Nos aeroportos passageiros são utilizados pelos desordeiros
Quando a lei e a ordem são
solapadas pela desordem
Em SP, o "Campo Majoritário" do PT agita as suas bandeiras.
Queria saber onde anda a oposição neste momento. Por enquanto, não vi uma ação, um discurso, uma palavra dos parlamentares oposicionistas e de seus governadores. Mas a turma do PT comemora e agita as suas bandeiras numa reunião do tal “Campo Majoritário”, no sindicato dos bancários em São Paulo.
Nos aeroportos o caos continua sem data certa para retornar à normalidade. Um homem já morreu de enfarte em função do apagão aéreo. Lula sorri e passeia ao lado de Bush.
Os amotinados cantam a vitória e conseguiram impor a quebra da disciplina e da hierarquia militar e pouco estão ligando para os usuários do transporte aéreo submetidos à humilhação, ao constrangimento de ter que vagar sem rumo pelos aeroportos brasileiros.
A maioria dos trabalhadores brasileiros, que amarga um violento arrocho salarial, não tem o privilégio dos controladores aéreos. A maioria que sofre a inclemência desse arremedo de governo não pode fazer nenhum tipo de pressão. Tem de permanecer calada, já que seus sindicatos controlados pela CUT só reivindicam em área que consideram estratégica para a consolidação de seu poder e aparelhamento.
O que é de estranhar também o silêncio complacente dos comandantes militares que assistem calados ao desmanche das Forças Armadas e à sua sindicalização pura e simples. Hoje foi com a Aeronáutica. Amanhã será com o Exército e a Marinha.
Não se trata evidentemente de defender quarteladas e a violação das instituições democráticas. Entretanto, essas mesmas instituições, da qual fazem parte, sim, as Forças Armadas nacionais, não podem ser vilipendiadas.
A lei e a ordem estão enfraquecidas com o episódio do apagão aéreo. Cabe ao Governo, que jurou compromisso de obediência à Constituição, exercer a sua autoridade desde que essa autoridade esteja ungida pelos preceitos do estado de direito democrático acordados na Constituição do Estado. (Fotos do site do Estadão).
Após quase cinco horas de paralisação do tráfego aéreo brasileiro e de caos nos aeroportos, o governo cedeu às reivindicações dos controladores de vôo e fechou com a categoria um acordo que prevê a gradual desmilitarização da atividade.
A informação foi dada no fim da noite desta sexta-feira pelo advogado Normando Augusto Cavalcante Junior, que defende os trabalhadores. Entretanto, nenhum representante do governo havia se pronunciado sobre o resultado da reunião até às 0h30.
Diante da promessa, os controladores se comprometeram a restabelecer a normalidade nos aeroportos a partir da manhã de hoje. “Depois de um dia tenso, com ameaças e arbitrariedades, o governo acabou recuando”, disse o advogado, na saída da reunião da categoria e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.
Chefes militares chegaram a pedir a prisão dos amotinados. A rebelião havia começado ao meio-dia, quando sargentos divulgaram manifesto anunciando greve de fome. Disseram que já não acreditam em seus comandantes e se auto-aquartelaram em vários pontos do País. (Clique aqui para ler mais).
MEU COMENTÁRIO:O caso desse motim dos controladores de vôo da Aeronáutica indica claramente que o país está sendo firmemente afastado da senda democrática. Não há nenhum país democrático no mundo cuja Nação tolere que suas instituições sejam vilipendiadas. No caso presente, testemunha-se a quebra da hierarquia e da disciplina da Aeronáutica, arma que compõe com o Exército e a Marinha as Forças Armadas.
A disciplina e a hierarquia são, por sua própria natureza eminentemente castrense, inegociáveis e inquestionáveis em qualquer circunstância. São o suporte básico de seu funcionamento. À falta delas, tem-se a anarquia e a instituição militar sofre um abalo sistêmico cujos desdobramentos são impossíveis de se prever.
A greve é um direito de pressão legítimo dos trabalhadores, respeitados os dispositivos legais acordados na Constituição do Estado. Pelas suas nuances e prerrogativas, os membros das Forças Armadas não são beneficiários desse direito. À carreira militar acedem os que desejam fazê-lo conhecendo os rigores do regulamento e assumindo indeclinável submissão eles.
E o que alinhei aqui é comprovado, ad nauseam, quando os profissionais castrenses decidem ingressar no comando da política. Quando isso acontece há inevitavelmente a quebra das instituições democráticas, já que a sua formação, fundada nos princípios hierárquicos, torna-os refratários à assimilação e articulação do jogo político.
O mandatário da Nação, num regime que fundado no Estado de direito democrático é também o Comandante-em-Chefe das Forças Armadas. Jamais poderá aplicar a prática das negociações sindicais dos trabalhadores civis ante a eclosão de um motim militar.
Pressente-se que, a prevalecer uma gestão pública como se o Estado fosse a extensão de uma central sindical, o caos aéreo está longe de ser solucionado, enquanto é reforçada a impressão de que subjaz nos bastidores de todo esse episódio o desprezo à lei e a ordem. Dois preceitos sobre os quais a verdadeira democracia nunca poderá abrir mão.
A revolta dos controladores de vôo militares nesta sexta-feira em todo o País é a maior rebelião de militares ocorrida na Aeronáutica desde a dos sargentos, liderada por Antônio Prestes de Paula, em 1963, em Brasília. A diferença é que o protesto ficou restrito a um grupo menor dos praças, os controladores, enquanto que, no passado, atingiu diversos setores da Força Aérea.
Essa é a avaliação de oficiais generais ouvidos pelo Estado. Alguns deles temem que, dependendo de como a crise for debelada, a questão salarial possa se tornar explosiva nas Forças Armadas, com movimentos reivindicatórios atingindo outros setores, e criticam o antigo comandante da Força, o tenente-brigadeiro Luiz Carlos Bueno.
“O que está ocorrendo é o modelo típico de 63: meia dúzia de sindicalistas radicais insuflando a tropa”, afirmou o tenente-brigadeiro da reserva Sérgio Ferolla, ex-presidente do Superior Tribunal Militar (STM).
Um grupo de passageiros se revoltou na noite desta sexta-feira no aeroporto de Brasília depois que a greve dos controladores de vôo de todo o País paralisou as decolagens. O empresário Éder Viana manifestou sua indignação pichando a porta de vidro que dá acesso à sala de embarque com um batom: "chega! Fora Lula!". A situação foi controlada pela segurança do aeroporto.
Esta informação está no site Terra, entretanto o link para as fotos da pichação foi desativado. (!?)
Segundo as agência de notícia, há muita confusão nos aeroportos e o Ministro Paulo Bernardo negocia com os controladores amotinados. (Foto site UOL).
Brigadeiro Godinho; Waldir Pires e Zuanazzi, da ANAC: ?????
Instalado o caos. A quem
interessa, afinal, tudo isso?
O que está se verificando no caso do apagão aéreo é uma crise fabricada, calculada para ser deflagrada exatamente numa sexta-feira, quando há uma desmobilização geral em função do final de semana e, ainda, na às vésperas do feriadão da semana de páscoa, quando aumenta o movimento nos aeroportos.
É claro que, no plano salarial e condições de trabalho, vá lá que as reivindicações sejam compreensíveis. Entretanto, não são diferentes da maioria da população brasileira que vive de salários com minguadas correções anuais. Não se constata, entretanto, nenhuma greve comanda pela CUT em outras áreas de atividade no momento. Em contrapartida vê-se que há um aparelhamento na área do controle aéreo e a greve dos controladores tem viés político.
O caos aéreo é inaudito na história da aviação brasileira. Há meses o sistema vem sendo vilipendiado pelos controladores sem que o governo tome uma providência. Na verdade, não se sabe ao certo o que determina a crise. Fala-se muito e se diz pouco na área governamental.
O fato é que o governo tem a responsabilidade sobre o que está acontecendo e só foi eficaz no episódio parlamentar quando se movimentou intensamente para barrar a CPI do apagão aéreo. Se havia ausência de “fato determinado”, está aí, agora na modalidade de caos total e o estopim para uma crise que não interessa a ninguém. E esta crise se torna grave porque houve quebra da hierarquia militar, haja vista para as prisões que já ocorreram.
Não se explica também por que essa implicância com a presença da Aeronáutica no controle de vôos. Por que e qual a razão importante para se desmilitarizar esse setor? De acordo com os especialistas um projeto para desmilitarizar o controle aéreo leva pelo menos uma décadapara se consolidar no caso brasileiro.
Há um açodamento. A quem interessa? O que faz a CUT no meio disso tudo? Onde está o serviço de inteligência governamental? Um movimento dessa magnitude não se faz de uma hora para outra. Há inúmeras perguntas sem resposta. Por esse motivo a CPI é fundamental.
(Foto de André Dusek, da Agência Estado).
UPDATE:Segundo o blog do Noblat, Lula teria desautorizado as prisões determinadas pelo comando da Aeronáutica.Lula está nos EUA. O Vice, Alencar, que estava em Belo Horizonte, teve que pedir ao Comandante da Aeronáutica "condições militares" para a decolagem do avião da presidência da República para que pudesse voltar a Brasília a fim de administrar a crise.
Quando eu afirmo que este é um país botocudo, uma republiqueta bananeira, há quem ache que eu exagero.
Todos os aeroportos brasileiros estão paralisados!
Aeronáutica já prendeu 18.
Apagão paralisa aeroportos.
Dezoito controladores foram presos após entrarem em greve em Brasília, informa o Jornal Nacional, da Rede Globo. Cerca de 200 estavam aquartelados desde o início da tarde e em greve de fome. A decisão de prender os controladores foi tomada pelo Comando da Aeronáutica, após ter sido informada da paralisação no Cindacta-1.
Contudo, houve um alerta do Planalto, para que se tomasse cuidado com a medida para evitar um mal maior.
Nesta noite, um gabinete de crise foi improvisado no Palácio do Planalto para tentar administrar a greve nacional dos controladores de vôo, o que está sendo considerada uma grave crise política, por se tratar de uma insurgência de militares.
A Justiça Militar foi deslocada até o Cindacta-1 para negociar, juntamente com o Ministério Público. Com Lula em Washington, onde se reunirá com o presidente norte-americano, George W. Bush, o vice-presidente, José Alencar, em Belo Horizonte e o ministro da Defesa, Waldir Pires, no Rio de Janeiro, reuniu-se o gabinete de crise no Planalto.
Também estavam fora de Brasília, o ministro da Justiça, Tarso Genro, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, Paulo Bernardo, do Planejamento, e o ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia. A reunião de emergência, realizada no Gabinete de Segurança Institucional (GSI), no quarto andar do Planalto, contou com a presença do chefe de Gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, a secretaria-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, e o ministro da Comunicação, Franklin Martins.
O Planalto informou que foi aberta uma mesa de negociações com o Alto Comando da FAB, para tentar ver como poderiam contornar o problema. Pela manhã, por mais de três horas, o ministro da Defesa participou de uma reunião com as autoridades do governo ligadas à aviação. Nesta reunião, que era para discutir as propostas de solução da crise aérea, atendendo a pedido do presidente Lula, acabou discutindo basicamente a mobilização dos controladores.
O brigadeiro José Carlos Pereira, presidente da Infraero, na reunião, apresentou a proposta de que os 22 aeroportos menores que têm militares controlando o tráfego aéreo em torres poderiam passar a ser operados por pessoal civil, da própria Infraero. (Matéria do site do Estadão - foto site UOL).
A turma do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação – FNDC, está excitadíssima com esta história de “TV Pública”, que já começa a ser conhecida como TVP – Televisão Petralha. O site dessa organização petralhística vem operando há alguns anos e diz que tem o apoio da Ford Foudation. Pelo menos está lá a logomarca dessa instituição americana. Estranhamente a logo não linka com o site da FF.
É incrível o fato de uma fundação norte-americana financiada com dinheiro que só pode vir da produção capitalística apoiar um Fórum que conspira exatamente contra a iniciativa privada e faz lobby permanente pela implantação da TVP.
Mais curioso ainda é o fato de que esse Fórum nunca esclarece o conceito de “democratização da comunicação”. Sei bem...
A partir de agora esse Fórum será tipificado neste blog como Fórum Nacional pela Democratização Botocuda da Comunicação - FNDBC.
Já me reportei neste blog que segue seu curso no Brasil uma campanha para destruir as Forças Armadas. Trata-se de uma idiotice de setores esquerdopatas de um lado, e dos sindicaleiros da CUT, de outro. Estes querem tomar conta do controle do tráfego aéreo, entregando-o a civis. Ora, é sabido que, fora da Aeronáutica, não existe nenhuma outra organização no Brasil capacitada para este trabalho. Portanto, atentem para esta informação:
Na reunião que acontece na manhã desta sexta-feira (30), em Brasília, a Infraero vai propor a desmilitarização do tráfego aéreo no país ao ministro da Defesa, Waldir Pires. Representantes do Ministério da Defesa, da Aeronáutica, da Infraero e da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) participam do encontro para discutir soluções para a crise aérea.
O projeto da Infraero atinge apenas aeroportos de pequeno porte em que as torres de controle são de responsabilidade da empresa. A Infraero liberaria os militares e o trabalho passaria a ser feito somente por profissionais civis que já atuam nestes aeroportos. No início da próxima semana, a proposta será levada a Lula. (Do site G1).
Second Life:possibilidades virtuais infinitas. Como na realidade.
Quem tem medo da internet?
Muitos anunciantes não têm.
Emílio Cerri, veterano publicitário catarinense e respeitado consultor em marketing nunca dormiu de touca. Por isto costuma garimpar na internet as tendências do mercado e os rumos que vêm tomando os investimentos dos anunciantes. Emílio detesta o Jurassic Park. Para publicitários, marketeiros e as próprias empresas que ainda insistem em disputar espaço com os dinossauros, o resultado do garimpo de Emílio soa como um aviso:
“Finalmente aconteceu. Para alcançar os 31 milhões de usuários ingleses, os anunciantes investiram mais na internet em 2006 do que nos jornais, conforme estudo divulgado nesta quinta-feira (dia 29 de março), pelo UK Internet Advertising Bureau. Foi um pulo de 7,8% para 11,4% do mercado. O total saltou 41,2% para 2,01 bilhões de libras durante o ano passado. Os investimentos em jornais cresceram apenas 0,2% somando 1,9 bilhões de libras (10,7% de share)”.
Há poucos dias a mídia divulgou dados sobre o crescimento de usuários da internet no Brasil, que já somam ao redor de 32 milhões de internautas, se não me engano. Número idêntico ao citado pela pesquisa do instituto britânico.
E ainda virá muita coisa por aí, a começar por ferramentas como Second Life. Qualquer dia desses ao invés de ter de ir a um supermercado para fazer compras, enviarei o meu avatar! Para sobreviver à hostilidade botocuda, só mesmo numa Segunda Vida. Sorry, periferia...hehe
Em tempo: a descoberta do Emílio Cerri, peguei lá no site Acontecendo Aqui, onde ele é um dos colunistas.
No dia em que deparei com esta foto do rabino Sobel afagando o Apedeuta vi que ali estava um judeu botocudo. Como os leitores deste blog podem notar, tenho o mais profundo respeito pelo povo judeu e o defendo sempre dos injustos ataques que vem sofrendo ao longo da história da humanidade. Agora o afagador do Apedeuta confirma o seu botocudismo ao ser preso em Miamisob a acuação de ter furtado gravatas!
Sem palavras.
UPDATE: E sabem o quê preocupa a grande mídia? Sobel não irá receber o Papa porque na confusão com as gravatas perdeu o cetro.
O CD Rom conta tudo sobre como surgiu o polo na Ilha
Evolução do Pólo Tecnológico
de Floripa é mostrado em CD
Dentro da programação do evento Viva Bem Floripa, instalado no Largo da Alfândega, e promovido pela ONG FloripAmanhã [http://floripamanha.org/], haverá amanhã,sexta-feira (dia 30), às 15h30, a exibição do CD-Rom interativo que resgata a memória do Pólo Tecnológico da Região. O trabalho, que tem o selo da Redactor Comunicação, será apresentado pelo jornalista Mário Xavier, que está produzindo também um livro em torno da mesma temática.
“O CD-Rom é um trabalho de pesquisa jornalística lançado no final de 2005 que apresenta um formato original de linha do tempo em mídia eletrônica, foi realizado por uma equipe de profissionais locais e apoiado por diversas instituições públicas e privadas”, explica Xavier.
O ex-governador catarinense e ex-senador Senador Jorge Bornhausen e presidente do PFL até esta quarta-feira, continua sendo a única voz conseqüente da oposição brasileira e também o grande artífice de uma ação política discreta, porém de uma profundidade e alcance que não se tem registro na história recente da República brasileira.
Trata-se da indagação que o seu Partido endereçou ao Tribunal Superior Eleitoral nos seguintes termos: "Os partidos e coligações têm o direito de preservar a vaga obtida pelo sistema eleitoral proporcional quando houver pedido de cancelamento de filiação ou de transferência do candidato eleito por um partido para outra legenda?".
O Tribunal, por seis votos contra um apenas, fez desabar uma tormenta sobre orgia do troca-troca de parlamentares cooptados pelo petismo para compor uma maioria avassaladora no Congresso Nacional nunca antes vista neste País. Prolatou a maioria dos Ministros do TSE, que o mandato de vereadores, deputados federais e estaduais pertence ao partido e às coligações e não aos candidatos eleitos.
A questão levantada ante o TSE faz emergir dos bastidores sombrios da política brasileira articulada por Lula e seus sequazes, um dos episódios mais escabrosos da história da Câmara dos Deputados. O que vinha acontecendo já era do conhecimento público, porém a forma sorrateira como se dava a escandalosa movimentação de trânsfugas escondia o tamanho da sórdida manobra.
Para que os cidadãos brasileiros possam ter uma idéia mais clara da situação, a legislatura passada teve como marca justamente uma mudança exagerada de filiação partidária.
De 2003 a 2006, segundo levantamento veiculado pela mídia, trocaram de partido 195 dos 513 deputados – 38% do total! Esse surrealístico corre-corre para o abraço do governo, cheio de idas e vindas, mostra que vários parlamentares mudaram mais de uma vez de legenda nesse período, o que produziu um total de 345 trocas partidárias, um recorde imbatível na história da Câmara Federal.
Se Lula da Silva e seus acólitos jactavam-se ao referir-se à necessidade de uma “reforma política”, ela parece que começou nesta quarta-feira à noite. Não sob a luz mortiça dos ambientes conspiratórios, mas sob os poderosos refletores da democracia representados pela soberania da Justiça e do bom direito.
A decisão do TSE é por isso mesmo alentadora tendo ainda um poderoso efeito simbólico, porquanto sinaliza e adverte a Nação sobre a funesta escalada antidemocrática patrocinada pelo petismo e suas variantes oportunísticas. As vozes dos ministros do Tribunal materializam o panteão onde repousam as instituições democráticas, porquanto estas são tênues ideações valorativas, ainda que só nelas crepite, sem parar, a chama da liberdade.
O exercício da política ambientado na democracia é, por isso mesmo, a melhor escola da cidadania e, sobretudo, da boa ética. E não são os contumazes palanqueiros barulhentos da causa democrática e dos clamores libertários que lhe oferecem a salvaguarda. Mas o PFL. Sim, o PFL acusado pelos demagogos botocudos de fascista ou de nazista, quando a intolerância petística espalhou pelas paredes e muros de Brasília uma grotesca ofensa ao ex-Senador Jorge Bornhausen, provavelmente as mais vil, a mais mentirosa e insidiosa já perpetrada contra um Senador da República e respeitado líder político..
Nesta quarta-feira, o Senador Jorge Bornhausen transferiu a presidência do Partido a um jovem não sem antes providenciar um indispensável linimento democrático capaz de mitigar os golpes que o neo-poulismo lulopetista vem assestando contra as instituições. E foi mais além, ao preparar toda uma estrutura voltada à reformulação do PFL, a qual conduziu à sua nova denominação: Democratas.
A despeito de seus detratores, Jorge Bornhausen permanece, ainda que despojado de mandato, como um dos raros, senão o único, político brasileiro com visão de longo alcance e personalidade fundamental e decisiva nos momentos em que a Nação se vê ameaçada pelos tentáculos sorrateiros da tirania.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu nesta terça-feira, 27, que o mandato de vereadores, senadores, deputados federais e estaduais pertence ao partido e às coligações e não aos candidatos eleitos. Foram seis ministros a favor - que seguiram o voto do relator, Cesar Asfor Rocha, - e um contrário.
De acordo com a definição, o parlamentar eleito por um partido perde o mandato se trocar de legenda sem justificativa. E o partido pelo qual foi eleito tem direito a substitui-lo.
A interpretação da Justiça eleitoral é uma resposta a uma consulta do PFL, partido que já perdeu sete deputados federais até o momento, e não tem efeitos práticos imediatos. Trata-se de uma consulta administrativa, sem base em caso concreto. (Leia mais clicando aqui).
Hoje à tarde comentarei esta inédita decisão do TSE, com base em indagação formulada pelo PFL. Agora o Partido vai solicitar ao Arlindo Petraglia, presidente da Câmara, que declare vagos os mandatos dos trânsfugas do PFL, a fim de que o partido possa substituí-los pelos suplentes. Caso Petraglia se negue a fazê-lo, aí o caldo engrossará e a matéria, que é de direito constitucional, poderá subir para os píncaros do Supremo.
O PFL, que hoje fará sua convenção que mudará o nome da agremiação para DEMOCRATAS, entra de sola. E com o pé direito. Já comemorando uma grande vitória.
Foi só os caraminguás oficiais desaparecerem e a Carta Maior entrou na maior crise e pode fechar. Para quem não sabe é aquele site libertário e independente (epa!) no qual escreve Emir Sader, entre outros escribas que costumam terçar armas com os fatos em favor da ideologia. Em outras palavras: Carta Maior é um site lulístico-petóide que, no seu cabeçalho, rodou (ou ainda roda) por muito tempo um banner da Petrobras.
De repente, o duto que conduzia o combustível para a redação foi obstruído. Não se sabe por ordem de quem. Entretanto, pela primeira vez, desde que inaugurei este blog, sou obrigado a endereçar daqui os meus mais dignos encômios ao Apedeuta e seus sequazes, se foi deles que partiu a decisão.
Hei! turma que controla a gigantesca verba de publicidade da Petrobras! Anunciem aqui no meu blog. Entretanto, a linha editorial vocês já conhecem. E é inegociável.
EM TEMPO:Por um longo período fui cadastrado no site Carta Maior. Recebia a news-letter do site diariamente.
Depois que criei o blog eles simplesmente me deletaram, embora eu não tenha solicitado o cancelamento.
Como jornalista leio tudo, inclusive aquilo cujo teor posso não concordar. Vivo da informação. Para analisar e criticar, tenho que ler e estudar tudo. Não costumo emitir opinião por ouvir dizer. E, muito menos, por questões ideológicas.
Quem acompanha este blog sabe disso, embora alguns leitores que aqui comentam, vez por outra me agridem e me acusam de tucano, de fascista, de direitista e o escambau.
Mas eles sabem que o blog é democrático e mantém desde o seu início os comentários abertos sem monitoramento prévio, embora nos reservemos o direito de retirar aqueles que contenham ofensas pessoais e vocabulário chulo ou utilizem endereço de outro blog, como aconteceu nesta segunda-feira.
Ah, outra coisa: também não abro mão de exercitar aquilo que qualifico de "jornalismo politicamente incorreto".
Seguiram hoje para o Supremo Tribunal Federal as informações requeridas da Câmara dos Deputados para instruir o pedido da oposição para instalação da CPI do Apagão Aéreo. Por certo, os magistrados que compõem a Suprema Corte brasileira devem ter lido a extensa reportagem da revista Veja desta semana, que fez um verdadeiro inventário do que rola nos bastidores do mundo do transporte aéreo brasileiro, transformado num verdadeiro caos depois que o PT chegou ao poder.
E por quê? Há segundo a revista, inúmeras variáveis que concorrem para esta nefasta realidade que castiga os usuários do transporte aéreo. Entretanto, quando afirmo que o apagão aéreo, como se convencionou designar esse descalabro, começou depois que Lula e seus sequazes chegaram ao poder, está corroborado no que revela a revista Veja num trecho na sua reportagem:
“Desde sua criação, em 1972, a Infraero, estatal responsável por administrar os aeroportos brasileiros, foi gerenciada por técnicos. Em 2003, logo após tomar posse, o presidente Lula rompeu essa tradição e nomeou um político para o cargo – o hoje deputado federal Carlos Wilson. Amigo do presidente do PTB, Roberto Jefferson, o parlamentar seguiu à risca o manual de instruções do partido e transformou a empresa em um gigantesco centro de captação de recursos eleitorais. Auditorias do Tribunal de Contas da União já detectaram irregularidades em praticamente todas as obras realizadas nesse período nos aeroportos brasileiros. Há denúncias no atacado envolvendo a companhia em superfaturamento, licitações dirigidas, desvio de dinheiro e fraudes variadas que ultrapassam a cifra do bilhão”.
Como a mídia não é o Ministério Público e nem tem essa incumbência, é bom que se diga, não dispõe dos mecanismos investigatórios e das informações das quais privam de acesso apenas as instâncias oficiais, dentre elas, evidentemente, o próprio Ministério da Justiça.
Calcula-se, destarte, que as revelações de Veja sugerem apenas a ponta de um imenso iceberg que inclui incompetência, malversação de recursos públicos e a maldita corrupção e jogo de interesses escusos. Haja vista para o intocável patrimonialismo que domina o Estado brasileiro e que vem sendo turbinado com o advento da república sindicalista que aparelha até mesmo o serviço de cafezinho das instituições públicas.
E foi por isso mesmo que a tropa de choque governista, denominada “base aliada” acionou o seu rolo compressor para impedir – nem que a vaca tussa – a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito, agora conhecida como a CPI do Apagão Aéreo.
Abundam, portanto as informações, as evidências trágicas, trazidas ao conhecimento público pela revista Veja que os Senhores Ministros do STF não podem ignorar quando forem julgar o pedido da minoria em favor da criação da CPI.
Alguns poderão tergiversar, argumentando que a CPI não resolve nada e não pune ninguém. Ao que eu retruco: trata-se de meia-verdade. Às CPIs não compete punir, mas, sobretudo, abrir ao conhecimento da sociedade os desvãos do poder. Expor, por mais doloridas e nauseabundas que sejam, as chagas e as feridas podres da sociedade brasileira refletidas no poder o Estado. A CPI é um instrumento dos mais democráticos e tem uma função pedagógica construtiva e esclarecedora e, por isso, concorre moralmente para reprimir os abusos. Leva a sociedade a uma auto-reflexão naquilo que concerne à política e ao seu exercício.
A democracia só sobrevive sendo adubada pelo permanente e aberto debate. Se a tentativa de impedir isto logre sucesso, suas instituições demonstram-se frágeis e suscetíveis de esmagamento. Daí decorre como fundamental a decisão dos Ministros do Supremo neste episódio. Os cidadãos de bem, honestos e trabalhadores clamam por Justiça, Senhores Ministros.
García Márquez mais uma vez foi visitar Fidel. Com carinho tece-lhe elogios,
minuciosos e excessivos. É isso aí – intelectuais não resistem a um ditador. Raramente tomam o poder. Mas gostam de ser valet de chambre – criados de quarto. Adoram um boquete ideológico.
A ministra Matilde Ribeiro (na foto), titular da Secretaria Especial de Política da Promoção da Igualdade Racial (Seppir), diz que considera natural a discriminação dos negros contra os brancos. (Clique aqui para ler a entrevista completa). Escrito por Aluizio Amorim às 12h33
[ ]
[ envie esta mensagem ]
VIOLÊNCIA CHEGA A FLORIANÓPOLIS!
Autoridades de SC por favor,
reajam: fogo nos botocudos!
No final da tarde de hoje, escrevendo aqui no micro, levanto-me para ir à cozinha em busca de um café. Ao erguer-me da poltrona, bem próximo a uma janela, vejo que a uns 100 metros de onde estou, dois policiais militares vistoriam – ou dão uma geral no jargão da malandragem – em quatro ou cinco homens de costas com as mãos erguidas contra um muro.
O ambiente em que estou e seu entorno tinham a tradição de um pacifismo inaudito. Eu estou em Florianópolis num bairro, na Ilha cantada em prosa e verso como lugar de melhor qualidade de vida do país. Há alguns anos eu poderia andar com tranqüilidade em qualquer lugar de Florianópolis. Hoje não.
Agora, do outro lado da rua em que eu moro, assisto a uma ação policial. Chega logo mais uma viatura da PM. Mais dois ou três ou quatro policiais. Os homens continuam contra o muro. Os policiais falam pelo rádio. Telefonam de celulares. Parecem que falam e discutem algo entre eles e os supostos marginais que estão contra o muro. O clima se relaxa. Eles saem do muro. Os policiais aos poucos vão saindo dali. Eu estou longe, mais de 100 metros e não sei o que falam e o que dizem.
Os policiais vão embora, os homens que eram revistados são liberados e ficam por ali...eu e meus vizinhos perplexos.
Atendo depois ao telefone e vou narrando ao amigo que me liga o que se passa a 100 metros da minha janela. Esse meu amigo informa que sua filha, ontem, teria vindo a este bairro numa alegre chopperia que há por perto. Topou, ela o namorado e amigos, com o estabelecimento sendo assaltado. Correram apavorados para o carro e procuraram sumir dali o quanto antes.
O entorno da Universidade Federal de Santa Catarina é o maior antro de marginais, informa o meu amigo. Eu retruco: mas aqui onde estou sempre foi tranqüilo. Não há favelas próximas. E o meu amigo diz que estou enganado. Adverte-me: a Ilha que abriga Florianópolis, a capital catarinense, está tomada pelos botocudos. Sou obrigado a concordar com ele.
Este é um cotidiano que jamais imaginei quando há quase 38 anos deixei o Alto Vale do Itajaí, no interior catarinense e me fixei nesta Ilha maravilhosa e tranqüila para onde vim estudar na universidade.
Se as autoridades catarinenses não tomarem medidas drásticas imediatas, esta cidade entrará também no roteiro da violência que castiga a população honesta e trabalhadora do Brasil. Isto tudo está acontecendo muito depressa, principalmente depois que o governo de Lula e do PT foram reeleitos. Esta é que é a verdade. Depois que o PT chegou ao poder a violência aumentou e agora se alastra por todos os cantos do país.
O bando de botocudos começou a achar que é gente. Não é. Bandoleiro não é gente e nem titular de qualquer e direito. As autoridades catarinenses têm de tomar uma decisão enérgica imediatamente. A polícia não tem de dialogar com malandros. Tem de descer o sarrafo. Tem que mandar fogo nesses botocudos malditos que pretendem nos sitiar insuflados pela bandalha que tomou conta do poder, com o apoio dessa elite vagabunda e insaciável que desce as calças para permanecer perto do poder e dele continuar usufruindo.
Se não for tomada uma providência a Nação será destruída. Por isso apelo daqui deste blog às autoridades catarinenses, ao Governador Luiz Henrique, ao Comandante da nossa Polícia Militar, ao Secretário da Segurança Pública e à direção da Polícia Civil deste Estado que apliquem imediatamente as medidas preventivas e repressivas que a situação requer. Não permitam, autoridades catarinenses, que este fantástico Estado seja conspurcado e vilipendiado por essa corja de botocudos.
Trata-se de uma guerra entre as pessoas de bem, honestas e trabalhadoras que querem viver em paz e o bando de botocudos assassinos que anda à solta sob o beneplácito da horda petralha politicamente correta que os alimenta com a sua tolerância, invocando todos os dias os direitos humanos em favor dos malfeitores.
O Estado tem o dever constitucional de zelar pela ordem e fazer valer a lei.
Dez anos após a apresentação do primeiro mamífero clonado do mundo - a ovelha Dolly - cientistas anunciaram ter ido mais longe, com a criação de primeira ovelha-quimera: um animal com 15% de células e humanas e 85% de células animais, segundo informou o jornal "Daily Mail" na edição desta segunda-feira.
Esmail Zanjani, professor da Universidade de Nevada (EUA), passou sete anos desenvolvendo a técnica, diferente daquela usada para a criação de Dolly. Nela, injetam-se células humanas adultas em fetos de ovelha. O principal objetivo da equipe de Zanjani é o desenvolvimento de õrgãos humanizados que poderiam ser usados em transplantes. (Clique aqui para ler mais).
MEU COMENTÁRIO:De certa forma, essa descoberta do professor Esmail não chega a ser uma surpresa aqui no Brasil. É que naturalmente o povo brasileiro é uma manada de ovelhas, ou seja, misto de humano com ovino. É aquilo que se designa como povo carneiro pela docilidade e aceitação de todos os tipos de inqüidades.
Entretanto, essa espécie não se presta à produção de órgãos humanizados para transplante, como deseja a pesquisa do professor da universidade americana, já que é formada por botocudos.
Os animais do professor Esmail têm a pureza que os botocudos não têm, ainda que estes constituam uma manada de orelhas murchas.
No site Congresso em Foco, hospedado no IG, há uma longa entrevista com o jornalista Franklin Martins. Ao que parece Martins está muito excitado com esse status de “ministro” que Lula lhe deu e, por isso, deita falação. A certa altura de suas respostas longas e detalhistas, o novo “Ministro”, a versão século XXI do galinha verde Felinto Müller, escorregou feio.
Reproduzo na íntegra a pergunta e resposta em que Franklin se trai, há um grifo meu em vermelho. O suficiente para entender por que a Globo mandou o comentarista embora e confirma a crítica que tenho feito aqui à mídia e os jornalistas que se escondem numa falsa imparcialidade para fazer o descarado jogo de interesse do petismo. Senão, vejam:
Pergunta: Na sua opinião, muitos chefes dos principais veículos de comunicação hoje no Brasil são preconceituosos com a figura do presidente, até pela origem dele, e de certa forma isso acaba sendo reproduzido nos jornais, nas revistas e na televisão? Há como combater isso?
Franklin Martins: Se há uma coisa que eu não tenho a pretensão de fazer é eliminar o preconceito da vida. Preconceito é uma coisa muito difícil de superar, de eliminar. Às vezes têm pessoas que têm preconceitos e são obrigadas, pela disputa política, a começar a rever a situação. Quando começamos a campanha eleitoral, boa parte da oposição era preconceituosa com o Bolsa-Família. Chamava de Bolsa-Esmola. O Bolsa-Família seria uma forma de corromper a população. O debate político, durante a campanha, fez com que esses setores, no final, parassem de discriminar o Bolsa-Família. O processo não é rápido, é demorado. Acho que o preconceito com o presidente, no fundo, é um preconceito contra o povo brasileiro. Acho difícil que órgãos de imprensa importantes consigam manter uma relação preconceituosa com o povo brasileiro durante muito tempo.
Peguei a deixa para este post lá no blog do Reinaldo de Azevedo (link permanente na coluna ao lado), onde ele analisa a entrevista inteirinha. Vale a pena conferir.
A afro-descendente Maria Eni morreu depois do alisamento
Produto para alisar cabelo pode
ter ocasionado morte de mulher
A Vigilância Sanitária de Goiás investiga dois casos de mulheres que passaram mal depois de se submeter ao tratamento conhecido como escova progressiva, usado para alisar os cabelos. Segundo a coordenadora de fiscalização de produtos do órgão, Valéria Rodrigues de Oliveira, uma mulher foi internada em Formosa, depois de ter cremes de alisamento aplicados nos cabelos, na semana passada. O outro caso aconteceu em Goiânia, mas ainda não há detalhes. (Clique aqui para saber mais).
A executiva do PFL realiza nesta quarta-feira, dia 28, em Brasília, a convenção nacional extraordinária que deverá mudar para ‘Democratas’ o nome do Partido da Frente Liberal. O encontro será das 9 às 14 horas, no auditório Petrônio Portela, do Senado Federal.
Da ordem do dia constam deliberações sobre calendário de convenções ordinárias, municipais, regionais e nacional, proposta de reforma do estatuto, que prevê a nova denominação partidária, e eleições da comissão provisória e dos conselhos político, de ética e fiscal.
De acordo com os encaminhamentos, o deputado Rodrigo Maia (RJ) deverá ser o primeiro presidente do Democratas. O conselho político será presidido pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e a Fundação Liberdade e Cidadania, pelo atual presidente do PFL, Jorge Bornhausen.
Seis catarinenses têm direito a voto na convenção: Cesar Souza, Mário Petrelli, Geraldo Althoff, Paulo Roberto Bornhausen, Rogério Kracik e Nelson Morro. No lugar de quem faltar, poderá votar um dos suplentes: Pedro Bittencourt Neto, Paulo Gouvêa da Costa, Gervásio Silva e Jorge Bornhausen.
Com novos estatuto, programa e carta de princípios, a expectativa é de que o Democratas tenha as comissões provisórias estaduais formadas até 2 de abril e as municipais até o final de maio. As convenções ordinárias municipais devem ser em setembro, a estadual em outubro e a nacional em novembro ou dezembro.
O presidente do futuro Democratas de Santa Catarina, senador Raimundo Colombo, apóia a mudança: ”Não se trata apenas de alteração de nome, mas de modelo político, reposição do Estado para uma nova missão de defesa da democracia, em risco diante do avanço do populismo na América Latina”, diz.
E o meu amigo Horácio Braun resolveu partir. Conheci Horácio na metade da década dos anos 60 em Blumenau, a sua terra natal. Éramos jovens músicos. Os Beatles estavam na ordem do dia. Ele tocava bateria numa banda de rock (não recordo o nome) e nessa mesma época eu também tinha uma banda e tocava guitarra. Morava em Rio do Sul, minha terra natal, distante cerca de 100 quilômetros da progressista Blumenau.
Como eu Horácio acabou enveredando pela área da comunicação. Era jornalista, publicitário, cronista, humorista, músico e piadista emérito. Mantinha uma coluna diária no Jornal de Santa Catarina de Blumenau.
Há alguns anos criou o Bistrô 69, um bar incrível que fica no shopping Neumarketing, em Blumenau e que ele havia rebatizado de Botequim Colonial 69. No cardápio, além do chopp, uma miríade de ofertas de tira-gostos baseados na culinária dessa região onde os costumes dos colonizadores alemães vigoram até hoje e conferem a Blumenau uma característica ímpar. Admirava a sensibilidade de Horácio para esses detalhes e no que se refere à preservação da cultura local.
E por anos seguidos continuei (e continuo) visitando Blumenau. A primeira coisa que fazia ao chegar lá era ir ao que eu chamava “o bar do Horácio”. Cultor da boa música, Horácio apresentou centenas de bandas e artistas no seu botequim. Por inúmeras vezes toquei piano apoiado pelo som do atabaque executado de uma maneira peculiar por ele. Era um percussionista competentíssimo. A última vez que estive com Horácio, no final da primavera passada, foi quando ele lançou um CD com gravações das orquestras, bandas e vários músicos que se apresentaram no Botequim.
Quando em 2000 lancei o meu livro “Nazismo em Santa Catarina”, contei com o apoio do Horácio, tendo realizado no seu bar um lançamento especial.
Logo que chegava ao Botequim estava lá o Big Braun, sentado numa das mesas dando tratos num chopp geladíssimo, invariavelmente rodeado de amigos e conversávamos sobre tudo. E ríamos à farta das piadas e histórias que Horácio contava.
Era um figurasso. Irreverente, festeiro, de bom humor e sempre com uma novidade para revelar. Há um link permanente na coluna ao lado para o blog que ele mantinha com seu filho, o Júnior, o “Coisas do Horácio”.
Ao abrir o computador hoje pela manhã recebi a infausta notícia através de e-mail do nosso amigo comum Sponholz. O corpo de Horácio será cremado hoje em Curitiba. No seu blog há um texto de seu filho revelando que Horácio Braun se foi feliz, vendo as fotografias de seu netinho querido. Ele faleceu ontem à noite aos 58 anos de idade. Há 20 dias, quando já estava hospitalizado em função de severa diverticulite (sofreu duas intervenções cirúrgicas), nasceu o netinho.
A favela da Rocinha, no Rio: exemplo do absurdo brasileiro.
Descriminalização do aborto
com o controle da natalidade
O projeto de lei que descriminaliza o aborto e que traz o assunto ao debate é importante não só ao que tange questão que enfoca, mas também naquilo que é respeitante ao seu desdobramento. No que se refere à descriminalização, ao ser transformado em lei, o projeto eliminará o aborto clandestino que é escamoteado pela hipocrisia.
Não conheço estatísticas, mas muitas mulheres devem morrer nas mãos de verdadeiros açougueiros de fundo de quintal, quando não ingerem estranhas beberagens ditas abortivas que causam sérios danos aos seus organismos e até mesmo a morte.
As mulheres que dispõem de dinheiro, é claro, procuram clínicas assépticas que se dedicam a esse atendimento, ainda que na clandestinidade, já que a prática do aborto está tipificada como crime pela lei. O designado “aborto terapêutico” é utilizado por quem pode remunerar o serviço.
Então esses movimentos politicamente corretos e religiosos em defesa da vida não passam de falácias hipócritas. Além disso são tolerantes com a existência desses verdadeiros açougueiros de subúrbio e curandeiros que ministram indigestas “garrafadas” a incautas mulheres pobres e ignorantes.
Quando digo que o assunto se desdobra é por que ele traz consigo a discussão em torno de crenças e tabus arraigados que são propalados como verdades pelas religiões e seitas. Não há qualquer ponto de ligação entre crença religiosa e crendices correlatas em divindades extra mundanas e a ciência. Ou você acredita em duendes,gnomos ebruxas?
O ponto crucial desta distinção é de ordem epistemológica. A primeira baseia-se na “certeza” que se ampara no dogma; a segunda, radica sobre a dúvida e, requer por isso, a verificação da prova. A ciência faz permanente autocrítica e admite a sua limitação; a crença religiosa é auto-suficiente e, por isso, proscreve a dúvida. Sua crença inquestionável e dogmática acaba sempre determinando o aparecimento do fanatismo e do fundamentalismo.
O crente poderia colocar aqui uma objeção e tergiversar argumentando que os ateus e cientificistas subjugam-se à ciência depositando nela a sua fé. Isto representa meia-verdade. É certo que cientificistas crêem na ciência, mas sem qualquer viés de fanatismo, já que a metodologia científica repousa na racionalidade a qual é o ponto de partida para a dúvida. A ciência moderna, baseada em cânones racionais, não possui qualquer anteparo ao ato cognitivo.
A interposição de crenças religiosas no âmbito do Estado sempre gerou problemas de ordem social. A construção do Estado moderno, democrático e de direito, repousa na laicidade. Os problemas sociais, como o aborto clandestino, não podem ser equacionados no plano da fé, mas no âmbito da ciência.
A racionalidade está a indicar que a criminalização da prática abortiva clandestina impõem o sacrifício da vida a grande número de mulheres e, numa outra ponta, promove o enriquecimento ilícito dos proprietários de clínicas que ganham muito dinheiro, justamente pela permanência da tipificação do aborto como crime, tal qual opera o contrabando de mercadorias ou o jogo do bicho. A ilegalidade, neste caso, é um maná. A informalidade passa a ser a regra que norteia os negócios em todos os âmbitos, inclusive naquilo que concerne à saúde.
A descriminalização do aborto vem, por isto mesmo, atender a duas necessidades: uma no âmbito da saúde pública para liquidar de uma vez por todas com esses verdadeiros “açougues” e, outra, no fechamento de clínicas clandestinas que exploram comercialmente essa atividade, com a agravante de que fogem do fisco.
A permanência da criminalização do aborto impõe, destarte, prejuízo para a saúde das mulheres das classes mais pobres e, ao mesmo tempo para o próprio Estado, que se vê privado de tributar clínicas que não contabilizam os resultados financeiros da prática médica abortiva, à qual é feita à sorrelfa quando não estiver consentânea com a legislação pertinente.
Entretanto, entendo que a descriminalização do aborto deve integrar um elenco de reforma legal mais abrangente. Impõe-se, de forma concomitante, um rigoroso programa de controle da natalidade. Primeiro no âmbito da saúde pública, com o Estado fornecendo a assistência médica gratuita para os setores mais pobres da população, incluindo a ampla distribuição de medicamentos contraceptivos e cirurgias que promovam a esterilidade de mulheres e homens.
Esta medida deve ser também acompanhada de uma legislação que estabeleça um limite mínimo de filhos por família, independente de condição financeira. Finalmente, o programa de controle da natalidade deverá atingir a área educacional criando-se disciplina própria, já no ensino fundamental, que envolva a educação sexual, a prevenção às DSTs, e a conscientização sobre a importância e o alcance do controle da natalidade nos âmbitos da saúde, da ecologia e, por fim, da própria inclusão social.
O Brasil já está atingindo quase 200 milhões de habitantes, mesmo que estatísticas recentes tenham apontado um leve decréscimo da natalidade e número de filhos por casal. Entretanto, verifica-se que é um país ainda de população crescentemente jovem.
Grande parte dos problemas sociais e ambientais está imbricada no desmedido aumento populacional do planeta. Os recursos naturais disponíveis, quando não estão já se exaurindo, requerem o dispêndio de grande esforço do homem para consegui-lo. Amplia-se a demanda por energia.
Todo o discurso ecológico-ambientalista descura esta questão crucial que é o controle da natalidade. A diminuição da população terá grande impacto positivo não só na esfera ecológica, mas também no equilíbrio e diminuição das desigualdades sociais. Menor população permite a otimização dos recursos e tenderá, gradualmente, a diminuir a violência que grassa nos grandes conglomerados urbanos bem como às agressões ao meio ambiente e a limitação na demanda energética.
O que apresentei até aqui são algumas idéias que devem ser amparadas, evidentemente, em adequado estudo envolvendo as diversas áreas de especialidades afins. Entretanto, acredito que se sobrepõem racionalmente ao discurso fácil do politicamente correto e da banalização ideológica propalada por um esquerdismo e um ambientalismo, ambos anacrônicos e irracionais, coajuvados pela pregação dos igrejeiros.
Da mesma forma mostra que as ladainhas dos arautos de igrejas e seitas estão longe de contemplar qualquer ação objetiva na busca da civilidade e do bem-estar da sociedade. Pelo contrário, contribuem para que o Brasil caminhe para um estado de terrorismo crônico pelo esgarçamento do tecido social, fato que abre as portas para a anomia tendo como corolário a fundação de um novo Estado, sob a dominância do crime organizado.
Aos defensores da igualdade, da fraternidade e de uma sociedade mais justa, caso estejam falando sério, recomendo uma boa reflexão sobre o que está acontecendo. Diz o velho adágio que contra fatos não há argumentos. Neste caso, e longe de quaisquer sortilégios e orações, a boa ciência pode vir em nosso socorro.
A ação nefasta dos igrejeiros aproveitando-se da ignorância
Igreja católica deflagra uma
campanha de imbecilização
Olhem aí. Padre Marcelo Rossi contra o aborto legal. Prefere os açougues de fundo de quintal. É a Igreja Católica da inquisição agindo impunemente, levando a ignorância às massas. Hoje em São Paulo a máquina da igrejacatólica já começou a funcionar contra projeto de lei que descriminaliza o aborto e mobilizou a massa ignara. Comentarei isto daqui a pouco. (Foto e informações da Agência Estado). Escrito por Aluizio Amorim às 18h33
[ ]
[ envie esta mensagem ]
SINAL DOS TEMPOS
A verdade na grande mídia
passa a ser apenas semanal
O que segue é a coluna do Diogo Mainardi na Veja desta semana. Para ler algo consistente e que fuja ao lugar comum das louvaminhas ao governo e à difusão da idiotice do politicamente correto é preciso esperar durante uma semana. Sim, uma semana, porque a Veja é uma revista semanal. Transformou-se no único veículo da grande mídia a dizer a verdade e não tolerar o banditismo e nem veicular textos que invocam os direitos humanos para os criminosos.
Não é à toa que sobram processos judiciais contra Diogo Marinardi, a voz solitária da grande imprensa. Ele não é jornalista. Ainda bem. Eu, Aluízio Amorim, sou jornalista. Mas sinto vergonha de ser um profissional da comunicação pela ação nefasta da maioria da categoria da qual faço parte e que está estampada diariamente nos jornais.
O CADÁVER DE IPANEMA
Diogo Mainardi
Pode haver algo melhor do que andar de bicicleta com dois filhos, no domingo, na orla de Ipanema, olhando para o mar e sentindo o odor de um cadáver putrefato? Foi o que aconteceu comigo na semana passada. O cadáver putrefato encontrava-se no banco traseiro de um carro prateado, estacionado no canteiro central da Avenida Vieira Souto, à altura do Posto 9, a menos de 100 metros de onde eu moro. O porteiro de um prédio vizinho, um dos primeiros a chegar ao local e analisar o cadáver, com o rigor de um perito forense, com a argúcia de um inspetor Grissom, informou-me que o corpo pertencia a um jovem negro de jaleco, amordaçado e com as mãos atadas.
Fiquei o resto do dia matutando sobre o crime. Elaborei uma série de teorias a respeito do jovem negro de jaleco. É o grande passatempo carioca, que desperta a fantasia e ocupa alegremente nossas tardes de domingo: quem é o morto? Só consegui obter a resposta exata algum tempo depois, numa matéria de O Globo. Nome: Rômulo Luiz dos Santos. Idade: 18 anos. Antecedentes penais: roubo de carro e assalto a mão armada. Causa mortis: ferida com objeto contundente. Exame do corpo: sinais de tortura, com queimaduras e pancadas na cabeça.
O jaleco? O jaleco era da proprietária do carro prateado, uma médica assaltada na semana anterior, em Botafogo. Na segunda-feira, o cadáver do Posto 9 cedeu o lugar ao cadáver da Via Dutra. O crime da Via Dutra já foi descrito em todos os seus detalhes. Sébastien Gressez era músico. Percorria o Brasil com um grupo de teatro, apresentando-se gratuitamente em comunidades carentes. Um pneu furado o obrigou a parar no acostamento da estrada. Dois assaltantes chegaram de motocicleta. Queriam seu telefone celular. Sébastien Gressez reagiu fechando a janela do carro. Um dos assaltantes o baleou na frente de sua mulher e de sua filha de 3 anos. Ele morreu a caminho do hospital.
O assassinato de Sébastien Gressez foi assombroso. Ainda mais assombroso é o perfil de quem o assassinou. De acordo com a polícia, Sébastien Gressez foi morto por seu xará Sebastião Gama de Paula, conhecido como Tindoco ou Bandido das Cavernas. No passado, ele já foi preso por homicídio. Condenaram-no a oito anos de cadeia. Depois de ter cumprido um sexto da pena, ganhou a liberdade condicional. Está foragido desde 2004. Cometeu mais sete assassinatos no período. Sete.
Vamos lá:
• Um assassino pode ser condenado a uma pena de somente oito anos. • Um assassino pode ser solto depois de passar somente um ano e meio na cadeia. • A liberdade condicional é, na prática, incondicional. Só no Rio de Janeiro há 6.254 foragidos. Quase todos se aproveitaram do relaxamento da pena. • Um psicopata que cometeu sete assassinatos está livre para cometer o oitavo.
Sabe o que isso significa? Isso significa que o próximo cadáver a animar as tardes de domingo tem tudo para ser o seu ou o meu.
O editorial de O Estado de São Paulo deste sábado merece ser lido. Segue um excerto:
(...) a lembrança de Prestes e Vargas no mesmo palanque e a atualidade de Lula e Collor à mesma mesa, estes mais à vontade diante das câmaras, se tangenciam.
Não porque se esteja diante de duas situações em que, por mútua conveniência, velhos inimigos políticos aparentam se reconciliar: em 1945, Prestes precisava de Vargas para conseguir a legalização do seu partido, e Vargas precisava de Prestes para, em última análise, se manter no Catete; em 2007, Lula precisa até de Collor para ampliar além de qualquer limite razoável a coalizão de apoio ao seu governo, e Collor precisa de Lula para obter do popular presidente o aval que completaria o branqueamento de sua figura, de volta em grande estilo aos palcos políticos.
É outro, em todo caso, o ponto de contato entre dois acontecimentos separados por seis décadas de profundas mudanças. Trata-se do que um protagonista havia antes infligido ao hoje amigo, no plano pessoal. (Clique aqui para ler tudo).
Um grupo de webdesigners, documentaristas, diretores de cinema e jornalistas de várias partes do mundo criou o site greatfirewallofchina.orgo objetivo de dar transparência e incentivar o debate sobre a censura na China. O endereço eletrônico permite que qualquer usuário verifique quais sites os internautas chineses podem ou não acessar. Os portais brasileiros G1 e Uol são alguns dos 20 mil endereços bloqueados. (Leia mais sobre este site clicando aqui).
Entre no site e verifique na hora se o seu blog ou site é bloqueado pela ditadura chinesa. Ou mesmo experimente a testar outros sites. É simples e fácil verificar e ver do que é capaz uma ditadura, seja ela de qualquer matiz ideológico. Basta clicar no link contido no texto acima. Mande ver.
Hoje em dia continuamos a viver atrás de facilidades preferivelmente alcançadas por esperteza ou doação de alguma autoridade paternal. Não temos de modo geral o sentido de conquista no tocante ao esforço pessoal, não nos faltando, porém, a capacidade predatória. Não sabemos exercer o poder, mas tão-somente nos beneficiar do poder.
Simulamos democracia, mas somos autoritários. Preferimos sempre culpar alguém ou algo para nos eximirmos de nossas responsabilidades. Somos ufanistas com relação à nossa cultura da malandragem e da sem-vergonhice.
Recentemente chegamos ao fundo do poço. A ausência total de valores estimula a mentira e a corrupção. O mínimo de moralidade pública e privada foi corroída no país onde todos são “heróis”.
O que transcrevo acima é o excerto de um artigo da socióloga Maria Lucia Victor Barbosa, que está no site Diego Casagrande, onde também colaboro com alguns escritos. Recomendo a leitura, principalmente quando “neste país” a sociologia está desacreditada pela ideologização que grassa na maioria dos centros de ciências sociais das universidades brasileiras.
Maria Lucia, no entanto, é uma agradável exceção. Clique aqui para ler na íntegra o seu artigo. É, na verdade, um libelo e um desabafo ante a dominância da imoralidade em todas as esferas da sociedade brasileira.
Todos os ingressos vendidos, mas com boa organização.
“Ricaldinho da Ilha”, a grande
festa do aniversário de Floripa.
Boa comida, bebida, música excelente, alto astral sob a energia de um sol radiante à beira-mar, a festa “Ricaldinho da Ilha”, organizada pelo jornalista Ricardinho Machado, pelo sétimo ano consecutivo, foi um tremendo sucesso.
Imaginem um dia de sol outonal com sabor de verão, na beirinha do mar sob a legendária Ponte Hercílio Luz, onde a Ilha de Santa Catarina tem seu ponto de máxima aproximação com continente.
Acrescentem aí a fantástica banda Stagium 10, do meu amigo maestro Zezinho, cerveja geladíssima e uma profusão de caldos de diferentes sabores da gastronomia ilhoa. Pronto. É festa para ninguém botar defeito.
Além disso o clima era de absoluta animação, confraternização e civilidade. Foi o ponto alto do aniversário de Florianópolis, que nesta sexta-feira soprou 281 velinhas. Um bolo gigante de aniversário foi a sobremesa.
O som – de primeiríssima qualidade, pilotado pelo maestro Zezinho - rolou durante toda a tarde, até que o sol se escondeu lá pelas bandas do Brasil. Sim, porque Brasil é o Continente. A Ilha, é a Ilha que abriga a capital catarinense.
Ilhéus de boa cepa curtem essa agradável sensação de que estão fora do Brasil, se bem que a Ilha vem sendo assediada por forasteiros de todos os quadrantes do planeta. Sim, é isso mesmo. Mais para o mal do que para o bem, entendem?
O responsável por essa tarde agradável é o famoso ilhéu Ricardinho Machado. Jornalista criativo, grande figura humana, sempre bem humorado e divertido. O blog manda daqui um abração para o Ricardinho e a toda a sua equipe, além de agradecer as gentilezas.
Uma mega-operação foi deflagrada hoje pela Polícia Civil em 25 Estados e no Distrito Federal. Cerca de 30 mil delegados e investigadores foram às ruas atrás de ladrões, seqüestradores, falsários, homicidas, estupradores e outros criminosos.
Só em São Paulo foram cumpridos 1.395 mandados de busca e apreensão. Pelo menos 2 mil pessoas foram presas no País, a imensa maioria pelos policiais paulistas - 1.894 detidos.
Foi a primeira operação do gênero na história das polícias estaduais no País. Foi também a maior ação policial já realizada no Brasil. (Do site UOL).
PERGUNTA:Vocês não acham que a polícia esqueceu de prender mais alguns criminosos...???
O Supremo Tribunal Federal negou pedido de extradição do colombiano Francisco Antonio Cadena Colazzos, o Padre Olivério Medina, e também decidiu pelo fim de sua prisão domiciliar, que cumpre em Brasília. Os ministros do STF entenderam que a condição de refugiado - concedida no ano passado - impede a extradição.
Ex-dirigente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), é acusado em seu país de ter comandado ataque a unidade do Exército, quando dois militares foram mortos e 17 seqüestrados. Segundo o STF, a condição de refugiado impede pedido de extradição baseado em fatos que fundamentaram a concessão de refúgio.
No ex-blog de hoje:
01. As Farcs são internacionalmente identificadas como organização terrorista e narcotraficante. 02. O "padre" Medina depois de matar e seqüestrar veio para o Brasil. Isso em 1997. Entrava e saía. E quem sabe trazia drogas. 03. Em 2005 foi preso, mas aí o governo do PT-Lula lhe deu status de refugiado político. 04. Resultado: agora o STF não pode autorizar sua extradição. 05. Um carinho do governo do PT ao terror. E um atrativo para usar o Brasil como base.
O Luiz Carlos Azenha, jornalista da Globo, também tem um blog, intitulado “Vi o mundo – o que você nunca pôde ver na TV”. Dia desses vi o Reinaldo Azevedo lançando uma isca para pescar uma polêmica. E o Azenha mordeu a isca. De um pé de galinha Reinaldão fez uma canja. Dêem uma olhada no blog do Reinaldo de Azevedo, link permanente na coluna ao lado. Na verdade não é bem uma canja, é um picadinho...hehe Escrito por Aluizio Amorim às 09h29
[ ]
[ envie esta mensagem ]
CASO JOÃO HÉLIO
Em julho menor poderá estar
em regime de semiliberdade
A juíza Adriana Angeli de Araújo, da 2ª Vara da Infância e da Juventude, decidiu na noite desta quinta-feira aplicar a medida sócio-educativa de internação, a mais dura possível, ao menor E., de 16 anos, envolvido no assalto que resultou na morte do menino João Hélio Fernandes Vieites, 6 anos, arrastado por mais de sete quilômetros em 7 de fevereiro no Rio.
O prazo máximo de internação é de três anos, mas o tempo que E. passará na instituição não é determinado pela sentença. Ele será avaliado a cada quatro meses e, em tese, pode ser beneficiado com o regime de semiliberdade já em julho.
Sinceramente eu não coloco em discussão o aumento salarial dos deputados e nem mesmo do presidente da República ou de outros cargos equivalentes, desde que obedeçam à legislação e se estiverem restritos a perdas com a inflação, como ocorre na reposição salarial dos demais trabalhadores brasileiros que estão na formalidade.
O que não dá para concordar é que tentem enganar o distinto público, elevando na verdade os seus salários em 61,52%, e não em 26,49% que corresponderiam ao período da inflação acumulada.
De forma matreira o decreto que promove o aumento autoriza os deputados a gastar até 30% dos R$ 15 mil de verba indenizatória sem apresentação de recibos nem notas fiscais.
Com esta esperteza o salário dos parlamentares pulam dos R$ R$ 12.847,20 para generosos R$ 20.750,42, e não para os R$ 16.250,42, como pretendem fazer crer. (A informação é do jornalista Fernando Rodrigues).
Um sintoma da fraqueza política da oposição já se pode notar quando setores organizados da sociedade começam a cobrarde forma autônoma a abertura da CPI, desistindo de recorrer aos seus representantes que são os deputados.
É o caso da Associação Brasileira de Parentes e Amigos das Vítimas de Acidentes Aéreos (Abrapavaa), criada pelas famílias de vítimas do acidente do Fokker 100 da TAM em outubro de 1996.
Esta entidade já começou a se mexer enviando uma nota à imprensa condenando a anulação da criação da CPI do Apagão Aéreo pela Câmara dos Deputados.
A iniciativa dos parentes das vítimas, segundo esta notícia que está no G1, corrobora de forma muito clara o que postamos logo abaixo a respeito da inércia da oposição na mobilização popular.
Se realmente a oposição quiser manter os quase 40 milhões de votos que obteve na última eleição presidencial é bom se mexer. Há um imenso contingente da população brasileira que não aprova o desgoverno do PT e se vê completamente órfã de uma voz no parlamento.
Agora, depois da operação “rolo compressor” do Planalto para evitar a CPI do Apagão Aéreo, a oposição (ou melhor, o PFL) vai distribuir panfletos nos aeroportos do país e tentar fazer um abaixo-assinado pró-CPI.
Segundo o líder do PFL na Câmara, deputado Onyx Lorenzoni (RS),a intenção dos panfletos é mostrar "quem está do lado da população e quem está contra". No material haverá fotos dos parlamentares que votaram contra a investigação. Onyx também quer o Ministério Público apure o caso, visto que o MP foi essencial para desvendar escândalos nos Correios, segundo noticiou o site Diego Casagrande (banner-link permanente na coluna ao lado).
Já sente um cheiro de pizza no ar. Se a oposição não ir para as ruas – ou melhor, aeroportos – tudo leva a crer que o Supremo lavará as mãos.
Numa prática nitidamente botocuda, internautas de Canhotinho, resolveram criar uma comunidade no Orkut, denominada “As putas de Canhotinho”. A comunidade colocou fotos das adolescentes como participantes de um concurso mensal em que os internautas escolhem "a prostituta do mês". A mãe de uma adolecente de 14 anos flagrou o lance e denunciou. Vejam o que aconteceu:
Há nove dias a população de Canhotinho, município pobre a 223 quilômetros do Recife, no agreste, não tem acesso ao Orkut - página de relacionamentos na internet, da empresa Google. O bloqueio, determinado pelo Ministério Público e acatado pela Justiça da comarca, visa diminuir o constrangimento de adolescentes - e suas famílias - que tiveram fotos suas usadas indevidamente, e de forma difamatória, em uma comunidade da página intitulada "As putas de Canhotinho". (Clique aqui para ler a matéria completa).
De vez em quando utilizo uma dessas lan houses. Constato sempre que cerca de 90% dos internautas estão ali navegando no Orkut ou em outros sites de relacionamento. Fosse apenas para relacionamento, namoro, tudo bem. Internet, como o celular, é uma coisa destinada (entre outras finalidades menos importantes) a efetivar encontros amorosos, aliás a única coisa que presta e dá prazer na vida e a macacada vive atrás disso o tempo todo. Tem razão. Mas notem bem, eu disse humanos, no contexto na civilidade. Acontece que a maioria da população brasileira é composta de botocudos.
E são esses jovens imbecis que daqui a pouco serão as autoridades brasileiras, os profissionais liberais, os médicos, advogados e, cáspite, os jornalistas.
Um vídeo anti-Hillary Clinton, feito a partir de uma propaganda da Apple, chamada "1984", em que faz menção ao clássico de George Orwell, já foi visto, até o momento desta postagem, por mais de 2 milhões de internautas, mas se somar as outras cópias do vídeo é possível que já tenha ultrapassado a marca de 3 milhões.
O vídeo termina dizendo "Em 14 de Janeiro se iniciará as primárias democratas. E você verá que 2008 não será como '1984' ", então um "O" estilizado (lembrando a maçã da Apple) e o site oficial de Barack Obama, que também está na corrida à sucessão de Bush. Obama faz o tipo populista.
A equipe de Obama disse não ser responsável pelo vídeo, inclusive já foi feita uma resposta a este vídeo, com Obama no lugar de Hillary, mas um pouco mal feito, já que o referente à ex-primeira dama é bem profissional.
Compare clicando aqui para ver o vídeo de Obama e, aqui, para o da Apple.
(Esta informação está no ex-Blog do prefeito do Rio, Cesar Maia. Interessante notar que pela manhã o vídeo, segundo o ex-Blog, já tinha sido visto por mais de 1 milhão de internautas. Agora à tarde este número já havia dobrado).
Isto dá para ter uma idéia do impacto da internet nas eleições futuras, particularmente em países altamente democráticos, como é o caso dos Estados Unidos. Além, é claro, do fato de que esses países tem uma população 100% alfabetizada e com amplo acesso à internet
Para agir de maneira ética, basta pensar de maneira racional ou é preciso se deixar envolver também pelas emoções? De acordo com um estudo publicado ontem, julgamentos morais que as pessoas fazem quando estão diante de um dilema são mais emocionais do que se imaginava - sinal de que a moral não é baseada só na cultura e faz parte da natureza humana.
MEU COMENTÁRIO:A afirmativa do que está acima é excerto de uma matéria interessante que está na Folha de São Paulo de hoje. Se a moral não é baseada apenas na cultura, aqui entendida como o conjunto de valores que se oferece à escolha do sujeito na esfera da ação e relação social, supõe-se então que no processo evolutivo a própria natureza teria determinado uma área cerebral que conduziria os humanos a agir de determinada forma instintivamente.
Como se sabe cientificamente, o processo evolutivo não tem desígnio ético e moral, é puro acaso. Aqui surge a minha indagação em termos de hipótese: poderia ocorrer no processo evolutivo a formação de humanos cujos cérebros não sejam dotados dessa área ligada à moral? Neste caso prevaleceria o tipo de cérebro dos chimpanzés nossos ancestrais?
É o que sugere, pelo menos, o comportamento de certos seres humanos e de determinados povos.
Clique aqui para ler a matéria na íntegra sobre esta interessante pesquisa que postei no meu blog suplementar.
Uma antiga desconfiança da oposição foi parcialmente confirmada ontem pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Após auditar a Controladoria Geral da União (CGU) — responsável, entre outras coisas, por fiscalizar o bom uso do dinheiro público repassado aos estados e municípios —, o TCU encontrou um desequilíbrio favorável ao PT.
Cidades com mais de 500 mil habitantes simplesmente não são submetidas à lupa da instituição. E o partido do presidente da República é justamente aquele que administra o maior número de municípios a partir desta linha de corte.
Como conseqüência natural, os prefeitos petistas das grandes cidades receberam e gastaram a maior fatia dos recursos federais sem receber qualquer atenção do “xerife”. (Clique aqui para ler a matéria completa).
O vice-presidente do Banco Santander e membro do Conselho Consultivo do Grupo Estado, Miguel Jorge, será o Ministro do Desenvolvimento no lugar de Furlan. Jornalista de profissão, Miguel Jorge foi editor-chefe do jornal O Estado de São Paulo, mas há alguns anos trocou a profissão de jornalista pela de executivo empresarial. Mas continua ligado ao Grupo Estado, já que integra o Conselho Consultivo dessa empresa jornalística.
Na quarta-feira, Jorge esteve em Brasília e, em conversa com Lula, foi convidado para assumir a vaga de Luiz Fernando Furlan. O executivo aceitou. É o novo Ministro do Desenvolvimento do governo lulopetista. Hummm....
Como era esperado a base governista na Câmara, constituída pelos botocudos PT, PSOL e excrescências afins e mais os adesistas representados pelo PMDB, derrubaram por 308 votos a 141 dados pela oposição, a constituição da CPI do Apagão Aéreo.
O mais curioso é que o que estava em causa no debate em plenário não era o mérito do pedido da minoria, mas um requerimento petralha postulando inexistência “fato determinado” para a instalação dessa CPI. O Presidente da Câmara, Arlindo Petralha decidiu levar o recurso, com efeito suspensivo, à aprovação do plenário.
Na verdade, o efeito suspensivo jamais deveria ter sido votado, porque, ao ser aprovado pela maioria do plenário, acabou invertendo um princípio da CPI de ser um instrumento da minoria (são necessárias as assinaturas de, ao menos, um terço dos deputados para sua instalação). A Oposição conseguiu 211 assinaturas, portanto 40 a mais do que o mínimo exigido.
Agora resta esperar que os magistrados que compõem o Supremo Tribunal Federal votem favoravelmente ao recurso interposto pela oposição e ordene a abertura da CPI. Há fumus boni iuris no pleito oposicionista, diria um jurista. Eu particularmente não vejo apenas fumaça, eu vejo um verdadeiro incêndio!
Caso os Ministros do Supremo convalidem a manobra malandra dos governistas em conluio com Arlindo Petralha, é sinal que a democracia brasileira está com seus dias contados.
O Supremo deve se manifestar na próxima semana. E sabem também seus Ministros que por trás dessa incrível manobra do petismo há uma caixa preta onde se esconde o interruptor do apagão aéreo. Aberta a caixa preta calcula-se que surja um novo escândalo de proporções, diríamos, petísticas.
Há duas saídas: ou os magistrados fazem valer o que manda a Constituição e garantem a prevalência do regime democrático, determinando a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar de uma vez por todas a origem do descalabro no sistema aeroviário brasileiro, ou transigem e passam a ser os novos comensais desse tétrico banquete de abutres.
Começou há pouco a sessão extraordinária da Câmara dos Deputados que deverá votar o recurso do PT contra a CPI do Apagão Aéreo. A reunião foi convocada pelo presidente da Câmara, Arlindo Petralha (PT-SP), sob protestos dos deputados da oposição.
"Teremos uma longa noite pela frente", avisou o autoriário Petralha ao confirmar a reunião extraordinária na sessão deliberativa das 16 horas.
Os deputados suspenderam a instalação da CPI do Apagão Aéreo no último dia 8, ao aprovar o pedido pelo líder do PT, deputado Luiz Sérgio (RJ). Ele formulou uma questão de ordem contra a decisão do presidente Chinaglia de criar a CPI. Como o pedido foi negado, Luiz Sérgio recorreu à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).
Desde então, os partidos de oposição (PFL, PSDB e PPS) têm obstruído os trabalhos do plenário e das comissões. O recurso foi aprovado na CCJ nesta terça (20). (Do site G1).
N.B.: Mais tarde pretendo comentar este episódio, de acordo com o andamento da sessão, embora não acredite nessa oposição fracote.
Botocudos flagrados pelo Jornal da Globo consumindo a droga
Crack invade a Ilha.
Fogo nos botocudos!
Por dois dias, os repórteres do Jornal da Globo flagraram jovens usando crack em uma das ruas mais movimentadas do centro de Florianópolis. Sob efeito da droga, ou para comprar mais droga, muitos cometem crimes. A escadaria de um edifício comercial em Florianópolis é o ponto preferido dos usuários de crack. Eles passam as noites fumando a droga em cachimbos improvisados. A rotatividade é grande. E há menores envolvidos. (Leia toda a matéria clicando aqui).
MEU COMENTÁRIO:Florianópolis, apesar do seu crescimento desmedido nos últimos anos tende a seguir o caminho trágico da violência que grassa nas grandes cidades brasileiras. Mas ainda há tempo de reverter esta situação, desde que as autoridades tomem as medidas repressivas cabíveis.
Falta policiamento nas ruas. Falta baixar o sarrafo nesses botocudos. Se nada for feito agora Florianópolis passará a integrar a lista das cidades onde impera a violência. Portanto, as autoridades têm uma rara oportunidade de mostrar para o Brasil que é possível combater o crime e a droga.
Fica aqui a sugestão:
- Implantem logo a tolerância zero;
- Proíbam a abertura de bares além das 23 horas;
- Impeçam a entrada de desocupados na Ilha. Coloquem a polícia 24 horas no desembarque da rodoviária e exijam documentos;
- Apliquem barreiras policiais todas as noites em pontos estratégicos;
- Deportem todos os forasteiros desocupados;
- Patrulhem as áreas críticas detendo os desocupados e arruaceiros.
Duvido que essas medidas não surtam efeito. Só que têm de ser iniciadas imediatamente. Aliás, tardiamente. Não esqueçam que Florianópolis passou a integrar há algum tempo todos os roteiros turísticos do Brasil. É uma capital que, de repente, ficou famosa. E já começa a pagar um preço alto por essa fama.
Há muita gente boa escolhendo Florianópolis para viver. Mas atrás dessas pessoas honestas vêm a escória e o banditismo que cresce com o beneplácito do esquerdismo que todos os dias invoca direitos humanos em favor dos criminosos.
Só uma repressão rigorosa e implacável salvará Florianópolis do terror da violência que castiga as grandes cidades brasileiras.
Valdir Collato, deputado do PMDB de Santa Catarina, mapeado para ser um dos colaboradores do governo petralha, é um sujeito que tem a sorte a seu favor. Livrou-se, como por encanto, de ter seu nome listado pela Receita Federal entre aqueles que não têm certidão negativa de débito.
Está na primeira página da Folha de São Paulo de hoje, com o título “Deputado tira a sorte grande com a Receita Federal”. O nome de Colatto estava listado. Alguém deu um providencial “delete”. A matéria é de Fernando Rodrigues, que transcrevo na íntegra:
Quem paga Imposto de Renda conhece a situação infernal decorrente de algum erro cometido na declaração ao fisco. Não importa a natureza do engano. O nome do contribuinte cai num labirinto surrealista. A saída é incerta e penosa. Se desejar corrigir o problema, o brasileiro comum enfrenta um calvário.
Terá de ir pessoalmente a um posto da Receita Federal, retirar uma senha e esperar sua vez. Demora. Os azarados voltarão para casa de mãos abanando, porque faltou um determinado papel autenticado em cartório. Passam-se meses até que tudo se normalize.
Não para alguns políticos. Esse é o caso do deputado Valdir Colatto, do PMDB de Santa Catarina. Alistado para concorrer na gincana lulista pelo Ministério da Agricultura, Colatto teve sua situação fiscal vasculhada pela mídia. Encontrou-se muita coisa. Nenhuma condenação definitiva, é verdade.
Mas, no Brasil, quem é condenado? Aqui é o país do "nada ficou provado". Chateado com os rastros de processos antigos, na segunda-feira de manhã Colatto instruiu sua assessoria a reclamar com jornalistas pela divulgação dos dados - informações públicas e disponíveis na internet.
Homem iluminado, avançou. Foi premiado no início da tarde de segunda-feira com um fato inusitado: o sumiço de seu nome no site da Receita Federal entre os que não têm certidão negativa de débitos.
Enquanto centenas de brasileiros esperam em filas calorentas, o laborioso político catarinense tirou a sorte grande com o fisco. Seu nome ficou limpo no dia em que mais precisou -coincidência, claro.
A Folha quis saber como uma pendência é solucionada tão rapidamente. Passaram-se 24 horas. A Receita Federal não respondeu de maneira satisfatória. O fisco sabe muito bem a quem respeitar.
Enquanto prossegue a crise nos aeroportos – algo inaudito na história da aviação brasileira – os governistas no Congresso, na base do rolo-compressor, esforçam-se para evitar que se instale a CPI do apagão aéreo. Ora, se não desejam que se investigue este misterioso apagão é porque o próprio governo e seus acólitos têm interesse direto na desmilitarização do setor.
Reparem. Interesse direto significa, obviamente, que há por trás dessa tragédia vivida pelos usuários dos aeroportos brasileiros, um plano montado pelo próprio governo através de agitadores profissionais da CUT. E, na esteira dessa ação de pura sabotagem, sobrevirá um campo aberto para o empreguismo e toda a sorte de articulações e malandragens políticas.
É que o poder é um território restrito. O butim nunca é suficiente. Os detentores do poder sempre encontrarão dificuldades para acolher todos os seus sequazes na partilha do espólio resultante da tomada do poder. E, neste segundo mandato do PT, a “economia do poder” torna-se muito mais complexa para ser gerida, haja vista a coalizão que foi montada para viabilizar a vitória petista e, num segundo ato, a governabilidade.
As dívidas políticas contraídas pelos atuais donos do poder vão aos poucos expondo cenas de desespero e loucura. O surrealismo toma o lugar da racionalidade.
Em nome de interesses puramente pecuniários o estado de insensatez de certos “seres humanos” leva-os à prática do absurdo a ponto de não hesitarem em sabotar o transporte aéreo como forma de, mais adiante, poder ampliar o empreguismo de base estatal a fim de satisfazer o insaciável apetite por cargos e benesses.
Regimes democráticos não suportam o vilipêndio das instituições. Ou verifica-se uma reação no sentido da prevalência dos instrumentos da legalidade ou o regime sucumbe a um estado de autoritarismo, ainda que este possa ser disfarçado.
Há exemplos aqui mesmo, quando a ditadura civil-militar manteve, inclusive, aberto o parlamento e o faz-de-conta do jogo político. Havia até o partido da oposição onde se misturavam democratas e liberais sinceros, oportunistas ditos esquerdistas e uma ampla fatia que, por variadas razões, ficou de fora do poder.
A diferença hoje é que praticamente não existe mais nenhum tipo de oposição. Houve um cooptação em massa. O que se delineia, entretanto, é que parece que os estrategistas do PT passaram da conta ao sabotar o transporte aéreo. Interesses que nem imaginam começaram a ser prejudicados.
Guardadas as devidas proporções, é mais ou menos o que aconteceu com o congelamento das contas bancárias decretado pelo governo Collor. Nunca convém esquecer que a ética capitalística jamais admitirá que lhes metam a mão nos bolsos ou que lhes imponham óbices às metas traçadas para os seus negócios, os quais exigem a rapidez do transporte aéreo.
A solução do problema afunila-se rumo ao STF. Na atualidade, sobra apenas o Poder Judiciário como tábua de salvação do que resta da democracia brasileira. Apelo aqui, portanto, aos magistrados que compõem a mais alta corte da Justiça brasileira, que é o STF, por um voto unânime favorável ao direito da minoria de instaurar a providencial CPI do apagão.
Um gesto dessa envergadura da Alta Corte de Justiça tem duplo significado: a salvaguarda da democracia e o legítimo direito da Nação de ver aberta a caixa preta onde se esconde o interruptor do apagão aéreo. Dada a diligente – e truculenta – ação governamental contra a CPI, deduz-se a existência do inimaginável.
Enquanto a lei da maioridade penal não mudar seguiremos assistindo crimes hediondos praticados por menores. Ainda mais que o prazo de avaliação do menor infrator é de quatro meses. Assim, é bem possível que o menor que participou do assassinato do menino João Hélio, que foi arrastado até à morte pelas ruas do Rio de Janeiro, daqui a quatro meses poderá estar livre. É a tal pena “sócio-educativa” que, no seu grau máximo, como pede a acusação, prevê a detenção por três anos.
Se na eventualidade o menor for condenado à detenção de três anos, ao final do cumprimento da pena já estará com 19 anos. Consta que em países como Estados Unidos e Inglaterra, por exemplo, essas penas “sócio-educativas” funcionam de forma diferente. Ao final do cumprimento da pena máxima, o “elemento” é reavaliado, podendo permanecer detido e até mesmo condenado a uma reclusão maior, de acordo com legislação pertinente.
E, para ver como está seguindo o caso do menor de acordo com a lei brasileira, clique aqui.
Numa boa iniciativa que quebra o marasmo da oposição, o deputado Paulo Bornhausen, do PFL catarinense, que agora denomina-se “Democratas”, lançou a campanha “Xô CPMF”. Depois de adesões de peso e da ampla divulgação nacional, o movimento apresenta um abaixo-assinado eletrônico, organizado por sugestão dos internautas.
Já na quinta-feira (22), Bornhausen fará a apresentação do “Xô CPMF” a entidades ligadas à Associação Comercial de São Paulo e ao Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas do Estado de São Paulo – SESCON/SP.São esperadas 46 entidades, para as quais o deputado catarinense pedirá apoio.
A CPMF garfa 0,38% das nossas transações bancárias. Desde 1996, a arrecadação da contribuição já soma cerca de R$ 250 bilhões – foram R$ 35 bi só no ano passado. O site www.xocpmf.com.br está no ar, concentra informações e disponibiliza ferramentas, como para o envio de e-mails a todos os deputados e senadores.
Dá-lhe Paulinho. Vai que é tua. Não dê moleza para a petralhada. Eles querem eternizar mais este tributo indecente para depois garfá-lo em proveito próprio e para financiar a insidiosa armação contra as instituições democráticas.
O apagão aéreo voltou neste domingo. Durante toda a história da aviação brasileira nunca aconteceu o que está ocorrendo nos últimos meses no âmbito aeroviário. Não há qualquer informação sobre as razões pelas quais computadores entraram em pane neste domingo. Tudo muito misterioso. E o mistério cresce mais depois que a turma do PT decidiu desmilitarizar o setor.
A CUT articula os controladores civis. Há uma movimentação no sentido de retirar o controle dos vôos das mãos da Aeronáutica, como aconteceu agora na Argentina com a entrada em vigor do decreto de desmilitarização.
Neste domingo o jornal Clarin divulgou pesquisamostrando que os argentinos agora estão com medo de viajar de avião. Também lá, como aqui – que coincidência, não? – estão ocorrendo os apagões aéreos.
Embora não seja iniciado no assunto a razão me leva a crer que no Brasil, pelo menos, não existe nenhuma outra organização, que não a Aeronáutica, com competência e capacidade de gerir com segurança este setor do transporte aéreo.
Por trás da desmilitarização devem girar inúmeros interesses e, com toda a certeza, vêm por aí fraudes, picaretagens, licitações fraudulentas, terceirização de cursos de controladores de vôos com empresas dos amigos da CUT e do governo. Enfim, toda a desgraça possível é imaginável em decorrência do turbilhão de escândalos que tem marcado o governo petista. Faltava apenas submeter o transporte aéreo a um vôo cego por conta de interesses que só podem ser escusos.
O governo do PT, que na campanha eleitoral bradava contra as privatizações, passa a implantá-las justamente num setor que, por enquanto necessita, sim, da competência e da especialidade da Aeronáutica.
Está muito claro que a Aeronáutica, como de resto as Forças Armadas, estão sendo destruídas por esse bando de trambiqueiros que se apossou do Estado brasileiro. E, não apenas eles são os culpados, mas também uma boa parte da oposição que anteriormente estava no governo. O PSDB é, juntamente com o PT, um dos principais responsáveis pela tragédia brasileira. Se os petistas têm de agradecer a alguém sua chegada ao poder, esse alguém se chama PSDB.
Este episódio dos controladores de vôo é emblemático da dramática situação em que chafurda o país e que esgarça o tecido social já brutalizado pela violência impune, acobertada pelos arautos dos direitos humanos invocados indevidamente em favor dos criminosos.
Ninguém fala nada. Ninguém dá um pio, nem mesmo a própria Aeronáutica. Além disso, a grande mídia não aprofunda as reportagens sobre esta funesta ocorrência do apagão aéreo. Há, ao que parece, por trás de tudo isso, a movimentação sorrateira de um lobby poderoso e avassalador.
Estamos assistindo passivamente a desestruturação de todas as instituições do Estado brasileiro, dentre elas as Forças Armadas, as quais, por suas características e destinação, são o derradeiro bastião da ordem e da disciplina.
Todos sabem que depois de ser cassado sob a acusação de ser o chefe do “mensalão”, esquema de compra de deputados, o ex-Ministro José Dirceu, um ícone do PT, virou um consultor de empresas. Em sua edição desta semana a revista Veja revela que o ex-guerrilheiro consegue amealhar mensalmente algo em torno de R$ 150 mil com os seus negócios. Nada mau para quem pode ser considerado como um neófito nessa profissão de “consultor”.
Segundo Veja, só a soma das atividades conhecidas de Dirceu rende ao ex-militante do Molipo (Movimentação de Libertação Popular, grupo guerrilheiro surgido a partir de uma dissidência da ALN, Ação Libertadora Nacional) ganhos mensais de, pelo menos, 150.000 reais. "Eu sou capitalista", tem dito o ex-ministro a amigos. À Veja, ele não confirmou nem negou o valor de seus ganhos. Sua resposta: "Tenho um contrato de confidencialidade com meus clientes”. Além disso, Dirceu prepara a sua volta à política.
Quem não é assinante da revista pode ler a matéria completa no site Diego Casagrande, que tem um banner permanente na coluna ao lado (mais embaixo). E para facilitar o leitor, basta clicar aqui para ir diretamente à matéria.
Quando a gente lê o noticiário sobre as eleições da Finlândia parece até que a gente está lendo o capítulo de um livro de ficção. Vivendo numa terra de botocudos, dirigida por chimpanzés é difícil mesmo acreditar que uma sociedade de humanos possa atingir um nível de estabilidade e homogeneidade social no grau que desfruta esse país nórdico e gelado.
E, por falar nesse frio arrepiante que castiga os nórdicos, me vem à mente a lúcida observação do meu dileto amigo Alexandre Raposo, jornalista, escritor e exímio tradutor carioca que trocou o Rio por Florianópolis antes que fosse encontrado por uma bala perdida. Raposo sentencia: em lugares com temperaturas que avançam para além de 30 graus centígrados a civilização é inviável. Claro, concordo com ele.
E, como acontece com as nações mais civilizadas e adiantadas do planeta, o centro democrático finlandês se sobrepõe aos extremos do espectro político. As eleições parlamentares que lá se travam no momento, segundo as pesquisas, indicam que o partido de centro-direita do primeiro ministro Matti Vanhanen sairá vencedor.
(Clique aqui para ler esta minha crônica na íntegra).
A última do ditador cucaracha venezuelano Hugo Chávez é a tentativa de imbecilizar da juventude de seu país através das escolas. Nomeou para Ministro da Educação o seu irmão, Adán Chávez, considerado mais cretino do que o próprio ditador.
Adán já avisou que vai fundo no seu projeto denominado “Moral e Luzes”, para acabar com a educação burguesa e o individualismo. Trata-se de doutrinar os jovens de todo o país convertendo-os ao “socialismo do século XXI” apregoado pelo líder da idiotia latino-americana.
Parece piada, mas não é. Por enquanto, isso acontece lá na Venezuela. Mas quem garante que a turma do PT não esteja planejando algo semelhante por aqui.
É bom a gente não esquecer que a única coisa para qual não existe qualquer limite é a estupidez humana.
Dois reconhecidos cientistas britânicos criticaram neste sábado, em uma conferência em Oxford (sudeste inglês), seus colegas que "exageram" os riscos da mudança climática sem basear suas afirmações na ciência.
Os professores Paul Hardaker e Chris Collier, da Royal Meteorological Society, expuseram sua tese em um ato organizado pelo Sense About Science, uma fundação que busca dissipar os mitos que cercam temas científicos polêmicos, como o aquecimento do planeta.
Os cientistas geraram polêmica ao criticar a famosa Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAC) por fazer afirmações que, na sua opinião, não têm fundamento.
Não acredita? Então clique aqui. Ou caia na conversa dos ecochatos que manobram informações sem comprovação científica para espalhar a intranqüilidade.
Depois saem por aí a vender “consultorias ambientais” e a tumultuar a vida da pessoas.
A música do blog deste final de semana traz um vídeo com a extraordinária GRP Alls Star Big Band executando “Manteca” (manteiga em espanhol), de Dizzy Gillespie, uma fusão do jazz com a música centro-americana e caribenha. Gillespie, é bom notar, gostava de salsa e merengue, embora pelo que saiba não tinha vocação para petralha. Chegou a tocar em Cuba ao lado de Arturo Sandoval que, neste vídeo, é destaque num surpreendente “duelo” ao lado do trompetista Randy Brecker. Quando o charuto apagar de uma vez quem sabe a boa música cubana sairá da toca.
(Antes que me esqueça, eu tinha uma velha fita cassete com uma cópia de um long-play da banda do não menos espetacular saxofonista cubano Paquito D’Rivera, sendo que uma das faixas é Manteca. Se algum leitor puder informar se há uma versão em CD dessa bolacha, por favor me avise).
Voltando: o destaque, no arranjo desta música, fica por conta do flautista Dave Valentin que está mais do que perfeito, como perfeita é esta fantástica big band. A gravação é de 1992 e reúne feras do jazz como o guitarrista Lee Ritenour, o especialíssimo Gary Burton, do vibrafone, enfim um time de primeiríssima. Uma preciosidade para quem gosta do jazz e de big band.
Confesso que fico extasiado quando encontro uma raridade dessas no YouTube (ave! norte-americanos que inventaram tudo isso!). Dando dois cliques nesta telinha do YouTube você vai para lá diretamente e encontrará praticamente todas as músicas que compõem este vídeo-tape. E parece que não foi editado em DVD.
Se algum leitor puder informar ao blog a existência da versão em DVD, por favor deixe um comentário dando a dica. Ou, ainda, se já encontrou à venda no comércio botocudo. Não acredito, mas em todo o caso eis que pode haver uma surpresa.
Ao final do vídeo, todos os créditos, com os nomes das músicas, dos músicos, dos compositores e dos arranjadores. Os produtores executivos são os competentes Dave Grusin e Larry Rosen. Bom e refinado gosto na seleção das músicas e nos arranjos. Coisa de profissionais. Coisa de norte-americanos.
E, para concluir, a postagem deste vídeo é uma homenagem ao meu amigo Orlando Tambosique hoje, finalmente, deve estar inaugurando uma máquina possante, capaz até de baixar espíritos (êpa!), não fosse ele um agnóstico...hehehe... Roda o vídeo, Tambosi, para testar a performance desses gigabytes.
Bom. Chega de conversa fiada. Dê dois cliques e viaje. Não na maionese, mas na Manteca e no delicioso swing dessa notável orquestra. Isto é bom demais!
São pequenas ações no dia-a-dia que mostram o tipo de cultura imperante no Brasil e revelam o caráter dos brasileiros. A desonestidade, quando deveria ser a exceção, é a regra.
O somatório dos grandes e pequenos golpes que marca o cotidiano acaba por impor um pesado ônus sobre a sociedade brasileira. E os mais prejudicados são justamente aqueles que detêm a menor renda.
Esses, os ditos humildes e excluídos, têm tanta culpa e responsabilidade quanto a elite que, historicamente, manipula o poder. Não fosse assim, mensaleiros e desqualificados de todos os matizes não haveriam de ser guindados ao poder pelo voto.
Sociologicamente pode-se inferir que as ações e relações sociais são balizadas por um conjunto de valores nos quais os mínimos padrões morais e éticos não são levados em consideração. Leiam esta pequena nota que está no site G1:
A partir do dia 24 deste mês, os passageiros de ônibus da capital paulista terão um minuto para cruzar a catraca após validar o Bilhete Único. Segundo a São Paulo Transporte (SPTrans), o limite de tempo foi estabelecido para evitar fraudes relacionadas ao bilhete dos idosos.
A medida tenta impedir um golpe aplicado pelos cobradores. Alguns deles permitem que os idosos liberem a catraca com o bilhete e desçam pela frente. Quando outro passageiro passa na catraca já liberada, o dinheiro da passagem é embolsado pelo funcionário.
O número de viagens cresceu 6,14% na cidade de São Paulo em 2006. As viagens gratuitas cresceram 50,68% e a quantidade de usuários idosos, apenas 2%.
Um jacaré-açu, com quatro metros de comprimento e 200 quilos foi encontrado no lago Paranoá, em Brasília, tomando sol perto de um clube de grã-finos. Alguém arrisca um apelido para o monstrengo?(Clique aqui e veja o vídeo da captura do réptil).