por Aluizio Amorim às 22h02
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DENÚNCIA REPERCUTE

Tasso afirma que “Lulinha”

terá que explicar fortuna

O presidente do PSDB, Tasso Jereissati afirmou que Lula não tem mais quem culpar pelos escândalos e passou a cobrar também  explicações sobre as denúncias feitas pela revista Veja desta semana contra o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha". "Eu sou muito cuidadoso. Não gosto de misturar família com política. Mas, nesse caso, as nuvens estão pesadas demais. Acho que está na hora desse rapaz (Lulinha) vir a público explicar essa sua fortuna. Ele não pode ficar assim sem dar explicação", comentou Tasso. (Leia mais clicando aqui).



Escrito por Aluizio Amorim às 20h47
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CRÔNICA DA MADRUGADA

Ave, EUA! Se não fossem

vocês não haveria YouTube.

Caríssimos leitores: embora o forte do blog seja a política com base num jornalismo sem hipocrisia, informo que além da política cultuo a música e em algumas madrugadas dedico-me a vasculhar a internet à procura daquilo que os meios de comunicação tradicionais não mostram mais “neste país”. Encontro no YouTube, esta maravilha criada por dois jovens norte-americanos (note-se: norte-americanos e não chineses, africanos ou brasileiros). Acusem-me de racista se quiserem. Não tenho a resposta e duvido que alguém a tenha para justificar por que todo o desenvolvimento da cultura ocidental, a chamada civilização moderna, surgiu na Europa anglo-saxônica e em nenhum outro lugar do planeta. Ave, Weber! Portanto, nada a ver com racismo. Depois esta cultura espraiou-se pelo mundo. Não fosse o esquerdismo que milita pela miséria, o atraso das sociedades bananeiras latino-americanas e afro-asiáticas já teria sido eliminado pela saudável contaminação iluminística.

 

Não que os outros povos não sejam criativos. Mas o nível de sofisticação e refinamento da ciência e das artes flui a partir daquele pedacinho da Europa. Já disse anteriormente que ninguém sabe por qual razão surgiu ali. Muito menos eu. Mas a constatação continua a desafiar e a irritar certa intelectualidade que não dispensa o uso do automóvel, do computador, dos medicamentos e, por que não, da boa arte, particularmente da “música racional”. E podem acreditar, trata-se de uma das grandes descobertas influenciadas pela ciência e, particularmente, pela matemática. Quem tem noção de teoria musical sabe disso.

 

E os brasileiros também são criativos, particularmente nas artes. Sou fanático por música e sou também músico, embora já tenha perdido os providentes calos nos dedos para extrair acordes significativos da guitarra ou violão. Dedilho também um piano de forma autodidata, mas esporadicamente lanço mão desses instrumentos. Hoje sou mais um bom ouvinte. E afirmo sem modéstia: sou um excelente e exigente ouvinte. Não fosse a ocupação diária na produção da análise política que sustenta o blog e sacia os leitores nessa época eleitoral, tiraria mais tempo para catar algumas preciosidades musicais que se podem encontrar na internet. Gosto de bossa nova (da boa, da pura igual a esta do link que darei ao final), do jazz e do rock, com destaque, evidentemente, para os Beatles. Vão ser bons assim lá em Liverpool.

 

Entretanto, agora de madrugada, ao deparar com uma jóia rara da bossa nova no YouTube, voltei a pensar novamente: mas como bossa nova pôde surgir no Brasil? Trata-se de uma expressão artístico-musical de um refinamento extremo. Ambos, a bossa e o jazz, são os dois únicos gêneros musicais internacionais e que se equivalem e se combinam. Aliás, a bossa é o samba influenciado – ótimo – pelo jazz. Repito: não sei como a bossa surgiu aqui, da mesma forma que não se sabe por que civilização moderna pautada pelo secularismo e pela racionalização apareceu apenas e só naquele pedacinho do continente europeu.

 

Brindo os leitores com o grupo “3 na Bossa”: piano Edmur Hebter; baixo, Elaine do Valle e bateria Toninho Pinheiro com o concurso do violão do extraordinário Roberto Menescal, que se consagrou com a composição “O Barquinho”. Isto nos tempos áureos da bossa nova que felizmente exterminou o kitsch dominante na produção musical brasileira até o final dos anos 50. O link que darei agora refere-se ao vídeo da gravação do CD 3 na Bossa. A música é a famosíssima “Watch what happens” do pianista e compositor francês Michel Legrand, uma fera da música, embora seja francês. Sorry. Como eu disse, fora do âmbito anglo-saxônico existe inteligência, ainda que rarefeita.

 

Ouçam portando “Watch what happens” clicando aqui. Uau! É maravilha pura. Amanhã vou atrás deste CD. Provavelmente não encontrarei. Nada que procuro de livros e CDs encontro no Brasil. Ainda bem que existem os Estados Unidos. Lá tem tudo. Ave, capitalismo norte-americano! É só ir no site da Amazon.



Escrito por Aluizio Amorim às 04h17
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LEITURA OBRIGATÓRIA

“Raízes do Brasil” completa

70 anos sem perder o vigor

No momento em que parcela mais conseqüente da população brasileira indaga sobre as razões pelas quais as iniqüidades morais e éticas que contaminam a esfera da política são relativizadas, toleradas e minimizadas por expressiva maioria de cidadãos, alcançando todos os extratos sociais, a leitura ou releitura de Raízes do Brasil, o clássico de Sérgio Buarque de Holanda, torna-se obrigatória. A obra completa 70 anos de idade, mas continua com jovial vigor e atualíssima.

 

A propósito, o jornal O Estado de São Paulo deste domingo traz um texto primoroso da lavra da professora Lilia Moritz Schwarcz do Departamento de Antropologia da USP. A mostrar que nem todos os professores uspianos renderam-se à patrulha ideológica dominante na academia brasileira, responsável pela proscrição de autores como Sérgio Buarque de Holanda pelo tacanho preconceito contrário à uma intelectualidade que não se deixou aprisionar pela interpretação do fenômeno social e político brasileiro apenas pelo viés metodológico do materialismo histórico.

 

Lilia Schwarcz, já na conclusão de seu escrito, dá um recado curto e certeiro, ao recolher de Raízes do Brasil algumas respostas que explicam a atordoante insensatez que preside o pensamento brasileiro. Reproduzo a seguir um excerto lapidar do texto e ofereço o link para a leitura completa:

 

“Raízes do Brasil é um sinaleiro contra o apego irrestrito aos valores da personalidade e faz com que o debate sobre a democracia no Brasil reapareça como problema e não conclusão. De que maneira pensar projetos de igualdade social nessa sociedade que trata a cidadania como fórum da intimidade e entende o exercício da política como uma prática restrita a biografias exemplares? Esses eram desafios dos anos 1930, mas que continuam cativos da agenda atual. O presidente é uma espécie de pai, ou, quando não, um colega conhecido pelo apelido. Partilhamos da intimidade dos homens públicos, como se tomássemos parte desta lógica da privacidade, que mais enreda do que permite escapar. Políticos são, com freqüência, candidatos a santos ou heróis nacionais, ao mesmo tempo em que fazemos de nossos santos amigos da intimidade. Essa incômoda cordialidade contaminada multiplica-se em muitas esferas, insere-se na política, escorre para as instituições e pauta agendas públicas”. (Clique aqui e não deixe de ler tudo).



Escrito por Aluizio Amorim às 02h36
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CAMPANHA EM SC

Alckmin dá o recado em SC e a

militância cobra oposição forte

Geraldo Alckmin esteve hoje em Florianópolis, além de passar por outras cidades catarinenses, acompanhado do governador eleito de Minas Gerais, Aécio Neves, no mesmo momento em que pesquisa do Ibope divulgada pelo jornal Diário Catarinense, confirmava o favoritismo do ex-governador Luiz Henrique da Silveira, que renunciou para concorrer à reeleição. Luiz Henrique é do PMDB e é apoiado pelo PSDB e pelo PFL. No palanque também estavam o presidente do PFL, Senador Jorge Bornhausen e o senador eleito pela aliança Por Toda Santa Catarina, Raimundo Colombo, do PFL, que teve uma votação que é recorde histórico em pleitos para o Senado.

 

A animação dos militantes da aliança recebeu Alckmin de forma ruidosa e com um inusitado toque de humor. Um grupo de jovens fez o bloco dos chuveiros Lorenzetti. Havia quase uns 20 chuveiros atados na ponta de hastes de cerca de dois metros que eram agitadas pelo grupo que gritava palavras de ordem contra a corrupção e cobrava a origem do dinheiro do dossiê. (Lorenzetti é catarinense).

 

Aqui em Florianópolis, o evento foi realizado no tradicional Clube Doze, que fica bem no centro da capital e, por ser sábado à tarde a movimentação da militância tucano-pefelista-peemedebista foi facilitada. Tomaram as ruas que circundam o clube que foi totalmente decorado para recepcionar o candidato tucano à presidência. Alckmin teve uma votação maciça em Santa Catarina. Colado com Luiz Henrique, que lidera a corrida do segundo turno, o candidato deverá manter a performance.

 

O que surpreendeu foi o discurso contundente de Aécio Neves, completamente diferente daquilo que aparece na grande mídia.O tucano mineiro mandou ver e cobrou a recomposição moral da Nação para o delírio da massa que se comprimia no clube. Geraldo, por sua vez, agradeceu a votação que recebeu em Santa Catarina mas não teve a contudência de Aécio. Seu discurso continua marcado por excessivo ditatismo, embora a galera gritasse “Dá-lhe, Alckmin”! Houve empurra-empurra formando um gargalo na entrada e a segurança de Alckmin teve trabalho.

 

Cumprimentei Chuchu rapidamente na saída e gritei: Alckmin, não dá moleza no debate! Não dá moleza! Vai para cima do Apedeuta! Mas naquele barulhão todo com certeza não ouviu o meu grito de guerra. Meio aparvalhado esboçou apenas aquele sorriso típico de candidato e desapareceu por um corredor de segurança para embarcar numa van que o esperava.

 

Além da imprensa local, a grande mídia, incluindo repórteres e fotógrafos do Estadão e Folha de São Paulo e esquema nacional da Rede Globo/RBS também cobriam o evento.

 

Enfrentei problemas com a internet praticamente o dia todo. Só no começo da noite pude postar desde a minha base, razão pela qual o blog foi pouco atualizado hoje. Dei uma olhada nos portais da Folha e Estadão. Neste último encontrei uma pequena nota e na Folha, até há pouco, nada. Entretanto, matérias de Lula é que não faltam. Lula dá um traque e a Folha transforma num rojão. Por isso mesmo, adverti o repórter da Folha avisando que estarei de olho no noticiário. Qualquer escorregadela, denunciarei. Expliquei que embora seja jornalista, no meu blog não tem essa de imparcialidade. Quem quiser ler noticiário “imparcial”, procure os blogões e portais do jornalões. Aqui neste blog não daremos colher de chá para notas plantadas por petralhas travestidos de jornalistas.

 

O bom tempo típico de primavera de sol radiante (entre 23/24 graus), garantiu um périplo tranqüilo para a caravana dos políticos.



Escrito por Aluizio Amorim às 19h57
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MEU COMENTÁRIO

Diga conosco, Alckmin:

Fora Lula!!! Fora PT!!!

Problemas com a internet impediram novas atualizações durante o dia de hoje. Neste momento estou numa lan house, retornando de um grande evento aqui em Florianópolis com as presenças de Geraldo Alckmin e Aécio Neves, juntamente com o candidato ao governo catarinense, Luiz Henrique da Silveira, do PMDB, que tem o apoio do PSDB e do PFL.

 

Mais tarde estarei reportando este fato e postando novos comentários de análises do quadro político. Conversei com a reportagem da Folha de São Paulo, especialmente com o repórter Sílvio Navarro que estava cobrindo o evento, advertindo-o que este blog está de olho na cobertura da grande mídia. Estive no local muito próximo de tudo o que aconteceu e vou conferir o que diz a Folhona.

 

E fui muito claro com ele. Informei que este blog não se esconde em falsa imparcialidade. Aqui o jornalismo é parcial em favor do estado de direito democrático. Continuarei monitorando a mídia e os jornalistas e denunciando o patrulhamento ideológico que hoje domina grande parte das redações. Exceção seja feita à revista Veja que tem tido a coragem de abordar questões como esta que é reportagem de capa da edição deste final de semana, conforme post abaixo.

 

Isto não quer dizer que vou ser condescendente com a oposição! Eles têm o dever de denunciar à Nação, cobrar duramente do PT e alertar de forma pedagógica os eleitores sobre o caráter plebiscitário desta eleição. E não é apenas a questão ética e moral que está em jogo. O fulcro do que está colocado remete-nos de forma incisiva à esfera da política. Ou os brasileiros votam pelas liberdades democráticas, o estado de direito, o respeito à lei e a ordem ou votam pela anarquia e pelo golpe anti-democrático que move o lulo-petismo.

 

O PT despreza a democracia. Qualifica a classe média de burguesa, mente descaradamente, pilha o erário e faz um acordo espúrio com os tubarões da indústria e os banqueiros. Drena os recursos da classe média para financiar a bolsa-esmola.

 

Se o candidato Geraldo Alckmin não transmitir a indignação dos homens de bem do Brasil estará fazendo o jogo imundo do lulo-petismo. Terá, nos próximos debates, que restituir a honradez e a dignidade nacional enxovalhada. Tem que dar o grito democrático que forma um nó sufocante na garganta dos brasileiros sérios, honestos, democratas e liberais. 

 

Diga conosco, Alckmin: FORA LULA!!! FORA PT!!!



Escrito por Aluizio Amorim às 16h40
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CAPA DA VEJA QUE ESTÁ NAS BANCAS NESTE SÁBADO

O filho do Presidente

Como aconteceria com qualquer pai, o presidente Lula tem demonstrado o orgulho que sente pelo sucesso de seu filho Fábio Luís Lula da Silva. Aos 31 anos, Lulinha, apelido que ele detesta, é um empresário bem-sucedido. É sócio de uma produtora, a Gamecorp, que, com um capital de apenas 100.000 reais, conseguiu fazer um negócio extraordinário: vendeu parte de suas ações à Telemar, a maior empresa de telefonia do país, por 5,2 milhões de reais. Como a Telemar tem capital público e é uma concessionária de serviço público, a sociedade com o filho do presidente sempre causou estranheza. Na segunda-feira passada, em entrevista ao programa Roda Viva, Lula teve de falar em público sobre os negócios do filho. "Não posso impedir que ele trabalhe. Vale para o meu filho o que vale para os 190 milhões de brasileiros. Se têm alguma dúvida, acionem ele", afirmou. Dois dias depois, em entrevista à Folha de S.Paulo, o assunto Lulinha voltou ao foco. Os jornalistas lhe apresentaram uma questão formulada por um leitor do jornal, que não foi identificado. A pergunta dizia o seguinte: "Tenho 61 anos, sou pai de quatro filhos adultos, todos com curso superior, mas com dificuldades de bons empregos ou de empreender. Como é que o seu filho conseguiu virar empresário, sócio da Telemar, com capital vultoso de 5 milhões de reais?".

Em sua resposta, o presidente Lula começou explicando que seu filho virou sócio da Gamecorp quando a empresa, fundada por alguns amigos em Campinas, já tinha mais de dez anos de vida. "Eles fizeram um negócio que deu certo. Deu tão certo que até muita gente ficou com inveja", disse. Em seguida, o presidente fez menção às suspeitas que cercam a sociedade da Gamecorp com a Telemar. "Se alguém souber de alguma coisa que meu filho tenha cometido de errado, é simples: o meu filho está subordinado à mesma Constituição a que eu estou", disse o presidente, fazendo logo depois uma divagação comparativa que já nasceu imortal: "Porque deve haver um milhão de pais reclamando: por que meu filho não é o Ronaldinho? Porque não pode todo mundo ser o Ronaldinho". Os entrevistadores gostaram do paralelo estabelecido pelo presidente entre seu filho e o astro do futebol e perguntaram se não seria mais fácil virar um Ronaldinho quando se é filho do presidente. Lula respondeu: "Não é mais fácil, pelo contrário, é muito mais difícil. E eu tenho orgulho porque o fato de ser presidente da República não mudou um milímetro o hábito dos meus filhos".

Pouco ou nada se sabe dos hábitos dos filhos de Lula antes ou depois de o pai receber a faixa presidencial. Mas a trajetória profissional de Fábio Luís mudou e muito. Foi só depois da posse que seus dons fenomenais começaram a se expressar – e com tal intensidade a ponto de o pai ver nele um Ronaldinho dos negócios. Ele mostrou talento para as comunicações e, como se lerá nesta reportagem de VEJA, para a atividade de lobista junto ao governo. A reportagem revela que o filho do presidente associou-se ao lobista Alexandre Paes dos Santos, um personagem explosivo, que responde a três inquéritos da Polícia Federal, por suspeitas de corrupção, contrabando e tráfico de influência. Esse dom do filho do presidente se revelaria ainda no episódio de sua associação com a Telemar.

(Clique aqui para ler na íntegra. Caso não abra, use a senha para comprador de banca: BONITO).



Escrito por Aluizio Amorim às 00h03
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EIS A QUESTÃO:

O Brasil a caminho de

uma nova ditadura?

Jorge Lorenzetti, ex-coordenador de inteligência da campanha eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva e ex-churrasqueiro do presidente, foi acusado de ser o responsável pela operação de compra do dossiê Vedoin, elaborado para prejudicar a candidatura tucana no governo de São Paulo.

A informação, revelada nesta sexta-feira pelo Jornal Nacional, da Rede Globo, está no relatório parcial do inquérito sobre o caso, preparado pelo delegado Diógenes Curado Filho, da Polícia Federal (PF), que preside as investigações.

Curado Filho entregou nesta sexta-feira o parecer de dez páginas à Justiça com os dados sobre a investigação. No documento, o delegado afirma estranhar o fato de o churrasqueiro ter declarado, em depoimento, que tinha conhecimento do dossiê, mas não do R$ 1,75 milhão apreendido com o advogado Gedimar Passos e o empresário Valdebran Padilha em 15 de setembro, num hotel da capital paulista.

Esse dinheiro, ainda segundo a PF, foi levado até o hotel pelo ex-coordenador de Comunicação da campanha do senador Aloizio Mercadante (PT-SP), Hamilton Lacerda.

O relatório foi uma exigência do juiz Jefferson Scheinneder, da Justiça de Mato Grosso, para conceder mais prazo para a investigação. Scheinneder queria saber o que foi feito até agora.

Curado Filho pediu 30 dias adicionais para continuar o trabalho. Ele diz ter passado noites em claro examinando com um analista da PF os resultados do rastreamento de 800 linhas telefônicas, fixas e móveis. (Do site do Estadão).

 

MEU COMENTÁRIO: Ao que parece, está difícil para preparar o bode. Se as autoridades constituídas permitirem que se esconda dos cidadãos brasileiros a origem do dinheiro destinado a comprar o dossiê fajuto, estamos com um pé no caminho de uma nova ditadura.

 

Honestamente cabe a pergunta: a lei, o Legislativo e o Judiciário têm ainda alguma função?

 

Estamos num estado de direito democrático?



Escrito por Aluizio Amorim às 22h32
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MEU COMENTÁRIO

Afinal, por que o Ministério

Público anda tão calado?

E aí eu fico pensando....interessante...depois daquela ação do PGR denunciando a quadrilha, o Ministério Público tem andado desaparecido do cenário. Afinal, é função do Ministério Público a defesa e o resguardo dos interesses dos cidadãos e da sociedade de acordo com o que preconiza a lei.

 

Entretanto, o que resta da grande mídia e de alguns jornalistas que não são comensais desse banquete de abutres, fazem-se às vezes de promotor de Justiça. A revista Veja desempenhou esta função na semana passada.

 

Este é o valor da liberdade de imprensa. Diria, mesmo repetindo o óbvio, que a imprensa livre é o principal conduto por onde flui o oxigênio da democracia.

 

Não é à toa que a primeira providência dos tiranos é sufocá-la.



Escrito por Aluizio Amorim às 20h51
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A GRANDE ARMAÇÃO CONTINUA...

Está esquentando. O bode

está sendo bem preparado.

Neste momento vocês podem ler no site Terra e também no blog do Noblat uma conversa fiada a respeito de um suposto telefonema do churrasqueiro Lorenzetti  para José Dirceu. Alta fonte me revelou hoje que tudo isso faz parte da armação do PT para blindar Lula com relação ao escândalo do dossiê. Supõem-se que até o dia 29, dia da eleição, surja, por parte da Polícia Federal, sob o comando e a orientação do Ministro da Justiça, uma solução para para a origem do dinheiro, blindando Lula definitivamente.

Pelo menos é o que eles pretendem. Esta é a verdade dos fatos. É isto que está acontecendo.

 

Em todo esse tempo o governo lulo-petista articula todo um plano para oferecer à opinião pública uma justificação “comprovada” da origem do dinheiro que foi pego com os petistas.

 

Trata-se de uma armação cuidadosamente arquitetada. Portanto, não caiam nessa convera fiada que está em vários blogs e amanhã estará nas páginas dos principais jornais envolvendo José Dirceu e outras figuras que passam a aparecer inusitadamente como participantes do crime.

 

Até o dia 29 um culpado aparecerá. Pode ser Dirceu, Mercadante ou outra figura completamente estranha até agora no episódio. 

E o que fazem os jornalistas e os grandes veículos da mídia do centro do País? Dão curso a todo esse noticiário mentiroso. 

 

Fiquem certos de uma coisa. O passarinho que tem voado aqui perto do blog é dos bons. 



Escrito por Aluizio Amorim às 17h53
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TRAMA, MISTÉRIO E MENTIRAS: A NOVELA DA ELEIÇÃO.

Este é Freud Godoy, homem de confiança de Lula.

Freud tem reunião misteriosa

com assessor de Lula em SP

O ex-assessor da Presidência Freud Godoy esteve reunido por quase três horas anteontem, em São Paulo, com Rogério Aurélio Pimentel, assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que ocupa uma sala a poucos metros do gabinete presidencial no Palácio do Planalto. Freud foi exonerado do cargo após ter seu nome envolvido no escândalo da compra do dossiê Vedoin, com denúncias contra candidatos do PSDB.

Aurélio - um nome desconhecido até então, mas que acompanha Lula desde a época de sindicalista no ABC - ocupa na Secretaria Particular da Presidência o mesmo cargo e tem as mesmas funções de Freud. Homens de confiança do presidente, ambos dividiam sala no Planalto.

É um mistério o assunto do encontro entre Freud e o assessor especial de Lula, um mês após o estouro do escândalo do dossiê e em meio a especulações de que seu nome teria sido preservado pela Polícia Federal nas investigações para que o caso não atingisse o presidente da República. (Clique aqui para ler tudo sobre mais este capítulo do misterioso caso do dossiê fajuto).

UPDATE: Aproveite e clique aqui para visitar um blog que também não se vendeu ao lulo-petismo, o blog do Reinaldo Azevedo. Lá você encontrará informações complementares ao assunto objetivo deste post. 



Escrito por Aluizio Amorim às 12h05
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MEU COMENTÁRIO

Lições sobre como

alimentar os urubus

Nos links que ofereço ao leitor na coluna ao lado, incluo um denominado “Política para Políticos”, que é um site de Porto Alegre, dirigido pelo professor Francisco Ferraz. O foco do site é orientar os candidatos a cargos eletivos, além de debater questões políticas e oferecer serviços de consultoria. Ferraz não é jornalista.

 

Na edição de hoje Ferraz assina uma matéria sobre como os políticos e os partidos devem lidar com os jornalistas. Parafraseando autor norte-americano expert nesse tipo de análise, adverte que  “ou o candidato se alimenta da mídia, ou a mídia se alimenta do candidato”.

 

Como vivo do jornalismo há 35 anos, com extensa experiência em redação e cobertura de diversas eleições, considero o texto de Ferraz bem colocado e útil do ponto-de-vista técnico não só para os candidatos a cargos eletivos, como também para as suas respectivas assessorias. Tenho, contudo, alguns reparos a fazer.

 

O professor Ferraz parece ter uma visão um tanto equivocada no que respeita ao caráter e a personalidade da maioria dos jornalistas. Principalmente esses colunistas e blogueiros políticos. Além da experiência profissional que acumulo, há exatamente um ano me dedico a acompanhar a grande mídia diariamente para sustentar a atualização diária deste blog. São 360 dias de acompanhamento ininterrupto dos grandes jornais, seus portais e blogs no trabalho de produção deste blog que coloquei no ar no final de setembro do ano passado.

 

Confesso que nunca vi tanta nota plantada, tanta mentira e tanto puxa-saquismo na mídia como nesta eleição presidencial. As exceções existem e confirmam a regra. Além disso, as redações estão infestadas de jornalistas que, quando não são maus-caracteres, são completamente despreparados e não lêem nem mesmo seu próprio jornal. Não estudam e nunca estudaram. Geralmente são colunistas políticos que vivem da divulgação de fofocas vulgares. Aqueles metidos a sabidos, patinam na ideologia.

 

Uma parte desses jornalistas é ingênua, outro tanto é picareta mesmo e comedora de bola. Outra que saiu dos famigerados cursos de comunicação que proliferam no país sofreu a lavagem cerebral por parte de certa intelectualidade que se diz “marxista” e que continua dominando principalmente a área de ciências humanas das universidades. Fazem da cátedra palanque político, criando uma mentalidade preconceituosa que induz os jovens acadêmicos a viver no mundo ideológico, separando-os, criminosamente, dos fatos!

 

Enquanto não se alterar o viés estúpido do pensamento acadêmico brasileiro eivado de um esquerdismo ultrapassado, os cursos de jornalismo continuarão a produzir um monte de retardados e, por isso mesmo, as recomendações do professor Ferraz são importantes.

 

A ordem, portanto, é a seguinte: se produzir um montão de factóides e cretinices absurdas pautadas pelo esquerdismo, como essas ditadas pelo conterrâneo do professor Ferraz, o “doutor” Tarso Genro, o candidato e seu partido estarão permanentemente em destaque nos veículos de comunicação.

 

A ideologia faz com que os jornalistas brasileiros tenham estômago do urubu. O segredo, portanto, é alimentá-los de forma adequada.



Escrito por Aluizio Amorim às 10h24
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É UMA AFRONTA!

PT defende 100% de aumento

para  o salário dos deputados

Enquanto o líder do PT na Câmara, Henrique Fontana (RS), defendeu ontem um reajuste salarial para os deputados, mesmo sem citar o percentual de aumento, o vice-presidente da CPI dos Sanguessugas, deputado Raul Jungmann (PPS-PE), anunciou que está preparando uma ação cautelar para impedir que seja concedido qualquer reajuste. “Num momento em que o Congresso está devendo trabalho à sociedade, é ilegítimo e chega à beira da imoralidade deputados reivindicarem o aumento dos seus salários”, afirmou Jungmann.

O reajuste do salário dos deputados e senadores para a próxima legislatura deverá ser aprovado até o final deste ano. O presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), afirmou anteontem que deputados têm reivindicado o reajuste de seus salários, uma atitude que ele considerou “natural”. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), por intermédio da sua assessoria, informou que o percentual de reajuste será fixado a partir de consulta aos líderes das duas casas. Com vencimentos de R$ 12,7 mil, os parlamentares podem ter um reajuste de até 92%, no caso de ocorrer uma equiparação com os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que ganham R$ 24,5 mil. (Clique aqui para ler mais).



Escrito por Aluizio Amorim às 08h57
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A LIBERDADE AMEAÇADA

O lobo perde o pêlo

mas não perde o vício

O ex-Ministro e ex-guerrilheiro de araque, José Dirceu, prestou um involuntário serviço ao País. Ensinou que, se as urnas do próximo dia 29 produzirem o que se prevê, os democratas brasileiros devem se preparar não só para novos combates contra a corrupção federal, mas ainda para resistir a novos surtos liberticidas.

 

É o que adverte o editorial do jornal O Estado de São Paulo de hoje, cuja leitura é imprescindível (texto na íntegra):

 

“Diz a sabedoria popular que 'o lobo perde o pêlo, mas não perde o vício'. O ex-presidente e homem forte do PT, José Dirceu, perdeu o cargo de ministro, perdeu o mandato de deputado, perdeu o direito de se candidatar nesta e na próxima eleição nacional - e pode perder muito mais se for condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha no processo do mensalão, aberto no STF, por iniciativa da Procuradoria-Geral da República, contra ele e 39 outros envolvidos na lambança do valerioduto. Ele só não perdeu o vício da prepotência e do autoritarismo. Como todo vício, este o assalta até nos momentos mais inoportunos - por exemplo, agora, quando falta uma dezena de dias apenas para uma reeleição que se desenha cada vez mais espetacular.

Por isso, a diatribe do companheiro de Lula - uma raivosa nota de 45 linhas no seu blog - deixou perplexo o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marco Aurélio Mello. O que mais o intrigou na investida do ex-ministro contra 'setores do Poder Judiciário, do TSE e do TCU', por seu suposto engajamento numa inédita 'frente ampla' contra Lula e o PT, foi a sua gratuidade. 'A situação do candidato que tenta a reeleição é tão tranqüila, segundo as pesquisas', argumenta Mello. 'Por que estão apelando?' O ditado do pêlo e do vício talvez explique. Para a viciosa mentalidade totalitária, qualquer ocasião é boa para arremeter contra todos quantos ousam não obedecer aos ditames do Líder e do Partido, ou denunciam as suas mazelas e cacoetes incompatíveis com a decência política e a liberdade de crítica.

É apenas natural, portanto, que Dirceu conceba uma fronda antipetista e anti-Lula integrada por juízes, fiscais de governos, partidos de oposição, os 'novos burocratas da mídia' - seja lá o que isso queira dizer - e 'as eternas elites privilegiadas do nosso Brasil'. (O possessivo decerto foi um lapso freudiano.) Nessas elites ele inclui, com característico e redundante palavreado, 'a fina flor da direita conservadora, as oligarquias, as elites endinheiradas de São Paulo (São Paulo virou saco de pancada do lulopetismo), setores da classe média udenista' - lo que quieras, como dizem os espanhóis. O cinismo seria de espantar se não partisse de quem parte. Com o imenso telhado de vidro do presidente e do PT, que autoridade tem o blogueiro manda-brasa para falar em oligarquias? Não é o primeiro oligarca da política nacional, o ex-presidente José Sarney, o primeiro aliado também de Lula?

Oligarcas - dos mais antigos aos mais recentes, como o clã dos irmãos Gomes no Ceará -, corruptores e corruptos cercam um chefe de governo de quem não se sabe qual o traço dominante: a complacência ou o oportunismo. Ele já nem sequer se peja de ser visto em público transbordando alegria ao confraternizar com o czar da economia da ditadura militar, o deputado não reeleito Delfim Netto, outrora tido no petismo como a encarnação do mal absoluto de que são capazes de fazer ao povo as 'elites endinheiradas de São Paulo'. Isso, pelo visto, é pré-história. Agora do mesmo lado - o da 'esquerda progressista', diria Dirceu -, Lula atribui a derrota eleitoral do novo companheiro de viagem à 'vingança de um conjunto de elitistas'. Mas a verrina do ex-ministro revela algo além de sua conhecida propensão a desfigurar até as realidades mais evidentes, como a naturalidade da aliança do lulismo com as oligarquias.

Os ataques de Dirceu à mídia, embora nada tenham de novo e sejam o que se poderia esperar de quem notoriamente concebe a democracia apenas como um instrumento de poder a ser manipulado para fins antidemocráticos - Cuba de Fidel é a sua segunda pátria -, emitem um duplo sinal de alarme. Primeiro, ao escancarar que o viés totalitário do velho PT está vivo, passa bem e não tem nenhuma incompatibilidade com o imitigado pragmatismo do novo PT, o seu viés pecuniário, por assim dizer. E segundo, porque sustenta a previsão de que, no segundo mandato que parece ao alcance da mão de Lula, o petismo voltará à carga com as suas tentativas de controlar a sociedade, intimidando a imprensa e a produção cultural, que o clamor da opinião pública sepultou nos anos recentes.

Nesse sentido, Dirceu prestou um involuntário serviço ao País. Ensinou que, se as urnas do próximo dia 29 produzirem o que se prevê, os democratas brasileiros devem se preparar não só para novos combates contra a corrupção federal, mas ainda para resistir a novos surtos liberticidas”.

 



Escrito por Aluizio Amorim às 08h34
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ATO PÚBLICO DE APOIO A LULA FRACASSA

Movimentos sociais não reúnem

mais do que 200 pessoas em SP

Para um partido cujas pesquisas de sustentam que tem mais de 60 por cento das intenções de votos, o grande ato organizado pelos supostos “poderosos” movimentos sociais que lhes dão apoio, entre eles a CUT, MST e UNE, não conseguiu reunir mais de 200 pessoas em São Paulo. Hummmm....

 

A chuva. Essa foi a justificativa utilizada pelos movimentos sociais para o fracasso do anunciado "grande ato pró-Lula" realizado na manhã de ontem nas principais capitais do país. Na principal delas, por exemplo, os movimentos conseguiram reunir no centro de São Paulo 200 pessoas - número dos próprios organizadores -, ou menos de um décimo do esperado: entre 6.000 e 7.000 ativistas.


"Para nós, cumpriu objetivamente o que a gente queria: panfletear a rua, entregar a carta para a população", minimizou o sindicalista e coordenador de mobilização da campanha de Lula, João Felício, que em seguida recuou. "Vamos rediscutir São Paulo porque tivemos um problema terrível com a chuva, [vamos ver] se é possível fazer mais uma vez."


Em todo o país, o ato reuniu, segundo a organização, cerca de 4.000 pessoas. Além de São Paulo, houve atos em Brasília (DF), Vitória (ES), Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS). Irritado com a pergunta da reportagem, se o público foi abaixo do esperado, Felício criticou a imprensa e a Folha. "Quando tem bastante gente vocês não divulgam. Agora, quando tem pouca gente, aí... Amanhã, por exemplo, vai ter uma bela matéria: "Fracassa o ato dos movimentos sociais".


O evento foi organizado por 29 entidades sindicais e por movimento sociais, entre os quais a UNE (União Nacional dos Estudantes), a CUT (Central Única dos Trabalhadores e o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). (Folha de São Paulo desta sexta-feira).



Escrito por Aluizio Amorim às 08h18
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MEU COMENTÁRIO

Debate ou apenas uma

conversa de compadres?

Conforme prometi a vocês vou propor algumas questões a respeito do anti-debate que aconteceu hoje à noite no SBT. Foi uma coisa tão chocha que sequer dá para fazer algum tipo de análise. Creio que o nível de audiência deve ter sido ridículo. Ninguém deu a mínima importância. Ou a oposição está à espera de algo para dizer a que veio ou realmente já desistiu da empreitada. A oposição tem um papel a cumprir e esta é a sua razão de ser num processo democrático. Esta aqui não é uma eleição como aquelas que se ferem em países democraticamente estáveis, com desenvolvimento, com respeito à lei e à ordem.

 

O que está em jogo, principalmente, é o futuro do Brasil no que se refere ao desenvolvimento, sim. Mas, sobretudo, ao futuro da democracia.

 

Portanto, o debate que aconteceu hoje foi uma pantomima ridícula. Poderia ser desse gênero na Alemanha, na França, na Suíça ou nos Estados Unidos. Lá os debates ficam realmente por conta de questões pontuais e programáticas. Aqui, entretanto, tem-se no poder não um governo, mas uma verdadeira quadrilha organizada que amealha, não se sabe de onde, R$ 1,7 milhão, sai por aí com as malas cheias de dinheiro vivo para comprar um dossiê fajuto. Flagrada pela polícia com a mão na massa, a Polícia Federal dá um jeito de procrastinar o andamento das investigações. A revista Veja denuncia, mas nada é apurado. Ao contrário, o PT processa a revista!

 

E a protelação continuará indefinidamente. Se até as eleições nada for explicado e se Lula, por ventura vencer, estamos definitivamente vivendo num perigosíssimo território sem lei. A questão que seria o fulcro do debate circunscreve-se exatamente a essa torrente de corrupção e ladroagem que começou com o mensalão, passou pelos dólares na cueca e pela quebra de sigilo bancário do caseiro, pela depredação vergonhosa do Congresso Nacional pela horda paramilitar financiada pelo próprio governo e culminou com a tentativa de compra de um dossiê fajuto. Um total de 1,7 milhão em dinheiro vivo – dólares e reais – apareceram nas mãos de homens próximos ao presidente da República. Até agora nada aconteceu.

 

É por isso tudo que assistimos a um debate que não teve debate! É aí que mora o perigo para Alckmin que corre o risco de perder preciosos sufrágios de uma parcela de eleitores já desencantados e prontos para anular o voto. E voto anulado significa sufragar o lulo-petismo.

 

Alckmin, por um fio, não foi condescendente com a malandragem petista na medida em que, provavelmente seguindo conselhos de marketeiros, optou por suavizar. Falar em questões de ordem programática e plano de governo é simplesmente chover no molhado. Os homens de bem desejam ardentemente a recomposição moral e ética da Nação. Repito: estas eleições são plebiscitárias onde cabem duas opções: ou se faz vistas grosas à trambicagem lulo-petista ou vota-se pela lei, a ordem, o estado de direito democrático e a recomposição moral e ética.

 

A oposição tem o dever de cumprir com a sua obrigação, tem de ser o veículo da indignação dos cidadãos honestos. Tem que fustigar sem piedade os criminosos.

 

Resta-lhe ainda uma chance no último debate a ser realizado pela Rede Globo. O que vimos hoje foi uma conversa de compadres.



Escrito por Aluizio Amorim às 22h29
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ATENÇÃO!!!

Caríssimos Leitores:

 

Estou acompanhando todo o noticiário do dia. Verifica-se que toda a mídia, com as raríssimas exceções de sempre,  estão, sem qualquer pudor e sem nenhuma preocupação com o estado de direito democrático, repercutindo amplamente a mentirada que o PT lança à opinião pública. Toda a mídia está aparelhada pelo PT. O noticiário sugere que esses sites e blogões hospedados nos principais portais têm uma ligação direta com a campanha lulo-petista. Transformaram-se em seus porta-vozes.

 

Acompanharei o debate de hoje à noite, às 21 horas, no SBT e comentarei, de forma rápida nos intervalos, caso se justifique. No final do debate, postarei um comentário analítico.

 

Nunca devemos esquecer que a eleição acontecerá no dia 29. Até lá procurarei analisar e informar os leitores  pautando-me sempre pelo compromisso com o estado de direito democrático e defendendo, sem falsa imparcialidade, que este pleito tem um caráter eminentemente plebiscitário. Trata-se da Nação escolher entre a mentira e a corrupção ou a lei e a ordem.

 

Agradeço a atenção.



Escrito por Aluizio Amorim às 16h36
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FASCISMO MOSTRA AS SUAS GARRAS

Chavistas e oposicionistas brigam nas ruas venezuelanas

Na Venezuela a ação fascista.

Aqui PT estimula a desordem.

Na foto acima, simpatizantes do presidente venezuelano Hugo Chavez brigam com eleitores do oponente Manuel Rosales durante uma manifestação pró-Chavez (foto do site UOL). Este é um exemplo da boa prática democrática de “companheiro” Chavez algo, assim, como aquele ensaio de agitação do MLST, coordenado pelo petista Bruno Maranhão, no ataque ao Congresso Nacional.

 

Continuamos a insistir: esta eleição que ocorre agora no Brasil tem caráter plebiscitário: ou a Nação apóia o estado de direito democrático ou prefere votar em Lula, para amanhã ver a truculência e a intolerância chegar ao extremo. A amostra do que pode acontecer foi sinalizada com a invasão do Congresso.

 

A população mais pobre e desinformada está sendo açulada de forma irresponsável contra a lei e a ordem. Em seu blog o ex-ministro José Dirceu concitou “a militância petista” a ficar alerta. "A hora pede alerta máximo. A militância petista e os democratas de todo o país devem permanecer em prontidão cívica contra investidas rapináceas de qualquer plumagem e coloração."

 

Ora, vejam só. O PT trafega com malas cheias de dinheiro vivo para comprar um dossiê fajuto contra a oposição; o próprio Dirceu é obrigado a renunciar ao cargo de Ministro sendo depois cassado por causa do mensalão; dois presidentes do PT já foram alijados de seus cargos por causa da corrupção; o Ministro da Fazendo caiu por causa da quebra do sigilo bancário de um caseiro; o Presidente da Caixa Econômica Federal também foi posto para a rua, enfim, uma torrente de escândalos e o Dirceu ainda tem coragem de falar em prontidão cívica e acusar a oposição de rapinagem e insuflar a revolta popular.

 

Além disso, investiu contra as instituições democráticas, conforme está noticiado no site do Estadão. (Clique aqui para ler mais).

 

UPDATE: aquele passarinho esteve voando por aqui e me avisou que teremos novidades ainda nesta semana...vamos esperar para ver se essa avezinha não está blefando...hehehe



Escrito por Aluizio Amorim às 02h25
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MORTE AO NAZISMO!

Documentário combaterá

os que negam holocausto

Um documentário baseado em depoimentos de sobreviventes do Holocausto na Ucrânia vai ajudar a combater as versões de ativistas que procuram desmentir a tentativa de eliminar os judeus da Europa, disse na quarta-feira o cineasta norte-americano Steven Spielberg.

 

Spielberg, cujos avós vieram da Ucrânia, co-produziu o documentário "Spell Your Name" e assistiu a sua estréia depois de fazer uma visita a Babiy Yar, o local próximo ao centro de Kiev onde, em setembro de 1941, os nazistas massacraram mais de 33 mil judeus em dois dias.

 

"Para criar uma visão inegável do Holocausto, é preciso que esses sobreviventes -- 52 mil deles -- sejam mostrados a estudantes em todo o mundo", disse Spielberg em coletiva de imprensa. (Clique aqui para ler mais).



Escrito por Aluizio Amorim às 01h42
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ARTIGO

Perigo de piorar

 

Nilson Borges Filho (*)

 

Um sinal que saiu das urnas é o de que existe o perigo de o parlamento brasileiro ficar pior do que já é. O índice de renovação da Câmara Federal ficou abaixo do esperado, uma vez que perto de 46% dos deputados eleitos estarão no espectro da renovação. Pouco, considerando os 49,9% do pleito de 2002, quando surgiu o fator Lula transferindo seus votos para candidatos a cargos do legislativo.

 

Nos últimos doze anos foi a menor taxa de renovação na Câmara, dizem as estatísticas. De maneira nenhuma se quer aqui afirmar que renovação parlamentar é sinônima de um Congresso melhor. Engano. Para se ter uma vaga idéia dessa afirmação basta relembrar que 47% dos deputados envolvidos em falcatruas eram mensaleiros e sanguessugas de primeiro mandato.

                  

Pela quantidade de escândalos de corrupção envolvendo um grande número de deputados, a renovação parlamentar não foi aquela que se esperava. O eleitor expulsou do espaço público um bom número de políticos de caráter duvidoso, envolvidos com a antiga prática de usar o dinheiro público em busca de vantagem pessoal. Mas esse mesmo eleitor decidiu também por absolver alguns mensaleiros, como Genoino, Palloci, João Paulo Cunha, Mentor, Valdemar Costa Neto e Pedro Henry, apenas para citar aqueles com maior visibilidade. Na outra ponta, muitos deputados não tiveram tanta sorte, a exemplo do professor Luizinho, Ângela Guadagnin, a dançarina da pizza, Cabo Júlio e Romeu Queiroz, os dois últimos de Minas.

 

Com um olhar mais aguçado sobre o resultado das urnas pode-se perceber que existe tudo que é tipo de eleitor, desde aqueles que elegem o estilista Clodovil Hernandez, o forrozeiro Frank Aguiar e o irrecuperável Paulo Maluf com votações extraordinárias, até aqueles que se negam a dar um conteúdo de qualidade ao parlamento, expulsando da vida pública deputados de bom tipo, a exemplo de Paulo Delgado, Sérgio Miranda, Delfim Neto, Sigmaringa Seixas e Antônio Biscaia. Daí a percepção que se tem é a de que aconteceu o que não se imaginaria que viesse a se concretizar, ou seja, a legislatura que se inicia no próximo ano é pior do que a atual.

 

De justo nessa renovação, nem tão novo assim, foi o retorno de dois deputados acusados injustamente tempos atrás: Ibsen Pinheiro e Alceni Guerra. Neste caso específico o eleitor se comportou da maneira mais digna possível. Afinal, se fez justiça eleitoral, já que na esfera do judiciário ambos já haviam sido absolvidos.

 

Outro sinal fornecido pelo eleitor brasileiro é o de que uma boa parcela dele aprova o nepotismo eleitoral. Na Assembléia do Rio, dezessete deputados eleitos têm ligação familiar com antigos políticos. Em Minas Gerais, o deputado mais bem votado e outro nem tanto são filhos de deputados em final de mandato que ocupam ou ocuparam cargos de Secretários de Estado no governo de Aécio Neves. Outros deputados, tanto da esfera federal quanto da estadual, eleitos pelos mais diversos Estados e partidos, têm ligações familiares próximas com políticos que vivem da política, no sentido weberiano da expressão.

____________________

(*) Nilson Borges Filho é doutor em direito, cientista político e colaborador deste blog.



Escrito por Aluizio Amorim às 01h13
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A VERDADE TEM DE SER DITA

Sem a elite de SP, alimento

de nordestino seria calango.

O Brasil é um país de quase 200 milhões de habitantes. Mas a maioria é uma sub-raça. A campanha presidencial deste segundo turno mostra quanto atraso habita o cérebro da maioria que aplaude Lula quando ele desanca a elite paulista. Ora, se não fosse a elite de São Paulo, os nordestinos iguais ao Lula seriam todos “homens-gabiru” e sua alimentação continuaria sendo o calango. Lula cospe no prato onde come ele, a sua família e mais uma fantástica legião de nordestinos que fazem de tudo para viver em São Paulo.

 

Haveriam de continuar vagando errantes pela caatinga, não fosse a elite que industrializou o Brasil. Enquanto Lula faz a apologia da miséria o crescimento brasileiro continua estagnado, seguramos a lanterna do ranking dos países emergentes. Assiste-se estupefato uma torrente de asneiras proferidas por uma criatura descontrolada e completamente despreparada para o desempenho do cargo maior da Nação. A única coisa que Lula e seus sequazes sindicaleiros entendem é de trambicagens.

 

A disputa eleitoral segue pautada pela estupidez. Considero tristemente trágico ter nascido no Brasil. É puro azar.O azar nada mais é que o acaso, a iníqua e incontrolável lei da natureza apelidada de destino.

 

A Nação brasileira, esse extraordinário pedaço de terra do Planeta teve o azar de produzir um dos povos mais cretinos do universo. Estou convencido que a estupidez está no DNA da raça brasileira. Não há outra explicação plausível para esse incrível domínio da bestialidade.   



Escrito por Aluizio Amorim às 16h18
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MÍDIA TODA COMPROMETIDA

Não há mais necessidade

de eleição. Falou o oráculo.

O diretor do Ibope Carlos Augusto Montenegro falou, tá falado. Mesmo? Vamos ver. Em entrevista para a BBC, que está, como não poderia deixar de ser, no site UOL/Folha de São Paulo, Montenegro se integra sem o menor pudor à campanha lulista. Para ele, as eleições são favas contadas e argumenta que só “um fato muito sério e espetacular” mudará o resultado deste segundo turno. Não diga, Monetegro? Depois de tudo que tem acontecido no país, numa escala vergonhosa de corrupção, de dossiês fajutos, de dólares na cueca, de mensalão, de caseiro que derruba o Ministro da Fazenda, realmente só falta uma hecatombe, o apocalipse.

 

Do jeito que o oráculo se pronuncia, nem precisa mais realizar eleições. Basta apenas conduzir tudo pelos números dos institutos de pesquisa e manter o cetro nas mãos do impoluto operário. Montenegro só não se lembrou do referendo do desarmamento, quando de virada – aí sim – espetacular, o povo brasileiro disse “não” contrariando o que desejava a quadrilha, desacretidando todos essas empresas de pesquisas.

 

O mais interessante é que o site UOL/Folha, ardilosamente, utiliza uma matéria feita supostamente pela BBC para poder veicular essa matéria de encomenda que, provavelmente, ficará o dia inteiro em destaque no site.

 

A forma como a mídia conduz o noticiário desta eleição revelou-se quando Alckmin fazia o corpo-a-corpo com eleitores no Rio de Janeiro. O repórter ou a repórter de um desses jornalões, evidentemente um petralha travestido de jornalista, foi na jugular do candidato e tascou: “E cadê da Denise Frossard, não está lhe acompanhando?” Alckmin, que não é tolo, mandou ver, argumentando à inquisição petralha que a cobertura da eleição privilegia a fofoca. No texto, está lá que Alckmin se irritou. É assim que agem e escrevem os petralhas asquerosos da Folha de São Paulo, sem esquecer o blog do Cubano.

 

E para finalizar: esse tipo de jornalismo às vezes é feito por mau caratismo. Outra vezes, por ingenuidade e, finalmente, o que é mais comum, por burrice mesmo.

 

UPDATE: Constatei agora que esta mesma matéria também está no site do Estadão. E tem um detalhe: Montenegro deu essa entrevista à reportagem da BBC de Buenos Aires. Vejam a sutileza. A BBC entra na jogada revestindo de credibilidade o que diz o oráculo. E o faz desde Buenos Aires. Hummmm...



Escrito por Aluizio Amorim às 11h13
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DO PROFESSOR THOMAS SKIDMORE:

Skidmore: Brasil é desafio à psiquiatria.

“Aí o Brasil elege um louco e

e não se entende mais nada”

A revista Amanhã, editada em Porto Alegre, traz uma excelente entrevista com o brasilianista Thomas Skidmore, professor e pesquisador norte-americano que se  notabilizou pelos estudos que realizou sobre a política brasileira a partir dos anos 60. Celebrizou-se depois do golpe militar, quando lançou seu primeiro livro: Politics in Brazil 1930-1964: an experiment in democracy. Hoje aos 73 anos e ainda em plena atividade profissional, indagado sobre se o conhecimento acumulado na carreira foi suficiente para entender o país, ironiza: “só às vezes”, responde ele rindo. “Aí o Brasil elege um louco e não se entende mais nada”.

 

A entrevista assinada pelo jornalista Marcos Graciani é superior. Daquelas que não se encontra mais no jornalismo da denominada grande mídia, na sua maioria dominada pela patrulha petista-stalinista teleguiada pelo Walter Pomar. E o que diz o professor Thomas Skidmore? Reproduzirei aqui um excerto da entrevista e dou o link para que o leitor leia inteirinha no site da revista Amanhã.

 

No ano passado, dizendo-se incompreendido, Lula se comparou a Getúlio Vargas, JK e Jango. Em que pontos a situação de Lula pode ser comparada à desses presidentes?
Skidmore - Não vejo nenhuma comparação. Vargas, por exemplo, nunca perdeu o sentido de seu trabalho. Pelo contrário, estava sempre no controle. Juscelino Kubitschek também foi um político de muita desenvoltura, apesar dos pesares. Podemos é comparar Lula com Collor, pelo menos no que diz respeito à loucura. Collor era um louco. No governo, viveu uma fantasia, perdeu o controle e também tentou negar a realidade. Outro louco foi o Jânio Quadros. Ao longo da gestão, ele perdeu o senso de direção. Nem mesmo um psiquiatra seria capaz de explicar os acontecimentos que marcaram o fim do governo Jânio e o esfacelamento de sua capacidade de liderança. No caso do Lula, portanto, eu prefiriria compará-lo a Collor e Jânio Quadros. O resto não tem comparação.

 

Na sua visão, Lula tem condições de ser esse homem (uma liderança para resolver os problemas do país no contexto da entrevista) numa eventual reeleição?
Skidmore - Não. Lula ficou anestesiado ante a crise. Perdeu o controle das emoções, e até defendeu a mãe em seus discursos. Esse negócio de defender a mãe é um sinal típico do político que não sabe o que fazer. Eu acho que o Lula ficou desnorteado em Brasília. Ele fica lá, rodeado de conselheiros e, quando pode, se distrai com a idéia de viajar, de receber presidentes de outros países. Ele não tem a tranqüilidade de um político experiente nesses protocolos. Infelizmente, parece que o Lula não teve a capacidade de manter o balanço mental em uma situação que o deixava confuso. Na minha opinião, o Brasil está assistindo praticamente à desintegração de um homem. (Clique aqui para ler a entrevista na íntegra).



Escrito por Aluizio Amorim às 09h43
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MAL EXPLICADO

Dinheiro teria origem no PT,

segundo revela o delegado.

O delegado da Polícia Federal Diógenes Curado, responsável pelas investigações sobre a tentativa de compra do dossiê antitucano por R$ 1,7 milhão, escreveu em relatório parcial que, "ao que tudo indica", o dinheiro tem origem no PT.
A informação foi dada ontem por um integrante da CPI dos Sanguessugas que leu os três volumes de papéis que formam o inquérito presidido por Curado. A documentação chegou anteontem à CPI e reúne depoimentos tomados pelo delegado, resultados de diligências e relatórios preliminares feitos no decorrer das investigações.
Segundo o integrante da CPI, que pediu para não ser identificado, o delegado usa como argumento no relatório a constatação de que "todos os envolvidos" no episódio eram do PT. (Clique aqui para ler mais).

 

MEU COMENTÁRIO: A Folha de São Paulo transformou-se também num panfleto do PT. Aqui em Florianópolis, a gente costuma qualificar esse tipo de jornal de "cobertor de tainha", pois acaba sempre nas peixarias do mercado para embrulhar peixe.Como vocês podem ver analisando o noticiário do jornal, as matérias são mal escritas, mal apuradas, carecem de fontes e não há jornalismo investigativo. É uma pena. Durante um bom período a Folhona foi um referencial importante na imprensa brasileira.

 

Matéria como essa dá para fazer até pelo telefone. É a mesma coisa que um press-release produzido pela assessoria de imprensa da CPI. Por que os jornais não suitam essa matéria do dossiê com o delegado Bruno, aquele que agora é perseguido pelo governo lulístico justamente por ter dito a verdade?

 

EM TEMPO: o Data Folha, responsável pela pesquisa que é a manchete do jornal desta quarta-feira, pertence ao grupo empresarial que controla o jornal.

 

PERGUNTA AO LEITOR: Qual a impressão de vocês?



Escrito por Aluizio Amorim às 08h28
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MEU COMENTÁRIO

Pesquisa não é eleição. Este

pleito promete reviravolta...

Os jornalistas da grande mídia passíveis de serem lidos e confiáveis, são pouquíssimos. Os que têm apresentado um trabalho razoável são aqueles que fazem a revista Veja. Dos colunistas, destaco o Diogo Mainardi e, dos articulistas que têm blog, o Reinaldo Azevedo.

 

Tanto um como o outro não se escondem atrás da falsa isenção ou imparcialidade. Ambos desancam o Apedeuta, com toda a razão e indignação ante a crise ética e moral que castiga a Nação. Permito-me, no entanto, discordar um pouco do Reinaldo Azevedo, com referência ao post de seu blog onde repercute a pesquisa Data Folha que confere a Lula da Silva a avassaladora diferença de 20 ponto percentuais sobre Alckmin. Satanizar os institutos de pesquisa como o Data Folha ou questionar a lisura da amostragem é, para começo de conversa, chover no molhado. Nisto concordo com Azevedo. Só não concordo quando ele  diz que tudo indica que o Apedeuta será sufragado nas urnas com base nessas pesquisas.

 

É aí que pretendo meter a minha colher. Nas minhas contas tudo indica – aí sim – que essa diferença não ocorrerá na véspera do pleito. Em todas as eleições as pesquisas terminam com um quase empate ou diferença mínima entre um e outro candidato. Isto acontece sempre em pleitos renhidos, como este. No primeiro turno a pesquisa da véspera deu vantagem a Lula, ainda que diminuída. Na boca de urna conferiu vantagem a Lula, mas dentro de uma margem de erro sugerindo um empate. Resultado: as pesquisas se aproximaram mais ou menos do resultado real. Os institutos ficaram bem...

 

Lembram-se das pesquisas sobre o referendo? Bem, aí os institutos deram com os burros n’água. Lembram da vitória de Luiza Erundina, em surpreendente virada? Ora, pesquisa não é eleição. Entretanto serve de ferramenta de marketing político utilizado sempre à exaustão.  

 

Enquanto o resultado da enquete fica restrito ao uso dos marketeiros, tudo bem. Entretanto, quando é divulgada pela mídia e comentada por colunas e blogs de forma turbinada, aí mora o perigo. No primeiro, turno, por exemplo, o blog do Cubano (Noblat), eufórico, sempre comemorava, como hoje, com um título do post com o resultado da mostra: Tchau, Alckmin!. Hoje ele repetiu o mantra. E seguirá repetindo. Os jornais, possivelmente, abrirão manchete ecoando essa vantagem fantástica do Apedeuta, parecendo que a eleição já está decidida. Mas não está. Eleição se decide quando se termina de contar o último voto.

 

E, como no primeiro turno, é bem provável que até o dia da eleição essa grande diferença se reduza. O momento crucial, decisivo para uma eleição desta magnitude, se dará nos dois dias que antecedem o pleito.

 

Geraldo Alckmin continua na parada? Claro que sim. As águas, particularmente aquelas turvas, continuam a fluir embaixo da ponte. Se der Lula mesmo, bom, aí ficará comprovado que a maioria do povo brasileiro é, além de retardada mentalmente, uma malta de trambiqueiros sem-vergonha, condescendente com a mentira, a malandragem e a roubalheira. Isto indicará que estamos vivendo num território sem lei, sem moral, sem ética e sem Justiça. Digo sem justiça porque os meliantes estão aí, livres e soltos. Ditando as regras do jogo.



Escrito por Aluizio Amorim às 21h00
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EXCLUSIVO!

Fenaj sofre pressão para se

posicionar a favor de Carta

Federação Nacional dos Jornalistas  (Fenaj) está sendo pressionada por setores ligados ao governo Lula para que divulgue um manifesto de apoio à revista Carta Capital, de propriedade do jornalista Mino Carta, que se transformou no diário oficial do lulo-petismo e vem sendo repudiada pelos jornalistas sérios e comprometidos com a verdade dos fatos. A informação, exclusiva a este blog, foi dada na tarde de hoje, aqui em Florianópolis, pelo presidente da Fenaj, Jornalista Sérgio Murilo Andrade, acrescentando que não irá permitir a partidarização da entidade e que não cederá às pressões.

 

Em sua última edição Carta Capital perdeu todo o pudor e tascou a seguinte chamada de capa: “A trama que levou ao segundo turno”, insinuando que houve um esquema montado pela oposição, embora o segundo turno eleitoral tenha refletido, democraticamente, a vontade dos eleitores.

 

O Mino Carta enlouqueceu ou está gagá mesmo? Ou a festa está boa demais?

 

Em boa hora o presidente da Fenaj decidiu peitar os sequazes petistas que tentam usar a entidade para dar a dignidade e a credibilidade que a revista de Mino Carta já perdeu. Para sempre.



Escrito por Aluizio Amorim às 19h31
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ESCANDALOSO

Incrível: de 2002 até agora

presidência gastou R$ 9,4 bi

A manutenção da Presidência da República (PR), em qualquer governo, custa caro para a população brasileira. De 2002 até agora, a União já pagou R$ 9,4 bilhões para manter as unidades orçamentárias (UOs) relacionadas à PR. Nesse período, o ano mais caro foi o de 2004, em que o órgão superior gastou R$ 2,6 bilhões. No início de setembro de 2006, a conta da Presidência já chegava a R$ 1,4 bilhão. Essa despesa é maior do que o total desembolsado, este ano, pelos Ministérios da Cultura, do Esporte, do Turismo e do Meio Ambiente juntos (R$ 1,2 bilhão). (Do site Contas Abertas. Clique aqui para ler tudo).  



Escrito por Aluizio Amorim às 18h55
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VAMOS SEPARAR SIM!!!



Escrito por Aluizio Amorim às 12h17
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DEMOCRATAS PRECISAM AGIR!

“Operação salva Brasil”

conta também com PMBD

Os presidentes do PSDB, senador Tasso Jereissatti (CE), do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), e do PPS, deputado Roberto Freire (PE), acompanhados de última hora pelo presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), visitam o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na manhã desta terça-feira.

 

A intenção é a de pedir a investigação da denúncia, feita pela revista "Veja", de que o governo teria montado uma operação para abafar a apuração de responsabilidades na montagem de um dossiê por petistas para prejudicar candidatos do PSDB.

 

O anúncio da ida ao TSE, feito na segunda por Jereissatti, não mencionava Michel Temer, mas, nesta manhã, o comitê de campanha do candidato presidencial da coligação PSDB-PFL, Geraldo Alckmin, confirmou que o presidente do PMDB acompanhará os outros três.

 

Entre as providências que os quatro dirigentes partidários pedirão ao TSE está a convocação do ministro da Justiça, Mário Thomaz Bastos, para dar explicações.

 

Segundo a denúncia, um dos principais objetivos da suposta operação-abafa seria o de isentar Freud Godoy, ex-segurança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de participação na montagem do dossiê. Jereissatti, Bornhausen, Temer e Freire devem ir também à Polícia Federal firmar posição contrária a eventual uso político da instituição, e à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), para pedir que a entidade acompanhe as investigações sobre o dossiê. (Fonte: site do Estadão).

 

Em tempo: "Operação salva Brasil" é uma designação que criei para exprimir a preocupação com o destino da democracia no Brasil caso o lulo-petismo permaneça no poder. Temos que fazer alguma coisa. Os jornalistas  da grande mídia e ela própria, em sua maioria, são adesistas do lulismo. Mas ainda há tempo de salvar o Brasil. 



Escrito por Aluizio Amorim às 11h00
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PARECIA ENTREVISTA ENCOMENDADA

“Roda morta” com Lula

é um retrato do Brasil

Não deu para aguentar. Depois que vi a presença da Tereza Cruvinel nessa verdadeira "Roda Morta" que foi o programa Roda Viva, esforçando-se para safar o Lula de algumas perguntas mais incômodas, desisti. O Reinaldo Azevedo faz um excelente resumo dessa opereta indecente. Lula posou como o Rei da Cocada preta e o maior cara-de-pau que já vi ao longo de minha vida. Lula e seus eleitores se merecem, são todos da mesma laia. Agora mesmo a troupe desse circo mambembe acaba de incorporar mais um impostor que tem título de doutor e ensinava (ensinava o quê? Direito?) em Harvard, o velho Roberto Mangabeira Unger.

 

O semblante de Lula é tenso e com muito custo o indigitado presidente consegue manter em vigília o superego, deixando que permaneça trancada no porão de sua psiquê a macacada louca para escapulir. Os olhos das pessoas são a única porta aberta da personalidade. O “eu” só se constitui nos olhos do outro. Não é por acaso que temos uma sensação estranha ao  dialogar com um cego.

 

A Roda Morta é um emblema do Brasil, desse momento obscuro e kitsch, que extrai da penumbra chula do vernáculo todos os termos que o idioma português engendrou para designar aquilo que é baixo e imundo. Nunca dantes, “neste país” a mídia veiculou tanto palavrão.

 

Claro que o programa foi feito profissionalmente e civilizadamente. Markum sabe fazer as coisas. Mas soou como mais uma pantomima a esconder o escabroso, o sórdido e o latrinário no qual viceja o poder lulo-petista.  



Escrito por Aluizio Amorim às 00h22
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PLANALTO VOLTA A TREMER

Oposição quer investigação da

operação abafa e vai à Justiça

As legendas PSDB, PFL e PPS decidiram hoje recorrer ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para que investigue todas as pessoas supostamente envolvidas numa "operação abafa" das investigações sobre a origem do R$ 1,7 milhão que seria usado por petistas para comprar um dossiê contra políticos do PSDB.
A denúncia será anexada ao processo que já tramita no TSE, a pedido dos três partidos, que investiga se a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi beneficiada com o episódio do dossiê.

Um dos alvos da ação é o ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça). Segundo a revista "Veja" desta semana, o ministro orientou envolvidos com o dossiegate de forma a blindar o presidente Lula das acusações. (Clique aqui para ler a matéria completa).



Escrito por Aluizio Amorim às 22h23
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CHAMEM A CARROCINHA

A fera maldita: ícone da democracia lulo-petista.

Na corda bamba, PT fica

louco e espuma de raiva.

Noblat, embora queira sempre passar a impressão que faz jornalismo sério e isento continua rastejando em torno de Lula e do PT. Dá curso e destaque às declarações mais mentirosas que já pude testemunhar em toda a minha vida profissional. Trata-se de fazer o jogo do terrorismo eleitoral. Pergunta-se, se o PT está tão seguro da vitória, se o tracking, as pesquisas dos grandes e vetustos institutos lhe conferem essa ampla margem alardeada, por que neste final de tarde entraram em alvoroço?

 

Ora, o bom jornalismo tem que fazer esta indagação. O baiano Jaques Wagner, o distribuidor-mór da bolsa-esmola no Nordeste tem que ganhar o troféu cara-de-pau, não sem antes dividi-lo com o Sargento Garcia. Vejam o que eles dizem, segundo publica o  blog (argh!) do Cubano:

 

“É uma irresponsabilidade tentar virar o jogo na mão grande. Na mão grande não vão levar (...) É uma leviandade, oportunismo e desespero eleitoreiro-, disse Wagner.

 Ao que eu retruco: mão grande é aquela que carrega R$ 1,7 milhão para comprar um dossiê fajuto na tentativa de fraudar a eleição. Fala sério, baiano!

“Não será com factóides, subterfúgios ou leguleios que vamos resolver as eleições (...) O que importa é frustrar a ação de quem quer se valer dos meios de comunicação por meio de factóides para desestabilizar o processo eleitoral. Tem gente querendo resolver a eleição no tapetão. Esta posição não passará , disse Marco Aurélio”.

Ao que eu retruco: quem entende bem disso são vocês do PT que vêm utilizando a mídia para espalhar a mentira. Vocês estão dividindo o Brasil de forma irresponsável. Não pensem que urna elide pendência com a Justiça. Se Lula for eleito, não levará. Não levará mesmo. Compreende-se o seu desespero Sargento Garcia. Se você fosse realmente um bom conselheiro do Rei, aconselharia-o a abdicar

Aqui neste blog não tem esta de isenção e imparcialidade cretina e nota plantada. Para mim, jornalismo é compromisso com a verdade, ou seja, com os fatos como eles são. Tergiversações ficam por conta dos políticos e jornalistas ondulantes.

Chega de mentira!



Escrito por Aluizio Amorim às 18h49
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UM PARTIDO MORALMENTE NANICO

PDT trepa no muro e diz

que tudo é a mesma coisa

O PDT decidiu nesta segunda-feira, em plenária, se manter neutro no segundo turno das eleições para à Presidência da República este ano. Dos 371 representantes do Diretório Nacional, 177 votaram, com o placar final de 128 a favor da neutralidade e 49 contrários.

 

O presidente do Partido, Carlos Luppi, anunciou que cada diretório estadual terá a liberdade para apoiar qual candidato desejar, desde que não utilize bandeira, sigla ou símbolo do partido. "O partido é independente, e nenhuma das candidaturas representa o pensamento e a causa do PDT", disse Luppi, que, assim como Cristovam Buarque, candidato da legenda derrotado nestas eleições, decidiu "fazer valer o direito do voto até o dia das eleições".

 

Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical e do PDT em São Paulo, eleito deputado federal, disse que São Paulo vai apoiar o tucano Geraldo Alckmin no segundo turno. (Fonte: site do Estadão).

 

MEU COMENTÁRIO: A decisão do PDT já era esperada. É um partido moralmente nanico. Duvido que se Brizola fosse vivo iria concordar em manter neutralidade entre dois opostos: de um lado o lulo-petismo colecionador de escândalos e, de outro, Geraldo Alckmin que tem quase 80% de aprovação dos paulistas e nem de longe está envolvido em trambicagens. O PDT ignorou o aspecto plebiscitário desta eleição e seu viés de recomposição moral e ética da Nação. Colocou no mesmo patamar aqueles que perpetraram o crime eleitoral para fraudar as eleições, com tentativa de compra de um dossiê fajuto e o arco de alianças da oposição alvo do crime. Tudo indica que Cristovam Buarque, madalena arrependida, voltará aos braços do PT.

 

Enlamearam a memória política de Leonel Brizola. E, ainda por cima, agiram de má fé, submetendo ao crivo do candidato oposicionista uma série de exigências, as quais foram aceitas. Alckmin mostrou-se completamente sensível aos pedetistas. A neutralidade nesta eleição de um partido ou de um cidadão indica que questões de ordem moral e ética não os incomodam.

 

Os restos mortais do Velho Caudilho deram uma sacudidela na tumba onde repousam.

Escrito por Aluizio Amorim às 17h50
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FHC DENUNCIA:

PT não tem concepção

democrática profunda

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em entrevista ao jornal português Público, foi ao ponto e corrobora o que já cansamos de afirmar aqui neste blog: o PT não tem concepção democrática profunda. Ao encaminhar a eleição para o segundo turno o povo brasileiros está cobrando um esclarecimento para as suas dúvidas, referindo-se indiretamente a armação petista para a compra do dossiê fajuto. Em poucas palavras FHC formulou uma análise muito clara do que é o PT e da ameaça que representa ao estado de direito democrático e ao desenvolvimento econômico do Brasil. Por isso, transcrevo a seguir na íntegra esta matéria que está no site do Estadão.

 

“O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso acusou o PT de não ter uma "concepção democrática profunda", em entrevista ao jornal português Público. "O PT não estava preparado, porque eles não têm uma concepção democrática profunda. É difícil para o PT aceitar a divisão do poder", afirmou FHC, para quem o atual presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva perdeu "uma oportunidade histórica". Na avaliação do tucano, o fato de as eleições terem ido para o segundo turno mostra que a população mandou "um recado" para Lula, e que está cobrando explicações para suas dúvidas, numa referência indireta ao caso da compra do chamado dossiê Vedoin por petistas. "A força renovadora do PT foi se exaurindo, e ficou uma força eleitoral, mas sem capacidade renovadora", declarou. Fernando Henrique acusou Lula de não controlar a agenda do Congresso, e disse lamentar que "a falta de liderança (de Lula) chegasse ao ponto de matar o simbolismo".

 

"Lamento profundamente que (Lula) tenha sido incapaz de se pôr à altura do desafio que estava a sua frente. Acho difícil que consiga refazer esse caminho", alfinetou FHC, e completou: "ao invés de procurar uma convergência com o PSDB, (Lula) foi procurar convergência com os setores mais atrasados da política brasileira, perdeu-se em processos escandalosos de corrupção, jogou fora uma oportunidade histórica e enfraqueceu". O ex-presidente acusou Lula de ser indulgente com seus ministros, assessores e amigos, e apontou que o PT se tornou "quase uma empresa". "Foi isso que o matou (o PT), porque para ser empresa precisava de financiamento", disse FHC, que afirmou que Lula "engana o povo, dizendo que o PSDB, se ganhar, vai privatizar tudo. Ele usa essa banalidade do político convencional de mentir para ganhar votos".

 

Fernando Henrique disse que o governo Lula ampliou os programas sociais elaborados durante sua administração, e declarou não ver "nada propriamente inovador no governo Lula". Ele aproveitou ainda para criticar a atual política econômica, acusando o governo de ter paralisado a confiança do setor privado para investir em infra-estrutura, de ter aumentado o superávit primário e o gasto corrente, o que diminuiu os investimentos "público" e privado, enfraquecendo assim o crescimento”.



Escrito por Aluizio Amorim às 16h13
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ESTÁ ESQUENTANDO

Parte do dinheiro que estava com o PT para pagar dossiê

 

Origem do dinheiro do dossiê

é criminosa, admite Biscaia.

O presidente da CPI dos Sanguessugas, Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ) admitiu nesta segunda-feira que a origem do dinheiro para a compra do dossiê Vedoin, "é criminosa". Ele manteve encontros com a Superintendência da Polícia Federal em Cuiabá, que realiza o inquérito sobre o dossiê Vedoin e o caso dos Sanguessugas, e posteriormente esteve na Justiça Federal, onde recebeu documentos relacionados as investigações.

Também foi confirmada pela Polícia Federal, que o depoimento do deputado federal Ricardo Berzoini, presidente licenciado do PT, ocorrerá na terça-feira em Brasília, sendo feito pelo delegado Diógenes Curado Filho, que também estava em Cuiabá. (Esta matéria está agora no site do Estadão).

UPDATE:

Freud em apuros faz

o Planalto trepidar

O jornal Correio Braziliense revelou a existência de uma empresa - a Caso Comércio e Serviços Ltda - cujo 95% do capital está nas mãos do segurança. Até então, só era conhecida a Caso Serviços de Segurança, registrada em nome da mulher de Freud, Simone Messenger. As duas firmas atuam complementando-se, uma (a de Simone) cuida da parte operacional, a outra (a de Freud), da financeira e empresarial.

Mais que isso, também em reportagem do Correio, veio á tona a informação de que o Coaf encontrou uma operação atípica vinculada ao CPF 136.070.188-55. O contribuinte registrado com esse número realizou um depósito em dinheiro vivo de R$ 150 mil na conta da Caso Serviços de Segurança, no dia 24 de março passado. O dono do documento é Freud e a operação causa estranheza porque na época em que ocorreu ele tinha como única fonte de renda declarada o cargo de assessor especial da Presidência, com proventos de R$ 6.650,00.
(Fonte: ex-blog César Maia, edição de hoje).



Escrito por Aluizio Amorim às 15h32
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NAÇÃO PERDE REFERÊNCIA EM VALORES MORAIS E ÉTICOS

Brasil sob o domínio da

indecência e da mentira

Se analisarmos o que dizem os ditos formadores de opinião, os comentaristas de blogs e colunas hospedados nos grandes jornais, constataremos a complacência com a qual tratam a boataria espalhada pelo petismo sobre a intenção da Oposição, uma vez no poder, privatizar empresas estatais. E por que fazem isto? Porque a manutenção dessas empresas nas mãos do Estado são a garantia da permanência de um filão sem fim de dinheiro público para ser sugado.

 

Chega a ser ridículo quando se vê uma propaganda, por exemplo, da Petrobras, que tem o monopólio do setor. Ora, se tem o monopólio para quê fazer propaganda? Qual o sentido da Petrobras financiar cinema fajuto (o cinema brasileiro é uma grande porcaria) ou então manter um site-panfleto petista denominado Carta Maior, alojado no site UOL. Através dele o Grupo Folha de São Paulo mama o dinheiro público e a todo o momento faz chamadas a esse panfleto petista.

 

Este apenas é um dos exemplos do efeito deletério empresas estatais sobre a economia nacional.

 

O caso da telefonia é emblemático no que se refere aos benefícios da privatização. Graças ao governo Fernando Henrique Cardoso, que privatizou o setor, hoje qualquer pessoa, mesmo pobre, tem condições de possuir o seu telefone celular. Enquanto a telefonia estava nas mãos do Estado, celular era objeto de luxo, como também as linhas fixas. Havia até mesmo o câmbio negro de venda de telefone e também o seu aluguel! Hoje em cada esquina há uma loja oferecendo excelentes aparelhos ao alcance de qualquer pessoa. A Vale do Rio Doce, que patinava, hoje está entre as maiores do mundo no setor depois de ser privatizada, gerando recursos para o Estado pela via tributária e, ao mesmo tempo, criando os empregos que tanto necessitamos. Igualmente, a telefonia turbinou o mercado e gera milhares de postos de trabalho, com o surgimento de inúmeras novas empresas que praticam a concorrência. Aliás, é um dos poucos setores praticantes da saudável concorrência do mercado, porque no que tange à gasolina paga-se por ela o olho da cara e a agência regulatória do setor fecha os olhos aos postos de gasolina totalmente cartelizados.

 

A campanha do PT centra-se, nesta reta final da campanha, apenas neste aspecto da privatização que a Oposição poderia realizar. É claro que nem mesmo há condições na atualidade de algum grupo capaz de bancar a compra da Petrobrás, do Banco do Brasil ou até mesmo da Caixa Econômica Federal.

 

O PT mente. Ilude o povo brasileiro insinuando que ele é beneficiário do estatismo, quando na verdade é vítima. Sabe-se que o PT aparelhou todas essas empresas. Na verdade, foram “privatizadas” pelo PT. Os petistas agem como se fossem donos das estatais que se transformaram numa extensão do domínio partidário. Com relação às agências regulatórias, o PT tratou de minimizá-las, infestando-as de militantes partidários que lá estão a fim de encher seus próprios bolsos.

 

Continua no post seguinte...



Escrito por Aluizio Amorim às 14h39
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Continuação do post anterior...

 

No plano energético não se tem notícia de uma providência concreta em investimentos capazes de livrar o país de novos apagões. Não há um projeto novo sequer que vá além da conversa mole do pobrismo. Um país do tamanho do Brasil está entregue a um bando de trambiqueiros que faz da mentira o seu principal slogan de campanha e que tem a conivência, a tolerância escandalosa da grande mídia que se acumplicia com a quadrilha.

 

Nenhum grande jornal, até agora, teve a decência de denunciar e cobrar Justiça em editorial de primeira página com o destaque que a gravidade do momento nacional está a exigir. Veja-se o exemplo da Folha de São Paulo, que foi um jornal referência no País. Hoje se transformou num aparelho do PT e o seu site na internet é pior ainda. A pretexto de ser imparcial e isento, chafurda na lama da hipocrisia fazendo veicular o “já ganhou” verberado por pretensos “cientistas políticos”, na verdade trapaceiros e que sabidamente vendem as suas opiniões.

 

Os jornais revestem de verdade essa maquiavélica estupidez. Os jornalistas e os seus patrões da grande mídia são os comensais que chegam primeiro nesse banquete de abutres, quando deveriam ser os primeiros a dar curso à indignação dos cidadãos de bem e denunciar a “operação abafa” desencadeada pelo governo para evitar que se esclareça a procedência de quase R$ 2 milhões que pagariam o dossiê fajuto forjado pela quadrilha sanguessuga contra a oposição.

 

Face a tudo isso, a Nação começa a perder qualquer referência quanto aos valores morais e éticos mínimos que permitem a coesão social e a própria vida em sociedade.



Escrito por Aluizio Amorim às 14h38
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CHUMBO GROSSO

O novo escândalo promovido

pelo PT: um mega mensalão.

Lideranças dos partidos que apóiam o candidato Geraldo Alckmin (PSDB) se reúnem no final da tarde desta segunda-feira para discutir medidas contra o que chamam de uso eleitoral da Polícia Federal nas investigações sobre a compra do dossiê antitucano.

A oposição também estuda solicitar ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) investigação sobre o que classifica de "compra" do apoio do governador reeleito de Mato Grosso Blairo Maggi (PPS) à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em troca do apoio, o governo prometeu liberar R$ 3 bilhões para a renegociação de dívidas agrícolas --dos quais R$ 1 bilhão para o Mato Grosso. O Senador Jorge Bornhausen, presidente do PFL, denunciou que a liberação de recursos para o Mato Grosso trata-se de "um mega mensalão, um escândalo".


O encontro está previsto para as 17h30, no gabinete do senador Tasso Jereissati (PSDB), em Brasília. Além do tucano, participam da reunião os presidentes do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), e do PPS, Roberto Freire (PE). O presidente do PMDB, Michel Temer (SP), também foi convidado para o encontro, mas ainda não confirmou presença. O advogado da coligação PSDB-PFL, José Eduardo Alckmin, também deve participar do encontro. (Clique aqui para ler tudo sobre a ofensiva da Oposição).



Escrito por Aluizio Amorim às 12h45
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MEU COMENTÁRIO

A Hidra de Lerna , as elites

e uma teoria conspiratória.

Lula continua vociferando contra as elites. Seria bom que ele as identificasse. Por certo não são aquelas que participaram ativamente de reuniões na residência do Ministro Furlan, ex-presidente da Sadia, empresa nada simpática ao PT na cidade de Concórdia, no oeste catarinense, onde possui grande frigorífico. Isto em tempos idos. Hoje Furlan é um petista de carteirinha. Nesses encontros de apoio a Lula foram arregimentados por Furlan, como comensais, os tubarões da indústria e os maiores banqueiros. Incrível essa reviravolta. Portanto, as elites às quais lula se referiu em encontro com professores neste domingo só pode ser a classe média que o esquerdismo sempre nutriu um ódio inexplicável, acusando-a de “classe pequeno burguesa”.

 

E sabem quem estava nesse encontro com os professores? O famoso filósofo Roberto Mangabeira Unger. A informação está na Folha de S. Paulo desta segunda-feira. Certa vez o entrevistei aqui em Florianópolis, quando era o mentor intelectual de Brizola. Unger, picado pela mosca azul, tinha pretensões eleitorais e estaria filiado a um estranho partido do qual faz parte um setor de igrejas evangélicas.

 

Unger passou boa parte da vida lecionando em Harvard, nos EUA. Por lá aposentou-se e retornou ao Brasil. É conhecido por fazer política de forma atabalhoada e ondulante. Agora, segundo informa a Folha, teria se transformado em mais um áulico do lulo-petismo. Deve estar atrás de uma boquinha, já que sua densidade eleitoral é zero e, por isso, o “scholar” adere desavergonhadamente à camarilha de plantão aproveitando o estrago ocasionado pelo dossiê fajuto no "staff" presidencial.

 

Listando as adesões que Lula vai angariando pelo caminho neste segundo turno, inclui-se Maluf, Collor e agora, também, Roberto Mangabeira Unger. Se o PT era um ornitorrinco, na definição do arrependido sociólogo Chico Oliveira, com esse estranho arco de apoios virou o famoso “bicho de sete cabeças”, a versão tupiniquim da mitológica Hidra de Lerna, serpente de sete cabeças que, quando eram cortadas, renasciam, até que o monstrengo foi abatido por Hércules. O PT e o governo Lula se parecem com o temível réptil. Várias cabeças do governo já foram decepadas, mas no seu lugar aparecem outras. Tão vorazes e horripilantes quanto as suas predecessoras.

 

Até agora a grande mídia e os blogões que andam perto de Lula e seus sequazes não apuraram direito o que, afinal, Lula quer dizer com o qualificativo de “elites”. Deviam perguntar, pelo menos, ao  zeloso porta-voz do Planalto, o Singer, filho do lulo-economista da USP. Suponho que não são aquelas sobre as quais se jacta de que nunca ganharam tanto dinheiro como em seu governo.

 

Se Lula, por ironia do destino ganhar, a classe média pode ir se preparando para pagar a conta da campanha. Prolifera pela internet mais uma teoria conspiratória levantando a hipótese de que num segundo mandato o lulo-petismo teria que se valer da nefanda estratégia econômica de Collor, congelando a poupança e as aplicações em fundos para fazer frente a uma vultosa dívida interna, prometendo a liberação do dinheiro aos poupadores para daqui a pelo menos uma década. Os cidadãos seriam concitados a topar a parada pela salvação do País.

 

Ainda bem que é apenas mais uma dessas bobagens lançadas por meio da internet... 



Escrito por Aluizio Amorim às 04h44
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DECÊNCIA

A sina do escorpião

 

Ferreira Gullar

Na Folha de SP deste domingo. Não deixe de ler. E use a ferramenta de envio deste post clicando em [envie esta mensagem] no final do post à direita.

SERIA HILARIANTE , se não fosse constrangedor, ouvir Lula dizer que, no segundo turno, iria travar um debate profundo sobre a ética. E não causa menor constrangimento ouvir Tarso Genro afirmando que a eles, petistas, esse debate "interessa muito". E pode-se imaginar quanto, uma vez que o PT nada tem a esconder ou explicar, nesse terreno. Como se sabe, ninguém do PT se envolveu com o valerioduto, o mensalão, dólar na cueca, contratos fajutos, sanguessugas e, particularmente, com a compra de certo dossiê. A declaração desses dois, desculpem-me, lembra Maluf, sorridente, fazendo o V da vitória, ao sair da delegacia de polícia onde fora indiciado.


Não há que se surpreender com isso. O político cara-de-pau não hesita em negar a mais incontestável das evidências, se ela o compromete e pode lhe tirar votos. Você lê e não acredita no que leu, mas é que ele não está se dirigindo a você e, sim, ao eleitor dele. Sabe muito bem que finge e mente, e que ninguém acreditará no que afirma, exceto o eleitor que vota nele e que só necessita de uma desculpa qualquer para continuar votando. Por isso, Maluf garantiu que a assinatura não era dele, embora a perícia o tivesse comprovado, e Lula garantiu que está louco para discutir problemas éticos, quando se sabe que essa é a última coisa que gostaria de fazer. Mas, ao ler isso, o eleitor petista respira aliviado, certo de que, conforme desejava crer, todas aquelas acusações contra seu líder e seu partido são "calúnias da elite".

 

Faz lembrar Nelson Rodrigues, que recomendava à esposa adúltera: "mesmo que seja surpreendida, nua, na cama com o amante, negue, negue veementemente". É que sempre há a hipótese de que o marido (ou o eleitor), preferindo não saber a verdade, aceite a mentira. Essa é a esperança de Lula e Tarso Genro.
Mas, a par disso, devemos reconhecer que os petistas, particularmente os dois citados, são mestres em simulações, verdadeiros atores e tanto melhores se o gênero é a farsa. Veja o que disse Lula, antes mesmo de iniciada a campanha do segundo turno: "Preferia discutir projetos de governo, mas estou com muita vontade de debater ética e corrupção".
Ou seja, nada aconteceu que atinja moralmente o governo. O PT comprou deputados? Não, é claro que não. Petistas foram surpreendidos com montanhas de cédulas de dólares e reais num quarto de hotel? É claro que não. E as pessoas envolvidas nesse escândalo tinham alguma vinculação com Lula e seu governo?


Evidente que não, gente! Um deles era apenas seu assessor especial; outro, seu churrasqueiro; outro, um dos autores de seu plano de governo; o quarto, diretor do Banco do Brasil e integrante da equipe da campanha para sua reeleição;o quinto, o próprio coordenador da campanha e presidente do PT. Isso, sem falar no transportador do dinheiro, coordenador da campanha de Mercadante.


Como se vê, pessoas totalmente desvinculadas de Lula e do seu partido, tão desvinculadas que só mesmo inimigos desleais e uma imprensa facciosa seriam capazes de levantar as suspeitas que levantaram. Logo, não há o que temer em falar de corrupção durante este segundo turno e, se a oposição cair nessa tolice, vai se ferrar, porque, como se sabe, Lula, que é o maior presidente que já houve no mundo, que criou a Petrobras, a Eletrobrás, o futebol brasileiro e as escolas de samba -isso sem falar no funk e no xaxado- é também o maior campeão de ética de todos os tempos. Desafiá-lo, nesse terreno, é derrota certa.


Agora, falando sério, o que mais impressiona nessa farra petista de falcatruas é que ela persiste, apesar dos escândalos que tem provocado. É verdade que corrupção sempre houve e essa é, com razão, a única prioridade que Lula não reivindica para seu governo. Mas ficava restrita, quase sempre, a fatos pontuais, não esta avalanche com que o governo petista afogou o país. Como observou o governador Aécio Neves, Lula já está governando com seu terceiro time, porque os dois primeiros foram expulsos de campo por corrupção acintosa.

E como se não bastasse, veio o escândalo do dossiê, para espanto geral. E o que são agora os boatos de que Alckmin iria privatizar a Petrobras e o Banco do Brasil, senão a mesma guerra suja? Muita gente se pergunta: eles são aloprados? Não, não são aloprados; são corruptos, são viciados em corrupção. O debate da Band revelou outro escândalo: o autor da boataria das privatizações é o próprio Lula! É que eles não conseguem conter-se, como o escorpião que pica a jia, mesmo sabendo que vai afundar junto com ela. A corrupção é sua segunda natureza.



Escrito por Aluizio Amorim às 00h51
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