Alemanha é um dos países mais seguros do mundo e o terceiro da Europa, após Suíça e Áustria, segundo o relatório sobre segurança apresentado hoje pelos ministros de Justiça, Brigitte Zypries e de Interior, Wolfgang Schäuble. Schäuble atribuiu o retrocesso da criminalidade em todas as suas formas ao trabalho das forças de segurança e às medidas de prevenção impulsionadas pelo Governo.
O ministro destacou a redefinição da estratégia contra a criminalidade política e o terrorismo internacional com a criação de um banco de dados que centraliza toda a informação relevante para a Polícia. (Clique aqui para ler mais).
No editorial do Estadão de hoje fica no ar uma indagação no excerto que transcrevo a seguir:
“É de perguntar se Lula fala o que não deve, disseminando a intranqüilidade, por mera incontinência verbal ou se o seu destampatório é peça de algum projeto inconfessável cujo êxito depende da existência de um clima de intranqüilidade. Custa crer que seja esta a motivação de Lula, antes de mais nada porque ele não tem motivo nenhum para isso, depois da consagradora votação no segundo turno e de ter o seu governo alcançado índices recordes de aprovação. Não obstante, nunca se sabe”. (Clique aqui para ler na íntegra).
MEU COMENTÁRIO:Na minha opinião Lula não falou de “improviso”. Lembrem-se da entrevista que seu marketeiro concedeu após a vitória do segundo turno. O projeto lulo-petista é não arredar mais o pé do poder. E tanto é verdade o que afirmo porque não tem qualquer cabimento lógico as aleivosias que o Apedeuta destila, especialmente contra a liberdade de imprensa, já que foi consagrado nas urnas e nas pesquisas que mediram a aprovação ao seu governo. Além disso, deverá contar com folgada maioria no Congresso. Afinal, por que esse rancor?
Ao contrário da pergunta no ar deixada pelo editorial do Estadão, se sabe sim. Se Sabe tudo. Regimes autoritários começam assim. Os eleitores que votaram contra Lula estão esperando que a Oposição desempenhe seu papel não só de fiscalizar os atos administrativos do governo. Desejam, sobretudo, que concentre sua vigília em prol da manutenção do estado de direito democrático.
Confirmada sua decisão de deixar o Ministério da Justiça, que ocupou nos últimos quatro anos, o ministro Márcio Thomaz Bastos busca fórmulas para continuar colaborando com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Bastos combinou com Lula que deverá ir a Brasília pelo menos uma vez por semana. E, antes de deixar o governo, deverá entregar uma proposta de reforma política, já em fase final de elaboração por uma equipe de assessores e consultores do ministério. (Leia mais clicando aqui).
MEU COMENTÁRIO: A necessidade de um criminalista se impõe pelas circunstâncias...hehe
Em 1985, o regime militar dava seus últimos suspiros. Na esteira desse esgotamento, duas candidaturas surgiam dentro do partido governista. De um lado, o coronel e ministro Mário Andreazza, apoiado por parcela significativa do PDS e por algumas correntes que circulam no seio das Forças Armadas, de outro, o empresário e ex-governador Paulo Maluf, que detinha o controle dos convencionais que iriam escolher o candidato pedessista. Correndo por fora, o PMDB, partido oposicionista, lança o nome do governador mineiro Tancredo Neves.
A vitória de Maluf na convenção provoca dois movimentos políticos: as principais lideranças do PDS rompem com o partido e criam a Frente Liberal para, em seguida, apoiar a candidatura vitoriosa da oposição. O PFL não fugiu a regra e como todo partido brasileiro nasceu dentro do Estado. Tempos depois, o PMDB também sofreu sua cisão com o surgimento do PSDB.
A análise que faço aqui, a partir do resultado das últimas eleições, vai contra o que até agora ficou como definitivo, ou seja, que o principal perdedor do pleito de 2006 foi o PFL.Eleitoralmente, não há como contestar que o partido perdeu espaço nos governos estaduais e viu sua bancada diminuir em relação a 2002. Colocando a questão em termos absolutos, o PFL diminui de tamanho. Porém, politicamente, o partido saiu maior do que entrou, considerando os três últimos pleitos.
Hoje, no Brasil, o PFL é o que existe de mais parecido com um partido político no seu conceito clássico.Ideologicamente, representa uma parte sociedade de centro-direita, formada por uma classe média bem informada e pelo patronato desenvolvimentista. E isto está bem claro nas suas posições. Convém deixar claro que ser de direita não é palavrão e que existe sim uma direita ética e democrática.Politicamente, ao perder a eleição de 2002, o PFL teve um comportamento que se espera de um partido comprometido com seu ideário: fazer oposição. E fez, sem tergiversar.
Ao contrario de outras siglas partidárias, adesistas de primeira hora, o PFL não só não aderiu ao lulismo-petista, como optou por ser o principal partido de oposição. E ser oposição tem o seu preço, pois a máquina do governo continua sendo o principal cabo eleitoral num país que se faz notar pelos péssimos índices de desenvolvimento humano. A rigor, eleitoralmente, o PFL perdeu e muito. Já politicamente foi o grande vencedor de 2006, pois saiu engrandecido como partido. Aos apressados: não tenho a menor simpatia pela ideologia liberal.
______________________
(*) Nilson Borges Filhoé cientista político e colaborador deste blog.
A Polícia Federal de Cuiabá afirma agora não ter elementos suficientes para indiciar os ex-petistas envolvidos na negociação do dossiê antitucano e vai pedir que a Justiça Federal prorrogue as investigações por pelo menos mais 30 dias. Tanto o delegado federal Diógenes Curado quanto o procurador da República Mário Lúcio Avelar avaliam que ainda há diversas situações a serem esclarecidas no caso.
O prazo para a conclusão do inquérito sobre a tentativa de venda do dossiê termina no dia 26. As apurações já foram prorrogadas uma vez. Há três semanas, a PF chegou a anunciar que poderia indiciar os envolvidos.
"Ainda não temos elementos suficientes para indiciar [os envolvidos]. Sem saber a origem do dinheiro, não temos como fechar o inquérito", disse Curado ontem, após uma reunião de uma hora e meia com Avelar na sede da PF em Cuiabá. "O caso é um quebra-cabeça", disse Avelar após deixar a PF.(Na Folha desta quarta-feira. Clique aqui para ler mais).
Em agosto de 1981, o recém-eleito presidente americano Ronald Reagan viu 13 000 dos 17 500 controladores aéreos de seu país cruzarem os braços em pleno verão, época de aumento no número de vôos. Eles reivindicavam salários mais altos e o direito de se aposentar com 20 anos de carreira. Diante do problema Reagan, porém, não foi descansar na Bahia. Deu 48 horas para os grevistas voltarem ao trabalho e iniciou um plano de emergência, que incluía a convocação de controladores militares e ampliação das vagas nos cursos de formação de novos operadores. Encerrado o prazo, nada menos que 11 000 controladores foram demitidos e 75 lideranças indiciadas pelo Departamento de Justiça. Aqui no Brasil, o governo até agora não sabe exatamente o que fazer. (Do Radar On-line, do site da revista Veja). Escrito por Aluizio Amorim às 04h00
[ ]
[ envie esta mensagem ]
OS JORNALISTAS COMO SEUS PRÓPRIOS COVEIROS
O trabalho de sapa contra
a liberdade de imprensa
Faço minhas as palavras do professor e filósofo Roberto Romano, em seu blog (link permanente na coluna ao lado). Eis o que ele afirma:
“Com o discurso, no dia 13 de novembro de 2006 na Venezuela, o presidente da república brasileira deixou escapar uma realidade que toda a midia escondia, por má fé ou tibieza. Quem comanda a caça aos jornalistas e a intimidação da imprensa É O PRÓPRIO PRESIDENTE. Agora ficou mais difícil para os que se escudavam nas desculpas de que ELE nada sabia ou afirmavam que atos truculentos seriam feitos de "aloprados".
O trabalho de sapa contra a liberdade de imprensa é comandado a partir do Palácio do Planalto. Esta verdade, quase todos a sabiam, mas o fingimento interesseiro, o medo, a covardia, a conivência com o poder fez de muitos jornalistas os seus próprios coveiros.
É tempo de agir contra a guerra de exterminio, basta por exemplo recusar escrever o nome do governante nos jornais, não dizer nada sobre ele, noticiar eventos sem tocar no seu nome nem dos seus áulicos. A técnica já foi usada pelo jornal O Estado de São Paulo contra Adhemar de Barros. Mas não deu certo porque se tratava de um só jornal contra poderoso governador populista.
Se a imprensa que tem apreço por si mesma e vergonha na face quiser, em pouco tempo a caçada aos jornalistas será arrefecida. Caso contrário, o serviço de intimidação —o bastão— e o dinheiro para comprar juízos favoráves —a cenoura— conseguirão o que a ditadura militar não logrou obter. Que tal começar desde já referindo-se ao censor duplicado de exterminador da liberdade apenas assim, "Ele". Sem mais. E aos áulicos, como "eles" e "elas" ?
As sugestões podem ser muitas. O insuportável, porque ignominioso, é a curvatura obscena de espinhas, numa atitude conivente com a tirania do poder.
Nos últimos dias tenho sofrido uma vertigem chamada vergonha de ser brasileiro. Nunca tinha experimentado semelhante sintoma. Hoje mesmo, ao sair da universidade, tive a certeza de que boa parte dos professores está incluída no esquema governamental. Está marcada uma reunião, na minha ex-Faculdade de Filosofia da USP, com o ministro da Educação. Certamente a conversa será do mais elevado plano especulativo...
Cenoura, bastão... E o juízo ético de muitos caros colegas atingiu um nível bem mais baixo do que na época do regime militar, quando o mote era silenciar e ter medo, quando não aderir sem pudor aos dominantes. Vergonha, asco, uma série apavorante de experiências toma conta de quem ainda ousa ficar de pé. Tudo muito melancólico, patético”.
Ainda que promova melhorias no cenário econômico, o Brasil só poderá atingir um ciclo de crescimento sustentado de 5% em meados da próxima década. Simulação realizada pelos economistas Fabio Giambiagi e Paulo Levy, ambos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), indica que a taxa seria atingida em 2017, desde que adotado um programa para permitir a queda dos juros e da carga tributária.
Por enquanto, diz o trabalho, os problemas do setor elétrico e a baixa taxa de investimento da economia, atualmente na casa dos 20% do Produto Interno Bruto (PIB), impedem uma expansão sustentada a taxas muito acima de 3,5% ao ano no curto e médio prazos. Se o crescimento for superior a 4% ao ano, há risco de um novo apagão, alertam os economistas. (Clique aqui para ler tudo). Escrito por Aluizio Amorim às 02h16
[ ]
[ envie esta mensagem ]
HÁ ALGO NO AR
Segurança aérea: poucos
gastos e compras curiosas.
A desordem no sistema aéreo brasileiro levantou suspeitas de como o dinheiro destinado ao programa “Proteção ao Vôo e Segurança do Tráfego Aéreo” (0623) vem sendo aplicado. Sendo assim, o site Contas Abertas investigou os números referentes aos gastos e verificou que a maior parte do orçamento foi destinada às despesas correntes, como material de consumo, vigilância, passagens e diárias e não para investimentos na melhoria da proteção do espaço aéreo. Dentre as curiosidades, gastos com festividades e homenagens e até alimentos para animais. (Clique aquipara saber mais). Escrito por Aluizio Amorim às 01h46
[ ]
[ envie esta mensagem ]
TENTANDO SALVAR O PARTIDO
FHC quer os tucanos fazendo
oposição e deplora adesismo
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso cobrou nesta segunda-feira dos correligionários do PSDB maior unidade, clareza de propostas e aproximação com os etores da sociedade e uma postura crítica com relação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A cobrança foi feita no final da tarde em um encontro fechado entre FHC e o membros do PSDB paulista. "Temos de ser implacáveis nas críticas ao governo Lula", teria dito FHC, segundo uma fonte que participou da reunião. (Clique aqui para ler mais).
MEU COMENTÁRIO:O que se nota é que na hostes do tucanato a maré não está para peixe. E tanto é que FHC andou reunido a portas fechadas com os tucanos paulistas. Largou o tom conciliador e partiu para o ataque. Quer ver o PSDB sendo implacável nas críticas ao governo, embora votando aquilo que é do interesse nacional.
De minha parte, não acredito que o PSDB faça realmente oposição a Lula. O partido está dividido. E esta divisão ocorreu com a indicação de Chuchu para concorrer à Presidência.
Sinto que o PSDB em 2010 deverá ter como candidato o mineiro Aécio Neves. É briga de cachorro grande e José Serra parece não estar nada disposto a abrir mão da candidatura. Resultado: ou migra para outro partido ou cria um novo.
A sucessão de 2010 passa pela reacomodação partidária. Meia dúzia de partidos serão suficientes para conter todas as tendências ideológicas.
O PFL, segundo me disse recentemente o senador Jorge Bornhausen, fará daqui para diante uma carreira solo além de prometer dura oposição ao governo, sem qualquer possibilidade de adesismo. Terá seus próprios candidatos e concorrerá em todos os níveis. Ainda que tenha superado a cláusula de barreira com certa folga, não poderá bobear.
Moral da história: dividido, sem o concurso do PFL e amargando a acachapante derrota de Chuchu, o PSDB, ao que tudo indica, não irá a lugar nenhum. Nas próximas eleições municipais já não estará mais aliado ao PFL. Essa história de um novo partido liderado por José Serra faz sentido.
Auditoria no Tribunal de Contas da União (TCU) identificou problemas no repasse de recursos federais a ONGs. Segundo o relatório, há problemas como insuficiência da fiscalização da execução dos recursos, irregularidades nas licitações feitas pelas entidades e nos convênios financeiros. (Clique aqui para ler mais). Escrito por Aluizio Amorim às 00h35
[ ]
[ envie esta mensagem ]
MEU COMENTÁRIO
Estamos à beira do fascismo.
Lula ataca imprensa de novo.
Durante sua participação em comício da campanha eleitoral do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, Lula da Silva voltou a agredir a imprensa, repetindo aquele discurso demagógico que promove a luta de classes. Tanto Lula quanto Chávez operam o populismo a partir do carisma. Necessitam manter a crença dos sequazes ao exibir destemor e elegendo alguém ou uma instituição, no caso a imprensa, como o inimigo que obstrui o caminho da redenção. Uma das características da dominação carismática depende da produção, pelo líder, de atos e façanhas extracotidianas capazes de revestir seu poder de algo extraordinário que cause arrebatação. E isto não pode sofrer solução de continuidade.
O fundamento do domínio carismático é emocional e, portanto, irracional, implicando por parte dos sequazes uma atitude de fé e fanatismo. Ao quebrar o enfado do cotidiano, o carisma contrapõem-se a qualquer limite, seja legal – o respeito à lei – ou tradicional – o respeito ao costume, consoante a teoria da dominação de Max Weber.
Neste caso, tanto Lula quanto Chávez mantém uma aura carismática, reivindicando um caráter “revolucionário” às suas ações políticas. Volta e meia dão um recado aos sequazes açulando-os em relação a um suposto inimigo. No caso de Lula, o grande inimigo de um pretenso projeto de libertação é a imprensa.
Mesmo obtendo uma vitória folgada nas eleições, com a possibilidade de conseguir maioria avassaladora no Congresso, Lula continua raivoso, a ponto de cometer a gafe de chamar os venezuelanos de bolivianos. Como todo líder carismático, tanto Lula quanto Chávez sentem que têm de produzir permanentemente frases de efeito, desafiando um suposto inimigo da causa redentora que pretendem encarnar.
Não se iludam, prezados leitores. Essas chibantices de Lula contra a imprensa são habilmente planejadas. Sucessivos acontecimentos têm demonstrado essa faceta autoritária do petismo que pretende liquidar com a liberdade de imprensa a qual se transformou no último e único bastião das liberdades democráticas no Brasil. Houve quebra de sigilo de telefone da Folha de São Paulo, a queima de exemplares da revista Veja durante a campanha eleitoral por militantes petistas, agressão física e intimidação de jornalistas, além de insinuações questionando a lisura das ações dos veículos de comunicação em recentes discursos presidenciais.
É interessante notar que não são apenas os acólitos do governo – como o Sargento Garcia – a destilar sua ira contra a liberdade imprensa. Este procedimento anti-democrático ultrapassa as fronteiras do poder governamental para encontrar-se nas demais esferas da sociedade civil representandas por entidades de classe, sindicatos, federações, confederações, tanto patronais como de trabalhadores, que o avalizam pelo seu silêncio.
Dentre elas destacam-se as poderosas entidades representativas do patronato cujas reivindicações conservadoras encontraram resposta agora no governo petista. E há quem rotule o governo lulo-petista
de esquerdista. Uma distância extremamente pequena nos separa do fascismo puro e simples, a menos
Encontrei no blog no Noblat um desses seus comentários que dão a medida exata do equívoco que habita a mente dos brasileiros de todos os extratos sociais. E confirma o post anterior no qual me reporto ao fato de que o gene da estupidez domina o cérebro da maioria dos brasileiros. Noblat diz que só lêem e comentam no seu blog gente da “elite” que tem acesso à internet. Ora, hoje a internet está cada vez mais universalizada.
Aqueles que não têm computador em casa acessam a partir dessas lan houses que oferecem o serviço a cada esquina. Nos momentos de pique, durante o dia, é difícil encontrar uma vaga disponível. Acessam adoidado. Às vezes, quando estou fora da minha base vou a uma dessas lan house e tiro um tempo para ver o que estão acessando. A maioria está no orkut e atrás de sites e comunidades de namoro. Estão sempre na busca frenética de relacionamento amoroso. Estão certos, mas quando todas as energias são aplicadas apenas e exclusivamente na esfera erótico-amorosa, descurando-se a busca também pela informação e a formação, algo está errado.
As últimas eleições mostraram que o brasileiro além de estúpido é safado e oportunista. Pairou um silêncio completo no que tange à discussão ou comentários sobre a campanha eleitoral. A esmagadora maioria da população silenciou completamente. Ignorou todos os espisódos de corrupção envolvendo o governo. Fez vistas grossas a todo o tipo de iniqüidade perpetrada pelo PT e votou maciçamente em Lula.
A maioria é preguiçosa e não quer trabalhar, muito menos estudar. Ninguém lê nada. Nem jornal. Eu já lecionei em universidade e sei como se comporta a maioria, a qual é constituída de retardados mentais. Isto não é “nossa culpa”, como insinua Noblat equivocadamente. Atuam para formar a imbecilidade dos brasileiros variáveis de ordem cultural e, suponho, de ordem biológica.
Basta ver apenas um detalhe: a formação da civilização ocidental, cujo eixo onde gravita repousa na racionalidade, surgiu a partir da ciência moderna e apenas num determinado território da Europa. Depois espraiou-se pelo planeta. Não aconteceu na África, no Japão, na Índia, na China e muito menos na península ibérica, de onde partiram as caravelas que fundearam âncoras nos mares que banham o continente latino-americano.
Não se trata, obviamente, de racismo. Mas continua uma interrogação: por que essa civilização surgiu somente ali e dali continuam emanando todas as formas de progresso que conhecemos? Aquelas sociedades que seguiram uma cosmovisão vazada na racionalidade, ou seja, dentro do paradigma anglo-saxão, experimentam o progresso e a estabilidade.
Esse mea culpa sobre as mazelas brasileiras, responsabilizando às “elites brancas” pela sua ocorrência e ignorando a indolência que caracteriza o homem brasileiro é um equívoco histriônico e representa, antes de tudo, uma forma de esconder uma vergonhosa visão de mundo dominante a qual se consubstancia na carnavalização de todas as esferas da vida nacional.
E para concluir: se não fossem as denominadas “elites brancas”, estaríamos ainda andando nus ou de tanga por estas florestas tropicais. Aliás, seria mais adequado.
Eis o comentário noblatiano:
“Você tem berço?
Porque se não tiver de pouco lhe adiantará estudar tanto quanto outro que tenha berço - suas chances de ficar desempregado serão sempre maiores. Berço quer dizer fazer parte das elites, ter estudado em escolas particulares, morar em bairros bem conceituados e dispor de pais, parentes e amigos influentes.
Pesquisa do economista Carlos Alberto Ramos da Universidade de Brasília, citada pelo jornal O Globo, revela:
* com 15 anos ou mais de estudo - ou seja: com curso superior completo - a taxa de desocupação da elite é de 2,64%.
* com o mesmo número de anos de estudo, o índice de desocupação sobe para 46% entre aqueles que estão na base da pirâmide social.
Ou seja: entre os 10% mais pobres da População Economicamente Ativa, o desemprego é 17 vezes maior do que entre os 10% mais ricos com o mesmo grau de instrução. Somente a elite lê e comenta neste blog. Até porque somente ela tem acesso à internet.
Esse, pois, é o país que construimos até aqui graças aos nossos atos, obras e omissões. Somos todos culpados”.
A entrevista do cientista e inventor norte-americano Raymond Kurzweil à revista Veja desta semana é suficiente para dar uma idéia do atraso do Brasil em relação aos países mais adiantados do mundo, com destaque para os Estados Unidos. É incrível o descompasso existente no âmbito do conhecimento entre o continente sul americano e o gigante do Norte. É como se ainda estivéssemos no tempo do boi e do arado. Veja-se, por exemplo, que tipo de discussão e debate é suscitado na mídia no Brasil? A última campanha eleitoral mostrou essa trágica realidade e o debate girou em torno da bolsa-esmola, com os programas de televisão dos candidatos esmerando-se em mostrar pobre comendo um pedaço de pão.
E o que os norte-americanos pesquisam e discutem? Com que estão se preocupando neste momento em que digito estas linhas? A entrevista de Kurzweil dá uma idéia. Destaco apenas um excerto, constante de uma das perguntas formuladas por Veja, esta revista satanizada pelo PT, cujos militantes a queimaram em praça pública durante a campanha eleitoral no Nordeste.
Veja –O senhor afirma que chegará o momento em que as máquinas vão superar a inteligência humana. Como será isso? Kurzweil – Com a engenharia reversa, seremos capazes de reproduzir todas as áreas do cérebro humano. Vamos entender como funciona a inteligência humana e utilizar esses métodos em computadores. Aí, combinando as formas em que a inteligência humana é superior com as formas em que as máquinas são superiores, teremos um poder muito grande: as habilidades da máquina, como velocidade e memória, combinadas com o reconhecimento de padrões da inteligência humana. Por volta de 2030, um computador comum será mil vezes mais poderoso que o cérebro humano.
Em destaque a foto de Kurtzweil acima, na verdade uma espécie de holograma, na palestra que proferiu de forma virtual em São Paulo valendo-se dessa nova tecnologia de transmissão de imagem.
Aqui “nestepaíz” continuamos a falar de esquerda e direita, de bolsa-esmola e de miséria e o governo lulo-petista tenta censurar a imprensa, quando não queima exemplares da revista Veja nas ruas, como fez na campanha eleitoral no Nordeste.
Em meio a uma acirrada disputa política pelo comando da Câmara dos deputados, o presidente da Casa, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), assumiu ontem a Presidência da República em uma cerimônia simples na Base Aérea de Congonhas. Por pouco mais de 24h, Aldo será o primeiro comunista a governar o país. Usará o breve período de afastamento do cargo para lembrar livros de Karl Marx (1818-83) e Friedrich Engels (1820-95) e olhar com toda a atenção para um projeto nem um pouco socialista: a proposta de auto-reajuste salarial de mais de 90% para os deputados.
Para quem luta pela reeleição muito mais que pela revolução, a equiparação entre os tetos salariais do Legislativo e do Judiciário é um cabo eleitoral de peso. A estratégia dá tanto certo que Severino Cavalcanti (PP), antecessor de Aldo, ganhou a presidência da Casa com a promessa de aumento para os pares. O percentual em estudo é equivalente à diferença entre os vencimentos dos deputados, de R$ 12,8 mil, e o dos ministros do Supremo Tribunal Federal, de R$ 24,5 mil. O reajuste aprovado na Câmara tende a ser repetido no Senado e, em efeito cascata, nas assembléias legislativas estaduais e câmaras de vereadores. Ou seja, atingirá todo o país. (Leia mais clicando aqui).
A resposta está neste artigo de Fernando Barros e Silva publicado na Folha de São Paulo desta segunda-feira, que transcrevo na íntegra como segue:
“Alguns leitores consideraram muito duras ou injustas as palavras que dirigi a Emir Sader na última segunda. Explico-me melhor e agrego novos fatos à discussão, cuja importância vai muito além da estatura do personagem. No texto do abaixo-assinado em solidariedade a Sader se lê que a decisão do juiz visa "impedir o direito de livre expressão" e "criminalizar o pensamento crítico". Balela.
O manifesto é oportunista e hipócrita. É oportunista porque quem aprova a execução dos dissidentes cubanos não pode ser a favor da "livre expressão". São coisas excludentes -e isso é simples assim. É hipócrita porque o petista mobiliza contra outro intelectual o mesmo instrumento que condena para si. Embora pouca gente saiba, Sader é testemunha de acusação de um processo em curso contra César Benjamin, vice de Heloísa Helena.
Trata-se, como este que o senador Bornhausen move contra Sader, de um processo por calúnia e difamação. Quem acusa (ou tenta "impedir o direito de livre expressão" de) Benjamin é Ivana Jinkings, grande parceira de Sader e sócia da editora Boitempo. E por quê?
Porque num e-mail de circulação restrita, escrito em 2004 e destinado ao próprio Sader, Benjamin narra como praticamente flagrou a dupla -que, segundo ele, fraudou uma licitação e superfaturou a publicação do livro "Governo Lula: Decifrando o Enigma". Resultado de um convênio com uma fundação alemã, a obra foi publicada pela Boitempo.
O caso está na Justiça e um dia seus detalhes sórdidos (são muitos) virão a público. Sem dúvida menor, esse episódio ilustra no entanto a deterioração e o cinismo de parte expressiva da esquerda brasileira. Uma esquerda que se vale de manifestos e recorre à patota ao mesmo tempo em que invoca princípios para legitimar sua demanda por impunidade diante da lei e do público.
Uma esquerda intelectualmente embotada, incapaz de refletir a sério sobre o alcance da vitória de Lula, tão mais problemática e passível de críticas do que sugerem os slogans triunfalistas repisados pelos que teriam a obrigação de pensar.”
A auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) apontando que 54,5% das verbas federais repassadas a organizações não-governamentais atendem a entidades sem capacidade para executar as atividades deverá ampliar a pressão da oposição no Senado para criar a CPI das ONGs.
(...)
A proposta de criar a CPI surgiu durante o período eleitoral, quando emissários do PT foram presos com R$ 1,7 milhão que seria usado para comprar um dossiê contra tucanos. O elo, no caso, seria o fato de Jorge Lorenzetti ser colaborador da rede Unitrabalho. Lorenzetti é apontado pela Polícia Federal como o articulador da compra do dossiê. (Lei mais clicando aqui).
O texto que segue está no blog do Reinaldo de Azevedo, link permanente na coluna ao lado:
“Há um projeto em tramitação no Senado que, se aprovado, tornaria impossíveis boa parte das notícias que foram publicadas sobre o mensalão, o dossiegate, Waldomiro Diniz... Aliás, estivesse em vigência nos EUA, Nixon não teria sido obrigado a renunciar. Acompanhem. Por Fernanda Krakovics na Folha deste domingo: “A Comissão de Educação do Senado está discutindo um projeto de lei, em tramitação na Casa, que altera a Lei de Imprensa para coibir a divulgação, pelos meios de comunicação, de informações ‘potencialmente’ ofensivas à honra. A ABI (Associação Brasileira de Imprensa), a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), a ANJ (Associação Nacional dos Jornais) e senadores afirmaram que a proposta fere a liberdade de informação. (...) O projeto é de autoria do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), para quem a liberdade de expressão não pode atentar contra o direito à preservação da dignidade. (...) A proposta, que recebeu parecer favorável da senadora Fátima Cleide (PT-RO), seria votada na comissão na última terça-feira. Como o líder do PSB, senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), apresentou um relatório alternativo para derrubar a matéria, o projeto foi retirado temporariamente da pauta para ser debatido. Fátima Cleide afirmou que o objetivo é ‘coibir a atuação leviana dos meios de comunicação que divulgam denúncias sem ao menos verificar a solidez e a autenticidade dos elementos que lhes servem de base’.”
). Vejam os nomes dos senadores que integram as comissões de Educação e de Constituição e Justiça. Enviem mensagens de protesto com o título CONTRA A CENSURA À IMPRENSA. Os textos devem ser educados e enviados do endereço pessoal. Quanto mais identificação, melhor. Alguns poderão dizer: “Mais uma campanha?” Sim, meus caros, agora tem de ser assim. Ou viveremos a democracia à moda chavista”. (Leia mais clicando aqui).
MEU COMENTÁRIO: Os petralhas não descansarão enquanto não instituirem a censura à imprensa. Qualquer dia armarão uma arapuca ou comprarão o silêncio de alguns parlamentares para fazer passar algum projeto como esse absurdo proposto pelo Crivella e endossado pela obscura Fátima Cleide. A petralhada é um fracasso para governar, no entando é exímia em montar estratégias sorrateiras para atentar contra as liberdades democráticas. E conta com um silêncio sepulcral da sociedade brasileira que sempre foi fracote, tíbia, oportunista e puxa-saco de governantes.
No dia 07 de dezembro de 2005, escrevi e postei aqui neste blog (confiram nos arquivos do que já foi postado no blog na coluna ao lado) uma análise do quadro político brasileiro contextualizando-o no processo histórico que marcou a formação social e política do continente latino-americano. Insisti num aspecto que reputei como crucial para o desenvolvimento brasileiro: o fortalecimento da classe média. Pois bem. Na Folha de São Paulo deste domingo deparo com uma entrevista com o brasilianista e historiador norte-americano, Kenneth Serbin, que faz o mesmo tipo de abordagem, ou seja, a importância do fortalecimento da classe média que, segundo ele, foi o fato responsável pelo sucesso da economia americana. Publico a seguir, na íntegra,a entrevista de Serbin que está na Folha de hoje e, na seqüência reproduzo a minha análise feita há quase um ano e que posteriormente foi publicada também no jornal A Notícia, de Joinville (SC).
Acontece que sou apenas o Aluizio Amorim. Serbin é de uma universidade americana. Se tivesse enviado à época o meu artigo como colaboração à Folha, o editor teria simplesmente deletado. Não sou da USP ou da Unicamp. Não faço parte da panelinha de amiguinhos dos editores da Folha. Vivo em Florianópolis, mas parece até que Kenneth Serbin lê o meu blog...hehehe. Segue a entrevista:
O Brasil deveria se concentrar em uma política de desenvolvimento da classe média. É a opinião do historiador americano Kenneth Serbin, professor da Universidade de San Diego, na Califórnia. "O grande sucesso da economia americana foi aumentar o mercado interno e criar uma classe média majoritária. O Brasil precisa disso também", diz Serbin, 46. O Bolsa Família e outros programas de distribuição de renda são insuficientes, diz Serbin: "Isso nunca vai fazer com que os pobres virem membros da classe média. Vão comer melhor, começar a melhorar, mas precisam de empregos e escolas melhores, de oportunidades. Só assim o Brasil vai virar um país de classe média". Serbin assumiu no mês passado a presidência da Brasa (Brazilian Studies Association), entidade com sede nos EUA que congrega pesquisadores dedicados a temas brasileiros. Ele acaba de lançar um novo livro nos EUA, que será traduzido aqui com o título de "Gritos do Coração: uma História Social e Cultural do Clero e dos Seminários brasileiros", e é o autor de "Diálogos na Sombra" (2001), sobre a relação da igreja com a ditadura militar.
FOLHA - Que balanço o sr. faz da vitória de Lula? KENNETH SERBIN - O brasileiro comum votou segundo suas necessidades econômicas. Com Bolsa Família e aumento do valor real do salário mínimo, o povo marginalizado sentiu uma melhora de vida.
FOLHA - Sob esse mesmo governo, os bancos obtêm lucros recordes. SERBIN - A retórica do PT nos últimos quase 30 anos foi bastante radical: prega a justiça social. O governo Lula está tentando praticar a justiça social, ao distribuir dinheiro do governo. Mas não é um programa que muda a estrutura social. Alivia a pobreza, mas não cria grandes mudanças na estrutura. É uma contradição, porque o PT sempre pregou mudanças profundas. Na macroeconomia é um governo conservador.
FOLHA - Quais são os desafios de Lula? SERBIN - Lula tem aliviado a pobreza. É coisa de elogiar, não de menosprezar. Mas o Brasil precisa mais. Precisa melhorar as escolas, os salários dos professores. O Brasil precisa treinar os novos trabalhadores, os novos operários para o século 21. A base histórica de Lula tem mudado. Ele não é mais o líder sindical do ABC. Agora é o líder das camadas pobres não inseridas no sistema de trabalho.
FOLHA - O sr. costuma dizer que, se o Brasil quer avançar, tem que pensar na classe média e em maneiras de fazê-la crescer. SERBIN - O grande sucesso da economia dos EUA no pós-guerra foi aumentar a classe média, para que ela fosse maioria. Esse é o grande segredo da estabilidade política e econômica do país. A classe média virou maioria, embora nos últimos anos venha sendo ameaçada. O grande sucesso da economia americana foi aumentar o mercado interno e criar uma classe média majoritária. O Brasil precisa disso também. Não é só dar Bolsa Família para os mais pobres. Isso nunca vai fazer com que os pobres virem membros da classe média. Vão comer melhor, começar a melhorar, mas precisam de empregos e escolas melhores, de oportunidades. Só assim o Brasil vai virar um país de classe média. Ainda é um país majoritariamente de pobres.
FOLHA - O desenvolvimento da classe média deveria ser um foco do segundo mandato? SERBIN - Não é programa para um mandato só. É programa para vários. Fernando Henrique Cadoso terminou uma etapa importante ao domar a inflação. Lula continuou fazendo isso. A mesma coisa tem de acontecer com a política de crescimento da classe média. Precisa ser um foco não só do governo Lula, mas dos que virão depois.
FOLHA - O primeiro mandato foi marcado por denúncias de corrupção. A corrupção ainda será um tema recorrente? SERBIN- Como historiador eu sei prever muito bem o passado [risos]. Mas acho que haverá mais problemas. Pode haver mais revelações na investigação dos casos já conhecidos. Tudo o que houve terá decorrências no segundo mandato. Não é um problema só do PT, mas de todo o sistema eleitoral. O Brasil não fez a reforma política. Precisa dela. Não sei se vai ser possível. Lula terá de negociar com políticos que não querem mudar o sistema porque foram eleitos nesse sistema.
FOLHA - Que itens da reforma seriam mais importantes? SERBIN - O voto distrital. Acho o voto distrital primordial para aprimorar a democracia. Você mora em Jales e vota em um candidato a deputado federal que mora em São Paulo. Não tem sentido. É preciso um sistema no qual o eleitor saiba exatamente quem é seu representante. O representante precisa ser responsável por uma área e grupo de eleitores. Outra parte da reforma é acabar com as vantagens que o Nordeste tem no sistema. Não é justo. Por que o voto no Norte-Nordeste deve valer mais?
FOLHA - A campanha de Lula preparou (sem levar ao ar) um anúncio comparando-o a Getúlio Vargas, João Goulart e Juscelino Kubitschek. Procede a comparação de Lula a Vargas e Jango como vítimas das elites? SERBIN - Não. Lula é o presidente dos marginalizados, mas também o dos grandes banqueiros. Não ameaça o sistema. Quer melhorar o sistema, mas não mudá-lo. Ele fez a reforma da Previdência, fez coisas positivas, tudo para aprimorar o capitalismo. Ele próprio declarou que nunca foi de esquerda. Lula é pragmático. Tem flexibilidade, sabe pegar a onda política. Não vai ameaçar o sistema.
FOLHA - Isso quer dizer que o sistema também não vai ameaçar Lula? SERBIN - Se fosse para ameaçar, já teria ameaçado. Lula poderia ter sofrido processo de impedimento: com todas as acusações, era para ter uma investigação do que estava ocorrendo no Planalto, mas não houve. O sistema e Lula não se ameaçam. Têm uma relação simbiótica.
FOLHA - O desenvolvimento da classe média deveria ser um foco do segundo mandato? SERBIN - Não é programa para um mandato só. É programa para vários. Fernando Henrique Cadoso terminou uma etapa importante ao domar a inflação. Lula continuou fazendo isso. A mesma coisa tem de acontecer com a política de crescimento da classe média. Precisa ser um foco não só do governo Lula, mas dos que virão depois.
FOLHA - O primeiro mandato foi marcado por denúncias de corrupção. A corrupção ainda será um tema recorrente? SERBIN - Como historiador eu sei prever muito bem o passado [risos]. Mas acho que haverá mais problemas. Pode haver mais revelações na investigação dos casos já conhecidos. Tudo o que houve terá decorrências no segundo mandato. Não é um problema só do PT, mas de todo o sistema eleitoral. O Brasil não fez a reforma política. Precisa dela. Não sei se vai ser possível. Lula terá de negociar com políticos que não querem mudar o sistema porque foram eleitos nesse sistema.
FOLHA - Que itens da reforma seriam mais importantes? SERBIN - O voto distrital. Acho o voto distrital primordial para aprimorar a democracia. Você mora em Jales e vota em um candidato a deputado federal que mora em São Paulo. Não tem sentido. É preciso um sistema no qual o eleitor saiba exatamente quem é seu representante. O representante precisa ser responsável por uma área e grupo de eleitores. Outra parte da reforma é acabar com as vantagens que o Nordeste tem no sistema. Não é justo. Por que o voto no Norte-Nordeste deve valer mais?
FOLHA - A campanha de Lula preparou (sem levar ao ar) um anúncio comparando-o a Getúlio Vargas, João Goulart e Juscelino Kubitschek. Procede a comparação de Lula a Vargas e Jango como vítimas das elites? SERBIN - Não. Lula é o presidente dos marginalizados, mas também o dos grandes banqueiros. Não ameaça o sistema. Quer melhorar o sistema, mas não mudá-lo. Ele fez a reforma da Previdência, fez coisas positivas, tudo para aprimorar o capitalismo. Ele próprio declarou que nunca foi de esquerda. Lula é pragmático. Tem flexibilidade, sabe pegar a onda política. Não vai ameaçar o sistema.
FOLHA - Isso quer dizer que o sistema também não vai ameaçar Lula? SERBIN - Se fosse para ameaçar, já teria ameaçado. Lula poderia ter sofrido processo de impedimento: com todas as acusações, era para ter uma investigação do que estava ocorrendo no Planalto, mas não houve. O sistema e Lula não se ameaçam. Têm uma relação simbiótica.
Ainda não me saiu da cabeça essas eleições realizadas na Venezuela sem a participação da oposição. Afinal, que leitura se pode se fazer sobre isso e o que tem a ver com o Brasil e com toda a América Latina? Historicamente, o Brasil os demais países que compõem o continente, vêm sendo espoliados desde a época colonial. Todos foram colonizados pelo que havia de mais retrógrado na época na Europa, os países de cultura ibérica. Criou-se por aqui uma elite escravocrata e tanto é que o Brasil foi retardatário na abolição da escravidão.
Todos esses países têm uma cultura senhorial que permitiu aos endinheirados acumularem por vários séculos, mantendo uma horda de miseráveis e remediados ao seu dispor. Os salários sempre foram baixíssimos e, ao longo do tempo, criou-se, evidentemente, muito mais pobres do que classe média. Pode-se notar que esse problema começou a tornar-se mais agudo no final da primeira metade do século XX e o resultado imediato disso foram os sucessivos golpes de Estado que representaram a derradeira tentativa das classes dominantes tradicionais de continuar no poder.
Ocorre que o número de pobres e miseráveis teve um aumento assustador e, por várias razões e circunstâncias internas e externas, tornou-se impossível às elites manterem sua hegemonia. A velha máxima segundo qual “se não posso derrotar meu inimigo devo me aliar a ele”, cai como uma luva no Brasil da atualidade. A burguesia brasileira, que odiava o PT, não teve outra alternativa senão compor com esse partido, apoiando o nome de Lula à Presidência. Foi uma estratégia para descompressão social sem risco de ruptura . E tanto é verdade que representantes dos setores empresariais importantes estão lá ao lado do PT nos ministérios e no Banco Central. Furlan, mega empresário da Sadia, por exemplo, é comandado pelo ex-operário Lula, como também o ex-Presidente do Bank Boston. Na vice-presidência está o maior empresários têxtil da América Latina, ex-Presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais.
Para as elites, isto é muito conveniente porque o PT, domesticado pelo grupo de José Dirceu, foi fiador dessa estratégia de acalmar os pobres e miseráveis, que são a maioria do povo brasileiro (e que podem reeleger Lula), com programas emergenciais como bolsa família.
O compromisso acordado já em campanha, garantiu aos banqueiros e ao sistema financeiro internacional que a política econômica seria mantida com seu viés monetarista ortodoxo. A essas elites, foi a opção para continuar dominando e explorando as massas com a vantagem de não mais se exporem à sanha das críticas de setores radicais e correrem o risco de perderem tudo.
Na Venezuela não houve essa estratégia que se pode identificar como um “pacto”, daí a razão do afastamento dos oposicionistas do pleito. Lá tentam esvaziar Chávez dando a impressão de que houve uma eleição fraudada e manipulada pelo governo.
A proletarização da classe média na América Latina começa, portanto, a desenhar uma correlação de forças políticas completamente nova. De um lado, os ricos. De outro, a esmagadora maioria de pobres e miseráveis. Essa maioria é que decidirá as futuras eleições. Talvez ainda seja muito cedo para prognósticos. Mas o que se nota é que os grupos tradicionais de poder não têm mais a influência de outrora e muito menos condições de impor a sua política.
A costura dessa aliança teve apenas um perdedor: a classe média. E é ela, e apenas ela, a real oposição, só que não tem mais representação parlamentar. Perdeu completamente a sua influência política e foi abandonada à própria sorte. Se a classe média sempre foi aqui e em qualquer lugar do mundo, o lócus da geração da inteligência, supõem-se que seu aniquilamento resultará em prejuízos no que tange ao avanço do conhecimento e da modernização das instituições políticas e na evolução dos padrões culturais. É por isso que os setores mais bem informados da população brasileira se sentem covardemente traídos por Lula e o PT.
A única coisa que não estava prevista na constituição desse pacto era que o PT fosse com tanta sede ao pote e promovesse um esquema de corrupção avassalador. Mas, às elites, ainda torna-se mais vantajoso dar prosseguimento à operação abafa. Isto é: dar o anel para ficar com o dedo. Temos, portanto, uma oposição apenas de fachada. E é por tudo isso que Lula continua sendo o favorito para o pleito do ano que vem.
Uma reunião da Coordenação Nacional dos Movimentos Sociais acontece hoje em Guararema, interior de São Paulo, com representantes de 34 organizações, entre as quais o Movimento dos Sem-Terra (MST), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a União Nacional dos Estudantes (UNE), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Marcha Mundial das Mulheres. Eles vão avaliar o resultados das eleições e discutir como unir suas forças em 2007. (Leia a matéria completa clicando aqui).
MEU COMENTÁRIO: Matéria sobre esse evento que está no Estadão de hoje informa que os líderes desses movimentos estão reclamando da política econômica e se dizem dispostos a pressionar Lula. E continuam dividindo a sociedade brasileira, usando e abusando dos surrados conceitos de “direita” e “esquerda”. Lula deve estar dando risadas. Esses movimentos sociais são massas de manobra manipuladas por dirigentes sindicaleiros profissionais. Aqueles tipos que coordenaram o ataque ao Congresso Nacional e ao laboratório da Aracruz no Rio Grande do Sul.
O que causa espécie é a participação da Ordem dos Advogados do Brasil num encontro desses.
Entre Deus e Lula, Lula é melhor. Pelo menos para a Rede Bandeirantes. No começo do ano, o bispo R.R. Soares tentou comprar o Canal 21. A Bandeirantes preferiu ceder o negócio à Gamecorp, a empresa do filho de Lula. De lá para cá, segundo os dados do Ibope Monitor, os gastos em propaganda estatal na Bandeirantes aumentaram sem parar. Em 2005, foram 113 milhões e 181 000 reais. Em 2006, só até setembro, atingiram 151 milhões e 593 000 reais. Um salto de 40 milhões de reais. Quem precisa de Deus podendo contar com um parceiro desses?
É moleza manipular os números do mercado publicitário. Por isso a propaganda virou o instrumento ideal para a reciclagem de dinheiro sujo da política. Mas o fato é que o investimento do lulismo na Bandeirantes cresceu anormalmente qualquer que seja o critério adotado, tanto em cifras absolutas quanto no cotejo com as demais emissoras. Do total destinado pelo governo à propaganda televisiva, a fatia da Bandeirantes subiu mais de 50% de um ano para o outro. Considerando-se apenas o período de maio a setembro, depois que a programação do Canal 21 passou para o controle da empresa do filho de Lula, o crescimento foi ainda maior: 60%. Curiosamente, o único dado que permaneceu igual foi a audiência. Nesse ponto, a Bandeirantes ficou estacionada, como sempre.
Se o Brasil fosse menos bananeiro, a imprensa, os partidos políticos e a Justiça se perguntariam se há algum elo entre os negócios do filho do presidente e o aumento da propaganda estatal na emissora de seus parceiros. Como o Brasil é o que é, o assunto será ignorado. Mesmo que um dos maiores aumentos tenha ocorrido justamente na verba publicitária da Presidência da República, de responsabilidade direta do gabinete de Lula. Em 2005, a Bandeirantes recebeu 5 milhões e 871 000 reais do Palácio do Planalto. Em 2006, até setembro, incluindo o período de recesso eleitoral, foram 10 milhões e 28 000 reais. Quase o dobro.
A agência que cuida da publicidade da Presidência da República é a Matisse. A Matisse nasceu numa sala dos fundos da M7, a produtora de Kalil e Fernando Bittar, sócios do filho de Lula na Gamecorp. O mercado até suspeita que eles sejam sócios ocultos da agência. A verba que o gabinete de Lula destina à Matisse aumenta todos os anos. Foram 3 milhões e 687 812 reais em 2003. 36 milhões e 941 315 reais em 2004. 37 milhões e 882 635 reais em 2005. 59 milhões e 858 210 reais em 2006. O número de 2006 reúne os gastos até setembro, mas o governo já autorizou um acréscimo de 37 milhões de reais para os últimos meses do ano. A Matisse tem outras contas do governo. Coincidentemente, todos os seus clientes estatais passaram a anunciar mais na Bandeirantes. Entendeu o rolo? Lula dá cada vez mais dinheiro à Matisse, que dá cada vez mais dinheiro à Bandeirantes, que deu um canal ao filho de Lula.
O TCU acaba de apontar um buraco de mais de 100 milhões de reais na publicidade do governo federal. O ministro Ubiratan Aguiar chegou a defender o fim da publicidade institucional. Sorte de Lula o Brasil ser o que é. (Da edição de Veja que está nas bancas hoje).
As despesas feitas pelo governo federal com os cartões de crédito corporativo explodiram nos dez meses deste ano e superaram em mais de 70% os gastos feitos em 2005. No ano passado, esses gastos com o cartão, criado para atender despesas emergenciais, somaram R$ 22,5 milhões contra os R$ 38,4 milhões deste ano, até anteontem, segundo levantamento feito pelo site Contas Abertas a pedido da Folha.
Os gastos feitos pela Presidência, que inclui seis setores do órgão e entre eles o Gabinete da Presidência, também apresentam alta. Em todo ano passado, os gastos ficaram cerca de R$ 20 mil abaixo de R$ 11 milhões. Neste ano, eles já superam em R$ 50 mil esse valor.
Segundo a Casa Civil, o crescimento nos gastos com cartões é normal porque se trata de uma substituição do uso de dinheiro e cheque e que não representa um aumento das despesas do governo. A Justiça Eleitoral de São Paulo investiga o uso de um dos cartões presidenciais em setembro passado para compra de 280 "kits de lanches", no valor de R$ 2.212, em Jacareí.
A investigação foi iniciada após denúncia do advogado Sidnei de Oliveira Andrade, consultor jurídico da Câmara de Jacareí, que disse que parte de dos lanches foram doados para militantes do PT, participantes do comício do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. (Clique aquipara ler mais).
Oposição cobra explicações
A oposição cobrou ontem explicações do governo Lula sobre o uso de cartões corporativos. O líder do PFL no Senado, José Agripino (RN), ameaçou pedir a criação de uma CPI sobre o assunto, se a Casa Civil não responder o requerimento de informações apresentado ontem pelo senador Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB. (Clique aqui para ler mais).
Durante a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Venezuela, entre domingo e segunda-feira, o presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), será o primeiro comunista a assumir a Presidência do Brasil.
É também a primeira vez que um comunista "de carteirinha", da linhagem da Terceira Internacional (o velho Comintern stalinista), chega à presidência de uma democracia ocidental, sem revolução ou golpe de Estado.
"Esse fato é uma expressão do amadurecimento da vida democrática no Brasil", disse Rebelo à Reuters. "Mesmo que seja só uma formalidade constitucional, mostra ao mundo o dinamismo e a mobilidade exemplares que nossa democracia proporciona."
Filiado ao Partido Comunista do Brasil desde a adolescência, Rebelo, de 50 anos, substituirá Lula por 24 horas, porque o vice-presidente José Alencar está em Nova York, onde irá se submeter a uma cirurgia. Pela Constituição do Brasil, o presidente da Câmara é o segundo na linha de substituição.
Um dos últimos partidos stalinistas do planeta, o PCdoB chega à Presidência do Brasil 17 anos depois da queda do Muro de Berlim, que marcou simbolicamente o fim do chamado "socialismo real" no dia 9 de novembro de 1989. (Clique aqui para ler isso tudo).
MEU COMENTÁRIO:Faço minhas as palavras do Reinaldo Azevedo no seu blog: ‘Vejam só: o Estado de Direito faculta aos comunistas o que os comunistas não facultam ao Estado de Direito: o triunfo da lei. Será que estamos errados? Não! Nós estamos certos”.
Faltando 40 dias para seu fim, a CPI dos Sanguessugas esfriou e corre o risco de terminar melancolicamente, com a aprovação de um relatório final pífio sem apontar os culpados no Executivo pelo esquema de compra superfaturada de ambulâncias pelas prefeituras.
Passadas as eleições e depois de pedir a cassação de 69 deputados e três senadores acusados de envolvimento com a máfia das ambulâncias, os integrantes da CPI não escondem sua falta de motivação com os trabalhos da comissão e com as investigações sobre os responsáveis pela elaboração do dossiê contra políticos tucanos. (Clique aqui para ler mais).
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse nesta quinta-feira em Nova York que não pode competir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao comentar a imagem que Lula tem junto ao eleitorado brasileiro. “Eu não posso competir com o Lula. Eu não sou espetacular. Foi por isso que eu inventei o real”, disse FHC, se referindo ao carisma de Lula, que foi reeleito com 60% dos votos.
FHC afirmou que durante a campanha eleitoral, Lula jamais falava sobre o que iria fazer caso recebesse um segundo mandato do povo. “O Lula é a sua própria proposta de governo. O eleitorado sente isso. Ele representa a mobilidade social. Mas eu não sou nada disso”, afirmou FHC. “O Lula foi reeleito, e não o PT. É uma coisa extremamente pessoal, a maneira como os candidatos se comportam na TV.”
O ex-presidente brasileiro falou sobre Lula durante uma palestra promovida pelo centro de pesquisas Americas Society - Council of the Americas nesta quinta-feira. Sobre o desempenho de Lula na televisão, FHC disse: “Lula é muito bom. Ele é muito fluente sobre coisas que ele não sabe. Ele comete erros muito precisos. É extremamente difícil competir com esse tipo de gente.” (Clique aqui para ler tudo).
Grande parte dos denunciados por envolvimento no esquema do mensalão deverá garantir o privilégio de ser investigada perante o Supremo Tribunal Federal (STF) por causa de uma decisão tomada nesta quinta-feira pelo plenário. Depois de mais de duas horas de discussão, os ministros do STF resolveram desmembrar o inquérito que apura o mensalão.
Mas, na prática, de acordo com a decisão, apenas deverão ser transferidas para a Justiça de 1ª Instância as investigações de pessoas que não cometeram crimes em associação com autoridades. Como a denúncia afirma que havia uma organização criminosa, a expectativa é de que 35 das 40 pessoas denunciadas continuem a ser investigadas no STF.
Advogados que atuam no Supremo avaliam que, para os investigados, essa é uma vitória já que apenas em casos excepcionais o tribunal determina medidas radicais, como a prisão de denunciados. Outro fator favorável aos denunciados é que o Supremo é um tribunal pequeno e sem tradição em ações penais, o que pode tornar lenta a tramitação do inquérito, levando à impunidade. (Leia a matéria na íntegra clicando aqui).
No acompanhamento diário que faço de sites noticiosos e blogs, em algumas vezes passei, durante a última campanha, no blog do Marcelo Tas. E lá senti o cheiro de nota plantada, daquelas que colocam todos os políticos em igualdade no que tange à ética e à moral. Meu diagnóstico foi que Marcelo Tas era um franco eleitor petista. Este é um direito que lhe cabe democraticamente. Entretanto, o que eu não suporto é ver jornalista chapa branca arrotando ares de imparcialidade. Aqui no meu blog sempre assumi posição política procurando aproximá-la daquilo que indica estar mais próximo da democracia e do estado de direito democrático. Vocês compreendem o que eu estou dizendo.
Pois bem: passei batido por uma nota que saiu na coluna “Veja essa” da penúltima edição da revista Veja, que explica tudo. Com o título “Blogueiro chapa branca”, Veja afirma:
“O engenheiro Marcelo Tas já foi radialista, produtor, jornalista e humorista. Agora é blogueiro chapa branca. Tas defende o lobby que Fábio Luiz Lula da Silva, o “Lulinha”, faz no governo de seu pai. Também apregoa que os 15 milhões de reais colocados pela Telemar na empresa de Lulinha foram só ‘dinheiro de amendoim’. A defesa não sai de graça: Tas recebe salário da empresa de Lulinha”. Segundo Veja, este ano Lulinha deu uma boquinha para o engenheiro-jornalista que passou a aparecer na PlayTV, emissora da qual o “primeiro filho” é sócio.
Um relatório aprovado na quarta-feira pelo Tribunal de Contas da União (TCU) indicou prejuízo milionário aos cofres públicos por causa de irregularidades na área de publicidade de governo. De acordo com o texto, falhas de controle e superfaturamento de serviços causaram perdas estimadas em 106,2 milhões de reais em órgãos ou empresas públicas entre os anos de 2000 e 2005.
Assinado pelo ministro do TCU Ubiratan Aguiar, o relatório recomenda o fim da publicidade institucional, justificando que as campanhas que deveriam promover a imagem do governo servem na verdade para propagandear os governantes. "Surgem evidências de que verbas publicitárias acabam transformando-se, de forma viciosa, em fontes de financiamento de campanhas eleitorais", diz.
A apuração das contas foi motivada pelo escândalo do mensalão, quando os políticos aliados do governo recebiam dinheiro pelas agências publicitárias com contas de empresas e órgãos públicos, como Banco do Brasil, Correios e Eletronorte. Foi justamente nessas empresas e órgãos que a investigação foi concentrada. "Em todos os órgãos há irregularidades", diz o relatório do TCU. (Do site Veja Online).
As Organizações Não Governamentais, isto é, associações sem fins lucrativos, cumprem importante papel em diversos setores da sociedade. Mas, mas no âmbito da política se tornaram objeto de curiosidade (ou suspeita) porque se tornaram intermediárias na longa cadeia utilizada para o desvio de recursos públicos para o Caixa 2 de partidos políticos.
Por isso, o senador Heráclito Fortes (PFL-PI) entrega hoje à Mesa do Senado, pedido para instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das ONGs. A comissão vai apurar a dependência das organizações não-governamentais em relação ao governo e grupos empresarias; que organizações têm recebido fundos públicos; em que volume e para que fins; e se houve subversões para o benefício de quadros partidários.
"Eu só espero que o novo PT, esse da roupagem nova, do presidente Lula negociador, não boicote a instalação da CPI. Nós temos que apurar isso, para salvar o instrumento de inclusão social que são as organizações não-governamentais ou as Oscips [Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público], e não um instrumento de picaretagem a serviço de objetivos escusos ou de causas que não interessam ao país", disse o senador ao fazer o pedido. (Do site Política & Verdade).
Não foi apenas a questão da guerra no Iraque que levou o povo norte-americano a impor a derrota a George W. Bush e seu Partido Republicano, mas sobretudo razões de ordem ética, segundo apontam pesquisa de boca-de-urna realizada pelas TVs americanas. Confirmou-se também a vitória dos democratas no Senado levando-os a ter maioria em ambas as Casas do Congresso depois de 12 anos.
De acordo com as pesquisas de boca-de-urna, três em cada quatro eleitores afirmaram que a corrupção atribuída republicanos foi o principal fator que os levou a votar no Partido Democrata. Já outros seis em cada dez eleitores disseram que o principal fator de decisão era a desaprovação da guerra no Iraque. O mesmo número de pessoas disse estar insatisfeita com o presidente George W. Bush. (Clique aqui para ler mais).
MEU COMENTÁRIO: Vejam só. Lá nos EUA as pesquisas demonstram que o povo norte-americano manifestou com o voto o repúdio à corrupção e desvios éticos do governo. E não foram eleições presidenciais, mas para a renovação do parlamento e dos governos estaduais. Não é à toa que os Estados Unidos são a maior Nação democrática do mundo e a mais poderosa economicamente.
Tenho insistido aqui neste blog que a organização social e política de uma Nação é o espelho da cosmovisão de seu povo. As recentes eleições aqui no Brasil mostram uma situação inversa em relação às eleições americanas. A maioria da população brasileira afirmou, através do voto, que pouco está ligando para questões morais e de ordem ética.
As recentes eleições nos legaram importantes lições. De um lado ficou demonstrada a impraticabilidade do instituto da reeleição em nosso país, pelo uso indiscriminado, indevido e indecoroso, da utilização do cargo, da máquina pública, pelo candidato em proveito próprio, de forma indecorosa, despudorada, como o fez descaradamente a peçonhenta figura do Presidente Lula que usou e abusou do assistencialismo condenável, desestimulando o trabalho; fazendo acordo espúrio e imoral, como o que fez com o Governador do Mato Grosso do Sul eleito no 1º turno, “o maior produtor de soja do mundo”, sem falar nos “sacos de bondades” distribuídos, com o dinheiro dos impostos absurdos que nos são cobrados, com fins eleitorais, cometendo uma interminável avalanche de crimes eleitorais que viciaram o resultado das eleições realizadas.
Registre-se aqui, por dever de justiça, a exceção feita pelo candidato a reeleição em nosso Estado, Luis Henrique da Silveira, o único no país que se licenciou para concorrer ao pleito, de forma altiva patriótica e democrática.Infelizmente o eleitor brasileiro, ressalve-se, a maioria dos eleitores é composta dos menos esclarecidos, dos desavisados, que diretamente foram cúmplices do crime cometido contra o país e as futuras gerações de brasileiros, aceitando pacificamente o raciocínio — “Os políticos são todos ladrões, então vamos votar naquele que nos dá comida nos desobrigando de trabalhar e é ignorante como nós” Uma lástima, porém uma trágica verdade.
Mas houve uma lição positiva. Foram 40% dos brasileiros que reprovaram a mediocridade, a incompetência da “camarilha” governamental; reprovaram o criminoso assalto aos cofres públicos, comprovados pelo mensalão, sanguessugas e outros múltiplos escândalos; reprovaram um governo carimbado pelo símbolo de corrupção durante os quatro anos de gestão ou “indigestão”, para vergonha do Brasil perante ao Mundo, ao consagrar com ufania, a impunidade.
Resta-nos o consolo, que em Santa Catarina sua maioria ficou do lado desta honrada minoria de eleitores e deu um exemplo de que ainda existem brasileiros decentes, patriotas, do que muito nos orgulhamos. Aqui o “petismo” naufragou. Sua arrogância, o incontrolável e abominável histerismo, o seu ódio e sua incompetência, as falcatruas de sua grande parcela, foram massacrados pelos votos, fazendo-os mergulhar no “lodo” no qual proliferaram. (Incluam-se aqui, por dever de justiça, a “afinada” cantora Ideli Salvatti, que destruiu sua verborragia de esquerda para aliar-se descaradamente aos progressistas liberais com direito a “botons” nos peitos; a “notável tribuna barbosiana”, ex-senadora Luci Choinacki; do articulador de “dossiês” falsos, enfermeiro convertido a Diretor do Besc, o churrasqueiro oficial do Lula, o “Doutor” Jorge Lorenzetti especialista em quebrar cooperativas, comprar “dossiês” e “arrumar” dinheiro público para sua ONG; o sindicalista, “transplantado” em banqueiro de “reconhecida capacidade nos meios financeiros nacionais e internacionais”, Presidente do Besc, o ex-marido da Ideli, Dr. Eurides Mescolotto; o “comediante raivinha”, “relator” do orçamento “Carlito Merss”; o melífluo e exímio pescador de derrotas, “o pé frio”, José Fritch, “et caterva”.
Mas o lado bom das últimas eleições foi a vitória em nosso Estado do Alckmin (mais de 300 mil votos), Luis Henrique (mais de 170 mil votos), Raymundo Colombo (que fez mais de 1.700.000 votos) que nos deixam felizes, como mais feliz ainda, deve estar o Senador Jorge Konder Bornhausen. Devo lhes dizer que não me constrange nem um pouco, muito pelo contrário, só me orgulho em afirmar, que ele foi um grande vitorioso nessas eleições. Retira-se do cenário das disputas de cargos eletivos com “chave de ouro”, depois de ter sido, vice-Governador, Presidente do Besc, Governador do Estado, Senador da República por dois mandatos de oito anos, Ministro da Educação, Ministro Extraordinário da Casa Civil, Embaixador do Brasil em Portugal, Presidente nacional da Arena, PDS e há mais de 10 anos Presidente Nacional do PFL. Articulou a tríplice aliança vitoriosa no Estado (PSDB – PMDB e PFL); elegeu o seu sucessor no Senado Raymundo Colombo; foi decisivo para eleição do Governador reeleito, Luis Henrique da Silveira e diga-se sobre este: homem sério, do trabalho e de palavra. Ainda participou e presenciou a consagradora eleição para deputado federal, do seu filho, Paulo Roberto Bornhausen, com quase 100 mil votos.
Enfim, deu uma “surra” no PT catarinense que sempre o tratou com ódio, inveja da sua capacidade e do seu sucesso e que em vão tentou sempre difamá-lo, sem conseguir seu intento, pois os catarinenses o conhecem e conhecem muito bem a sua exitosa carreira de 40 anos de vida pública, brilhante e proba, que há de ser inscrita com “letras douradas” na história da nossa República como exemplo a ser seguido pelas futuras gerações. No mais, que Deus tenha piedade de nós brasileiros.
__________________________
(*) Paulo Konder Bornhausen é advogado e já exerceu vários cargos públicos.
O Senador Jorge Bornhausen enviou ofício à Assembléia Legislativa de Santa Catarina, pedindo à Presidência da Casa que seja lido, para conhecimento de todos os parlamentares, o teor integral do artigo assinado pelo sociólogo Emir Sader. Nesse escrito, Sader acusa o Senador Jorge Bornhausen de ser “racista, roubador e assassino de trabalhadores”. Eis a íntegra do ofício assinado pelo Senador Jorge Bornhausen:
“Tomei conhecimento hoje, por meio de fax enviado pelo gabinete de Vossa Excelência, da proposta da bancada do PT, aprovada pela maioria presente nesta Casa, da “manifestação de solidariedade ao professor Emir Sader e de indignação ao juiz de direito da 22ª Vara Criminal da cidade de São Paulo”, considerando sua decisão “uma afronta aos princípios de liberdade de expressão e de autonomia universitária”.
Lamento que a má fé dos proponentes tenha sido endossada pela eventual maioria. Acredito, sinceramente, que essa maioria desconhece o texto do artigo que me levou, como cidadão, no estado de direito que vivemos, a pedir a reparação moral na justiça contra os crimes perpetrados pelo senhor Emir Sader.
Não foi a discussão sobre a palavra “raça” que me levou a pedir a reparação judicial mas, sim, a absurda e irracional acusação de eu ser “racista, roubador e assassino de trabalhadores”.
Para não pairar qualquer dúvida, aos que de boa fé votaram o texto desconhecendo os fatos, ou ainda por motivos políticos, ou de interesses pessoais, acrescento a esta mensagem o teor completo, em anexo, do citado artigo.
Solicito a vossa Excelência, em respeito aos quarenta anos de vida pública dedicados a Santa Catarina e ao Brasil, que faça a leitura da presente mensagem e do artigo do indigitado senhor Sader no plenário desta egrégia Casa para que se abra, democraticamente a oportunidade devida aos honrados parlamentares que foram levados ao equívoco pela falta de pleno conteúdo da matéria endossando crimes de um cidadão que despreza a lei e menospreza nossos conterrâneos”.
É notável o nível de imbecilização dos esquerdistas. Uns são inocentes úteis e se imaginam portadores de uma procuração da providência para salvar os homens. Normalmente, são fanáticos. Recebem algumas migalhas do poder esquerdista e saem de bandeira em punho dando cacetada em jornalista; outros ficam navegando na internet em busca de blogs que não concordam com a cretinice e as ameaças à liberdade e ficam enchendo o saco com comentários agressivos.
Por que não vão lá para o blog do Emir Sader, do Zé Dirceu, do Noblat e do Paulo Henrique Amorim? São incapazes de sustentar um debate, não têm argumentos, porque são fanáticos. E uma das características do fanatismo baseia-se na certeza. Daí o pensamento dogmático e inflexível que os cega e os faz ridiculamente imbecis.
Desde que este blog foi ao ar tenho mantido os comentários democraticamente abertos sem monitorá-los previamente. Entretanto, reservo-me o direito de reprovar aqueles cujos conteúdos expressam apenas a ignorância, a má fé e as agressões pessoais dirigidas não só ao editor do blog, como também aos demais comentadores que nos honram com a sua leitura.
É incrível como essa gente que sofre de “esquerdismo” alimenta tanto ódio à democracia e à liberdade. Mesmo vencedores das eleições presidenciais por larga margem de votos, continuam insatisfeitos, amargos e rancorosos. Para esses esquerdistas fajutos não existe a figura do adversário político, comum nas democracias. Vêem os adversários como “inimigos” de sua pretensa causa salvadora.
Tinha razão o Senador Jorge Bornhausen quando alertou para o perigo que representam esses fanáticos. Não é à toa que por isso mesmo o Senador catarinense e alvo do ódio petista, exatamente por ser um dos únicos políticos que tem feito oposição ao lulo-petismo na medida exata da palavra.
Alguns mutuários da casa própria terão suas dívidas perdoadas junto à Caixa Econômica Federal (CEF). A instituição anunciou, nesta quarta-feira, que no total serão quase 100 mil mutuários beneficiados com o perdão de até 95% da dívida e facilidade no pagamento dos débitos. A resolução atinge os contratos que possuem cobertura, total ou parcial do chamado Fundo de Variação Salarial (FCVS) e partiu de uma negociação com o Conselho Curador do FGTS.
O FCVS foi criado no ano de 1967 pelo extinto BNH, com o objetivo de garantir a quitação dos saldos devedores de contratos firmados pelo SFH - Sistema Financeiro Habitacional. Contudo, o objetivo do Fundo foi prejudicado pela alta inflação da década de 80. A principal vilã do saldo devedor, a inflação, impediu a eficácia do FCVS. A prestações e saldos devedores superaram em até 5 vezes o valor do imóvel.
A renegociação terá dia e hora marcados. Para beneficiar-se deste acordo os mutuários terão de aguardar um comunicado por escrito que será enviado pela Caixa. (Do site do Estadão).
Uma decisão do Tribunal Federal da Alemanha, esta semana, garantiu aos internautas daquele país o direito de navegar anonimamente na internet. A identificação dos usuários na web é tema de debate entre provedores, usuários e autoridades locais em toda a Europa. (Leia mais clicando aqui).
MEU COMENTÁRIO: Bom, a Alemanha não é uma republiqueta bananeira e muito menos um desses países que arrotam socialismo mas que não têm qualquer consideração com a liberdade. Resta perguntar: afinal, o que move o senador Azeredo na sua defesa tão ardorosa de um projeto nitidamente anti-democrático e que abre espaço para a implantação de um Estado Policial, uma espécie de cubanização do Brasil?
Calculo que isto é apenas uma ponta da ameaça de implosão que pesa sobre o PSDB. Não é à toa que José Serra já está em campo para formar um novo partido. E o que restar do PSDB deverá abrigar-se no PMDB e, quiçá, no PT. O PSDB, nas últimas eleições, mostrou que é uma colcha de retalhos. Não tem firmeza política, é ondulante e, para completar a acachapante derrota nas urnas um de seus senadores defende um projeto que macula a liberdade. Vê-se que o PSDB está em frangalhos ao permitir que Azeredo assaque contra a democracia.
Levantamento feito pelo UOL aponta que um terço dos governadores eleitos nestas eleições é de milionários, segundo informações prestadas por eles ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Dos 27 políticos eleitos, nove apresentaram declaração de bens com montante igual ou maior a R$ 1 milhão. Os dados foram coletados junto ao site "Políticos do Brasil", do jornalista Fernando Rodrigues.
Conhecido como o "rei da soja", Blairo Maggi (PPS), reeleito em Mato Grosso, é o "mais rico" entre os governadores. Sua declaração de bens enviada ao TSE aponta o valor de R$ 33.444.394,07. O montante refere-se a participações em empresas, imóveis, automóveis e empréstimos concedidos, entre outros. O título de "mais pobre" fica com o governador reeleito no Amapá, Waldez Góes (PDT). O valor declarado foi de R$ 13.521,78. Ele estimou sua casa em R$ 3,1 mil e um carro no valor aproximado de R$ 6,5 mil. A diferença patrimonial entre ele e o primeiro colocado é próxima de 248.000%. (Para ler a matéria completa clique aqui).
Editorial do O Estado de São Paulo desta quarta-feira traz à tona uma incrível história envolvendo banqueiros falidos, o Banco Central e, claro, milhões de reais. O editorial abre com o seguinte parágrafo:
“As dificuldades que o Banco Central (BC) vem enfrentando para concluir os processos de liquidação extrajudicial de cerca de dez bancos comerciais por ele fechados, na década de 90, mostram o quanto o poder público ainda está desaparelhado, do ponto de vista jurídico, para garantir a segurança do sistema financeiro e zelar pelos direitos dos depositantes e investidores. O problema mais recente foi a polêmica decisão da Justiça baiana, que autorizou o desbloqueio dos bens dos antigos controladores do Banco Econômico.” (Clique aqui para ler na íntegra).
A Caixa Econômica Federal (CEF) qualificou de "totalmente inverídico" o conteúdo do relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que aponta disparidades entre os valores registrados pela estatal no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) e os números declarados em seu balanço. Segundo o relatório, o lucro líquido da Caixa em 2005, de acordo com o Siafi, é de R$ 428 milhões, mas o balanço da empresa mostra um desempenho 384,3% maior, de R$ 2,073 bilhões. (Clique aqui para ler tudo).
MEU COMENTÁRIO: A única solução para essas controvérsias é uma só: a privatização da Caixa e de todas as demais empresas estatais. Na verdade ninguém sabe a verdade. E nunca saberá jamais.
O ex-ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, voltou ontem ao Palácio do Planalto. Foi a primeira vez, às vistas de todo mundo, que ele voltou desde que foi cassado pela Câmara, em novembro de 2005.
Lula não sabe ser presidente sem Dirceu que desde que foi embora dá conselhos à distância. Com a afastamento temporário de Berzoini (um aliado de Dirceu), da presidência do PT, o ex-chefe da Casa Civil ensaiou sua volta para assessorar o professor Marco Aurélio Garcia.
O papel de Garcia é formal, porque ele nada pode fazer sem consultar Dirceu. A partir do momento da prisão dos aloprados, Dirceu recomendou a mobilização dos movimentos sociais, sair às ruas para garantir no grito a reeleição. Os movimentos sociais como os grupos de militantes mais exaltados do PT já fizeram sua estréia no dia seguinte às eleições. Eles foram receber Lula e afastaram os jornalistas batendo neles, para que ninguém se atreva a criticar o PT.
O próximo passo arquitetado pelo assessor informal do PT é aprovar uma lei para “enquadrar” os meios de comunicação. (Do site Política & Verdade). Escrito por Aluizio Amorim às 16h22
[ ]
[ envie esta mensagem ]
CONTROLE DO TRÁFEGO AÉREO
E o governo lulo-petista
ainda fala em desmilitarizar
Na noite de quarta-feira, o sistema de tráfego aéreo do Brasil entrou em colapso total. Na tarde daquele dia, os controladores de vôo do mais importante centro de controle do País – e que vinham fazendo greve branca havia quase duas semanas – pararam completamente as suas atividades durante duas horas e, depois disso, começaram a espaçar ainda mais as decolagens, até atingir intervalos mínimos de 30 minutos. Na manhã de quinta-feira, enquanto os ministros Waldir Pires, da Defesa, e Luiz Marinho, do Trabalho, negociavam com os controladores – tendo antes se declarado dispostos a atender às reivindicações de criar uma carreira própria para eles, autorizar reajuste salarial e contratar mais pessoal –, o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Luiz Carlos Bueno, baixou a única medida capaz de normalizar o tráfego aéreo: convocou e aquartelou no Cindacta de Brasília 149 operadores de vôo. Submetidos diretamente à disciplina militar – a maioria deles é de sargentos da Aeronáutica –, os controladores tiveram de trabalhar normalmente. No final da noite de quinta-feira já não havia nos aeroportos o caos que se registrara nos dias anteriores. (Leia na íntegra este editorial de O Estado de São Paulo clicando aqui).
MEU COMENTÁRIO:E o governo lulo-petista ainda fala em desmilitarizar este serviço. Brincadeira tem hora. Ufa!
O blog português “Diário Ateísta”, link permanente ao lado, argumenta duramente contra a campanha de marketing da Sadia que, sob o slogan “Cultive valores”, discrimina ateus e agnósticos na relação que elege como “valores” a serem cultivados. Da análise que faz esse blog destaco os parágrafos que seguem:
(...)
“É por isso que, se não for por considerações éticas, o mundo empresarial deve prestar atenção ao segmento dos descrentes ao menos por razões mercadológicas. É claro que uma ou outra empresa pode decidir que simplesmente vai se identificar com os evangélicos, que estão em maior número. E não há nada mais natural do que ganhar dinheiro às custas da religião. Mas o o problema é de outra ordem quando companhias aparentemente neutras se dedicam a promover visões religiosas.
A Sadia, por exemplo, conseguiu ofender de uma vez só milhões de consumidores brasileiros, e mais outros tantos cidadãos em 92 outros países. O grande produtor de frango e outros produtos alimentícios fatura cerca de R$ 7 bilhões e lucra R$170 milhões anualmente, e como toda grande empresa tem um leque de ações sociais nos quais dispende milhões de reais. Mas em nenhum lugar da cadeia de comando houve alguém com sensibilidade o suficiente que enxergasse além de seu pequeno mundo cultural e religioso.
A Sadia escolheu o mote "Cultive os valores" para promover seus kits de natal, e para isso "estudou as tendências dos consumidores e escolheu valores como amor, amizade, fé, perseverança e ética para expressar sua campanha". Para a empresa, "esses valores foram escolhidos por serem considerados universais e por abranger todas as culturas e religiões" e "os Kits Sadia também são uma forma de transmitir mensagens positivas ('Cultive os Valores') aos funcionários e clientes". Analisemos cada uma dessas afirmações.
Ora, por certo que fé é um valor bastante popular e naturalmente apareceria com força em qualquer pesquisa de consumidores. Mas vejam o que acontece quando ela fica lado a lado com os demais valores. Uma pessoa sem amor pode ser má ou simplesmente amargurada. Quem nega a amizade é certamente um solitário e provavelmente um autocêntrico, ou incapaz de conviver em bons termos com seus pares. Quem não tem um mínimo de perseverança não consegue levar a cabo nenhum projeto em sua vida, nenhum emprego, nenhum estudo, nenhum relacionamento, nada. E os indivíduos amplamente aéticos são simplesmente canalhas. Ora, e o que são os indivíduos sem fé? O que o conjunto de valores sugere é que deverão ser igualmente ineptos ou condenáveis, figuras de quem se deve ter medo ou pena, como todas as demais”. (...)
Nos últimos anos venho me dedicando, de uma forma ou de outra, ao estudo do autoritarismo no Brasil e, em sentido mais amplo, à questão de uma definitiva consolidação do regime democrático no processo político brasileiro.Serviu-me de conforto, em 2002, a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para presidente do Brasil e, em conseqüência, sua posse sem que nada de anormal apontasse para uma ruptura institucional.
Muito embora Lula seja um subproduto do regime militar e à época chegou a apoiar o golpe, seu comportamento raivoso e alterado como sindicalista operário levava certa desconfiança às elites brasileiras. Lula, depois de três tentativas sem sucesso, acabou se elegendo presidente e com uma boa aceitação entre todas as camadas do espectro social. Deu continuidade à política econômica implantada pelos boys de FHC e rezou pela cartilha do mercado. Bateu às portas do PSDB e trouxe para o Banco Central um deputado recém eleito, com extensa ficha de banqueiro internacional.O mercado aplaudiu. Fazia, pois, sentido a maquiagem de Lulinha paz e amor criada e propagada pelo marqueteiro e fora-da-lei Duda Mendonça. Lula havia mudado, diziam os apressados. Tinha, apelavam alguns, se transformado num democrata irrecuperável. Tolos.
Pode-se dizer o que quiser da imprensa brasileira, mas ela está anos luz acima do padrão ético dos políticos brasileiros. Vez por outra é divulgada pesquisa que comprova o que afirmo. E se isso não bastasse, aqueles que presenciaram o estado de exceção implantado pelos militares, a partir de 64, reconhecem o papel exercido pela imprensa brasileira como um dos poucos segmentos que enfrentava o regime.
Jornalistas foram afastados das redações a mando do general de plantão, outros optaram pela clandestinidade como foi o caso do deputado Fernando Gabeira, alguns, como Herzog, tombaram pela fúria daqueles que cuidavam dos porões da ditadura. Queiram ou não os políticos, a democracia que hoje experimentamos deve, e muito, a imprensa brasileira. Jornalistas têm os seus desvios éticos? Claro. Pecam pelo excesso? Também. Mas o saldo é altamente positivo numa escala de zero a dez.
Portanto, nada mais autoritário e covarde do que o comportamento de militantes lulo-petistas agredindo jornalistas que cobriam a chegada de Lula a Brasília. Pior, nada mais bizarro o papel que se prestou um delegado federal boquirroto querendo emparedar e ameaçar três jornalistas da revista Veja. Para Lula, jornalista bom é aquele que escreve ou fala bem dele, da sua família e do seu governo. Mesmo que não mereçam.
__________________________
Nilson Borges Filho é cientista político e professor universitário e colaborador deste blog.
“Acho engraçado quando alguns comentaristas me cobram um jornalismo imparcial.
Primeiro porque não há jornalismo imparcial - há jornalismo honesto. Segundo porque a maioria das pessoas só aprecia o que reforça suas convicções.
Se algum texto contraria as convições, é desconsiderado.
Os eleitores de Alckmin gostariam que eu escrevesse que ele foi um bom candidato - não foi.
E os de Lula que eu tivesse ignorado os escândalos do PT e do governo - seria impossível.
Li, não faz muito tempo, um livro sobre campanhas políticas.
O que Lula fez em 2002 e repetiu agora está descrito em um dos capítulos do livro - salvo engano, se chama "triangular".
Ele "triangulou". Em resumo: tomou bandeiras dos adversários e se elegeu com elas.
A estabilidade da moeda elegeu e reelegeu FHC.
Foi com ela ("Carta aos brasileiros") que Lula se elegeu e se reelegeu.
Os programas sociais foram inventados por FHC.
Lula reuniu-os sob o guarda-chuva do Bolsa Família, criou outros, gastou com eles uma nota preta e se reelegeu.
Até 2002, Lula e o PT escolhiam aliados. Quer dizer: desprezavam os que não lhes pareciam boas companhias.
Desde então, o que importa é o voto - não a folha corrida do aliado. E tome Jader Barbalho, Newton Cardoso, Severino Cavalcanti, o bispo Edir Macedo da Igreja Universal, etc...
Tem voto? Vem prá caixa você também...
Nada a ver com caixa dois - ou tudo a ver, se necessário.
Lula e o PT venceram em 2001 porque pareciam diferentes - mas nem tanto assim.
Ganharam em 2006 porque se tornaram iguais aos adversários, jogaram com as armas deles e foram mais hábeis ao fazê-lo”.
MEU COMENTÁRIO:Numa coisa, Noblat tem razão. Não existe jornalismo imparcial, mas sim, é verdade, jornalismo honesto. Neste caso, Noblat não está sendo honesto quando afirma que o PT venceu porque se tornou igual aos adversários(?). Tal assertiva não encontra sintonia com a prática, porque os adversários do PT não usaram bolsa-esmola, não tentaram comprar dossiê fajuto, não quebraram sigilo bancário, não transportaram dólares na cueca, não compraram deputados com mensalão, não imprimiram cartilha a custos superfaturados segundo o TCU, não aparelharam os órgãos do Estado e da sociedade civil, e sobre eles não pesa nenhum processo na Justiça como aquele ajuizado pelo PGR. Sem falar na mentirada sobre a questão das privatizações, enquanto a origem da dinheirama usada pelo PT para tentar comprar o dossiê fajuto de uma quadrilha continua sem qualquer esclarecimento.
Caso se faça uma comparação com o governo anterior, não se tem notícia, por exemplo, de ataques à liberdade de imprensa, a pressões contra jornalistas pela Polícia Federal e muito menos atentados ao Congresso Nacional como aquele perpetrado por desordeiros que fazem parte dos movimentos sociais apoiados pelo lulo-petismo.
Os adversários do PT, portanto, não jogam e não jogaram com as mesmas armas. O jornalismo honesto requer que seja dito isso, que se estabeleça esta diferença fantástica que separa a prática política da oposição daquela comum ao PT.
E, para finalizar, tenho a dizer que não reivindico de nenhum veículo de comunicação ou jornalista, jornalismo “imparcial”. Realmente o que postulo é um “jornalismo honesto”. E é isto que tenho procurado fazer neste blog há um ano e um mês, que é o tempo em que está no ar.
Uma legião de “cientistas políticos” está em campo para revestir de credibilidade afirmações que contrariam a legislação, numa sutil operação abafa para a qual a mídia e os jornalistas concorrem. Por exemplo, um desses “cientistas”, Gaudêncio Torquato, da USP, afirma que "o poder moral de uma pessoa legitimada com 58 milhões de votos é muito forte. Tribunais não vão ter força suficiente, sob pena de uma convulsão social". (Clique aqui para ler o que dizem os tais “cientistas”).
Ora, seguindo-se o que afirma o indigitado “cientista”, estaríamos a um passo de uma ditadura, já que o ungido pelas urnas tudo pode. Gaudêncio Torquato está desafiando o Poder Judiciário. E mais: ameaçando os magistrados com uma “convulsão social” caso profiram sentenças que desagradem o Chefe do Executivo ou que por ventura o desqualifiquem para o cargo.
Na mesma linha posicionam-se alguns “intelectuais” que estariam assinando um manifesto de apoio a Emir Sader, condenado por injúria que teria cometido contra ao Senador Jorge Bornhausen. Fatos como esses demonstram o desapreço que setores governistas têm em relação ao direito e à Justiça.
Trata-se, claramente, de uma sórdida maquinação contra o estado de direito democrático, o respeito à lei e a ordem.
Oito empresas estatais apresentam atualmente problemas nos dados financeiros que enviam ao Congresso. Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) aponta disparidades importantes entre os valores registrados pelas estatais federais no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) - banco eletrônico cujos dados podem ser livremente fiscalizados pelos parlamentares - e os números declarados pelas empresas em seus balanços. Em termos proporcionais, a maior distorção foi identificada na Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM). Em 2005, a estatal registrou no Siafi que suas obrigações financeiras de longo prazo somavam R$ 2,326 milhões. Ao publicar o balanço, porém, a companhia declarou pendências num total bem superior: R$ 88,114 milhões. Uma diferença de 3.688%.
Os técnicos do TCU analisaram os dados fornecidos no ano passado por dez estatais. Quatro são do grupo das chamadas “dependentes” - aquelas que precisam do dinheiro da União para pagar o salário de seus funcionários e as despesas de manutenção. As outras seis não recorrem a recursos do Orçamento para sobreviver. Em oito delas, foram encontradas discrepâncias entre o registrado no Siafi e declarado nos balanços. (Leia a matéria completa clicando aqui).
As contas não fecham. A Previdência Social deve terminar o ano com rombo de R$ 41 bilhões. Segundo especialistas, é preciso adotar mudanças urgentes para que os empregados que entram hoje no mercado de trabalho possam ter, no futuro, a garantia de uma aposentadoria digna. E a principal mudança (a idade mínima para se aposentar) começará a ser discutida em 2007 e tem o aval do governo, segundo o ministro da Previdência, Nelson Machado. "Imagino que a discussão vá se aprofundar em 2007 e acho que teremos de discutir uma coisa ou outra: se for para eliminar o fator previdenciário, é preciso impor a idade mínima [para as aposentadorias por tempo de contribuição]." O fator previdenciário, muito criticado e alvo de modificações em projetos no Congresso, começou a ser aplicado em dezembro de 1999. Ele funciona como um redutor (0,5% ao mês), com base na expectativa de vida do trabalhador. Ele foi aplicado por cinco anos, de forma que, em novembro de 2004, seus efeitos se tornaram plenos, reduzindo os benefícios em pelo menos 30%. Quanto mais cedo se aposenta, menor é o benefício do trabalhador. Só que, mesmo assim, segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), o brasileiro ainda se aposenta cedo: média de 52 anos no caso das mulheres e de 57 anos para os homens. "Como estamos vivendo mais, até acho natural que se discuta qual é a idade em que se possa efetivamente entrar em gozo da aposentadoria", afirma Machado. (Leia toda esta matéria clicando aqui). Escrito por Aluizio Amorim às 15h30
[ ]
[ envie esta mensagem ]
MEU COMENTÁRIO
Da governabilidade
e do império da lei
Passadas as eleições surge pela voz do PT o tema da governabilidade, algo já ensaiado antes, durante a campanha eleitoral, por Tarso Genro, que sugeriu uma “concertação”. Para começo de conversa, os temas “governabilidade” ou “concertação” ou ainda “constituinte”, como acenou o próprio Lula também durante a campanha, soam, no mínimo estranhos. Qualquer manual de direito constitucional ensina que tais providências têm cabimento numa situação de crise, fato que não existe.
Ora, o quadro político que se tem é o seguinte: houve uma campanha eleitoral em dois turnos e as eleições. Até agora não se conhece há qualquer tipo de contestação, nenhum arremedo da oposição que ponha em causa o que disseram os brasileiros através das urnas.
É isto que tipifica um regime democrático. Os vencedores assumem o poder e respectivos cargos e, constitucionalmente, aos perdedores cabe a tarefa de fiscalizar. A normalidade é que os derrotados assumam a condição de oposição. Isto não quer dizer que “oposição” signifique boicote, golpismo ou a intenção de fazer com que tudo dê errado para o governo. A existência da oposição e do dissenso indica a vigência plena da democracia. A sua ausência, o autoritarismo puro e simples.
Essa inusitada e despropositada reivindicação de “governabilidade”, repousa apenas num dado específico: Lula foi consagrado amplamente pelas urnas, embora a vitória carregue consigo a preocupação das seqüelas políticas decorrentes da sucessão de escândalos em que se meteu o governo ao longo do primeiro mandato. Entretanto, este é um problema que foge da alçada da oposição. Circunscreve-se única e exclusivamente aos envolvidos e ao pronunciamento da Justiça com estrita observância dos preceitos constitucionais. Se isto acontecer, como é esperado, tem-se o perfeito funcionamento das instituições, o que está a indicar que continuamos sendo regidos pelos cânones do estado de direito democrático.
Apelo à governabilidade não faz qualquer sentido, a menos que queira Lula purgar as malfeitorias promovidas pelo petismo valendo-se da unção das urnas e da anulação da oposição. Se assim for, tal estratégia não significa a busca da “governabilidade”, mas a imposição de uma alternativa – no tapetão - que só pode ter um qualificativo: operação abafa.
Aí sim teremos um golpe institucional, já que tal desiderato teria como fulcro a pressão sobre um dos poderes da República, que é o Poder Judiciário. Ninguém quer impedir o homem de trabalhar. Pelo contrário. Mas desde que, como qualquer cidadão, obedeça à lei. O Estado Moderno é tipificado apenas e só pelo fato de que, acima do soberano como de todos os cidadãos, pontifica o império da lei.
O líder do PFL na Câmara, Rodrigo Maia (RJ), divulgou ontem nota oficial em que expressa o apoio ao presidente nacional do partido, senador Jorge Bornhausen (SC), e à decisão judicial que condenou Emir Sader por crime de injúria. Rodrigo Maia também lamenta que entidades como o MST e a CUT, um partido político, o PSB, e “pretensos intelectuais” tenham contestado a decisão da Justiça. Segundo Reinaldo de Azevedo, no seu blog hoje, até ontem, sexta-feira, chegavam a 700 o número de e-mails em apoio à decisão judicial que condenou Sader. Para enviar a sua mensagem, escreva euapoioalei@pfl.org.br
Na íntegra, a nota assinada pelo deputado Rodrigo Maia:
O líder da bancada do PFL na Câmara, deputado Rodrigo Maia (RJ), vem a público afirmar que:
1) notas e informações divulgadas pelo MST, pela CUT, pelo PSB e por pretensos intelectuais de esquerda sobre o “Caso Emir Sader” mostram desrespeito à Justiça, ao Estado de Direito e às regras democráticas;
2) além disso, agridem, gratuita e injustamente, o senador Jorge Bornhausen, político que, no momento mais difícil de nossa história, teve papel fundamental para que o Brasil, sem a perda de uma única vida, retomasse o rumo democrático;
3) a conduta do senador Jorge Bornhausen é absolutamente irretocável em todos os momentos de sua vida pública;
4) referência para quem estava na política antes de mim, o senador Bornhausen influencia hoje e seguirá influenciando amanhã todos os jovens comprometidos com o avanço, a modernização e a conquista de um Brasil melhor para todos;
5) sobre o chamado “Caso Emir Sader”, cabe afirmar que, lastimavelmente, a máxima desleal dos dois pesos e das duas medidas, rotina do governo Lula, foi adotada por algumas entidades e até por um partido político, o PSB;
6) os dois pesos e as duas medidas fazem com que mensaleiros, vampiros e petistas do dossiê sigam impunes, investigados a passos de tartaruga. Ao mesmo tempo, ao arrepio da lei, autoridades do governo quebram, em tempo recorde, e de forma criminosa, o sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa;
7) os dois pesos e as duas medidas fazem com que o mesmo governo que brada contra a imprensa silencie quando o assunto é o escândalo da compra de ônibus e de ambulâncias superfaturadas pelos Ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia;
8) ao contrário do governo Lula, a Justiça é igual para todos, sem dois pesos e duas medidas. Emir Sader injuriou o senador Jorge Bornhausen chamando-o de “assassino”, “roubador” e “racista”. O senador bateu às portas da Justiça que condenou Sader por injúria. A despeito do atraso de algumas entidades públicas, o Brasil é uma democracia e tem leis que são cumpridas.
Reproduzo na íntegra, como segue, o editorial de hoje de O Estado de São Paulo:
“A possibilidade de evitar que um governo populista sucumba à tentação do autoritarismo está na capacidade de a sociedade reagir, com firmeza, a todas as formas diretas ou disfarçadas de cerceamento à plena liberdade de expressão. O presidente Lula é o primeiro a reconhecer, porque tem sensibilidade para tanto, que toda a sua trajetória na vida pública dependeu, fundamentalmente, da plena liberdade que teve de expressar-se e, poderia acrescentar, da fantástica cobertura que sempre teve da mídia. Graças a Deus seu talento político pôde desabrochar em terra paulista pelo generoso espaço que sempre lhe ofertaram os veículos de comunicação. Mas, infelizmente, não é novidade alguma a liderança carismática, nascida da democracia, voltar-se contra seus próprios fundamentos - em que a liberdade de imprensa é base lapidar - quando o grau de tolerância à critica passa a estar na razão inversa da popularidade governamental.
Depois da retumbante vitória eleitoral parece que certos mentores do PT e do governo Lula não conseguiram deixar de extravasar o que lhes estava preso na garganta, ou seja: a raiva de verem o partido que se pretendia o 'mais ético' do Brasil submergir no mar de lama jorrado do centro de Poder da República - cuja comprovação mais evidente é o fundamentado relatório-denúncia do procurador-geral da República sobre a sofisticada quadrilha enquistada no governo e em seu partido. E, tampouco sendo isso novidade, a responsabilidade por esse revertério moral foi e tem sido, agora com mais intensidade, ultrapassada a inibição do período eleitoral, debitada à atuação da imprensa.
Péssimo seria se o governo Lula viesse a ter como marcas de seu segundo período o 'abafa' das investigações e a intimidação da imprensa, que foram marcas deste seu primeiro mandato. Quinta-feira falávamos aqui dos precedentes que tornaram ominosa a reação do presidente do PT às agressões de militantes do partido a jornalistas. Hoje tratamos do depoimento prestado ao Ministério Público Federal pelo delegado da Polícia Federal (PF) Edmilson Pereira Bruno, responsável pela prisão dos petistas Gedimar Passos e Valdebran Padilha - que portavam o R$ 1,75 milhão em dinheiro vivo, destinado à compra de um dossiê contra candidatos tucanos -, no qual ele reiterou a grande preocupação, de seus superiores, com o modo como o governo conduziria o caso. Disse que o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, mostrou-se 'apreensivo' com a eventual menção, nos depoimentos, de qualquer coisa que pudesse sugerir uma ligação entre os presos e o presidente Lula e contou que em 15 de setembro, pouco antes de sair rumo ao Hotel Íbis Congonhas, onde foram feitas as prisões, recebeu do diretor da PF em São Paulo, Severino Alexandre, esta advertência: 'Olha bem o que você vai fazer. Está mexendo com peixe grande. Tudo o que fizer será responsabilidade sua.' Ele deveria agir como 'o macaco que não fala, não vê e não ouve'. Além disso, Bruno conta que Gedimar e Valdebran quiseram - e conseguiram - alterar as declarações que fizeram quando foram presos no hotel.
Também deixou claro, o delegado, que o diretor-geral da PF, Paulo Lacerda, pretendia que houvesse as prisões em flagrante e as fotos da dinheirama apreendida, procedimento semelhante ao que fora feito no famoso caso dos dólares na cueca. Mas o ministro da Justiça não concordava com isso porque estava preocupado com os riscos à campanha reeleitoral do presidente, enquanto o diretor-geral mais pensava em preservar a imagem institucional da Polícia Federal.
O 'abafa' de investigações e intimidação de investigadores são formas interligadas de tentar 'proteger' o governo da opinião divergente, do contraditório, da crítica e, sobretudo, do direito de a sociedade ser informada em relação aos que a governam, quaisquer que sejam os temas, sob exame, de interesse público.
Em outras palavras, o que o delegado da Polícia Federal Edmilson Pereira denuncia em seu depoimento é também uma forma de cerceamento da liberdade de informar. Uma confirmação das ameaças explícitas contidas nas palavras de Marco Aurélio Garcia, concitando os jornalistas à 'auto-reflexão' sobre a divulgação dos escândalos petistas durante a campanha eleitoral, assim como no projeto petista de 'democratização dos meios de comunicação'.”
Uma simulação dá uma idéia do que faz um controlador do Centro de Controle de Aproximação de São Paulo nos pousos e decolagens das aeronaves. Clique aqui e confira. Impressionante!
Ao clicar no link você vai para a página do G1. Lá encontrará, além da simulação animada daquilo que aparece na tela do computador de um controlador de vôo, links para uma excelente reportagem sobre a maior crise na história da aviação brasileira e o que fazem os controladores, sua formação e a adrenalina que comanda esses homens apaixonados pela aviação.
Os catarinenses estão pagando mais pelo que consomem. A arrecadação tributária federal passou de R$ 6,4 bilhões em 2004, para R$ 8,1 bilhões em 2005, um crescimento de 26%. Esses foram os resultados da análise "Arrecadação tributária para a União por estados e por regiões do país", feita pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).
Somente o Sul contribuiu com 11,05% desse total, arrecadando no último ano R$ 40 bilhões. Em 2001, esse número foi de R$ 21 bilhões, o que mostra um crescimento de quase 100% em quatro anos. Porém, se comparada ao resto do Brasil, a participação dos estados que compõem o Sul caiu. Era de 11,49% em 2001 e passou para 11,05% em 2005. Juntos, o Sul e o Sudeste representam pouco mais de 57% da população brasileira, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar disso, são os que mais contribuem com a arrecadação tributária do governo.
Carga tributária é de quase
R$ 2 mil por pessoa ao ano A região Nordeste é composta por 27,7% da população do país - 13% a mais que o Sul, que conta com 14,64% dos brasileiros - e representa 5,54% do bolo da arrecadação (R$ 20 bilhões), uma diferença que representa menos da metade dos tributos entre as duas regiões brasileiras.
SC arrecadou, em 2005, R$ 8 bilhões de reais, 2,24% do total do país. Quatro anos antes, em 2001, o Estado destinou R$ 3,7 bilhões à receita. O estudo levou em conta também a arrecadação per capita anual, que é o total dos tributos dividido pela população. O levantamento revelou que, no Sul, a carga tributária é de R$ 2 mil por pessoa. De acordo com o presidente da Associação Brasileira dos Contribuintes (Abrapi), que tem sede em Blumenau, Rubens Franz, a concentração dos tributos não chega a ser uma surpresa. (Esta matéria está no Diário Catarinense na sua edição desta sexta-feira).
MEU COMENTÁRIO: Os dados do levantamento exposto acima são suficientes para mostrar que há plena viabilidade de se constituir um novo país com os Estados da Região Sul: São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Já me referi a isto em outro post. Com o lulo-petismo no poder esta situação econômica para o Sul do Brasil tornou-se trágica. Embora o Estado de Santa Catarina, por exemplo, com apenas cerca de 5 milhões de habitantes e que se coloca entre o quinto ou sexto Estado brasileiro mais industrializado e que mais exporta, historicamente vem sendo relegado pela União. A duplicação da BR-101, uma rodovia de altíssimo movimento, continua se arrastando no trecho que vai de Florianópolis para o Rio Grande do Sul. A BR-470 é outra rodovia que precisa ser urgentemente duplicada. Liga a BR-101, na altura de Blumenau, cortando uma área densamente industrializada que é o Vale do Itajaí e se liga já na Serra com a BR-116. Esta rodovia já se transformou na “rodovia da morte”. São apenas dois exemplos.
Enquanto isso, não só os catarinenses, mas também os paulistas, gaúchos e paranaenses vêem o resultado de sua altíssima produtividade que, na verdade, é o suporte da economia do país, esvair-se pelo ralo da gastança do governo federal. Hoje, cada sulista, sabe que parte do seu trabalho serve para financiar o lulo-petismo na sua ânsia por perpetuar-se no poder. O quadro eleitoral demonstrou que estes quatro Estados não apóiam a política lulística e não desejam fazer parte de uma cultura carnavalizada.
Na verdade, nada temos a ver com o restante do Brasil, tanto culturalmente como economicamente. Não temos culpa do descalabro administrativo de outras regiões ou de um comportamento que não leva em consideração a ética do trabalho.
As últimas eleições mostraram isso de forma clara. O Brasil está dividido, não por um capricho e muito menos por preconceito. Os lá de cima podem escolher o que melhor lhes convêm, criar o seu próprio país de forma consentânea com a sua cultura, com a sua cosmovisão. Têm todo o direito de estabelecer o tipo de organização social que desejam. Entretanto, não concordamos com essa orientação e não estamos a fim de investir nisso. Temos, igualmente, o direito de criar aqui outro país. Eles podem ficar com o Brasil. Nem o nome nós desejamos.
Cada vez vai ficando mais claro para toda a população brasileira, principalmente aquela parcela nada desprezível que votou contra o petismo, que o único partido que está segurando com firmeza a bandeira da oposição é o PFL. O líder da Minoria na Câmara, José Carlos Aleluia (PFL-BA), tem uma posição mais radical do que a do PSDB de Arthur Virgílio e, mais ainda, do que a do PPS que, durante a campanha – tirante seu presidente Roberto freire – pouco fez e se calcula que seus partidários voltaram em Lula.
Aleluia foi objetivo e direto: para ele, o presidente não precisa pregar o diálogo com a oposição, porque o País não está em crise política. "O grande problema do governo é no campo jurídico", disse. "Não espere de nós nenhuma trégua, porque não a daremos. Não espere concertação (entendimento amplo, de todos os setores), porque não a queremos. Nós representamos os 40 milhões que consideram o governo Lula o governo da farsa. Foi a farsa do mensalão, dos sanguessugas e agora é a farsa da crise dos aeroportos", afirmou ele. "Por isso, não queremos confraternização". (Leia mais sobre o que diz a oposição clicando aqui).
Um dos mais bárbaros rituais da humanidade, a lapidação, continua sendo praticado em países islâmicos, entre eles o Irã. A morte por apedrejamento, sentença capital para mulheres adúlteras, por exemplo, continua sendo praticada no país e, embora oficialmente esteja proibida, o código penal do país não foi mudado. Cenas brutais de uma execução, filmadas meses atrás, provam que a prática não foi abolida.
Segundo a Anistia Internacional, sete mulheres aguardam sua vez no país persa. Uma carta de protesto pedindo a anulação da pena, já assinada por mais de 230 mil pessoas, bem como as cenas do vídeo citado podem ser acessadas no siteAbkNet (link permanente ao lado). Contribua com a iniciativa e diga não a esse bárbaro suplício.
Em Blumenau, que já foi laboratório do petismo, uma empresa edita uma revista eletrônica lulista. Na capa, que deve ficar no ar até amanhã, há uma ilustração significativa: a Casa Branca, sede do governo norte-americano, encimada por uma enorme suástica. Do lado oposto, uma fotografia do “famoso” jornalista Luis Nassif, que depois que saiu da Folha, virou blogueiro. O site reproduz uma entrevista desse “jornalista”, onde ele cai de pau na oposição, incensa o lulo-petismo e desanca a mídia. E lá no seu blog, desafia o pronunciamento da Justiça, ao criticar a sentença condenatória contra Emir Sader. Hummmm... .
Nariz Geladoescreve com detalhes sobre esse site e dá todos os links. Ele é editado em Blumenau. Vale a pena ler o post no blog da Nariz. O site é editado em Blumenau. Em Blumenau. Em Blumenau...hummmmm. Visitei-o e constatei que se trata de uma “incubadora” ideológica petralhística. Argh!
A propósito do affaire Emir Sader, é bem provável que o Senador Jorge Bornhausen já esteja colecionando volumoso material com as repercussões do pronunciamento da Justiça...
PETISMO É GROSSEIRO, MAL-EDUCADO E ANTI-DEMOCRÁTICO
Petista chama jornalista da
Folha de SP de “vaca nazista”
Este é o teor na íntegra do artigo da jornalista Eliane Cantanhede na Folha de São Paulo de hoje que denuncia os ataques que vem sofrendo por parte do grupo de assalto fascista do PT:
“Enquanto Lula faz pose de estadista e fala manso em todas as TVs, pedindo uma trégua à oposição em nome da governabilidade, do bem do país, da tranqüilidade dos brasileiros e não sei mais o quê, o tom no PT é muito diferente. O ministro da articulação política, Tarso Genro, e o presidente do partido e coordenador da campanha de Lula, Marco Aurélio Garcia, metem a ronca na imprensa, incentivando, indiretamente, uma reação raivosa contra os jornalistas. Você, leitor, não tem idéia dos e-mails que os petistas que não têm nada de "paz e amor" fazem circular pela internet e mandam aos montes para jornalistas, inclusive para nós, colunistas da Folha, agressivos e, não raro, injustos.
Num e-mail, um alucinado me chamou de "vaca nazista" por considerar que, ao registrar e comentar todos os escândalos produzidos no primeiro mandato de Lula, eu seria "antilulista", "antidemocrática", "da direita e da elite". Há um oceano entre o discurso de Lula e os desses lulistas, como há um oceano entre os fatos e as versões, que não reconhecem o parecer do procurador-geral da República, acusando a existência de "uma quadrilha", nem a compra de partidos e parlamentares, nem compra de dossiê, nem os processos contra os ex-ministros Palocci e Dirceu.
Essas coisas não são e não foram criação de jornalistas, muito menos dos colunistas da Folha. São fatos, estão sendo apurados e divulgados, como em todos os governos pós-ditadura militar. Jornalistas não somos santos. Mas querer transferir responsabilidades e partir para a ignorância não leva a nada. E atrapalha, muitíssimo, qualquer tentativa de pacificação do clima político, como deseja -e precisa- o próprio Lula. Críticas, sim, até porque nós somos muito críticos e temos de saber ser criticados. Mas não a agressões e palavrões, muitos deles anônimos e duplamente covardes”.
O sociólogo e cientista político Emir Sader, professor do Laboratório de Políticas Públicas da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), foi condenado por crime de injúria contra o senador Jorge Bornhausen (SC), presidente nacional do PFL. Sader disse, por intermédio da assessoria de imprensa da Uerj, que recorrerá da decisão. Procurado pela reportagem da Folha, o sociólogo não respondeu às ligações.
O juiz auxiliar da 22ª Vara Criminal de São Paulo, Rodrigo César Muller Valente, condenou o sociólogo à pena de um ano de detenção, em regime inicial aberto. O juiz determinou que a pena seja substituída por serviços à comunidade, pelo fato de o sociólogo ser réu primário. A condenação baseou-se também no fato de que "a injúria foi largamente difundida, alcançando caráter difuso a número indeterminável de pessoas".
A sentença diz ainda que Sader deve deixar o cargo público na universidade. Ontem, ele trabalhou normalmente. E permanecerá no cargo, segundo a Uerj. A razão da condenação foi um desdobramento da polêmica frase de Bornhausen, em 2005 -"A gente vai se ver livre desta raça por pelo menos 30 anos", em referência ao PT e à esquerda brasileira.
Emir Sader respondeu à frase de Bornhausen em artigo publicado no dia 28 de agosto de 2005, na agência de notícias na internet "Carta Maior". O sociólogo escreve artigos em um blog na "Carta Maior". "O senador Jorge Bornhausen é das pessoas mais repulsivas da burguesia brasileira. Banqueiro, direitista, adepto das ditaduras militares (...) revela agora todo o seu racismo e seu ódio ao povo brasileiro com essa frase, que saiu do fundo da sua alma -recheada de lucros bancários e ressentimentos", disse Sader na ocasião. Ele defendeu ainda que Bornhausen fosse processado por discriminação e racismo, e acusou o senador de atitude fascista.
Bornhausen impetrou queixa-crime contra Emir Sader. "Inegável, pois, que o artigo de autoria do querelado conteve ofensa à dignidade e decoro do querelante", disse o juiz. "Ao adjetivar um senador da República de "racista", esqueceu-se o réu de todos os honrados cidadãos catarinenses que através do exercício democrático do voto o elegeram como legítimo representante em nossa República Federativa. Trata-se, pois, de conduta gravíssima, que de modo algum haveria de passar despercebida, principalmente porque partiu de alguém que, como profissional vinculado a uma universidade pública, jamais poderia se valer de um meio de comunicação de grande alcance na universidade em que atua para divulgar ilícito penal". (Está na Folha de São Paulo de hoje).
MEU COMENTÁRIO:Duvido que o Emir Sader conheça pessoalmente o Senador Jorge Bornhausen. Eu o conheço o bastante para poder afirmar que o seu agressor, o indigitado sociólogo petista, baseou-se num mito que estigmatiza o Senador catarinense. Quem conhece Jorge Bornhausen – eu o conheço há quase trinta anos – sabe que ele não é fascita. Além disso é uma pessoa extremamente discreta e que – ao contrário do petismo que cega Emir Sader – respeita e defende os valores democráticos. E tanto é verdade que já está registrado na história que ele, Jorge Bornhausen, foi um dos fundadores do PFL, ala dissidente do antigo PDS que se perfilou ao lado do movimento pela redemocratização do Brasil.
A decisão da Justiça é totalmente procedente e faz valer a lei. Neste momento delicado da história da República brasileira decisões da Justiça nesta direção concorrem para avisar à Nação que ainda estamos no regime democrático e que a lei está em vigor e por isso mesmo tem de ser respeitada.
A torre de controle de vôos de São José dos Campos (SP) autorizou os pilotos do Legacy, Joe Lepore e Jean Paladino, a voar na altitude de 37 mil pés até o aeroporto Eduardo Gomes, em Manaus, apesar de essa altitude ter se tornado "contramão" na rota após Brasília -e onde estava o Boeing-737 da Gol atingido e derrubado no choque com o jato da Embraer.
Esse foi o primeiro de uma sucessão de erros que geraram o choque, em 29 de setembro, matando 154 pessoas. Depois disso, houve falha na comunicação entre o Legacy e o Cindacta-1 (centro de controle do tráfego aéreo de Brasília), o transponder (que alertaria o sistema anti-colisão do Boeing) não estava funcionando no Legacy e o avião da Gol não foi alertado para o risco.
O plano de vôo original do Legacy previa três altitudes: 37 mil pés entre São José dos Campos e Brasília, passando para 36 mil pés a partir da capital e para 38 mil pés a partir do ponto Teres da carta aeronáutica (a 480 km de Brasília, em Mato Grosso) até Manaus. O Legacy, porém, voou todo o tempo em 37 mil pés. Pela caixa-preta do Legacy, que está sob a responsabilidade do Cenipa (Centro Nacional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), o controlador da torre de São José dos Campos se comunicou em inglês com os americanos Lepore e Paladino durante o procedimento de "clearence" -ou seja, de autorização para a decolagem.
Nesse diálogo, gravado, Lepore pede para decolar, a torre autoriza e diz, claramente, que ele deve subir para 37 mil pés "até o aeroporto Eduardo Gomes", de Manaus, contrariando o que especificava o plano de vôo -em poder dos pilotos e das autoridades aeronáuticas. A versão obtida pela Folha confirma o que dizem os advogados dos pilotos, o brasileiro Theo Dias e o americano Robert Torricelli, de que eles teriam autorização para voar em 37 mil pés, apesar de ser "contramão" no rumo Brasília-Manaus.
Nos registros do Cindacta-1, o último contato do Legacy foi quando a aeronave estava a 52 milhas -ou a cerca de sete minutos- de Brasília, para um procedimento comum: os pilotos comunicaram ao centro de controle que tinham atingido a altitude de 37 mil pés. O piloto Lepore deu o registro do avião, Legacy N600XL, avisou que estava no nível 370, que corresponde a 37 mil pés, e desejou "boa tarde" em inglês.
O controlador de plantão respondeu, pediu que o piloto apertasse o botão de identificação do vôo e desejou boa viagem. O botão a que se referia é do transponder -que não funcionou. Os pilotos confirmam que o acionaram para registrar a identificação do vôo, mas o Cindacta-1 diz que o equipamento não estava funcionando a partir de Brasília e que os controladores tentaram várias vezes, sem sucesso, alertar a tripulação. Os pilotos reagem dizendo que também tentaram, sem sucesso, se comunicar com o Cindacta-1 quando sobrevoaram Brasília. Sem esse contato, decidiram seguir a orientação original, segundo seus advogados e representantes da empresa ExcelAire que conversaram com a Folha.
Segundo a Aeronáutica, um dos erros dos pilotos americanos foi não acionar o código 7600 no transponder, registrando a perda de comunicação. O aparelho ficou fora do ar até cerca de dois minutos depois do choque com o Boeing, na área de Mato Grosso, quando voltou a funcionar já com o código 7700, de emergência. Já segundo os advogados dos pilotos e os representantes da empresa americana, o Cindacta-1 também errou, ao perceber que havia algo errado com o vôo e não alertar imediatamente o Boeing que vinha em sentido contrário e na mesma altitude.
A alegação do Cindacta-1, encampada pela Aeronáutica, é de que o centro não identificou com precisão que o Legacy estava na altitude de 37 mil pés, o que só poderia ser feito caso o transponder estivesse funcionando. Sem ele, a altitude é conferida no radar pelo equipamento primário de segurança, que é impreciso. Nesse caso, há uma variação no radar que pode chegar até a 1.500 pés.
Tudo somado, há uma sucessão de erros. O original deles foi a autorização da torre de São José dos Campos para o vôo se realizar em 37 mil pés, mas isso poderia ter sido corrigido com a comunicação entre o avião e o Cindacta-1, pelo transponder e o sistema anti-colisão e, finalmente, pela determinação de que o Boeing desviasse, ou para cima ou lateralmente, como determinam as normas internacionais e nacionais de segurança de vôo. (Está na Folha de São Paulo de hoje).
O luxuoso avião presidencial, mais conhecido como Aerolula, ao decolar do aeroporto de Brasília na tarde de ontem para levar Lula da Silva e sua esposa para férias na Bahia.
O presidente da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), jornalista Maurício Azêdo, disse que houve "abuso de poder", "coação e coerção" da Polícia Federal contra repórteres da "Veja" durante depoimento, como testemunhas, sobre reportagem que revelou supostas ilegalidades cometidas por policiais federais. "Esse episódio é muito grave", afirmou Azêdo. O presidente da ABI ainda criticou o presidente do PT, Marco Aurélio Garcia, também assessor do presidente Lula para assuntos internacionais, "que tem manifestado opiniões contrárias ao exercício da liberdade de imprensa e estimulado, inclusive, manifestações de hostilidade, algumas de caráter físico, contra jornalistas" (leia texto na pág. A8). A ABI vai encaminhar expediente formal ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, "pedindo a apuração da denúncia e a contenção da Polícia Federal e desse delegado [Moysés Eduardo Ferreira] nos limites de sua atuações funcionais, sem esses transbordamentos que ameacem o exercício da atividade jornalística". A ANJ (Associação Nacional de Jornais) emitiu duas notas à imprensa em que protesta contra tentativas de cerceamento da atuação de jornalistas em São Paulo e no Paraná. Na primeira, a entidade "protesta com veemência contra a intimidação sofrida por repórteres da revista "Veja" durante depoimento prestado à Polícia Federal para investigação interna sobre o caso da tentativa de uso de um dossiê contra o PSDB antes das eleições". Assinada pelo vice-presidente Júlio César Mesquita, a nota afirma que os jornalistas foram tratados pelo delegado como suspeitos e não como testemunhas, "sofreram constrangimentos e ameaças, numa evidente tentativa de intimidar o livre exercício do jornalismo". A segunda nota critica o governador do Paraná, Roberto Requião (leia texto nesta página).
Posição da Fenaj é dúbia Sobre a agressão de militantes do PT a jornalistas, segunda-feira, em Brasília, o presidente da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), Sérgio Murillo de Andrade, disse que a entidade "não pode jamais concordar com qualquer tipo de ameaça ou, pior ainda, violência física contra jornalistas". Andrade atribuiu o episódio à "tensão pós-eleitoral" e disse que a Fenaj fará "uma avaliação sobre o papel que nós desempenhamos nesse processo eleitoral: há aspectos positivos que devem ser ressaltados, mas há erros que foram cometidos". Leia a seguir a íntegra da nota divulgada pela ANJ sobre o caso "Veja".
”A Associação Nacional de Jornais protesta com veemência contra a intimidação sofrida por repórteres da revista "Veja" durante depoimento prestado à Polícia Federal para investigação interna sobre o caso da tentativa de uso de um dossiê contra o PSDB antes das eleições. Estranhamente, os repórteres Júlia Dualibi, Camila Pereira e Marcelo Carneiro foram tratados pelo delegado Moysés Eduardo Ferreira como suspeitos e não como testemunhas. Sofreram constrangimentos e ameaças, numa evidente tentativa de intimidar o livre exercício do jornalismo. É lamentável que uma instituição como a Polícia Federal se preste ao papel de hostilizar jornalistas e um veículo de comunicação em função do trabalho jornalístico por eles praticado. A liberdade de imprensa é um valor maior da democracia. A Polícia Federal é uma instituição do Estado, a quem cabe servir a toda a sociedade. A ANJ espera que fatos como esse não se repitam e que a Polícia Federal cumpra suas atribuições nos estritos limites da lei, sem o pretender atemorizar profissionais ou empresa jornalística no exercício do legítimo direito e dever de informar os cidadãos”. (Do jornal Folha de São Paulo edição desta quinta-feira). Júlio César Mesquita Vice-Presidente da Associação Nacional de Jornais Ricardo Pedreira Associação Nacional de Jornais
MEU COMENTÁRIO:Enquanto a ABI e a ANJ protestam de forma veemente aos flagrantes ataques do governo lulo-petista contra a liberdade de imprensa, a Federação Nacional dos Jornalistas – Fenaj, não emitiu ainda uma nota oficial. A Fenaj congrega todos os sindicatos de jornalistas do Brasil. E, como ela, os sindicatos também estão calados. As declarações do presidente da Fenaj, veiculadas na matéria que reproduzi acima, são insuficientes, dúbias e envergonham a categoria, quando jornalistas chegaram a ser agredidos fisicamente no exercício profissional.
A Fenaj e cada um dos sindicatos de jornalistas têm o dever de denunciar e protestar de forma veemente contra as ameaças. E não pensem eles que a categoria irá aceitar qualquer tipo de instituição da censura através de um Conselho Federal de Jornalismo fajuto e, muito menos, a tentativa sorrateira e fascistizante do governo lulo-petista de implantar uma tal de “democratização da comunicação”. Tudo isto é mentira e esconde a intenção clara do governo de calar a imprensa e os jornalistas. As entidades representativas da categoria não podem ser partidarizadas e muito menos se agachar ante aqueles que pisoteiam a Constituição e que desejam liquidar com o regime democrático. Não. Não mesmo Fenaj e sindicatos!
CURSOS DE JORNALISMO TAMBÉM ESTÃO CALADOS - Outro segmento importante e que pela sua natureza depende obviamente da liberdade de imprensa compõem-se dos cursos de jornalismo. Por enquanto não se ouviu um piu dessas instituições que parecem estar todas também aparelhadas pelo lulo-petismo.
Este silêncio de todas essas instituições demonstra de forma sobeja o caráter autoritário daqueles que as dirigem e revela uma condescendência vergonhosa com os coveiros da democracia.
Concito os professores e alunos dessas instituições a abrirem um grande debate sobre a questão da liberdade de imprensa. Até porque um processo de cubanização do Brasil irá liquidar com o mercado de trabalho para os jovens que decidiram abraçar a profissão.
Insisto que não é a regulamentação profissional ou Conselho Nacional de Jornalista que garantem mercado de trabalho para todos esses jovens. Eles têm que entender que o jornalismo é uma função dependente da liberdade de imprensa e, portanto, da democracia.
Os professores têm de esclarecer isto. É inadimissível que escondam esta realidade dos alunos ao ignorar um claro plano maquiavélico que vem sendo urdido à sombra do poder autoritário do lulo-petismo.
O texto que segue está postado no blog Digestivo Cultural. É assinado por Tatiana Cavalcanti. No final, vejam o que eu penso:
“O filme Turistas nem estreou e já está dando o que falar. Passado no Rio de Janeiro, famoso por ser a Cidade Maravilhosa, a trama mostra as férias de um grupo de amigos norte-americanos que quer muita diversão num paraíso natural. Após uma noitada de muita festa, regada a mulatas e muita caipirinha, eles acordam numa praia qualquer sem documentos e muito menos dinheiro. O "paraíso" se torna um inferno quando eles percebem que caíram no temido golpe do "Boa Noite, Cinderela".
Quem assiste ao trailer, fica com a impressão de que apesar da beleza natural, o Brasil é povoado somente por pessoas maliciosas e aproveitadoras. Há um homem suspeito que lembra um índio. Mulheres e homens (inclusive os norte-americanos) dançando sensualmente e adorando a grande "orgia". Após o golpe, o grupo de amigos acorda desnorteado na praia e recebe ajuda de moradores. Após serem abrigados em uma casa simples, os jovens passam a ser torturados e a lutar para sobreviver numa selva fechada e sem comunicação.
"Parece o paraíso. Mas em um país em que tudo vale... tudo pode acontecer", é com esta frase torpe e preconceituosa que o trailer é apresentado. Eu, como brasileira, senti-me profundamente atingida e estou indignada. Como assim um país em que tudo vale? Pelo jeito, é esta a imagem que o nosso belíssimo país vai continuar exportando, o da prostituição e do "oba-oba".
A polêmica surgiu ao se questionar se o filme prejudicaria o turismo no país, em especial no Rio de Janeiro. Honestamente, se eu assistisse a um filme como aquele, falando de um país específico, eu, no mínimo, evitaria ter que passar por lá. O problema não é mostrar a violência no Rio, até porque todos nós (e os estrangeiros também) conhecemos os perigos da Cidade Maravilhosa. A questão é a forma odiosa e canalha como o assunto é abordado. O Brasil não é feito apenas de futebol, mulher, carnaval e violência. Temos que aprender a valorizar nossas riquezas culturais diversas e a mostrá-las de forma correta para que o mundo nos enxergue de forma diferente, até porque o trabalho de muitas pessoas pode ser afetado negativamente.
Com estréia prevista para 1º de dezembro nos Estados Unidos, Turistas pertence ao Fox Atomic, mesmo canal que polemizou ao lançar o episódio do seriado Simpsons, em que a família de Hommer viaja ao Rio de Janeiro e se depara com macacos, ratos nas ruas, e uma população agressiva sexualmente. Para ir além: Trailer de Turistas”.
MEU COMENTÁRIO:Compreendo a revolta da blogueira ao fazer a crítica a este filme. Entretanto, a imagem que as pessoas dos países desenvolvidos têm do Brasil, lamentavelmente, corresponde à realidade. É de se indagar então: qual a imagem que temos da Bolívia ou da Coréia do Norte? Da Índia ou do Afeganistão ou do Irã?
Note-se ainda: o Brasil continua sendo um destino turístico dos povos desenvolvidos exatamente pela sua cultura anacrônica e que está em descompasso total com padrões mínimos de civilidade. Os estrangeiros nos visitam exatamente para ver o passado redivivo, como mulheres semi-nuas pelas ruas sapateando freneticamente ao som de tambores exóticos. Querem ver, ao vivo, esses comportamentos bizarros cujo emblema são o ataque pelos arruaceiros ao Congresso Nacional ou, ainda, a depredação dos laboratórios da Aracruz, em solo gaúcho. Querem ver tudo o que é exceção.
Fico pasmo, entretanto, pela coragem de europeus e norte-americanos que arriscam as suas vidas para fazerem turismo numa grande ratoeira. Não quero aqui discutir a qualidade do filme em questão. Entretanto, o tema que aborda sinaliza que esta é a imagem do Brasil lá fora. E o que é pior: corresponde à realidade, ainda que o fato nos cause mal-estar e vergonha.
Jorge Bornhausen preside a reunião da executiva do PFL
Bornhausen antecipa que PFL
fica na oposição sem adesismo
Ofereço aos que me honram com a sua leitura sempre crítica e atenta, o discurso proferido pelo Senador Jorge Bornhausen, presidente nacional do PFL. Bornhaunsen completa no mês de março próximo 40 anos de vida pública. Já foi governador de Santa Catarina e teve, nos últimos anos destacada atuação em todas as tratativas e ações políticas que contribuíram decisivamente para a redemocratização do país. Injustamente, o Senador Jorge Bornhausen tem sido vítima da infâmia e das agressões gratuitas e malévolas por parte da truculenta patrulha petista. Neste discurso o Senador catarinense delineia e antecipa a posição política do PFL, refundado no ano passado e agora associado à IDC – Internacional Democracia de Centro entidade que postula os valores democráticos e liberais. A refundação desse partido será objeto de minha análise nos próximos dias aqui neste blog. Eis portanto, a íntegra do discurso de Bornhausen, que recomendo a leitura e a reflexão de todos os brasileiros, principalmente aqueles que lideram o PSDB, que se preocupam com os destinos da democracia brasileira e, sobretudo, com a manutenção estado de direito democrático:
“Há os que perdem e se rendem, desonrados; há os que perdem e aderem, covardes, indignos da causa que defenderam; há os que perdem, reconhecem realisticamente que perderam, e se recolhem ao seu território, com humildade e altivez, para a indispensável autocrítica, a necessária reflexão e, principalmente, a sua própria reorganização e reestruturação de idéias e programas.
O PFL não se rende, não adere e, sem ressentimentos, respira e reassume seu papel. Esta é a única atitude digna de partidos que disputam eleições democráticas. Estou propondo que o partido a assuma pública e vigorosamente, já.
Eleições democráticas não constituem nem de longe uma guerra cruenta, que gera luto e ódio. São um torneio de cidadãos que propõem, são ouvidos e, recusados, preparam-se para a próxima refrega – daqui a quatro anos – quando tentarão, de novo, ver aceitas e experimentadas suas ideologias, propostas e programas.
Considero que a primeira providência de um partido, contados os votos, deve ser uma declaração de reconhecimento e respeito à decisão popular. Os processos eleitorais em andamento devem, no “estado de direito” que vivemos, ser decididos pela Justiça Eleitoral, não nos cabendo politizá-los. O povo decidiu soberanamente usando um direito que é exclusivamente seu – escolher o Presidente da República. Sei que esta é uma manifestação desnecessária, mas nunca se deve perder chances de enfatizar que a democracia é o bem civilizatório mais importante conquistado por uma sociedade e sem eleições livres e periódicas não há democracia.
A segunda providência deve ser crítica: como se posicionar com relação ao novo governo?
O clima propiciatório sugere a magnanimidade do vencedor. A mão generosa que é estendida através de interlocuções grandiloquentes pode representar sincera oferta de parceria – quando há afinidades políticas ou ideológicas – ou então apenas um golpe enganador, o canto das sereias da Odisséia. Nesse momento, a salvação está na lição homérica da resistência preventiva. Tapam-se os ouvidos com a cera da experiência, pois esses convites à aliança visam simplesmente a cooptação; sugerem que haverá partilha do poder quando apenas procuram abrir caminho para que surjam com suas malas valdomiros, delúbios e marcos valérios.
A rota da Oposição só levará a uma futura vitória eleitoral – a única que interessa ao PFL – se a largada for uma precisa definição de objetivos, pontos programáticos bem definidos, cronogramas de ações bem calculados e, principalmente, muita firmeza para isolar na hora em que se revelarem, os fracos, indignos, trânsfugas, indisciplinados e individualistas antes que suas traições – no final da jornada – comprometam a longa vigília de trabalho e resistência. E é por aí que devemos começar.
A propaganda – que sintomaticamente convencionou-se chamar de marketing político, escrachando o que o proselitismo já não argumenta, mimetiza o sistema de “compra e venda” – é um capítulo que a ação oposicionista não deve relegar à condição de providências de última hora. Nos últimos anos, abusou-se dos recursos do Estado e montou-se uma indústria de factóides, que – a título de divulgar atos administrativos transformou o Palácio do Planalto numa espécie de comitê eleitoral permanente. O estado espetáculo transformou-se em estado circense com evidente êxito demagógico, como foi possível conferir na campanha eleitoral.
A Oposição tem que ser uma usina de sonhos, estimuladora de projetos, uma central de pensamento estratégico que ultrapasse a guerrilha de oportunidades e se constitua, aos olhos do povo brasileiro, não uma alegoria de escola de samba para impressionar na campanha eleitoral, que até vence eleições, como acabamos de ver, mas como uma proposta consistente de felicidade, antes que o desenvolvimento, emprego, educação, saúde se tornem utopias inatingíveis, como fatalmente se tornará, dada a irresponsabilidade cruel com que esses temas são considerados.
Os homens de pouca fé transformam as graças em ressaca, mas para quem tem compromissos democráticos, fim de eleição é apenas um começo de jornada.
Não posso deixar de fazer um registro muito especial, dirigido à maioria dos eleitores de Santa Catarina, a quem envio meu caloroso abraço. Os resultados do meu Estado, dando expressiva vitória, nos dois turnos, a Geraldo Alckmin, a Luiz Henrique da Silveira, que o apoiou com correção e lealdade, cuja candidatura mereceu, pelo excelente resultado do seu governo, a devida recondução, e a Raimundo Colombo, Senador, que teve mais do que dobro de votos da candidata do PT, mostram que os catarinenses souberam escolher. Reconheceram a maioria dos erros de 2002 e optaram pela moralidade pública e pela competência.
O PFL, podem estar certos brasileiros e brasileiras, continuará lutando pela liberdade, pelo desenvolvimento e pela democracia”.
O presidente norte-americano George W. Bush e o primeiro-ministro britânico Tony Blair cumprimentaram nesta terça-feira, por telefone, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela reeleição obtida domingo, no segundo turno, informou o chanceler brasileiro Celso Amorim.
"Você teve uma vitória espetacular. Tem que me dar um pouquinho do seu know-how, porque vou precisar para ganhar agora", disse Bush a Lula, segundo Amorim, numa referência às próximas eleições legislativas nos Estados Unidos, nas quais as pesquisas mostram o Partido Republicano, do presidente norte-americano, em desvantagem. (Clique aqui para ler a matéria).
MEU COMENTÁRIO: À guisa de esclarecimento ao Presidente Bush, o know-how que lhe poderia ser transferido pelo lulo-petismo, inclui: instituição do mensalão, o utilização de cuecas para transporte de dinheiro de campanha “não contabilizado”, quebra de sigilo bancário, organização de quadrilha de sanguessugas, compra de dossiês contra adversários, instigação à luta de classes e divisão do país. Além disso, negar sempre o conhecimento sobre quaisquer tipos de escândalos perpetrados por algum aloprado que por ventura pertença ao seu círculo de amizade ou trabalhe ao seu lado dentro da Casa Branca. A declaração chave (key-word) para qualquer aperto vindo do Partido Democrata é: não sabia, não posso saber de tudo e, finalmente, repetir que cortará na própria carne se for preciso para esclarecer eventual deslize moral e ético.