O meu amigo Orlando Tambosifareja como ninguém bons editoriais. Não resisti e surrupiei lá no seu blog a descoberta desse editorial que realmente vai ao ponto, sem muitos rapapés e salamaleques. É da Gazeta Mercantil e desanca na medida certa o Apedeuta e seu discurso rasteiro e debochado, proferido durante o lançamento do Planto Nacional do Turismo. Eis um excerto do editorial:
À discurseira debochada do presidente seguiu-se um show de cinismo protagonizado pela ministra do Turismo, Marta Suplicy. Instada por jornalistas a formular alguma recomendação às vítimas do apagão, Marta mandou um recado aos passageiros retidos horas a fio nos saguões congestionados. "Relaxar e gozar", sugeriu a sexóloga semi-aposentada. "Eu também tenho sido vítima desses problemas, e sei que depois a gente esquece." Mentiu. Como todos os ministros, Marta desfruta do privilégio de requisitar algum jatinho da Força Aérea Brasileira quando se movimenta pelo País. É cliente da "Fabtur", única empresa áerea do País cujas aeronaves continuam a decolar e pousar na hora combinada.
COMISSÃO DE ANISTIA CONCEDEU PATENTE DE CORONEL AO GUERRILHEIRO
Generais atacam duramente
decisão sobre o caso Lamarca
Na Folha de São Paulo desta sexta-feira:
Numa das mais fortes demonstrações de descontentamento desde o fim do regime militar, em 1985, generais do Exército atacaram ontem, no Rio, a concessão da patente de coronel ao guerrilheiro Carlos Lamarca e de benefícios a sua família, pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça.
O general-de-exército Luiz Cesário da Silveira Filho, comandante militar do Leste (responsável pelas tropas no Rio, em Minas e no Espírito Santo) foi o mais enfático.
"Tudo o que é falta grave que pode ser cometida esse assassino cometeu. E está sendo premiado aí! É lamentável, lamentável! Espero que não vá até o final esse processo. Pode dizer: os generais de Exército, os generais da ativa do Alto Comando do Exército [15 generais quatro estrelas da Força mais dois do Ministério da Defesa] estão indignados. Causou profunda indignação na Força", afirmou Cesário, em tom de voz elevado durante reunião da Cúpula do Exército ontem.
Uma palestra do comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, na sede do Clube Militar, no centro do Rio, reuniu membros do Alto Comando, cinco ex-ministros ou comandantes do Exército e muitos generais e oficiais da ativa e da reserva contrariados com o benefício obtido por Lamarca.
O comandante Peri deixou clara a visão da corporação sobre Lamarca: "Para o Exército, ele é desertor; para o Exército, o que ele é? Para o Exército, ele cometeu uma série de crimes". Momentos antes, em resposta a pergunta de audiência de oficiais da ativa e da reserva, Peri afirmou: "O fato é que o pensamento que nós temos em relação ao caso e em relação à pessoa envolvida é o mesmo do Exército de sempre", disse.
Lamarca foi integrante da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) -grupo de esquerda adepto da luta armada- e deixou o Exército em 25 de janeiro de 1969, furtando 63 fuzis, dez metralhadoras e munição. Protagonizou uma série de ações, como assaltos a bancos e o roubo do cofre do governador de São Paulo Adhemar de Barros. Foi morto em 1971.
Peri confirmou ter ligado para o ministro da Defesa, Waldir Pires para protestar. À Folha ele sorriu quando questionado sobre a ligação para Pires. "É evidente que conversamos."
Em seguida, ao microfone, afirmou: "O que tinha de fazer, eu fiz. Manifestei a quem devia o nosso pensamento. A resposta e as providências são semelhantes a outros casos, em situações semelhantes. O nome da pessoa beneficiada, Lamarca, é que é uma figura singular, mas a solução é semelhante a outros casos e está dentro da competência da comissão".
Outro general da ativa que não quis ser identificado disse que os militares estão revoltados porque Lamarca desertou do Exército como capitão, abrindo mão da carreira, foi promovido a coronel e ainda recebeu benefício de proventos como se tivesse o posto acima.
A família de Lamarca terá pensão de R$ 12.152,61 mensais, o equivalente a vencimento de general-de-brigada, além de indenização de R$ 300 mil, a ser dividida por três familiares.
O comandante do Exército disse que a análise jurídica preliminar sobre o caso era de que não cabia recurso ao Superior Tribunal Militar, mas ressalvou que ainda não havia estudado o assunto a fundo.
O ex-ministro do Exército (1985-1990) Leônidas Pires Gonçalves afirmou: "Não me sinto bem tendo como conviva, mesmo morto, um desertor, traidor, ladrão e assassino frio do tenente Mendes, que se ofereceu para defender seus soldados. Quero que diga assim!". Ele se referia a Alberto Mendes Júnior, tenente que participou do cerco a Lamarca e foi morto a coronhadas em 1970.
O Planalto e o Ministério da Justiça não comentaram as críticas. O ministro Waldir Pires também não se manifestou. Apenas negou, por meio de sua assessoria, ter recebido ligação de Peri.
O texto que segue em azul mais abaixo é um excerto de um sólido trabalho do cientista de origem britânica John L. Daly, intitulado “A falsificação da história climática a fim de ‘provar’ o aquecimento global”.
Trata-se de um poderoso libelo contra o catastrofismo verberado pelos ecochatos que alegam ser a humanidade a maior responsável pela variação climática do planeta. Recomendo a leitura desse importante documento científico. A dica é da leitora Lígia, de Cachoeirinha (RS) a quem agradeço.
Clique aqui para ler o trabalho completo, com tradução portuguesa (mantive o original) e fartamente ilustrado por gráficos e tabelas que fazem um profundo diagnóstico das variações climáticas abrangendo um período que inclui a época medieval.
Pena que não tive acesso a esse estudo científico quando participei, no último dia 5, do programa MTV Debate, na MTV em São Paulo. A atenta leitora Lígia, que viu o debate e, instigada por ele, foi ao Google à cata de informações. Tudo isto é muito gratificante e mostra o quanto é importante o debate aberto sobre esta questão e os benefícios de uma imprensa livre.
Em 1995, o Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) editou, com grande publicidade, o seu relatório quinquenal sobre as alterações climáticas. Nele aparecia esta afirmação hoje tristemente célebre: há "uma influência humana perceptível sobre o clima do planeta".
No seu relatório anterior de 1990 o IPCC apresentava uma estimativa acerca do modo como o planeta havia evoluído não só durante os 95 anos anteriores como também durante os últimos mil anos. Assim, apresentava-se o gráfico (figura 1) das variações de temperatura desde o ano 900 dC.
Este gráfico assevera que as temperaturas durante o Óptimo Climático Medieval foram mais elevadas que as actuais (como sugere os "Contos de Canterbury" de Geoffrey Chaucer). Mostra também que fazia bastante mais frio durante a Pequena Era do Gelo (como sugere o rei John).
Registos históricos provenientes de toda a Europa e da Gronelândia (reparem: pode ser Gronelândia ou Groelândia) atestam a realidade destes dois acontecimentos e do seu impacto profundo na humanidade. A colonização da Gronelândia pelos vikings no início do milénio, por exemplo, só foi possível graças ao calor que se fazia sentir na época medieval.
Durante a Pequena Era do Gelo, estas colónias da Gronelândia desapareceram. Na mesma época, o Tamisa gelou muitas vezes. Testemunham-no as múltiplas "feiras do gelo" que se realizavam sobre o rio gelado.
Os períodos do Óptimo Climático Medieval e da Pequena Era do Gelo dependem de certa maneira daquilo que se considera "quente" e "frio" em relação às temperaturas actuais.
(Lá no site do artigo vocês encontrarão ampla bibliografia e links correlatos. Repito: vale a apena acessar. Insisto na recomendação principalmente aos ambientalistas).
Se fosse viva, teria completado 78 anos no último dia 12.
Anne Frank
Frankfurt am Main, 12 de Junho de 1929 — Bergen-Belsen, início de Março de 1945
Recomendo aos leitores a visita ao blog português Holocausto/Shoah(link permanente no coluna Troca-Links) que traz informações, reflexões e documentos sobre o holocausto que causou a morte de milhares de judeus e que não pode jamais ser esquecido. Salve os judeus e o Estado de Israel!
Como já declinei neste blog, defendo a causa dos judeus e qualquer comentário que agrida o povo judaico será deletado.
P.S.: Não deixe de ler a comovente história de Irena Sendlerowa, hoje com 97 anos de idade clicando aqui. Ela conseguiu liberar inúmeras crianças judias condenadas à morte pelos nazistas. É a versão feminina da "Lista de Schindler". Sua história é conhecida como "A Lista de Irena".
O congresso dos arruaceiros do MST que ocorre em Brasília é a prova mais eloqüente de que o Brasil, frente aos países desenvolvidos, está na idade da pedra. Stédile, o chefão dessa organização ilegal, vive muito bem no bairro de classe média Perdizes, em São Paulo. Nada contra, desde que esse “elemento” não fosse o líder do atraso e não andasse por aí instigando a invasão da propriedade privada e combatendo o agronegócio.
Se as palavras de Stédile encontrarem eco, podem apostar: os brasileiros vão passar fome. Num mundo de mais de 6 bilhões de habitantes, ou seja, 6 bilhões de bocas famélicas, só o agronegócio organizado e os altos investimentos em grandes plantações serão capazes de mitigar o flagelo da fome. Ou alguém acredita na idiotice da agricultura alternativa, de pequenos plantadores e outras bobagens pregadas por Stédile e seus sequazes?
Enquanto os oportunistas que lideram esse lumpem, essa massa ignara, insuflando a violência, países como os Estados Unidos e os mais desenvolvidos da Europa há muito tempo utilizam o sistema GPS para definir até mesmo o número de sementes que serão plantadas numa lavoura. O campo está todo informatizado e um satélite ajuda a otimizar as plantações, esquadrinha o solo e o agricultor tem na tela do seu computador o que resultará da semeadura em valores monetários praticamente exatos.
Que Stédile e seus asseclas profiram impropérios contra o agronegócio e satanizem as grandes lavouras mecanizadas com intensiva aplicação de tecnologias, vá lá. São profissionais da agitação. Vivem dessa conversa mole de que outro mundo é possível.
Agora, a grande mídia abrir seus espaços para louvar esses neoluditas é um ato criminoso! Como criminosas são as ações de sabotagem, pilhagem, invasões de propriedades privadas, sem contar o quebra-quebra cometido contra a Câmara dos Deputados no ano passado ou, ainda, a destruição dos laboratórios da empresa Aracruz, no Rio Grande do Sul, comandados por falanges coordenadas pelo MST, em conluio com a CUT e a Via Campesina.
O Brasil já tem uma população que somará logo 200 milhões de habitantes. Não será com coivaras, nem à base da enxada ou do arado puxado a bois que o País retirará da terra o sustento para essa gente toda. Muito menos com lavouras de eucalipto que viram em carvão vendido em camelôs da periferia, ou ainda com granjas de fundo de quintal, que criam galinhas caipiras, que o Brasil produzirá os alimentos necessários à subsistência de seus cidadãos.
Queria saber onde anda o Ministro da Agricultura. Quem é ele mesmo? Também não sei onde está o Presidente da Confederação da Agricultura e os dirigentes dos órgãos de classe dos engenheiros agrônomos. Tiro fora os sindicatos dos agrônomos que, provavelmente, já foram abduzidos pela CUT e também os “nobres” parlamentares da oposição.
Afinal, onde está essa gente? É de pasmar que não haja uma só voz que se levante contra essa mega-idiotice que reúne, segundo afirmam seus organizadores, 18 mil botocudos em Brasília, mobilizados dentro de uma logística perfeita, o que requer dinheiro. Muito dinheiro! Trata-se de uma organização paramilitar ilegal que é sustentada com recursos públicos através das famigeradas ONGs.
Recentemente a tradicional publicação inglesa, The Economist, publicou uma matéria alertando que o MST havia se transformado num movimento essencialmente político e revolucionário. Burocratizou-se e se especializou não em lutar pela reforma agrária, pelo direito dos agricultores à terra, mas a ter como foco a luta contra o Estado liberal democrático, contra o modo de produção capitalista e, sobretudo, contra o agronegócio.
Quem ler os jornais desta semana constatará que essa publicação especializada em economia não estava errada. Como senhores da situação, acima dos poderes do Estado, os lideres do MST não sentem qualquer pejo em lançar o seu repto ao estado de direito democrático, à livre iniciativa e aos valores liberais. O plano do MST é destruir o Estado liberal democrático, por ser ele o único condutor do desenvolvimento e do bem-estar social, algo que atrapalha seu incontido desejo de ter a seu dispor uma malta vassala.
Os profissionais da agitação precisam da miséria para exercer seu domínio. Necessitam da horda de botocudos desdentados tanto quanto do ar que respiram. Têm horror ao progresso e, por isso, já colocaram em marcha um projeto para o passado, voltado a lhes garantir o status de líderes sem terra.
E, por mais incrível que possa parecer, seus maiores aliados operam dentro da grande mídia, a qual abre generoso espaço para discursos ideológicos extemporâneos. O romantismo revolucionário dos anos 60 continua habitando muitos corações e mentes, fato que me leva a aduzir: outro mundo é possível, mas só se for no Second Life! Que criem um avatar do Stédile e vão para o mundo virtual brincar de revolução socialista.
O Brasil real, aqui e agora, precisa sim do agronegócio, da modernização da agricultura, da pesquisa em ciência e tecnologia, de grandes investimentos, da lei e da ordem e, sobretudo, de capitalismo.
E foi para o espaço a reforma partidária baseada num sistema de lista partidária fechada. Ora, pelo que eu entendo, a lista partidária não é totalmente negativa. Entretanto, não pode ser fechada, pois resultaria em colocar nas mãos das cúpulas partidárias um poder decisório que ultrapassa os parâmetros democráticos.
A lista pode e deve ser mista. Assim sendo possibilita aos eleitores votarem em seus candidatos de sua preferência e, na contagem dos votos da legenda, ser possível a inclusão de notáveis, dentre eles personalidades que se destacam pela sua especialidade e notório saber, mas que não teriam cacife eleitoral suficiente para se eleger, muito embora pudessem contribuir muito para o parlamento.
Bom, isso ocorre em países sérios e por isso qualquer tipo de lista acaba sendo temerária neste país infestado de botocudos onde o oportunismo sempre fala mais alto.
Entretanto, essa parece ser uma modalidade eleitoral que vigora de forma acertada num sistema de governo parlamentarista e com voto distrital. No presidencialismo imperial vigorante no Brasil, a lista fechada tem tudo para se transformar em mais uma brecha para manipulação das cúpulas da burocracia partidária.
Quem já teve uma experiência de participação num partido político verá que – e isto acontece em qualquer parte do mundo e em qualquer sistema político – as agremiações são dominadas por uma burocracia. Esta sim fechadíssima e verticalizada. No Brasil, mais ainda.
Os deputados da CPI fajuta do apagão aéreo perderam completamente os últimos vestígios de vergonha na cara: decidiram criar uma comissão para viajar aos Estados Unidoscom o objetivo de ouvir os pilotos do Legacy.
Como todos sabem, essa comissão foi desnaturada pela turma do PT e seus asseclas na Câmara com medo de que a caixa preta da Infraero fosse aberta. Agora, como se não bastasse o que embolsam mensalmente para dar ares de seriedade a essa pantomima, seus integrantes decidiram fazer turismo nos EUA pago com dinheiro público.
Seria muito mais barato pagar a passagem dos dois pilotos para virem ao Brasil prestar depoimento na Comissão do que, é claro, enviar uma comissão parlamentar até lá.
Mais uma evidência serve para calar os ecochatos que vivem a espalhar o catastrofismo impondo a ditadura do aquecimento global e criando uma angústia desnecessária nas pessoas.
Os cientistas verificaram, por exemplo, que muito antes de se falar em aquecimento global em função da emissão de gases pelo processo produtivo humano, as neves do topo gelado do monte Kilimanjaro, na Tanzânia, já começaram a diminuir há mais de um século.
Já no tempo do boi e do arado a calota gelada dessa montanha de quase 6 mil metros de altitude sofreu diminuição, com idas e vindas no total de gelo acumulado. Será que o aquecimento naquele tempo, oriundo da flatulência dos semoventes, já fazia todo esse estrago?...hehehe
Os cientistas afirmam que boa parte do gelo do Kilimanjaro está desaparecendo por sublimação (quando o gelo, a temperaturas muito baixas, transforma-se direto em vapor, sem passar pela fase líquida). Estão vendo, ecochatos?
Esta é mais uma prova de que as alarmantes afirmações dos ambientalistas ecochatos na maioria das vezes não passam de meras hipóteses que precisam ser submetidas à verificação da prova, conforme preconizam os postulados científicos.
Entretanto, a ecochatice parece que gosta de passar ao largo da ciência e cair na cantilena ideológica. Compreende-se. Depois que as promessas socialistas não deram certo em nenhum lugar do mundo os dinossauros esquerdopatas descobriram o ecochatismo. Argh!
E agora querem que todos nós voltemos ao tempo do boi e do arado. Entretanto, nenhum desses ecochatos abre mão do conforto do automóvel, do avião, da energia elétrica e dos medicamentos que a boa ciência descobriu para salvar vidas.
Entre 13,4 mil cursos superiores de todas as áreas avaliados no Exame Nacional de Desempenho do Estudante (Enade), apenas 0,88% conseguiram obter o conceito máximo, 5, tanto na avaliação como no índice que mede o conhecimento agregado ao aluno durante o curso (IDD). São 118 cursos em todo o País.
Do outro lado, 33 cursos tiveram os piores resultados: as notas mais baixas no Enade, sem ter agregado quase nenhum conhecimento aos estudantes. São os cursos com conceito 1 no Enade e 1 também no IDD, que representam apenas 0,25% do total. (Clique aqui para ler tudo e ver o listão).
MEU COMENTÁRIO:Este levantamento na verdade é uma prova de que o Brasil é um país botocudo. Alguns poderão objetar à crítica que faço de forma permanente neste blog, quando levanto a hipótese de que parece haver uma determinação genética para o fato de que os brasileiros demonstram pouca afeição aos estudos.
E nisto há um grande perigo. Há uma proliferação de cursos superiores; instituição de cotas e o tal do Prouni que transfere recursos públicos para esses cursos particulares fajutos.
E o que é pior: proliferação de universidades, num deletério processo e banalização dos estudos superiores. Basta hoje pagar para passar. A cada ano é despejada no mercado uma horda de despreparados que ostentam diploma de conclusão de curso superior.
Há alguns anos chegar a uma universidade era uma conquista árdua. Formar-se, mais ainda. Esta dificuldade começava já nos primeiros anos escolares. Hoje simplesmente os alunos pagam ou são beneficiados por cotas ou pelo Prouni.
Por trás desse descalabro e massificação do ensino brasileiro em todos os níveis e, sobretudo no âmbito superior, subjaz um discurso puramente ideológico que sempre culpa as “elites” e a exclusão social e até mesmo o amaldiçoado “neoliberalismo”. E tome políticas afirmativas.
Mentira! Tudo mentira para encobrir essa indolência do brasileiro. Eu gostaria de poder fazer uma pesquisa séria para ver quantos dos alunos desses 13,4 mil cursos superiores existentes no Brasil chegaram a ler, pelo menos, um livro de 200 páginas durante o tempo em que foram estudantes.
Preparem-se. Os neoluditas do MST vêm aí com toda a força. Basta ver o monte de idiotices que proclamaram na abertura do congresso que realizam em Brasília, com direito à presença de um Ministro de Estado e, como não poderia deixar de ser, do Senador Eduardo Suplicy.
A chefe nacional desse movimento de arruaceiros, identificada como Marina dos Santos, mandou ver, avisando que “este congresso será um marco da luta contra as "políticas neoliberais" desse governo. Ela defendeu um projeto "popular e revolucionário" que resolva os problemas do País e criticou a imprensa, que chamou de "servil".
Como se vê, a questão fundiária há muito tempo deixou de ser a bandeira do MST. Essa organização que é ilegal, embora amealhe recursos públicos através de ONGs, partirá para o confronto com empresas agrícolas e, particularmente, contra investimentos externos.
Para consecução desse plano absurdo poderá repetir ações neoluditas, como aquela que destruiu o laboratório da Aracruz, no ano passado no Rio Grande do Sul, sem contar a depredação de grandes lavouras. Investiram contra o que qualificaram de “deserto verde” o providencial reflorestamento com eucaliptos e pinus. Ora, sabe-se, por exemplo, que a indústria moveleira que produz todos os tipos de móveis, dos mais comuns aos mais sofisticados, vale-se de madeira de reflorestamento.
Este é o “projeto popular e revolucionário” ao qual o bando se refere. E, para concluir, a lider bandoleira assacou contra a imprensa. Talvez porque seja analfabeta. Se lesse os jornalões veria quanta condescendência há em relação ao MST. Aliás, nesta terça-feira com toda certeza a abertura do congresso estará na primeira página dos jornais e no noticiário das televisões.
Marina cumpre o seu papel que é agitar. Ela sabe que as redações estão coalhadas de jornalistas petralhas que adoram uma matéria com “sem terra” e com pobrismos de todos os calibres. Sabe também que os políticos da oposição não fedem nem cheiram.
O MST se transformou num movimento político. Não tem mais nada a ver com problema de terra, já que os assentamentos vêm sendo realizados. Hoje não passa de um braço armado do PT que, juntamente com a CUT, está sempre de prontidão para atacar.
Lembram da última eleição? Em várias ocasiões, quando o clima da campanha esquentou para cima de Lula, por conta dos escândalos que começaram com o mensalão, líderes da CUT e do MST ameaçaram colocar seus bandos na rua. Qualquer ação oposicionista era qualificada de “golpe”.
E, finalmente, não tiveram sequer preocupação em dissimular seus planos insidiosos. Recolheram-se estrategicamente e pararam de invadir propriedades privadas para não prejudicar a campanha do “companheiro” Lula.
Passada a refrega eleitoral estão aí deitando falação e ameaçando deflagrar um projeto “revolucionário”. E tudo isso com a complacência do governo que envia um Ministro e um Senador de seu partido a esse congresso espúrio sinalizando que concorda com a clara ameaça ao estado de direito democrático.
O advogado Pedro Calmon Filho, que defende a jornalista Mônica Veloso, pivô das denúncias contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), registrou na noite do último sábado, 9, um boletim de ocorrência em uma delegacia de Brasília declarando que ele e sua cliente foram ameaçados de morte pelo telefone.
Pedro Calmon contou que por volta das 19 horas de sábado atendeu uma ligação em seu celular. O interlocutor falava com "um sotaque nordestino carregado", de acordo com o advogado. Segundo Calmon, ele disse que se o advogado e sua cliente continuassem a falar amanheceriam com "a boca cheia de formiga". (Clique aqui para ler mais).
Quem não viu o programa MTV Debate, enfocando a ecologia, do qual participei na última terça-feira em São Paulo, poderá vê-lo nesta segunda-feira à meia-noite, quando será reapresentado.
Obrigado a todos vocês que me honram com a leitura.
Temporão está comprando uma briga boa com a petralhada que infesta o sistema de saúde estatal. Temporão não é do PT. Presumo que se continuar assim os petralhas armam algum esquema para expulsá-lo do Ministério da Saúde.
Pelo diagnóstico do médico José Gomes Temporão, a saúde brasileira tem um mal crônico, que pode ser descrito assim: gestão precária das pessoas, que se defendem acusando os ministros de querer privatizar os hospitais. Ele prescreve uma receita polêmica, que está apenas abrindo a temporada de debates: a gestão do sistema por meio de fundações estatais de direito privado, com funcionários contratados pela Consolidação das Lei do Trabalho (CLT) e tendo de cumprir metas.
Em entrevista ao Estado, o médico, que também é o ministro da Saúde deste segundo mandato do governo Lula, admite que para melhorar o sistema universal de saúde, o SUS, o Brasil precisa elevar os investimentos públicos para a casa dos 70% dos gastos totais do setor. Diante, porém, da realidade orçamentária do País, Temporão constata: “Não dá mais para pedir um cheque em branco.”
O ministro também acha “razoável” que o País adote uma espécie de serviço civil obrigatório para médicos que estudaram em universidades públicas. A idéia, que já despertou grande discussão no passado e foi descartada, prevê que recém-formados sejam enviados para cidades consideradas de grande interesse público.
Um recurso para tentar reduzir a carência de médicos em áreas remotas. “Hoje, só as Forças Armadas fazem isso. Mas acho razoável também para alguém que estudou numa faculdade pública.” (Clique aqui para ler tudo. NÃO DEIXE DE LER).
O “Guardião” não fala e não vê, apenas ouve! mas leva o pânico ao poder. Para você conhecer o poder de fogo do “Guardião”, clique aqui. Resta uma pergunta: quem está a salvo? Os comentários estão abertos democraticamente para você dizer o que pensa sobre isso. Escrito por Aluizio Amorim às 15h11
[ ]
[ envie esta mensagem ]
UMA MULHER QUE NÃO SE VENDE
Num livro, a saga da brasileira
que aluga o corpo em Portugal.
No ano passado, casualmente, topei num site com uma matéria que falava de uma brasileira que imigrou para Portugal para dedicar-se ao sexo profissional. Seu pseudônimo: Paula Lee. O que me chamou a atenção foi o fato de que Paula, além de ser “garota de programa”, mantinha um blog onde narrava, guardando evidentemente a identidade de seus clientes, os programas que com eles fazia.
Para minha surpresa o blog de Paula tinha conteúdo. Fugia do trivial chulo comum em sites do gênero. Mais um detalhe que me chamou particularmente a atenção: o fato de que Paula havia transformado a alcova num eventual divã de psicoterapia. Não que esta seja a regra geral no atendimento aos seus clientes, conforme me explicaria mais tarde depois que a entrevistei por e-mail e conversei pelo MSN.
Paula acabou por descobrir que em algumas oportunidades teria que ter muito mais competência e paciência para ouvir e dialogar com seus clientes, quando já despojados do viés machista na intimidade secreta da alcova. Muitos solicitavam mais do que sexo. Desejavam desabafar, contar agruras de suas vidas ou até mesmo resolver seus problemas sexuais.
Retomando o que dizia, dentre aqueles que a procuram – suponho centenas – ou quiçá a totalidade, estariam buscando além de um orgasmo, carinho e afeto, aliás é o que revela Paula em inúmeros posts no seu blog. Num deles, que já deve estar lá nos arquivos do blog, relata o encontro com um jovem tímido e virgem que com ela tivera o primeiro contato sexual de sua vida.
Tratando com naturalidade, mas também com erotismo todos esses assuntos no seu blog e mantendo ainda um site de contos eróticos, Paula acabou sendo descoberta pela mídia em Portugal e, a partir daí, surgiu uma proposta para que escrevesse um livro.
Finalmente o livro está pronto e editado pela Livros D’Hoje, que é uma chancela da Editora Dom Quixote, fundada em 1965, que já publicou cerca de 5000 títulos originais.
Na verdade, Paula Lee sempre teve fascínio pelos livros e escreve compulsivamente, com um texto leve e, ao mesmo tempo, com a densidade necessária que demanda uma obra literária. Quem ler o seu blog constatará sua inequívoca vocação de escritora e ficcionista.
Na sinopse sobre a obra, a editora de Paula, a portuguesa Maria João Costa, afirma que “Paula Lee (nome fictício), brasileira de nascimento, sempre foi apaixonada por livros. Aprendeu a ler aos três anos de idade e, talvez por isso, a leitura e a escrita sejam uma parte tão integrante de sua vida.
Participou na agenda cultural do seu país, assim como em inúmeros eventos literários. Apesar de não se considerar uma autora profissional - no máximo, uma pessoa compulsivamente apaixonada pela escrita -, Paula Lee não se tornou escritora por ser prostituta, quando muito pode-se dizer que é uma escritora que, por acaso, virou prostituta.
É a autora do blog Amante Profissional, que gerou o livro, um espaço que recebe milhares de visitas por mês e mais de 3000 e-mails por semana.
Continua a ser amante profissional, sendo hoje independente. Numa profissão tão cercada de mitos, tabus e estereótipos, Paula Lee resolveu criar uma nova forma de ser prostituta e é isso que nos revela nesse livro.”
Mais sobre o livro aqui e para o blog no link permanente na coluna Troca-Links.
Os baderneiros que ocupam a reitoria da USP há 37 dias mantêm o “Blog da Ocupação” (nego-me a dar o link dessa nojeira) e se prepara para aderir à Parada Gay. O evento é classificado pelos invasores como uma “grande festa política” e a “diversidade” proporcionada pela parada é uma forma de manifestação política.
Prometem ir à passeata segurando faixas “contra todas as formas de opressão”.
Querem pegar uma carona na passeata dos gays, já que a grande mídia os esqueceu, o que reduziu a ocupação a um convescote de desocupados.
Me dei ao trabalho de dar uma olhada no blog dos estudantes. Verdadeiro assassinato ao vernáculo. Vão ser analfabetos assim lá na USP. Mas o que fica muito evidente, como mostra a ilustração acima, é que essa ocupação tem, na realidade - o que não é nenhuma novidade – um caráter político-partidário mirando, num primeiro plano, na sucessão na prefeitura paulistana; num segundo plano, pretende espinafrar José Serra.
Trata-se de uma estratégia política da esquerdalha. Há dezenas de charges no blog estudantil, todas estigmatizando Serra e com jargões sindicaleiros.
Como Serra quer porque quer ser candidato à Presidência da República e não deseja sofrer arranhões, desautorizou a própria Justiça que já determinou há dias a desocupação.
Sei que meu voto vale pouco. Mas se José Serra não mandar a polícia cumprir o mandato judicial e descer o sarrafo nesses desordeiros, não terá o meu voto caso seja candidato à Presidência.
Seria uma ótima oportunidade de mostrar ao Brasil que alguém se preocupa com a lei e a ordem, que não vacila no respeito a uma decisão judicial. Mas pelo que se vê, Serra não é o homem para isto. No final das contas é o fiador da esculhambação na USP.
Os petralhas vencem todas as paradas. Até mesmo a parada gay, que se transformou num grande espetáculo petralhístico politicamente correto. Provavelmente veremos por lá todos os figurões da política brasileira. Até mesmo José Serra e o Kassab.
Nada contra a festa dos gays. Mas eles estão servindo de bucha de canhão contra o Serra e o Kassab. Já fazem parte da campanha eleitoral petralha.
Nada escapa da força centrífuga do buraco negro petralhístico.
Esta foto que está no site do Estadão mostra a ação deletéria dos botocudos italianos. Protestam contra a visita de George W. Busch quebrando a janela de um banco em Roma. Sim. Botocudos não existem somente no Brasil.
Eles estão espalhados pelo planeta e a Itália é um dos destinos preferidos dos botocudos. São políticamente corretos e professam o anti-iamericanismo. Trata-se da “Internacional Botocuda” que reúne sequazes idiotas de todos os gêneros. Dentre eles incluem-se socialistas, comunistas, verdes, ambientalistas, ecochatos, religiosos, fundamentalistas, ongueiros, acadêmicos, neoluditas, jornalistas e estudantes que não estudam.
Normalmente, depois de investirem contra a propriedade privada, destruírem vitrines, lojas, automóveis, etc... recompõem as energias numa asséptica e moderna loja do MacDonald. Consomem generosos sandubas regados com uma boa Coca-Cola geladinha, porque ninguém é de ferro.
Há quem afirme que Genival Inácio da Silva, o irmão mais velho de Lula, é um bronco, uma pessoa que segundo o próprio (argh!) Presidente da República, diz que não reuniria talento suficiente para a prática do lobby. Quanto mais leio sobre essas histórias mais fico confuso.
Outro detalhe: essas operações espetaculosas da Polícia Federal... “Nunca antes neste país” – como se jacta Lula – se prendeu tanta gente. Arraias de todos os tamanhos e bitolas algemadas.
Os únicos que escaparam da malha da PF foram os “aloprados” pilhados por um agente federal quando trafegavam conduzindo uma mala contendo R$ 1,750 milhão. A grana tinha como destino (teria?) o pagamento à quadrilha sanguessuga (cada nome!) pelo fornecimento de um “dossiê” fajutíssimo para melar a eleição de José Serra e, de quebra, dar uma canelada no Chuchu (cada apelido!).
Neste caso a operação da PF poderia chamar-se “Operação Aloprada”...hehehe...
Disto, restou o dito pelo não dito. A dinheirama que estava em poder dos “aloprados” tem até hoje a sua origem desconhecida. Repousa num cofre do Banco Central. Bom, pelo menos é o que foi publicado na imprensa à época.
Mas voltando a essa história do Vavá parece que há algo que ainda não está bem explicado. É como se faltasse uma peça do puzzle.
Em todo caso, aqui está o linkpara a leitura da matéria de Veja na íntegra sobre o caso, no meu blog suplementar. E justiça seja feita. Foi Veja, há muito tempo, que levantou o véu que encobria atividades soturnas de Vavá, o lobista. Na época, os petralhas ficaram irados. Acusaram a revista de implicância com os petistas.
Está aí, portanto um desafio: afinal, por que a Polícia Federal vasculhou a casa de Vavá? Por que a operação da polícia denomina-se Xeque-Mate? Por que acusam Vavá de “veio cara de pau”? E, por fim, por que um país do tamanho e da idade do Brasil é este teatro do absurdo?
Quem se habilita? Os comentários estão abertos sempre, democraticamente.
Um delegado da Polícia Federal, citado por O Globo, definiu Vavá como "um cara simples, quase analfabeto, que enrola as pessoas". Eu diria que ele possui todos os predicados para suceder ao presidente da República. Vavá 2010.
Dois anos atrás, quando VEJA publicou que Vavá intermediou encontros sigilosos no Palácio do Planalto entre homens de negócios e o principal assessor de Lula, Gilberto Carvalho, ninguém deu bola para o assunto. Por algum tempo, os oposicionistas ameaçaram convocar Vavá e Gilberto Carvalho à CPI dos Bingos, mas acabaram desistindo com o argumento de que a vida particular do presidente deveria ser mantida longe da luta política.
Lula tem direito a uma vida particular? Renan Calheiros tem direito a uma vida particular? Algum político tem direito a uma vida particular? A imprensa acredita que sim. Mais do que isso: a imprensa acredita que pode determinar o que é um fato de interesse particular e o que é um fato de interesse público.
Se um político tem um filho fora do casamento, a imprensa o considera um fato de interesse particular. Ela só passa a considerá-lo um fato de interesse público quando uma empreiteira paga suas contas.
Os jornalistas conhecem a intimidade dos políticos. Eles ficam a maior parte do tempo bisbilhotando os detalhes mais sórdidos sobre essa gente. Mas só publicam o que, para eles, estamos aptos a entender.
A imprensa atribuiu-se um papel civilizador. Ela argumenta que é uma selvageria julgar um político a partir de seus hábitos privados. Por isso, sonega sistematicamente qualquer notícia a esse respeito.
Eu nunca me escandalizo com o comportamento dos outros. Mas me recuso a aceitar que a imprensa imponha seus valores omitindo os fatos. Se um senador é adúltero, eu quero saber. Se uma ministra dormiu com um presidente, eu quero saber. Se a mesma ministra traiu o marido com um líder oposicionista, eu quero saber. Depois concluo do jeito que quiser.
Os brasileiros acham que o fetiche da imprensa americana pela vida amorosa dos políticos é um sinal de jequice. Eu acho que jequice é delegar a um repórter de uma sucursal de Brasília a escolha sobre o que eu devo ou sobre o que eu posso saber.
Os políticos precisam se sentir permanentemente vigiados. Quando a imprensa acoberta seus deslizes privados, termina por acobertar também seus crimes públicos.
A política brasileira é repulsiva. A gente deveria punir os políticos arruinando sua vida particular. Ao contrário do que se diz, não há nada de errado nisso.
Se as aventuras sexuais de Marco Antônio foram relatadas pelos romanos, por que os brasileiros não haveriam de relatar as de Renan Calheiros? Renan Calheiros está para Marco Antônio assim como o Brasil está para a Roma Antiga. Marco Antônio 2010. Renan Calheiros 2010.
Esta é a coluna de Diogo Mainardi na Veja que está indo às bancas. Como sempre, na tampa. Por isso eu adianto aqui no blog para os leitores, especialmente para aqueles de Florianópolis que só recebem a Veja a partir de domingo. Será que a direção da Abril sabe disso? Em São Paulo a Veja já está na rua.
As gravações telefônicas que a Polícia Federal fez na Operação Xeque Mate indicam que Lula da Silva sabia das atividades de lobista do irmão, Genival Inácio da Silva, o Vavá, e que tentou impedi-lo de continuar com isso...hummmm...é o que diz o site do jornal O Globo. E continua:
Mesmo assim, o irmão de Lula pede propinas, fala de suas negociações em órgãos públicos, como os Correios e Telégrafos, o Superior Tribunal de Justiça e revela, em outras ligações, que a PF poderia estar fazendo monitoramentos de suas operações com os jogos ilegais.
Algumas gravações deixam claro que Lula não participava dos arranjos do irmão. O compadre de Lula, Dario Morelli, preso na operação, ameaça avisar ao "titio" (Lula) sobre as "picaretagens" de Vavá. Outro preso pela PF, o ex-deputado do Paraná Nilton Cezar Servo (PSB), acusado de comandar uma quadrilha de jogos ilegais em vários estados, chama o irmão de Lula de "véio cara de pau" e "picareta". (Clique aquipara ler mais).
Djalma Rubens Lofrano, juiz titular da 7ª Vara Criminal Central de São Paulo, revogou na terça-feira(05/06) a prisão preventiva de Ivan Raymondi Barbosa, Simone Barbaresco e Anderson Luís de Jesus, três dos acusados de seqüestrar o repórter Guilherme Portanova e o auxiliar técnico Alexandre Calado, da TV Globo.
O magistrado justificou a medida com três argumentos: o laudo com a transcrição de telefonemas que poderiam incriminar os suspeitos não ficou pronto; já se passaram mais de quatro meses de prisão preventiva e novas provas serão anexadas tanto pela acusação como pela defesa.
Os três suspeitos presos em janeiro e fazem parte da ONG Nova Ordem, que promovia atividades educacionais em presídios de São Paulo e é acusada de auxiliar líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC). A instituição seria inclusive financiada pela organização criminosa.
A russa Anna Verkholantseva, primeira harpista da Filarmônica de Moscou e da Sinfônica da Rádio de Viena, foi assaltada e agredidana quarta-feira, na hora do almoço, na porta do Hotel Glória, tradicional hotel do Rio de Janeiro.
As últimas vezes que fui ao Rio sempre me hospedei nesse hotel. Vejo que também não dá mais. Aliás, não dá mais para ir ao Rio de Janeiro, uma cidade que já teve o seu charme e glamour.
Tenho um grande amigo jornalista carioca, escritor, trabalhou em veículos de comunicação nacionais, foi diretor da revista Ele & Ela, atualmente é tradutor permanente da editora Record do Rio de Janeiro. Trata-se do Alexandre Raposo, que trocou a sua terra natal por Florianópolis há pouco tempo e vive com a esposa na Lagoa da Conceição, bairro aqui da Ilha, de onde, pela internet produz o seu trabalho para a editora.
Revoltado com a agressão sofrida por essa artista tão bonita e famosa, acaba de me enviar um e-mail, comentando o fato. E não sou eu quem está falando, mas um cidadão nascido e criado no Rio de Janeiro e que não suportou mais a vida entre a turba botocuda. Diz ele:
“A gente avisa mas neguinho não se toca. Infelizmente, a Glória e adjacências não é mais lugar para gente decente residir ou, sequer, transitar. Eu dava força para mudarem o outeiro para a Vargem Grande e arrasarem o restante com Napalm, que é o que merecem. Choldra boldra. Salgalhada. Catrumanos. Escumalha. Botocudos. Graças a Deus estou longe dessa cloaca há mais de dois anos. E a macacada politicamente correta que se f....!
E logo uma harpista tão bonitinha... que judiação!”
Que coisa lamentável meu amigo Alexandre Raposo. Agora mesmo, quando estive em São Paulo, terça e quarta-feira, fiquei hospedado num hotel nos Jardins, que é bairro classe “A” de São Paulo.
Entretanto, não ousei sair do hotel a não ser para o debate na MTV, quando veículo da emissora foi me buscar no hotel ou, ainda, na quarta-feira, quando meu amigo Orlando Maretti, jornalista paulistano, passou pelo hotel e me levou para almoçar no extraordinário restaurante do generoso e bem informado italiano Pasquale, onde pude degustar uma massa maravilhosa.
Queria permanecer mais uns dois dias em São Paulo, mas desisti, embora admire a pujança dessa metrópole e o espírito empreendedor de sua gente.
Em qualquer lugar de São Paulo a pessoa se sente cercada pelos malditos botocudos. Há botocudos em todas as esquinas. Nem mesmo no hotel me senti seguro em nenhum momento.
Há algum tempo que não ia a São Paulo, o que fazia com freqüência quando os petralhas estavam confinados em São Bernardo e adjacências e adequadamente despojados do poder.
Depois que esses infelizes chegaram ao poder mais alto da República acabaram por transformar o Brasil num dos territórios mais perigosos do mundo, já que seus sequazes politicamente corretos resgataram o instituto jurídico dos direitos humanos para defender os marginais.
Estou com o meu amigo Alexandre Raposo. Napalm é o ideal para incinerar a escumalha, essa sub-espécie do gênero humano que se prolifera igual a rato em todo o país. E já estão chegando aqui em Santa Catarina. Atenção Governador Luiz Henrique:
Alegaram um nevoeiro ocorrido pela manhã em Guarulhos. Mas as atendentes que madrugaram com os passageiros no aeroporto emitiam um sorriso amarelo. Como quem diz: é mentira. É tudo mentira.
Cheguei às 20:30 no aeroporto para retornar a Florianópolis. De cara vi estacionada uma vistosa viatura da Rede Globo. Foi a senha para a confusão em que acabava de me meter. Ainda bem que fui precavido chegando cedo. Já fui entrando numa interminável fila do check-in que cobria dois blocos do aeroporto de Guarulhos. Mas só embarquei às 3 horas da madrugada!
Ah...! aí mandei ver e proferi seguidos “comícios relâmpagos” anti-petralha e, para passar o tempo, puxei conversa com os “companheiros” (êpa!) de infortúnio. Falei de tudo e até mesmo do blog, do debate na MTV, de política, passando por ecochatice, num trivial variado de assuntos. Em determinado momento, não me contive: Fogo nos botocudos! exclamei, para o espanto da galera.
Inúmeros passageiros pediram o endereço do blog, sendo que um deles afirmou ter me visto no programa da MTV enquanto estava em Brasília.
Ainda bem que tenho um razoável repertório...hehehe...Consegui manter a moral da tropa... Isto sem parar por duas horas na fila. Fui entremeando a conversa com alfinetadas nos malditos petralhas, na CUT que tenta dominar os controladores de vôo, nos sindicaleiros, na Infraero e, como não poderia deixar de ser, desferi estocadas verbais em direção ao Apedeuta.
Seguia na fila à minha frente um pessoal de Pirassununga. Aí tasquei: ah...é a terra da 51, uma boa idéia. Vi dizer que vão colocar na praça uma estátua para o Lula...rárárá. Foi aí que atalhou um dos irados viajantes: “Se não fossem as falcatruas, a turma do PT já teria implantado o socialismo bolivariano aqui no Brasil!.”
Ninguém sabia exatamente o que estava ocorrendo. Os painéis com horários de vôo não eram atualizado pela Infraero, segundo revelou uma atendente.
Em dado momento, um homem foi atropelado, sendo atirado ao chão ao ser abalroado por vários carrinhos de carregar bagagem que eram empurrados em meio à multidão. Os circunstantes socorreram a vítima levando-a para o serviço médico. Mais tarde, no embarque, o homem – com uma cicatriz no rosto – entrou na aeronave mais aliviado: “Podia ser pior” – exclamou já medicado e refeito da trombada.
Dentro do avião, lotado, quando se pensava que tudo corria bem, o comandante deu um alô. Pronto – pensei – vem coisa que não é boa por aí. Dito e feito. O Comandante alertou que a bagagem seria toda descarregada pois fora trocada. Era de outro avião! E tentou ainda livrar a cara da empresa – a Gol – ao afirmar que o serviço era terceirizado. Mais meia hora de espera.
Ao meu lado, duas mulheres vinham de Manaus. Quando as aeromoças ofereceram aquela bolachinha e a barrinha de cereais, as duas mulheres emitiram um sonoro não. “Não queremos”. Pudera, desde Manaus comendo barrinhas de cereais realmente é dose.
Finalmente as luzes da cabine foram apagadas. Ajustei o cinto. Se deus existisse, juro que lhe pediria uma vigília enquanto o jato da Gol cruzava o espaço em direção à Ilha. Aterrissamos. Quando desci a escada o relógio marcava exatamente 4 horas da madrugada.
hoje, terça-fera à noite estarei participando em São Paulo, como jornalista convidado, do programa MTV Debate, ao vivo, conduzido por Cazé Peçanha, na MTV, com início às 22 horas. O tema deste programa é ecologia e desenvolvimento sustentável. O programa será repetido domingo às 12 horas e, ainda, na segunda-feira, à meia noite. Tem uma hora de duração.
Lula, que está na Índia, avisou que “resolve”o problema de Chávez quando voltar ao Brasil. Referia-se ao tom desbragado da declaração do gorila venezuelano que qualificou o Congresso brasileiro de “papagaio dos EUA”.
Enquanto isso o clima internacional esquenta contra a retirada do ar da RCTV e parece estar longe de arrefecer, já que o fechamento da principal emissora de televisão do país é o maior atentado à liberdade de imprensa no continente latino-americano.
Por enquanto não se ouviu da turma do PT ou da Fenaj e dos sindicatos de jornalistas uma censura sequer. E eles falam em “democratizar a comunicação”. O modelo desse projeto tem tudo a ver com as idéias do gorila farsante, não?
O presidente e o secretário de Relações Internacionais do PT, Ricardo Berzoini e Valter Pomar, realizaram visita à Síria, a convite do partido Baath, que tenta dar aparência de "democracia" ao regime do ditador Bashar Al-Assad.
Ele herdou o poder do pai e foi "reeleito" presidente, dia 27 passado, para mais sete anos de poder. O regime de Bashar Al-Assad é suspeito de vários atos de terrorismo, como aquele que matou o ex-primeiro-ministro libanês Rafic Hariri. O partido Baath era o mesmo do ex-ditador iraquiano Sadam Hussein.
Os dirigentes do PT e do Baath assinaram "protocolo de cooperação".Berzoini e Pomar depois seguiram para Paris, que ninguém é de ferro, para um congresso de "núcleos do PT no exterior". PT é aquele partido que logo após o escândalo do mensalão anunciou estar "quebrado".
A dupla retornou ao Brasil neste domingo, mas, ainda em Paris, Berzoini elogiou a decisão do ditador Hugo Chávez de fechar a emissora independente RCTV.
(Do site do Cláudio Humberto e a dica é da sempre atenta leitora Cris Azevedo. Valeu Cris!).
Em Tempo:Nariz Gelado (link permanente na coluna ao lado) fez uma boa observação a respeito desse acordo petralha: “Considerando o terror que as facções ligadas ao Baath espalham no Oriente Médio - em especial no Iraque - podemos vislumbrar o que o PT quer para o Brasil. Notem que a segunda cláusula do acordo, assinado por Valter Pomar e Ricardo Berzoini na quinta-feira, trata da "troca de experiência a respeito da logística de trabalho de cada partido".
Podemos concluir que o Baath passará a produzir dossiês falsos, pagos com dinheiro frio, e o PT passará a promover atentados?”.
Em Rostock, na Alemanha, também existem botocudos, como esses que descansam sobre um muro pichado com a frase: “esmaguem o capitalismo”. Trata-se, evidentemente, de uma foto posada e articulada por um desses fotógrafos botocudos que inundam os jornais do planeta.
A pichação não pode ser mais idiota. Esmagar o capitalismo significa o retorno à época do boi e do arado. Os dois (ou as duas?) que posam estão muito bem vestidos, com jeans, tênis etc...essas coisas criadas por esse “capitalismo maldito”.
Provavelmente, após o protesto, sairão em busca de uma loja do MacDonald para comer um bom sanduíche repleto de produtos transgênicos. Depois embarcarão em seus carros ou motocicletas movidas, evidentemente, a combustível fóssil, emitirão gases, aumentarão o efeito estufa e buscarão o retorno tranqüilo e confortável de seus lares, aquecidos, igualmente,à base de óleo combustível.
Mais tarde, quem sabe, retornarão ao mesmo lugar para bradar: esmaguem o capitalismo.
Tudo isso faria sentido sob o império da coerência. Isto é: após praguejarem contra o capitalismo, esses neoluditas buscariam o refúgio das cavernas. Bem longe do conforto e do aconhego cálido de seus lares.
Junto com eles seguiria também o fotógrafo e o jornalista.
Na semana passada, o Ministério Público Estadual (MPE) de São Paulo pediu à Justiça o confisco de 22 postos de combustíveis administrados por um bando de criminosos, chefiados de dentro da cadeia de segurança máxima de Presidente Venceslau por Wilson Roberto Cuba, o Rabugento, condenado por latrocínio. Em cinco anos, a quadrilha montou postos que, em 2006, movimentaram mais de R$ 6 milhões por mês vendendo gasolina adulterada.
Na quinta-feira, a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo cassou a licença e fechou 43 postos de combustível da capital pertencentes ao ex-motorista de caminhão José Francisco Saraiva Filho, o Zé Mistura. Os estabelecimentos estavam registrados em nome de Ortêncio João de Oliveira, um conterrâneo de Pernambuco. Zé Mistura é dono de 88 postos e de uma distribuidora localizada em Paulínia. Já foi flagrado dezenas de vezes vendendo combustível adulterado. Somente um dos seus postos, na zona sul de São Paulo, foi autuado 16 vezes e interditado 4.
MEU COMENTÁRIO:Esta é a cultura botocuda. Algo que já está no próprio DNA do brasileiro, essa sub-espécie humana que não tem similar no mundo. O noticiário repete, dia após dia, a descoberta de novos trambiqueiros, assassinos, ladrões, corruptos, tudo o que há de mais deletério na face da Terra.
Não acredito na possibilidade de um dia a civilização chegar ao Brasil. Não é para menos que os botocudos elegeram o PT para governá-los. Era só o que faltava. E o governo petralha serve tanto aos anseios botocudos que provavelmente nunca mais saia do poder. Até mesmo a oposição vai aos poucos aderindo à filosofia política petralha.
Seria interessantíssimo que a Polícia Federal desencadeasse uma dessas espetaculosas operações para acabar com a picaretagem dos postos de gasolina. Se isso acontece em São Paulo, imaginem no interior desse imenso território botocudo.
E saquem só o apelido: Zé Mistura. O botocudismo é uma moléstia incurável.
Pois não é que o aspone de Lula para Assuntos Internacionais Botocudos saiu em defesa do ato tirânico do Gorila da Venezuela que fechou a RCTV? Sim, é ele mesmo. O petralha-mór Sargento Garcia que, depois de passada a eleição caiu novamente no ostracismo. Foi aí que aproveitou a deixa para figurar no noticiário.
Agora se vê que o governo do PT poderia – ou poderá? – fazer o mesmo por aqui. Pelo menos é o que insinuam as declarações de Garcia. Confiram clicando aqui.
A cena colhida por esta foto que está na Folha deste domingo, como também o texto que segue grafado em preto, diz tudo. Dá a medida exata do que é ditadura bolivariana do gorila farsante. Chega a ser grotesco. Dá uma vergonha danada de ter nascido aqui no lixo ocidental.
Reparem na tropa de ataque do ditador que acompanha o carro com duas mulheres semi-nuas sapateando. Trata-se de algo inaudito. É a estética do kitsch que tempera a política dessa nova safra de ditadores cucarachas. Onde não há liberdade, não há beleza. Uma é corolário da outra. Impera, por isso, a desordem do mau gosto. No estilo nazista, mas de viés botocudo.
Um dia após proibir uma marcha contra o fechamento da RCTV, o governo lançou mão ontem da máquina estatal para promover uma manifestação que reuniu dezenas de milhares de pessoas (não há estimativas confiáveis) em favor do fim da concessão da RCTV, fora do ar desde o último domingo.
A "marcha vermelha" pró-Chávez partiu da zona leste da cidade rumo ao centro. A maioria dos participantes era de funcionários públicos e filiados a programas sociais do governo. Órgãos estatais contribuíram com carros de som e ônibus para os participantes, disseram manifestantes à Folha.
Alguns tinham a identificação oficial, como um caminhão de som do governo metropolitano de Caracas. A reportagem ainda identificou caminhões da Ipostel (correios), do Seniat (fisco), do Instituto Venezuelano de Seguro Social, da PDVSA (petroleira) e da Conatel (reguladora das telecomunicações).
Do carro de som conduzido e seguido por funcionários da TV Telesur, o locutor gritava: "O povo diz e tem razão/agora é a vez da Globovisión", citando a única emissora crítica ao governo. A concessão da Globovisión só vence em 2011, mas o canal é investigado após o governo acusá-lo de incitar o assassinato de Chávez.
Indagado pela reportagem sobre o uso da máquina estatal, o presidente da Telesur, Andrés Izarra, disse que o aluguel do carro fora "rateado entre funcionários". Irritado, disse: "O que você quer dizer? Que isso deslegitima a marcha?".
Funcionárias da RCTV protestam contra o tirano delirante
Digam aí petralhas. E se a PM
agisse como o tirano botocudo?
Na Venezuela, Chávez, o tirano botocudo, cerca uma universidade com tropa de choque. Se a PM fizesse o mesmo na USP contra a bandalha que invadiu a reitoria, a esquerdalha brasileira haveria de bradar por liberdade e todos os petralhas estariam em pé de guerra. É que eles são iguais ao “companheiro” bolivariano.
Tudo está a indicar que seremos a Venezuela amanhã. Há uma ordem judicial de despejo dos arruaceiros que ainda não foi cumprida. Segundo consta, eles decidiram manter a ocupação da reitoria da USP.
Uma barreira de dezenas de policiais de tropa de choque, respaldada por um caminhão de jato de água e um helicóptero, impediu que vários milhares de estudantes deixassem a Universidade Católica Andrés Bello (Ucab) para protestar em favor da liberdade de expressão, em razão do fim da concessão da emissora oposicionista RCTV, no domingo passado.
A marcha foi proibida pelo prefeito da região central de Caracas, Freddy Bernal, aliado do presidente Hugo Chávez. A tropa de choque é da Polícia Metropolitana e também está à disposição do governo federal. "Isso, isso é um seqüestro", gritavam os estudantes para a linha de policiais postada diante do portão principal da universidade, a maior instituição de ensino privado venezuelana, com 13 mil alunos. Versão local da PUC, é considerada uma universidade de elite.
"Ao outro lado permitiram ontem que chegassem até o palácio Miraflores. Hoje, não podemos nem sair da universidade", disse o estudante de economia da Ucab Jorge Levitt, 23.
Por volta das 14h, os manifestantes, espremidos diante do portão, ensaiaram forçar a passagem pelos policiais, mas foram contidos pelos líderes estudantis, que, com megafones, pediram que todos se sentassem. Um cordão de segurança feito pelos próprios estudantes foi improvisado para segurar os mais exaltados.
Cerca de uma hora depois, chegou uma marcha de milhares de estudantes da Universidade Central da Venezuela (pública), de pele muito mais escura que a dos colegas da Ucab, forçando os policiais a abrir o cordão. Os dois grupos se uniram aos gritos de "estudantes!", muitos vestidos de preto -quase não se via a cor vermelha, símbolo do chavismo.
"A atuação do governo é uma provocação e uma torpeza, porque não está deixando que os estudantes nem sequer caminhem pelas calçadas de Caracas. O governo deveria ser o principal interessado em que não houvesse violência", disse Marino Alvarado, observador do Fórum pela Vida, uma coalizão de ONGs de direitos humanos criada para acompanhar os protestos. Em vão, ele tentou convencer o comandante da tropa de choque a deixar que os estudantes caminhassem pela lateral da avenida. (Assinante da Folha lê mais clicando aqui).
Empreiteiras, construtoras e congêneres contribuíram financeiramente para as campanhas de 66,6% dos 42 membros titulares da Comissão Mista de Orçamento do Congresso, mostra levantamento feito pelo Estadãoem contas dos candidatos arquivadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O setor apoiou com doações pelo menos 28 de 41 integrantes analisados - não foi encontrada a contabilidade de uma deputada da comissão.
A proporção contrasta com o conjunto do Congresso, no qual só 46,94% dos parlamentares tiveram ajuda oficial de empreiteiros nas eleições. A Comissão de Orçamento recebe a proposta orçamentária do Executivo, preparando-a para votação, e tem sido apontada como terreno para lobistas interessados em obter recursos para obras. Escrito por Aluizio Amorim às 23h40
[ ]
[ envie esta mensagem ]
CIENTISTA NÃO TEM TEMPO PARA ESCULHAMBAÇÃO
Abdala: teoria da relatividade ao invés de greve cretina.
Elcio Abdala: um professor
da USP que não é botocudo.
Está na Veja desta semana. Não deixem de ler aqui na íntegra:
O professor Elcio Abdalla é chamado para proferir palestras sobre eletrodinâmica – área da física em que é Ph.D. – em países da Europa, nos Estados Unidos e na China.
Recebe nessas ocasiões tratamento cinco-estrelas, conferido aos melhores do mundo acadêmico. Na semana passada, foi praticamente linchado ao tentar dar uma aula na Universidade de São Paulo (USP). A razão: Abdalla decidiu ignorar a greve que desde o último dia 16 de maio paralisou dezoito cursos na universidade, entre eles o de física.
Entrou na sala ao som de tambores e gritos em ritmo de marchinha: "O bumbo vai acabar com essa aula!". Enquanto falava sobre a teoria da relatividade a dez estudantes que, como ele, haviam desprezado a greve, ouvia o estrondo de rojões e golpes na porta.
A aula terminou quinze minutos antes do previsto. Ao final, o professor apertou a mão de cada um de seus alunos: "Vocês merecem a minha admiração por virem à universidade aprender". Outros professores da Física haviam aparecido na faculdade, mas encontraram as salas às moscas.
O quórum de Abdalla deve-se à fama antiga: entra greve, sai greve – e lá se vão quinze delas em seus 28 anos como professor da USP –, ele sempre aparece para dar aulas. A justificativa: "Os professores da USP não podem se comportar como empregados revoltados com o patrão – estamos numa universidade pública".
Aos 53 anos, Abdalla proporciona um raro exemplo de lucidez num momento em que a melhor universidade do país ficou tomada por uma greve cujas reivindicações estudantis – pouco acadêmicas – incluem mais refeições gratuitas e linhas regulares de ônibus no campus nos fins de semana, apenas para citar algumas.
Apoiada depois por professores e funcionários (sim, eles querem aumento de salário), a greve a que Abdalla se opõe teve como origem um conjunto de decretos do governador José Serra – e a tomada da reitoria por um grupo de estudantes que lá estão acampados há um mês.
Na semana passada, o governo anunciou uma revisão no texto oficial em que esclarece não ter o objetivo de ferir a autonomia da universidade (como sempre afirmou), ao contrário do que alegam os grevistas. O fato é que o novo pacote de medidas é bom, segundo avaliação de especialistas e do próprio Abdalla.
Neste ano, ele será o coordenador de um projeto de pesquisa que conta com 200 000 reais. Obedecendo a um dos decretos, começará a prestar contas diárias de seus gastos. Ele defende a idéia – e metralha os colegas. "A maioria dos professores que são contra a transparência nas contas não produz um único artigo por ano."
O professor Abdalla é descrito por seus alunos como um sujeito singular: pai de três filhos – "que nunca deixaram de estudar por causa de greve" –, ele consegue se comunicar em farsi (idioma que aprendeu com uma namorada iraniana, na Itália) e fala com sofrimento sobre a venda recente de um Monza dourado 86, com o qual circulou por duas décadas. Também chama atenção pelo excesso de método.
Suas aulas são milimetricamente planejadas – hábito que cultivou nas várias passagens como professor no exterior. Na última sexta-feira, enquanto era celebrado por ter se tornado membro da Academia Brasileira de Ciências, recebeu a notícia de que um bando de grevistas havia se associado a militantes do MST e invadia o prédio da Física em tom de ameaça: "Abdalla, sua hora vai chegar!".
O professor registrou queixa na polícia. Foi a segunda vez em dez dias. Na véspera da aula em que saiu vaiado pelos grevistas, ele havia tentado deixar o prédio, mas encontrou um amontoado de carteiras que bloqueavam a saída. Retirou uma a uma do caminho, mas alguns dos grevistas faziam força na direção contrária – cena infeliz que circulou no site YouTube.
O saldo: hematomas nas pernas e outro boletim de ocorrência. Diante de tudo isso, Abdalla não perdeu o ânimo para encarar sua aula sobre relatividade, no dia seguinte. Filho de um casal de comerciantes, ele juntou-se, em 1972, à minoria dos estudantes da USP egressa de escola pública. Já sonhava em se tornar cientista: "Quem quer competir com os melhores não tem tempo para greve".
A TV Pública é a Gautama do éter. Assim como a Gautama faz obras que custam caro e ninguém vê, a TV Pública custará caro e ninguém a verá. A Gautama deu dinheiro a um monte de lulistas. A TV Pública dará dinheiro a outros tantos. O pessoal da Gautama foi parar na cadeia. Minha torcida é para que, futuramente, por algum motivo, o pessoal da TV Pública tenha o mesmo fim.
O que diferencia a Gautama da TV Pública é o preço. O da TV Pública é mais alto. Muito mais alto. O butim foi calculado inicialmente em 250 milhões de reais por ano. Agora, como diria Zuleido Veras, o contrato já foi aditado.
De acordo com o assessor de imprensa informal de Franklin Martins, que despacha regularmente na Folha de S.Paulo, a TV Pública receberá 350 milhões de reais por ano. Se continuar nesse ritmo, logo mais a TV Pública terá de ser chamada de Andrade Gutierrez do éter ou de Mendes Júnior do éter.
Um conselho de oito profissionais foi reunido para idealizar a TV Pública. Há gente como Eugenio Bucci, recentemente afastado da Radiobrás, Florestan Fernandes Júnior, filho do sociólogo petista, e Beth Carmona, diretora da TVE.
Quando Beth Carmona foi nomeada para a TVE, Luiz Gushiken declarou que se tratava de uma "escolha pessoal do presidente Lula". É com esse estigma que ela chega à TV Pública. Beth Carmona é uma espécie de teórica do traço. Traço é como se define o programa de TV com ibope igual a zero.
Em sua defesa, ela argumenta que "a TV é uma concessão pública e, como tal, deve servir aos anseios da sociedade, e não à busca desenfreada pela audiência". Traduzindo: o espectador não sabe o que é melhor para ele, quem sabe é a Beth Carmona. Quais seriam os "anseios da sociedade"? Neste momento, estou sintonizado na TVE. Há um porquinho tocando violino. Meu único anseio é ele parar de tocar.
Outro conselheiro da TV Pública é Laurindo Lalo Leal. Ele apresenta um programa na TV Câmara, o Ver TV. Apesar do nome, desconfio que seja um dos programas de TV menos vistos de todos os tempos.
Laurindo Lalo Leal acredita no seguinte: "Deve-se lutar contra o índice de audiência em nome da democracia. A TV regida pela audiência contribui para exercer sobre o consumidor as pressões do mercado, que não têm nada da expressão democrática de uma opinião coletiva esclarecida".
O autor dessa charlatanice bolivariana é Pierre Bourdieu. A mensagem é aquela de sempre: somos incapazes de entender o que é bom para nós. Hoje à noite vou ver a novela da Globo e comprar todos os produtos anunciados nos intervalos comerciais. Só para incomodar Laurindo Lalo Leal e os acólitos de Pierre Bourdieu.
Se a meta da TV Pública é garantir apoio para o lulismo, não há o menor perigo de sucesso.
____________________
Na semana passada, afirmei que a Gautama ofereceu um passeio de barco a Dilma Rousseff. Na verdade, o passeio foi oferecido pelo governador da Bahia, Jaques Wagner. A ministra havia sido informada de que o barco era alugado. (Na Veja desta semana).
O texto que segue é um excerto da matéria de capa da revista Veja que chegou às bancas neste sábado. Vale a pena ler a reportagem completa.
Um absurdo ocorrido em Brasília veio em boa hora. Ele é o sinal de que o Brasil está enveredando pelo perigoso caminho de tentar avaliar as pessoas não pelo conteúdo de seu caráter, mas pela cor de sua pele. No início de maio, o estudante Alan Teixeira da Cunha, de 18 anos, e seu irmão gêmeo, Alex, foram juntos à Universidade de Brasília (UnB) para se inscrever no vestibular.
Visto que têm pele morena, eles optaram por disputar o concurso por meio do sistema de cotas raciais. Desde 2004, a UnB – e outras 33 universidades do país – reserva 20% de suas vagas a alunos negros e pardos que conseguem a nota mínima no exame. Alan e Alex são gêmeos univitelinos, ou seja, foram gerados no mesmo óvulo e, fisicamente, são idênticos.
Eles se inscreveram no sistema de cotas por acreditar que se enquadram nas regras, já que seu pai é negro e a mãe, branca. Seria de esperar que ambos recebessem igual tratamento. Não foi o que aconteceu. Os "juízes da raça" olharam as fotografias e decidiram: Alex é branco e Alan não.
Alan, que quer prestar vestibular para educação física, foi classificado como preto na subcategoria dos pardos e pode se beneficiar do sistema de cotas.
Alex, que pretende cursar nutrição, foi recusado. "Não sei como isso é possível, já que eu e meu irmão somos iguais e tiramos a foto no mesmo dia", diz Alex, que recorreu da decisão. A UnB informa que o recurso está sendo analisado e o resultado sairá nesta quarta-feira.
A avaliação divergente dos irmãos Alan e Alex pela UnB é uma prova dos perigos de tentar classificar as pessoas por critério racial. Em todas as partes onde isso foi tentado, mesmo com as mais sólidas justificativas, deu em desastre.
Os piores são as loucuras nazistas e as do apartheid na África do Sul. Ambas causaram tormentos sociais terríveis com a criação de campos de concentração e guetos. Os nazistas exterminaram milhões de pessoas, principalmente judeus, em nome da purificação da raça.
A Música do blog traz neste sábado para vocês uma raridade: o legendário Stan Getz junto com o fabuloso grupo vocal americano Manhattan Transfer. A música é a deliciosa “Joy Spring” do grande trompetista Clifford Brown, num arranjo muito especial que evidencia a harmoniosa dissonância do vocal e abre espaço para o improviso de Stan Getz, que consegue no sax tenor um sopro e timbre inconfundíveis. A gravação é de 1989.
Deve-se assinalar que foi a bossa nova que levou Stan Getz a fazer estrondoso sucesso no final dos anos 60 quando a bossa explodiu nos EUA. Getz gravou com João Gilberto, Astrud Gilberto e outros monstros sagrados da bossa.
É tão lindo...pena que os artistas envelhecem e lá se vão, consumidos pela morte. Ainda bem que a tecnologia permite que a sua arte permaneça acessível e ao alcance das gerações que se sucedem nesse torvelinho non sense que é a vida. Stan Getz já faleceu. O grupo Manhattan não sei que fim levou.
Já vi esse vídeo dezenas de vezes. É bom. Bom demais. Tenho em CD Joy Spring com o gaitista Toots Thielemans, também num arranjo primoroso.
A Justiça Federal de São Paulo deferiu nesta quinta-feira (31/5) liminar que impede que os bancos destruam os extratos referentes às poupanças dos meses de junho e julho de 1987, época do Plano Bresser. Quem tinha poupança na época tem direito de reaver a correção sonegada pelo governo.
A decisão da 15ª Vara Federal, cujo teor Última Instância obteve com exclusividade, abre espaço para quem não pleiteou seus direitos até 31 de maio, último dia para apresentação do pedido, possa fazê-lo.
Aliminar foi concedida em ação civil pública movida pela Defensoria Pública da União no Estado e vale até julgamento do mérito. No dia anterior à concessão da liminar em São Paulo, a Justiça Federal no Rio de Janeiro já havia decidido no mesmo sentido.
No entanto, a liminar dada no RJ possui aplicação apenas no Estado, não em âmbito nacional, como acontece com a decisão paulista.
“A ação visa atingir a todos, isso não significa que pessoas poderão entrar com ações individuais de imediato porque corre o risco de ser decretada a prescrição.
Assim, se o poupador não entrou com a sua ação, melhor é esperar a decisão da ação coletiva porque pode se beneficiar com a sentença sem entrar na Justiça”, recomendou João Paulo Dorini, defensor público que assina a ação civil pública. (Fique sabendo de tudo clicando aqui).
A decisão tresloucada do tirano da Venezuela de tirar do ar uma empresa de comunicação com mais de meio século de atividade começa a ter os seus desdobramentos que, ao contrário do que poderia imaginar o ensandecido ditador, reforça a crença na democracia e na liberdade de expressão como os valores mais caros da civilização.
Não é à toa que inclusive Lula, que está em Londres, teve que reagir em favor da liberdade, como também fizeram os presidentes do Senado e da Câmara, face às aleivosias verberadas por Chávez ao insinuar a fraqueza das instituições políticas brasileiras.
A atitude autoritária de Chávez derrama também um balde de água fria sobre o calor das intenções do lulopetismo em controlar o livre fluxo da informação e a liberdade de pensamento, representado pela instituição de uma rede estatal de comunicação e a indisfarçável sanha censória que se arreganha dentro do Ministério da Justiça.
Sabe-se da intenção do governo do PT de submeter ao crivo de censores os horários de veiculação de programas de TV e radiodifusão. Uma forma sorrateira de ir aos poucos impondo o controle sobre a liberdade de expressão.
Guardadas as devidas proporções, o fechamento da RCTV tem a mesma dimensão de um ato eventual de fechar a Rede Globo no Brasil e no seu lugar rodar uma programação que nos devolveria ao passado, como acontece com a TV cubana, por exemplo.
Imaginem que, se de uma hora para outra a TV globo saísse do ar fechada pelo governo? É esta sensação que os venezuelanos vivem, já que estavam acostumados com uma televisão moderna, ágil, crítica e que parece também desenvolver um bom trabalho na área da tele-dramaturgia.
É claro que nem todos os brasileiros e nem mesmo este modesto escrevinhador concordam com tudo que produz a TV Globo. Aliás, particularmente tenho sérias críticas a fazer a essa rede de televisão. Entretanto, jamais passa pela minha cabeça e com certeza dos meus concidadãos democratas, a idéia de propor o fechamento dessa empresa!
Ora, nós, que postulamos e defendemos a democracia, queremos é a liberdade de poder discordar e, quando for o caso, condenar publicamente e até mesmo ir à Justiça contra qualquer veículo de comunicação, mas nunca decretar a morte de uma rede de televisão apenas por que dela discordamos por quaisquer razões.
Excessos, críticas descabidas, lobby e outros defeitos perpetrados por humanos estão em todos os veículos de comunicação por que eles são feitos por homens. Seres humanos são imperfeitos e falíveis.
Não fosse assim seríamos todos semideuses. Conviver com as contrariedades e o dissenso, no entanto, faz parte da vida das sociedades sob o regime democrático.
O Estado de direito democrático, que pressupõe uma Justiça e um Legislativo independentes, é o fiador da liberdade sob o parâmetro da lei acordada pelos cidadãos na Constituição do Estado. Os excessos são, por isso, combatidos com a aplicação da lei.
E aí está a distância que separa o ato discricionário do ditador venezuelano da civilidade, do respeito à lei que materializam a tolerância dentro da legalidade.
Apesar de ter perdido sua concessão na Venezuela, a RCTV (Radio Caracas Televisión) mantém suas transmissões e ataques ao ditador venezuelano Hugo Chávez. A emissora usa uma equipe reduzida para produzir e colocar na internet o telejornal "El Observador".
"Reiteramos que 'El Observador', da Radio Caracas Televisión, segue na transmissão noticiosa em defesa da liberdade de expressão", diz o apresentadore Pedro Guerrero, num vídeo de quarta-feira (30). A cobertura enfatiza a onda de protestos, que acontecem em Caracas e outras localidades do país.
No espaço de comentários destinado para cada vídeo, internautas debatem em tom acalorado a medida de Chávez de não renovar a concessão do canal. Os filmes já foram vistos mais de 170 mil vezes. O perfil atribuído à RCTV no YouTube já jogou na rede 40 vídeos até agora.
Fora do ar desde a 0h de segunda-feira, a emissora quer voltar a transmitir por cabo "em breve". A informação é do diretor-geral da TV Globovisión, Alberto Federico Ravell.
À primeira vista pode até parecer irônico que a Polícia Federal (PF) - o órgão do Estado responsável pelo desbaratamento de quadrilhas e pelas descobertas de grandes falcatruas no meio político-administrativo, envolvendo todos os Poderes e níveis da administração - esteja enfrentando forte crise interna, com graves denúncias pesando sobre quadros seus de elevada posição.
Mas não é irônico nem se trata de mera coincidência, pois a Operação Navalha, que vem escandalizando o País, deriva, justamente, de investigações realizadas em outra operação - a Octopus, palavra que designa “polvo” - sobre empresários baianos, que teriam formado o chamado Grupo G-8, dedicados, há muito tempo, à prática de fraudes em licitações públicas, que se descobriu estarem conectados com integrantes da própria Polícia Federal.
(Este texto é um excerto do editorial de O Estado de São Paulo desta sexta-feira. Clique aqui para ler na íntegra).