Feliz Ano Novo para todos vocês estimados leitores do blog. Que 2008 seja um ano excelente para todos nós. Recebam todos o meu caloroso abraço e os meus melhores agradecimentos.
Toda a grana que já foi arrecadada com a CPMF e outros impostos diversos escoam pelo duto que liga o erário aos bolsos sequiosos dos donos do poder e não sobra nada para aplicar em saneamento. E, por isso mesmo, este Brasil brasileiro não é capaz de controlar nem a febre amarela que já está até mesmo dizimando os macacos que habitam as matas que circundam o Distrito Federal.
Hoje um casal de macacos foi encontrado mortonuma piscina de um bairro grã-fino de Brasília e os especialistas suspeitam que os bichos morreram de febre amarela. Há mais dois casos registrados nos arredores da Granja do Torto, a residência do Apedeuta.
Mais do que depressa os mata-mosquitos borrifaram com inseticidas, hoje, a Granja do Torto, onde o Apedeuta e seus sequazes passarão o “revelhom” amanhã.
A população de Brasília está temendo um surto da moléstia, embora as autoridades garantam que 90% da população está imunizada. Mas a vacina contra febre amarela tem de ser repetida a cada 10 anos. E, como todos sabem, a memória dos botocudos é limitada.
Aqui no Sul, o pedacinho razoavelmente civilizado do Brasil está sendo literalmente invadido por botocudos de todos os quadrantes do país.
Florianópolis está uma loucura total. Descobriram a Ilha. Há até celebridades em festas burguesas (epa!), mas o grosso dos invasores é constituído de botocudos.
Um dos balneários mais famosos aqui da Ilha, o Jurerê Internacional, também foi tomado por novos ricos botocudos. Aquilo lá já foi um lugar agradável, limpo. Até que os botocudos descobriram. Pronto. Virou uma zona.
Faz muito calor aqui em Florianópolis, o trânsito para as praias está infernal. Se alguém deseja antever o que seria o tal apocalipse, venha passar a temporada aqui em Florianópolis.
O Sul precisa separar-se do Brasil, constituir logo um outro país e passar a exigir vistos para todos os tipos de estrangeiros, especialmente os botocudos do Brasil. Trata-se, antes de mais nada, de uma questão de saúde pública.
Uma das primeira medidas a ser tomada deverá contemplar o fechamento das fronteiras para livrar a população da febre amarela, esquistossomose, dengue, tuberculose, lepra, sarampo, catapora, poliomielite, enfim, essas moléstias que o mundo desenvolvido já erradicou mas que grassam de São Paulo para cima.
Já proponho o lema a ser inscrito na bandeira deste novo país: FOGO NOS BOTOCUDOS!
Com o pedido de extradição dos envolvidos na Operação Condor, por parte da justiça italiana, a história recente do Brasil envolvendo o período da ditadura começa a ser remexida. Isto é ótimo. Em boa hora um militar decidiu romper o silêncio.
Trata-se do general-de-divisão da reserva Agnaldo Del Nero Augusto. O militar afirmou que o Exército brasileiro prendeu militantes montoneros e de outras organizações da extrema-esquerda latino-americana e os entregou aos militares argentinos. "A gente não matava. Prendia e entregava. Não há crime nisso."
Para ele, em "uma guerra irregular", como a que ocorreu na América Latina, regimes democráticos ficavam diante de um dilema: impor restrições ao Estado de Direito ou correr sério risco de serem derrotados.
"Os terroristas não obedecem a lei nenhuma, mas querem usufruir das garantias que a democracia oferece. O grande erro (do governo) foi, quando foi feito o AI-5, não ter declarado (estado de) guerra. Olha: ‘Nós estamos em guerra’." (Leia mais).
MEU COMENTÁRIO:e se for para remexer o passado e punir os crimes cometidos nesse interregno da história da República, que sejam levados às barras dos tribunais os torturadores e os terroristas. A primeira iniciativa a ser tomada é cassar essas pensões vitalícias milionárias que vêm sendo pagas pelo Estado à meia dúzia de agitadores profissionais e falsos guerrilheiros.
Ou alguém considera que autodenominados “guerrilheiros de esquerda” são agentes da liberdade?
A verdade que ninguém tem a coragem de admitir é que se os tais “guerrilheiros de esquerda” fossem vitoriosos o Brasil teria sido simplesmente cubanizado, transformado num país comunista botocudo.
Se isto aqui já é uma merda com democracia, imagine sob o tacão de uma ditadura comunista?
A discussão que se levanta em torno do período da ditadura é algo bizarro, uma perda de tempo e de energia. Trata-se, antes, de louvar a democracia e deplorar qualquer tipo de ditadura.
O Brasil precisa de paz, concórdia, muito trabalho, respeito à lei e à ordem, instituições democráticas fortes e intocáveis e, sobretudo, de capitalismo.
O resto é conversa fiada alimentada por um bando de espertalhões que se utiliza do passado para construir as suas mordomias do presente.
Comunismo e fascismo são verso e anverso da mesma moeda. Ou seja: merda. A história está aí comprovando de forma absoluta que só a democracia é o regime civilizado e que permite que uma Nação seja forte e livre.
O exercício da democracia, por si só, é o maior repúdio à ditadura, seja ela erigida em qualquer tipo de matiz ideológico.
Transcrevo após este prólogo três excertos da análise formulada pelo meu amigo jornalista Toni Bulhões e postada no ABKnet, o pioneiro site brasileiro de notícias no exterior. Bulhões vive há anos na Alemanha, conhece boa parte do mundo e é muito bem informado.
Observa Bulhões, como muita propriedade, que 2007 não foi um ano comum. Fatos aparentemente isolados estão na verdade entrelaçados. Seja crise financeira ou atentados.
Os paradoxos adquirem sentido, principalmente quando se trata de fatos alarmantes como a perseguição a judeus na Venezuela. Sinal de que 2008 tem que ser um ano de combate. Ou a venda da ilusão de que uma líder populista seria solução em um país dominado pela anarquia e terrorismo, como o Paquistão. Sinal de que a humanidade parece querer enganar a si própria.
Resta agir e tentar fazer de 2008 um ano novo, como realmente deveria ser, adverte.
Portanto, vale a pena clicar aquipara ir direto ao ABKnet (link permanente na coluna Troca-Links ao lado mais abaixo) e ler o artigo completo.
“Possivelmente as próximas conseqüências serão a bolha do cartão de crédito, a bolha do automóvel, a bolha do supermercado, já que a quebradeira de quem sequer pode pagar as prestações da casa própria, poderá ter efeito dominó nos bolsos de uma sociedade acostumada a viver de dívidas.
O golpe fatal, segundo os mais pessimistas, será dado entre si, de forma antropófaga, pelos próprios bancos e fundos, os quais, desconfiados de quem cairá primeiro e de quem esconde o quê, evitarão os refinanciamentos mútuos corriqueiros no mundo da especulação e dos especuladores.
As previsões mais otimistas falam do que seria um poderoso "freio de arrumação", as mais pessimistas alertam para uma profunda recessão. Até março de 2008 saberemos se virá vendaval ou furacão”.
(...)
“O Paquistão sempre foi, e todos os serviços de inteligência ocidentais bem o sabem, o quartel-general de terroristas islâmicos do mundo inteiro. Foi lá que nasceu o Taleban afegão e é lá que estão os principais centros de treinamento e logística das facções radicais, entre elas o Al-Qaeda.
Há anos, mesmo antes do 11 de setembro de 2001, que toda a área noroeste do país está fora de controle do governo. Ali regem as leis dos clãs locais sob a luz da interpretação fanática do Corão. O país tende agora à generalização do caos por todo seu território.”
(...)
“O grande aliado dos iranianos é o presidente Hugo Chavez, da Venezuela. O resultado da aliança é sintomático: Compreensivamente, até certo ponto, elegem os EUA como inimigo principal mas, no dia a dia, movidos pela covardia política, preferem perseguir os judeus, culpando-os pelos males do mundo. Nada mais fácil em uma receita própria do obscurantismo.
Os resultados vêm se acumulando aos poucos. Uma nota divulgada em 5 de dezembro passado pela Confederação de Associações Israelitas da Venezuela, por exemplo, informava sobre a invasão, por efetivos policiais, no dia 2, do Centro Cultural e Desportivo Hebraico de Caracas.”
Desejo consignar aqui os meus melhores agradecimentos a você que nos brinda diariamente com o seu humor competente, alegre e mordaz quando a situação política exige que assim seja. Não existe humor a favor. Não existe humor sem liberdade.
A ausência de humor é apanágio do fanatismo. Bom humor é a claridade; mau humor é a escuridão, a tristeza e a depressão.
Não é à toa que ditaduras não suportam o humor e, principalmente, aquele humor que com poucos traços, num só quadrinho, é capaz de dizer mais do que uma grande reportagem ou extenso editorial, fustigando e denunciando os antidemocratas de plantão.
Desejo para você, meu caríssimo amigo Sponholz, todo o sucesso, a prosperidade e a paz no decorrer de 2008, de forma extensiva aos seus familiares.
Está perfeito o editorial da Folha de São Paulo deste sábado e, por isso, o transcrevo na íntegra como segue após este prólogo. O título original é “Moral, justiça, política”. Nunca é demais assinalar, ainda, que é muito comum os regimes ditatoriais viverem em permanente confronto com algum inimigo. Nem que estejam mortos ou suficientemente execrados pela sociedade em função de deletérias atividades no passado.
MORAL, jurisprudência e bom senso político parecem estar em conflito no complexo caso da Operação Condor. A Justiça italiana pede a extradição de 11 policiais e militares brasileiros (quatro deles já estão mortos), sob a acusação de envolvimento naquela rede clandestina de repressão a atividades subversivas durante os anos de regime autoritário.
Horacio Campiglia, cidadão italiano e argentino, estava no aeroporto do Galeão, no Rio, quando foi seqüestrado, em 1980. Foi visto tempos depois numa prisão argentina, antes de desaparecer. Lorenzo Viñas, também ítalo-argentino, conheceu o mesmo destino num ônibus que fazia o trajeto Buenos Aires-Porto Alegre.
Não foram os únicos a cair nas garras de um sistema de repressão que, desde 1975, inspirava entendimentos entre organismos brasileiros e seus equivalentes em outros regimes militares da América do Sul.
Que não se ignore a vileza dos envolvidos na Operação Condor: os nomes dos responsáveis por ela devem ser conhecidos pelas gerações futuras. Que o intuito punitivo que despertam, contudo, não ultrapasse o limite da lei.
A Constituição proíbe a extradição de cidadãos brasileiros, e a vontade da Justiça da Itália é irrelevante, por questão de soberania, diante do que dispõe a Carta do Brasil. Além disso estão prescritos os crimes de que os ex-agentes das forças de segurança são acusados. Do ponto de vista legal, pois, parece impossível levar alguém a julgamento.
Do ponto de vista político, as atitudes dos países envolvidos divergem. O Brasil, até porque a repressão resultou em menos assassinatos e desaparecimentos do que na Argentina, no Chile ou no Uruguai, tende a ver esse capítulo como página virada. A Lei da Anistia funcionou -e ainda funciona- aqui como instrumento de conciliação nacional.
Ponderados os ganhos e as perdas para o sistema democrático, percebeu-se que haveria avanço ao ignorar as responsabilidades individuais de quem tenha cometido crimes por motivação política no período. Foi um preço a pagar, como acontece em toda negociação desse gênero.
As vítimas do regime, vale lembrar, não poderiam considerar-se, na maioria dos casos, militantes da democracia. Alguns mataram inocentes em nome de um ideal que, quando realizado, nenhum respeito aos direitos humanos manifestou.
Com o fim da CPMF, o governo criou nesta sexta-feira, 28, outro instrumento de fiscalização com base na movimentação financeira dos contribuintes. A Receita Federal baixou norma exigindo que as instituições financeiras repassem semestralmente ao fisco informações sobre as operações financeiras realizadas por clientes pessoa física que ultrapassem R$ 5 mil. As informações de operações feitas por empresas terão que ser encaminhadas quando ultrapassarem R$ 10 mil. (Leia mais).
MEU COMENTÁRIO: quer dizer: aquela história que a CPMF permitia flagar lavagem de dinheiro e outros trambiques financeiros é furada!
Quem sabe agora o governo conseguirá flagrar de onde partem dólares e reais que são carregados em cuecas ou em malas para comprar dossiês fajutos.
Essa turma do PT é a campeã da hipocrisia e da cara-de-pau.
Termina mais um ano e até hoje ninguém sabe a origem de R$ 1,750 milhão que os aloprados (apelido dado pelo próprio Apedeuta aos seus valentes sequazes) levavam para comprar o famigerado dossiê fajuto contra a oposição na última campanha eleitoral.
UAU! FALTA POUCO PARA O FIM DA MALDITA CPMF. SE VOCÊ TIVER QUE FAZER ALGUMA TRANSAÇÃO FINANCEIRA AGUARDE ATÉ O DIA 2 DE JANEIRO.
SEGURE AS PONTAS. NÃO DÊ DINHEIRO AOS PETRALHAS. USE CAIXAS ELETRÔNICOS SÓ A PARTIR DO DIA 1° DE JANEIRO DE 2008.
Quando estive pela primeira vez em Lisboa, em pleno salazarismo, todos pareciam velhos, andavam de preto e morriam de medo. Mas o mais patético era a proibição de palavras estrangeiras, que produzia ridículos hilariantes, como um pub ser chamado de "pabe".
Na Itália, até hoje, a herança mussolinista exige que os filmes sejam dublados em italiano. Os de Woody Allen ficam tão absurdos quanto os de Spike Lee ou "Cidade de Deus" falado em italiano: "Dadinho é il cazzo, il mio nome é Zé Piccolo!".
A versão original legendada só passa em raros cinemas de arte. Mas agora é tarde, e o povo já se acostumou. Mas os italianos alfabetizados estão perdendo boa parte do valor desses filmes.
As ditaduras, de esquerda e de direita, e o autoritarismo em geral adoram proteger a pureza da língua pátria, para melhor nos defenderem das influências maléficas e das ameaças que o estrangeiro sempre representa.
Pela soberania e a união nacional, como diziam Franco e Stálin.
A ignorância também odeia as línguas que não entende, inveja os que as falam, finge desprezá-los ao valorizar coisas como a sabedoria da vida real, a linguagem sem palavras, o idioma universal dos sentimentos e outras baboseiras.
Agora o Congresso vai votar uma lei do deputado comunista monoglota Aldo Rabelo que proíbe o uso público de palavras estrangeiras e pode nos levar, em plena era da globalização e da comunicação instantânea, a perdas irreparáveis na rica língua falada no Brasil, que tem a sua dinâmica própria e se transforma a cada dia.
Tem sido assim desde sempre, senão não teríamos o português que se fala (e alguns até escrevem muito bem) no Brasil moderno. Se dependesse dos defensores da língua pura, estaríamos falando tupi até hoje.
Nelson Motta, ao lado de Diogo Mainardi e do Reinaldão, é dos poucos articulistas da grande mídia que não se tem rendido à presepada politicamente correta e muito menos ao lulismo.
Adorei o título deste artigo: “Pela pureza botocuda”...hehehe...
Luiz Moyses perdeu a mulher na tragédia da TAM. Na tragédia do Aeroporto de Congonhas. Na tragédia do Airbus. Na tragédia da Anac. Na tragédia da Infraero. Na tragédia de Lula. Chame do jeito que quiser.
Luiz Moyses era de Porto Alegre. Depois do acidente, a TAM o acomodou no Hotel Blue Tree, em Moema, perto de Congonhas. Em 31 de agosto de 2007, à noite, ele estava no bar do hotel, acompanhado por dois outros familiares de vítimas do Airbus. No mesmo dia, ocorrera a abertura do III Congresso Nacional do PT.
Mais de 150 delegados do partido também estavam hospedados no Hotel Blue Tree. O PT sempre se deu bem com o Hotel Blue Tree. Um dos delegados petistas foi confraternizar com Luiz Moyses, imaginando que ele fosse um correligionário.
Luiz Moyses repeliu-o dizendo que Lula era o culpado pela morte de sua mulher. O delegado petista tentou agredi-lo. Insultou-o. Disse que os parentes dos mortos da TAM estavam chorando demais. O agressor só foi contido pelo deputado baiano Joseph Bandeira e pelos guarda-costas do partido.
O próprio Luiz Moyses relatou-me o episódio alguns meses atrás. Nesta semana, à procura de uma imagem que sintetizasse o ano, lembrei-me dele. Mais do que pelo acidente de Congonhas, 2007 ficará marcado pela bestialidade que deflagrou.
Da alegria indecente de Lula na posse de Nelson Jobim ao top, top, top de Marco Aurélio Garcia quando o Jornal Nacional falou sobre o reversor pifado, o Brasil desceu mais uns degrauzinhos na escala de civilidade.
Em 2005 e 2006, o conflito foi entre lulistas e antilulistas, entre achacadores e achacados, entre quadrilheiros de um bando e de outro. 2007 foi pior: o conflito passou a ser mais essencial, mais primário, entre a selvageria e a humanidade.
Os fatos do Hotel Blue Tree resumem idealmente o que aconteceu no país nos últimos tempos. Num artigo pomposo como este, em que se analisa o passado em busca de ensinamentos para o futuro, cai bem citar um autor ilustre.
É kitsch, mas cai bem. Pensando em Lula, em Marco Aurélio Garcia e no agressor de Luiz Moyses, cito o autor mais manjado de todos, Samuel Johnson: "A piedade não é natural ao homem. Crianças são sempre cruéis. Selvagens são sempre cruéis. A piedade é adquirida e aperfeiçoada pelo cultivo da razão".
A mulher de Luiz Moyses chamava-se Nádia. Foi sua primeira namorada. Eram casados havia sete anos. Quando Nádia morreu, Luiz Moyses vendeu sua empresa e mudou-se de Porto Alegre. Atualmente, ele tenta reconstruir sua vida em outro lugar, ao mesmo tempo que coordena as atividades do grupo de parentes dos 199 mortos de Congonhas.
Chegou a ser recebido por Lula no Palácio do Planalto. Perguntou o motivo do descaso do governo com a segurança nos aeroportos. Lula respondeu, segundo ele, que "o povo brasileiro nunca pediu segurança, pediu que modernizássemos os terminais". Lula teria acrescentado que o Brasil "possui os melhores terminais do mundo, com shopping center e tudo o mais".
O ano acabou. A tragédia da TAM ficou para trás. Menos para Luiz Moyses e todas as pessoas que perderam parentes ou amigos. Eles continuam a buscar respostas para os acontecimentos daquele fim de tarde de julho. Reúnem-se, confortam-se, trocam mensagens.
A última suspeita que circula entre eles é que o piloto do Airbus teria pedido autorização para aterrissar no Aeroporto de Guarulhos, mas tivera seu pedido negado pelos controladores.
Em 2007, o Brasil pediu para aterrissar numa pista longa e segura, mas acabou numa pista incerta e escorregadia, "com shopping center e tudo o mais".
Esta é a coluna de Diogo Mainardi na Veja que já está indo às bancas com uma completa retrospectiva de 2007. Vale a pena conferir porque a Veja é a única publicação que pratica um jornalismo de verdade. E este texto de Diogo resume em poucas palavras a que ponto chegou “este país” e o caráter dos sequazes do lulismo.
Bom, agora mesmo o sargento top top top Garcia embrenha-se na selva colombiana ( será mesmo?) para confabular com os seus amigos narcoterroristas das FARC.
Conclusão: quem apóia Lula e seus sequazes é conivente com os narcoterroristas. E não me venham contar lorotas e cometer agressões nos comentários, seus narcoterroristas botocudos!
Palavras do ministro José Múcio sobre o discurso positivo do Presidente Lula. E há quem elogie Lulla pela sua inteligência emocional, seu saber sobre política e outros predicados.
Para uma pessoa medianamente informada as coisas não são tão positivas assim. No presente momento de distribuição de dinheiro, distribuição de cargos na maquina pública, distribuição de bolsas esmolas, tudo vai bem, parece. Mas a conta por essas benesses virá. O caso é que o Brasil precisava deixar os sindicalistas manejarem o poder, afinal, eles eram a única parte importante da política brasileira, que permanecia pobre.
Eles governam como se o futuro não existisse. Pelo menos não o futuro das próximas gerações, eles governam para o futuro deles. Uma vez que sentiram o gosto do poder, não vão querer largar o osso, doa a quem doer, faça-se o que tiver de se fazer.
Roubar, mentir, manipular informações, são coisas corriqueiras na política nacional, mas na época do sindicalismo, isso foi levado aos extremos, sem pudor. Agora vale tudo para a manutenção do poder, e como a maioria é pobre, assinam embaixo da bandalheira, desde que tenham um pequeno quinhão à mesa.
Mas a Zelite tomou parte dos recursos da festa, pelo menos por alguns meses. Acabou com a CPMF. Ocorre que os sindicalistas e operários que pagam o imposto malvado, gostaram muito de saber que irá sobrar uns tostões a mais no final do mês para tomar uma cerveja no boteco, e Lulla foi obrigado a se calar diante de seu próprio eleitorado.
O estelionatário é esperto, sacou que pode, e vai, dar o troco.A Zelite vai pagar a conta, ora se vai. Aumento de outros impostos é uma certeza. O governo ainda conta com o aumento da arrecadação, que esse ano foi muito maior do que o valor esperadopela arrecadação da CPMF ano que vem.
A economia capitalista vive de ciclos. Um após o outro eles vem e vão. A bonança e a penúria se alternam nos tempos. É bom governar nos tempos de bonança, pode se usar os feitos econômicos dos outros a seu favor para cabalar votos. Quem constrói o Brasil é quem produz com seu trabalho, quem paga imposto. Não quem se apropria dele.
De qualquer forma, temos pela frente uma crise internacional. Os valores econômicos dessa crise, pelo menos o que se sabe até agora, são vinte vezes maiores do que os valores que causaram a última recessão nos EUA, e a crise no resto do mundo em 2001, assim como os gastos públicos nacionais são também muito maiores do que em 2001.
Quem enxerga um palmo à frente de seu nariz já antevê o desastre que o governo sindicalista trará ao país, mas quem se importa não é? Estamos discutindo e alardeando a bonança. Mais cedo ou mais tarde o cardápio da festamudará. Quem de torneiro mecânico se tornou presidente da republica, e milionário, dá o exemplo de que basta esperar que um dia se acerta a sena. Bem, as chances de isso acontecer, sabemos todos quantas são, mas nem todos.
Então a crise irá tirar do mercado algumas instituições financeiras desta vez. Nada de empresas pontocom como da última vez, que apenas tinham valor de face em suas ações. Desta vez estamos falando de bancos que emprestaram centenas de vezes mais dinheiro do que têm como lastro para assumir o risco dos empréstimos.
Estamos falando de que as pessoas não estão pagando seus empréstimos hipotecários nos EUA. Estamos falando de trilhões de dólares de prejuízo, valor que, sem a menor sombra de dúvida, abalará os alicerces da tão falada “Liquidez Internacional”. Estamos falando da aceitação do nível de risco que a economia estará disposta a tomar depois do calote geral. Esse calote, diga-se de passagem, vai deixar o calote argentino parecer esmola de bolsa família.
O presidente brasileiro não iria querer que o povo americano se enterrasse antes de morrer não é? E morrer antes de lutar, não é do feitio dos americanos. Mas contar com o ovo no traseiro da galinha é feitio do brasileiro.
Hoje veremos a cantoria sindicalista do “espetáculo do crescimento” sem o menor pudor e vergonha. A conta no futuro da distribuição farta da cigarra nesse período será paga apenas pelas formigas, podem ter certeza disso.
Mas verdade seja dita, o sindicalista deu um nó na zelite.
(*) Paulo Castellari Filho é expert em bolsa de valores, tem um blogé professor e opera em São Paulo sendo conhecido no mercado financeiro por Nathal. Eventualmente colabora aqui no blog com artigos contendo análises do comportamento do mercado.
Sinceramente, não gosto dos “fins”, aprecio mais os “inícios” ou “começos”, como queiram. O ano que passou foi “dose”, pelos amigos que não vou rever mais, pelos artistas, músicos, escritores, gênios das ciências que existem mas não acompanho, física, química, biologia, matemática e outras que a minha pequenez também não persegue, enfim, pelo que a humanidade ficou mais pobre. É isso!
Naquela noite fui dormir cedo. É pelos padrões e pelas circunstâncias, a verdade é que estava “pregado”. Lembro que fizemos a distribuição dos presentes logo depois da ceia, os nossos filhos e noras se comportando como se tivessem na flor dos seus 11 ou 12 anos, agiam como crianças, com pressa, curiosos, ávidos por abrirem todos os embrulhos que estavam embaixo da árvore e nós fomos na mesma balada, integrados no espírito daquele fim de ano...
...”Vejo-me ali no boulevard da Lagoa da Conceição, em frente ao que chamam “Barca dos Livros”, chego atrasado para prestigiar um lançamento dos amigos escritores Tabajara Ruas e Nei Duclós. Eles estavam saindo, quer dizer, tudo já havia terminado quando cheguei. A moça que recepcionava não quis saber de conversa, disse que lamentava mas não podia fazer nada. Um pouco desolado mas contente por rever dois bons amigos, saímos juntos caminhando pelo píer.
Começo de noite ou final de tarde, era dia ainda, os barcos atracados oscilavam placidamente sobre as águas e avançamos em direção ao centrinho... Paramos ali no Oliveira, um restaurante à beira da água, pedimos uma cerveja, o filho do Tabajara disse que se lembrava de mim, de uma paleta de ovelha quetinha comido lá em casa, e também de dois pôsteres que faziam alusão a vitória do Internacional na Copa Libertadores da América e do Campeonato do Mundo no Japão o ano passado... É bom tratar bem as crianças, penso, elas têm uma memória de elefante, ao contrário dos adultos, jamais se esquecem...
“A conversa ia amena quando ouço o Taba indagar “mas tchê, você tem de publicar os teus livros fora daqui. Tenho um amigo que está numa grande editora e me pediu para indicar autores novos de talento... Eu próprio estou impedido porque já estou em uma grande editora, me pagam bem, não posso reclamar, mas vou indicar o teu nome.
Pegou o celular e ali mesmo ligou para o tal editor. O cara disse que já me conhecia e era para eu enviar alguns livros para ele analisar, sem compromisso. Disse também que tinham comprado os direitos autorais de toda a obra do antropólogo Darcy Ribeiro, do escritor gaúcho Walmir Ayala, do outro gaúcho, Fausto Wolff e claro, por que não, de um Catarina de Floripa...
“Saímos dali, estava mais animado, tomamos um sorvete que o Tabajara pagou acrescentando que era muito caro, onde já se viu R$8,00 por duas pequenas bolas de sorvete, mas falou baixinho para que o filho não escutasse.
“Depois nos despedimos e fiquei com a consciência de que tinha uma boa coisa para lembrar, e também, de que deveria enviar um pacote com os livros mais expressivos para o Rio de Janeiro, era uma boa oportunidade e não deveria fazer como na frase do Bernard Shaw “tem gente que não perde a oportunidade de perder uma oportunidade”.
“Estava muito quente, tinha a sensação que iria virar suco, como no filme “O Homem que Virou Suco”... Não iria desistir, não agora, quando tudo parecia encaminhado... Foi quando o Sérgio Bonson, cartunista, grande amigo de Blumenau na década de 1970 me aparece com sua voz arrastada afirmando “viu bicho, a tua luta foi recompensada, não perde essa” e a sua imagem vai desaparecendo numa espécie de neblina até se perder e fico achando tudo aquilo estranho porque o Bonson tinha morrido, eu mesmo me recusei a ir ao seu enterro... Depois em sucessão, o Olívio Lamas com sua mão em meu ombro afirmando “esta não perdemos mais”... e o Horácio Braun “Disse que um dia chegaríamos lá”... E o meu pai “você foi o escritor da família”... O calor insuportável”...
Acordo suando, o travesseiro molhado, uma sensação de desconforto e levo algum tempo para assimilar que tudo tinha sido um sonho... Foi quando decidi ligar para o Tabajara para ver se a história dos livros era pra valer, vá que estivesse brincando mesmo no sonho.
(*) O meu amigo Olsen Jr. é um competente escritor e jornalista catarinense.
O entrevistado no vídeo acima é o deputado estadual Wagner Montes, do PDT do Rio de janeiro. Ele aparece à frente de pesquisa de intenção de votos do instituto DataFolha para a prefeitura do Rio de Janeiro em 2008.
Wagner tem dito que o Rio precisa de um “xerife”... Hummmm...
Ao que eu retruco. Nem o Rio de Janeiro e nem o Brasil precisam de xerife nenhum. Bastaria que o Brasil se livrasse dos brasileiros botocudos para acabar com a criminalidade.
Isto exigiria o restabelecimento do respeito à lei e a ordem. E não há necessidade de mexer nem mesmo em uma vírgula da legislação existente.
Mas não será com populismo e demagogia barata que os problemas brasileiros serão resolvidos.
Os leitores cariocas que conhecem de perto esse Schwarzenegger botocudo, podem opinar nos comentários.
Vocês já imaginaram o Zé Guerrilha entrevistando o Porra-Louca do Nordeste? Pois bem. Há pouco, dando uma geral pela internet achei – bingo! – lá no blog do Cubano, como não poderia deixar de ser, a chamada para uma entrevista que o mensaleiro José Dirceu comete com o Ciro Gomes.
E qual é o título do post do Cubano: “Adversários querem inviabilizar governo Lula”. Cubano, lulista desde criancinha, posta inclusive uma foto dos dois botocudos.
Caraminguá? Não! Não! Afaste do Cubano este cálice...hehehehe...
A chamada está justamente em cima do trecho em que Ciro Gomes cai de pau na oposição pelo fato de ter inviabilizado a aprovação da CPMF.
Os petralhas continuam inconsoláveis e, nesse interregno das festas de final de ano estão urdindo o plano diabólico para golpear definitivamente as instituições democráticas que ainda estão de pé, dentre elas, o Congresso Nacional.
Imaginem agora o que vai acontecer no decorrer de 2008. O discurso do Porra-Louca Nordestino já está delineado. Exultará o pobrismo e baixará o sarrafo na classe média. Ciro quer se habilitar como o único candidato capaz de suceder Lula e, por isso, já se aliou ao Zé Guerrilha.
E, como já afirmei aqui no blog em artigo mais abaixo, a sucessão de Lula passa pela eleição municipal de 2008. Preparem-se. Será uma guerra encarniçada.
Já dá para prever que o estilo da campanha será, como nunca, rasteiro, pusilânime, na linha adotada pelo tiranete da Venezuela e pelo índio de araque da Bolívia.
A última eleição presidencial foi apenas o aperitivo. Agora será tudo ou nada. Lula e seus sequazes, entre os quais se inclui uma vasta parcela do jornalismo botocudo, já escolheram o inimigo em quem baterão sem dó: a classe média.
Açularão até dizer chega a luta de classes e o racismo e promoverão uma agitação política jamais vista da história da República. Para isto contarão com os tais movimentos sociais, constituídos de hordas de botocudos financiados com o dinheiro público lavado por meio das centenas de ONGs que proliferam por todos os cantos do País.
Lanço daqui uma advertência. O Brasil viverá daqui em diante um período extremamente perigoso nas mãos de um governo enlouquecido pelo poder e que descobriu na luta de classes o mote principal de sua campanha. Trata-se, como está claro e insofismável, que estamos nas mãos de um bando de irresponsáveis.
Um rastilho de pólvora já está aceso. Não podemos permitir que chegue ao paiol.
FOGO NOS BOTOCUDOS !!! FOGO NELES !!!
EM TEMPO: aviso que manterei plantão permanente no blog durante todo este final de ano. Os comentários continuam abertos democraticamente. Os leitores também poderão deixar avisos e links nos comentários, alertando para qualquer movimento petralha.
Utilize o blog para denunciar quaisquer manobras antidemocráticas.
A música do blog traz hoje um vídeo que é uma raridade: o cantor e compositor catarinense Luiz Henrique Rosa e Liza Minnelli na intimidade de um momento de descontração, quando a cantora esteve aqui em Florianópolis no auge de sua carreira. É que Luiz Henrique viveu durante uns 10 anos nos Estados Unidos quando a bossa nova explodiu em sucesso internacional nos anos 60.
Neste vídeo Liza pede que Luiz Henrique canta “Alicinha”, música que compôs em homenagem à sua filha Alice. Liza passou alguns dias aqui na Ilha lá pelo final dos anos 70. A gravação foi feita numa casa de praia aqui na Ilha onde Liza se hospedou. Era carnaval. Luiz Henrique foi namorado de Liza nos EUA onde fez muito sucesso e gravou com músicos como Walter Wanderley, Sivuca entre outros feras da bossa nova e do jazz.
Nessa época eu trabalhava no jornal O Estado, então o mais influente diário de Santa Catariana, sediado aqui em Florianópolis. Liza, acompanhada por Luiz Henrique, visitou o jornal e concedeu uma entrevista coletiva no saguão do prédio da qual tive a satisfação de participar.
Depois que Luiz Henrique retornou dos Estados Unidos mantive com ele uma boa amizade, bati com ele longos papos e o assisti em vários shows, inclusive com o lendário Sivuca, com o qual gravou um CD em Nova York.
O filho de Luiz Henrique, o meu amigo Raulino, criou o site www.luizhenrique.org e postou no YouTube diversos vídeos enfocando fragmentos de shows e clips de seu pai, entre os quais um trailler do documentário lançado recentemente
Luiz Henrique faleceu num insólito acidente de automóvel aqui em Florianópolis aos 40 e poucos anos de idade em plena forma e atividade artística. Era um sujeito extremamente modesto, simples e calmo.
Seus discos remasterizados e disponíveis em CDs não se encontram no Brasil. Mas continuam fazendo sucesso nos Estados Unidos, Europa e Japão.