Bornhausen alertou para o projeto comuno-populista do petismo
O Democratas em SC concorrerá em quase l00% dos municípios
Bornhausen denuncia manobra
de Lula para ter o 3º mandato
Ao falar no encontro dos Democratas desta segunda-feira (31) em Florianópolis, o ex-senador Jorge Bornhausen voltou a alertar para a tentativa de um processo populista em curso no Brasil e a campanha eleitoral antecipada que Lula faz, viajando para assinar convênios - meros atos administrativos - que deveriam ser assinados nos gabinetes.
“O presidente constrange a inteligência dos brasileiros – afirmou Bornhausen - quando conta de telefonema que dificilmente teria feito ao presidente dos Estados Unidos, ao considerar Hugo Chaves um pacifista, elogiar Severino Cavalcanti e ao “endeusar’ Renan Calheiros. Prepara-se um terceiro mandato - deixa-nos, pelo menos, esta dúvida”, avisou.
Vieram a Florianópolis para esse encontro, o presidente do partido, deputado federal Rodrigo Maia, o senador Demóstenes Torres (Goiás), o deputado federal e líder na Câmara, Antônio Carlos Magalhães Neto, e o deputado federal Ronaldo Caiado (Goiás) e se reuniram, numa espécie de seminário, com lideranças democratas catarinenses, envolvendo cerca de 150 políticos, entre deputados estaduais, federais e pré-candidatos a Prefeito nas eleições municipais deste ano.
Para o presidente estadual da sigla, senador Raimundo Colombo, também “está claro que Lula busca o terceiro mandato. “Ele usa a máquina para provocar a oposição, baixa o nível para alimentar o jogo de fazer o sucessor”.
O presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia, reforçou que há a ameaça de plebiscito. “A gente espera que essa idéia não avance. Seria um retrocesso na evolução da sociedade brasileira”, disse.
Maia, que consulta o TSE, para ver se o presidente pode, “em eventos fantasmas, tratar de política eleitoral, em vez de questões que competem à presidência da República”. Explicou ainda sobre a a utilização da sigla em sua forma reduzida:: “A diminuição da sigla - para D25 - é para popularizar o número do partido. A sigla DEM continuará valendo, já que caiu bem no gosto popular”.
Aquele pontinho dentro do círculo azul é a Terra. Vc já pensou?
O pálido pontinho azul perdido
no espaço. Quem somos nós?
Na foto acima você pode ver O Pálido Ponto Azul (Pale Blue Dot) a famosa fotografia da terra feita pela Voyager 1 que inspirou e deu título a um livro de Carl Sagan, considerado por muitos o maior divulgador da ciência que o mundo já conheceu.
A imagem foi tomada pela Voyager 1 em 6 de julho de 1990. A Terra aparece como um minúsculo ponto, distante cerca de 6 bilhões quilômetros, no meio de um raio solar, no destaque assinalado por um círculo em azul.
Na escala cósmica a Terra e os seres humanos, além de tudo que ela contém, são completamente irrelevantes. Não representam sequer um grão de areia.
Para um hipotético observador postado a uma distância um pouco maior do que 6.4 bilhões de quilômetros a Terra desaparece.
Costumo chamar a atenção para o fato algumas verdades que emergem da ciência. Por exemplo, se você quiser saber o que é o “nada”, uma proposição filosófica de extrema complexidade, basta que você olhe num espelho. O que você vê? Nada. Na escala planetária você não existe.
Exercite um pouco o seu pensamento e imagine daí, o microcosmo. Você dedilha as teclas do seu computador. Em cada toque experimenta a dureza do material plástico.
Cada um desses pequenos botões que você pressiona parece estático, mas a teoria da física atômica prova que o material plástico é composto de moléculas e estas de átomos e há um núcleo do átomo ao redor do qual estão girando os elétrons. E ainda existem, depois deles, partículas menores ainda. Tudo se movimenta de forma permanente, sem cessar um segundo.
Você tira os olhos da tela do seu computador e olha pela janela e tem a sensação que acima de você existe um céu e que a Terra está aí para sempre e é enorme. A humanidade, da qual você faz parte reputa como importantíssima. Tão importante que já teve peregrinando na Galiléia o representante de um criador chamado Deus. E que você acredita em tudo isso e mais, que foi criado à imagem e semelhança do Todo Poderoso.
Suponho que 99,9% da humanidade desconhecem essas informações científicas. Não é possível conceber que essas criaturas possam cometer tantos desatinos, tantas iniqüidades, exibir tanta soberba e exercitar o despotismo e a crueldade. Como também não é possível compreender que essas criaturas possam imaginar que tenham algum controle sobre o destino da Terra.
Você viu a foto do planetinha acima, aquele pontinho miúdo e irrelevante. Suponho que tenha lido esta pequena reflexão. Agora veja o vídeo legendado, de ótima qualidade de imagem e som. Caso não rode bem aqui no blog, de dois cliques e vá direto para o site do YouTube.
Descobri o vídeo lá no excelente blog do Democratas. Embora esse partido seja execrado por todos aqueles que se intitulam esquerdistas, revolucionários e humanistas, coma pretensão de serem os portadores da verdade, é exatamente os Democratas a única agremiação política razoavelmente organizada que utiliza as ferramentas da internet e a tecnologia.
Além disso mantém um blog atualizado, defende o estado de direito democrático e vai além das questiúnculas políticas do dia-a-dia, trazendo ao debate importantes temas, como o enfocado neste vídeo: O Pálido Ponto Azul.
Se este planeta é apenas um pálido pontinho azul nos confins do cosmo, quem somos nós?
Não resistiu muito tempo a versão dada pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para o levantamento dos gastos do ex-presidente FHC. A própria página do Tribunal de Contas da União revela que os acórdãos mencionados pela petista não determinam – e muito menos recomendam – a recuperação de dados da administração tucana. Pelo contrário, o tribunal cobrou maior controle das despesas com cartão corporativo no governo Lula.
Três auditorias [numeradas como 1.783, 230 e 470] apontaram falhas no gabinete da Presidência, como o uso exagerado dos cartões para saques em dinheiro ou aquisições. As decisões foram aprovadas pelo plenário do tribunal, respectivamente, em 2004, 2006 e 2007. Todos podem ser conferidos no site www.tcu.gov.br, segundo informa Diego Casagrande.
José Serra e o seu mosquetão anti-botocudo vai mandando ver
Pesquisa revela favoritismo
arrasador de Serra para 2010
A pesquisa que está na Folha de São Paulo de hoje explica as razões para a verdadeira guerra que se trava entre o governo e a oposição.
Sem ter conseguido um candidato competitivo de seus próprios quadros para suceder Lula, os petralhas estão desesperados. Comento em post mais abaixo a realidade amarga para o petismo que foi a detonação da candidatura de Dilma Rousseff, a qual se tinha transformado numa espécie de tábua de salvação petralha.
Com o escândalo do dossiê contra FHC a tábua virou um pau podre a boiar sobre o lodaçal de escândalos em que chafurda o governo petista. Não há ninguém saído do PT com cacife eleitoral e estofo capaz de repetir a façanha de Lula.
A pesquisa também indica que o esquema Aécio-PT não decola de jeito nenhum. Os dados do momento insinuam que chegou a vez de José Serra e os fatos pregressos também mostram que quando existe uma tendência favorável muito forte em apoio a um candidato é muito difícil haver retrocesso.
Note-se que depois de FHC e Lula o Brasil não produziu nenhuma liderança da envergadura desses dois. O próprio Congresso Nacional, que seria o a rampa de lançamento de novos líderes, atravessa uma de suas fases mais pobres em parlamentares competentes da história recente. O mesmo se diga com respeito à performance dos governadores.
Como não há a mínima possibilidade de um terceiro mandato para Lula, é natural a emergência da liderança de Serra que já foi Ministro, também já disputou o pleito majoritário e já foi consagrado nas urnas como prefeito de São Paulo e é atualmente o governador desse Estado gigante que influi poderosamente na esfera da política.
Leiam na íntegra a matéria que está na Folha de São Paulo desta segunda-feira com a pesquisa do Data Folha:
A dois anos e meio da eleição, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), lidera a disputa pela Presidência com pelo menos 16 pontos de vantagem sobre o principal adversário, o deputado federal Ciro Gomes (PSB).
Segundo pesquisa Datafolha, Serra aparece como favorito nos três cenários em que é apresentado como o candidato do PSDB, com taxas que variam de 36% a 38% de preferência.
O PT fica em quarto lugar em seis diferentes cenários apresentados pelo instituto.
O Datafolha ouviu 4.044 pessoas de 25 a 27 de março.
Segundo a pesquisa, Ciro é hoje o mais competitivo da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Contra Serra, tem 20% e 21% da preferência, variando conforme o cenário.
Ciro, porém, assume a liderança, com taxas que vão de 28% a 32%, nas três vezes em que Serra é substituído pelo governador de Minas, Aécio Neves. Em dois desses cenários, Aécio fica em terceiro lugar, atrás da ex-senadora Heloísa Helena (PSOL). Em outro, está tecnicamente empatado com ela. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Sem chance A pesquisa mostra ainda que o PT não teria chance de permanecer na Presidência se as eleições fossem hoje. No partido, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, é quem aparece como mais forte. Ainda assim, fica em quarto lugar, com 8%, quando Serra está no páreo. Nesse cenário, Serra tem 36%, Ciro, 20%, e Heloísa, 12%.
Mas, lembrando a popularidade de Lula, o diretor-presidente do Datafolha, Mauro Paulino, aposta numa mudança com sua entrada em campo. "O ator principal, que é o Lula, ainda não entrou no jogo. A partir do momento em que ele defender um nome do PT, esse tabuleiro tende a mudar." Para a pesquisa, o Datafolha apresentou sete diferentes simulações. Em três delas, Serra é o nome do PSDB. Em outras três, é substituído por Aécio.
Pelo PT, são alternados os nomes de três ministros: Marta, Dilma Rousseff (Casa Civil) e Patrus Ananias (Desenvolvimento Social). Ciro e Heloísa estão em todos os cenários.
Com Dilma, Serra chega a 38% contra 20% de Ciro e 14% de Heloísa. A ministra da Casa Civil fica com 3%. Contra Patrus (1%), Serra mantém-se com 38%, e Ciro atinge 21%.
Marta chega a 11% no cenário em que Aécio substitui Serra. Nele, Ciro tem 28%, seguido de Heloísa (17%) e Aécio (14%).
Como os adversários são os mesmos, é possível comparar o desempenho de Serra ao de Aécio. Serra atinge até 23 pontos a mais que Aécio.
O Datafolha também elaborou um cenário em que os dois concorrem. Nessa hipótese -em que um deles teria deixado o PSDB- não há nome do PT. Com 34%, Serra tem larga vantagem sobre Aécio (11%).
Mesmo com diferença na composição dos cenários, é possível concluir que não houve variação significativa de Serra e Aécio desde a última pesquisa (novembro). Ambos se mantêm no mesmo patamar.
Lula e seus sequazes não desistem e partem para o revide com uma nova forma de chantageara oposição. Prometem desovar hoje no Senado uma “carreta de papéis”, que segundo eles complicam petralhas e tucanos. Continuam invocados com o FHC, como se as eventuais irregularidades do governo anterior possam expiar a ação dos ladravazes atuais.
Está aí. O país entregue a um bando de aloprados, profissionais em dossiês e especialistas em arquivo morto. Ao invés de governar, Lula patrocina tudo isso para esconder os seus gastos com os cartões corporativos.
Em abril a gente começa a pagar o imposto de renda. E veja o que eles fazem com o nosso dinheiro. Gastam à vontade usando os cartões corporativos e alegam que se trata de segredo de segurança nacional.
ESTÁ NA HORA DE MANDAR FOGO NOS BOTOCUDOS ! FOGO NELES !
O Democratas realiza nesta segunda-feira (31), em Florianópolis, o evento “A força das novas idéias nas eleições municipais”, ocasião para um debate entre nomes nacionais do partido e os pré-candidatos em Santa Catarina, sobre temas que nortearam a convenção de dezembro de 2007 e a aplicação nas eleições.
Estarão presentes o presidente nacional do Democratas, Rodrigo Maia; o líder na Câmara, deputado Antônio Carlos Magalhães Neto; o senador Demóstenes Torres e o deputado Ronaldo Caiado estão entre os nomes nacionais que vêm ao Estado para o encontro e o debate.
Formulado como uma reunião de trabalho, o encontro, para cerca de 160 pessoas, será no hotel Cambirela, das 10 às 14 horas, com a participação de prefeitos candidatos à reeleição e de possíveis candidatos.
Os funcionários da ativa da Varig, embora tenham amargado o desemprego, talvez, pelas condições de idade ainda puderam partir para outra.
Resta saber como estão os APOSENTADOS pelo fundo de pensão AERUS, que complementava as suas aposentadorias. Gente que cumpriu 35 anos de serviço e pagou de forma rigorosa e cara o fundo de pensão para poder manter uma vida digna depois que tivesse que parar, seja por tempo de serviço ou por algum infortúnio.
Como estão, por exemplo, as pensionistas dos aposentados que já faleceram?
O dia 12 de abril próximo assinala a data (dois anos) da Tragédia do Aerus Varig.
Eventuais leitores do blog beneficiários do Aerus podem utilizar os comentários do blog para informar as suas situações e o que de concreto está sendo feito.
Já que não ouvi mais nada sobre isso na grande mídia, este blog levanta o assunto. Afinal, é uma questão de justiça. Que é feito do Aerus? O vídeo acima resume a tragédia para centenas de famílias de aposentados do Aerus.
Dilma Rousseff acabou provando o gosto acre do próprio veneno
Dilma foi detonada pela sua
própria forma de ação política
Até as eleições de 2010 temos pela frente exatamente 31 meses, portanto, quase três anos. Imaginem se é possível, em política, segurar uma candidatura por todo esse tempo em campanha? É o que quis fazer Lula depois que a tentativa de emplacar o terceiro mandato não logrou êxito.
Como é sabido, nem com quase dois mandatos consecutivos, armado de uma base aliada tipo rolo compressor, desfrutando de todo o poder possível, o PT fez surgir alguém capaz de suceder Lula.
Um candidato à presidência da República não se consegue da noite para o dia. Por isso Lula e seus sequazes montaram um cuidadoso plano de marketing capaz de transformar Dilma Rousseff numa alternativa segura para a sucessão e decidiram dedicar esse tempo não para governar o País, mas para fazer campanha eleitoral.
A coisa foi meticulosamente pensada nos detalhes. O lançamento de um plano de desenvolvimento, o PAC, de um lado; e uma TV estatal de outro para garantir a farta veiculação de uma seqüência de inaugurações de obras. A outra ação paralela, que se iniciou já nos primeiro anos do governo lulista, foi a implantação de programas sociais como a bolsa-família e outras bolsas para capturar os votos dos grotões.
Numa outra ponta, trataram de turbinar o patrimonialismo e azeitar a máquina de fazer dinheiro dos banqueiros e mega-empresários.
Ao mesmo tempo, Lula e seus sequazes cuidaram de engordar as burras do Estado para o financiamento desse fantástico plano destinado a garantir a perpetuação do poder petista. Uma dessas providências foi a tentativa, por todos os meios, de aprovar a CPMF, que acabou derrotada.
Em rápida análise é isso que se apresentou até agora e, se Lula e o PT fazem um péssimo governo, por outro lado exibem uma competência de planejamento em marketing de fazer inveja a qualquer guru da área.
Entretanto, marketing em política sofre a influência de infinitas variáveis cuja interferência é difícil de prever, como mais difícil ainda é medir o seu impacto. Ora, transformar uma mulher completamente desconhecida do eleitorado brasileiro numa líder política é uma tarefa hercúlea, para não dizer impossível.
Lula que o diga. Ele está na praia há quase trinta anos e concorreu em três eleições majoritárias, tendo passado também pelo legislativo.
Se o PT é expert na montagem cuidadosa de esquemas marketeiros, mostra-se neófito e estabanado nas manhas e sutilezas da política partidária e, sobretudo, naquelas respeitantes ao âmbito do congresso. Primeiro porque a democracia do PT não é vazada nos parâmetros da democracia de vertente liberal, a qual contempla o contraditório e a alternância do poder.
Preside o pensamento político petista um viés demiúrgico, salvacionista e redentor que dá a direção política para o Partido: nunca antes neste país, repete Lula sem cessar em sua catilinária.
Esta faceta da dinâmica petista faz com que o partido viva em constante crise política, já que para alcançar as suas metas tem de se valer de expedientes escusos, como a elaboração de dossiês na intenção permanente de execrar o passado que estaria representado pela oposição.
Lula e seus sequazes costumam repetir, ad nauseam, que há 500 anos uma elite domina o poder no Brasil. Há, por isso, por parte de Lula uma permanente verbalização voltada a excitar o imaginário popular cujo objetivo é a vitimização do setor mais carente da sociedade. Trata-se de um discurso belicoso que açula a luta de classes: pobre contra ricos, negros contra brancos, iletrados contra letrados e vai por aí.
Na medida em que o tempo de mandato restante se comprime, sem a opção de um terceiro tempo para Lula, seus sequazes entraram em desespero, sentindo que sem uma liderança forte dificilmente teriam sucesso em 2010.
E foi aí que inventaram a candidatura de Dilma Rousseff, a quase três anos da eleição, e decidiram que a campanha haveria de começar já, botando o bloco na rua com o PAC. Imaginem quase três anos de comícios de Lula exaltando as qualidades da “Mãe do PAC?
Contudo as surpresas da política num regime democrático aberto não recomendam uma campanha política tão longa, justamente pela eventual interferência de variáveis inauditas, como foi o escândalo dos cartões corporativos que deu origem à CPI.
Foi aí que o rei ficou nu e, mais uma vez, a salvação imaginada por Lula e seus sequazes reduziu-se à construção de um dossiê execrando a figura do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, com conteúdo capaz de atemorizar a oposição e liquidar de uma vez por todas a CPI dos Cartões Corporativos.
O local escolhido para reunir esse insólito “gabinete de crise” encarregado de montar o dossiê foi exatamente a Casa Civil da ministra-candidata.
O final desse episódio chega a ser patético. Num país verdadeiramente democrático o governo inteiro teria caído. Mas hoje estou lendo que Lula e seus sequazes não desistiram do seu intento e pretendem dar uma recuada estratégica. Portanto, já devem ter partido para outra alternativa que, igualmente, prescinda do jogo democrático para lá diante implantar de vez um estado policial no Brasil.
Entretanto, nas minhas contas, Dilma pode enfiar a viola no saco. Foi engolida pela sua própria truculência política e antidemocrática aliás, uma característica do seu partido.
O historiador e analista político Marco Antonio Villa, professor da Universidade Federal de São Carlos, analisa os desdobramentos do caso do dossiê contra FHC em podcast do site do Estadão.
Para Villa, a candidatura de Dilma Rousseff à presidência da República foi detonada. Ela passa da confortável situação de “mãe do PAC” – a principal estratégia da campanha presidencial lulista que já está nas ruas – para assumir a condição de “madrasta do dossiê”.
A análise formulada por Marco Antônio Villa está boa. Portanto, recomendo que ouçam clicando AQUI.
Enquanto o PSDB permanece em cima do muro e o próprio ex-presidente Fernando Henrique Cardoso aparece com aquela conversa mole tentando salvar Dilma Rousseff e pedindo punição para a funcionária bagrinha, o Democratas lançou uma nota oficial onde adverte que “a responsabilidade da ministra Dilma Rousseff é intransferível”.
E sabem o que disse FHC? "Dilma é uma pessoa que tem luta, eu tenho respeito por ela." (Clique AQUI para ler tudo o que disse FHC).
Eis a íntegra da nota do Democratas:
CHEGA DE TOLERAR O INTOLERÁVEL A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, usou sua força e influência na República para elaborar “dossiê” com informações escolhidas a dedo com a finalidade de constranger, perseguir e difamar um dos principais líderes da Oposição no Brasil, além de obstruir o trabalho do Congresso Nacional no cumprimento de sua missão constitucional. Não se pode ignorar a gravidade do ato, tampouco aceitar que Dilma Roussef se esconda atrás de uma assessora que deve ser punida sim, mas que jamais agiria sem ordens explícitas e comando determinado de sua superiora. A responsabilidade da ministra Dilma Roussef é pessoal e intransferível. E o beneficiário de sua ação é o presidente da República, Lula da Silva. A quem interessa chantagear e intimidar deputados e senadores da Oposição para impedir que o Congresso Nacional, por meio da Comissão Parlamentar Mista dos Cartões Corporativos, investigue atos suspeitos do Poder Executivo? A quem interessa desmoralizar as CPIs para aumentar o grau de hostilidade de considerável parcela da população com o Poder Legislativo? A quem interessa tentar impor no Brasil um Estado Policial e pseudo democrático? Não é possível conviver com a rotina de ilegalidades do governo Lula. Num dia é o petista “Mexerica”, alojado no Banco do Brasil, que bisbilhota as contas da Oposição, no outro é o presidente da Caixa Econômica que avança sobre as leis para atender a conveniência política do ministro da Fazenda. A exemplo de Antonio Palocci, que usou o poder do Estado para quebrar o sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, a ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República violou a consciência institucional que se exige das autoridades da República. Chega de tolerar o intolerável. A Democracia, além de indispensável, é insubstituível. Não podemos seguir como se a democracia pudesse ser descartada a qualquer momento. Nenhum País pode viver de um só partido ou de uma só corrente política. Além de respeito às regras institucionais, é necessário reconstruir o vínculo de confiança entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Para isso, é preciso que autoridades do Estado suspeitas da prática de atos ilegais, como é o caso da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, sofram as conseqüências dos seus atos. Brasília, 28 de março de 2008 Deputado Rodrigo Maia Presidente da Comissão Executiva Nacional
Eis aqui o assunto que obrigatoriamente deveria ser a manchete dos jornais desta sexta-feira e que segue após este prólogo. Não vi todos. Mas a Folha nem sequer chamou na capa. Em compensação deu como abre de página a história de Erenice, a “faz-tudo” de Dilma, que teria mandado preparar o dossiê contra FHC. Veja no post abaixo.
Retomando o assunto. O certo é que o noticiário desta sexta-feira é nitroglicerina pura. É escândalo em cima de escândalo. Bom, depois que Lula e seus sequazes chegaram ao poder escândalo não escandaliza mais. Nem sequer dá chamada de capa em jornal.
Entretanto, sempre tem um entretanto. O Promovor José Carlos Blat não quis nem saber e mandou a Procuradoria Regional Eleitoral apurar as pesadas e sérias acusações contra a cooperativa Bancoop, aquela fundada pelo grão-petralha Ricardo Berzoíni. Vejam:
O promotor José Carlos Blat enviou ofício nesta quinta-feira (27/3) à Procuradoria Regional Eleitoral para seja apurado crime eleitoral envolvendo a Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo), fundada pelo deputado federal Ricardo Berzoini (PT).
O promotor apresentou cheques e documentos de transações bancárias que, segundo ele, comprovam que a cooperativa foi criada para abastecer o caixa 2 das campanhas de 2002, mais especificamente entre 9 e 17 de outubro, e 2004 do PT (Partido dos Trabalhadores).
As supostas irregularidades são apuradas em inquérito policial que culminou, em junho de 2007, na quebra do seu sigilo bancário da cooperativa. Oscooperados reclamam ter pagado por apartamentos dos quais não receberam as chaves e escrituras e de terem sido vítimas de pressão para cobrir um rombo financeiro na cooperativa.
Em nota, o deputado repudiou as acusações e disse que o PT não tem conhecimento das acusações e nem foi comunicado pelo Ministério Público.
“A Bancoop é uma cooperativa de fachada que se vale dessas empresas para enriquecer seus diretores e partidos políticos”, afirma o promotor, que adianta: “O inquérito está em andamento e pode virar uma ação penal em breve”. "Esquema criminoso" Segundo o promotor, o “esquema criminoso” se utilizaria da criação de empresas que trabalhavam exclusivamente para a Bancoop, entre elas a Mizu Empreendimentos e a Germany Comercial e Empreiteira de Obras, todas com dirigentes ligados à cooperativa e classificadas por Blat como “laranjas” para auxiliar as doações eleitorais.
Assim, afirma o promotor, se a Bancoop não pode fazer doação eleitoral por ser cooperativa, esta transferia valores às demais para que fizessem as doações. Ainda segundo Blat, a Mizu tem sede constituída em uma residência, onde nunca funcionou uma empresa, e superfaturava os serviços, visando enriquecimento ilícito.
Para comprovar as afirmações, ele juntou ao inquérito cheques de supostos pagamentos da Mizu à Bancoop, num valor total de R$ 195 mil. “Estas [Mizu e Germany] são credoras da Bancoop. Credor não faz pagamento a devedor”, contesta o promotor. (Leia mais).
Estão vendo? Três intrépidos jornalistas - Leonardo Souza , Marta Salomon, Andreza Matais -, da sucursal da Folha de São Paulo em Brasilia, conseguiram um furo sensacional, que se constitui nesse texto ordinário que segue abaixo e que rendeu a manchete do jornal na sua edição desta sexta-feira. Convenhamos, mas isto é a desmoralização completa da Folha de São Paulo.
Há um cheiro indefectível de press release nesta reportagem. Meu faro nunca me enganou nesses quase quarenta anos de jornalismo.
Imaginem, essa coisa precisou de três repórteres para ser escrita...hehehe... Descobriram (descobriram? Isto é um furo?) que a ordem para a montagem de um dossiê com todas as despesas realizadas pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não partiu de Dilma Rousseff, mas de Erenice Alves Guerra (eita nome petralha), uma reles assessora da Ministra da Casa Civil.
Sim. É isto mesmo. Erenice é a mais nova “aloprada” da camarilha petralha do Planalto. É ela que a valente "guerrilheira" Dilma, vai atirar à sanha das feras.
Agora, imaginem Dilma Rousseff presidente da República?
Segue a matéria na íntegra:
Partiu da secretária-executiva da Casa Civil, braço direito da ministra Dilma Rousseff, a ordem para a organização de um dossiê com todas as despesas realizadas pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, sua mulher Ruth e ministros da gestão tucana a partir de 1998.
O banco de dados montado a pedido de Erenice Alves Guerra é paralelo ao Suprim, o sistema oficial de controle de despesas com suprimentos de fundos do governo.
O governo nega tratar-se de um dossiê. A interlocutores Erenice se responsabiliza pela decisão de organizar processos de despesas de FHC, isentando a chefe de ter tomado a decisão. Ela é conhecida como "faz-tudo" de Dilma, sendo a funcionária mais próxima da ministra que Luiz Inácio Lula da Silva vê como presidenciável para 2010.
Quando o trabalho começou a ser feito, corriam as negociações no Congresso para investigar gastos com cartões corporativos do presidente Lula. Por pressão de governistas, as investigações recuariam ao período de governo tucano. O banco de dados avançara sobre parte do material guardado no arquivo morto, num dos prédios anexos do Planalto.
Um dos relatórios produzidos na Casa Civil, a que a Folha teve acesso, mostra que os dados foram organizados de forma diversa do Suprim (Sistema de Controle de Suprimento de Fundos), que tem os registros dos gastos do período Lula.
Com 13 páginas, o documento registra detalhes, fora da ordem cronológica, de diversos gastos, com ênfase nos feitos pela ex-primeira-dama Ruth e naqueles que envolvem bebidas e itens como lixas de unha.
Na primeira semana após o Carnaval, segundo a Folha apurou, Erenice marcou reunião no Planalto com membros da Secretaria de Administração, da Secretaria de Controle Interno da Presidência e de outras áreas da Casa Civil.
Solicitou que fossem cedidos funcionários de cada área para que se criasse uma força-tarefa encarregada de desarquivar documentos referentes aos gastos do governo anterior a partir da rubrica suprimento de fundos, que inclui cartões corporativos e contas "tipo B" (despesa justificada por nota depois de o servidor receber uma determinada verba).
A Folha apurou que Erenice justificou a empreitada aos subordinados alegando ser preciso fazer o levantamento para atender a eventuais demandas da CPI dos Cartões e destacou sua chefe-de-gabinete, Maria de La Soledad Castrillo, para coordenar os trabalhos.
Por meio de sua assessoria, Erenice negou que tivesse tido reunião com os secretários de Controle Interno e da Secretaria de Administração e Diretoria de Logística, "para discutir qualquer tipo de assunto referente a levantamento de dados de suprimento de fundos".
Mas confirmou que a Casa Civil está alimentando banco de dados com informações do suprimento de fundos entre 1998 e 2002 e admitiu que a gestão da base de dados é da Secretaria de Administração e o trabalho envolve áreas de Tecnologia da Informação, Orçamento e Finanças e Logística.
A seleção e a organização de despesas do governo FHC durou um mês e meio, até os primeiros lançamentos das despesas no Suprim -que seria o destino das informações. Com a publicação da última edição da revista "Veja", em que trechos do relatório com 13 páginas a que a Folha teve acesso ontem foram divulgados, os dados passaram a ser digitados diretamente no Suprim.
Por isso a Casa Civil afirma que as informações "vazadas" à imprensa seriam fragmentos de relatórios de gastos ainda em fase de digitação.
Yoani Sanchez quando falava à televisão canadense em Havana
Yoani, a blogueira dissidente
cubana, fala à TV canadense.
Em post mais abaixo destaquei o blog Generación Y, editado por Yoani Sanchez, uma cubana dissidente que vive em Havana. Informei que seu blog tem uma impressionante audiência que vai muito além dos grandes blogs alojados nos portais da grande mídia aqui no Brasil.
O que afirmei agora está comprovado. A emissora de televisão americana CBC News, do Canadá fez uma entrevista especial com Yoani que vale a pena ser assistida. As perguntas são em inglês com as respostas de Yoani em espanhol em legendas em inglês. Ela tem uma excelente dicção, fala calma e pausadamente de forma elegante e articulada.
Eis um detalhe: Yoani, ao postular o respeito individualidade, algo banido pela ditadura castrista, não o faz sob a égide de palavras de ordem nem tampouco com ódio e rancor.
O site da CBC News não oferece o código para incorporar o vídeo no blog. Portanto, dê um clique AQUI para assistir toda a entrevista com som e imagens excelentes colhidas numa sossegada praça de Havana.
Como intuí naquele post anterior, quando falo do blog de Yoani, apesar da censura do regime comuno-fascista vislumbra-se os primeiros sinais da inevitável abertura democrática em Cuba.
Vocês já ouviram falar no Fernando de Barros e Silva? É articulista da Folha de São Paulo, esse valente diário que costuma dar uma no cravo e outra na ferradura. Uma coisa assim, digamos, que faz como que a Folha acolha todos os tipos de tendências políticas, que inclui, obviamente, a estupidez botocuda. Acham que estou me referindo ao Fernando de Barros e Silva. Acertaram.
Na Folha do dia 24, ele escreveu um artigo intitulado “A direita e o lulismo”...hummm...quem me alertou para o indigitado artigo foi um leitor petralha com pseudônimo, claro, em comentário deixado no blog. Além de sugerir a leitura do artigo, me chamou de chato. Sinal que os petralhas gostam da Folha e, evidentemente, do seu articulista preferido: Fernando de Barros e Silva.
Pois bem. De partida, FBS já com comete um terrível equívoco. Mostra que ainda patina na ideologia, pois o título de seu escrito faz crer que o lulismo é a esquerda e a oposição é a direita. FSB é um desses abduzidos pela ideologia botocuda que não conseguiu mais colocar os pés na terra.
Mas o danado é matreiro. Uma e abusa daquilo que se convencionou denominar “imparcialidade”. Dá uma alfinetadinha no petralhismo, para cair de pau cerrado naquilo que considera “de direita”.
Para FBS, essa maldita direita reacionária está representada por “um articulismo de oposição francamente antinordestino e preconceituoso, coalhado de racismo e misoginia, que faz do insulto seu método e tem na truculência verbal sua marca”.
E isto, diz logo no começo, “está disseminado em jornais, sites, blogs, na revista”. Quem sabe na revista Veja? (ele não diz o nome da publicação). Ou neste blog? Hummm...Desembucha aí Fernando Barros e Silva. Assume logo abertamente o seu petralhismo e vai lá assessorar o Franklin Martins. Afinal, não é isso que você quer?
Para não dizerem depois que estou inventando histórias, eis aqui, na íntegra “A direita e o lulismo”. (Argh!):
A chegada de Lula ao poder seguida da ruína moral do petismo serviu de trampolim para impulsionar uma nova direita no país. É um fenômeno de expressão midiática, mais do que propriamente político.
Está disseminado em jornais, sites, blogs, na revista. E deve sua difusão aos falcões do colunismo que se orgulha de parecer assim, estupidamente reacionário.
Mesmo que a autopropaganda seja enganosa e oculte que até ontem o conservador empedernido de hoje comia no prato da esquerda, que é só um "parvenu", um espertalhão adaptado aos tempos -ainda assim, temos aqui uma novidade.
Essa direita emergente já formou patota. Citam uns aos outros, promovem entrevistas entre si, trocam elogios despudorados. Praticam o mais desabrido compadrio, mas proclamam a meritocracia e as virtudes da impessoalidade; são boçais, mas adoram arrotar cultura.
É uma direita ruidosa e cínica, festiva e catastrofista. Serve para entreter e consolar uma elite que se diz "classe média" e vê o país como estorvo à realização de seu infinito potencial. Seus privilégios estão sempre sob ameaça e agora a clientela de Lula veio azedar de vez suas fantasias de exclusivismo social.
Invertemos a fórmula de Umberto Eco: enquanto a direita anuncia o apocalipse, os integrados, sob as asas do lulismo, são testemunhas vivas do fiasco do pensamento de esquerda neste país. Não me lembro de ter visto antes a mídia estampar com tanta clareza os passos da regressão social de que participa.
Do lado oficial, há um ambiente paragetulista de cooptação e intimidação difusas, se não avesso, certamente hostil às liberdades de expressão e de informação.
Na outra ponta, um articulismo de oposição francamente antinordestino e preconceituoso, coalhado de racismo e misoginia, que faz do insulto seu método e tem na truculência verbal sua marca. Deve-se a ele o retorno da cultura da sarjeta e do lixo retórico, vício da imprensa nativa que remonta ao Império, mas que havia caído em desuso.
A Globo, como mostra bem este vídeo, continua com um jornalismo meia-boca. A isenção e a imparcialidade são sempre manipuladas pela patrulha esquerdista que domina as redações, subvencionada por caraminguás governamentais.
Esquerdismo pode espernear
à vontade. Será massacrado.
Está acontecendo na Argentina o que afirmei aqui em post de ontem mais abaixo. Os argentinos não costumam dar moleza e já ocorreu o segundo panelaço envolvendo a classe média de um lado, a favor do movimento dos produtores rurais e contra o governo e, de outro, os bolsa-família financiados pelo governo da família Kirchner, no estilo que bem conhecemos aqui no Brasil.
Cristina Kirchner segue o modelo populista de seu marido, de